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sexta-feira, fevereiro 21, 2014

Petizes criminosos





A expressão menores infratores se refere aos menores situados abaixo da idade penal, que é de 18 anos,  geralmente adolescentes, que praticam algum ato classificado como crime.

No Brasil, o termo tem origem jurídica, e acabou ganhando amplo uso nos meios de comunicação. Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) brasileiro, os crimes praticados por tais menores são chamados de infrações ou “atos infracionais”, e as penalidades de “medidas sócio-educativas”.

O ECA estabelece uma diferenciação entre crianças infratoras – definidas como indivíduos até os 12 anos de idade incompletos – e adolescentes infratores, que são aqueles dos 12 aos 18 anos.

Crianças infratoras

As crianças infratoras estão sujeitas a medidas de proteção e não podem ser internadas. Segundo os artigos 101 e 105 do ECA, essas medidas incluem, entre outras:

  • o encaminhamento aos pais;
  • orientação;
  • matrícula e freqüência obrigatórias em escola da rede pública;
  • inclusão em programa comunitário;
  • requisição de tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico;
  • inclusão em programa de tratamento de alcoólatras e toxicómanos;
  • abrigo em entidade;
  • colocação em família substituta.

Adolescentes infratores

Os adolescentes infratores estão sujeitos às medidas sócio-educativas listadas no Capítulo IV do ECA, entre as quais está a internação forçada (detenção física) por um período de no máximo 3 (três) anos, conforme artigo 121, § 3º, do referido Estatuto.

Esta limitação em três anos tem sido objeto de controvérsias e debates no campo da opinião pública, inclusive entre políticos, e diversas propostas no sentido de se aumentar o tempo máximo de internação para o adolescente infrator já foram apresentadas ou discutidas, geralmente como alternativa para a redução da maioridade penal no Brasil.

Além da internação, outras possíveis medidas sócio-educativas, listadas no artigo 112 do ECA, prevêem:

  • advertência – consiste na repreensão verbal e assinatura de um termo (art.115);
  • obrigação de reparar o dano – caso o adolescente tenha condições financeiras (art.116);
  • prestação de serviços à comunidade – tarefas gratuitas de interesse geral, junto a entidades, hospitais, escolas etc., pelo tempo máximo de seis meses e até oito horas por semana (art.117);
  • liberdade assistida – acompanhamento do infrator por um orientador, por no mínimo seis meses, para supervisionar a promoção social do adolescente e de sua família; sua matrícula, freqüência e aproveitamento escolares; e sua profissionalização e inserção no mercado de trabalho (arts.118 e 119);
  • regime de semi-liberdade – sem prazo fixo, mas com liberação compulsória aos 21 anos, o regime permite a realização de tarefas externas, sem precisar de autorização judicial; são obrigatórias a escolarização e a profissionalização; pode ser usado também como fase de transição entre a medida de internação (regime fechado) e a liberdade completa (art.120).

Menores infratores representam 17,4% da população carcerária do país.

Do total de 345 mil menores infratores e adultos criminosos no Brasil, 25,4% são crianças e adolescentes com menos de 18 anos que estão internados em estabelecimentos de correção ou cumprindo medidas em regime de liberdade assistida.

Segundo dados da Secretaria Nacional de Direitos Humanos levantados pelo Globo, há 60 mil adolescentes cumprindo medidas socioeducativas no Brasil, sendo 14 mil em regime de internação e os demais em regime aberto. O Departamento Penitenciário Nacional registra 285 mil adultos presos no país.

A diferença está no tipo de punição. Entre os adultos há 240.300 presos em regime fechado — incluindo os ainda não sentenciados, detidos em cadeias e presídios— e apenas 44.700 em regime semi-aberto ou aberto.Entre os adolescentes infratores, a maioria cumpre as chamadas medidas de meio aberto: liberdade assistida, prestação de serviços, reparação de danos ou apenas advertência. Mesmo entre os 14 mil internos, há três mil em regime de semi-liberdade. Segundo a Subsecretaria de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, cerca de 70% desses adolescentes acabam se tornando reincidentes, ou seja, cometendo novos crimes ao deixar os institutos. São internados os adolescentes que cometem os crimes mais graves, como homicídio, latrocínio ou assalto à mão armada. Nesses casos, de acordo com dados da subsecretaria, o tempo médio de internação de adolescentes infratores é de um ano e meio.

In Wikipédia
 


Crimes cometidos por menores

Será que não está na hora de termos penas mais severas para os menores que cometem crimes hediondos? Maior responsabilização daqueles que usam os menores para cometer crimes?
O menor de idade apesar de não ter a mentalidade completamente formada consegue entender o que é um crime hediondo, violento. Um assassinato, roubo com violência. Hoje o menor não tem punição, responsabilização. Cabe ao estado repreender, educar, dar acompanhamento psicológico, punir com mais severidade até a recuperação total. E responsabilizar os gestores da maquina pública quando não se esforçarem para a criação, manutenção e ampliação de locais para abriga-los já que muitos retornam as ruas por falta de vagas, ou pela facilidade de escapar destes locais.
São menores? sim, mas não deixam de ser criminosos que tem que ter ciência que cometeram crimes e o Estado os responsabilizará.








A minha opinião e sentimentos a respeito deste assunto são compartilhados pela grande maioria dos meus amigos e de outras pessoas que costumo ouvir nas rodas de bar e de outros locais públicos. Daí se poderia originar um resultado estatístico num grande universo  de  pesquisa. Algo em torno de 90%.

Jamais tive ideias fascistas e nunca me alinhei à direita conservadora. Não obstante ser de esquerda, não compartilho certos ideais travestidos de defesa dos direitos humanos.

Quando assisto aos telejornais, noto que o grosso das notícias é relacionado à insegurança e à onda de crimes hediondos ou muito violentos. A própria televisão abocanhou esse filão que dá muita audiência, apresentando programas vespertinos com média de 2 horas de duração. Independentemente de achar que deveremos estar bem informados sobre o cotidiano, também acho que essas pautas ajudam no aumento dos crimes (...).

A verdade é que notamos que a maioria dos crimes, principalmente latrocínios, têm sempre a autoria de menores, ou por estes executados sob o comando de maiores. E, por estranho que pareça, como num filme de cowboys, sempre torcemos para que o menor morra, o que nos dá a certeza que não voltará a matar ninguém.
Actualmente já se nota que uma parcela da população, revoltada, começou a fazer justiça pelas próprias mãos. Não que se tenha perdido a confiança na autoridade policial, mas pela imperatividade da falta de justiça que se coadune. Quando se surra e amarra um "di menor" a um poste a aguardar a presença da polícia, é um Deus nos acuda por parte dos hipócritas defensores dos direitos humanos. O mesmo acontece como no caso em que se amarraram os membros de um outro desses energúmenos bandidinhos e o colocaram sobre um formigueiro. A maioria, porém, aprovou. E todos os de bem que vivem muito de perto situações periclitantes de grande calibre, aprovam. Creiam nisto os que no exterior tomam conhecimento destes actos através da Imprensa

Se se decidisse fazer um plebiscito ou um referendo para alteração da maioridade penal para  os 16 anos (idade em que o cidadão está apto a votar), o Brasil seria quase totalmente a favor. E os políticos, principalmente os legisladores, são contra essa corrente. Eles foram e são eleitos pelo Povo, mas sempre estão contra o Povo.

Vejamos como foi votado  no Senado um projecto que sugeria a redução da maioridade para os 16 anos:
 Naturalmente que eu não vou tomar essa iniciativa. Isso está ao alcance dos mais jovens. Mas esta seria uma apropriada discussão popular e fulcro de uma manifestação com conteúdo. Acho que o Povo deveria sair para as ruas e fazer estes senadores voltar atrás na sua votação.
É este tipo de problema, muito actual, de entre umas dezenas de outros, que deveríam alimentar os protestos pacíficos e de cidadania.
Registro aqui que aos 14 anos de idade eu me tornei independente. Comecei a trabalhar contribuindo para a Previdência Social (no Brasil seria com Carteira Profissional assinada), fui morar numa pensão na baixa de Lisboa e comia num restaurante popular. Também comprava peças do meu vestuário quando para tal sobrassem alguns trocados.
Não adianta alguém me tentar convencer que com 16 anos um jovem ainda não está totalmente formado. Formação total acho que nunca alcançamos. Quantos não foram servir as Forças Armadas no meu país com essa idade, num voluntariado consciente?!
Só o facto de se poder votar aqui no Brasil com 16 anos, deita por terra a teoria da menoridade penal no mesmo patamar etário. Uma contradição!

quarta-feira, dezembro 25, 2013

O Idiota



Idiota: atrasado mental; quem ou a pessoa que não tem inteligência; parvo; maluco; imbecil; lorpa.
Esta é a definição do termo que consta do meu inseparável amansa burros há muitos e muitos anos --- Dicionário da Língua Portuguesa - 3ª Edição - Porto Editora Lda.
Como se observa, o vocábulo tem significados mais ou menos contundentes ou não tanto. Chamar uma pessoa de idiota, pode ser de modo agressivo indo no sentido de imbecil, por exemplo. Porém, também pode ser de um modo mais atenuante ao ser interpretado como a pessoa que não tem inteligência.
Fiódor Dostoiévski escreveu, entre 1867 e 1868, o romance "O Idiota". Tive o prazer de lê-lo e relê-lo e o meu exemplar descansa numa prateleira da minha Biblioteca. Mais dia menos dia, folheá-lo-ei nòvamente porque esse livro faz parte de alguns outros de um grupo de autores da minha preferência.
Neste romance de Dostoiévski, o idiota é o príncipe herdeiro do trono da Rússia, que permanece na Suiça para recuperação de uma enfermidade.
Entre paixões e males de saúde, ele encarna a bondade, a sinceridade, a fantasia e a inocência, qualidades confundidas com patetice e estupidez que, como aludi quando da colocação do significado do vocábulo "idiota", insere-se na agressividade.
Na verdade, porém, Michkin, o príncipe, é mais perceptivo, sagaz e inteligente que muitos daqueles que o injuríam e perseguem.
Fiz aqui o mais resumido dos resumos que se poderíam fazer do romance do escritor russo, o suficiente para enquadrar a dupla interpretação de "idiota".
Antes que algum dos meus leitores se lembre de perguntar que idiotice eu estou pretendendo escrever, informo que tudo isto tem a ver com notícia publicada na Imprensa brasileira sobre condenação, em primeira instância,de empresário que chamou o filho de Lula de "idiota", além de "primário" e "uma decepção".
Naturalmente que não vou comprar essa briga de cachorro grande, mas simplesmente uso a minha liberdade de expressão para poder exprimir a minha indignação. Parece que toda a parentalha de figuras públicas relevantes adquiriu a mania de processar, a esmo, os que toquem nas suas feridas mesmo que superficialmente e isso não é bom e tampouco justo.
Ser ou não ser, eis a questão...

segunda-feira, outubro 22, 2012

Justiça Aleijada

Hoje resolvi colocar a imagem antes de começar a escrever e exactamente porque em primeiro lugar a abordarei.
Olhando para o símbolo da Justiça, reparo que nesta representação ela não é cega... E existe a impressão de estarem os pratos da balança em desnível, facto que denunciaria injustiça. Claro que neste segundo detalhe se trata de uma visão em perspectiva...
Sempre ouvi dizer que a Justiça é cega e esta imagem contradiz essa máxima.
Particularmente, acho que a Justiça não pode ser cega, do mesmo modo que não pode ser surda e/ou muda.
O Juiz, muitas e muitas vezes capta informação pela expressão e nervosismo do réu e isso é mais um pêso num dos pratos da balança. Não adianta colocar uma venda nos olhos da Justiça, pois ela até poderá dar passagem à imagem pelo trançado reles da tecelagem do seu tecido. E noutras imagens já tenho visto a venda ligeiramente levantada.
Independentemente de tudo o que se possa escrever sobre esses detalhes que abordei, o que me trouxe aqui, na verdade, é o Julgamento do Mensalão a decorrer no Supremo Tribunal de Justiça.
Todos percebemos parecer existir ali, naquele Colegiado, uma força tendenciosa. Claro que isso é uma imoralidade. Não obstante a nomeação destes Juizes ser feita pela Presidência da República, os nomeados deveríam ser apartidários. Todavia, admitindo que os pratos da balança estão nivelados, há perguntas para as quais não tenho resposta.
Considero a Justiça quase como uma ciência exacta. E porquê?! --- porque Ela é regida por Códigos e estes não devem ser dúbios. Até podem, mas não devem ser...
Em Economia, Administração e outras áreas da ciência, muitas das medidas tomadas dependem de vários factores que diferem no tempo, na cultura, enfim. Muito livros de teoria se escrevem e por eles se estuda nas Faculdades, havendo a necessidade de comparações e o seguir de uma tendência A ou B.
Na disciplina de Direito as coisas deveríam sempre seguir o que está nos Códigos. E estes, quando escritos, sempre por um Grupo perfeitamente culto e capaz. Acho até que, se assim fosse, não haveria a formação de tanta jurisprudência.
Seguindo na tv a explanação e julgamento de cada um dos Juizes do Supremo, fico perplexo com a profundidade das divergências na interpretação da Lei. Eu não sou formado em Direito, mas sou um autodidata em rudimentos da matéria e algo reforçou os meus conhecimentos na minha formação escolar.
Caramba! Como pode haver tanta divergência de ideias para se definir se aquele grupo de políticos formava ou não uma Quadrilha? Se perguntarem a um milhão de brasileiros conscientes, politizados e cultos se houve ou não formação de quadrilha, 100% responderão que sim.
Porra! Eu não sou burro, não.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

João Hélio

O Brasil inteiro deve levantar-se em protesto contra a soltura e protecção do assassino do menino João Hélio.
Acorda Brasil!

domingo, dezembro 27, 2009

Pais, Filhos e outros

É interessante notarmos que o badalado caso do menino, figura central da disputa de guarda entre o pai americano e os avós brasileiros, jamais mereceu na imprensa uma corrente de opiniões ou análises. Sòmente se descrevem as situações ocorridas. Afinal, quem é que tem medo de quem ou do quê?
A mim ninguém ou o que quer que seja me amedronta e a liberdade de expressão que a Lei me garante, incute-me a dar a minha opinião sobre o caso.
Independentemente dos motivos que levaram a mãe do menino a abandonar o pai e resolver ficar no Brasil, uma vez que a mesma veio a falecer depois, a Justiça brasileira jamais deveria ter expedido liminar embargando o direito imediato do progenitor. Essa foi a grande borrada e, acredito eu, baseada em nacionalismo exacerbado.
Esses cinco anos de batalha judicial só vieram a prejudicar um inocente, pois foi criado um fôsso no bom e natural relacionamento familiar. Até quando os avós maternos impediram a visita do pai ao filho, foi criado um precedente muito perigoso, pois que toda a moeda tem reverso.
A Justiça, por último, só poderia ter tomado a decisão final que tomou. Mas fê-lo muito tarde e deu isca a que se possa pensar numa motivação político-corporativa, como já se aventou por aí.
Na minha opinião, pai é pai (se apto e capaz) e acabou-se. A recíproca seria verdadeira.

domingo, julho 06, 2008

Façam suas apostas...

O ex-dono do Banco Marka, Salvatore Cacciola, será enfim extraditado para o Brasil. Nesta sexta-feira, Sua Alteza Sereníssima o príncipel Albert, de Mônaco, confirmou a decisão tomada na Corte de Apelações do principado, que rejeitou os recursos do banqueiro e deu sinal verde para o retorno de Cacciola ao país.
Particularmente, ainda tenho as minhas dúvidas quanto ao seu retorno, pois acredito em bruxas (porque las hay) e nas poções que elas entretanto podem preparar nos seus caldeirões. No "hipotético", retorno ao país, ele irá para a cadeia, pois que em 2005 o banqueiro foi condenado a treze anos de prisão pelos crimes de peculato e gestão fraudulenta. Tendo conseguido um habeas corpus, fugiu para a Itália, operação fácil por ter cidadania italiana (dupla nacionalidade) e, certamente, mercê de favores de gente importante que tem o rabo preso.
Ainda tenho gravada na minha memória aquelas imagens em que se via esse delinquente granfino passeando de lambretta nas ruas de Roma e dando um sorriso irónico e cínico para as câmeras, afirmando aos repórteres que havia esquecido o Brasil para sempre. Confesso que aquilo foi um murro no meu estômago e quase vomitei. Enquanto usufruir de tudo o que aquele 1,5 bilhão de dólares roubados puderam e poderão dar-lhe na vida, não se esquecerá deste paraíso nesta margem à beira mar plantado e descoberto. Que Camões me perdoe por usar palavras do seu poema maior neste trocadilho numa hora em que estou remexendo na merda.
Essa extradição não foi um castigo e sim um prémio. Tenho a certeza que aqui ele "limpa a ficha" e voltará para junto dos imperadores e dos mafiosos romanos. Dois ou três meses de reclusão numa cela 5 estrelas passam rápida e confortàvelmente. A menos que o Brasil tenha mudado e eu não notei...

quinta-feira, junho 26, 2008

Endurecimento

Terminou à pancada, com agressões aos magistrados, a leitura da sentença de 18 arguidos ontem condenados pelo Tribunal de Santa Maria da Feira a penas de prisão entre os nove e dois anos e meio por tráfico de droga. O juiz presidente, António Coelho, foi atingido com um pontapé no peito e uma outra juíza ficou com cortes na cara e numa perna.
Esta é uma notícia veiculada no jornal português "Correio da Manhã" e noutros meios de comunicação do país. Outras notícias sobre agressões a professores, desrespeito a diversas autoridades, etc., já constituiem o pão nosso de cada dia e o facto em si já não nos surpreende tanto como quando tudo isso começou; essa transformação negativa e inversão de valores.
Aqui no Brasil a situação é idêntica; tem até juiz que fez do Tribunal a sua residência, pois se sair de lá com toda a certeza será liquidado.
O que a mais eu tenho que comentar a respeito destas anomalias, é a estranheza sobre a impavidez e serenidade com que está enfrentando tudo isso. Está mais do que na hora de enfrentar o problema com muita determinação e voltar a colocar o trem nos trilhos, mesmo que para tal se tenha que impor uma lei mais dura; extremamente dura. A frase célebre de Guevara seria alterada para "hay que ser duro y sin ternura".

sábado, março 29, 2008

TAPAS E TAPINHAS

"TAPA NA CARA"
Se ela me pedir...
o que vou fazer...
Meu deus me ajude em mulher não vou bater
Mas ela me pede todo dia toda hora quando a gente faz amor
Pedi o quê?
Se ela me pedir...
o que vou fazer...
Meu deus me ajude em mulher não vou bater
Mas ela me pede todo dia toda hora quando a gente faaaaaaazamooooor
Tá tá tapa na cara, tapa na cara
Tapa na cara, tapa na cara Tapa na cara mamãe, tapa na cara
Na cara mamãe
Se você quiser, ai eu vou te dar
Vem com Pagode Art, venha requebrar
Joga a mão pra cima e bate na palma da mão
Quero ver é balançaaaaaaaaaar
E dig dig ai ai ai ai ai ai
E dig dig ai ai ai ai ai ai
E dig dig ai ai ai ai ai ai
E dig dig ai ai ai ai ai ai
E vem vem vem vem vem eu vou te dar ma ma ma mãe
Eu vou te dar ma ma ma mãe
Eu vou te dar, te dar te dar
E vem vem vem vem vem eu vou te dar ma ma ma mãe
Eu vou te dar ma ma ma mãe
Eu vou te dar, te dar te dar
Tá tá tapa na cara, tapa na cara
Tapa na cara, tapa na cara
Tapa na cara mamãe, tapa na cara
Na cara mamãe
Com amor, com amor
Se você quiser, ai eu vou te dar
Vem com Pagode Art, venha requebrar
Joga a mão pra cima e bate na palma da mão Quero ver é balançaaaaaaaaaar
E dig dig ai ai ai ai ai ai
E dig dig ai ai ai ai ai ai
E dig dig ai ai ai ai ai ai
E dig dig ai ai ai ai ai ai
E vem vem vem vem vem eu vou te dar ma ma ma mãe
Eu vou te dar ma ma ma mãe
Eu vou te dar, te dar te dar E vem vem vem vem vem eu vou te dar ma ma ma mãe
Eu vou te dar ma ma ma mãe
Eu vou te dar, te dar te dar
Tá tá tapa na cara, tapa na cara
Tapa na cara, tapa na cara
Tapa na cara mamãe, tapa na cara
Na cara mamãe
"TAPINHA"
Vai Glamurosa
Cruze os braços no ombrinho
Lança ele prá frente
E desce bem devagarinho...
Dá uma quebradinha
E sobe devagar
Se te bota maluquinha
Um tapinha eu vou te dar
Porque:
Dói, um tapinha não dói
Um tapinha não dói
Um tapinha não dói
Só um tapinha...(2x)
Vai Glamurosa
Cruze os braços no ombrinho
Lança ele prá frente
E desce bem devagarinho...
Dá uma quebradinha
E sobe devagar
Se te bota maluquinha
Um tapinha eu vou te dar
Porque:
Dói, um tapinha não dói
Um tapinha não dói
Um tapinha não dói
Só um tapinha
Dói, um tapinha não dói
Um tapinha não dói
Um tapinha não dói...
Em seu cabelo vou tocar
Sua bôca vou beijar
Tô visando tua bundinha
Maluquinho prá apertar...(2x)
Vai Glamurosa
Cruze os braços no ombrinho
Lança ele prá frente
E desce bem devagarinho...
Dá uma quebradinha
E sobe devagar
Se te bota maluquinha
Um tapinha eu vou te dar
Porque:Dói, um tapinha
Dói, Dói, Dói, Dói
Dói, um tapinha
Dói, Dói, Dói, Dói
Dói, Dói, Dói, Dói
Dói, Dói, Dói, Dói...
Dói, um tapinha não dói
Um tapinha não dói
Um tapinha não dói
Só um tapinha
Dói, um tapinha não dói
Um tapinha não dói
Um tapinha não dói...
Vai Glamurosa
Cruze os braços no ombrinho...(3x)
Lança ele prá frente
E desce bem devagarinho...
Dá uma quebradinha
Dá uma quebradinha
Dá uma quebradinha
E sobe devagar
Se te bota maluquinha
Um tapinha eu vou te dar
Porque:
Só um tapinha!...
Convido todos os que lerem esta postagem a analisar as duas letras de "pagode" que compilei acima e formar uma opinião. Depois comparem as opiniões com as respectivas sentenças da Justiça Federal de Porto Alegre. As sentenças referem-se a uma ação movida pelo Ministério Público Federal a pedido da ONG "Temis" -- Assessoria Jurídica e Estudos de Género, de defesa às mulheres.
Só acrescentarei que a Constituição diz: "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”. E mais: “É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística”.
A realidade, porém, demonstra que a solução não é tão simples assim. É possível encontrar diversos exemplos de composições musicais que foram, de algum modo, censuradas (proibidas), inclusive com o aval do Poder Judiciário, mesmo depois da democratização do país, simbolizada com a Constituição Federal de 5 de outubro de 1988.
Sentenças:-

Tapa na cara: "Ora, a letra musical questionada apenas relata um encontro amoroso entre um homem e uma mulher, que implora ao parceiro para que lhe dê tapas durante o ato sexual. O compositor, por meio da obra musical, apenas relatou a existência de formas variadas de prazer. De forma alguma, a música discrimina ou incentiva a violência contra a mulher". "Na esfera privada, é vedada a quem quer que seja, Estado ou particular, a intromissão sem consentimento".

Tapinha: Esta canção descreve o incentivo, de uma figura supostamente masculina, a determinada dança a ser executada por uma mulher, denominada 'glamourosa' ". "Nessa música, de forma distinta da letra anteriormente analisada, inixiste o exercício de liberdade de escolha por parte da mulher, pois não há o consentimento da figura feminina". "O tapa, ao contrário do afirmado na canção, evidentemente causa dor física na vítima, além do abalo psíquico decorrente da humilhação que o gesto em si constitui".

sábado, setembro 15, 2007

PROCURADO N° 1 DA JUSTIÇA

Escolhi este título para a minha nota por achá-lo ridículo quando assim utilizado o termo pela justiça do Brasil. Salvatore Cacciola é o homem!
Esse pilantra era um banqueiro ítalo-brasileiro e ex-controlador do falido Banco Marka. Tinha e deve ter ainda grandes amizades em diversas cúpulas e a própria justiça deu muita moleza para que ficasse fácil e intuitiva a sua fuga para o exterior, o que se veio a concretizar há 7 anos atrás.
Há poucos momentos vem a notícia bombástica que a Interpol o prendeu hoje no Principado do Mónaco. É claro que não foi por obra e graça de Sua Alteza Sereníssima...
O Brasil já está evidenciando esforços para solicitar a sua extradição. É só um detalhe de tradução oficial do documento do italiano para o francês.
Acho eu que o safado não está nem um pouco preocupado. Sabe que, se voltar ao Brasil, mais dia menos dia estará solto, belo e formoso, rindo da cara de todos nós.

terça-feira, agosto 21, 2007

PARECE PIADA!!!

O avião derrapa... Não freia... Bate no prédio... Pega fogo... Morrem 200 pessoas...
E sabe quem vai preso?
O dono do puteiro ...

sexta-feira, agosto 03, 2007

CHEGA DE EXCELÊNCIAS

Em 13/6 , um juiz do Paraná desmarcou uma audiência porque um trabalhador rural compareceu ao fórum de chinelos, conduta considerada "incompatível com a dignidade do Poder Judiciário".
Não muito antes, policiais do Distrito Federal fizeram requerimento para que fossem tratados por "Excelência", tal qual promotores e juízes.
Há alguns meses, foi noticiado que outro juiz, este do Rio de Janeiro, entrou com uma ação judicial para obrigar o porteiro de seu condomínio residencial a tratar-lhe por "doutor".
Tais fatos poderiam apenas soar como anedotas ridículas da necessidade humana de criar (e pertencer a) castas privilegiadas. No entanto, os palácios de mármore e vidro da Justiça, os altares erguidos nas salas de audiência para juízes e promotores e o tratamento "Excelentíssimo" dispensado às altas autoridades são resquícios diretos da mal resolvida proclamação da República brasileira, que manteve privilégios monárquicos aos detentores do poder.
Com efeito, os nobres do Império compravam títulos nobiliárquicos a peso de ouro para que, na qualidade de barões e duques, pudessem se aproximar da majestade imperial e divina da família real.
Com a extinção da monarquia, a tradição foi mantida por lei, impondo-se diferenciado tratamento aos "escolhidos", como se a respeitabilidade dos cargos públicos pudesse, numa república, ser medida pela "excelência" do pronome de tratamento. Os demais, que deveriam só ser cidadãos, mantiveram a única qualidade que sempre lhes coube: a de súditos (não poderia ser diferente, já que a proclamação não passou de um movimento da elite, sem nenhuma influência ou participação popular). Por isso, muitas Excelências exigem tratamento diferenciado também em sua vida privada, no estilo das famosas "carteiradas", sempre precedidas da intimidatória pergunta: "Você sabe com quem está falando?".
É fato que a arrogância humana não seduz apenas os mandarins estatais. A seleta casta universitária e religiosa mantém igualmente a tradição monárquica das magnificências, santidades, eminências e reverências. Tem até o "Vossa Excelência Reverendíssima" (esse é o cara!).
Somos, assim, uma República com espírito monárquico. As Excelências, para se diferenciarem dos mortais, ornam-se com imponentes becas e togas, cujo figurino é baseado nas majestáticas vestimentas reais do passado. Para comparecer à sua presença, o súdito deve se vestir convenientemente. Se não tiver dinheiro para isso, que coma brioches, como sugeriu a rainha Maria Antonieta aos esfomeados que não podiam comprar pão na França do século 18. Enquanto isso, barões sangram os cofres públicos impunemente. Caso flagrados, por acaso ou por alguma investigação corajosa, trata a Justiça de soltá-los imediatamente, pois pertencem ao mesmo clã nobre (não raro, magistrados da alta cúpula judiciária são nomeados pelo baronato). Os sapatos caros dos corruptos têm livre trânsito nos palácios judiciais, com seus advogados persuasivos (muitos deles são filhos dos próprios julgadores, garantindo-lhes uma promiscuidade hereditária), enquanto os chinelos dos trabalhadores honestos são barrados. Eles, os chinelos, são apenas súditos. O único estabelecimento estatal digno deles é a prisão, local em que proliferam.
A tradição monárquica ainda está longe de sucumbir, pois é respaldada pelo estilo contemporâneo do liberal-consumismo, que valoriza as pessoas pelo que têm, e não pelo que são. Por isso, após quase 120 anos da proclamação da República, ainda é tão difícil perceber que o respeito devido às autoridades devia ser apenas conseqüência do equilíbrio e bom senso dos que exercem o poder; que as honrarias oficiais só servem para esconder os ineptos; que, quanto mais incompetente, mais se busca reconhecimentos artificiais etc.
Numa verdadeira República, que o Brasil ainda há de um dia fundar, o único tratamento formal possível, desde o presidente da nação ao mais humilde trabalhador (ou desempregado), será o de "senhor", da nossa tradição popular. Os detentores do poder, em vez de ostentar títulos ridículos, terão o tratamento respeitoso de servidor público, que o são. E que sejam exonerados se não forem excelentes!
Seus verdadeiros chefes, cidadãos com ou sem chinelos, legítimos financiadores de seus salários, terão a dignidade promovida com respeito e reverência, como determina o contrato firmado pela sociedade na Constituição da República.
Abaixo as Excelências!
Fausto Rodrigues de Lima ---- Promotor de Justiça do Distrito Federal