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domingo, janeiro 16, 2011

Guiné 1967/1968

Apelo de Marisa Tavares, filha do veterano Júlio Marques Tavares, ex- Soldado Condutor Auto Rodas, n.º 06255566, conhecido por "Madragoa", da CCS/BArt1913, Catió, Guiné 1967/1968, falecido em 15Out1986:

Elementos extraídos da mensagem de Marisa Tavares:

Marisa Tavares, filha do militar Júlio Marques Tavares, nascida e residente em Toronto, no Canadá, solicita-nos a divulgação do seguinte apelo:
O seu pai faleceu (15Out1986) quando tinha 6 anos de idade.

Recentemente teve acesso a uma caixa contendo recordações da vida militar do seu pai, relacionados com a sua mobilização para a Guerra do Ultramar e a sua comissão de serviço em Catió, na Guiné, integrado na CCS do BArt1913.

Também, recentemente, soube que o seu pai, durante o período militar (1967 a 1969), em Catió, na Guiné, criou um menino guineense, que é seu irmão consanguíneo e se chama "Madragoa".
Aquele seu irmão consanguíneo tem agora cerca de 40 anos de idade.

Este facto é do conhecimento de sua mãe e, também, da sua avó paterna (falecida em 1986), que em vida enviava dinheiro à mãe do menino guineense para alimento do seu primeiro neto.
O seu irmão germano, nascido também no Canadá, anda há mais de 15 anos à procura de elementos para localização do seu irmão consanguíneo que, até ao momento, não conseguiu obter qualquer informação.

Assim, solicita a toda a comunidade de antigos combatentes, tanto portugueses como guineenses, nomeadamente, aqueles que estiveram na Guiné, mais precisamente em Catió, que saibam desta situação ou conheçam o seu irmão consanguíneo Madragoa, que contactem para o endereço de correio electrónico, vulgo e-mail, que se segue, porque ela e a sua família desejam muito conhecê-lo: mt_iphone@rogers.com

A Marisa Tavares, refere ainda na sua mensagem o seguinte:
Se ele ainda está em África e necessita de ajuda, quer ajudá-lo.
Caso ele seja pai, também, gostaria de conhecer os seus sobrinhos ou sobrinhas.
A sua família está pronta para os convidar e recebê-los de braços abertos.

segunda-feira, julho 07, 2008

O regresso

As cerimónias fúnebres de três portugueses mortos há 35 anos em combate junto a Guidaje, no norte da Guiné-Bissau, estão marcadas para o próximo dia 26 na Capela dos Jerónimos, em Lisboa, informaram à Lusa fontes militares.
As urnas com os restos dos três militares são transportadas para Lisboa num voo da TAP proveniente de Bissau, prevendo-se a chegada para cerca das 22.15 horas de hoje.
A transladação para Portugal dos restos dos três soldados vem culminar um esforço iniciado há dois anos pela Liga dos Combatentes com o apoio da União de Pára-quedistas Portugueses, e dando sequência ao desejo manifestado pelas famílias de recuperar os restos dos três militares. A acolher as urnas com os restos dos três militares estará um pequeno grupo de antigos pára-quedistas e a família de um dos soldados mortos em Guidaje.
As urnas com os restos dos três militares serão transportadas para a Capela do AT1, as instalações da Força Aérea em Figo Maduro, onde ficarão depositadas até às cerimónias fúnebres aprazadas para o próximo dia 26.
Os restos dos três soldados pára-quedistas tinham sido sepultados, juntamente com os de outros sete militares caídos na batalha de Guidaje, em Maio de 1973, junto ao antigo quartel português naquela localidade.
Os três militares, soldados da Companhia pára-quedista 121, foram mortos no dia 23 de Maio de 1973 quando foram vítimas de uma emboscada montada pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) junto a Guidaje.
O quartel de Guidaje estava há duas semanas cercado e submetido a constantes flagelações por parte das forças do PAIGC, num dos episódios mais dramáticos de toda a guerra colonial.
Os pára-quedistas faziam parte de uma força de intervenção, que incluía ainda uma companhia de comandos e uma companhia de fuzileiros, enviada para Guidaje para tentar romper o cerco e aliviar a pressão do PAIGC sobre o quartel.
O processo de recuperação dos restos dos militares portugueses caídos em Guidaje vai prosseguir, estando ainda em curso o processos de exames laboratoriais com vista à identificação definitiva dos restos de outros soldados sepultados em Guidage.
Depois da missa, que será celebrada pelo capelão-chefe da Forças Armadas, D. Januário Torgal Ferreira, as urnas com os restos dos três soldados serão transportadas num avião militar para o quartel das tropas Pára-quedistas em Tancos.
Os três militares caídos há 35 anos anos na Guiné-Bissau serão então alvo de uma derradeira homenagem militar sendo depois entregues às famílias para serem definitivamente sepultados nos cemitérios das localidades onde residiam, respectivamente em Castro Verde, Caxinas (Vila do Conde) e Cantanhede.
Lusa - Lisboa, 4 de Julho de 2008

segunda-feira, outubro 22, 2007

REGRESSO A CASA

A Liga dos Combatentes (Portugal) e o Governo da Guiné Bissau assinaram um acordo que vai permitir a trasladação dos restos mortais de três pára-quedistas portugueses mortos na guerra naquele território em 1973.
Os homens foram sepultados num cemitério militar, sem condições. Há vários anos que as famílias pediam autorização para trasladar os corpos. O acordo chegou entre os dois países no Dia Nacional do Combatente.
A demora explica-se com guerras, com razões diplomáticas que ainda agora se ultimam para que em Novembro, data prevista, os corpos dos três caçadores pára-quedistas regressem a Portugal. Estão sepultados num cemitério militar provisório. O novo acordo assinado pretende alterar a situação e preservar memórias.
Fora do território português existem registos de 6 mil militares em iguais circunstâncias. Mais de metade em Angola, Guiné e Moçambique. Homens cuja memória foi lembrada nas cerimónias do Dia do Combatente.
In TVI-Televisão (Portugal)
Muitos anos já se passaram e, finalmente, abre-se uma luz para se começar a resolver este que é um grande drama para muitas famílias portuguesas. Só se lamenta o desinteresse de vários governos de Portugal em se empenharem na solução deste grande problema e presta-se homenagem à Liga dos Combatentes que chamou a si a empreitada de alma e coração. Fica viva a esperança que muitos outros nossos camaradas voltem ao seu torrão natal, o máximo possível deles, pois que todos será inviável devido a outros factores.