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quarta-feira, novembro 24, 2021

Amazónia

Centenas de balsas de garimpo ilegal invadiram trecho do Rio Madeira, a 120 km de Manaus. Moradores das redondezas estão apavorados.


 A única medida a ser tomada pelo governo federal, é cercar a área pelo ar e mandar que todos abandonem as balsas. Após isso, as mesmas deverão ser bombardeadas e destruídas. Será que todos os que criticam o Brasil na preservação da Amazónia vão reclamar?...

sábado, março 25, 2017

sexta-feira, julho 18, 2014

Desmatamento urbano

Algo que me irrita e desperta a curiosidade é o barulho de moto-serra. Assim acordei nesta manhã de folga e fui verificar in loco. Estavam abatendo um conjunto de 4 frondosas árvores (livres de fiação aérea) na Rua Dr. Adalberto Nascimento, na quadra entre a Rua Dr. Alves do Banho e Rua Guararema. Fotografei tudo, pois gosto de guardar detalhes do meu Bairro...
Sem que eu tenha inquirido, o responsável da turma dos abatedores me informou ter licença (que eu não me interessei em verificar) e justificou se tratar de prejuízo, por parte das raízes, à galeria de águas pluviais.
Não obstante a minha ignorância no que se relaciona com a tecnicidade do problema, tenho a opinião de que há outras soluções viáveis.

A cidade de Campinas ainda é uma das mais arborizadas do Brasil. Mas é, também, uma das que mais abatem as suas árvores. Pessoas que se irritam com as folhas caídas que sujam a calçada, outras que simplesmente estão cansadas de ver aquela árvore, muitas mais por motivos variados e a empresa de eletricidade que desfigura o arvoredo com cortes sem critério para proteção da fiação.
Estou triste!



sexta-feira, julho 01, 2011

Amazónia e Vietnam

Para muitas das indagações que aqui coloco, em matérias que expressam a minha revolta, a maioria dos cidadãos sabe a resposta. Porém, jamais devemos esquecer esses problemas e sempre teremos que estar alerta e denunciá-los.
Tive a oportunidade de viver em dois países governados por ditaduras ferozes e implacáveis --- Portugal e Brasil. Sei que as coisas não são difíceis nesse campo, pois a investigação é profunda e existem inúmeras forças delatoras que em muito facilitam as operações. Notemos que, mesmo que determinado indivíduo não fosse comunista, mas que tivesse postura contrária ao regime, fàcilmente era identificado, preso e até assassinado em seguida.
Perante o exposto no parágrafo anterior, pergunto como é tão difícil  identificar os grandes desmatadores da Amazónia? Acho e todos acham que essa identificação é muito fácil e só não se faz nada para conter esse desastre porque eles estão no Poder ou com o mesmo convivem umbilicalmente.
Eu já me sinto empedernido perante um infinito número de situações, porque o tempo vai cicatrizando muitas feridas abertas e aos poucos vamo-nos embrutecendo também. Porém, pela grandiosidade e o inusitado de certas dessas situações novas, ainda há espaço para outro momento de comoção e perplexidade.
No período de 1961 a 1971, as tropas americanas espargiram 80 milhões de litros de herbicidas, que continham 400 quilogramas de dioxina sobre o território vietnamita, de acordo com estatísticas oficiais.
Esse desfolhantes destruiram o habitat natural, deixaram 4,8 milhões de pessoas expostas ao agente laranja e provocaram enfermidades irreversíveis, sobretudo malformações congênitas, câncer e síndromes neurológicas em crianças, mulheres e homens do país. Não é o que parece nesta foto? Mas não é. 
No Brasil o Ibama identificou uma área de floresta amazônica, do tamanho de 180 campos de futebol, destruída pela ação de herbicidas.
A terra, que pertence à União, fica ao sul do município amazonense de Canutama, na divisa com Rondônia. O responsável pelo crime ambiental ainda não foi identificado pelo órgão.
Em sobrevoo de duas horas de helicóptero, na segunda semana de junho, analistas do Ibama observaram milhares de árvores em pé, mas desfolhadas e esbranquiçadas pela ação do veneno.
Encontraram também vestígios de extração de madeira por motosserras e queimadas, práticas usadas para limpar o terreno. Especialistas dizem que os agrotóxicos, pulverizados de avião sobre as florestas nativas, matam as árvores de imediato, contaminam solo, lençóis freáticos, animais e pessoas.
Numa outra comparação e ainda no passado no Vietnam, eles usavam uma mistura de dois herbicidas compondo o célebre agente laranja aplicado como desfolhante, não só para facilitar o pouso de helicópteros na floresta densa, como para achar os esconderijos do inimigo.
O Ibama apreendeu mais de quatro toneladas de veneno numa reserva de desenvolvimento sustentável no interior do Amazonas. O produto serviria para desmatar a floresta de forma silenciosa.
De acordo com o órgão ambiental federal, o veneno seria suficiente para destruir pelo menos 3 mil hectares (30 km²) de mata.
Os suspeitos de serem os responsáveis já foram identificados e podem responder por crime ambiental, com pena de até 4 anos de reclusão, além do pagamento de multa de até R4 2 milhões. Evidentemente que esse tipo de punição jamais acontecerá. Nem o nome dos criminosos será publicado.
De 1º a 3 de junho, especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobrevoaram o norte do Mato Grosso para verificar alertas de desmatamento indicados pelo DETER. Nesta região, de grande incidência de desmatamento, foram vistoriados cerca de 90 pontos de alerta que, somados, chegam a 200 km². 
O desmatamento no Estado do Mato Grosso chegou a 243 quilômetros quadrados no mês de abril, correspondendo a um aumento de 537% comparado a abril de 2010. Mais absurdo ainda são os dados relacionados a florestas degradadas, de 1.755 quilômetros quadrados, 13.500% maior do mesmo período do ano passado.
Em 1980 o uso de armas incendiárias (tais como o Napalm) contra civis foi proibido pelo Protocolo III da "Convenção sobre Proibições e Restrições ao Uso de Certas Armas Convencionais que Podem Ser Consideradas como Excessivamente Lesivas ou Geradoras de Efeitos Indiscriminados". E este é o caso, pois as pessoas estão sendo ameaçadas e eu digo que até directamente, pois uma árvore é para nós um sopro de vida. 


Notícia recolhida do Jornal "Folha de S. Paulo".
Histórico e fotos na Internet





quarta-feira, setembro 16, 2009

Cordeirinhos

Afinal, parece que nós somos mesmo uns cordeirinhos pastando nos pastos que aquele que nos apascenta escolhe; a nossa lã não se arrepia e os cornos não se reviram, pois serenamente vamos para lá e para cá ao som dos assobios do pastor e do latir dos cachorros, estes também mandados.


Não! Não estava fazendo uma introdução a algo passado na planície alentejana. Configurei o texto para abordar e, de certo modo comentar, as últimas notícias relacionadas com o meio ambiente e mais exactamente no que se refere à poluição dos veículos auto motores com os respectivos combustíveis.


Dados divulgados ontem pelo Ministério do Meio Ambiente mostram que o álcool combustível pode poluir tanto quanto a gasolina. E que os motores com menor potência chegam a poluir mais do que os equipamentos com maior capacidade.

 Puta que pariu! Exclamo eu agora. Durante todos estes anos fomos levados a pensar que o álcool era uma das mais puras energias alternativas. Assistimos a desmatamentos violentíssimos e à substimação de outras culturas, bem mais necessárias às exigências humanas, em prol do avanço interminável das plantações da cana-de-açúcar. Alardeamos o Mundo sobre a nossa capacidade e potencialidade no que diz respeito a essa energia limpa.


No ranking de 258 provas sobre poluição e emissão de gases a que as empresas submeteram os veículos, as melhores notas foram dadas a carros que usavam gasolina no momento dos testes. Também ficou provado que os motores mais potentes poluem menos; os de menor cilindrada poluem mais por necessitarem de mais força --- consequentemente maior consumo de combustível --- para fazerem o carro se movimentar.

Espera aí! Então, que engenheiros são esses que criaram os motores a álcool e que jamais, durante todos estes anos, observaram que as vantagens eram zero!? Que, afinal, não era uma alternativa viável!? E o pior: que o álcool, por queimar mais rápidamente, libera mais gases que a gasolina!


Há tempos atrás, optou-se pela criação de grandes rodovias e implementação da indústria automobilística em detrimento das ferrovias, que fôram sucateadas; quando da primeira crise do petróleo, enveredámos pelo álcool, com recúos e retomadas; agora, com as descobertas do pré-sal, desmascara-se tudo o que concorria.

O bom cabrito não berra, mas vai ter que começar a berrar...

sábado, julho 11, 2009

Desalojados

Ontem coloquei aqui uma bela foto de um pintassilgo comendo sementes de extremosa e que me foi enviada pela minha amiga jornalista Vera Fernandes.
A postagem deveu-se mais ao flagrante em si e deixei a história daquele e outros pintassilgos para outra oportunidade. Afinal, o assunto é interessante e actualíssimo e, quando assim, raramente passo batido, preferindo até debruçar-me mais sobre esse tema, que considero importantíssimo, em vez de focalizar as desgraças da política. Desgraça por desgraça, deixo os estupores para lá...
A Vera me contou que todas as manhãs recebe a visita daquele e outros pintassilgos na janela da sua sala de trabalho. Dali eles vôam para os galhos das extremosas para comerem as sementes e voltam; é um vaivém com sonoridade agradável na expressão da alegria que demonstram e que a todos cativam. Dá ânimo para o enfrentar da labuta do dia que começa.
Ontem, ao final da tarde, também eu vivi uma experiência envolvendo um casal de animais silvestres --- dois saguís, que habitam a cidade grande pelo mesmo motivo dos pintassilgos e muitas outras espécies. Já tinha percebido a sua presença aqui no bairro, um pouco mais distante daquele bar onde me encontrava. Surpreendi-me pelo facto deles terem passado para o outro lado da movimentada avenida, se realmente dos mesmos se trata.
Notei que os dois saguís estavam juntos na copa de uma frondosa árvore e, de repente, um foi avançando sobre um dos cabos de alta tensão até perto do poste. Aqui, inadvertida e inconscientemente, a sua cauda tocou um outro daqueles cabos e instantâneamente morreu electrocutado. Ouvi o gritar do parceiro que, não sei por que motivos, resolveu fazer exactamente o mesmo percurso e da mesma maneira. Viveram juntos e juntos morreram.
Esta cena chocou-me profundamente e tanto mais porque, uma semana atrás, almocei num belo lugar rodeado de grandes árvores habitadas por dezenas dessa espécie de macaquinhos. Era o seu habitat natural num resquício de mata atlântica enfronhado na cidade, mas que ainda lhes oferece condições de sobrevivência. Não sei até quando.
Aqui na minha humilde casa tenho um quintal grande e nele aceroleira, pitangueira e mangueira, além das várias espécies de flores. É uma festa durante todo o dia, orquestrada por sabiás, maritacas, sebinhos beija-flores e outros, quando o gavião carcará não plana sobre o local... Por trás de todas essas maravilhas esconde-se, afinal, o grande drama que origina essa migração do campo para a cidade --- o desmatamento e o envenenamento das matas e rios. Ainda por cima, na cidade, algumas dessas criaturas encontram cabos electrificados em vez de cipós e não percebem as diferenças.
Temos que fazer algo para reverter essa situação. Estamos adiando isso há muito tempo. Não podemos esperar decisões desse tipo por parte dos G8, G14 e outros que tais. Temos que formar um "G" elevado à enésima potência e agir com afinco e seriedade. Os netos dos nossos netos agradecerão reconhecidamente.

domingo, junho 14, 2009

Vestígios de Floresta Tropical

Esta área verde do mapa maior é a mesma representada, em forma de coração, no mapa menor que representa o Brasil. É um conjunto de Reservas dos índios Kayapó nas suas diversas divisões.
A área cor-de-rosa que circunda a Reserva representa o total desmatamento e é ocupada pela agro-pecária. Não tenhamos dúvidas sobre que o Brasil, mais tarde ou mais cêdo, será representado por um mapa cor-de-rosa quase na sua totalidade, tendo aqui e ali pequenos pontos verdes a destoar...

quinta-feira, outubro 02, 2008

Inexplicável

Existem momentos em que no meu cantinho converso com os meus botões (só eu e eles) e acabo por me questionar sobre se sou o único a ter tais pensamentos e ideias. Estarei eu "por fóra", deslocado da realidade, um romântico? Serei eu um "babáca" de ideias ultrapassadas, um "quixotesco", um ser de outro planeta? --- Não sei realmente; não entendo mais nada.
Estamos em plena campanha eleitoral para as eleições municipais que se realizarão no próximo dia 5. Tenho notado que uma grande fatia do eleitorado está totalmente desinteressada. Terão muitas razões para isso, certamente. Porém, como o voto é obrigatório, essa turma digitará um número qualquer na urna. Não deveria, portanto, existir esse desinteresse total...
Na propaganda eleitoral obrigatória e em fotos publicadas nos jornais, é frequente vermos candidatos com a ficha mais suja que pau de galinheiro. Mas eles estão aí em plena actividade, mais uma vez. E parece que ninguém se impressiona com isso, pois vemos a mamães esforçarem-se para que o candidato dê um beijo nos seus filhinhos e as abrace. É uma espécie de troféu que exibirão, depois, para todos da sua comunidade e, quanto em quem irão votar, nem adianta falar...
Muito e muito mais haveria para referir aqui e relacionado com esse assunto. Todavia, passarei para um outro que também está no âmbito das minhas perplexidades. O desmatamento florestal.
Abordar este outro tema é quase como pisar num campo minado. Temos que ter cuidado com o que dizemos... Mas, exactamente por eu me sentir alienado, do modo como iniciei esta crónica, é possível que ninguém ligue para o que eu escrevo e eu usarei do meu direito de liberdade de expressão.
Abordar o tema do desmatamento é coisa para muitas e muitas páginas de um grosso calhamaço. Pelo espaço e oportunidade, focarei sòmente essa última briga de palavras entre Órgãos oficiais. Assim, quando o Ministro do Meio Ambiente apresenta resultados de um estudo que incriminam o próprio Incra e a sua Reforma Agrária e um dia depois, perante o esperneio do instituto, dá o dito pelo não dito, é motivo para meditarmos sobre o que realmente acontece. Mas ninguém se interessa...
Eu sei e todo o mundo sabe que, perante uma enormidade territorial, na qual não é exercida qualquer actividade, o Incra interpreta-a como ideal para mais um assentamento postulado pelo MST. Na verdade, ali não tem qualquer actividade exploratória, mas é uma floresta cerrada... Então, deixará de ser floresta e será mais um crescente ao impressionante mapa da desflorestação. Nada se produzirá ali e, mais tarde ou mais cêdo, estarão os integrantes do Movimento retalhando o espaço e vendendo aos oportunistas.
Ah! acho que escrevi um monte de bobagens. Pararei por aqui.

quinta-feira, março 27, 2008

A VIDA ALÉM DA MORTE

Da energia se fez a vida.
Na guerra pelo progresso, o homem não mede esforços nem a consequência dos seus atos. O importante é avançar. Numa batalha desigual, destroi insanamente os recursos naturais essenciais à sobrevivência. A resposta da Natureza pode até demorar, mas não falha. Às vezes é imediata, intrigante ou mesmo desafiadora. Só precisamos interpretá-la.
Num ato silencioso e inusitado ela respondeu aos afiados machados e às violentas motosserras, maiores formas do desrespeito destruidor. Insistiu e exigiu seu espaço para impor a beleza das suas flores e a generosa sombra da sua copa, numa grande demonstração de energia e desejo de viver.
Derrubado e transformado em poste para sustentação dos fios da rede elétrica, o Ipê amarelo não se entregou. Com uma acção estupenda, recuperou a sua pompa e reinado de árvore símbolo nacional. Rebelou-se à condenação injusta, criou suas raízes no solo e voltou a reinar absoluto, esbanjando alegria e beleza com a sua identidade marcante.
Reconsiderando o seu ato, o homem decidiu transferir a rede elétrica para um poste de concreto instalado ao lado. Agora o Ipê reina livre dos fios. É uma atração pública na cidade de Porto Velho, capital do estado de Rondónia.
Foto de Leandro Barcellos

quinta-feira, janeiro 31, 2008

PARCERIA - BRASIL E TIMOR

TIMOR-LESTE QUER FIRMAR PARCERIAS COM O BRASIL
Brasília (28.1.2008) - Uma comitiva do Timor-Leste liderada pelo chanceler Zacarias da Costa, visitou o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, nesta segunda-feira (28), para discutir parcerias entre os dois países.
Stephanes sugeriu a visita de uma missão brasileira ao País para identificar em que pontos pode contribuir com o Timor-Leste. “Somos líder mundial em tecnologia tropical. Temos muito a oferecer a diversos países”, afirmou o ministro. Zacarias da Costa disse que seu país quer aprofundar a cooperação bilateral. “Essa missão será importante para identificar prioridades e necessidades, principalmente na área de agricultura”, enfatizou o chanceler.
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, já firmou projetos de cooperação técnica com o país asiático, oferecendo treinamento a técnicos e reconhecimento de solos e de recursos naturais por satélite. O Timor-Leste mostrou interesse na transferência de tecnologia em recuperação de solos e florestas.
Na quinta-feira (31), a missão timorense visitará a sede da Empresa em Brasília. (Da Redação)
Tudo é válido e eu sou o primeiro a aprovar essas parcerias quando entendo que são para o progresso e desenvolvimento do meu querido Timor. O Brasil tem toda essa capacidade, talvez como nenhum outro país, quando se leva em conta as características do terreno, clima e sociedade. Todavia, não fujo a dar a minha alfinetada: Não transfiram técnicas de desmatamento! Aliás, os indonésios já fizeram muito nesse campo...

DESMATAMENTO DA AMAZÓNIA

Estes últimos dias fôram pródigos em notícias sobre o alarmante desmatamento da Amazónia. Particularmente, acho que todo esse alarde poderá ser a pedra fundamental na construção de algo que, finalmente, possa vir a colocar côbro a essa catástrofe.
Não era meu propósito abordar o tema porque eu, como uma grande maioria, ando a tal ponto enojado que preferi ler a gama de protestos que circulam na mídea em geral e que, afinal, espelham as minhas opiniões e revoltas. Porém, não aguentei ficar em silêncio e peguei uma "carona" na principal manchete que desde ontem ocupa os grandes meios de comunicação: "União Europeia suspende a compra de carne bovina do Brasil".
Os motivos alegados para tal medida são duvidosos. Lá, como cá, as coisas nunca são explicadas com transparência, mas sabemos de antemão que isso visa a proteger a economia da Irlanda no que respeita à carne... Melhor ficaria se se dissesse que era uma medida de protesto pelo desmatamento da Amazónia para formação de áreas de pasto para o gado de corte. Mesmo que não fôsse esse o motivo, a U.E. daria uma ajuda, indirectamente, à onda de protestos...
Sabemos que o Brasil perderá muito com esse "boicote". Mas, qual o Brasil que perde? A carne ficará mais barata para consumo interno, e os "churrasquinhos" de fim de semana irão proliferar entre o povão... Eles, os tais que compõem uma minoria, os grandes plantadores de soja e criadores de gado, exactamente os que desmatam a floresta, levarão uma "porrada". De certo modo é até motivo de júbilo, apesar do meu interesse maior ser o progresso deste País.
Não será demais lembrar que navios com grandes cargas de madeira nobre oriunda da Amazónia atracam e descarregam em portos da Europa. Lá e noutros pontos do Mundo atracam com a carne e o soja. Tudo isso produzido nas grandes áreas desmatadas criminosamente.
Fotos "Greenpeace" e "iStockphoto" da Internet