quarta-feira, setembro 23, 2009

Sapatos

“Meu sapato já furou/Minha roupa já rasgou/E não tenho onde morar…”
Lembrei-me, agora, dessa modinha da MPB e também da filipina Imelda Marcos. E o que tem uma coisa a ver com a outra ou o que o quê tem a ver com quem, etc. e tal? --- Tudo a ver!
Há poucos momentos postei um comentário no blog de uma grande amiga, em matéria que abordava a vida depois dos sessenta. E porque eu já passei essa linha do tempo e, também, se antes já era um tanto ou quanto desleixado, passei a ser muito mais e conscientemente.
Normalmente, ando sempre de bermudas, sandálias ou até mesmo descalço, dependendo de como me sinta melhor e pouco ligando para a torcida. É o meu jeito de ser…
A última vez que tinha calçado um par de sapatos, se bem me lembro, foi há oito anos atrás, quando duma viagem a Portugal. De há uns dias para cá comecei a usar um par novo tipo mocassino e sem meias, usufruindo ainda assim daquela liberdade e informalidade.
Fui forçado a quebrar a rotina porque comecei a ter aquele problema de calcanhar rachado, não só por culpa das sandálias, mas também por causa da idade que começa a oferecer-nos essas e outras novidades…
Logo a seguir ao comentário acima referido, também escrevi no Twitter algo sobre os meus sapatos. É que hoje de manhã, enquanto trabalhava (trabalho ao ar livre), um pequeno tornado, com chuva forte, apanhou-me de surpresa e eu virei um verdadeiro pinto calçudo.
Coloquei os meus sapatos para secar, mas não vai dar tempo. Os outros dois ou três pares que tenho guardados, não me servem mais e o mesmo teria acontecido se milhares de pares tivesse como Imelda tinha.
Amanhã calçarei as minhas franciscanas nòvamente. Parece, mas não é uma miséria franciscana…

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