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quinta-feira, setembro 11, 2008

11 de Setembro

Não! Não vou por aí. Não é esse o meu "11 de Setembro", o das torres e aviõezinhos e de tudo o que a ele se seguiu com justificativas incoerentes. Este dia lembro-o sempre com profundo respeito e pesar perante a figura maior que foi Salvador Allende barbaramente assassinado pelas verdadeiras forças do mal.
Temos hoje outro campo minado --- a Bolívia --- tal e qual o Chile nos idos de 1973. Não quero e nem posso comparar Evo Morales a Salvador Allende, mas o cenário é muito parecido e os titres exactamente iguais, possivelmente manuseados com os mesmos pauzinhos.
Só falta aparecer nòvamente Henry Kissinger e declarar que a intromissão é "para não deixar um país tornar-se marxista só porque o seu povo é irresponsável". Mas esse execrável monstro, além de estar com os pés na cova, não teria moral para usar a mesma frase perante os últimos acontecimentos na sua própria casa, ao serem socializados os prejuizos das empresas de crédito imobiliário e estas estatizadas.
Como a moral é algo que não existe além do Rio Grande ( o do hemisfério norte) e, quando tão apregoada aos quatro ventos, é pura hipocrisia, fiquemos atentos para este 11 de Setembro que ainda não terminou; e para os vindouros também...

terça-feira, novembro 06, 2007

VISÃO

“Assim, sob qualquer ângulo em que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, deixarão de ser operários e por-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo.
Quem duvida disso não conhece a natureza humana.”
Mikhail Bacunin (1814-1876) Anarquista russo