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segunda-feira, dezembro 28, 2015

A Banda



Com 175anos, a banda da  Sociedade Filarmónica Luzitana de Estremoz é a mais antiga de Portugal em atividade ininterrupta!
Até 1910, a banda designava-se por Real Filarmónica Luzitana, uma banda que foi “Real”, pois animava as festas e os jantares no Paço Ducal de Vila Viçosa no tempo do rei D. Carlos.
Após a implantação da República passou a denominar-se Sociedade Filarmónica Luzitana.
Sem qualquer interrupção, esta banda aposta nos jovens para garantir a sua continuidade!

quarta-feira, abril 20, 2011

Armas e Instrumentos

Gostaria de sempre poder escrever aqui sobre temas agradáveis, mas infelizmente só encontro matéria prima de modo a que sempre seja pelo oposto...
O recente massacre naquela escola no Rio de Janeiro foi um acontecimento que abalou de modo muito acentuado as estruturas do povo brasileiro e, acredito, de muitas pessoas noutros países do Mundo. Foi algo bárbaro. Mas eu não quero aqui falar mais disso.
O acontecido acima deu azo a que voltasse a ideia de outro referendum ou plebiscito sobre desarmamento. Da outra vez, há 6 anos atrás, não deu certo; o povo votou pela venda de armas, se bem que dentro da lei. Agora querem ressuscitar o que está morto e enterrado e não entendem que as medidas a serem tomadas são no que concerne ao contrabando de armas. Tem que se investigar o porquê dos bandidos andarem armados e como essas armas entram no país. Desarmar o cidadão de bem é errado.
Muitas outras medidas podem ser tomadas de modo a que as pessoas pensem menos em armas e mais em coisas relacionadas com a paz. Por exemplo, assistir a concertos da Orquestra Sinfónica Municipal. Mas essa orquestra tem que sair do salão de ensaios e vir de encontro ao povão, o que não acontece em Campinas. Afinal, os seus membros são funcionários públicos e não estão mostrando o serviço que nós pagamos...
A minha crítica à Orquestra foi um apêndice à crónica de hoje, pois na passada terça-feira, bem encostado à séde da mesma, apareceu uma Banda da Polícia Militar.
Tinha um grupo de pessoas da terceira idade fazendo exercícios ao ar livre e, ao mesmo tempo, a Banda foi-se ajeitando por ali, colocando os banquinhos para se sentarem e afinando os seus instrumentos. Todos os ingredientes para cozinhar um menú de paz. Todavia, a maioria dos elementos da banda portava a sua arma (uma pistola) no coldre do cinturão!...
Sinceramente, habituado que sou a ver Bandas e Fanfarras, foi a primeira vez que vi uma aberração dessas; os músicos com os instrumentos nas mãos e as armas na cintura. Assim, jamais se poderá passar uma imagem de paz ou mesmo o incentivo à mesma.
Notei que as várias composições ali tocadas, na maioria bossa nova, estavam um tanto ou quanto desafinadas na execução, mas o ouvido até aceita isso. Os olhos e a mente não aceitam as armas no contexto.

quarta-feira, outubro 28, 2009

Desconhecidos

No decorrer das nossas vidas deparamo-nos com certas situações inusitadas que, do mesmo modo que factos de impacto, marcam para sempre. E convivendo com essa memória, que esporàdicamente aflóra, continuamos sem uma explicação plausível.
Nos meus tempos de juventude eu era frequentador assíduo do jardim público e mata anexa, na cidade de Évora. Até hoje não entendi o porquê dessa distinção dos lugares, pois acabava por tudo ser um mesmo espaço físico dentro de um conjunto de muralhas medievais. O jardim ficava aberto até à meia-noite (Verão) e a mata tinha o acesso bloqueado por um guarda depois das 18 horas para coibir excessos no relacionamento dos namorados…
Gostava de frequentar aquele espaço aprazível e tranquilo. Assistia aos concertos da banda militar do Regimento de Infantaria 16, que incluía muitas zarzuelas entre as marchas. Outras vezes retirava um livro da biblioteca sanzonal para o ler sentado num daqueles  bancos de jardim que, apesar de tudo, eram cómodos e anatómicos. Havia, também, os momentos de gaiatice quando fazia uma espécie de forca corrediça, na extremidade de um caule de capim, e ía caçar lagartixas, ou provocávamos um dos guardas --- o Pé de Xarinha, que era um tipo muito chato e carêta e sobre o qual ainda aqui escreverei um dia.
Na escola sempre acabamos por formar um grupo mais homogénio de amigos e o meu resumia-se a quatro elementos. Adávamos sempre juntos para o que désse e viésse. Num espaço de tempo livre entre as aulas ou mesmo na gazeta às mesmas, íamos para o citado jardim que ficava perto da escola, outras vezes íamos nadar no Rio Dgebe; acompanhávamos turistas estrangeiros pelo burgo como cicerones e frequentávamos eventos culturais; jogávamos bilhar no Café Portugal ou matraquilhos na cave do Diana-Bar e Bar do Cachatra.
Eramos ecléticos nas nossas andanças e costumes. Porém, não só por timidez, uma das características de todos do grupo, mas também porque não nos interessava muito essa coisa de amarração, nenhum de nós se preocupou em arrumar uma namorada antes dos dezoito anos.
Claro que muitos dos nossos colegas de escola já namoravam a partir dos doze ou treze e, por isso mesmo, não se misturavam connosco nas actividades extra escolares e os seus gostos e ocupações descambavam para outras órbitas…
Num certo dia, caminhando os quatro da vida airada pelas estradinhas e veredas da mata, cruzámo-nos com o Romero e a Cristina, colegas da escola e namorados desde sempre e para sempre… Cumprimentei-os com um “boa tarde” sonoro, mas não obtive qualquer tipo de resposta.
Gualter, o mais velho de nós quatro, numa espécie de repreensão, disse: “ Ò pá! Não sabes que não se cumprimenta um gajo quando ele está acompanhado da miúda ou vice-versa!?”.
É verdade! eu não sabia disso naquele tempo e, até hoje, não entendo o porquê, pois jamais alguém me explicou…

quarta-feira, julho 22, 2009

De pai para filho

Quando se trata da família, a propaganda aqui no meu blog é gratuita... Mas também assumo que o sucesso é alcançado mercê da indiscutível capacidade do conjunto, deixando a minha ação para um plano secundário; uma ação de pai para filho com uma pitada de corujice...

sábado, abril 25, 2009

Times e Bandas

Grêmio = Sepultura
Um dos nossos sucessos internacionais.Mas na terra do molejo e do samba faceiro, muitos acham que eles pegam pesado demais.
Palmeiras = Aerosmith
A banda tem enorme tempo de estrada. Mas suas músicas só atingem o estrelato quando faz alguma parceria.
Cruzeiro = Paralamas do Sucesso
Na América do Sul é respeitado e campeão de vendas. Mas quando participa de um festival com bandas europeias, é café com leite.
Corinthians = Michael Jackson
Um dos mais populares da história, envolveu-se em escândalos e até mudou de cor. Têm apostado em criancinhas como Lulinha e Dentinho.
São Paulo = Queen
Já foi eleita a melhor do mundo uma quantidade de vezes. E um dos seus integrantes é assumidamente homossexual.
Santos = Beatles
Nos anos 60, não tinha pra ninguém. Só que até hoje é lembrado no mundo inteiro pelos sucessos de 40 anos atrás.Já foi eleita a melhor do mundo uma quantidade de vezes. E um dos seus integrantes é assumidamente homossexual.
Vasco = Oasis
Banda de qualidade e importância inquestionáveis. Todo mundo quer gostar dela quando ouve, mas a imagem do ex-líder faz muita gente ainda sentir aversão.
Internacional = Led Zeppelin
Reinou nos anos 70 e morreu nos 80. Seus líderes conseguiram juntar os cacos e voltar nos anos 2000, com uma inesquecível turnê mundial.
Fluminense = Titãs
Banda charmosa e simpática e, no Brasil, é querida por muitos. O problema é que ninguém nunca ouviu falar fora de nossas fronteiras.
Botafogo = Rolling Stones
Seria o maior da década de 60, se não houvesse um rival mais popular. Teve seuSatisfaction em Garrincha. Há alguns anos retomou o rumo e está feliz da vida.
Flamengo = Jorge Ben Jor
Há muito tempo não produz um grande sucesso. Mas é incrível como segue popular e nunca sai da moda.
Goiás = Leonardo
Tomou espaço de outros similares, e vez ou outra emplaca um sucesso, mas nunca chegando ao topo como seus inspiradores.
Ponte Preta & Guarani = Chitãozinho e Xororó
Quando apareceram, ganharam muitos fãs pelo Brasil, viraram febre, mas nunca foram unanimidade.
Depois de um tempo, e de tantas imitações, se relegaram aos seus poucos fãs do interior.