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quinta-feira, setembro 17, 2009

Socialização


Ando atravessando uma fase muito agitada e, por isso, a minha língua (ou os dedos, neste caso em que escrevo) solta-se bem afiada, usando o termo do meu amigo Schmitd. Assim, quero dizer que estou de saco cheio com o monte de discussões que se entabulam por aí, no que concerne às tais cotas para ingresso na Universidade.


Não concordo e jamais concordei com essa política das cotas, pois acho, como muitos, que isso é pura aceitação das diferenças que, simplesmente, deveríamos apagar. Se hoje se reservam cotas para negros, amanhã pode inverter-se o plano e passam-se a reservar para brancos...

A verdade é que todos somos iguais e nem essa afirmação deveria constituir um artigo da Constituição, pois só serve, como outros, para a transformar num calhamaço. E, se todos somos iguais como figuras, reconhecendo as diferenças interiores, principalmente no intelecto --- e isso assenta em qualquer cor ou traços de cada um ---, deixemos que tudo flua naturalmente e sem artifícios.

Reconheço que alguns mais priviligiados tenham acesso a melhores estudos, pois podem pagar para frequentar instituições particulares. E é aí que está o âmago da questão. A educação e a saúde, em qualquer lugar do Mundo, teríam que ser estatizadas e o resto é balela.

Sendo a educação e a saúde bancadas pelo Estado, com todos igualmente usufruindo os serviços, não há privilégios para ninguém e, como dizia o outro, quem tiver unhas é que tocará viola, seja de que côr fôr... Até mesmo aqueles que elaboram as leis e governam teríam que se preocupar com a manutenção impecável das instituições, pois eles próprios e seus familiares seríam utentes sem escolha.


Em qualquer das doutrinas existem coisas boas e ruins. Em vez da eterna guerra e repúdio entre elas, que se peneirem as virtudes de cada uma para serem utilizadas no bem comum.

domingo, agosto 03, 2008

Capitalismo

CAPITALISMO IDEAL
Você tem duas vacas. Vende uma e compra um touro. O rebanho se multiplica e a economia cresce. Você vende o rebanho e aposenta-se rico!
CAPITALISMO FRANCÊS
Você tem duas vacas. Entra em greve porque quer três.
CAPITALISMO AMERICANO
Você tem duas vacas. Vende uma e força a outra a produzir leite de quatro vacas. Fica surpreso quando ela morre.
CAPITALISMO CANADENSE
Você tem duas vacas. Usa o modelo do capitalismo americano. As vacas morrem. Você acusa o protecionismo brasileiro e adota medidas protecionistas para ter as três vacas do capitalismo francês.
CAPITALISMO JAPONÊS
Você tem duas vacas, né? Redesenha-as para que tenham um décimo do tamanho de uma vaca normal e produzam 20 vezes mais leite. Depois cria desenhos de vacas chamados Vaquimon e os vende para o mundo inteiro.
CAPITALISMO BRITÂNICO
Você tem duas vacas. As duas são loucas.
CAPITALISMO ALEMÃO
Você tem duas vacas. Elas produzem leite pontual e regularmente, segundo padrões de quantidade, horário estudado, elaborado e previamente estabelecido, de forma precisa e lucrativa. Mas o que você queria mesmo era criar porcos.
CAPITALISMO RUSSO
Você tem duas vacas. Conta-as e vê que tem cinco. Conta de novo e vê que tem 42. Conta de novo e vê que tem 12 vacas. Você pára de contar e abre outra garrafa de vodca.
CAPITALISMO SUÍÇO
Você tem 500 vacas, mas nenhuma é sua. Você cobra para guardar a vaca dos outros.
CAPITALISMO ESPANHOL
Você tem muito orgulho de ter duas vacas.
CAPITALISMO PORTUGUÊS
Você tem duas vacas... E reclama porque seu rebanho não cresce...
CAPITALISMO CHINÊS
Você tem duas vacas e 300 pessoas tirando leite delas. Você se gaba muito de ter pleno emprego e uma alta produtividade. E prende o ativista que divulgou os números.
CAPITALISMO HINDU
Você tem duas vacas. Ai, de quem tocar nelas.
CAPITALISMO ARGENTINO
Você tem duas vacas. Você se esforça para ensinar as vacas a mugirem em inglês... As vacas morrem. Você entrega a carne delas para o churrasco de fim de ano ao FMI.
CAPITALISMO BRASILEIRO
Você tem duas vacas. Uma delas é roubada.. O governo cria a CCPV - Contribuição Compulsória pela posse de Vaca. Um fiscal vem e lhe autua, porque embora você tenha recolhido corretamente a CCPV, o valor era pelo número de vacas presumidas e não pelo de vacas reais. A Receita Federal, por meio de dados também presumidos do seu consumo de leite, queijo, sapatos de couro, botões, presume que você tenha 200 vacas e, para se livrar da encrenca, você dá a vaca restante para o fiscal deixar por isso mesmo...