sábado, junho 26, 2010
Torcida
segunda-feira, março 22, 2010
Teologia Moral da Manga

O velho caipira, com cara de amigo, que encontrei num Banco estava esperando para ser atendido. Ele ia abrir uma conta. Começo de um novo ano, novas perspectivas... E como não podia deixar de ser, também
começou ali um daqueles papos de fila de banco. Contas, décimo terceiro que desapareceu, problemas do Brasil, tsunami... Será que vai chover?
isto... Onde tem pé de manga, tem sobrado manga.” E Aí ele continuou: " Num país onde mendigo passa fome ao lado de um pé de manga, isso é um absurdo! Num país que sobra manga tem pouca criança. Se tiver pouca criança as casas são vazias... Ou as crianças que tem já foram educadas para acreditar que só ice cream e jujuba são sobremesas gostosas”.
Se tiver pai e manga de sobremesa é por que a família é pobre... Se for pobre, o pai tem que ser trabalhador. Se for trabalhador tem que ser honesto. Se for honesto, sabe conversar. Se souber conversar, os filhos vão compreender que refeição feliz tem manga que é comida de criança pobre e que brinca e sobe em árvore... Se subir em árvore, é por que tem passarinho que canta e espaço para a árvore crescer e para fazer sombra. Se tiver sombra tem um banco de madeira para o pai chegar do trabalho e descansar...”.
reclama da vida em fila do banco... ".
domingo, novembro 08, 2009
Saia justa
sexta-feira, outubro 30, 2009
quarta-feira, setembro 23, 2009
Sapatos
sexta-feira, abril 10, 2009
Dois Países; uma só alma
quinta-feira, março 19, 2009
Chupins e Cucos
terça-feira, fevereiro 03, 2009
segunda-feira, agosto 04, 2008
O Bigode
sábado, julho 26, 2008
Gente estranha
domingo, janeiro 20, 2008
FRASES
“Admitir ver o ‘Big Brother Brasil’ significa cada vez mais confessar uma falha de escolaridade, passar recibo de fútil, solitário, imaturo, ‘low class’. Nunca deu status para ninguém acompanhar esse programa. Só queima o filme. Fuja de gente viciada nisso.”
In "Folha de S. Paulo"
segunda-feira, janeiro 14, 2008
CAMPINAS E CAMPINEIROS
Já lá vão 31 anos desde o dia em que cheguei a Campinas para aqui me fixar. Desde já adianto que não foi tarefa fácil a tentativa de adaptação a esta grande cidade. Porém, jeitinho daqui, jeitinho dali, fui-me acomodando e aqui permaneço. Ainda hoje tento analisar tudo e todos e vou construindo a minha idéia definitiva sobre o reduto. Enquanto isso, transcrevo uma crônica de autor desconhecido, muito atual, enviada pelo amigo Marcílio. As reticências em cada frase, omitidas, subentendem-se...
Estar devendo dinheiro a meio mundo, mas ter carro importado para
”desfilar" pela Norte-Sul, no domingo.
Ir trocar roupa na C&A do Iguatemi, levando a roupa na sacola da
Márcia Mello.
Achar mais bonito ficar do lado de fora em bares pequenos como o
saudoso Maria Bonjour ou o Cleso, por mais ótimos bares e casas noturnas que existam para ficar do lado de dentro. E ainda chamar de “mano” o pessoal que faz exatamente a mesma coisa no Shopping Unimart.
Encaixar um "véio" no final de cada frase.
Sendo mulher, achar a coisa mais linda do mundo poder dizer às
amigas que ficou com aquele cara que é "animarrrrrrrrrr"!
Sendo homem, ter que dizer a alguém de outra cidade, quando
perguntado, que é de Campinas, mas não bebe a água de lá; manda buscar em Jaguariúna ou Indaiatuba.
Chegar para conversar com a menina na balada, na hora que ela está indo
embora.
Ser apresentado 10 vezes para mesma pessoa e, mesmo assim, na enésima vez dizer que não conhece.
Ficar saindo com o ex da melhor amiga, sob o argumento e convicção que ele também é seu amigo. (Bem típico das campineiras falsas e não
confiáveis).
Correr na Lagoa do Taquaral pelo lado de fora porque só os "mano" gostam
de ver os bichinhos que tem lá dentro.
Achar que sabe andar
Ir à missa em Nova Campinas por “se achar”.
Levar 4 horas para ir pra Ubatuba e ainda achar perto.
Jamais andar de ônibus, mesmo que não tenha grana.
Ter a certeza que conhece, mas não cumprimentar.
Nunca saber se chove ou se faz sol, porque está sempre enfiado
dentro de um shopping nas horas vagas
Não ter idéia de beleza natural a não ser pela naturalíssima Lagoa
do Taquaral.
Ter o saudável hábito de dormir cedo, até mesmo nos fins de semana,
pela impossibilidade de tomar choppinho até depois de 1h da manhã na
maioria dos botecos.
Não ter um tostão no bolso e, mesmo assim, achar que é milionário por ser sócio do Tenis Clube de Campinas.
Ter uma garrafa de whisky no “Coronel” e no “Seo Rosa” para ser vip.
Ser criado no Castelo, Marieta, Botafogo, Jardim Leonor, Bela Vista, Taquaral e achar que é de classe média alta.
Sobretudo, não achar que é do interior
Put'z!
domingo, dezembro 30, 2007
TEM GENTE QUE...
Tem gente que se envergonha de um monte de coisas...
Sempre uma interrogação sobre quanto custa; como é feito; como é esse prato; se pode trocar a guarnição; estou perdido; pode me informar o melhor caminho. E outras situações diversas.
Já vi pataquadas de fazer rir e chorar. Amigo meu, que nem vou citar nome, comeu um "engasga-gatos" daqueles, simplesmente por não perguntar que molho era aquele do menu. Pagou caro e não desfrutou do almoço.
Outro ficou perdido
Tem gente que perde a grande oportunidade da vida por falta de ousadia. De fazer o que poucos fazem e se dão bem. Depois ficam reclamando que Deus não ajuda. Que não tem sorte. Que não tiveram chances e outras ladainhas e terços rezados e cantados.
Outro dia saquei um cara de fazer dó de tão feio que o coitado aparentava. Mas estava com uma moça linda, de parar o trânsito, no maior pega. E não tinha pinta de caixa alta não. Li um estudo de uma revista que são comuns esses casos. Simplesmente o sujeito é ousado e ataca as criaturas e se dá bem. É um bom papo, um bom sujeito, uma formação diferente; algo que encanta de primeira e vai ficando.
Tem um outro tanto de pessoas que falam que estão na pior porque não tiveram oportunidade de estudar. Quando? Na infância? Porque os pais não puderam pagar? Tudo balela. Quem quer faz. Quem se habilita consegue. Hoje existem oportunidades infinitas
.
Gente que fica reclamando e ainda por cima com sequelas psicológicas. Muitos com inveja, inseguranças, desqualificados para a vida te batendo olho gordo. Malucos que secam pimenteiras. Uma energia complicada que ninguém aguenta meia hora de prosa. E os que ficam esperando milagres da vida? Gente que não dá o primeiro passo? Culpam os amigos, os irmãos, os pais e depois os filhos.
Pessoas que viveram a vida toda de subempregos, casas alugadas, carros velhos caindo os pedaços, nunca fizeram uma viagem de lazer; enfim, não desfrutaram a vida.
Está cheio de pessoas assim. Esperando, esperando... Esperando que alguém ofereça o bilhete premiado. Ou o bilhete numerado com direito a paisagem da janela rumo a Passárgada. Esperando a sorte que não chega. Esperando o grande amor. Esperando o emprego dos sonhos. E pior, sonhando com tudo isso.
Nos dias de hoje é bom que se proteja; como na antiga canção do Ivan Lins. Não a proteção de Deus que existe de todo e sempre e quase ninguém entende!... Mas a proteção da alegria, do bom humor, da boa formação, da fé baseada no conhecimento, do bom ânimo e, sobretudo, a proteção das virtudes desenvolvidas quando se troca informação uns com outros. Trocas de experiências.
Como dizem os especialistas: o tempo urge. Não existe vaga grátis na garagem. Almoço na aba dos que usam chapéu já era. Aliás; até a cachaça que qualquer um oferecia nos botequins ficou escassa. Poucos fazem aquele gesto de levantar o copo em sua direção compartilhando o gole ou mesmo por educação. Fica então o velho refrão: Nada é de graça; nem o pão e nem a cachaça.
Portanto, hoje em dia temos que aprender o caminho das pedras. Saber pelo menos o endereço do alambique. Ou que em qual esquina existe uma padaria. Comer um pão ou tomar um trago?
É bom que se proteja!...
Crónica de Marcílio C. Freitas
Adaptação autorizada

