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sábado, agosto 13, 2011

Correios do Brasil

Com o advento da internet, o fluxo de cartas expedidas pelo Correio teve uma assombrosa deminuição. No meu caso, já não me lembro de quando usei esses serviços, apesar de ter família e amigos fóra do Brasil e espalhados por muitos rincões do Mundo.
Nesses outros tempos, até pelo uso frequente dos serviços do Correio, eu sabia de ante-mão quanto me custaria a postagem de uma carta ou encomenda; tinha uma tabela das taxas com os respectivos pesos. Bons tempos!
Ontem dirigi-me à Estação central dos Correios, aqui na cidade de Campinas, para enviar um DVD a um amigo que reside nos Estados Unidos. É um DVD com as filmagens da nossa festa de formatura da Faculdade do ano de 1983. É para nós uma preciosidade e ele não tem. Pensei colocar o DVD num daqueles envelopes forrados com plástico bolha de ar e enviar como uma carta comum. Imaginei ter de pagar 5 reais, no máximo.
Cheguei no guichê e pedi à funcionária o que me vendesse um daqueles envelopes. Porém, ao ver que eu iria enviar um DVD para o exterior, informou-me que só o poderia fazer com uma caixa de papelão com as medidas 185 x 130 x 90. Respondi que achava aquilo um absurdo devido ao tamanho muito inferior do objecto a ser expedido e que teria que preencher o espaço vazio com qualquer tipo de enchimento. Ele logo me respondeu que os próprios Correios depois que eu expedisse a caixa, se encarregariam de completar o enchimento com papel. Porra! Isso chega até a ser uma violação, uma vez que a funcionária fiscaliza o conteúdo naquele momento.
Contrariado e apesar e tudo, comprei a referida caixa e dentro dela coloquei o DVD. Preenchi os endereços --- destinatário e remetente. No momento em que pensei que se seguia o processo de expedição, fui informado que teria que retirar uma senha e aguardar a chamada para outro guichê...
Cumpri tudo direitinho, qual cordeirinho manso. Quando me atenderam no outro guichê, fui informado que teria que pagar 36 reais de sêlos! É claro que esbravatei, pois achei aquilo a coisa mais estúpida do dia... Não é permitido enviar o objecto num simples envelope que pagaria 7 vezes menos e temos que cair no balaio que eles querem. Desisti da operação e retirei-me antes que ficasse mais nervoso e começasse a ser malcriado.
O amigo a quem vou enviar o DVD poderá até estar lendo esta matéria de hoje e, assim, desde já o alerto que essa relíquia chegará às suas mãos. Claro que será enviada do meu modo prático de ser. E nem é tanto pelo terei que pagar, mas sim pelo que é justo e pela não alimentação dessa corja que superintende um dos serviços mais importantes para o povo.
Os Correios, bem como outras Instituições importantes, são dirigidos por políticos que regateiam esses cargos quando da formação da base aliada do Governo. Excusado será dizer que quem se dá bem nesse esquema é sempre o Partido exigente e aquela maia dúzia de sempre que o compõe. Não vou pagar por isso!...
 



segunda-feira, dezembro 27, 2010

Dez sugestões


Tomei a liberdade de passar para o meu blog esta matéria que foi publicada num outro blog do qual sou seguidor:  http://jardimdeurtigas.blogspot.com/  . Serve para Portugal e para o Brasil...


Sr. Dr. Mário Soares,

Sou um cidadão que trabalha, paga impostos, para que o Sr. e todos os restantes políticos de Portugal andem na boa vida.

Há dias, ouvi o Sr., doutamente, nas TV's, a avisar o povo português para que não se pusesse com greves, porque ainda ia ser pior. Ouvi o Sr. perguntar onde estava a alternativa ao aumento de impostos, aqui estou eu para lhe dar a alternativa. Aqui lhe deixo 10 medidas que me vieram à mente assim, de repente:

1.    Acabar com as pensões vitalícias e restantes mordomias de todos os ex-presidentes da República (os senhores foram PR's, receberam os seus salários pelo serviço prestado à Pátria, não têm de ter benesses por esse facto);


2.    Acabar com as pensões vitalícias e / ou pensões em vigor dos primeiros-ministros, ministros, deputados e outros quadros (os Srs deputados receberam o seu ordenado aquando da sua actividade como deputado, não têm nada que ter pensões vitalícias nem serem reformados ao fim de 12 anos ; quando muito recebem uma percentagem na reforma, mas aos 65 anos de idade como os restantes portugueses - veja-se o caso do Sr. António Seguro que na casa dos 40 anos de idade já tem direito a reforma da Assembleia da República);


3.    Reduzir o nº de deputados para 100;


4.    Reduzir o nº de ministérios e secretarias de estado, institutos, fundações e outras entidades criadas artificialmente, a maioria das quais desnecessárias e muitas vezes até redundantes, apenas para dar emprego aos "boys", como é o caso, por exemplo, do Instituto das Descobertas, que dá emprego a 32 chulos que não têm nada para "descobrir".


5.    Acabar com as mordomias na Assembleia da República e no Governo, e ao invés de andarem em carros de luxo, andarem em viaturas mais baratas, ou de transportes públicos, como nos países ricos do Norte da Europa (veja-se que no dia em que se anunciou o aumento dos impostos por falta de dinheiro, o Estado adquiriu viaturas na ordem dos 140 mil € cada para os VIP's que nos visitarão, como se não houvesse viaturas a requisitar aos Ministérios para tal);


6.    Acabar com os subsídios de reintegração social atribuídos aos vereadores, aos presidentes de Câmara, e outras entidades (multiplique-se o número de vereadores existentes pelo número de municípios e veja-se a enormidade e imoralidade que por aí grassa);


7.    Acabar com as reformas múltiplas, sendo que um cidadão só poderá ter uma única reforma (ao invés de duas e três, como muitos têm);


8.    Criar um tecto para as reformas, sendo que nenhuma poderá ser maior que o vencimento do PR;


9.    Acabar com o sigilo bancário;


10.  Criar um quadro da administração do Estado, de modo a que quando um governo mude, não mudem dezenas de milhares de lugares na administração do Estado, sendo que o critério para a escolha dos lugares passe a ser o mesmo que um ministro/político adopta na escolha de um médico para lhe tratar uma doença ou lhe fazer uma operação cirúrgica ( porque nesta situação eles não vão buscar os “boys” do partido, mas sim os mais competentes, pois é a “vidinha” deles que está em jogo e não o dinheiro do erário público ).


Com estas simples 10 medidas, a classe política que vai desgraçando o nosso amado Portugal, daria o exemplo e deixaria um sinal inequívoco de que afinal, vale a pena fazer sacrifícios e que o dinheiro dos portugueses não é esbanjado em Fundações duvidosas e em obras de fachada sumptuosas.

Enquanto isso não acontecer, eu não acredito no Sr. Mário Soares e não acredito em nenhum político desde o Bloco de Esquerda ao CDS, nem lhes reconheço autoridade moral para dizerem ao povo o que deve fazer, porque o tal povo de que os políticos muito falam, jamais fará o que quer que seja contra a sua consciência, mesmo se o Estado o apele. Se os políticos por conveniência se ajudam entre si para fazer passar este OE, ao povo cabe fazer derrubar e paralisar este governo nas ruas.

Zé do Povo

Portugal

quarta-feira, setembro 30, 2009

Actualidade

Em 1896 Guerra Junqueiro, escritor português, escreveu:

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política,torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem idéias, sem planos, sem convicções,incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."

quinta-feira, agosto 20, 2009

Sonhos e realidades

Nunca fui homem de um emprego só, daqueles que começam a trabalhar num lugar, até como aprendizes, auxiliares, enfim, e lá se mantêm por vinte, trinta e até mais anos. Desde que comecei a trabalhar devidamente registrado, aos 14 anos de idade, posso contar uns dez. Deixei de ser empregado de outrém há trinta anos atrás. E essas mudanças de um para outro emprego, jamais foram por procura de melhores salários, pois em todos foi reconhecida a minha capacidade para os cargos que ocupei. As saídas sempre giravam em torno de discordâncias e incompatibilidades; eu jamais continuaria num lugar sabendo que muita coisa não estava certa --- pedia demissão ou era demitido. Saía de cabeça erguida em qualquer dos casos.
Marina Silva não fez a mesma coisa. Eu, no lugar dela, teria tirado o time de campo muito antes de ter sido demitida do cargo de ministra; logo que estouraram os primeiros escândalos do Partido.
Como o não fez e, a exemplo de outros que se dizem éticos e lá continuaram até agora, todos os resquícios de ética e moral fôram por água abaixo. Fôram, de algum modo, coniventes. A mesma coisa acontece no Senado: jamais um Senador teve o peito de abdicar do cargo e vir a público justificar a sua decisão como, por exemplo, sentir-se mal naquele mar de lama. Qualquer um dos que participaram deste ou de governos anteriores, jamais terá o meu voto. Sendo sempre coerente comigo mesmo, logo que se levantou fumaça no PT eu me abstive de votar nele e em qualquer outro Partido, pois aquele foi o único em que um dia acreditei. Alguns já me apontaram o dedo acusando-me que eu fôra um apoiante ferrenho e que agora sou do contra. Eles não sabem que o sonho comanda a vida e eu sou dos que sonham acordados...

terça-feira, novembro 06, 2007

VISÃO

“Assim, sob qualquer ângulo em que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, deixarão de ser operários e por-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo.
Quem duvida disso não conhece a natureza humana.”
Mikhail Bacunin (1814-1876) Anarquista russo

sábado, julho 21, 2007

TEMPOS E VENTOS

Confesso que começo a ficar preocupado.
Jamais pensei em ter que escrever algo a respeito e a ter que juntar esses três símbolos como ilustração...
Recordo-me daquelas juventudes ligadas às ditaduras fascistas na Alemanha de Hitler, no Portugal de Salazar, na Espanha de Franco e outras que tanto, quando me deparo com posturas semelhantes nos dias de hoje aqui no Brasil. Será que eu estou exagerando? Talvez! Mas estou ficando muito preocupado e acho que devemos tomar certos cuidados.
Nestas paragens da Internet e não só, pois também se constata o mesmo nas conversas de rua e outros locais, há reacções muito agressivas quando algo se escreve ou se comenta como crítica ao governo instalado ou a alguns elementos do mesmo. E essas reacções são por parte de postulantes jóvens, muitos dos quais desfalcados de conhecimentos da história recente. Nota-se que essas pessoas estão totalmente cegas e obcecadas. Fanáticas, mesmo.
Cronistas ou comentaristas da mídea em geral são atacados sem escrúpulos, mercê daquilo que escrevem ou comentam sobre fatos relevantes que acontecem no dia-a-dia e que, de algum modo colocam em cheque algum membro do governo, principalmente se este é do PT.
Pessoalmente, uso muito a Internet para me comunicar com os meus amigos, entre outras coisas. Muitos, até mesmo a maioria, são amigos virtuais que vou conhecendo gradativamente e, a certa altura, elejo um pequeno grupo que passa a ser especial pela abertura e confiança. É normal receber e-mails com matérias de cunho político e anexos com charges, audio e vídeo. Costumo partilhá-los com os demais e acaba por se tornar uma espécie de corrente. O interessante é que algumas vezes acabo por receber de alguns dos amigos referidos (não os do grupo especial) manifestações de protesto e até ofensivas, como foi um caso de ontem que me incutiu a escrever estas linhas hoje. Chegam essas pessoas a agir como se fôsse eu o autor daquilo que lhes enviei... E até antecipam não estar receptivos a réplica.
É preocupante!