domingo, março 31, 2013
quarta-feira, março 27, 2013
segunda-feira, março 25, 2013
Expulsões dos Jesuítas
Já que os Jesuítas estão na moda, depois da eleição do novo Papa, aqui coloco mais uma matéria (com os devidos créditos) que à Ordem se refere. Várias expilsões...
| Os jesuítas e a implantação da República Portuguesa |
Oh! Marquês, Oh! Marquês...
O papa Francisco é o primeiro pontífice latino-americano. Também é o
primeiro jesuíta a se tornar papa. Os jesuítas têm uma longa história no
Brasil, da qual certamente não se esqueceram.
Durante o século 18, foi do Brasil que os jesuítas primeiro foram expulsos. A fronteira entre o Brasil e o que viria a ser a Argentina era um dos pontos-chave do conflito que opunha os jesuítas às coroas de Portugal e da Espanha.
O Tratado de Madri, em 1750, foi o primeiro acordo negociado entre as duas potências ibéricas sobre fronteiras terrestres na América do Sul. As reivindicações portuguesas quanto à fronteira no interior do continente foram atendidas. Em troca, Portugal cedeu à Espanha a Colônia do Sacramento, na margem norte do rio da Prata.
Antes controlada pela Espanha, a terra das sete missões jesuíticas se tornaria domínio português. O tratado previa a evacuação das missões dos jesuítas no Uruguai e de seus convertidos guaranis, bem como de mais de 1 milhão de cabeças de gado, para o lado oposto do rio Uruguai. Os jesuítas se opuseram a isso, e as missões jesuíticas recorreram às armas. Uma força militar conjunta de portugueses e espanhóis foi enviada para derrotá-las.
Pombal, principal ministro em Lisboa, e seu irmão, governador do Pará, também estavam em conflito com as missões jesuíticas no Amazonas. Como no caso dos guaranis, ao sul, na Amazônia Pombal pretendia emancipar os índios e encorajar a miscigenação entre eles e os imigrantes europeus. Isso ia de encontro ao preceito filosófico central da política indígena protecionista dos jesuítas. Pombal tinha, porém, o apoio dos colonos brasileiros, com quem os jesuítas há muito estavam em conflito quanto ao acesso à mão de obra indígena.
O terremoto de Lisboa, em 1755, agravou a situação. Em 1758, uma tentativa frustrada de assassinato do rei de Portugal ofereceu a Pombal a desculpa de que precisava para reprimir a oposição jesuítica e aristocrática. Em 1761, o jesuíta Gabriel Malagrida foi acusado de cumplicidade e sentenciado pela Inquisição. Foi a última pessoa a ser queimada na estaca em Lisboa.
Pombal promoveu uma virulenta campanha contra os jesuítas em toda a Europa católica. Em 1773, o papa Clemente 14, da ordem franciscana, suspendeu a ordem jesuítica. Quando ele morreu inesperadamente, no ano seguinte, correram boatos de que alguém havia envenenado seu chocolate quente.
O papa Francisco conhece a história dos jesuítas -e o mesmo vale para os cardeais que o elegeram. Alguns deles brincaram dizendo que o novo pontífice deveria assumir o nome de Clemente 15.
Kenneth Maxwell é historiador britânico graduado em Cambridge
(Reino Unido) com doutorado em Princeton (EUA). Referência na
historiografia sobre o período colonial brasileiro, foi diretor dos
estudos latino-americanos no Conselho de Relações Exteriores (NYC) e
diretor de Estudos Brasileiros na Universidade Harvard (EUA). Escreve às
quintas na versão impressa da Página A2.
_________________________________________________________________________________
Sou assinante, há muitos anos, deste que é actualmente o maior jornal impresso do Brasil --- Folha de S. Paulo. A página A2, verso na primeira página, é dedicada aos editoriais e colunistas e, para mim, a mais importante do jornal. Dependendo de como seja o meu dia, poderei até não ter oportunidade para ler tudo, mas esta página não passa em branco. Até porque os meus intestinos são um perfeito e oleado relógio que exige a minha ida ao banheiro sempre à mesma hora matinal e, nesse espaço e ação, tenho que ler alguma coisa, nem que seja bula de medicamento...
Muitas vezes enviei para a "Painel do Leitor" do jornal, comentários ou críticas a algumas matérias. Todavia é procedimento que aos poucos fui abandonando, na medida em que raramente publicavam algo importante que eu escrevia em detrimento de coisas horríveis e sem nexo que outros leitores enviavam.
Nesta última semana, ao ler interessadíssimo a matéria acima, do escritor Kenneth Maxwell, impliquei com a frase "Pombal, principal ministro em Lisboa" e enviei para o Painel do Leitor, por e-mail, o seguinte:
"Prezados Senhores,
Não faço este reparo com senso crítico, mas simplesmente com a finalidade de repor a verdade dos factos. Além disso, o período em questão tem muito a ver com a história do Brasil.
Na coluna de Kenneth Maxwell "O papa e o Brasil" -- A2 opinião de 21 de Março, é nomeado como Pombal o então ministro português. Cabe a correcção colocando que naquela ocasião, Reinado de D. José I, era Primeiro Ministro do reino Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal.
Pombal é uma cidade portuguesa do distrito de Leiria, o mesmo a que pertence Fátima.
Respeitosos cumprimentos."
Recebi, quase de imediato a resposta a seguir e, assim, a certeza de que mais uma vez nada do escrevi seria publicado:
"Prezado leitor,
grato pela observação. O colunista e historiador Kenneth Maxwell escreveu, no artigo "O papa e o Brasil", que Pombal era o "principal ministro em Lisboa", o que nos leva a entender que se tratava do chefe de gabinete do rei d. José 1º, ou seja, do primeiro-ministro."
Como se depreende, a pessoa que analisou o que eu escrevi, simplesmente não entendeu nada e, acho que deixa muito a desejar a sua formação em história. Assim, respondi seco e breve:
" Prezados srs., Pombal" não era nome de ninguém.
Saudações."
Pensando eu que o assunto tinha terminado por aqui, ainda recebi resposta ao que por último escrevi:
"Prezado leitor,
o colunista referiu-se a Sebastião José de Carvalho e Melo como Pombal indicando a forma usual como era conhecido o primeiro-ministro português.
Cordialmente,"
Caraco, Barrabás, pelas barbas do profeta, abrenúncio!!! Como alguém escreve algo assim?!
Naturalmente que o troca-troca entre eu e o jornal terminou, pois que alimentar essa questão seria malhar em ferro frio. Não obstante, deixando de lado ou chutando para escanteio tão iluminados jornalistas, que eu suponho serem (jornalistas), não me refutei a escrever sobre o assunto no meu blog. Tenho consciência que o mesmo é pouco lido, o que deduzo pela escassez de comentários, se bem que reconheça não ser isso um bom instrumento de medição e avaliação. Mas, pelo menos, posso desabafar no meu recanto de desabafos e sebenta de coisas e loisas.
Assim, voltando ao assunto e restringindo-me à figura do nosso Marquês de Pombal, para mim um dos portugueses mais importantes de todos os tempos, pergunto se naquela época algum mortal se poderia dirigir a ele, directa ou indirectamente, chamando-o de Pombal? --- O Pombal isto, o Pombal aquilo, oh Pombal!
Porra! o indivíduo era mais importante que o Rei e só Dona Maria I, a filha esparveirada deste, na sua sucessão, lhe reduziu os poderes e o desterrou por indução do Clero.
Oh, Marquês! Volta cá abaixo outra vez...
Durante o século 18, foi do Brasil que os jesuítas primeiro foram expulsos. A fronteira entre o Brasil e o que viria a ser a Argentina era um dos pontos-chave do conflito que opunha os jesuítas às coroas de Portugal e da Espanha.
O Tratado de Madri, em 1750, foi o primeiro acordo negociado entre as duas potências ibéricas sobre fronteiras terrestres na América do Sul. As reivindicações portuguesas quanto à fronteira no interior do continente foram atendidas. Em troca, Portugal cedeu à Espanha a Colônia do Sacramento, na margem norte do rio da Prata.
Antes controlada pela Espanha, a terra das sete missões jesuíticas se tornaria domínio português. O tratado previa a evacuação das missões dos jesuítas no Uruguai e de seus convertidos guaranis, bem como de mais de 1 milhão de cabeças de gado, para o lado oposto do rio Uruguai. Os jesuítas se opuseram a isso, e as missões jesuíticas recorreram às armas. Uma força militar conjunta de portugueses e espanhóis foi enviada para derrotá-las.
Pombal, principal ministro em Lisboa, e seu irmão, governador do Pará, também estavam em conflito com as missões jesuíticas no Amazonas. Como no caso dos guaranis, ao sul, na Amazônia Pombal pretendia emancipar os índios e encorajar a miscigenação entre eles e os imigrantes europeus. Isso ia de encontro ao preceito filosófico central da política indígena protecionista dos jesuítas. Pombal tinha, porém, o apoio dos colonos brasileiros, com quem os jesuítas há muito estavam em conflito quanto ao acesso à mão de obra indígena.
O terremoto de Lisboa, em 1755, agravou a situação. Em 1758, uma tentativa frustrada de assassinato do rei de Portugal ofereceu a Pombal a desculpa de que precisava para reprimir a oposição jesuítica e aristocrática. Em 1761, o jesuíta Gabriel Malagrida foi acusado de cumplicidade e sentenciado pela Inquisição. Foi a última pessoa a ser queimada na estaca em Lisboa.
Pombal promoveu uma virulenta campanha contra os jesuítas em toda a Europa católica. Em 1773, o papa Clemente 14, da ordem franciscana, suspendeu a ordem jesuítica. Quando ele morreu inesperadamente, no ano seguinte, correram boatos de que alguém havia envenenado seu chocolate quente.
O papa Francisco conhece a história dos jesuítas -e o mesmo vale para os cardeais que o elegeram. Alguns deles brincaram dizendo que o novo pontífice deveria assumir o nome de Clemente 15.
Tradução de PAULO MIGLIACCI
_________________________________________________________________________________
Sou assinante, há muitos anos, deste que é actualmente o maior jornal impresso do Brasil --- Folha de S. Paulo. A página A2, verso na primeira página, é dedicada aos editoriais e colunistas e, para mim, a mais importante do jornal. Dependendo de como seja o meu dia, poderei até não ter oportunidade para ler tudo, mas esta página não passa em branco. Até porque os meus intestinos são um perfeito e oleado relógio que exige a minha ida ao banheiro sempre à mesma hora matinal e, nesse espaço e ação, tenho que ler alguma coisa, nem que seja bula de medicamento...
Muitas vezes enviei para a "Painel do Leitor" do jornal, comentários ou críticas a algumas matérias. Todavia é procedimento que aos poucos fui abandonando, na medida em que raramente publicavam algo importante que eu escrevia em detrimento de coisas horríveis e sem nexo que outros leitores enviavam.
Nesta última semana, ao ler interessadíssimo a matéria acima, do escritor Kenneth Maxwell, impliquei com a frase "Pombal, principal ministro em Lisboa" e enviei para o Painel do Leitor, por e-mail, o seguinte:
"Prezados Senhores,
Não faço este reparo com senso crítico, mas simplesmente com a finalidade de repor a verdade dos factos. Além disso, o período em questão tem muito a ver com a história do Brasil.
Na coluna de Kenneth Maxwell "O papa e o Brasil" -- A2 opinião de 21 de Março, é nomeado como Pombal o então ministro português. Cabe a correcção colocando que naquela ocasião, Reinado de D. José I, era Primeiro Ministro do reino Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal.
Pombal é uma cidade portuguesa do distrito de Leiria, o mesmo a que pertence Fátima.
Respeitosos cumprimentos."
Recebi, quase de imediato a resposta a seguir e, assim, a certeza de que mais uma vez nada do escrevi seria publicado:
"Prezado leitor,
grato pela observação. O colunista e historiador Kenneth Maxwell escreveu, no artigo "O papa e o Brasil", que Pombal era o "principal ministro em Lisboa", o que nos leva a entender que se tratava do chefe de gabinete do rei d. José 1º, ou seja, do primeiro-ministro."
Como se depreende, a pessoa que analisou o que eu escrevi, simplesmente não entendeu nada e, acho que deixa muito a desejar a sua formação em história. Assim, respondi seco e breve:
" Prezados srs., Pombal" não era nome de ninguém.
Saudações."
Pensando eu que o assunto tinha terminado por aqui, ainda recebi resposta ao que por último escrevi:
"Prezado leitor,
o colunista referiu-se a Sebastião José de Carvalho e Melo como Pombal indicando a forma usual como era conhecido o primeiro-ministro português.
Cordialmente,"
Caraco, Barrabás, pelas barbas do profeta, abrenúncio!!! Como alguém escreve algo assim?!
Naturalmente que o troca-troca entre eu e o jornal terminou, pois que alimentar essa questão seria malhar em ferro frio. Não obstante, deixando de lado ou chutando para escanteio tão iluminados jornalistas, que eu suponho serem (jornalistas), não me refutei a escrever sobre o assunto no meu blog. Tenho consciência que o mesmo é pouco lido, o que deduzo pela escassez de comentários, se bem que reconheça não ser isso um bom instrumento de medição e avaliação. Mas, pelo menos, posso desabafar no meu recanto de desabafos e sebenta de coisas e loisas.
Assim, voltando ao assunto e restringindo-me à figura do nosso Marquês de Pombal, para mim um dos portugueses mais importantes de todos os tempos, pergunto se naquela época algum mortal se poderia dirigir a ele, directa ou indirectamente, chamando-o de Pombal? --- O Pombal isto, o Pombal aquilo, oh Pombal!
Porra! o indivíduo era mais importante que o Rei e só Dona Maria I, a filha esparveirada deste, na sua sucessão, lhe reduziu os poderes e o desterrou por indução do Clero.
Oh, Marquês! Volta cá abaixo outra vez...
terça-feira, março 05, 2013
segunda-feira, março 04, 2013
O galo cantou!
Esta coisa das loterias no Brasil, uma exclusividade (monopólio) do banco governamental, a Caixa Económica Federal, é um verdadeiro roubo e o apostador é o menor beneficiado. Além disso, bloqueiam a possibilidade de abertura de Casinos ou mesmo de pequenas casas de apostas ou jogos mais populares que seríam uma opção democrática do povo.

Um dos grandes absurdos é o que se pode ver neste caso das ilustrações.O bilhete inteiro de loteria da Caixa Económica Federal custou 20 reais. No sorteio deu 39049 no 4º com um prémio de 32.800 reais. Como eu só acertei a unidade de milhar e não a dezena que compõe o número sorteado, ganhei sómente 130 reais; se tivesse dado no primeiro prémio, este bilhete daria 200 reais.
Se eu tivesse jogado esses mesmos 20 reais num milhar do "Jogo do Bicho", só no número 9049, ganharia 60 mil reais. Como eu só joguei habilitando-me ao primeiro prémio, nada ganhei no milhar que saíu no 4º.. Porém, como joguei valendo a centena do primeiro ao quinto prémio e essa centena saíu no 4º prémio, terei direito a 500 reais. Se tivesse jogado o milhar valendo do 1º ao 5º, da maneira da ilustração, ainda assim ganharia 2 mil...
Está tudo errado e é por essas e outras que se continúa jogando no Bicho, um jogo eternamente proibido. Só sei que o Galo cantou mais uma vez...
Se eu tivesse jogado esses mesmos 20 reais num milhar do "Jogo do Bicho", só no número 9049, ganharia 60 mil reais. Como eu só joguei habilitando-me ao primeiro prémio, nada ganhei no milhar que saíu no 4º.. Porém, como joguei valendo a centena do primeiro ao quinto prémio e essa centena saíu no 4º prémio, terei direito a 500 reais. Se tivesse jogado o milhar valendo do 1º ao 5º, da maneira da ilustração, ainda assim ganharia 2 mil...
Está tudo errado e é por essas e outras que se continúa jogando no Bicho, um jogo eternamente proibido. Só sei que o Galo cantou mais uma vez...
sexta-feira, março 01, 2013
quarta-feira, fevereiro 27, 2013
A Janela
Contrariando uma tendência, hoje começo esta crónica já com título. Acho que pelo simples facto de a maior parte da história se ter desenvolvido a partir de uma janela.
É a mesma janela cujas grades aparecem na primeira foto desta postagem. As outras duas imagens foram feitas a partir do mesmo andar do edifício e eu só as coloco para darem uma melhor ideia do local. Era um andar com três sacadas para essa Praça do centro da cidade de Évora --- a Praça de Sertório.
Ao lado esquerdo vê-se a actual Caixa Geral de Depósitos (antigo Banco Nacional Ultramarino); no topo, ao fundo, a Igreja do Salvador Velho; do lado direito, o edifício da Câmara Municipal. Não aparecendo nas imagens, mas ponto principal da história, ao lado da igreja fica o edifídio dos Correios.
Nos idos de 1965 e 1966 eu tinha de vinte para vinte e um anos de idade e trabalhava numa daquelas salas como escriturário no então "Escritório de Advogados Camarate, Azevedo e Rapazote". Trabalhava bastante e quase saía fumaça daquela máquina de escrever que não parava o dia inteiro... De entre outras experiências aproveitadas, a de dactilógrafo foi-me muito útil e o é até hoje no teclado do computador. Ali, também decorei muitas frases de latim que me incentivaram a um superficial estudo da língua, mais especìficamente na parte etimológica da língua portuguesa.
Mas... com quase vinte e dois anos, eu jamais tivera uma namorada. Não que não desejasse uma, mas porque a minha timidez não cabía em mim. Fazia tudo para pedir namoro às garotas, mas na hora H eu não conseguia nem ao menos me aproximar...
Quatro lindas raparigas estiveram nas minhas preferências e com quase todas se passou a mesma coisa. Falarei de cada uma noutras crónicas que aqui pretendo escrever, pois que cada caso foi um caso, com o mesmo tipo de fulcro mas de forças e resistências diferentes. Hoje só me lembro do nome de duas das personagens que passaram por esse estágio da minha vida. Da que faz parte da crónica de hoje eu não me lembro. Chamá-la-ei de Désiré --- algo muito desejado na língua fracesa...
Désiré era estagiária nos Correios. Esse estágio demorava alguns meses, não me lembro quantos, e depois cada uma das estagiárias era alocada em algum lugar do país. Esse controle eu tinha, pois todos os dias lia o então "Diário do Governo" (hoje "Diário da República"), no qual eram publicadas todas as matérias referentes a concursos públicos e estágios.
Todos os dias pela manhã Désiré passava sob a minha janela quando se dirigia aos Correios. À tarde fazia o percurso inverso. Eu ficava na sacada vendo ela passar com seu ar gracioso. Era uma moça um tanto ou quanto frágil, mas muito bonita. E tenho a certeza que ela percebia a minha presença.
Esse interesse avivou a minha habilidade de pesquisador e, dentre outras coisas, vim a saber que ela era do Ameixial, uma Freguesia da minha cidade de Estremoz. Epa! éramos conterrâneos e, por isso, efervesceu mais o meu interesse por Désiré...
Coloquei em campo a minha irmã que morava em Estremoz e que conhecia todo o mundo. Nem sei se ela chegou a comentar alguma coisa com a moça, pois sempre gostou de meter o bedelho nessas transas, principalmente sabedora que era do quanto eu era tímido. É possível, até, que eu desejasse isso mesmo, como uma pequena alavancagem na minha empreitada. Mas acho que isso não aconteceu e agora também é impossível saber. A não ser que alguma vez haja um contacto com Désiré.
Sabendo que ela era do Ameixial e que passava todos os fins de semana em casa, fui saber os horários da automotora que fazia a ligação ferroviária entre Évora e Estremoz.Consegui, pois todas essas coisas eu conseguia...
Todas as segundas-feiras eu saía de casa cedinho e caminhava pela arcada em direção à Estação dos Caminhos de Ferro. E todas as segunfas-feiras Désiré caminhava da Estação em direção à arcada. Inevitàvelmente nos cruzávamos em algum ponto desse trajecto. À distância os nossos olhares se fitavam e quando ao lado um do outro passávamos eles se cruzavam parecendo querer dizer algo que jamais foi dito por palavras.
Dali a pouco nos olhávamos nòvamente quando eu já estava na janela do meu emprego e Désiré passava a caminho dos Correios. E todos os dias a Praça do Sertório assistia à nossa silenciosa troca de olhares. E nas segundas-feiras aquela mesma cena. E assim por mais de um ano.
Foi um namoro jamais declarado e silencioso. Um diálogo de surdo-mudos.
Na última vez que estive em Évora, em 2011, dirigi-me algumas vezes à Caixa lá na Praça de Sertório e nalgumas dessas oportunidades sentei-me por ali olhando para aquelas janelas. Lembro-me que passei muito templo nessa contemplação de saudade e a memória viajou por grandes distâncias de mil recordações. Désiré fez parte desses momentos também e, para mim, será eterna. Se ela fôr internauta, como eu, talvez leia a minha crónica e assim tenha confirmadas e esclarecidas as suas deduções e dúvidas de antanho.
É a mesma janela cujas grades aparecem na primeira foto desta postagem. As outras duas imagens foram feitas a partir do mesmo andar do edifício e eu só as coloco para darem uma melhor ideia do local. Era um andar com três sacadas para essa Praça do centro da cidade de Évora --- a Praça de Sertório.
Ao lado esquerdo vê-se a actual Caixa Geral de Depósitos (antigo Banco Nacional Ultramarino); no topo, ao fundo, a Igreja do Salvador Velho; do lado direito, o edifício da Câmara Municipal. Não aparecendo nas imagens, mas ponto principal da história, ao lado da igreja fica o edifídio dos Correios.Nos idos de 1965 e 1966 eu tinha de vinte para vinte e um anos de idade e trabalhava numa daquelas salas como escriturário no então "Escritório de Advogados Camarate, Azevedo e Rapazote". Trabalhava bastante e quase saía fumaça daquela máquina de escrever que não parava o dia inteiro... De entre outras experiências aproveitadas, a de dactilógrafo foi-me muito útil e o é até hoje no teclado do computador. Ali, também decorei muitas frases de latim que me incentivaram a um superficial estudo da língua, mais especìficamente na parte etimológica da língua portuguesa.
Mas... com quase vinte e dois anos, eu jamais tivera uma namorada. Não que não desejasse uma, mas porque a minha timidez não cabía em mim. Fazia tudo para pedir namoro às garotas, mas na hora H eu não conseguia nem ao menos me aproximar...
Quatro lindas raparigas estiveram nas minhas preferências e com quase todas se passou a mesma coisa. Falarei de cada uma noutras crónicas que aqui pretendo escrever, pois que cada caso foi um caso, com o mesmo tipo de fulcro mas de forças e resistências diferentes. Hoje só me lembro do nome de duas das personagens que passaram por esse estágio da minha vida. Da que faz parte da crónica de hoje eu não me lembro. Chamá-la-ei de Désiré --- algo muito desejado na língua fracesa...
Désiré era estagiária nos Correios. Esse estágio demorava alguns meses, não me lembro quantos, e depois cada uma das estagiárias era alocada em algum lugar do país. Esse controle eu tinha, pois todos os dias lia o então "Diário do Governo" (hoje "Diário da República"), no qual eram publicadas todas as matérias referentes a concursos públicos e estágios.
Todos os dias pela manhã Désiré passava sob a minha janela quando se dirigia aos Correios. À tarde fazia o percurso inverso. Eu ficava na sacada vendo ela passar com seu ar gracioso. Era uma moça um tanto ou quanto frágil, mas muito bonita. E tenho a certeza que ela percebia a minha presença.Esse interesse avivou a minha habilidade de pesquisador e, dentre outras coisas, vim a saber que ela era do Ameixial, uma Freguesia da minha cidade de Estremoz. Epa! éramos conterrâneos e, por isso, efervesceu mais o meu interesse por Désiré...
Coloquei em campo a minha irmã que morava em Estremoz e que conhecia todo o mundo. Nem sei se ela chegou a comentar alguma coisa com a moça, pois sempre gostou de meter o bedelho nessas transas, principalmente sabedora que era do quanto eu era tímido. É possível, até, que eu desejasse isso mesmo, como uma pequena alavancagem na minha empreitada. Mas acho que isso não aconteceu e agora também é impossível saber. A não ser que alguma vez haja um contacto com Désiré.
Sabendo que ela era do Ameixial e que passava todos os fins de semana em casa, fui saber os horários da automotora que fazia a ligação ferroviária entre Évora e Estremoz.Consegui, pois todas essas coisas eu conseguia...
Todas as segundas-feiras eu saía de casa cedinho e caminhava pela arcada em direção à Estação dos Caminhos de Ferro. E todas as segunfas-feiras Désiré caminhava da Estação em direção à arcada. Inevitàvelmente nos cruzávamos em algum ponto desse trajecto. À distância os nossos olhares se fitavam e quando ao lado um do outro passávamos eles se cruzavam parecendo querer dizer algo que jamais foi dito por palavras.
Dali a pouco nos olhávamos nòvamente quando eu já estava na janela do meu emprego e Désiré passava a caminho dos Correios. E todos os dias a Praça do Sertório assistia à nossa silenciosa troca de olhares. E nas segundas-feiras aquela mesma cena. E assim por mais de um ano.
Foi um namoro jamais declarado e silencioso. Um diálogo de surdo-mudos.
Na última vez que estive em Évora, em 2011, dirigi-me algumas vezes à Caixa lá na Praça de Sertório e nalgumas dessas oportunidades sentei-me por ali olhando para aquelas janelas. Lembro-me que passei muito templo nessa contemplação de saudade e a memória viajou por grandes distâncias de mil recordações. Désiré fez parte desses momentos também e, para mim, será eterna. Se ela fôr internauta, como eu, talvez leia a minha crónica e assim tenha confirmadas e esclarecidas as suas deduções e dúvidas de antanho.
segunda-feira, fevereiro 25, 2013
sábado, fevereiro 23, 2013
Salvé Yoani!
Vocês,
leitores das minhas crônicas e de outras postagens de cariz diverso, certamente
não sabem, mas eu tenho um relacionamento muito estreito com Cuba. Até o
simples gesto de apontar ou comentar sobre a Ilha já me envolve de uma maneira
muito especial. Não diria agradabilíssima, mas mais para o lado do romantismo,
pois neste aspecto se encaixam até as agruras.
Não
conheço Cuba, mas nutro ganas intensas de conhecer o que presumo ser uma
maravilhosa e encantadora ilha do Caribe. Todavia, sabedor que sou da eterna
situação complicada, o que me leva a nutrir esse interesse?
Tenho
uma amiga em Havana desde o início da década de 60. Por motivos óbvios, não citarei nomes nem situações que possam levar
até ela. Infelizmente a situação é essa. Muita coisa eu gostaria de
comentar com a minha amiga nas centenas de cartas que lhe enviei ou, mais
recentemente, nos e-mails. Mas não! Existe uma linha do bom senso que me
impede de abordar alguns assuntos que fariam parte do trivial em qualquer
contacto abrigado na liberdade de expressão. Isso para não a prejudicar.
Sigo
há muito tempo tudo o que Yoani Sánchez escreve no Twitter e no blog. Assim,
tenho conhecimento de muita coisa que se passa na Ilha de Fidel, principalmente
aquelas que oficialmente jamais seriam dadas a conhecer ao mundo.
Pela
minha idade avançada e pelo longo e árduo caminho palmilhado, tenho
a vivência suficiente para discernir o que é bom e o que é mau, o certo e o
errado, o falso e o verdadeiro, etc., etc..
Vivi
45 anos sob o tacão de duas ditaduras. Essas agremiações partidárias ou
governamentais de jovens, como Juventude Socialista e outras de nomes parecidos
não possuem mais que partículas desse conhecimento adquirido. Não poderiam vir
para as ruas exocrinar a paciência de quem quer que seja, principalmente em
manifestações violentas como estas a que se propuseram em relação à visitante
cubana. É lógico que tudo isso é orquestrado pela batuta de entidades
governamentais e até diplomáticas (!), infelizmente.
Esse
ódio para com Yoani é algo artificial; é coisa que eles não saberiam explicar
se sobre tal inquiridos. Alguns nunca ouviram falar de Yoani, pelo que vi em algumas imagens na tv...
No Twitter, por exemplo,
actores como José de Abreu (petista de carteirinha) baba a sua raiva
como um cachorro raivoso em relação à blogueira cubana. Um dia estará na merda
lá no asilo dos artistas e nem mesmo os seus amigos viadinhos lhe ligarão
alguma. Outra que também não sabe o que diz é a senadora Vanessa
Grazziotin.
Nasceu em Videira SC e
casou com um ex deputado do Amazonas que agora ocupa pasta na Secretaria de
Estado da Produção Rural. Este encontra-se sob investigação em inquérito
instaurado pela P.R. do Distrito Federal por emprego de funcionários fantasmas
enquanto deputado federal. Tudo muito boa gente…
Ela apoiou a Juventude
Socialista nos protestos e diz em relação à vinda de Yoani: “Quem critica as
manifestações não conhece o que era Cuba antes e o que é agora”. E será que ela
conheceu Cuba antes?... Claro que não, pois nem nascida era.
E actualmente, se conheceu,
foi em visita de medico --- muito rápida. E mais adiante ela continua: “Cuba
não é mais o quintal dos ianques que usavam o país para se diverter”. Isso, na
realidade, é o que sempre se diz, entre outras coisas, para justificar a
Revolução Cubana.
Imagino
esse tipo de pessoas visitando Cuba. Claro que não vão lá como simples e
anônimos turistas; normalmente vão credenciados e, por isso, devem ter uma
recepção e acompanhamento especial. Mesmo assim, ficam enjoados muito
ràpidamente e sentem na pele a falta de bens básicos ou até mesmo de pequenos
bens de luxo a que estão habituados no dia a dia. Voltam rapidinho, mas não têm a
coragem de denunciar os podres...
Transcrevo
aqui artigo do jornalista Nelson Motta para o jornal “O Estado de S. Paulo”:
Se os
eficientíssimos serviços de repressão cubanos, que há anos espionam Yoani
Sanchez dia e noite, tivessem descoberto a menor prova de suborno, a
"agente milionária da CIA" já estaria presa. É sintomático que, para
eles, alguém só discorde do governo se levar dinheiro. Freud diria que estão
falando deles mesmos.
Antigamente eles queriam ser mais realistas que o rei, hoje tentam ser mais tirânicos que os tiranos, como mostraram os protestos contra Yoani em Recife, Salvador e Feira de Santana, não só com gritos e faixas, mas esfregando dólares falsos no seu rosto e puxando os seus cabelos.
Admitamos que existem
verdades nas várias correntes, da esquerda e da direita, do mesmo modo que
haverá mentiras dos dois lados, é interessante que se exponham para que a Sociedade
possa analisar e formar a sua própria opinião. Tem que haver liberdade de
expressão e de movimentação. É isso que eu defendo quando me coloco ao lado de
Yoani. Não tenho procuração para a defender e não ganho dinheiro com isso. Já
senti na pele o beliscão de ditaduras terríveis, por muitos anos, e isso
me aviva o quanto é maravilhoso o sentimento de Liberdade.Antigamente eles queriam ser mais realistas que o rei, hoje tentam ser mais tirânicos que os tiranos, como mostraram os protestos contra Yoani em Recife, Salvador e Feira de Santana, não só com gritos e faixas, mas esfregando dólares falsos no seu rosto e puxando os seus cabelos.
terça-feira, fevereiro 12, 2013
segunda-feira, fevereiro 11, 2013
Habemus Papam
No próximo conclave, após o dia 28 de Fevereiro, é só escolher um dessa meia dúzia e gritar "habemus papam brazilianus"
domingo, fevereiro 10, 2013
Guarda ao Paiol
Gosto muito de ver as charges do "Zé da fisga" publicadas em páginas dos veteranos militares portugueses. E hoje, enquanto apreciava a da ilustração da minha crónica, afloraram-me recordações dos tempos em que prestei serviço militar no Destacamento da Ameixoeira (Forte da Ameixoeira), em 1967.
Normalmente o Oficial de Dia andava desarmado e só colocava o cinturão com a pistola Walter ou a Parabellum nas formações da Parada ou no evento do hastear e arriar da bandeira. E ali, na parte externa do Destacamento, só portava o seu bastão ou vergalho, uma velha tradição da cavalaria copiada pelos de outras armas e serviços, principalmente os denominados "chicos", os militares de carreira.
Aqui na ilustração, fazendo uma pequena alteração nas divisas (galões), colocando os 3 traços rectos e não em forma de vê, teríamos, fiel, a imagem do capitão que, naquela época, era também o comandante do Destacamento. Esqueci o seu nome e só me lembro que era escritor, autor de pelo menos um livro --- "Cartas de Angola". Lembro-me, sim, que ele tinha residência para os lados da linha de Cascais. O outro capitão era o Amorim que vivia nas Galinheiras.
Eu era Cabo Miliciano e seria promovido a Furriel assim que embarcasse para o Ultramar. Por isso mesmo, os Cabos Milicianos faziam todo o serviço dos Sargentos.
Ainda no campo das adaptações na ilustração, em vez da fisga no bolso imagine-se uma daquelas mesmas pistolas referidas e em vez da morena africana a bela Belarmina que todas as tardes ali passava de regresso a sua casa na Azinhaga das Galinheiras, vindo do serviço que tinha lá para os lados de Alvalade.
Todas as tardes Belarmina comigo conversava durante algum tempo nos dias em que eu estava de Sargento de Dia ou Sargento da Guarda. Nos outros dias encontrávamo-nos no Café do Raimundo.
Quando o Oficial de Dia não era o Comandante do Destacamento e sim o Capitão Amorim ou algum dos Alferes e Aspirantes, tudo corria às mil maravilhas. Mas quando o meu serviço coincidia com o do Comandante, saía faísca no relacionamento, pois eu também não era flor que se cheirasse... E foi numa dessas ocasiões em que eu estava num papo gostoso com Belarmina que ele, acho que num acesso de ciúmes ou inveja, simplesmente me proibiu de ficar lá fóra e só desempenhar as minhas funções intra muros.
Jamais nutri ódio por ele. Certamente já não está entre os vivos, pois a diferença de idades era enorme. Todavia, confesso que já procurei o seu livro na Internet, mas sem sucesso.
Jamais reencontrei algum dos camaradas daquele tempo. Só uma vez reencontrei Belarmina quando regressei de Timor.
Assim, uma simples charge encontrada na Internet, se adapta tão perfeitamente a situações por mim vividas há tanto tempo.
Normalmente o Oficial de Dia andava desarmado e só colocava o cinturão com a pistola Walter ou a Parabellum nas formações da Parada ou no evento do hastear e arriar da bandeira. E ali, na parte externa do Destacamento, só portava o seu bastão ou vergalho, uma velha tradição da cavalaria copiada pelos de outras armas e serviços, principalmente os denominados "chicos", os militares de carreira.
Aqui na ilustração, fazendo uma pequena alteração nas divisas (galões), colocando os 3 traços rectos e não em forma de vê, teríamos, fiel, a imagem do capitão que, naquela época, era também o comandante do Destacamento. Esqueci o seu nome e só me lembro que era escritor, autor de pelo menos um livro --- "Cartas de Angola". Lembro-me, sim, que ele tinha residência para os lados da linha de Cascais. O outro capitão era o Amorim que vivia nas Galinheiras.
Eu era Cabo Miliciano e seria promovido a Furriel assim que embarcasse para o Ultramar. Por isso mesmo, os Cabos Milicianos faziam todo o serviço dos Sargentos.
Ainda no campo das adaptações na ilustração, em vez da fisga no bolso imagine-se uma daquelas mesmas pistolas referidas e em vez da morena africana a bela Belarmina que todas as tardes ali passava de regresso a sua casa na Azinhaga das Galinheiras, vindo do serviço que tinha lá para os lados de Alvalade.
Todas as tardes Belarmina comigo conversava durante algum tempo nos dias em que eu estava de Sargento de Dia ou Sargento da Guarda. Nos outros dias encontrávamo-nos no Café do Raimundo.
Quando o Oficial de Dia não era o Comandante do Destacamento e sim o Capitão Amorim ou algum dos Alferes e Aspirantes, tudo corria às mil maravilhas. Mas quando o meu serviço coincidia com o do Comandante, saía faísca no relacionamento, pois eu também não era flor que se cheirasse... E foi numa dessas ocasiões em que eu estava num papo gostoso com Belarmina que ele, acho que num acesso de ciúmes ou inveja, simplesmente me proibiu de ficar lá fóra e só desempenhar as minhas funções intra muros.
Jamais nutri ódio por ele. Certamente já não está entre os vivos, pois a diferença de idades era enorme. Todavia, confesso que já procurei o seu livro na Internet, mas sem sucesso.
Jamais reencontrei algum dos camaradas daquele tempo. Só uma vez reencontrei Belarmina quando regressei de Timor.
Assim, uma simples charge encontrada na Internet, se adapta tão perfeitamente a situações por mim vividas há tanto tempo.
quinta-feira, fevereiro 07, 2013
Impeachmant
Vamos destituir o Presidente do Senado! Só admitimos políticos de ficha limpa.
Assine para o impeachmant de Renan Calheiros.
terça-feira, fevereiro 05, 2013
segunda-feira, fevereiro 04, 2013
Adeus Cigarro!
Há precisamente 3 anos, neste dia 4 de Fevereiro, eu fumei o último cigarro da minha vida. O primeiro eu havia fumado quando tinha 9 anos de idade. Foram 56 anos agarrado a esse vício terrível.
Claro que sofri todos os efeitos colaterias --- os bons e os maus. Engordei bastante, mas passei a sentir-me muito melhor.
Posso garantir a todos os renitentes fumantes que o abandono do cigarro só depende de ter opinião e personalidade. Eu intercalei algumas coisas no lugar do cigarro, principalmentea castanha do Pará; nada de doces.
Fumantes, abandonem aquela ideia que o cigarro é um grande companheiro nos momentos de solidão. Eu passei por tudo isso e concluí que tal não é mais que uma ilusão. Força!
Claro que sofri todos os efeitos colaterias --- os bons e os maus. Engordei bastante, mas passei a sentir-me muito melhor.
Posso garantir a todos os renitentes fumantes que o abandono do cigarro só depende de ter opinião e personalidade. Eu intercalei algumas coisas no lugar do cigarro, principalmentea castanha do Pará; nada de doces.
Fumantes, abandonem aquela ideia que o cigarro é um grande companheiro nos momentos de solidão. Eu passei por tudo isso e concluí que tal não é mais que uma ilusão. Força!
sábado, fevereiro 02, 2013
Brasil sem mudanças
Belo texto. Lê aí. RT @forastieri: Renan Calheiros, Santa Maria, e como mudar o BR para melhor, mantendo o pior. noticias.r7.com/blogs/andre-fo…
— Rafinha Bastos (@rafinhabastos) 2 de fevereiro de 2013
sexta-feira, fevereiro 01, 2013
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