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domingo, julho 26, 2009

EMBRAER alentejana

Hoje, finalmente, é lançada a primeira pedra no local onde serão construídas as duas fábricas da Embraer em Évora. A coisa já estava demorando muito a acontecer, o que nos chegou a deixar um tanto ou quanto céticos quanto à realidade do empreendimento.
Serão 570 postos de trabalho directos e mais de mil indirectos previstos pela empresa aeronáutica brasileira, um autêntico combate ao desemprego na região (4,7% da população). Apesar de vir a atender um grande número, do universo em que se englobam todos os que não encontram condições para fixação na região, não deixa de ser uma brisa agradável. A maior dificuldade é a falta de formação específica em aeronáutica por parte dos candidatos, mas isso será solucionado gradativamente. E não se enganem, pois um alentejano tranquilo pode, de repente, voar...

O investimento inicial está orçado em 148 milhões de euros, e as fábricas serão construídas em 40 dos 107 hectares do parque aeronáutico junto ao aeródromo de Évora. Uma será destinada à produção de estruturas metálicas (asas) e outra à produção de materiais compósitos (caudas). Inicialmente, as unidades serão dedicadas ao apoio logístico de jactos executivos construídos pela Embraer.

Como alentejano, filho adoptivo eborense e brasileiro ao mesmo tempo, manifesto uma satisfação muito especial perante o acontecimento. Comi o pão que o diabo amassou nos tempos da minha juventude vivida na região, bem como a maioria dos jóvens do meu tempo. O cenário não teve alterações profundas até hoje, mas talvez isto seja um sinal de novos tempos e que outros grandes empreendedores lancem o seu olhar para a planície alentejana. Os alentejanos corresponderão com a sua natural grandeza.

sábado, agosto 02, 2008

Voando alto

Depois do acordo assinado no passado sábado (26 de Julho) entre a empresa brasileira Embraer e o governo português para a instalação de duas fábricas em Évora, foram celebrados no Salão Nobre dos Paços do Concelho os contratos relativos à cedência de terrenos entre a Embraer e a Câmara Municipal de Évora.

Numa cerimónia presidida pela ministro da Defesa Nacional, Nuno Severiano Teixeira, e em que também participou o coordenador do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho, o Presidente da autarquia eborense, José Ernesto D’Oliveira, considerou que a instalação destas duas unidades fabris terá “um efeito multiplicador na nossa economia e na afirmação de Évora Como Cidade do Conhecimento”.

Satisfeito por receber o investimento brasileiro, o presidente da Câmara Municipal de Évora disse ser este o “momento de esquecer os que teimam permanecer na postura de Velhos do Restelo”. Abrindo a “janela do futuro”, o autarca alentejano apontou o “caminho do sucesso”, que passa, além da indústria aeronáutica, por uma estação na ligação ferroviária de alta velocidade entre Lisboa e Madrid, pela Universidade e pelo turismo de qualidade.

“O resultado disto tudo é o sucesso e a excelência”, afirmou José Ernesto Oliveira, no “início de uma grande viagem” que torna Évora na “capital da indústria aeronáutica” em Portugal. A autarquia vai disponibilizar à empresa brasileira terrenos a custos reduzidos, redução nas taxas e impostos municipais e facilidade nas infra-estruturas. Além de outros investimentos ligados ao sector aeronáutico, nomeadamente uma unidade de helicópteros, para a cidade alentejana está também previsto um outro projecto para a construção de aviões, o Skylander, promovido pelo grupo francês GECI Internacional.

O projecto do Skylander, da responsabilidade da Sky Aircraft Industries, criada pela GECI em parceria com investidores portugueses, envolve um investimento de mais de 100 milhões de euros, incluindo a construção de uma fábrica também na zona do aeródromo municipal de Évora. A Sky Aircraft Industries prevê produzir 1.100 aviões, entre 2011 e 2027, estando o voo do primeiro protótipo previsto para finais de 2009. O projecto, que já reúne mais de 400 promessas de compra, muitas delas para o Dubai, prevê criar 3.000 postos de trabalho, 900 directos e os restantes indirectos.

O início do cluster aeronáutico em Portugal.

O ministro da Defesa Nacional, Nuno Severiano Teixeira, destacou, entretanto, o carácter “estruturante” do projecto que a empresa brasileira de aeronáutica Embraer vai concretizar em Évora, afirmando-se convicto que constituirá a base para o desenvolvimento de um cluster aeronáutico.

“O que é essencial são as condições que estão criadas para o desenvolvimento do cluster aeronáutico”, afirmou Nuno Severiano Teixeira, após a assinatura de acordos para a instalação de duas unidades fabris junto do Aeródromo Municipal de Évora.

A brasileira Embraer, a terceira maior empresa mundial de fabrico de aeronaves, vai instalar em Évora uma unidade para fabrico de estruturas metálicas (asas) e outra para produção de materiais compósitos (caudas), num investimento inicial de 148 milhões de euros e que recebe incentivos do governo português.

Os dois “centros de excelência”, como são classificados pela Embraer, permitirão criar cerca e 570 postos de trabalho directos e mais de mil indirectos.

“É importante que o cluster aeronáutico dê os primeiros passos na cidade de Évora”, declarou Nuno Severiano Teixeira, manifestando esperança que este projecto “possa dar um impulso” a novos investimentos nacionais e estrangeiros no sector aeronáutico. O ministro destacou ainda o “salto qualitativo” que o projecto permite a Portugal dar, passando da manutenção aeronáutica para a fabricação de componentes para aviões.