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quarta-feira, novembro 05, 2014

Alentejanices

Um alentejano montado num burro por uma estrada fora. A
determinada altura o burro parou e não quis andar mais.

Diz o homem:
- Este burro filho da puta parou e ê é que vou ter de levar a carga toda. Vou falar c/ o mecânico. Se ele põe um carro a andar deve também resolver o problema do burro.
E dirigiu-se a uma oficina próxima.
- Sr. mecânico, o mê burro parou, não quer andar e preciso de sua ajuda.
- Sr. Chico, eu vou dar-lhe 2 supositórios, 1 de pimenta e outro de malagueta. Você mete o 1º no rabo do burro. Se ele ainda assim não andar, mete-lhe o de malagueta. Mas cuidado, que ele pode acelerar demais...
- Tá bem, amigo, vô seguir os sês conselhos...


No outro dia...
- Então, sr. Chico, o burro andou?
- Se andou? Puta que o pariu... pus-lhe o 1º supositório no cú e ele saiu desembestado. Se não meto o de malagueta no meu, nunca mais o apanhava...

segunda-feira, novembro 03, 2014

Alentejanices


Um carpinteiro alentejano entra no posto da GNR e diz ao guarda de serviço:
- Sô guarda acabê de ser assaltado por um comunista!

- Por um comunista? pergunta o guarda - então conhece-o, não?
- Nã conheço nã senhori!
- então qual a razão que o leva a fazer crer que foi um comunista?
- A razão Sô guarda é que eli entrô na carpintaria, pegô no martelo e foi-se!

sábado, julho 25, 2009

Alentejanices

Numa reunião da Cooperativa Alentejana:
- Compadres, este ano vamos comprar uma máquina nova para apanhar azeitonas, que faz tudo sozinha; recolhe as azeitonas das árvores,
separa as folhas e ramos partidos e até retira os caroços. Vamos aumentar imenso a nossa produtividade e poupar muito na mão-de-obra. - Isso parece realmente muito bom, compadre, mas diga-me lá, essa
máquina também faz sexo - Han?
- Sexo? Oh compadre, claro que nãoooo...
- Antão deixe-se lá dessas modernices, oh compadre, e mande vir as mulheres do ano passado!

terça-feira, maio 12, 2009

Alentejanices em 1934

Ao Excelentíssimo Senhor Ministro da Agricultura
Exposição
Porque julgãmos digna de registo a nossa exposição, Senhor Ministro, erguêmos até vós, humildemente, uma toada uníssona e plangente em que evitámos o menór deslise e em que dãmos razão da nossa crise.
Senhor! Em vão, esta província inteira, desmoita, lavra, atalha a sementeira, suando até á fralda da camisa.
Falta a matéria orgãnica precisa na terra, que é delgada e sempre fraca. _ A matéria em questão, chama-se cáca.
Precisamos de merda, senhor Soisa! E nunca precisámos de outra coisa.
Se os membros desse ilustre Ministério querem tomar o nosso caso a sério, se é nobre o sentimento que os anima, mandem-nos cagar toda a gente em cima dos maninhos torrões de cada herdade. E mijem-nos, também , por caridade!
O senhor Oliveira Salazar quando tiver vontade de cagar venha até nós!...
Solícito, calado, busque um terreno que estiver lavrado e,... como Presidente do Conselho, queira espremêr-se até ficar vermelho!
A Nação confiou-lhe os seus destinos?... Então, comprima, aperte os intestinos; se lhe escapar um traque, não se importe,... quem sabe se o cheirá-lo nos dá sorte? Quantos porão as suas esperanças num traque do Ministro das Finanças?... E quem vivêr aflicto, sem recursos, já não ditingue os traques dos discursos.
Não precisa falar! Tenha a certeza que a nossa maior fonte de riqueza, desde as grandes herdades às courelas, provém da merda que juntármos nelas.
Precisamos de merda, senhor Soisa!
E nunca precisámos de outra coisa.
...Adubos de potassa?... Cal?!... Azote!?!... Tragam-nos merda pura do bispote! E todos os penicos portuguêses durante, pelo menos, uns seis mêses, sobre o montado, sobre a terra campa, continuamente nos despejem trampa!
Terras alentejanas, terras núas, desespêro de arados e charrúas, quem as compra ou arrenda ou quem as herda, sente a paixão nostálgica da merda...
Precisamos de merda, senhor Soisa! E nunca precisámos de outra coisa.
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Ah!... Merda grossa e fina! Merda bôa das inúteis retretes de Lisbôa!... Como é triste saber que todos vós andais cagando sem pensar em nós!
Se querem fomentar a agricultura, mandem vir muita gente com soltura. Nós daremos o trigo em larga escala, pois até nos faz conta a merda rala.
Venham todas as merdas, à vontade, não faremos questão da qualidade. Fórmas normais ou fórmas exquisitas! E, desde o cagalhão às caganitas, desde a pequena pôia à grande bósta, de tudo o que vier, a gente gosta.
Precisamos de merda, senhor Soisa! E nunca precisámos de outra coisa.
Évora, 13 de Fevereiro de 1934
Pela Junta Corporativa dos Sindicatos Reunidos do Norte, Centro e Sul do Alentejo
O Presidente
Dom Tancredo (o Lavrador)