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quarta-feira, setembro 16, 2009

Cordeirinhos

Afinal, parece que nós somos mesmo uns cordeirinhos pastando nos pastos que aquele que nos apascenta escolhe; a nossa lã não se arrepia e os cornos não se reviram, pois serenamente vamos para lá e para cá ao som dos assobios do pastor e do latir dos cachorros, estes também mandados.


Não! Não estava fazendo uma introdução a algo passado na planície alentejana. Configurei o texto para abordar e, de certo modo comentar, as últimas notícias relacionadas com o meio ambiente e mais exactamente no que se refere à poluição dos veículos auto motores com os respectivos combustíveis.


Dados divulgados ontem pelo Ministério do Meio Ambiente mostram que o álcool combustível pode poluir tanto quanto a gasolina. E que os motores com menor potência chegam a poluir mais do que os equipamentos com maior capacidade.

 Puta que pariu! Exclamo eu agora. Durante todos estes anos fomos levados a pensar que o álcool era uma das mais puras energias alternativas. Assistimos a desmatamentos violentíssimos e à substimação de outras culturas, bem mais necessárias às exigências humanas, em prol do avanço interminável das plantações da cana-de-açúcar. Alardeamos o Mundo sobre a nossa capacidade e potencialidade no que diz respeito a essa energia limpa.


No ranking de 258 provas sobre poluição e emissão de gases a que as empresas submeteram os veículos, as melhores notas foram dadas a carros que usavam gasolina no momento dos testes. Também ficou provado que os motores mais potentes poluem menos; os de menor cilindrada poluem mais por necessitarem de mais força --- consequentemente maior consumo de combustível --- para fazerem o carro se movimentar.

Espera aí! Então, que engenheiros são esses que criaram os motores a álcool e que jamais, durante todos estes anos, observaram que as vantagens eram zero!? Que, afinal, não era uma alternativa viável!? E o pior: que o álcool, por queimar mais rápidamente, libera mais gases que a gasolina!


Há tempos atrás, optou-se pela criação de grandes rodovias e implementação da indústria automobilística em detrimento das ferrovias, que fôram sucateadas; quando da primeira crise do petróleo, enveredámos pelo álcool, com recúos e retomadas; agora, com as descobertas do pré-sal, desmascara-se tudo o que concorria.

O bom cabrito não berra, mas vai ter que começar a berrar...

terça-feira, maio 27, 2008

sábado, agosto 25, 2007

BIODIESEL

Há exatos 40 anos, o cientista cearense Expedito Parente criou o biodiesel, um óleo combustível derivado de plantas oleaginosas capaz de substituir, com vantagens, o diesel derivado de petróleo usado pelas indústrias pesadas, caminhões, usinas geradoras e outros equipamentos. Surgia a descoberta que poderia revolucionar o mundo no que tange à produção de combustíveis de fonte renováveis.
O facto era tão sério que o então ministro da Aeronáutica, Délio Jardim de Matos, entusiasmado, mandou que as pesquisas de Expedito continuassem no Centro Tecnológico da Aeronáutica, em São José dos Campos. Era o tempo da ditadura militar e nada foi revelado sobre o trabalho, considerado assunto reservado de segurança nacional.
Pois bem. Logo o biodiesel provou ser o combustível do futuro, nascido do país que tem melhores condições em todo o mundo para produzí-lo: a nossa Pindorama. Entre 1980 e 1984, foram produzidos mais de 300 mil litros do óleo, utilizados em testes.
Paralelamente, Expedito criou o bioquerosene, também originário de oleaginosas, substituto do querosene de aviação. E no dia 24 de outubro de 1984, o "dia do aviador", um "Bandeirante" da FAB decolou de São José dos Campos usando o bioqueronse como combustível. O teste foi um sucesso. E tem mais: em 1980, em Fortaleza, o vice-presidente da República, Aureliano Chaves, e o governador Virgilio Távora, este um dos grandes incentivadores das pesquisas do professor cearense, inauguraram ali na BR-116, a primeira usina produtora de biodiesel, montada por Expedito e seu fiel auxiliar Alfredo Rafael Campi, o Lelo.
Em 2001, Expedito Parente criou a TECNOBIO, uma empresa que fabrica equipamentos para a produção de biodiesel. De lá para cá, centenas dessas unidades foram montadas no País, produzindo combustível para prefeituras, indústrias, universidades etc. Contar essa pequena história do biodiesel é fazer justiça ao seu verdadeiro criador, que não teve a sorte de ser um professor de Harvard. Se fosse, talvez, já tivesse até abocanhado um prêmio Nobel.
Já se antevia naquela época que o Biodiesel e o Bioquerosene, seriam os combustíveis do futuro, tanto por ser de fonte renovável, quanto pelos benefícios ao meio ambiente que trariam e também porque os preços se tornariam acessíveis pelo aumento do preço do petróleo, à medida que fosse escasseando.
Não cometamos erros e injustiças. A César, o que é de César!!!

sexta-feira, julho 06, 2007

SABIAM QUE...

Foto de Henrique J. C. Oliveira

Durante a guerra colonial, há mais de trinta anos, viaturas pesadas portuguesas Berliet-Tramagal já utilizavam óleo de palma como combustível, dadas as dificuldades de reabastecimento das zonas mais remotas no interior de Angola?
Nos dias de hoje discute-se tanto sobre combustíveis alternativos, não é verdade?