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segunda-feira, julho 12, 2021
sábado, fevereiro 23, 2013
Salvé Yoani!
Vocês,
leitores das minhas crônicas e de outras postagens de cariz diverso, certamente
não sabem, mas eu tenho um relacionamento muito estreito com Cuba. Até o
simples gesto de apontar ou comentar sobre a Ilha já me envolve de uma maneira
muito especial. Não diria agradabilíssima, mas mais para o lado do romantismo,
pois neste aspecto se encaixam até as agruras.
Não
conheço Cuba, mas nutro ganas intensas de conhecer o que presumo ser uma
maravilhosa e encantadora ilha do Caribe. Todavia, sabedor que sou da eterna
situação complicada, o que me leva a nutrir esse interesse?
Tenho
uma amiga em Havana desde o início da década de 60. Por motivos óbvios, não citarei nomes nem situações que possam levar
até ela. Infelizmente a situação é essa. Muita coisa eu gostaria de
comentar com a minha amiga nas centenas de cartas que lhe enviei ou, mais
recentemente, nos e-mails. Mas não! Existe uma linha do bom senso que me
impede de abordar alguns assuntos que fariam parte do trivial em qualquer
contacto abrigado na liberdade de expressão. Isso para não a prejudicar.
Sigo
há muito tempo tudo o que Yoani Sánchez escreve no Twitter e no blog. Assim,
tenho conhecimento de muita coisa que se passa na Ilha de Fidel, principalmente
aquelas que oficialmente jamais seriam dadas a conhecer ao mundo.
Pela
minha idade avançada e pelo longo e árduo caminho palmilhado, tenho
a vivência suficiente para discernir o que é bom e o que é mau, o certo e o
errado, o falso e o verdadeiro, etc., etc..
Vivi
45 anos sob o tacão de duas ditaduras. Essas agremiações partidárias ou
governamentais de jovens, como Juventude Socialista e outras de nomes parecidos
não possuem mais que partículas desse conhecimento adquirido. Não poderiam vir
para as ruas exocrinar a paciência de quem quer que seja, principalmente em
manifestações violentas como estas a que se propuseram em relação à visitante
cubana. É lógico que tudo isso é orquestrado pela batuta de entidades
governamentais e até diplomáticas (!), infelizmente.
Esse
ódio para com Yoani é algo artificial; é coisa que eles não saberiam explicar
se sobre tal inquiridos. Alguns nunca ouviram falar de Yoani, pelo que vi em algumas imagens na tv...
No Twitter, por exemplo,
actores como José de Abreu (petista de carteirinha) baba a sua raiva
como um cachorro raivoso em relação à blogueira cubana. Um dia estará na merda
lá no asilo dos artistas e nem mesmo os seus amigos viadinhos lhe ligarão
alguma. Outra que também não sabe o que diz é a senadora Vanessa
Grazziotin.
Nasceu em Videira SC e
casou com um ex deputado do Amazonas que agora ocupa pasta na Secretaria de
Estado da Produção Rural. Este encontra-se sob investigação em inquérito
instaurado pela P.R. do Distrito Federal por emprego de funcionários fantasmas
enquanto deputado federal. Tudo muito boa gente…
Ela apoiou a Juventude
Socialista nos protestos e diz em relação à vinda de Yoani: “Quem critica as
manifestações não conhece o que era Cuba antes e o que é agora”. E será que ela
conheceu Cuba antes?... Claro que não, pois nem nascida era.
E actualmente, se conheceu,
foi em visita de medico --- muito rápida. E mais adiante ela continua: “Cuba
não é mais o quintal dos ianques que usavam o país para se diverter”. Isso, na
realidade, é o que sempre se diz, entre outras coisas, para justificar a
Revolução Cubana.
Imagino
esse tipo de pessoas visitando Cuba. Claro que não vão lá como simples e
anônimos turistas; normalmente vão credenciados e, por isso, devem ter uma
recepção e acompanhamento especial. Mesmo assim, ficam enjoados muito
ràpidamente e sentem na pele a falta de bens básicos ou até mesmo de pequenos
bens de luxo a que estão habituados no dia a dia. Voltam rapidinho, mas não têm a
coragem de denunciar os podres...
Transcrevo
aqui artigo do jornalista Nelson Motta para o jornal “O Estado de S. Paulo”:
Se os
eficientíssimos serviços de repressão cubanos, que há anos espionam Yoani
Sanchez dia e noite, tivessem descoberto a menor prova de suborno, a
"agente milionária da CIA" já estaria presa. É sintomático que, para
eles, alguém só discorde do governo se levar dinheiro. Freud diria que estão
falando deles mesmos.
Antigamente eles queriam ser mais realistas que o rei, hoje tentam ser mais tirânicos que os tiranos, como mostraram os protestos contra Yoani em Recife, Salvador e Feira de Santana, não só com gritos e faixas, mas esfregando dólares falsos no seu rosto e puxando os seus cabelos.
Admitamos que existem
verdades nas várias correntes, da esquerda e da direita, do mesmo modo que
haverá mentiras dos dois lados, é interessante que se exponham para que a Sociedade
possa analisar e formar a sua própria opinião. Tem que haver liberdade de
expressão e de movimentação. É isso que eu defendo quando me coloco ao lado de
Yoani. Não tenho procuração para a defender e não ganho dinheiro com isso. Já
senti na pele o beliscão de ditaduras terríveis, por muitos anos, e isso
me aviva o quanto é maravilhoso o sentimento de Liberdade.Antigamente eles queriam ser mais realistas que o rei, hoje tentam ser mais tirânicos que os tiranos, como mostraram os protestos contra Yoani em Recife, Salvador e Feira de Santana, não só com gritos e faixas, mas esfregando dólares falsos no seu rosto e puxando os seus cabelos.
sábado, setembro 25, 2010
Sinais
Segundo informações recebidas da Ilha, nota-se nervosismo no governo
cubano. Existe a possibilidade de ser cortado o cordão umbilical com a
Venezuela e isso geraria uma crise sem precedentes, pior até mesmo
quando do fim da URSS. Tudo depende do que aconteça amanhã nas urnas
venezuelanas e o futuro de Cuba está muito ligado a tudo isso.
sábado, abril 10, 2010
Surpresa!…
Cubano
Willy Toledo
En Cuba vive una valerosa mujer llamada Yoani Sánchez que tiene un blog desde el que expresa libremente su opinión, absoluta y radicalmente contraria al régimen cubano, por todos los rincones del mundo y, que yo sepa, entra y sale, no solo de su casa, si no del país a recoger todos los premios que las asociaciones de prensa europeas le han otorgado. Como este caso, bien conocido, hay más dentro de la isla.
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Vejam a entrevista completa em http://charlas.publico.es/willy-toledo-2010-03-05sexta-feira, fevereiro 26, 2010
Fidel: “La historia no te absolverá”
El ataque a un cuartel, por parte de dos centenares de civiles, con soldados muertos, fue un bombazo en medio del indolente Caribe. Es lo que buscabas para atraer la atención sobre la usurpación del poder y el atentado a las libertades por parte del ex-sargento, Fulgencio Batista Zaldívar. Te defendiste tu mismo como abogado y la intervención de Monseñor Pérez Serantes, Arzobispo de Santiago, que te había bautizado, te salvó la vida. Tuviste un juez imparcial, Manuel Urrutia Lleo, que nombrarías Presidente de la República en enero de 1958.
Orlando Zapata Tamayo, de 42 años, murió tras 86 días de ayuno en protesta por el trato que se da en en la prisión de Kilo 8 de Camagüey a los presos de conciencia, muchos de los cuales cayeron en las redadas de 2003 y que, como en el caso de Orlando, sumaban hasta 25 años de cárcel por expresar opiniones diferentes de las del régimen. Recuerdo que en 1953, los supervivientes fuisteis encarcelado en Isla de Pinos donde no pasasteis más de 19 meses tu y unos cuantos más tus compañeros del Moncada. Hay que recordar que produjisteis muertes entre los soldados. Vuestras condiciones de vida no fueron tan malas cuando creaste la Academia Abel Santamarí en la que, como único profesor, adiestrabas a los hombres llamados a seguirte al exilio mexicano en Mayo 1955.
Con aquellos antecedentes, deberíais haber sido más magnánimos con los presos de la Primavera Negra a la que quisisteis dar un escarmiento. Fundador de Alternativa Republicana, el albañil Orlando Zapata Tamayo se convertía en un enemigo del pueblo por no plegarse a las consignas del régimen y querer pensar por sí mismo. ¿Por qué no expulsasteis a los presos de conciencia como hizo Batista con vosotros? Le habéis dejado morir en su huelga de hambre de 86 días. En todo país civilizado, “es un delito no prestar asistencia a persona en peligro de muerte”. Os dije que hicisteis mal en no dejar salir a Yoani Sánchez para recibir su Premio Ortega y Gasset. Ahora habéis rizado el rizo. Muchos creíamos en la posibilidad de una Transición pacífica. Hoy dudo que sea posible. En cualquier caso, otro ilustre gallego, Francisco Franco, que afirmaba haber dejado todo “atado y bien atado”, no creáis que vuestros nudos van a ser más fuertes y duraderos.
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
DEVAGAR, COMPANHEIROS!
Durante todo o período em que Raúl Castro assumiu interinamente o poder, certamente algumas questões sobre mudanças fôram colocadas sobre a mesa e Fidel acompanhou esses debates. Não tenham dúvidas sobre isso. Fidel Castro jamais baixaria a guarda ou relaxaria a sua firmeza. Não iria auto-flagelar o seu orgulho e desbotar em dois ou três anos as cores com que pintou uma bandeira. Porém, isso não significa que não tenha chegado à conclusão de que devem ser implementadas algumas mudanças e notória abertura. Tudo isso acontecerá muito em breve e de modo gradativo, dando a ideia que Fidel nada tem a ver com isso... Tudo isso começará com reformas económicas prementes e, consequentemente, reformas políticas na rabeira da procissão.
Os Estados Unidos serão fulcro importantíssimo para alanvancar mudanças e acho que, independentemente de quem seja o vencedor das próximas eleições, a potência do Norte facilitará as coisas e a diáspora cubana não protestará porque vai compreender que há um processo de abertura que, mesmo tímido e sem a desenvoltura sonhada, será um primeiro passo.
É importante alertar alguns que já aventam aos quatro cantos que tudo mudou de ontem para hoje como se El Comandante tivese morrido. Calma! Devagar com o andor porque o santo é de barro...
quarta-feira, junho 20, 2007
ADIOS A VILMA
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