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segunda-feira, fevereiro 21, 2011

A barbearia


O Coroné e o Mineirim

Em tempos de eleição, dois candidatos mineiros adversários, um da cidade - o "Coroné" -, e outro caipira - o "Mineirim", se encontram na mesma barbearia.

Lá sentados, lado a lado, não se falou palavra alguma. Os barbeiros temiam iniciar qualquer conversa, pois poderia descambar para discussão, e o Coroné só andava armado.

Terminaram a barba de seus clientes, mais ou menos ao mesmo tempo. O primeiro barbeiro estendeu o braço para pegar a loção pós-barba e oferecer ao Coroné, no que foi interrompido rapidamente por seu cliente:

- Não, obrigado. A minha esposa vai sentir o cheiro e pensar que eu estive num puteiro.

O segundo barbeiro virou-se para o Mineirim:


- E o senhor? - indagou.
- Uai, popassá, sô! A minha muié num sabe memo como é cheiro de puteiro... Nunca trabaiô pur lá...

Dizem que a barbearia está fechada até hoje, para reforma
.

Mineirinho com dor no pénis


Minerim, chamado Moisés, vai ao médico com dores no pênis. Chegando ao consultório, ele narrou seu dia a dia para o médico mais ou menos assim:

- Acordo 4 hora da manhã, dô umazinha na muié, tomo banho, dô otrazinha na muié, tomo café, dô mais umazinha na muié e vô trabaiá no miarau.

- As 10 hora vorto pra lanchá, dô umazinha na muié, tomo o lanche, dô mais umazinha na muié e vorto pro miarau.

- Meidia vorto pra armuçá, dô umazinha na muié, armoço, dô uma drumidinha (pruque dispois do armoço dá congestã), acordo, dô umazinha na muié e vorto pro miarau.

- Quatro hora da tarde paro de trabaiá, vô pra casa, dô mais umazinha na muié, tomo um banho, dô otrazinha na muié, janto, drumo e no otro dia começo tudo otra veiz.

O médico ficou horrorizado e disse ao Matuto que sabia o que estava causando as tais dores no pênis:

- O seu problema amigo, é que você está fazendo sexo demais!

O Matuto levantou as mãos para o céu e disse:

- GRAÇADEUS, DOTÔ!  EU TAVACHANDO QUE ERA AS PUNHETINHA QUE EU TOCAVA LÁ NO MIARAU CASMÃO XUJA DE TERRA ..

sexta-feira, outubro 22, 2010

quinta-feira, julho 15, 2010

Mineirim na malha fina


Carzeduardo comenta com sua esposa, a Bastiana:

- Muié, ricibi uma intimação da Receita Federar. Caí na máia fina! Ocê acha que devo comparecê à odiência com o fiscar, de botas e carça de sirviço, pra parecê mais simpre, ou de rôpa de saí, pra passá uma imagi de seriedade?


- Home, vou dizê a mema coisa que minha mãe me falô quando preguntei prela si divia di usá carcinha di renda ô di seda, na noite de núpcia.

- E qué que foi que sua mãe falô?

- Ela falô: Tanto faiz! Ele vai fudê ocê... De quarqué jeito.

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

MINEIRICES...

Numa degustação de vinho em Minas Gerais:
- Hummm...
- Hummm...
- Eca!
- Eca?! Quem falou Eca?
- Fui eu, sô! O senhor num acha que esse vinho tá com um gostim estranho?
- Que é isso?! Ele lembra frutas secas adamascadas, com leve toque de trufas brancas, revelando um retrogosto persistente, mas sutil, que enevoa as papilas de lembranças tropicais atávicas...
- Puta que pariu sô! E o senhor cheirou isso tudo aí no copo?!
- Claro! Sou um enólogo laureado. E o senhor?
- Cebesta, eu não! Sou isso não senhor! Mas que isso aqui tá me cheirando iguarzinho à minha egüinha Gertrudes depois da chuva, lá isso tá!
- Ai, que heresia! Valei-me São Mouton Rothschild!
- O senhor me desculpe, mas eu vi o senhor sacudindo o copo e enfiando o narigão lá dentro. O senhor tá gripado, é?
- Não, meu amigo, são técnicas internacionais de degustação entende? Caso queira, posso ser seu mestre na arte enológica. O senhor aprenderá como segurar a garrafa, sacar a rolha, escolher a taça, deitar o vinho e,então...
- E intão moiá o biscoito, né? Tô fora, seu frutinha adamascada!
- O querido não entendeu. O que eu quero é introduzi-lo no...
- Mais num vai introduzi mais é nunca! Desafasta, coisa ruim!
- Calma! O senhor precisa conhecer nosso grupo de degustação. Hoje, por exemplo, vamos apreciar uns franceses jovens...
- Hã-hã... Eu sabia que tinha francês nessa história lazarenta...
- O senhor poderia começar com um Beaujolais!
- Num beijo lê, nem beijo lá! Eu sô é home, safardana!
- Então, que tal um mais encorpado?
- Óia lá, ocê tá brincano com fogo...
- Ou, então, um suave fresco! - Seu moço, tome tento, que a minha mão já tá coçando de vontade de meter um tapa na sua cara desavergonhada!
- Já sei: iniciemos com um brut, curto e duro. O senhor vai gostar!
- Num vô não, fio de um cão! Mas num vô, memo! Num é questão de tamanho e firmeza, não, seu fióte de brabuleta. Meu negócio é outro, qui inté rima com brabuleta...
- Então, vejamos, que tal um aveludado e escorregadio?
- E que tal a mão no pédovido, hein, seu fióte de Belzebu?
- Pra que esse nervosismo todo? Já sei, o senhor prefere um duro e macio, acertei?
- Eu é qui vô acertá um tapão nas suas venta, cão sarnento! Engulidô de rôia!
- Mole e redondo, com bouquet forte?
- Agora, ocê pulô o corguim! E é um... e é dois... e é treis! Num corre, não, fio da puta! Vorta aqui que eu te arrebento, sua bicha fedorenta!

domingo, setembro 23, 2007

MINEIRINHO...

- Dotô, minha muié anda mei desanimada, mei doente.
O médico faz o diagnóstico:
- Meu senhor, sua esposa está precisando de verdura, ferro e cálcio.
E o mineiro:
- Uai, dotô... Ver dura, ela tá sempre veno. Ferro, leva quastodia.
Agora, se o senhor pudé colocá um carço, eu agradeço porque ela ta meiforgada memo...!!!