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quinta-feira, julho 15, 2010

Mineirim na malha fina


Carzeduardo comenta com sua esposa, a Bastiana:

- Muié, ricibi uma intimação da Receita Federar. Caí na máia fina! Ocê acha que devo comparecê à odiência com o fiscar, de botas e carça de sirviço, pra parecê mais simpre, ou de rôpa de saí, pra passá uma imagi de seriedade?


- Home, vou dizê a mema coisa que minha mãe me falô quando preguntei prela si divia di usá carcinha di renda ô di seda, na noite de núpcia.

- E qué que foi que sua mãe falô?

- Ela falô: Tanto faiz! Ele vai fudê ocê... De quarqué jeito.

quinta-feira, março 25, 2010

O pagador de impostos

A Honda lança no México o novo City. O sedan brasileiro, produzido na fábrica da Honda localizada em Sumaré - SP, chega ao mercado mexicano com apenas duas importantes diferenças: a primeira é a entrega mais equipamentos desde a versão de entrada e a segunda é o preço equivalente a menos da metade do cobrado no Brasil.
No México, todas as versões são equipadas com freios a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, airbag duplo, ar condicionado além dos vidros, travas e retrovisores elétricos. O motor é o mesmo que equipa a versão vendida no Brasil, ou seja, um 1.5 litro que entrega 116 cv de potência.
Por lá, a versão de entrada será oferecida por 197 mil pesos mexicanos, o que equivale a cerca de R$ 25.800. No Brasil, o City LX com câmbio manual (versão de entrada) que não conta com freios ABS, tem preço sugerido de R$ 56.210.
Mesmo lembrando que Brasil e México possuem um acordo comercial que isenta a cobrança de impostos de importação, fica a pergunta: Como é possível um carro fabricado no Brasil ser vendido, com lucro, por menos da metade do preço em outro país?
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Vai fundo brasileiro pagador de impostos!
Continuem vendo carnaval, futebol, novela e BBB. É o que os políticos querem.

segunda-feira, maio 11, 2009

Este é o Cara

O cara tem a sua base eleitoral no Rio Grande do Sul. Assim, em nenhuma das muitas vezes que foi eleito teve o meu voto. De qualquer modo jamais teria, pois nas últimas eleições eu não tenho tido em quem votar. No mexe e remexe não encontro ninguém íntegro e até me indago se serei eu que não cisca direito...
Eureka! Agora eu descobri que existe, pelo menos, uma maneira de botar farofa no ventilador desse cara que disse "estar-se lixando para o povo". Veio a público que a grande financiadora das suas campanhas eleitorais são as indústrias do tabaco do sul do país. Assim, como eu já estava pensando em deixar de fumar, não só por causa da minha saúde, mas também pelas últimas medidas adotadas pelo governo estadual no combate ao fumo, acelerarei essa decisão.
Esse cara até poderá continuar usando o meu dinheiro através de outros impostos que me são cobrados. Todavia, onde eu posso cortar cortarei. Que se lixe o cara...

domingo, abril 19, 2009

Conversa entre amigos

Recebi um e-mail do meu amigo Charneca, um conterrâneo que, como eu, vive no Brasil no Estado do Mato Grosso.

Abaixo tomo a liberdade de transcrever o seu teor na íntegra, bem como a minha resposta ao seu apelo. Em clima de mês de Abril, que nós portugueses vivenciamos com uma sensibilidade própria, esta conversa entre amigos é muito pertinente.

Meus amigos,

Estava há dias a falar com um amigo meu nova-iorquino que conhece bem Portugal, o Eddie. Dizia-lhe eu à boa maneira portuguesa de “coitadinhos”:

Sabes Eddie, nós os portugueses somos pobres...

Esta foi a sua resposta:

João, como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capaz de pagar por um litro de gasolina mais do triplo do que pago eu?

Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade, de telefone móvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?

Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por serviços bancários e cartas de crédito ao triplo que nos custam nos EUA, ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 dólares o equivalente 20.000? Podem dar 8.000 dólares de presente ao vosso governo e nós não.

Não te entendo.

Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2% de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 20% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 20% ainda pagais impostos municipais.

Além disso, são vocês que têm “impostos de luxo” como são os impostos na gasolina e gás, álcool, cigarros, cerveja, vinhos etc, que faz com que esses produtos cheguem em certos casos até certos a 300% do valor original e outros como imposto sobre a renda, impostos nos salários, impostos sobre automóveis novos, sobre bens pessoais, sobre bens das empresas, de circulação automóvel.

Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.

Sois pobres onde João?

Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e de Empresas ligadas ao Estado.

Deixa-te de merdas João, sois pobres onde?

Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre a renda se ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais ou menos os vossos 2000 €. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e electricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações municipais, enquanto que nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.

Vocês enviam os filhos para colégios privados, enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.

Vocês não são pobres, gastam muito mal o vosso dinheiro.

Que vou responder ao Eddie?

Por favor dêem-me sugestões.

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Minha sugestão:

Reunamo-nos no nosso Alentejo (como da outra vez...) e comecemos a planear um 26 de Abril. Corrijamos tudo o que se desvirtuou na sequência daquele 25 e, numa adaptação aos novos tempos, introduzamos as medidas necessárias de modo a que o amigo Eddie mude o seu conceito perante uma nova realidade.

Um grande abraço.

domingo, fevereiro 03, 2008

CONTRIBUIÇÕES E IMPOSTOS

Em cada 100 euros que o patrão paga pela minha força de trabalho, o Estado, e muito bem, tira-me 20 euros para o IRS e 11 euros para a Segurança Social.
O meu patrão, por cada 100 euros que paga pela minha força de trabalho, é obrigado a dar ao Estado, e muito bem, mais 23,75 euros para a Segurança Social.
E por cada 100 euros de riqueza que eu produzo, o Estado, e muito bem, retira ao meu patrão outros 33 euros.
Cada vez que eu, no supermercado, gasto os 100 euros que o meu patrão pagou, o Estado, e muito bem, fica com 21 euros para si.
Em resumo:
Quando ganho 100 euros, o Estado fica quase com 55.
Quando gasto 100 euros, o Estado, no mínimo, cobra 21.
Quando lucro 100 euros, o Estado enriquece 33.
Quando compro um carro, uma casa, herdo um quadro, registo os meus negócios ou peço uma certidão, o Estado, e muito bem, fica com quase metade das verbas envolvidas no caso.
Eu pago e acho muito bem, portanto exijo:
Um sistema de ensino que garanta cultura, civismo e futuro Emprego para os meus filhos.
Serviços de saúde exemplares.
Um hospital bem equipado a menos de 20 km da minha casa.
Estradas largas, sem buracos e bem sinalizadas em todo o país.
Auto-estradas sem portagens.
Pontes que não caiam.
Tribunais com capacidade para decidir processos em menos de um ano.
Uma máquina fiscal que cobre igualitariamente os impostos.
Eu pago, e por isso quero ter, quando lá chegar, a reforma garantida.
Jardins públicos e espaços verdes bem tratados e seguros.
Polícia eficiente e equipada.
Os monumentos do meu País bem conservados e abertos ao público, uma orquestra sinfónica.
Filmes criados no país.
E, no mínimo, que não haja um único caso de fome e miséria nesta terra.
Na pior das hipóteses, cada 300 euros em circulação no país garantem ao Estado 100 euros de receita. Portanto, senhores governantes, governem-se com o dinheirinho que lhes dou porque eu quero e tenho direito a tudo isto.
Isto vale para Portugal e Brasil, pois sou contribuinte nos dois países.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

ENCONTREI NA INTERNET

CARTA AO SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Excelentíssimo Sr. Presidente da República Federativa do Brasil.
Manifesto meu total apoio ao seu esforço de modernização do nosso país.Como cidadão comum, não tenho muito mais a oferecer além do meu trabalho,mas já que o tema da moda é Reforma Tributária , percebi que possodefinitivamente contribuir mais.
Vou explicar:
Na atual legislação, pago na fonte 27,5% do meu salário.Como pode ver, sou um brasileiro afortunado. Sou obrigado a concordar queé pouco dinheiro para o governo fazer tudo aquilo que promete ao cidadão emtempo de campanha eleitoral. Mesmo juntando ao valor pago por dezenas de milhões de assalariados!
Minha sugestão é invertermos os percentuais:
A partir do próximo mês autorizo o Governo a ficar com 72,5% do meu salário... Portanto, eu receberia mensalmente apenas 27,5% do resultado do meu trabalho mensal.
Funcionaria assim:
Eu fico com 27,5% limpinhos, sem qualquer ônus. O Governo fica com 72,5% e leva as contas de Escola; Convênio médico; Despesas com dentista; Remédios; Materiais escolares; Condomínio; Água; Luz; Telefone Energia; Supermercado ; Gasolina; Vestuário; Lazer; Pedágios; Cultura; CPMF; IPVA; IPTU; ISS; ICMS; IPI; PIS; COFINS; Segurança; Previdência privada e qualquer taxa extra que por ventura seja repentinamente criada por qualquer dos Poderes --- Executivo, Legislativo e Judiciário ---.
Um abraço Sr. Presidente e muito boa sorte, do fundo do meu coração!
Ass.: Um trabalhador que já não mais sabe o que fazer para conseguir sobreviver com dignidade.
PS: Podemos até negociar o percentual !!!