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segunda-feira, março 04, 2013

O galo cantou!

Esta coisa das loterias no Brasil, uma exclusividade (monopólio) do banco governamental, a Caixa Económica Federal, é um verdadeiro roubo e o apostador é o menor beneficiado. Além disso, bloqueiam a possibilidade de abertura de Casinos ou mesmo de pequenas casas de apostas ou jogos mais populares que seríam uma opção democrática do povo.
Um dos grandes absurdos é o que se pode ver neste caso das ilustrações.O bilhete inteiro de loteria da Caixa Económica Federal custou 20 reais. No sorteio deu 39049 no 4º com um prémio de 32.800 reais. Como eu só acertei a unidade de milhar e não a dezena que compõe o número sorteado, ganhei sómente 130 reais; se tivesse dado no primeiro prémio, este bilhete daria 200 reais.
Se eu tivesse jogado esses mesmos 20 reais num milhar do "Jogo do Bicho", só no número 9049, ganharia 60 mil reais. Como eu só joguei habilitando-me ao primeiro prémio, nada ganhei no milhar  que saíu no 4º.. Porém, como joguei valendo a centena do primeiro ao quinto prémio e essa centena saíu no 4º prémio, terei direito a 500 reais. Se tivesse jogado o milhar valendo do 1º ao 5º, da maneira da ilustração, ainda assim ganharia 2 mil...
Está tudo errado e é por essas e outras que se continúa jogando no Bicho, um jogo eternamente proibido. Só sei que o Galo cantou mais uma vez...

segunda-feira, setembro 21, 2009

Bingos

Na semana passada o Congresso tratou do tema "Legalização dos Bingos", aprovando o Projeto numa primeira votação. Vai agora a Plenário e, depois, para o Senado. Acredito que seja aprovado em todas as esferas e até mesmo não ser vetado pelo Presidente da República, pois este atualmente contradiz tudo o que anteriormente disse a respeito deste e outros assuntos...


Sou bingueiro e gosto de outros jogos a que normalmente se chamam "jogos de azar". Porém, não sou e nunca fui um viciado. Faço esta confissão para embasar o meu ponto de vista, a minha opinião mas, ao mesmo tempo dizer que o que escrevo não é tendencioso, uma vez que me possam vir a considerar suspeito.


Depois da notícia, nos jornais que leio todos os dias só aparecem críticas negativas, tanto nos editoriais como nas colunas dos leitores. Estranhei muito não aparecer uma opinião favorável ou debate de ideias a respeito. Até parece que tudo é forjado... Por isso mesmo, a minha postagem de hoje relaciona-se ao tema e enviarei resumo à redação do jornal que assino, na esperança que a mesma seja publicada.


Muito se propala por aí sobre o jogo ser um vício pior que o fumo ou o álcool. Uma tremenda besteira! Principalmente o fumo, é um vício muito difícil e às vezes impossível de largar; se o indivíduo é fumante hoje, amanhã é também. No jogo eu posso ir hoje e não ir amanhã. Posso até ficar em abstinência por tempo indeterminado se não houver um desses locais onde eu estiver no momento. Quanto ao fumo, se não tiver cigarro de tabaco, faço um com palha e barba de milho...


Dizem os arautos das críticas que esses locais de jogo serão, automàticamente, antro de marginalidade, prostituição e lavagem de dinheiro. Porra meu! O que estarão dizendo quando eu e minha mulher vamos jogar um binguinho como ontem aconteceu!? --- Friso ontem, pois existem centenas dessas casas funcionando a portas fechadas e ninguém tem conhecimento disso. Não tem mesmo?!... Ah! e também tem muitas com as portas abertas, mesmo ilegalmente (...); basta passar por Osasco, por exemplo.



Marginalidade e lavagem de dinheiro? Então para que serve a polícia e a fiscalização da Receita? Até concordo que eles não mexam com as altas esferas e outros antros, mas isso é outro assunto...


Muitos milhares de empregos serão ciados com a reabertura dessas casas e nós, utentes, muitos mais milhares que aqueles, teremos um lugar certo onde possamos ir passar umas horas de lazer, conversar e fazer novos amigos, tomar uma cervejinha e comer um lanche. Ganhar ou perder não faz diferença, pois gastamos aquilo que podemos gastar e sobre isso não há satisfações a dar a quem quer que seja. Aqueles que lá vão gastar o que não têm, os verdadeiros doentes, gastam com jogo do bicho, loterias oficiais e até inventam outros jogos. Esses fazem qualquer coisa em qualquer situação.


Existe muita gente que não tem nada onde passar o tempo de ócio. Principalmente os da chamada terceira idade, que são a grande maioria dos frequentadores das salas e bingo. Ficar em casa assistindo tv é um verdadeiro suplício e não só para eles. Dando aqui um alô aos políticos e governantes, essa legalização deixa uma grande percentagem de cidadãos alheios às maracutaias e, assim, poderão fazer as manobras que quiserem.


Reabram-se os Bingos e, depois, legalize-se o jogo em geral com a abertura de Casinos em pontos estratégicos deste país. Fomentar-se-á o grande turismo, entrarão muitas divisas e o povão será mais feliz Teremos, até, onde gastar as receitas do pré-sal e galgaremos um degrau na esclala de classificação mundista.

quarta-feira, abril 01, 2009

Crise de nervos

Muitas vezes, em tom de brincadeira mas com ar circunspecto, costumo dizer que nos dias de hoje só se fica rico ganhando na loteria ou enveredando pelos caminhos do submundo das ilegalidades. Trabalhando honestamente, jamais! Todavia, acontecem tantas coisas estranhas que já chego a pensar que, com uma das duas hipóteses referidas sendo descartada, passa a ser um caminho só.
Costumo jogar nas loterias oficiais da Caixa Económica Federal fazendo, como se costuma dizer, uma pequena fezinha. Jamais fui um sortudo em potencial e só uma vez ganhei um terceiro prémio que me rendeu uma mixaria; mesmo assim, com meio bilhete...
Lembro-me que, dessa vez, dirigi-me à agência principal da Caixa onde havia um pequeno reservado para recebimento desses prémios. Entrei e notei que tinha algumas pessoas sentadas num banco encostado na parede e que não participavam de fila alguma. Vim a saber, mais tarde, que são indivíduos que oferecem pelos nossos bilhetes premiados uma quantia 20% maior que o valor. Estes fazem parte de um esquema de lavagem de dinheiro e encaixam-se num daqueles caminhos que citei no início... Simplesmente ignorei o detalhe e dirigi-me ao caixa. Apresentei o bilhete, assinei um documento com os meus dados pessoais para efeitos de tributação, fiquei com uma cópia e o caixa com a outra. Fim de papo. Tão simples assim...
Ontem fui conferir, na Internet, os recibos da aposta da "Lotofácil" que tinha feito no dia anterior. Teria que acertar 15 números para ficar milionário. Num dos recibos acertei 11, o que habilitava a um prémio de consolação de 2 reais; no outro, acertei 14. Estremeci! Voltei a conferir mais uma, duas, três vezes e concluí que eram realmente 14 pontos. Respirei fundo e conformei-me --- o prémio era de 1.100 reais e mais uns quebradinhos.
Hoje, depois do almoço, fui na casa lotérica para receber o meu prémio, pois é normal ali pagarem pequenas importâncias. Entreguei os dois recibos premiados à funcionária, ela fez a leitura eletrónica e me disse: - "Um dos recibos tem 2 reais e o outro não tem nada". Olhei bem nos seus olhos, lindos por sinal, e perguntei-lhe: - "Tem a certeza? é que eu conferi várias vezes e tenho a certeza que um dos recibos tem 14 pontos!". Ela insistiu e eu insisti também. Cada um com a sua versão... O gerente escutou e veio conferir. Disse-me que, sendo o valor superior a 800 reais, eu teria que receber na Caixa.
Aqui está um dos motivos porque muitos prémios não são resgatados, pois aquelas pessoas que não dispõem de internet ou que não conferem diretamente as listas, acabam por inutilizar os recibos perante uma informação errada de uma funcionária mal preparada ou nem tanto...
Dirigi-me à agência da Caixa mais próxima pensando que seria fácil resgatar o meu pequeno prémio, tanto mais com o direito a utilizar o guiché prioritário pela minha condição de ancião. Aliás, é a única situação em que não me importa de ser velho...
Não foi fácil, não! E não foi possível. Do guicé encaminharam-me para o balcão de informações para ali ser cadastrado numa espécie de fila eletrónica. Depois fui aguardar num salão que me chamassem pelo nome. Demorou quase uma hora.
A atendente pediu-me o RG, o CIC e um comprovante de endereço e nisso já resultou a minha primeira reclamação e protesto. Afinal, porque motivo somos anónimos quando fazemos o jogo e temos que abrir o livro da nossa vida para receber o prémio? --- se fôr um prémio grande, amanhã ou depois os bandidos estarão na minha casa com todas as informações e eu não poderei escapar...
Mais calmo, entreguei-lhe a documentação solicitada que, por acaso, tinha comigo. E nestes entretantos ela ficou digitando não sei o quê no computador, o que demorou mais um interminável tempo. Foi numa outra sala e voltou, dizendo: - "Senhor, tem um probleminha! A nossa fotocopiadora está com problema; terá que ir lá fora e tirar fotocópias dos documentos!".
Peguei os documentos, amassei o recibo premiado e simplesmente disse que não mais tinha interesse em receber o que quer que fôsse. Joguei o recibo no lixo; se alguém o achar, desejo-lhe boa sorte...
Já se passaram dez anos em que essa mesma agência da Caixa foi assaltada durante a noite e, dos cofres de penhores, tudo foi retirado. Eu tinha lá alguns valores. Essa peripécia resultou numa ação judicial movida por grupos de pessoas que estavam na mesma situação que eu. Ganhámos nas três instâncias e foi sentenciado pelo Supremo Tribunal Federal que a Caixa deveria nomear um perito para avaliar o montante da indemnização a ser rateada, caso não concordasse com o indicado. Já se passou um ano e nada; eles não respeitam as sentenças. Só coloquei este anterior parágrafo, que nada tem a ver com o assunto dos prémios de loterias, porque cismei que a Caixa talvez tenha um cadastro das pessoas que com ela tenham contencioso e, assim, faça-se negra a vida das mesmas. Será?

segunda-feira, junho 16, 2008

O jogo no Brasil

Usando brechas na legislação, proprietários de bingos no Estado de São Paulo estão encontrando amparo para reabrirem totalmente suas casas. E os locais de jogos já voltam a chamar a atenção e a atrair freqüentadores - até dentro de shoppings paulistanos. Pelo menos dez bingos retomaram suas atividades desde janeiro.
Os estabelecimentos paulistas que reabriram estão ligados a pequenas instituições desportivas, principalmente do interior do Estado. No passado, essas entidades obtiveram decisões judiciais para atuar com bingos e, como são de pouca visibilidade, acabaram não tendo de enfrentar recursos do Ministério Público.
Esse é o caso da Liga Regional Desportiva Paulista, com sede em Campinas. A entidade conseguiu em 2003 um acórdão na 15ª Câmara do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que lhe concedia o direito de explorar o jogo de bingo. Como não houve recurso, o caso se tornou transitado em julgado, o que impede que a decisão seja revertida.
Os advogados da Liga ainda conseguiram em outubro do ano passado uma certidão atualizada da Justiça, reforçando que a decisão de setembro de 2003 continua valendo - de forma que as autoridades que não a reconhecerem estarão sujeitas a penalidades. Esse documento foi colado nas entradas de todos os estabelecimentos da organização que voltaram a funcionar.
Até hoje ainda não entendi a razão pela qual não se autoriza logo definitivamente a abertura dessas casas, bem como a liberalização do jogo em geral, como os Casinos. Seria só uma questão de haver algum controle por parte do Estado para a cobrança dos impostos respectivos e aplicação de regras a serem obedecidas. Afinal, o próprio Estado mantem em funcionamento um verdadeiro Casino que são as loterias diárias e que ele próprio explora...
Os brasileiros gostam muito de jogo e, por isso, essas loterias oficiais têem ganhos astronómicos. Além de aplicarem o seu dinheirinho nestas, ainda o canalizam para os jogos proibidos como o "bicho". O dinheiro é património de cada um e se gasta onde lhes aprouver. Benefícios ou malefícios que cada um aufira é coisa de fóro íntimo.
O jogo ilegal tem na sua cauda uma série de actividades ruins e criminosas. Assim, legalize-se tudo de uma vez por todas.

domingo, fevereiro 24, 2008

GOL CONTRA

É noite aqui no Brasil e já próximo de um novo dia. Um Domingo chuvoso, um daqueles dias em que não há perspectivas algumas para um bom programa e que realmente não houve. Isso só me traz pensamentos pessimistas e de contestação. Assim, fiquei pensando durante muito tempo sobre o que escrever hoje.
Dois temas se destacaram e os mesmos poderiam ser abordados separadamente, dando origem a duas crónicas distintas: 1- a crise dos times de futebol; 2- o excesso de loterias. Resolvi, então, fazer um bolo com os dois ingredientes...
O governo federal do Brasil acaba de criar uma nova loteria --- Timemania, cuja intenção é a regularização das dívidas, impagáveis, dos clubes com a União. Impressionante! Essa ajuda destina-se àqueles que participam das séries A, B e C do campeonato brasileiro e que se comprometam com a publicação de balanços financeiros e que comprovem formalmente "ficha limpa" dos seus dirigentes nas várias instâncias da Justiça.
É mais uma loteria para o povão gastar um pouco dos seus míseros "trocados". No Brasil tem algum tipo de loteria todos os dias e há dias em que é mais que uma. Isto para só abordar as oficiais, pois tem as contravencionais também... E existe uma lei da década de 40 que proibe o jogo no país...
Eu jogo em algumas delas, dentro das minhas disponibilidades, pois é um dos defeitos que encampei desde tenra idade e, confesso, sempre com fé e esperança de que um dia a sorte baterá à minha porta. É assim com todos os jogadores... Todavia, nesta nova loteria eu jamais jogarei! Garanto que não e explico porquê.
Sempre gostei de futebol, tenho os meus times de coração e esporàdicamente ía aos estádios assistir a partidas interessantes, coisa que hoje não faço mais pelos mesmos motivos que me levam a não apostar na nova loteria. Acho uma grande imoralidade um clube pagar salários astronómicos aos seus atletas e técnicos (além dos desfalques que alguns dirigentes praticam) e não pagar as contribuições e impostos que são um dever de todos.
Se o clube está atolado em dívidas impagáveis, o procedimento normal seria fechar as portas, ter os seus bens imóveis confiscados e os dirigentes indiciados em inquéritos judiciais. Vir o governo com soluções lotéricas como esta de agora, é incitar à imoralidade, ao desrespeito das leis e estimular a corrupção. Gol contra!