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terça-feira, julho 24, 2018
domingo, setembro 25, 2011
Cesária Évora
Há uns anos atrás, quando ainda Timor Leste se tentava livrar dos tentáculos da Indonésia, Ramos Horta passou pelo Brasil na sua incansável caminhada pelo Mundo e, sinceramente, não sei se pela primeira vez. A situação estava efervescente, pois isso tudo se passava após o massacre de Santa Cruz.
Sorrateiramente eu sempre andei envolvido em algo que de alguma forma pudesse ajudar o sacrificado povo timorense. Sempre fiz uma grande propaganda de Timor, explicava a muitos o que foi, o que era e o que aspirava a ser aquele Território. Por incrível que pareça, muita gente culta jamais tinha ouvido falar...
Nessas andanças de Ramos Horta, ele passou aqui por Campinas, mas eu não tive oportunidade de conversar com ele ou, pelo menos, de vê-lo. Mas tentei envolver-me mais e contactei algumas Organizações. Fiz alguns comentários em matérias publicadas na Imprensa e abordei certas passagens de que me lembrava de quando estive cumprindo comissão militar em Díli.
Por tudo isso, pela minha exposição no momento, surgiu um convite da Rádio Transamérica de São Paulo para que eu desse uma entrevista. Claro que de imediato recusei, pois a timidez sempre foi o meu fraco e eu sei que me iria engasgar ou entrar num buraco negro a qualquer momento. Além disso, acho que não seria a pessoa indicada para falar daquele Timor do momento.
Nessa mesma altura recebi um telefonema do então Director da Tv Cultura de São Paulo que me fez algumas perguntas sobre a situação em Timor e, lá pelas tantas, inquiriu-me sobre alguns dados pessoais como, por exemplo, a minha origem portuguesa. Citei-lhe Estremoz, a minha cidade natal e Évora onde mais vivi e estudei.
Não percebi a confusão que ele engendrou naquele momento ao confundir Évora com Cesária Évora e sobre esta tecer alguns comentários, pois a nobra caboverdiana não estava na pauta em discussão e um director de um Canal cultural jamais poderia cometer uma gafe dessas...
Após tudo o que escrevi até aqui nesta crónica só um detalhe assinalado na mesma me trouxe aqui. Exactamente a diva Cesária Évora.
Sim! desta vez é ela o personagem central da peça e vim até ao seu nome passando por Timor e São Paulo porque o seu nome foi citado naquelas situações e até se sobrepôs ao da cidade que é Património Mundial da Humanidade.
Cesária Évora também é Património Mundial para todos aqueles que ouviram as suas maravilhosas interpretações no titmo de mornas e coladeras.
Surgiu na Imprensa que Cesária Évora sofreu um acidente cerebral vascular nestes dias e isso me deixou estupefacto e muito aborrecido. Possìvelmente ela não voltará a cantar, mas teremos sempre o prazer de escutar as suas gravações, ver os seus clips e passar tudo isso e muito mais sobre ela às gerações futuras.
sábado, janeiro 23, 2010
VIII Jogos Florais de Avis
REGULAMENTO
1 - Os VIII Jogos Florais de Avis são uma iniciativa da AMIGOS DO CONCELHO DE AVIZ - ASSOCIAÇÃO CULTURAL, a que podem concorrer todos os cidadãos portugueses abrangidos pelo que se dispõe no presente regulamento.
2 - Só são admitidos a concurso trabalhos inéditos, redigidos em Português e nas seguintes modalidades:
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POESIA
A - QUADRA POPULAR – Tema
“O FUTURO”
Em redondilha maior, de rima ABAB, uma quadra em cada folha.
B - POESIA OBRIGADA A MOTE
Mote
QUEM SÓ VIVE DO PASSADO
E SE VÊ TÃO INSEGURO,
DÁ PRESENTE ENVENENADO
AOS QUE OLHAM O FUTURO
(Aníbal da Silva Fernandes/Avis)
Nota: não descurando outras formas de glosar o mote, daremos especial atenção ao tratamento em décimas.
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PROSA
CONTO subordinado ao tema: “ O FUTURO”
(Máximo de 3 páginas, escritas em tamanho 12, a espaço e meio de entrelinhamento).
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3 - De cada trabalho serão enviados três exemplares, dactilografados (à máquina ou em computador) em papel formato A4, de um só lado com caracteres de tamanho 12, sendo que apenas no conto o espaço entre linhas deverá ser de espaço e meio. Os trabalhos não poderão ser adornados com moldura ou qualquer outro adorno.
4 - Todos os trabalhos terão que ser subscritos por um pseudónimo, devendo os respectivos autores, enviar anexo a cada trabalho, um envelope fechado com o pseudónimo dactilografado no rosto, e dentro, o nome, morada e número de telefone do Autor.
5 - Cada concorrente poderá apresentar dois trabalhos por modalidade, com excepção da QUADRA onde poderão ser apresentados três trabalhos a concurso, pelo que cada um será subscrito com pseudónimo diferente. Serão desclassificados os trabalhos que não sejam inéditos, isto é, que já tenham sido apresentados noutros concursos.
6 - O prazo de remessa dos originais (data de carimbo dos correios) termina em 09 de ABRIL de 2010 e deverão ser enviados, para:
VIII Jogos Florais de AVIS
Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultural
Praça Serpa Pinto, 11
7480 - 122 AVIS
7 - O não cumprimento do estipulado no presente regulamento, anula a apreciação dos trabalhos pelo júri, de cujas decisões não cabe recurso.
8 - As classificações serão tornadas públicas em 3 de Maio de 20I0, sendo todos os concorrentes avisados por escrito.
9 - Haverá três prémios por modalidade, bem como as menções honrosas que o júri entender por bem conceder. Poderá, no entanto, deliberar a não atribuição de qualquer prémio, numa ou mais modalidades, se considerar que a qualidade dos trabalhos apresentados não é consentânea com a projecção que se pretende para esta iniciativa.
10 - A entrega de prémios aos galardoados terá lugar no dia 22 de Maio de 2010, em Avis, no Auditório Municipal Ary dos Santos, pelas 14H30’.
11 - Estes Jogos Florais ficam interditos aos elementos do Júri e demais pessoas envolvidas na organização dos mesmos.
12 - Ao Júri cabe a resolução de qualquer ocorrência que não seja abrangida pelo presente regulamento.
Nota: regulamento aprovado em reunião de Direcção da ACA-AC em 22 de Dezembro de 2009.
Com o apoio de:
Câmara Municipal de Avis
Junta de Freguesia de Avis
sexta-feira, outubro 09, 2009
Pobre, mas culto…
Calor demais, trânsito em São Paulo , tudo parado.
De um lado: uma Mercedes com ar condicionado, uma madame e motorista.
Do outro: um fusquinha com um gordinho todo suado e a barba por fazer...
O gordinho xinga, buzina, faz um escarcéu por causa do trânsito até que a madame baixa o vidro do Mercedes e diz:
– A paciência é a mais nobre e gentil das virtudes!: Shakespeare, em "Macbeth".
O gordinho não deixa barato:
– Vá tomar no cu!: Nelson Rodrigues, em "A vida como ela é".
sábado, julho 26, 2008
Gente estranha
Após 40 dias cruzando este país de norte a sul e de leste a oeste, temos uma constatação a fazer: os alemães são, hoje, um povo muito estranho. Listei algumas atitudes “escandalosas e irresponsáveis” que eles adotam.
Não queremos gente assim no Rio de Janeiro e São Paulo, para atrapalhar o nosso cotidiano animado de paz e harmonia:
- O metrô daqui da Alemanha não tem catraca [torniquete de controle], o povo compra o bilhete, mas não tem ninguém a quem mostrar esse bilhete;
- As bicicletas ficam soltas nas ruas, com cadeado, mas sem estarem amarradas a nenhum suporte. E eles ainda desperdiçam um monte de espaço com ciclovias, e nem deixam os pedestres andarem nelas, como acontece nas nossas;
- Incrível: os estranhos alemães param nos sinais vermelhos a qualquer hora, mesmo de madrugada, quando não há qualquer chance de vir um carro no sentido contrário;
- Os pedestres não atravessam, de jeito nenhum, uma rua, enquanto o sinal para eles não ficar verde, mesmo que não venha nenhum único carro; eles ficam ali perdendo tempo, esperando abrir o sinal;
- Não há limite de velocidade nas estradas (apenas uma recomendação para não ultrapassar 130km/h, nunca seguida);
- Nesse país “esquisito”, um jovem, para conseguir a carteira de motorista, leva quatro anos de escola. As aulas são feitas em conjunto com as do colégio;
- Nas estradas, todos os carros andam nas pistas da direita e as pistas da esquerda ficam vazias para os carros mais velozes, um contra-senso de desperdício;
- A gente saía à meia noite para passear na praça, e não via nenhum assaltante para quebrar a nossa monotonia;
- Outra “atitude escandalosa” é que nas plantações de morangos, aspargos e flores, ao redor da cidade, a gente entra na plantação com um cesto que, na entrada, está à disposição dos compradores, colhe o que deseja, faz a pesagem e coloca em uma embalagem [trazida de casa]. E então deixa o dinheiro numa caixinha e vai embora, sem ver o agricultor dono da plantação. (Mas eu tenho certeza de que de tarde um trombadinha vai lá e rouba todo aquele dinheiro da caixinha);
- E como lá não se usa agrotóxico, eles protegem os sapos, que fazem o controle do ecossistema, fazendo cercas; e ainda tem gente “esquisita” que pega o sapo e o atravessa de um lado para o outro da pista (na época do acasalamento), para ele não ser atropelado...
- Ahhh... essa é engraçada: em algumas boates tem telefone em todas as mesas e a gente convida uma jovem para dançar, pelo telefone, mesmo que a mesa dela esteja do lado da nossa...
- O governo que essa gente estranha elege, não cobra pedágio nessas estradas esquisitas. E eles estão sempre fazendo obras, modernizando mais ainda as rodovias, não se sabe para quê, nem com que dinheiro;
- A periferia das grandes cidades desperdiça todas as áreas com campos verdes e florestas, ao invés de deixar pessoas usarem de forma mais racional os espaços, com favelas ou lixões, por exemplo;
- Os caras fabricam uns carrões, tipo BMW, Mercedes, Audi e VW, e nem blindam. E ainda deixam nas ruas à noite. Tem um monte de maluco que, além disso, ainda tem coragem de andar de carro conversível. Certamente eles têm o hábito de andar com revólver no porta-luvas para se defender;
- Esta é incrível: os caixas automáticos dos bancos e de cigarros ficam nas ruas, em plena calçada! E não tem ninguém tomando conta. E ainda funcionam a noite inteira. Não falo alemão, mas aposto que os jornais estão “cheios de notícias” sobre assaltos nesses caixas automáticos;
- As calçadas [passeios] têm espaços livres que são desperdiçados com pessoas ao invés de deixar o elemento mais importante de uma cidade – os carros – tomarem conta delas. E aí, para resolver esse contra-senso, os alemães constroem um monte de garagens subterrâneas;
- E ainda essa gente esquisita pode entrar em lojas e restaurantes com seus cães de estimação, ao invés de deixá-los amarrados aos postes;
- Em engarrafamentos, eles desperdiçam aquela pistona do acostamento [a berma] e não ultrapassam ninguém por ali. Se fossem mais espertos, teriam um trânsito mais legal, como o nosso, que ultrapassa por qualquer lado, até pelo acostamento;
- Os Jornais do dia ficam empilhados, e tem uma caixinha do lado onde se coloca uma moeda e leva um jornal; e não tem ninguém ali para cobrar; mas o gozado é que são tão esquisitos, que ninguém leva um jornal sem pagar;
- No Inverno, ainda eles fazem casinhas de madeira para os passarinhos e colocam nas árvores e em pedestais, com comida todo dia, pois nessa época os passarinhos não têm onde buscar seu alimento... Ainda bem que o passeio acabou e estamos voltando para a nossa civilização.
sexta-feira, julho 25, 2008
As letras
DNA ..................... Podem ser únicas
AA ...................... Podem ser sóbrias
ETC ..................... Podem ter maior conteúdo
G ....................... Podem dar prazer
QI ...................... Podem ser um parâmetro
KG ...................... Podem ter muito pêso
LSD ..................... Podem ser alucinantes
OM ...................... Podem ser profundas
PS ...................... Sempre têm algo mais a dizer
RIP ..................... Podem ser implacáveis
SOS ..................... Podem ser de grande ajuda
TNT ..................... Podem ser explosivas
HIV ..................... Podem marcar por toda a vida
WC ...................... Podem ser um alívio
N ....................... Podem significar infinitas coisas
XL ...................... Podem causar delírio de grandeza
XXX ..................... Podem ser muito explícitas
Z ....................... Podem ter um bom final
JUNTE-AS: Ler é comunicar-se, sonhar, imaginar; entreter-se aprender, conhecer. Desenvolve o vocabulário, a compreensão e o pensamento crítico.
Leia mais e melhor.
"A leitura torna o homem completo;a conversação torna-o ágil e o escrever dá-lhe precisão" (Sir Francis Bacon - 1561-1626 -)
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