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sexta-feira, agosto 19, 2011
segunda-feira, março 22, 2010
Bar Academia
Gosto muito do bar que frequento pela diversidade de assuntos e problemas que por ali penduricalham. É um lugar cosmopolita e por lá pinta todo o tipo de figura. Aparece gente boa e gente ruim, mas sempre se acaba por proceder a uma seleção destes últimos ficando os ruins-bons junto com os bons-bons…
Normalmente cito o espaço com o nome de Academia, pois ali se costuma discutir muito literatura e a própria língua portuguesa. E a coisa atinge píncaros estratosféricos quando o Jô resolve abordar trechos de livros de Dostoievski e Balzac ou as teorias filosóficas de Kant e Descartes. E quem é Jô? --- Um coitado que teve uma oportunidade de estudo e preambula hoje pelos bares e esquinas com a muringa cheia de cocaína e cachaça. Claro que outras figurinhas carimbadas por lá aparecem e experts em outros ou nos mesmos temas.
Passam pela Academia, também, aqueles que impingem a sua opinião e não abrem mão dela, mesmo que a vaca tussa. Esses são intragáveis, mas mantem-se a filosofia de vida do laissez dire, laissez faire…
A última discussão na qual meti a colher, foi o uso dos pronomes e tudo começou com a aplicação “para mim fazer” ou “para eu fazer”. Como sôa mal usar “para mim fazer”, não é verdade? E tentar explicar o inexplicável aos tradicionais cabeças duras é obra. E é por essas e outras que mais tarde lá aparecem os reformadores ortográficos querendo colocar as suas invenções linguísticas como “ponhar” em vez de “pôr”, etc, e tal…
O emprego dos pronomes pessoais em português é questão que sempre provoca dúvidas. Existem pronomes que exercem a função de sujeito das orações e pronomes que exercem a função de complemento. O que determina a escolha dos pronomes pessoais é a função sintática que eles exercem na oração. Em "para mim fazer" ou "para eu fazer", o problema é frequente e foi o mote na última sessão da Academia. Afinal, que função sintática exerce esse pronome ("eu" ou "mim")? Observe-se que não lhe cabe completar um verbo ou nome. Nesse tipo de construção, o pronome atua como sujeito do verbo que está no infinitivo. Usa-se, então, o pronome pessoal do caso reto. Assim: "Traga as medidas para eu fazer os cálculos", "Trarei as medidas para tu fazeres os cálculos", Trarão as medidas para nós fazermos os cálculos".
Muito e muito mais haveria para dissertar sobre o tema. Mas, se a coisa deslanchasse para a abordagem detalhada dos pronomes oblíquos tónicos, retos, como sujeito ou complemento em relação às preposições, ou ao emprego nas locuções com verbos causativos e sensitivos, os ânimos se exaltariam e não tardaria mais uma vez a polícia baixar no pedaço e mandar todo o mundo encostar na parede à procura do inexistente…
Esta rodada pago eu!
quinta-feira, junho 25, 2009
Crentes
Um bêbedo chega ao bar e pede uma bebida.
Do seu lado uma senhora distinta querendo chamar a atenção do bêbado diz:
- O senhor sabia que o Brasil é o segundo país do mundo em consumo de álcool?
O bêbedo responde:
- É curpa desses crente!
- Como culpa dos crentes? Os coitados nem sequer bebem álcool!
- Pois é, se eles bebesse um pouquinho, nóis já tava em primeiro!
terça-feira, agosto 19, 2008
Histórias pitorescas
Fui a uma festa de despedida de solteiro em uma chácara. A galera toda lá. Muita cerveja, whisky, vinho. A noite prometia. Muitas gatinhas. Galera animada. Saí de lá nem sei que horas, travado. Indo pela rodovia, avistei algo que se tornou o terror dos festeiros... Uma Blitz!
Comecei a rezar para tudo quanto era santo. Mas... fui sorteado. Quando parei, quase atropelei o guarda. Tava ruim. O guarda pediu para eu descer do carro. Quase não consegui... Aí o pesadelo aumentou Ouvi o que qualquer bêbado teme.
- Vamos fazer o teste do Bafômetro!
Tô frito! Pensei. Quando, ao que parece, os santos resolveram me atender!
Um caminhão bate na outra pista e espalha toda a sua carga... Os guardas imediatamente me dizem:
- Vá embora, vamos socorrer aquele acidente!
Eu, mais que depressa (ou pelo menos tentando), entrei no carro e fui embora, feliz da vida! Hoje é meu dia de sorte, pensei. Cheguei em casa, guardei o carro e, após agradecer aos santos pelo meu dia de sorte, fui dormir. Tava feliz!
No outro dia, minha mãe me acorda as 7 da manhã me perguntando:
- Filho você sabe o que faz um carro de polícia na nossa garagem?
Caraio! Lá se foi meu dia de sorte...
domingo, julho 27, 2008
terça-feira, maio 20, 2008
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