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sábado, setembro 18, 2010

Alentejo e Morumbi

Há 50 anos atrás não era de muito decoro escrever estas duas palavras juntas ou abordar temas aos respectivos locais relacionados.
Afirmo isto olhando pelo lado de escritores alentejanos radicais como, Antunes da Silva, Jorge Morais, Alexandre Cabral Altino Tojal, Eduardo Coelho, Maria da Graça Cid e uma penca de muitos outros.
Mas os pensamentos e as situações mudaram muito, como da água para o vinho. O Morumbi sempre foi e é um bairro nobre de São Paulo e o Alentejo… Ah! esse foi promovido e como! Basta dizer que pago aqui por uma garrafa de Esporão, do bom, 100 euros. E a Planície está de vestes novas. Falar no Alentejo hoje é falar de coisa de grão fino…
Mas eu não vim aqui hoje para escrever sobre um e outro local e sim a respeito de três personagens que, se não oriundos todos, devidamente entrosados com os pedaços.
A minha amiga Dora, do Morumbi, fica horas a fio na internet e adora fazer isso. Entendo-a perfeitamente, pois eu também sou quase assim. O outro alentejano, nosso amigo Ramos, é mais vivaço… Dá uma baliscadinha aqui e outra ali e logo recebemos aquela mensagem ou arremate de adeusinho e até amanhã.
Este alentejano que vos escreve está chegando à conclusão que muito tempo de internet não é nada bom; não quero aqui voltar a falar de doenças, mas sinto que essa ocupação de muitas horas vai de encontro ao que tanto afirmam os especialistas. O outro alentejano já deve ter percebido isso há mais tempo, além de que é uns anos mais novo… A moça do Morumbi logo vai perceber isso também.
Pena que não nos possamos reunir os três na mesa de um bar, com frequência, e colocar a prosa em dia.

quinta-feira, abril 22, 2010

Aprendizagem

Aprendi com este monitor de 10”
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E sei a tabuada toda, sei fazer contas de cabeça, escrevo sem erros e tenho a letra bonita!!!!!
...Ganda máquina que era aquela há 60 anos atrás!!!...

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Encontros

Há alguns dias escrevi aqui uma crónica na qual referi um local da Suiça e o envolvimento indireto que tive com o mesmo. Num certo ponto, o seu conteúdo tem algo a ver com o que me inspirou a escrever hoje. Desconfio que não tenho muitos interessados na maioria dos assuntos que aqui escrevo; melhor, tenho a certeza disso, pois a tecnologia facilita-nos essa verificação na contagem dos visitantes do blog e nas matérias pròpriamente ditas, estas através dos tags. Há, portanto, temas sem o mínimo interesse. Mesmo assim, continúo escrevendo sobre qualquer coisa que a tal dê azo. Afinal, é uma maneira de botar para fóra coisas que normalmente faríam parte duma conversa real e que, à falta dessas oportunidades reais, colocam-se aqui na virtualidade. Ao menos me abro para o mundo. Já comentei algumas vezes que, entre as pessoas da minha faixa etária, contam-se pelos dedos as que dedicam algum do seu tempo a estas modernidades cibernéticas. Mas eu sou uma dessas excepções e chego até a ter uma certa paixão por este tipo de comunicação através da internet. Os jovens estão lá no Orkut, Facebook, msn, Twitter. Eu também! Naturalmente com interesses antagónicos, uma postura diferente; mas estou integrado. Jamais dei por perdido o tempo que a tudo isto tenho dedicado. Afinal, relaciono-me com mais de duas centenas de pessoas. Com umas mais com outras menos, numa amizade virtual. Excluindo-se os membros da família, existe nesse todo um pequeno grupo mais próximo e entrosado e que se estende a no máximo umas dez pessoas. Ainda nesta dezena se filtram algumas e o número cai para a metade quando consideramos os "super amigos". Com estes últimos a relação é tão interessante e activa, que até parece nos conhecermos realmente há muitos anos. Não posso deixar de confessar que neste último grupo existe a realidade de grandes perigos também. Porém, aí eu consigo contornar a situação retirando alguma peça do tabuleiro e substituindo-a por outra. Geralmente os meus contactos femininos nas redes sociais de relacionamento estão na minha faixa etária. Apresentam no seu perfil como de relacionamento aberto, viúvas ou separadas. Isso para mim tanto faz como tanto fez, pois os meus interesses jamais incidiram nesse campo. Porém, tem vezes que, a meio de uma conversa com vídeo, a pessoa diz ter que desligar... Nem no momento e nem mais tarde eu pergunto o que aconteceu, pois jamais responderei às futuras e constantes chamadas... Outras só teclam e jamais abrem a webcam, ou usam o microfone; lógico que estão na ártea de risco... Dois casos mais sérios já aconteceram. Numa vez recebi recado de marido de amiga ordenando que eu parasse de dar em cima da mulher dele e ameaçando-me. Na outra vez, um outro marido mandou que enfiasse o conteúdo de um e-mail no cú da minha mãe... Já imaginaram como são tortuosos alguns caminhos da internet!? Mas a vida é assim mesmo e quem anda na chuva é para se molhar. Nestas andanças da internet acontecem coisas desagradáveis, é certo. Mas também existem surpresas agradabilíssimas. Nunca aqui falei de Maria Alice, mas ela é especial e suprema! Temos amigos virtuais em comum e chega a haver uma interação em alguns casos. Um desses amigos em comum é o meu neto e só para mim ele é amigo real; os demais são virtuais. Tive conhecimento que Maria Alice passaria pelo aeroporto da minha cidade e ali permaneceria algum tempo aguardando embarque para Porto Alegre. Pensei, em segredo, conhecê-la pessoalmente e arquitetei um plano. Sabendo que é casada, imaginei o desconforto de me encontrar com ela num local por onde transitam milhares de pessoas de toda a região. Sempre passa alguém que nos conhece e não percebemos. Resolvi levar junto comigo o meu neto, mas ocultando dele, também, a surpresa. Quando os dois chegámos ao aeroporto e entrámos no saguão, disse-lhe: "vai olhando disfarçadamente e vê se reconheces alguém por aí". Não decorreram 5 minutos e demos de frente com Maria Alice que, de imediato, nos reconheceu. Foi uma grande satisfação para nós três. Tomámos uma bebida num bar, trocámos ideias e divertimo-nos bastante. Despedimo-nos depois e cada um seguiu o seu destino. A missão foi cumprida e os nossos futuros papos na internet serão mais realistas e entre amigos reais. E, alguém que tenha presenciado aquele encontro, decerto deduziu serem 3 amigos e nada mais que isso. A realidade! Porém, por mais corriqueiro que tenha parecido esse encontro a outrém, para nós sempre será uma bela recordação.

segunda-feira, junho 22, 2009

Telefônica

A Agência Nacional de Telecomunicações decidiu proibir a Telefônica de vender seu serviço de acesso rápido à Internet depois de uma série de interrupções no serviço Speedy nos últimos meses. A proibição da venda do serviço Speedy vale até que a Anatel comprove que as medidas de regularização do serviço foram executadas. Caso a empresa descumpra a determinação, a agência estabeleceu multa de 15 milhões de reais mais 1 mil reais para cada acesso do Speedy vendido.

Aqui neste espaço uma vez eu já me tinha manifestado contra essa empresa espanhola que, infelizmente, tem como sócia uma portuguesa. Que as duas vão para o raio que as partam!

Essa privatização das telecomunicações por parte do governo de Fernando Henrique Cardoso, foi um dos maiores desastres e escândalos também.

Não se pode admitir que paguemos uma assinatura básica, pesada, por um serviço que não usufruímos. Além disso, nós usuários de internet, sofremos constantemente por causas dos cotidianos problemas na banda larga.

Sei que reclamar dessas situações num blog, não leva a nada.Todavia, ainda é uma das maneiras, pois a grande imprensa beneficia-se de polpudos contratos de propaganda e jamais contrariará os patrões.

terça-feira, outubro 21, 2008

Se liga, mano!

Eli, Darcy ou Darci, Dirlei e muitos outros nomes, são comuns de dois, principalmente aqui no Brasil. Na minha opinião isso não deveria acontecer pois que, como dizia o filósofo, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa... E, além desse, há outros inconvenientes. Porém, não é a minha intenção nesta crónica de hoje debruçar-me sobre os nomes com que muitos são registados e os grandes descalabros que aí ocorrem, deixando isso, talvez, para outra oportunidade.
Até concordo que não seja muito comum os homens da minha idade frequentarem as páginas de relacionamento da internet; a maioria nem acesso tem a estes modernos meios de comunicação, por desinteresse ou preguiça em se familiarizar com técnicas e termos inerentes. Todavia, eu faço parte da minoria e chego a queimar as pestanas olhando para a telinha do meu computador... E, como não poderia deixar e ser, além de participar das páginas referidas, mantenho até comunidades.
Numa das páginas em que participo tenho 200 amigos e amigas e, pessoalmente, conheço 10%; os 90% restantes são virtuais. No rol dos estritamente virtuais destacam-se alguns poucos em que o contacto é assíduo, mercê de uma maior simpatia ou entrosamento de ideias e deles acabo por ter algum conhecimento mais íntimo. Quanto aos demais, há o dia do aniversário (lá anotado e relembrado) em que envio a minha mensagem de parabéns. É físicamente impossível estar em contacto constante com todos e, de muitos, acabo por perder as referências iniciais.
Ontem, na minha página inicial de um desses sites, tinha um alerta sobre novas fotos postadas por um dos meus contactos na sua página pessoal. Despertou-me a atenção a beleza da moça e cliquei numa das fotos para poder conectar-me e ver tudo em detalhes. O nome é um daqueles comuns aos dois sexos e, para mim, estava entrando na página de uma amiga e não de um amigo.
Não resisti a deixar comentários em duas das fotos e só não os temperei com um pouco daquela malícia galante porque me apercebi da presença do que deduzi ser o marido ou namorado. E ainda bem que me expressei de uma forma um tanto ou quanto técnica que não deu azo a complicadas interpretações...
Hoje recebi um recado de agradecimento pelos comentários, com um aditamento exclamatório referente à longa ausência, por parte do meu amigo homem que eu pensei ser mulher...

quarta-feira, setembro 05, 2007

DESABAFOS E OFENSAS

Deixei de participar no www.portugalclub.org há muito tempo, assim como outras pessoas que conheço o fizéram. Tanto assim é, que coloco aqui no meu espaço esta pequena nota, pois sei que esta ou outra parecida jamais lá seria publicada... Fui ofendido e, ainda por cima, censurado...
Alguns poucos dos que me dão a honra de passar por aqui, também visitam aquele portal e eu sei disso. É possível, por isso, que as minhas palavras cheguem até lá. Não é essa a minha intenção e, se lá não chegarem, vem ao encontro do que prefiro.
Não participo, mas leio todos os dias o que lá se publica e algumas matérias são interessantes. Outras nem tanto, mas isso acontece em todos os lugares. Mas, diga-se em abono da verdade, o nível por lá baixou muito; muito mesmo. E desta vez com algo que escreveu uma senhora de nome Cristina da Nóbrega. Ela ultrapassou os limites ao resolver atirar a esmo. Que as suas críticas visassem tão sòmente o gerente do portal, tudo bem. Mesmo até com alguns adjectivos eu concordo (labrego, analfabeto) mas não aceito e condeno muita coisa que escreveu.
Acho que eu desisti na hora certa...