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quinta-feira, junho 21, 2012

Portugalidade

Existem muitas opiniões sobre a colonização portuguesa no Mundo. Principalmente sobre o que fôram os últimos 60 anos e durante os quais se desenrolaram as guerras de libertação. Mas não é exactamente esse o ponto do assunto de hoje. O assunto recai sobre essa mesma colonização, mas com relação a Timor-Leste, que foi diferente de tudo o mais.
Foi a Província Ultramarina mais esquecida pela Metrópole e, por incrível que pareça, a mais embebida de lusitanidade.
Ainda há pouco tempo numa das páginas do Facebook dedicadas a Timor-Leste, li uma troca de opiniões (nos comentários) sobre uma postagem. Um dos "contendores", pessoa com elevado grau de conhecimentos sobre a história da permanência portuguesa naquele Território, acabou por me deixar revoltado. E porquê? --- Porque só quem viveu algum tempo em Timor, enquanto território português, poderá pronunciar-se sobre o relacionamento entre nós e eles. Sempre existiu e continúa existindo algo de mágico entre portugueses e timorenses que eu não consigo explicar.
A foto que aqui coloco para ilustar a minha postagem foi tirada em Díli, momentos após o término do jogo de futebol entre Portugal e a República Tcheca, pelos quartos de final da Eurocopa, o qual os portugueses venceram por 1 x 0.
Sem qualquer informação a respeito, o observador que nunca tenha estado em Timor jamais associaria essa foto àquele País. Tenho a certeza que pensaria tratar-se de um ponto qualquer em Portugal.
Está aqui, portanto, uma imagem real a dizer-nos tudo aquilo que não conseguimos explicar...


Foto de Natália Carrascalão Antunes (in Facebook)


quinta-feira, janeiro 26, 2012

Mais uma vez ofereço o meu espaço para os camaradas organizadores deste Encontro anual. Espero, assim, que muitos tomem conhecimento do evento e se possam reunir passados que são tantos anos. Farei o possível para estar lá, apesar de ter estado em Portugal há muito pouco tempo. Gostaria de encontrar antigos companheiros do Destacamento do Serviço de Material (Balide-Díli1968/1970) e, lògicamente, de outras unidades militares, pois tinha amigos em todos os quadrantes.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Díli, o Cão

Muitos de vocês á ouviram falar do meu cão por um ou outro motivo, mas sem muita importância. É um Dálmata muito bonito, de pintas pretas e muito bem distribuídas. Perfeitamente dentro dos requisitos que lhe conferem aprovação na raça quanto ao visual. No que respeita a postura, aí já a porca torce o rabo, pois é impossível adestrá-lo ao ponto de obedecer e caminhar civilizadamente junto com o dono. Atrevo-me a afirmar estas coisas porque montei um canil em 1976 --- Canil Carcavelos --- e por muitos anos só criei essa raça. Tenho muita experiência em Dálmatas.
Às vezes, achando que essa experiência me dá todo o conhecimento, chego à conclusão que na vida jamais chegamos a essa perfeição no que quer que seja.
Díli, assim se chama o meu cão, é senhor absoluto do quintal de minha casa. Antigamente não tanto, pois dividia o espaço com os falecidos Madona, Takinho e Marafisa; uma cadela e casal de gatos. Convivência perfeita e respeito mútuo.
Na situação actual eu estava crente que conhecia os porquês de todas as manifestações do Díli, principalmente quando os gatos vadios o aporrinham do telhado do rancho.
O vizinho do lado já me havia confidenciado que estava numa boa com uma viúva que conhecera e que talvez esta viesse a ocupar o lugar vazio de sua última companheira que o abandonara. Coisas do coração e da tesão… Esse dia chegou, pois vi grande movimentação de mudança e, também, o aumento da vizinhança, pois a nova companheira do meu vizinho trouxe na trouxa os filhos grandes…
E notei que o Díli estava desesperado de um lado para o outro do quintal e com várias ameaças de pular o muro para o lado do vizinho. Cheguei a encontrá-lo escarranchado de peito e patas dianteiras, tendo corrido até lá para o retirar e acalmar. Senti haver uma certa preocupação do lado de lá e conversei com o vizinho garantindo-he que tudo não era mais que o facto de ter pessoas novas e que não passaria daquele dia.
Ontem, porém, tive a oportunidade de verificar que o novo pessoal da casa trouxe consigo um gato. Não deu para ver se um gato ou uma gata. Sei só que é um belo animal. Foi aí que compreendi todo o comportamento atípico do Díli. E se realmente é gata, as coisas complicar-se-ão porque ele é capaz de querer quebrar o cabaço nela e destroncá-la depois…

quarta-feira, junho 25, 2008

Tatamailau

Quando o navio entrou nas águas do Mar de Timor e na sua aproximação de Díli, destacava-se entre o sistema montanhoso, na cordilheira central, o pico do monte Tatamailau. Era impressionante a sua majestade e beleza e isso aguçava-nos mais a muita ansiedade que todos sentíamos naquela aproximação após 60 dias de viagem desde Lisboa.
Após um ano de estadia em Díli, resolvi passar alguns dias em Maubisse no quartel local. Eram 70 km ao sul. No caminho aproximava-me cada vez mais daquela montanha misteriosa e bela, mas só acessível o seu cume a 2963 metros por escalada. Acredito que ainda hoje assim seja.
Há tempos a esta parte, despertou-me a atenção na internet um blog com o mesmo nome da famosa montanha. Dedicado a "coisas por esse mundo fora, de Portugal ao Brasil, de Macau a Timor Leste, de Moçambique à China, e outros..." , incluí o link nesta minha página na secção de "Espaços recomendados".
Nestes dias tive a oportunidade de verificar, na tentativa de acessá-lo, que esse blog requer autorização do seu dono para o efeito. Acreditava que todos os blogs fossem públicos e abertos e surpreendi-me. Como o mesmo deve ter acontecido com alguns dos que visitam a minha página, peço desculpas e informo que, a partir de hoje, não mais o recomendarei...

quinta-feira, janeiro 31, 2008

SISMOS EM TIMOR

Ontem um sismo foi sentido em Timor-leste e na região das Molucas, na Indonésia, cujas autoridades lançaram um alerta de tsunami, segundo agências internacionais, mas não há de momento notícias de danos ou vítimas.

O abalo foi registado a cerca de 262 quilómetros a nordeste da capital timorense, Dili, a uma profundidade de 164 quilómetros. Nas Molucas, a magnitude medida foi de 6,6, referiu a agência AFP.
Os tremores de terra são comuns naquela região do globo, um imenso arquipélago de milhares de ilhas e ilhotas situado na «cintura de fogo» do Pacífico.
Na verdade, a notícia é relevante pela intensidade do fenômeno mas, como referido, é quase um pão nosso de cada dia. Lembrei-me, como noutras vezes sempre acontece, de algumas passagens nesse cenário.
Numa bela tarde em 1968, estava eu na varanda do Hotel Mihape, em Díli, sentado em volta de uma mesa, conversando com o meu saudoso companheiro de armas --- Furriel Costa --- e dois amigos seus que tinham vindo da França em viagem de turismo. Repentinamente tudo tremeu, os copos caíram no chão, mesas e cadeiras deslizavam... O Costa não pensou duas vezes e pulou daquele primeiro andar para a rua. Nós ficamos no mesmo lugar sem perceber se a perplexidade era mais pelo tremor ou pelo acto do nosso amigo....

sexta-feira, novembro 16, 2007

FORÇA DE EXPRESSÃO?

"É evidente em Díli a grande melhoria. São milhares de pessoas nas ruas, milhares de restaurantes. Não é tão evidente no interior, onde continua a haver menos actividade económica, e espero que o orçamento do novo governo venha reflectir as nossas preocupações que é de melhorar a vida das populações nas zonas rurais", disse Ramos-Horta. Em conferência de imprensa durante a sua estadia em Lisboa, Ramos Horta teria afirmado o que acima realcei. Eu não estava presente e nem tão pouco sou jornalista para tal mas acredito, em princípio, que o repórter do veículo simplesmente registou textualmente... Porém, se real a afirmativa, não posso concordar em que existam milhares de restaurantes em Díli. Ou será que eu vivo noutro mundo?