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domingo, agosto 23, 2015

Caravelas, Naus e Galeões

Realizámos este documentário (47 min.) que desvenda um mistério com 500 anos, dando a conhecer a razão pela qual as caravelas criadas pelos Portugueses são hoje comparadas a modernos space shuttle. O impacto desta inovação transformou Portugal na principal potência marítima e económica do século XVI.
Mas quando se lê um livro de História espanhol, inglês, francês ou holandês, as referências ao papel desempenhado pelos portugueses na época dos descobrimentos são insignificantes. Por essa razão quisemos saber a opinião dos melhores historiadores mundiais e os resultados foram surpreendentes.
“Caravelas e Naus – Um Choque Tecnológico nos séculos XV e XVI” ficou em 1º lugar entre 62 documentários num concurso do Discovery Channel, tendo sido emitido em vários continentes.
Portugal, nos séculos XIV, XV e XVI, foi o primeiro a iniciar a idade da descoberta, um século antes de Espanha e dois séculos antes de Inglaterra e Holanda.
Durante a época dos Descobrimentos, ousados e intrépidos marinheiros com nomes como; Bartolomeu Perestrelo, Gonçalves Zarco, Tristão Vaz Teixeira, Diogo de Silves, Diogo de Teive, Gonçalo Velho Cabral, Gil Eanes, Afonso Gonçalves Baldaia, Nuno Tristão, Dinis Dias, Álvaro Fernandes, Diogo Gomes, António da Nola, Duarte Pacheco Pereira, Antão Gonçalves, Pedro de Sintra, João de Santarém, Pedro Escobar, Lopo Gonçalves, Fernando Pó, Gaspar Corte Real, Miguel Corte Real,  Álvaro Martins Homem, João da Nova, Fernando Noronha, António Saldanha, Gonçalo Álvares, João Fernandes Lavrador, Pêro de Barcelos,  Diogo Cão,  Bartolomeu Dias, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, António Abreu, Francisco Serrão, Simão Afonso Bisagudo, João de Lisboa, Estevão Fróis,  Cristóvão de Mendonça(1), Gomes de Sequeira, Lourenço de Almeida, Tristão da Cunha, Afonso de Albuquerque, entre muitos outros(2), partiram por mares nunca navegados em busca do desconhecido.
Portugal país pequeno, na altura teria pouco mais de um milhão de habitantes, tornou-se, graças aos sacrifícios, engenho e arte de marear dos seus gloriosos marinheiros, na primeira potência marítima global.
(1) Cristóvão de Mendonça foi quem cartografou e mapeou a Austrália em 1522/25. Esta importante descoberta foi mantida em segredo por causa da cobiça e por não termos gente suficiente para a povoar. Foram já encontradas provas da nossa estadia na Austrália, através de artefactos de pesca, de dois canhões e de outros achados provenientes de Portugal.  Já depois da nossa chegada a Timor em 1511, consta que o navegador António de Abreu,  teria navegado até a essas terras, denominadas Ilha do Ouro.
(2) Na longa lista dos ousados marinheiros acima mencionada, há que notar também os feitos heróicos de mais dois cujos nomes todo o mundo conhece. Cristóvão Colombo e Fernão de Magalhães. Apesar dos seus relevantes serviços terem sido prestados à Espanha, é de referir que todos os seus conhecimentos náuticos, foram feitos em Portugal.



sexta-feira, agosto 21, 2015

Começo do Ultramar Português


Conquista de Ceuta

22 de Agosto de 1415

por João Ferreira do Amaral, em 21.08.15

Ceuta_Conquista_5.jpg
O batel de João Fogaça foi o primeiro a rumar à praia, para onde Rui Gonçalves saltou sem delongas. Começou a combater os mouros com tal bravura que os fez recuar, abrindo espaço para o desembarque dos outros batéis onde vinha o Infante D. Henrique. Eram cerca de cento e cinquenta portugueses que se iam progressivamente superiorizando aos mouros, empurrando-os na direcção da porta da muralha. O Infante apercebeu-se então da presença entre os combatentes do seu irmão D. Duarte, que não aguantara a espera e se escapara da companhia de El-Rei para se juntar aos homens da frente. No meio da peleja, um mouro de robusta compleição levantou uma grande pedra e lançou-a à cabeça de Vasco Martins Albergaria, fazendo lhe saltar o bacinete. Logo de raiva, o português trespassou o infiel com uma lança. Vendo isto, os outros mouros bateram em retirada para dentro da muralha com os entusiasmados cristãos no seu encalce. Acabou por ser o próprio Albergaria a conseguir aquilo que todos ambicionavam: Entrar em primeiro na porta de Almina. “Já vai o de Albergaria” – gritava ele orgulhoso do seu feito. Pouco depois entravam também os infantes , o conde de Barcelos e, com eles, cerca de quinhentos homens.

Salah ben Salah tardava a reagir e quando deu ordem para encerrarem todas as portas foi informado de que havia já centenas de cristãos espalhados pela cidade. Sabia que dificilmente lhes poderia resistir.
Ceuta_conquista4.jpgO grosso da armada, que ainda aguardava nos navios a ordem de desembarque, não resistiu à impaciência, dirigiram-se para terra, desembarcaram e subiram praia acima em direcção à porta de Almina, já tomada. Vasco Fernandes de Ataíde foi com alguns outros por fora tentar derribar uma outra porta. A missão era arriscada porque enquanto os portugueses indefesos partiam as tábuas, os mouros disparavam as bestas e arremessavam pedras de cima da muralha, resultando alguns mortos entre os cristãos. Lá dentro, os infantes decidiram separar o grupo: O conde, a bandeira de D. Henrique e Martim Afonso de Melo seguiram cada um por seu lado, enquanto D. Duarte e D. Henrique foram tomar todas as elevações daquela parte de Almina. O sol, já alto e a temperatura a subir (estavam no norte de África em pleno verão) levaram D. Duarte a desfazer-se de parte da sua armadura, ficando apenas com a cota de malha. D. Henrique, que ficara um pouco para trás acabou por fazer o mesmo e dirigiu-se à rua Direita - uma rua estreita que descia da alfandega até ao Castelo. Aí chegado, viu um grupo de cristãos que fugia rua acima perseguido pelos mouros. O Infante encarou os infiéis e começou a lutar com ímpeto tal que os fez “virar as espáduas para onde antes traziam os rostos”. Acompanhado dos portugueses que antes fugiam, foi descendo a rua até encurralar os mouros junto ao Castelo. Aí a luta aumentou de intensidade, tendo caído ferido Fernando Chamorro.

El-Rei, o infante D. Pedro e a restante armada tinham já desembarcado. D. João I, ferido numa perna ficou a comandar as operações perto da porta de Almina. Enquanto muitos dos homens combatiam com bravura, alguns outros dedicavam-se ao esbulho entrando nas casas da moirama e saqueando quanto podiam. Entretanto, a combater os mouros encurralados ao fundo da rua Direita já só estava D. Henrique com quatro homens. Os restantes não tinham resistido ao cansaço e ao muito calor e procuravam os poços da cidade para matar a sede. Os mouros decidiram então sair por uma porta do Castelo com um estreito corredor que lhes dava acesso à vila de fora. Temerariamente, o Infante e os quatro que o acompanhavam seguiram atrás deles com o objectivo de os empurrar para fora da cidade. Correram grande risco porque, por cima deles, as muralhas do castelo estavam apejadas de mouros que disparavam as suas armas e arremessavam grandes pedras. D. Henrique continuou a combater energicamente e os mouros acabaram por fugir para a vila de fora, permitindo aos cristãos fechar aquela porta da cidade. Entre os portugueses, espalhava-se a notícia de que o Infante já estaria morto, pois entrara há mais de duas horas pela porta do Castelo de onde não tornara a sair. Mais ninguém ali ousava entrar até que Garcia Moniz foi em busca do seu senhor. Convenceu-o a regressar ao centro da cidade onde D. Henrique, incansável, se envolveu em mais umas quantas pelejas. Desafortunado foi Vasco Fernandes de Ataíde que, informado do desaparecimento do Infante, dirigiu-se corajosamente para dentro da porta do Castelo para o resgatar, ali perdendo a vida.

D. João I estava já na mesquita principal – que mais tarde viria a ser a catedral – e mandou chamar o Infante, aliviado por saber que o seu filho estava vivo. Dispos-se a arma-lo cavaleiro logo ali mas D. Henrique, revelando o seu elevado carácter, respondeu que preferia faze-lo conjuntamente com os seus irmãos e respeitando a ordem de nascimento. Começava o dia a chegar ao fim e já não restavam mouros dentro da cidade. Faltava todavia tomar o Castelo, batalha que ficava para o dia seguinte. Nisto, um dos sentinelas que ali estavam reparou que nas ameias da muralha iam posando muitos pássaros, sinal de que dificilmente lá poderia estar alguém. El-Rei, encarregou então João Vaz de Almada de colocar a bandeira de S. Vicente na torre do Castelo (permanece em Ceuta ainda hoje). Quando se preparavam para deitar a porta abaixo, dois mercadores anunciaram, de cima do muro, que o castelo estava já vazio. Todos os mouros tinham fugido para o sertão, incluindo Salah ben Salah. Abriram-lhes depois a porta e os portugueses ocuparam imediatamente todo o castelo, apoderando-se das sua muitas e valiosas riquezas. A cidade de Ceuta estava totalmente conquistada com o cair da noite de 21 de Agosto de 1415. Faz hoje 600 anos.

Ceuta_Conquista_6.jpg
No dia seguinte, depois de enviar um mensageiro com as novidades da conquista ao rei Fernando de Aragão, que fora também o regente em Castela, realizou-se a cerimónia de investidura dos novos cavaleiros. El-Rei investiu os infantes, D. Duarte, D. Pedro e D. Henrique que, por sua vez, foram armar cavaleiros todos os outros. A preocupação era agora a dificílima defesa da praça de Ceuta dos previsíveis ataques lançados pelo reino de Fez. Para primeiro capitão da cidade foi designado D. Pedro de Meneses que viria a conduzir a sua árdua missão de forma exemplar, tendo sido agraciado com o título de conde de Vila Real. Aqueles que heroicamente ficaram em Ceuta viram o restante da armada partir de regresso a 2 de Setembro. Chegados a Tavira, D. João I fez mercê a seus filhos dos títulos de duque de Coimbra a D. Pedro e de duque de Viseu e senhor da Covilhã a D. Henrique. Para D. Duarte, grandeza maior não poderia haver do que a herança dos Reinos de Portugal e do Algarve, a partir de então, acrescida do senhorio de Ceuta.

Baseado nos relatos da “Crónica da Tomada de Ceuta por El Rei D. João I”. Gomes Eanes de Zurara terminou a sua magnífica obra em Silves, a 25 de Março de 1450, 35 anos depois do grandioso feito português.
Lusíadas _IV.jpg

segunda-feira, outubro 27, 2008

Maravilhas portuguesas

"Maravilhas portuguesas espalhadas pelo mundo"
Este era o título de um pps que recebi hoje de um amigo na minha caixa de e-mail. De entre os muitos outros, selecionei-o para encaminhamento aos demais amigos virtuais e reais como normalmente faço. De modo algum iria perder essa oportunidade de expressar o orgulho que tenho dos meus antepassados. Cheguei até a tirar uma casquinha e colocar como apêndice uma pequena mensagem irónica e bem humorada: "Esses gajos, meus antepassados, como não tinham mais nada que fazer, andavam por aqui, por ali, por além, fazendo das suas..."
O pps em questão exaltava o feito dos portugueses focando imagens de muitas das suas construções que ainda hoje são vestígios da sua passagem, cultura e domínio nos cinco continentes. O mais curioso e marcante é que quase todas essas digitais são consideradas Património da Humanidade pela UNESCO...
Algumas horas mais tarde recebi um e-mail de um especial amigo e conterrâneo acusando o recebimento com o seguinte comentário:
-- "Mas não foram os nossos antepassados. Fomos nós.... Nós demos o seguimento normal à NOSSA HISTÓRIA (lutamos até pela nossa Pátria ) e temos a infelicidade de assistir à destruição, com tentativa de sonegação desta mesma História, feita por meia dúzia de mariconços e cobardes armados em intelectuais libertadores do Mundo...
Tal como a Holanda e a Inglaterra sempre tentaram ocupar as nossas possessões, também a URSS, a USA e mais tarde a China, quiseram a sua parte no bolo português... Ah! mas as mentalidades mudaram... Certo!?... E nós adaptamos-nos. Mas... Portugal foi o que foi e tenho orgulho de ser PORTUGUÊS...
Só espero que a História reponha sempre a verdade... Pois eu fiz a minha obrigação...
Com um grande abraço alentejano."
Para o meu especial amigo Manuel Ramos retribuo o grande abraço dizendo fazer minhas as suas palavras, pois comungo os mesmos sentimentos e exponho as mesmas cicatrizes com orgulho.

sexta-feira, março 21, 2008

ALENTEJO E ALENTEJANOS

ALENTEJO --- Palavra mágica que começa no Além e termina no Tejo, o rio da portugalidade. O rio que divide e une Portugal e que à semelhança do Homem Português, fugiu da Espanha à porcura do Mar. O Alentejo molda o caracter de um homem. A solidão e a quietude da planície dão-lhe a espiritualidade, a tranquilidade e a paciência do monge; as amplitudes térmicas e a agressividade da charneca dão-lhe a resistência física, a rusticidade, a coragem e o temperamento do guerreiro. Não é alentejano quem quer. Ser alentejano não é um dote, é um dom. Não se nasce alentejano, é-se alentejano.
Portugal nasceu no Norte, mas foi no Alentejo que se fez Homem. Guimarães é o berço da Nacionalidade e Évora é o berço do Império Português. Não foi por acaso que D. João II se teve que refugiar em Évora para descobrir a Índia. No meio das montanhas e das serras um homem tem as vistas curtas; só no coração do Alentejo o homem consegue ver ao longe. Foi preciso Bartolomeu Dias regressar ao Reino, depois de dobrar o Cabo das Tormentas sem conseguir ir até à Índia, para D. João II perceber que só o costado de um alentejano conseguia suportar o peso de um empreendimento daquele vulto.
Aquilo que para um homem comum fica muito longe, para o alentejano fica logo ali... Para um alentejano não há longe nem distância, prque só um alentejano percebe intuitivamente que a vida não é uma corrida de velocidade, mas uma corrida de resistência onde a tartaruga leva sempre a melhor sobre a lebre.
Foi por esta razão que D. Manuel decidiu entregar a chefia da armada decisiva a Vasco da Gama. Mais de dois anos no Mar... E, quando regressou, ao perguntar-lhe se a Índia era longe, Vasco da Gama respondeu: "Não! é logo ali". O fim do mundo, afinal, ficava ao virar da esquina. Para um alentejano o caminho faz-se caminhando e só é longe o sítio onde não se chega sem parar de andar. E Vasco da Gama limitou-se a continuar a andar onde Bartolomeu Dias tinha parado. O problema de Portugal é precisamente este: muitos Bartolomeu Dias e poucos Vasco da Gama. Demasiada gente que não consegue terminar o que começa, que desiste quando a glória está perto e o mais difícil já foi feito. Ou seja, muitos portugueses e poucos alentejanos.
D. Nuno Álvares Pereira, aliás, já tinha percebido isso. Caso contrário, não teria partido tão confiante para Aljubarrota. D. Nuno sabia bem que uma batalha não se dicide pela quantidade, mas pela qualidade dos combatentes. É certo que o Rei de Castela contava com um poderoso exército composto por espanhois e portugueses, mas o Mestre de Avis tinha a vantagem de contar com meia dúzia de alentejanos. Não se estranha, assim, a resposta de D. Nuno aos seus irmãos, quando o tentaram convencer a mudar de campo como argumento da desproporção numérica: "Vocês são muitos? --- o que interessa isso se os alentejanos estão do nosso lado?".
Mas os alentejanos não servem só as grandes causas, nem servem só para as grandes guerras. Não há como um alentejano para desfrutar plenamente do mais simples prazer da vida. Por isso se diz que Deus fez a mulher para ser a companheira do homem. Mas, depois teve que fazer os alentejanos para que as mulheres também tivessem algum prazer. Na cama e na mesa um alentejano nunca tem pressa. Eva poderia responder a Adão se este, intrigado, lhe perguntasse o que é que um alentejano tinha que ele não tinha: "tem o tempo e tu tens pressa!". Quem anda a correr não chega a lugar algum; e muito menos ao coração de uma mulher. Andar a correr é um problema que os alentejanos, graças a Deus, não têm. Até porque o alentejano e o Alentejo foram feitos ao sétimo dia, precisamente o dia que Deus tirou para descansar.
Atá nas anedotas os alentejanos revelam a sua superioridade humana e intelectual. Os brancos contam anedotas dos pretos, os brasileiros dos portugueses, os franceses dos argelinos... Só os alentejanos contam e inventam anedotas sobre si próprios. E divertem-se imenso ao mesmo tempo que servem de espelho a quem os ouve. Mas, para que uma pessoa se ria de si própria não basta ser ridícula porque ridículos todos somos. É necessário ter sentido de humor. Só que isso é um extra só disponível nos seres humanos tôpo de gama. Não se confunda, no entanto, sentido de humor com alarvice. O sentido de humor é um dom da inteligência; a alarvice é o tique da gente bronca e mesquinha. Enquanto o alarve se diverte com as desgraças alheias, quem tem senso de humor ri-se de si próprio. Não há maior honra do que ser objecto de uma boa gargalhada. O sentido de humor humaniza as pessoas, enquanto a alarvive as diminui. Se Hitler e Staline se rissem de si próprios, nunca teriam sido as bestas que fôram. E as anedotas alentejanas são autênticas pérolas de humor: curtas, incisivas, inteligentes e desconcertantes, revelando um sentido de observação, um sentido crítico e um poder de sintese notáveis.
Como bom alentejano que me prezo de ser, deixei o melhor para o fim. O Alentejo, como todos sabemos, é o único sítio do mundo onde não é castigo uma pessoa ficar a pão e água. Água é aquilo por que qualquer alentejano anseia. E o pão... Mas, há melhor iguaría que o pão alentejano? O pão alentejano come-se com tudo e com nada. É aperitivo, refeição e sobremesa. É o único pão do mundo que não tem pressa de ser comido. É tão bom no primeiro dia como no dia seguinte ou ao fim de uma semana. Só quem como o pão alentejano está habilitado para entender o mistério da fé. Comê-lo faz-nos subir ao Céu!
É por tudo isto que, sempre que passeio pela charneca numa noite quante de verão ou sinto no rosto o frio cortante das manhãs de inverno, dou graças a Deus por ser Alentejano. Que maior benção um homem poderia almejar?
Adaptação livre de um texto de Carlos Barreto na Internet.