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segunda-feira, agosto 25, 2025

Lembranças

 Em agosto de 1932, o regime soviético adotou uma das leis mais cruéis da sua história – o infame decreto sobre “a proteção da propriedade socialista”, que ficaria conhecido como a “lei dos cinco espigas”. Redigida com a assinatura direta de Josef Stalin, esta legislação tornou-se rapidamente num instrumento de terror de Estado, através do qual centenas de milhares de camponeses – muitas vezes famintos, exaustos e vulneráveis – foram castigados de forma brutal, chegando mesmo a serem executados. Não se tratava de grandes roubos nem de sabotagens planeadas: bastava apanhar do chão uma espiga de trigo deixada para trás na ceifa ou comer um punhado de grãos para se cair nas garras da repressão.

Na propaganda oficial, o decreto pretendia “proteger os bens dos kolkhozes” – as cooperativas agrícolas estatais. Na realidade, tratava-se de uma ofensiva cínica contra os últimos vestígios de dignidade humana num contexto de fome generalizada, provocada pela coletivização forçada, pela política brutal de requisições agrícolas e pelo plano deliberado de aniquilação do campesinato ucraniano. Os arquivos soviéticos comprovam que, só entre 1932 e 1933, mais de 54 mil pessoas foram condenadas ao abrigo desta lei. Dessas, mais de duas mil foram fuziladas. E o mais chocante: mais de 80% dos condenados eram camponeses pobres — não os chamados “inimigos de classe”, mas agricultores humildes que apenas procuravam sobreviver num inferno criado pelo próprio regime comunista.
A fome que assolou a Ucrânia e outras regiões da União Soviética não foi um simples desastre natural ou um problema económico. Foi uma política deliberada de extermínio. Um genocídio executado através de um arsenal de mecanismos repressivos: legislação punitiva, listas negras, batidas policiais e uma censura total sobre a tragédia em curso. Desde Moscovo, as ordens eram claras: os planos de recolha de cereais tinham de ser cumpridos a todo o custo, mesmo que isso significasse deixar milhões sem alimento. Por isso mesmo, qualquer tentativa de autossubsistência era considerada crime. A “lei das espigas” previa penas que iam desde 10 anos de trabalho forçado até à pena de morte – e tudo isto sem possibilidade de amnistia, sem direito à defesa, e com julgamentos sumários.
A crueldade atingia níveis indescritíveis quando as vítimas eram crianças. Documentos históricos comprovam que menores com apenas 12 anos podiam ser julgados e condenados por apanharem espigas no campo. Um dos casos mais emblemáticos é o de Mikhail Shamonin, um adolescente fuzilado em dezembro de 1937 por ter comido umas migalhas de pão. Ele não era criminoso, nem ativista, nem rebelde — era apenas uma criança esfomeada. Histórias como a de Mikhail existem aos milhares. São os rostos silenciosos de um Estado que declarou guerra aos seus próprios cidadãos.
Mesmo entre os juristas soviéticos, começou a emergir a consciência do horror legal em curso. Em 1936, o Ministério Público analisou cerca de 115 mil casos julgados com base nesta lei e concluiu que, em mais de 90 mil deles, as sentenças eram ilegais ou excessivamente severas. Propôs-se a revisão e reabilitação de 37 mil condenados. No entanto, em vez de permitir qualquer gesto de justiça ou arrependimento, Stalin ordenou o oposto: perseguição a quem tivesse sugerido a revisão dos casos. O resultado foi uma nova vaga de repressão ainda mais feroz — o chamado Grande Terror de 1937–1938.
O mais perverso de tudo isto foi o modo como a máquina jurídica soviética se tornou cúmplice da barbárie. A “legalidade socialista” transformou-se num mecanismo para destruir pessoas. A Justiça deixou de servir os cidadãos e passou a obedecer cegamente à ideologia. Milhares de agricultores foram presos por tentarem alimentar os filhos. As prisões enchiam-se de mães condenadas por roubarem uma espiga, de crianças levadas para campos de trabalhos forçados por apanharem migalhas nos trilhos do campo. A simples tentativa de sobreviver era tratada como sabotagem ao Estado.
Para dar uma aparência de legalidade, os julgamentos eram realizados de forma acelerada, muitas vezes sem advogados ou testemunhas. As sentenças, já definidas de antemão, serviam apenas para “exemplarizar” os restantes. As execuções eram sumárias. Quem não fosse fuzilado acabava deportado para campos de trabalho na Sibéria, onde morria de frio, de fome ou de exaustão. As crianças órfãs eram deixadas ao abandono ou acabavam institucionalizadas como “filhos de inimigos do povo”.
O regime soviético tentou, durante décadas, reescrever essa história, apresentando a lei como um ato necessário para proteger a coletividade. Diziam que “os trabalhadores exigiam punições exemplares” para impedir “a sabotagem dos inimigos do socialismo”. Mas por trás da retórica esvaziada de sentido, escondia-se a lógica de um Estado totalitário que arrogava a si o direito de decidir quem podia viver e quem devia morrer. A “lei das espigas” tornou-se o símbolo máximo da degradação moral do regime, onde a própria noção de justiça foi substituída por uma política de medo, castigo e obediência cega.
Estes crimes não podem ser relativizados nem esquecidos. Não foram “erros de percurso”, nem “excessos de um tempo difícil”. Foram crimes contra a Humanidade, planeados ao mais alto nível do poder soviético. Foram atos friamente executados contra um povo que apenas queria sobreviver. Só com a abertura dos arquivos e a exposição dos factos é que foi possível compreender a real dimensão do terror. Hoje, quando evocamos estas memórias, não o fazemos por vingança ou retórica. Fazemo-lo porque a justiça começa pela verdade. Porque a memória é a única arma que resta às vítimas. E enquanto lembrarmos o nome de Mikhail e de todas as crianças assassinadas por uma espiga de trigo, nenhum ditador, passado ou futuro, poderá apagar o seu crime.


segunda-feira, março 09, 2015

West Papua

Para todos aqueles que não conhecem os factos, eis algumas informações básicas sobre a Nova Guiné Ocidental e a situação da Papua Ocidental que é uma Ilha do Pacífico sob ocupação ilegal Indonésia. É a metade ocidental da ilha da Nova Guiné, que fica apenas a 250 km ao norte da Austrália. A metade oriental é a Papua Nova Guiné, que já é uma nação independente.

Em 1961, à Papua Ocidental foi prometida a independência de seus colonizadores holandeses antigos. Mas a Indonésia queria ter acesso à vasta riqueza mineral do território e tentou isso usando a força.  Querendo apaziguar um governo indonésio comunista-amigável, os Estados Unidos efetivamente forçaram os Países Baixos a dar a Papua Ocidental à Indonésia. Os papuanos nunca foram consultados. Num referendo patrocinado pela ONU em 1969, tropas indonésias obrigaram, sob a mira das armas, milhares de papuanos a votar pela anexação.

Desde a ocupação inicial de Papua Ocidental, que começou em 1963, o governo indonésio tem cometido genocídio sistemático. Eles mataram mais de 500.000 papuanos ocidentais e continuam a matar, torturar e estuprar muitos mais, tratando as pessoas como escravos e roubaando os seus recursos naturais. É comportamento típico da Indonésia, pois basta lembrar o sofrimento do povo de Timor Leste quando da ocupação.

O povo de Papua Ocidental ainda está lutando por sua liberdade e independência da Indonésia. Para descobrir como você pode ajudá-los, por favor visite www.freewestpapua.org/ 

sábado, março 07, 2015

Indonésia e o Terror

Free West Papua Campaign 

Village elders in West Papuan highland village rounded up by Indonesian security forces. These are peoples fathers and grandfathers.West Papuans are prisoners in their own land. The Indonesian security forces have alreadykilled over 500,000.The international community must act against Indonesia.

quarta-feira, junho 24, 2009

Vírus "A" - Gripe Suina

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quarta-feira, março 04, 2009

Época de caça

Temos a notícia fresquinha da condenação a prisão do presidente do Sudão, Omar al-Bashir, pelo Tribunal Penal Internacional.
É inédita a decisão de expedir um mandado de prisão contra um presidente em exercício.
Não vou abordar o mérito da questão quanto a este caso específicamente. Inclino-me, sim, a constatar que este tipo de Organizações internacionais começou a movimentar-se com interesse no sentido de julgar e condenar este tipo de mandatários. Tivemos os casos de Pinochet, Karadzic e outros.
Certamente teremos outros casos, pois ainda existem por aí muitos assassinos desse naipe à solta. É nessa linha de pensamento que eu pergunto: Bush está na lista?...

quinta-feira, setembro 11, 2008

11 de Setembro

Não! Não vou por aí. Não é esse o meu "11 de Setembro", o das torres e aviõezinhos e de tudo o que a ele se seguiu com justificativas incoerentes. Este dia lembro-o sempre com profundo respeito e pesar perante a figura maior que foi Salvador Allende barbaramente assassinado pelas verdadeiras forças do mal.
Temos hoje outro campo minado --- a Bolívia --- tal e qual o Chile nos idos de 1973. Não quero e nem posso comparar Evo Morales a Salvador Allende, mas o cenário é muito parecido e os titres exactamente iguais, possivelmente manuseados com os mesmos pauzinhos.
Só falta aparecer nòvamente Henry Kissinger e declarar que a intromissão é "para não deixar um país tornar-se marxista só porque o seu povo é irresponsável". Mas esse execrável monstro, além de estar com os pés na cova, não teria moral para usar a mesma frase perante os últimos acontecimentos na sua própria casa, ao serem socializados os prejuizos das empresas de crédito imobiliário e estas estatizadas.
Como a moral é algo que não existe além do Rio Grande ( o do hemisfério norte) e, quando tão apregoada aos quatro ventos, é pura hipocrisia, fiquemos atentos para este 11 de Setembro que ainda não terminou; e para os vindouros também...

sexta-feira, abril 18, 2008

CONTRA MÃO

O ex-chefe da milícia pró-Indonésia em Timor-Leste, Eurico Guterres, anunciou ontem que se reunirá este mês com o primeiro-ministro e seu antigo inimigo, Xanana Gusmão, para procurar a reconciliação entre indonésios e timorenses. Guterres disse à edição digital do diário "The Jakarta Post" que se reunirá no próximo dia 28 em Díli, com Xanana Gusmão, contra quem combateu durante anos quando a Fretilin lutava contra a ocupação militar da Indonésia.
A imprensa estampa a notícia desse modo e pela afirmativa quanto à data depreendo pela aquiescência de Xanana... É possível uma coisa dessas? O indivíduo foi absolvido pela justiça indonésia, acto que, aliás, todos esperávamos. Jamais deixará de ser um bandido, um criminoso, um genocida. Jamais deveria ser permitida a sua entrada em Timor-Leste.

segunda-feira, março 03, 2008

REESCREVENDO A HISTÓRIA

Carta do Bispo de Dili à viúva do Ten-Coronel Maggiolo Gouveia
Há muito que me pesam no coração a dolorosa ansiedade e a cruel angústia de V.Exª. e de todos quantos têm, em Timor, os seus entes queridos e têm estado sem notícias deles. Por S. Exª. Revª. o Pró-Núncio Apostólico em Jacarta, sei, agora, que V. Exª. vive mergulhada em grande aflição e tristeza por absoluta falta de notícias e que pediu à Santa Sé informações sobre a situação do seu extremoso marido. É mais uma falta da minha parte. Mas, como compreenderá, nem sempre é possível escrever em pleno fragor da guerra. A vida começa, agora, tanto quanto é possível, a normalizar-se na cidade de Díli e nalgumas vilas da Província e, por isso, apresso-me a escrever-lhe esta carta, através da mesma Nunciatura em Jacarta que, espero, a fará chegar à mãos de V. Exª..
Durante o período da guerra, como V. Exª sabe, tenho acompanhado, mais ou menos de perto, directa ou indirectamente, a sorte dos nossos queridos prisioneiros e, por isso, a do seu Exmº Marido e meu caríssimo amigo Tenente-Coronel Maggiolo Gouveia. Particularmente assisti-lhe com assiduidade, quando ele baixou ao hospital sem gravidade, mas onde se manteve até ao dia 7 de Dezembro de 1975. Nesta data, a FRETILIN levou, para Aileu, todos os doentes presos, como aliás todos os seus prisioneiros, detidos em Díli, que andariam à volta de uns 800. (1)
Foi, então, que perdemos o contacto com os presos. Todos nós sentíamos a sensação de nos encontrarmos num túnel de curva fechada e vivíamos horas cheias de angústia, situações de terror e como de contínuo suspensos sobre o abismo da morte. Deus e só Deus, era a nossa esperança: ao coração d’Ele fazíamos e continuamos a fazer insistente violência.
Só agora, - e já vão sete meses de guerra – começa a raiar esquivamente a aurora de possíveis dias de paz: começa a haver tranquilidade e confiança e a vida está a voltar à normalidade. E, também, só agora, estão chegando daqui e dali, do interior da Província, notícias do que por lá se passou. Estão aparecendo alguns prisioneiros levados pela FRETILIN, mas são muito poucos, os suficientes, porém, para por eles se saber os que não mais voltarão, porque foram mortos pelas forças comunistas. E entre estes que não mais voltarão, porque seguiram rumo à Casa do Pai do Céu, está o nosso querido Tenente-Coronel Maggiolo Gouveia: fez parte de mais de mil prisioneiros executados pela FRETILIN, no altar do ódio a Deus, à Família e à Pátria.
É deveras dolorosa esta minha missão de lhe anunciar que Seu extremoso marido não pertence já ao número dos vivos “neste vale de lágrimas”, deu a sua vida pela fé e pela Pátria, morreu como um autêntico cristão, como um homem inteiriço, como um militar da têmpera desses militares de antanho, que são o orgulho e exemplo da nossa gloriosa História. É natural, minha Senhora, que o seu coração de esposa sangre de dor e que a Sua alma mergulhe na tristeza mais atroz; mas quando um homem morre como o seu marido morreu, herói da fé e da Pátria, é mais motivo para dar graças a Deus e honrar-se em tal morte do que para lamentações e lutos (...)
A execução devia ter sido entre 9 e 15 de Dezembro de 75. Neste momento, ainda não me é possível averiguar a data exacta. (1). Sei apenas, como atrás disse, que todos os presos tinham sido levados de Díli para Aileu, em condições das mais desumanas. (2) Em dia que não consegui ainda precisar, mandaram reunir todos os presos, como era rotina, e foi feita a chamada de cerca de 50 a 60 homens, incluindo o nome de Maggiolo Gouveia, que sucessivamente iam alinhando no terraço. A este grupo, escoltado pela milícia armada, como era hábito, foi dada ordem de marcha em relação à estrada Aileu-Maubisse. Chegados aqui, e percorridos uns metros de estrada, soou a voz de “alto” e o grupo parou e viu-se próximo de uma grande vala, previamente aberta ao lado da estrada. É-lhes, então, dito que todos vão, ali, ser fuzilados. Há um momento de consternação e estremecimento colectivos. As milícias põem a arma à cara: e é então que o Tenente-Coronel Maggiolo Gouveia levanta a voz e diz: “Senhores, deixem-nos rezar.” E todo o grupo, de joelhos em terra, reza o terço a Nossa Senhora, dirigido pelo Tenente-Coronel Maggiolo Gouveia. Terminado este e estando todos ainda de joelhos, encoraja e anima os seus companheiros “condenados à morte” e termina dizendo: “Irmãos, breve vamos comparecer na presença de Deus e Pai; façamos o nosso acto de contrição, o nosso acto de amor”. E, em silêncio, intercortado de lágrimas, os corações daqueles homens sobem a Deus para pedir... para lembrar..., e dizer... aquilo de que, naquela hora verdadeira, Deus é o único testemunho. Depois, o Tenente-Coronel põe-se de pé, sendo seguido neste gesto pelos seus companheiros, e dirige-se aos soldados-algozes nestes termos: “Irmãos, nós estamos já preparados para comparecer no Tribunal de Deus, lá vos esperamos também a vós. O meu único crime foi o de não renegar a minha fé e o de amar Timor. Morro por Timor. Morro pela minha Pátria e pela minha fé católica. Podeis disparar”. Evidentemente, os soldados timorenses ficam como que petrificados. Não se movem, nem se atrevem a pôr arma à cara. É um estrangeiro que rompe o silêncio nestes primeiros instantes e quebra a indecisão daqueles soldados nativos: põe ele a arma à cara e dispara contra o Tenente-Coronel Maggiolo. E, logo a seguir, todos os outros soldados fazem o mesmo, abatendo, com rajadas sucessivas, todos os presos. (Esta narrativa – quero que o saiba, minha Senhora – ouvi-a da boca de um dos presos de Aileu, o Administrador de Concelho de Maubisse, Lúcio da Encarnação, que a ouviu, por sua vez, dos próprios soldados algozes e que, ao fim, foi salvo pelas milícias de Ainaro).
Assim morrem os heróis. Assim morreu o Tenente-Coronel Alberto Maggiolo Gouveia. E quem assim morre, é orgulho para os pais, para a esposa, para os filhos e para a Pátria; e desta forma, não é a morte que coroa a vida, é a glória eterna em Deus, que sublima a morte. E mais vale morrer com glória do que viver com desonra – eram desta têmpera os portugueses de antanho. – Foi a ideia-força na vida deste Homem, deste Cristão e deste Oficial do Exército Português, de Maggiolo Gouveia. Se, como piedosamente cremos, ele continua a viver no Céu, junto de Deus, também viverá no coração dos timorenses, enquanto a memória dos homens não se desvanecer. Desculpe, minha Senhora, fui muito extenso e não disse tudo, mas penso que seria esta a melhor forma de mitigar a sua grande dor, de pedir-lhe que tenha coragem na vida para vencer até ao fim, onde o encontrará, e de exortá-la à confiança em Deus, que é o melhor dos pais e que, assim, a começa a preparar para “esse encontro” na meta final da vida.
Aqui vão, Senhora D. Maria Natália, para V. Exª., para os seus filhos e para a demais família, as minhas profundas condolências e a expressão da minha comunhão de orações de sufrágio, com os meus sentimentos de religiosa estima e muita consideração.
De Vossa Excelência, servo inútil em Cristo
Em 10 de Março de 1976
José Joaquim Ribeiro
Bispo de Díli
Notas:
(1) No aspecto legal, o Tribunal Judicial de Abrantes considerou a sua morte presumida em 8-12-75, sendo esta data publicada na Ordem do Exército.
Entretanto, através de fontes ligados a D. Ximenes Belo à Igreja Católica, veio a confirmar-se o fuzilamento de Maggiolo Gouveia e dos seus companheiros na antevéspera do Natal de 1975, e tal como referi anteriormente, ordenado pelo comité central da FRETILIN, ao qual pertencia Xanana Gusmão.
(2) Recortada a notícia de Maggiolo Gouveia ter feito o percurso a pé, carregando um cunhete de munições.
Do Livro "Timor -- Abandono e Tragédia"
Dos autores
Cor. Morais Silva e Manuel Amaro Bernardo