domingo, março 25, 2012

Açorda Alentejana



Com toda a certeza que quem abriu a minha página veio em atenção ao título da matéria e se surpreenderá ao notar que, em vez da tradicional açorda à alentejana, eu disserto sobre a figueira e os figos... Na verdade tudo está interligado.
A figueira é primeira planta descrita na Bíblia - Adão vestiu suas folhas e não parras ao descobrir que estava nu. Na antiguidade a consideravam sagrada. A sua origem é entre o sul da península arábica. Há mais de mil espécies de figueiras, planta do gênero Ficus, da família Moraceae, e nem todas produzem frutos comestíveis. A maior parte da produção brasileira concentra-se na região de Valinhos, aqui bem pertinho de Campinas, com enorme prevalência para a variedade roxo-de-valinhos.
As espécies de figueira variam no tamanho e na forma. Algumas delas podem chegar a 10 metros de altura.As do tipo comercial, como a Ficus carica, raramente ultrapassam três metros de altura, devido à aplicação de podas drásticas, necessárias para facilitar o manejo. Uma curiosidade: com cinco a oito centímetros e cor esverdeada ou violácea, o figo é, na verdade, uma inflorescência, uma flor que não desabrochou.
São frutas altamente energéticas, ricas em açúcar, fibra, ácidos orgânicos e sais minerais como o potássio, o cálcio e o fósforo, que contribuem para a formação de ossos e dentes, evitam a fadiga mental e contribuem para a transmissão normal dos impulsos nervosos. O efeito diurético deve-se ao elevado teor em potássio do figo, que torna-o num alimento alcalinizante. Os figos apresentam o valor de pH mais básico (alcalino) de todos os alimentos. Por isso, são muito adequados para neutralizar alimentos ácidos, como a carne, os produtos de charcutaria, a massa elaborada com farinhas refinadas e os doces. É recomendado em caso de astenia física por causa do seu teor em açúcares, estimulando além disso a capacidade de concentração. Quanto ao seu uso externo, é recomendado utilizar o leite dos figos verdes para eliminar as verrugas, e a dor de dentes desaparece assim que se aplica a polpa prensada de figo sobre a gengiva. A infusão de 25 a 30 gramas de folhas de figueira, por litro de água, reduz a tosse, melhora a circulação e ajuda as menstruações difíceis, se tomada uns dias antes.
Podem ser consumidos de várias formas, frescos ou secos. Os figos frescos são bastante utilizados na doçaria portuguesa, como o figo cheio, o queijo de figo ou o morgado de figo, e em compotas. Aqui no Brasil também se faz quase de tudo isso. São também um bom complemento, quando se adicionam aos acompanhamentos de pratos de aves ou caça. É aqui que entra a minha açorda à alentejana...
A quem não conhece, explico como faço a minha açorda. Piso num almofariz, meio mólho de poejos com meio mólho de coentros (gosto de usar estes dois temperos juntos), sal grosso, três dentes de alho e azeite de oliveira. Obtenho, assim, uma massa homogenia. Coloco esta massa numa terrina e rego-a com um pouco mais de azeite. Escaldo a mistura com a água a ferver, onde previamente cozinhei uma posta de bacalhau ou pescada e onde também escalfei dois ovos. Vou mexendo muito bem e, ao mesmo tempo, vou juntando pedacinhos de pão caseiro e duro.
Coloco a açorda no prato e sobre esta os ovos e o peixe.
O acompanhamento vai muito da preferência de cada um. Eu, porém, acompanho com tiras de pimentão verde crú, azeitonas e os figos, fruta que abordei como começo desta minha crônica de hoje.

domingo, março 11, 2012

Herois Esquecidos

No passado dia 29 de Fevereiro faleceu em Odivelas (Portugal) o sr. José Aldeia Soares, que teria entre 65 a 67 anos. Não consegui obter a sua data de nascimento mas, pela época que entrou no exército, enquadro-o na minha faixa etária que é essa.
Afinal, quem foi José Aldeia Soares? --- Ele foi um soldado de Cavalaria mobilizado para cumprir uma comissão de dois anos na então Província Ultramarina da Guiné.
A Companhia de Cavalaria 1748 a que pertencia, embarcou para a Guiné em 20 de Julho de 1967 onde chegou no dia 25, ficando instalada em Bissau, com a missão de protecção e segurança das instalações e das populações da área.
Entre 12 e 20 de Setembro desse ano, escalonadamente, seguiu para Bula, afim de efectuar o treino operacional, tomando parte de patrulhamentos, emboscadas e batidas nas regiões de Inquida, Quitamo, Blequisse e Bofe, recolhendo a Bissau em 6 de Outubro de 1967. 
Em 8 desse mês a companhia assume a responsabilidade pelo subsector de Contubuel, destacando pelotões para Sare Bacar e Sumbungo, sendo este deslocado para Geba e posteriormente para Dulo-Gengele. 
Em 18 de Fevereiro de 1969 a subunidade é rendida, fica transitoriamente em Bissau e segue mais tarde para Farim, onde assume a responsabilidade deste subsector, integrado no dipositivo do Comando Operacional nº 3, até 1 de Julho de 1969. Regressa à Metrópole em 7 de Junho desse mesmo ano.
Na foto aqui publicada, José está à nossa direita e a seu lado o seu irmão António que foi combatente em Angola.
Gostaria de ter uma foto dos dois, daquele tempo em que foram valorosos soldados, mas não consegui e acredito que seja uma tarefa muito difícil. Cavalaria, por exemplo, era uma Arma de elite e à qual eu também pertenci. O José certamente que estaria imponente e galhardo numa foto contemporãnea. Infelizmente, a exemplo de outros meios de comunicação, a foto disponível é esta e mostra uma terrível realidade --- a dos Antigos Combatentes Sem-Abrigo.
São algumas centenas de camaradas que preambulam por esse país fóra (Portugal) ou que vivem em praças e jardins ou sob as marquizes dos prédios. Encontramo-los fàcilmente. Se um indivíduo nessa condição aparentar ser sexagenário, podemos ter a certeza de que se trata de um antigo combatente que acreditou estar defendendo o território pátrio num qualquer dos 5 continentes... Ninguém escapava a uma dessas missões.
Os sucessivos governos jamais se preocuparam em providenciar os vários tipos de assistência a que esses antigos soldados têm direito e de muito precisam. Uma "pensão de guerra" deveria ser atribuída a cada um de todos nós que démos 4 anos das nossas vidas no serviço militar com todas as consequências pessoais negativas. Uma assistência médica gabaritada e constante, principalmente aos traumatizados, seria mais importante ainda. Infelizmente não temos nada disso e mostraram essa realidade estes dois irmãos da foto.
Num apêndice, lembro aqui que muitas vezes, na minha idade de criança, via andar pelas ruas de Estremoz um senhor mal cuidado a que todos chamavam de "gaseado". Era como uma alcunha e a maioria, como eu, não fazia a mínima ideia do porquê da mesma. Anos mais tarde, juntando todas as peças, descobri que aquele senhor fôra um dos soldados portugueses que combateram na França e, devido às bombas de gás ficou gaseado. Vê-se aqui a ausência da devida assistência por parte do governo de antanho e leva-nos a confirmar que todos fôram e continúam sendo omissos. 
Agora o António continúa sózinho lá em Odivelas aguardando o momento de se juntar nòvamente ao seu irmão José.
Quem sabe se um dia um governo decente olha para essas mazelas e imita os de outros países que também tiveram as suas guerras e tratam os seus antigos combatentes como herois e com dignidade.
Um grande abraço ao camarada José Aldeia Soares com o desejo que, finalmente, descanse em paz. 


O cartaz vale para os dois lados do Oceano Atlântico...

sexta-feira, março 09, 2012

Nome da Rua ?

Tenho que confessar que admiro blogueiro que escreve todos os dias. Entenda-se escrever com substância porque, escrever por escrever e sem nexo, qualquer um faz... Digo isto porque faz um bom tempo que eu não escrevo nada aqui. Um dos motivos é a preguiça, um outro é a falta de inspiração ou até mesmo de assunto que não esteja surrado. Então, faço as pazes com o meu blog hoje, mas não prometo que volte a escrever amanhã.
A matéria que me propuz a escrever poderá ser proveitosa para a Câmara de Vereadores da cidade onde moro há muitos anos --- Campinas. Se é que por  tal eles se interessem e que porventura venham a visitar a minha página alguma vez na vida.
Sei que esses vereadores tiram leite até de pedra... Notei qua há meia dúzia de anos atrás, talvez nem tanto, foram colocadas placas de identificação das ruas e sem olhar a gastos, pois afixavam-nas nos postes do inicio, meio e final. Certamente que houve aí um terço de exagero... Placas de chapa de aço carbono pintadas de azul e letras em branco. O azul ainda lá está, meio desbotado, e as letras sumiram. Hoje ninguém mais consegue ler o nome das ruas. Mais uma vez foi dinheiro do povo que se esvaiou pelo ralo.
Ou eu tenho que acreditar que o conjunto de vereadores mamou na mesma teta ou, então, não existe um número com a inteligência necessária para provar que está tudo errado e abortar esse tipo de projeto.
Vejam no outro quadro, ao lado direito, que na mesma cidade existem meia dúzia de ruas identificadas coerentemente, tanto pelo tipo de placa usada como também no que se refere ao local exacto da colocação da mesma.
Dessa maneira, colocando a placa sempre na parede da casa ou prédio da esquina, quem procura sempre saberá onde o fazer. Evita-se até a colocação de canos nas calçadas que são mais um obstáculo para os pedestres, além de enfeiar ainda mais a cidade que já é horrível com esse emaranhado de fiação aérea e postes de concreto por todo o lado.
Também concordo se alguém disser que esse tipo de placa (ferro fundido ou chapa esmaltada) é muito cara. Todavia, elas duram uma eternidade.
Na bela cidade de Évora em Portugal, onde vivi e tenho a minha família, as ruas são todas identificadas com uma placa de azulejos amarelos e letra preta (poderia-se dizer amarelejos em vez de azulejos, talvez...) a cada esquina e sempre colocada nas casas das pontas ou tôpo de alguma travessa confluente. São placas grandes e bem visíveis. Jamais existe o desconforto de perder muito tempo precioso procurando. Sabe-se de antemão onde procurar a placa que identifica a rua com a certeza que as letras não sumiram com o rigor do tempo. Até mesmo, se um dia a casa tiver que ser demolida ou reformada, a placa será reaproveitada com toda a certeza.
Não posso afirmar neste momento, por falta de documentação, qual a idade desse tipo de placa. Mas sei que muitas têm mais de cem anos. Coloco um quadro de fotos ao lado direito que comprova isso.
A foto do canto inferior esquerdo é de um tempo muito remoto; talvez uns 120 anos. Repare-se que na esquina do prédio tem lá a placa do mesmo tipo que as demais.
A foto do canto inferior direito é referente a um famoso restaurante dos meus amigos irmãos Fialho e, como esquina que é tem a toponímica está correcta. Além disso, a placa do restaurante também é em azulejo.
Notaram que também existe uma placa em mármore com as letras em baixo relevo e pintadas de preto. Aparecem algumas em ruas que ficam externas ao centro histórico, fóra das muralhas medievais, portanto. Esse tipo de placa é o que se usa na minha cidade natal --- Estremoz. Afinal, lá é a terra do mármore. Esse tipo de placa perde em relação às de azulejos por a letra ser menor e a tinta desaparecer com o tempo. Aí eu proponho uma medida de que talvez ninguém se tenha lembrado: pintar as letras como pena alternativa decretada pela Justiça a réus de pequenas causas que tenham sido condenados.
E já que abordei aqui políticos, réus e placas de azulejos, ofereço-vos o quadro de duas fotos a seguir. Foi-me enviado por um amigo que móra lá em Oeiras, Portugal e a copiou da internet.
Sei que essa placa existiu lá, que foi colada sobre uma outra de mármore ou basalto durante campanha eleitoral. Agora parece que não está mais, até porque o gajo continúa sendo o manda-chuva do pedaço... Mas é uma ideia que poderá ser copiada. Afinal, colocam-se em ruas, pontes, avenidas, etc., nome de personalidades várias que de algum modo marcaram positiva e relevantemente a passagem por este mundo. Nada mais justo! Porém, acho que também devem ser lembrados para a posteridade os canalhas. Tudo isso dará lugar a que se analisem as duas vertentes e, assim, se tentará construir um mundo melhor com muito menos picarêtas e picaretagens.

sábado, fevereiro 04, 2012

Euro, qual Euro? -- Crise...


Sabem quem é Papademos Lucas (actual líder grego após a renúncia de Papandreou)?
Sabem quem é  Mariano Monti (agora à frente do governo italiano)?
Sabem quem é Mario Draghi (actual presidente do Banco Central Europeu)?
Sabem o que é Goldman Sachs?
Goldman Sachs: é um dos maiores bancos de investimento mundial e co-responsável directo, com outras entidades (como a agência de notação financeira Moody's), pela actual crise e um dos seus maiores beneficiários. Como exemplo, em 2007, a G.S. ganhou 4 bilhões de dólares em transacções que resultaram directamente do actual desastre da economia do EUA. O EUA ainda não se recuperaram das percas infligidas pelo sector especulativo e financeiro dos EUA.
Papademos: actual primeiro-ministro grego  na sequência da demissão de Papandreou. Atenção que não foi eleito pelo povo.
- Ex-governador do Federal Reserve Bank de Boston, entre 1993 e 1994.
- Vice-Presidente do Banco Central Europeu  2002-2010.
- Membro da Comissão Trilateral desde 1998, lobby neo-liberal fundado por Rockefeller, (dedicam-se a comprar políticos em troca de subornos).
- Ex-Governador do Banco Central da Grécia entre 1994 e 2002.  Falseou as contas do défice público do país com  o apoio activo da Goldman Sachs, o que levou, em grande parte à actual crise no país.
Mariano Monti: actual primeiro-ministro da Itália após a renúncia de Berlusconi. Atenção que não foi eleito pelo povo.
- O ex-director europeu da Comissão Trilateral mencionada acima.
- Ex-membro da equipe directiva do grupo Bilderberg.
- Conselheiro do Goldman Sachs durante o período em que esta ajudou a esconder o défice orçamental grego.
Mario Draghi: actual presidente do Banco Central Europeu para substituir Jean-Claude Trichet.
- O ex-director executivo do Banco Mundial entre 1985 e 1990.
- Vice-Presidente para a Europa do Goldman Sachs de 2002 a 2006, período durante o qual ocorreu o falseamento acima mencionado. Vejam tantas pessoas que trabalhavam para o Goldman Sachs...
Bem, que coincidência, todos do lado do Goldman Sachs. Aqueles que criaram a crise são agora apresentados como a única opção viável para sair dela, no que a imprensa americana está começando a chamar de "O governo da Goldman Sachs na Europa." Como é que eles fizeram?
Explicando:
Encorajaram Investidores  a investir em produtos secundários que sabiam ser " lixo ", ao mesmo tempo dedicaram-se a apostar em bolsa o seu fracasso. Isto é apenas a ponta do iceberg, e está bem documentado, podem investigar. Agora enquanto lêem esta matéria estão esperando na base da especulação sobre a dívida soberana italiana e seguidamente será a espanhola.
Tende-se a querer-nos fazer pensar que a crise foi uma espécie de deslizamento, mas a realidade sugere que por trás dela há uma vontade perfeitamente orquestrada de tomar o poder directo no nosso continente, num movimento sem precedentes na Europa do século XXI.
A estratégia dos grandes bancos de investimento e agências de rating é uma variante de outras realizadas anteriormente noutros continentes, tem vindo a desenvolver-se desde o início da crise e é, do meu ponto de vista, como se segue:
1. Afundar o país mediante especulação na bolsa de valores / mercado. Pomo-los loucos com medo do que dirão os mercados, que nós controlamos dia a dia.
2. Forçá-los a pedir dinheiro emprestado para, manter o Status-Quo ou simplesmente salvá-los da Banca Rota. Estes empréstimos são rigorosamente calculados para que os países não os possam pagar, como é o caso da Grécia que não poderia cobrir a sua dívida, mesmo que o governo vendesse todo o país, e não é metáfora, é matemática, aritmética.
3. Exigimos cortes sociais e privatizações, à custa dos cidadãos, sob a ameaça de que se os governos não as levam a cabo, os investidores irão retirar-se por medo de não serem capazes de recuperar o dinheiro investido na dívida desses países e noutros investimentos.
4. Cria-se um alto nível de descontentamento social, adequado para que o povo, já ouvido, aceite qualquer coisa para sair da situação.
5. Colocamos os nossos homens, onde mais nos convenha. Se acham que é ficção científica, informem-se: estas estratégias estão bem documentadas e têm sido usadas com diferentes variações ao longo do século XX e XXI  noutros países, nomeadamente na América Latina pelos Estados Unidos, quando se dedicavam, e continuam a dedicar-se na medida do possível, a asfixiar economicamente mediante a dívida externa por exemplo a países da América Central, criando instabilidade e descontentamento social usando isso para colocar no poder os líderes "simpáticos" aos seus interesses. Portanto nada disto tem a ver com o Euro. O Euro é uma moeda Forte, porque os investidores vêm ai carne para desossar; se não houvesse o Euro o ataque acontecia na mesma, só que se calhar os primeiros a cair não seriam os PIGS, mas a própria Alemanha, a Inglaterra etc.. Não é o Governo dos EUA, que defere estes golpes, mas sim a indústria financeira internacional,
principalmente a sediada em Wall Street(New York) e na City (Londres). É que, o que está acontecendo sob o olhar impotente e / ou cúmplice dos nossos governos é o maior assalto de sempre na história da humanidade à escala global; são autênticos golpes de estado e violações
flagrantes da soberania dos Estados e seus povos.

É fácil divulgar isto na internet. Digam aos vossos amigos, para repassar para qualquer um que possa estar interessado.
Se nos estão comendo vivos, as pessoas precisam saber. Estamos a
sofrer uma anexação pela via financeira, e esta é a realidade.

In Internet

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Mais uma vez ofereço o meu espaço para os camaradas organizadores deste Encontro anual. Espero, assim, que muitos tomem conhecimento do evento e se possam reunir passados que são tantos anos. Farei o possível para estar lá, apesar de ter estado em Portugal há muito pouco tempo. Gostaria de encontrar antigos companheiros do Destacamento do Serviço de Material (Balide-Díli1968/1970) e, lògicamente, de outras unidades militares, pois tinha amigos em todos os quadrantes.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

O Placar

A Praça do Geraldo, em Évora, é a sala de visitas da antiquíssima cidade alentejana. Muitos que ali vão pela primeira vez ou que lá regressam, quase sempre vão com a ideia fixa de visitar dois dos pontos mais interessantes, que são o Templo Romano e a Capela dos Ossos. Porém, inevitavelmente estarão na Praça a qualquer momento.
Mas hoje não me vou ater à Praça em si. A sua bela fonte manuelina, a arcada, os prédios, serão tema de outra oportunidade. Vou, antes, focar algo que faz parte do dia a dia dos eborenses.
Este trecho da Praça é, sem dúvida, o mais movimentado pelos pedestres. Há dez anos atrás, quando lá estivera da última vez, não tinham sido ali colocados os actuais bancos que, este ano que findou,  foram ponto de descanso para as minhas pernas e de proseado com alguns amigos. É um reduto da chamada terceira idade e ali reencontrei uma penca de conhecidos e amigos...
Ali, numa das colunas da arcada, tem um placar mantido pela Câmara Municipal e aos cuidados do velho amigo Lisboa, um engraxador de profissão e que como bico se encarrega de colocar e retirar avisos e cartazes. Na verdade, quase que exclusivamente notícias do obituário.
Os eborenses que por ali passam, todos eles se dirigem ao placar para saber quem morreu. Alguns até chegam a telefonar a algum amigo que por ali esteja para lhe perguntar as notícias...
Eu, claro, nunca fugi à regra. Não só durante os anos em que vivi em Évora, como também nos períodos em que lá venha a permanecer actualmente.
Pela óptita do observador atento e mantendo uma certa distância do placar, notam-se expressões, as mais diversas, pelos que acabam de ler os avisos de falecimento: estupefacção, ironia, tristeza e frustração. Jamais de alegria porque, mesmo a sentindo, nunca ninguém se propõe a exteriorizá-la em público...
Não sou psicólogo para poder oferecer uma exlicação científica, mas notei que a mais comum das expressões é realmente a de frustração. Não exactamente por ali não estar o nome e fotografia de um conhecido, mas por ali só estar gente desconhecida. É complicado o ser humano!...


terça-feira, janeiro 03, 2012

E-mail

Graças a um comentário aqui feito, apercebi-me de problemas havidos com as funções de envio de e-mail para mim. Era um erro nas configurações do Outlook que já está solucionado.
Agora, quem quiser, poder-se-á comunicar comigo por aquele meio tranquilamente e eu desde já agradeço.

sábado, dezembro 31, 2011

Dicas Windows XP


Quando se tenta trabalhar com fotos no Windows XP, no menu "Modos de exibição" o item "Miniaturas" não funciona.
Tenho visto na internet muitas perguntas sobre solucão desse problema e constatei haver muita dificuldade em responder ou que as respostas não satisfazem, por motivos variados.
Tenho a dica para solução desse problema, pois também sofri muito com ele: vá em "Iniciar" -- "Executar" e digite............................................................... regsvr32% windir%\system\shimgvw.dll depois clique em ok e pronto. Problema resolvido. Repare que entre o 32% e windir tem um espaço...

segunda-feira, dezembro 26, 2011

Velho Artesão

Tinha prometido a mim próprio que iria contar esta vivência no blog e cá estou eu, apesar de quase 3 meses já se terem passado sobre o acontecimento.

Outubro passado, logo nos primeiros dias de estadia em Évora, fui buscar um dos meus netos na Escola de São Mamede. Velha conhecida esta escola pois que, além de eu ter endereço naquela Freguesia (quando em Portugal), um dos filhos brasileiros também estudou lá.

Parece meio confusa esta colocação, não é? Sim, para os que não me conhecem ou pouco sabem a meu respeito, eu sou um cidadão do Mundo e por muitos lugares já assentei arraial com uma ou outra família. Realmente uma verdadeira confusão...

Voltemos ao âmago da questão para eu falar do Sr. Isidro. Velho artesão de 96 anos de idade que tem uma aparência muito semelhante à minha de 66... Parabéns para ele!

A Rua da Mouraria desemboca no Largo de São Mamede e por ela eu ía caminhando desde o seu começo na Rua de Avis. Quase no final, pegado onde outrora morou o falecido grande amigo Gabriel (Lambuça) notei haver ali um grande portão, aberto, e lá dentro um senhor idoso rodeado de inúmeros trabalhos artesanais que ele próprio confecciona. E o que mais me chamou a atenção fôram as esculturas em cortiça pois que, modéstia à parte, era coisa que eu fazia muito bem nas aulas de trabalhos manuais do curso secundário que eu fiz em Évora. Era meu parceiro na confecção  dessas esculturas o Sardinha colega que eu não vejo desde antanho e tão pouco sei se  vivo será.

Lògicamente que não lhe contei sobre a minha veia artística neste campo, pois conheço muito bem o interior dos alentejanos, principalmente no que diz respeio à sua sensibilidade. Mas outros tipos de trabalho eu verifiquei que aquele artista fazia bem: latoaria com peças perfeitas e funcionais e pintura. Ali eu vi alguns esboços e um retrato do grande toureiro português que foi Manuel dos Santos. Versatilidade!
 
Mostrou-se muito interessado em me falar sobre o seu trabalho da multidão de turistas que pela sua oficina passa. E eu ía fazendo as minhas perguntas, mais até para que ele mantivesse toda a disponibilidade. E às tantas, apontando para duas fiadas de garrafas perguntou-me se eu sabia do que se tratava. Parece que quase todos erravam na resposta quando indagados como eu. Mas o meu olho de lince viu que a primeira garrafa tinha uma pequena etiqueta com as letras "do" o que ràpidamente me levou a deduzir e afirmar que se tratava de uma escala musical e, portanto um tipo de instrumento. Na môsca!

Acertei e o senhor Isidro ficou feliz por isso. Foi quando ele pegou em duas batutas e começou a tocar Aquarela do Brasil. Eu não queria acreditar no que estava vendo e ouvindo e vocês podem ter a certeza que foi isso mesmo.


sábado, dezembro 24, 2011

Volta ao Brasil

Dois meses e uma semana passados em Portugal. Eram para ser sómente dois meses, não fôra aquela ameaça de greve dos pilotos da TAP que me obrigou a ficar mais um tempo. Por sorte que o dinheiro chegou. E se não chegasse, eles também não me indemnizaríam certamente, pois há que atender as directrizes da troika, do FMI, enfim. É sempre pau no cú do pobre, como sempre foi e sempre será.
Foram dias maravilhosos que por lá passei e isso em todos os imaginários aspectos. Encontrei e convivi com muitos dos meus velhos amigos, conheci outros, reafirmei amizade com algns internautas. Lamentei muito não ter podido conhecer mais, mas fica para a próxima oportunidade.
O mais importante, porém, foi o convívio com a família. Afinal, lá na terrinha eu também tenho família...
Todos os dias que estive em Évora passava algumas horas ao lado de minha mãe. Convivi muito com os meus 3 filhos e com os meus 4 netos. E, muito importante para assinalar, retomei uma amizade muito especial com a minha ex mulher, pois concluímos não ser interessante alimentar velhas richas, mal entendidos e teimosias. Ela era o fulcro de toda essa convivência familiar, não só porque está em contacto permanente com os nossos filhos, mas porque também cuida da minha velhota.
Inesquecíveis serão sempre os momentos gastronómicos. Portugal tem a melhor gastronomia do Mundo e todos precisam saber disso. Eu serei sempre incansável nessa propagação.
Por incrível que pareça, almoçando todos os dias como um verdadeiro monarca, ainda emagreci 10 kilos. Isso só se explica pela nobreza dos pratos e excelência dos vinhos...
Hoje já se passou uma semana que regressei ao Brasil. Aos poucos fui-me ambientando, pois as mudanças são bruscas e muito acentuadas...
As minhas plantas e árvores, com que muito convivo e dialógo nos momentos em que me afasto um pouco das pessoas, estavam lindas. Principalmente as roseiras e a aceroleira, esta já carregada de frutos vermelhinhos, saborosos e nutritivos. A mangueira coquinho também carregada de mangas. Os netos brincando na rua e muita molecada soltando pipa. São visões que nos dão muito ânimo e nos convencem de que os tempos ainda são muito bons, como os de antigamente. É triste verificar que na Europa não se vêm mais essas coisas, talvez porque por lá pensem que são mais evoluídos... Mas hoje eu não estou aqui para dizer mal de quem quer que seja. Quero simplesmente dar notícias aos meus amigos dos dois lados da poça grande e apontar semelhanças e diferenças do meu quotidiano e da vivência nos dois países.
No Bar do Gaúcho as coisas continúam como dantes e, para a readaptação ser triunfal, hoje teve churrasco e leitão assado. Muita fartura, grátis, regada com muitas loirinhas de vários tipos e tamanhos. Aqui, aquele delicioso vinho alentejano não tem lugar... Também, com quase 40 graus ao cair da tarde, só temos que tomar banho de cerveja...
Logo pela manhã fui avisado de que haveria uma churrasco ao cair da tarde e, como sempre gentileza da casa. Só se pagam as bebidas.
A hora prevista lá me fui aproximando e já de longe se via um grupo com as cadeiras na calçada, informalidade que por aqui muito se vê e que não adianta proibir em certos lugares, principalmente nos bairros fóra da área central. Não que aqui seja a voz do povo quem mais ordena (...), mas a sua alegria está acima de todas as coisas. Até um pouquinho da rua invadimos e a própria polícia chega a dar adeusinho nas suas esporádicas passagens. E estes só não param para tomar uma cervejinha porque daria muito nas vistas...
Belíssimas e escolhidas peças de carne o Gaúcho exibe na preparação do churrasco e só de olhar escorrega mais uma loirinha pela goela abaixo...
E, como sempre, tudo muito gostoso; desde aquele maravilhoso vinagrete até ao próprio pãozinho francês. 
Quando já todos pensávamos que a festança iria parar por ali e que pouca prosa correria mais, eis que chega um belíssimo leitão assado! Haja estômago e vontade de comer e beber para enfardar tudo e mais alguma coisa. Mas é assim mesmo aqui no meu Brasil, do mesmo modo que é no meu Portugal. Quando toca a comer e beber, as coisas são muito semelhantes. A alegria transborda, as brincadeiras entre os amigos são idênticas. Talvez aqui no Brasil haja uma maior descontracção e mais irreverência que, por sinal, alguns portugueses que eu bem conheço não gostam e mostram uma certa relutância (alô Coimbra!...).
Como tudo o que é bom tem o seu término mais rápido, este encontro de amigos foi-se esvaiando e eu tive ainda que sair dali mais cêdo porque amanhã a véspera de Natal vai ser muito movimentada e, por isso, deverá ser um árduo dia de trabalho a que eu já andava um pouco desacostumado...
Ainda dediquei um tempo a escrever estas linhas para desenferrujar o blog e me comunicar um pouco mais, algo que hoje esteve muito complicado, principalmente no download das fotos que teimava em não ter sucesso...
Aproveito para desejar um Feliz Natal a todos os que por aqui passam e me dão o prazer dos seus comentários ou, quanto mais não seja, dessa companhia virtual.
Tenho feito muitos amigos neste e outros espaços cibernéticos, tendo muitas dessas amizades virtuais se tornado reais. Espero que o próximo ano seja pródigo nesse aspecto.

sexta-feira, novembro 25, 2011

Meu Coração é Vermelho

O último jogo de futebol a que assisti pessoalmente aqui em Portugal foi um Benfica x Milan e ainda no antigo e famosíssimo Estádio da Luz. Isto há dez anos atrás, quando da minha última viagem ao meu país.
Ontem um grande amigo benfiquista veio buscar-me na casa de minha filha, em Sintra. A ideia principal era ir-mos almoçar juntos mas... como estávamos muito perto, fui levado a conhecer a nova "Catedral" e,  como todos os benfiquistas fazem, visitar o "primo" e junto a ele tirar a tradicional foto.

Pode parecer uma babaquice, algo um tanto ou quanto brega, mas a realidade é que essa avaliação é sempre feita por alguém que está do lado de lá, mas um acto de grande sentimentalidade por parte de quem o pratica. E não ficarei por aí, pois também penso ser fotografado ao lado do outro grande "companheiro", o Fernando Pessoa lá no Chiado tomando um cafézinho na "A Brasileira"...
Uma coisa é verdadeira: aqui em Portugal, como no Brasil, o meu coração é vermelho!

domingo, novembro 20, 2011

Coimbra Tem Mais Encantos

Nas minhas andanças pelo meu Portugal, noto que muita coisa está a mudar. Até nesta minha maneira de escrever quando não uso o gerúndio como até então... A grande mudança, no entanto, está na área desportiva, mais exactamente na futebolística.
Nesta última quinta-feira, já tinha passado a primeira noite em Coimbra, estava muito doente com grave problema estomacal e foi inevitável a minha ida às urgências do Hospital Universitário. Nos momentos em que decorriam os trâmites de inscrição, notei que estava ali na parede o emblema da Associação Académica de Coimbra. Há quanto tempo eu não via aquele emblema, ou mesmo me debruçava a pensar no time!? Comecei a lembrar-me do quanto a Académica foi um time importante nos tempos da minha infância e juventude, ao lado de outros que já não existem, como Lusitano, CUF, enfim. Veio ao de cima aquele carinho que sempre nutri e comecei a lembrar-me de detalhes de antanho como os nomes de Wilson e Rocha, este último certamente o mais célebre doutor-jogador de todos os tempos.
Ciente que a Académica iria jogar com o Porto (ontem), e sabedor depois que a Académica não ganhava do dragão há 41 anos, só faltou rezar, porque rezar eu não sei. Até aceitei a possibilidade de um milagre, apesar de neles também não acreditar. Afinal, ali a Rainha Santa operara o célebre milagre das rosas frente a seu esposo El Rei D. Dinis. Talvez um outro regaço viesse a oferecer algo parecido...
E não é que milagres acontecem?! Pois ontem, a Académica de Coimbra venceu o Porto por 3 a zero. Goleada! Derrube de tabú! Mais uma lavagem de alma para o meu Benfica do coração e a contestação de que muita coisa está mudando na área dos tripeiros, o que já não era sem tempo.
Hoje acordei cantando fados de Coimbra, com a minha saúde restabelecida e o espírito jovial e alegre...

sábado, novembro 05, 2011

Carraspana

Em Portugal todos sabem o que é carraspana, o título da minha crónica de hoje. No Brasil não se usa esse termo mas alguns outros que significam a mesma coisa. Aliás, também em Portugal existem  muitos mais.
Quando cheguei a Évora naquele dia 13 de Outubro, as primeiras pessoas a visitar foram, lògicamente, os familiares e de pronto tratei de arrumar a minha hospedagem na casa de minha mãe. No dia seguinte parti para uma pequena digressão pelos recantos da cidade em busca dos amigos. Eu já estava preparado para algumas surpresas, mas não para tantas, pois muitos deles já partiram para outra dimensão. Lamentei as perdas e fui encontrando os ainda vivos.
Nessa tarde de quinta-feira, conversando com o amigo Manata, velho companheiro de caçadas e pescarias, fui convidado para um almoço de lebres assadas na casa de um outro amigo comum na segunda-feira seguinte.
Chegado o dia, como não era muito longe --- uns 6 km apenas, fui andando a caminho da casa do casal Dulce e Prezado. E foi agradável a caminhada, pois passei por locais em que não passava há muitos anos. Como a velha Fábrica dos Leões, outrora uma grande potência no ramo das massas alimentícias e onde mamãe trabalhou por muitos anos com grande sacrifício. Hoje, ali, é uma dependência da Universidade de Évora.
Cheguei ao destino e pela fresta do portão vi o meu amigo com a arma na mão tentando afugentar aqueles pardais que não caíssem com os chumbinhos da pressão; era a veia de caçador em acção...
Fui o primeiro a chegar e o anfitrião tão pouco sabia que eu tinha sido convidado... Mas essas coisas não têm a mínima importância no nosso tipo de relacionamento entre amigos. As lebres estavam a assar. Os demais foram chegando e foram-me apresentados os que não conhecia.
Enquanto as lebres assavam, saboreámos umas deliciosas ameijoas. O vinho, um maravilhoso tinto alentejano, foi correndo goela abaixo de cada um dos presentes e esgotava-se uma garrafa atrás da outra.
Finalmente chegaram as lebres á mesa. O aroma maravilhoso e o sabor divino. Coisa da Deusa romana da caça, a nossa muito conhecida Diana que tem na cidade um grande templo em sua homenagem... Sei que há muitos anos eu não tinha tão grande prazer à mesa, pois caça sòmente aqui.
Comidas as lebres muito bem regadas, tomámos uma maravilhosa aguardente de medronhos que veio directamente do Algarve para nós. Não imaginam a octanagem daquela bebida caseira... E o pessoal não se contentou em saborear um gole e sim o cálice cheio a ser emborcado.
Não satisfeitos, arrematámos com um tradicional Licor Beirão e a desgraça foi assim configurada com dois "estrangeiros" na mesa alentejana --- um algarvio e outro beirão.
Eu vi que os companheiros foram-se retirando aos poucos e quando dei por mim, estava só com os anfitriões. Vim embora também e do mesmo modo que fui regressei. Do mesmo modo? Não! Tudo me pareceu estar fora do lugar naquela noite estrelada. Até mesmo as estrelas me confundiam, se é que eu tinha naquele momento capacidade para distinguir o mapeamento celeste dos dois hemisférios...
Reconheci que estava muito mal e reconheço que há muitos, muitos anos eu não apanhava uma carraspana daquele calibre. Achando-me perdido e incapacitado, ainda tive o descernimento de apertar a tecla no telemóvel para pedir à mãe dos meus filhos (ex esposa) que mandasse um taxi para me pegar. Era a única tábua de salvação. Mas do outro lado ouvi: "Jamais aturei bebedeiras na minha vida e não será hoje que irei aturar!". Interpretei isso como uma incompreensão e falta de solidariedade, achando mesmo que foi desrespeitado um certo Código de Ética que costuma estar afixado nas paredes dos bares.

quinta-feira, novembro 03, 2011

Crise Portuguesa

Crise? --- Tá bem, ò parente!
Estou aqui na terrinha há quase um mês e, adicionando no prato da balança os conhecimentos teóricos da informação que trouxe com o que tenho vivido no local, o fiel indica para a ignorância, estupidez, erros macro e micro económicos, comodismo e uma enchente de adjectivos mais. Este é um país que poderia ter uma situação análoga à Suissa, Luxemburgo e outros pequenos que sempre estão na crista da onda quanto a estabilidade e níveis de cultura e vida dos seus cidadãos.
Tenho necessidade premente de uso de um carro para as minhas deslocações a outros pontos do país, pois é mais viável que estar dependendo de autocarros ou comboios com tudo o que os horários atrapalham no desajuste e as hospedagens que poderão ser evitadas. Assim, tentei alugar um carro pela internet e achei o mais barato oferecido por 130 Euros por 13 dias na Eurocar. Isso daria 10 paus por dia. Tentei fechar a reserva antecipada, mas não obtive êxito porque o meu cartão é de débito e só aceitam de crédito...
No dia seguinte dirigi-me à loja de rent a car referida, na agência local de Évora. Aí recebi o primeiro baque ao ser informado que na internet o aluguer custaria os referidos 130 Euros, e que o preço passaria para 450. Porra! É mais que o triplo. Uma justificativa para isso a funcionária não me soube dar. E foi confirmado que, mesmo que eu aceitasse pelo novo preço fóra da internet, só com cartão de crédito. E nem com dinheiro vivo e caução extra... Não houve negócio e eu continuei a pé.
Há duas semanas atrás, ao passear pelo Rossio de Estremoz, notei que um grupo grande de turistas se dirigiu a uma daquelas tendas que vendem artesanato, principalmente artigos de barro. Não tinha ninguém para atendê-los, mesmo eles tendo rodeado o local e ali terem gasto 2 ou 3 minutos. Retiraram-se! Depois é que a proprietária do local abriu a porta do carro, onde estava refastelada num banco, saíu para fóra, bocejou, se espreguiçou e voltou a dormir a sesta.
Hoje voltei ao Mercado de Évora e lá fui comprar umas frutas. Claro que não me dirigi àquele box onde na passada semana fui mal tratado, caso que relatei aqui numa crónica.
Estes são pequenos exemplos de coisas que estão erradas por aqui e que certamente se verificam por todo o país. Imagine-se o estrago que é, junto com o que os sucessivos governos pós 25 de Abril por aqui plantaram.