Eu estava no bar e vi aquelas imagens em que o gordinho Casey Heynes levantou no ar o magricela Richard Gale e o deixou despencar, em seguida, como se fôsse um boneco de trapo. Não tinha assistido ao vídeo desde o início e, pelo que observei, a minha revolta e ira contra Casey foram impetuosas e imediatas. Só depois eu vi a repetição de tudo e tive que trocar o lugar dos personagens e, consequentemente, a minha opinião.
Quando vi que se tratava de mais um caso de bullying, de entre milhares que diàriamente acontecem por esse mundo afóra, não tive como evitar uma vibração de apoio ao gordinho Casey. Dirão os mais púdicos e moralistas que aqui não se tem que apoiar ninguém. Mas não é bem assim. Acabo até de ver na internet que são muitos milhares de pessoas que tiveram esse mesmo sentimento de aprovação ao desfecho do episódio.
Neste caso que já é mundialmente famoso eu me vi projectado num espelho. Todavia, comigo não houve noticias a respeito e pràticamente só os dois intervenientes guardaram isso para eles. Pelo menos eu nem com os meus pais comentei o acontecido.
Aquele era mais um dia como tantos outros em que saía da Escola do Caldeiro no final da tarde. Lembro-me, como se hoje fôsse, que chovia e fazia um frio tremendo. Tinha eu 8 anos naquele 1953. As minhas pernas que só conheceram uma calça comprida quando eu fiz 12 anos, ostentavam aqueles calções surrados; usava um capote de saragoça com um cinto de fivela.
Subindo a Rua Serpa Pinto em direcção ao Rossio e aos Telheiros, onde morava, mais uma vez lá estava parado no passeio aquele colega de escola, o Rato, que gostava muito de me bater. Apanhei dele muitas vezes e jamais me queixei a alguém. Se contasse isso ao meu pai, sabia que apanharia dele também por não ser valente o suficiente para me defender...
Mas nesse dia eu tive o tempo suficiente para arquitectar algo diferente que, covenhamos, poderia ter sido muito ruim para mim; um tiro que poderia ter saído pela culatra... E lá fui eu andando e ordenando as minhas ideias. Cheguei perto, a um passo apenas e o meu desafecto já preparava o primeiro golpe quando, de repente, saquei o cinto do capote e atirei a parte da fivela na direcção do seu rôsto. Vi o sangue jorrar de um enorme rasgão do seu rôsto. Não fugi correndo; continuei andando até minha casa.
Aquilo se passou ali e ali foi enterrado. Nem os pais do Rato se pronunciaram a respeito, se bem que eu sempre evitava passar defronte à sua carvoaria na Rua dos Currais. Talvez eu venha a encontrar a minha vítima, ou meu algoz, quando da minha próxima estadia em Estremoz. Terei a curiosidade de saber se alguma cicatriz existe no seu rôsto, mas faço votos que não...
Bullying é um estrangeirismo que adoptámos muito recentemente, como se essas coisas só começassem a existir agora. A verdade é que essa prática já vem de tempos muito remotos e para nós tinham outros termos de denominação. Vai ser difícil terminar...
quarta-feira, março 30, 2011
segunda-feira, março 28, 2011
Goleiros e Artilheiros
O tema de hoje é futebol, mas nada tem a ver com preferências clubistas. Vou abordar a parte técnica dentro dos parâmetros do que me é permitido visualizar e opinar pois que, não jogando futebol profissionalmente e não participando da cartolagem, ainda assim estou incluído nesse mundo como torcedor, adepto e por algumas defesas e dribles que fiz amadoristicamente a lazer em tempos mais remotos. E nós, torcedores, é que fazemos a coisa girar...
Ontem defrontaram-se em Barueri nada mais nada menos que São Paulo e Corinthians em mais um jogo do calendário do campeonato paulista. Juntamente com o Palmeiras, são a nata do futebol do Estado e eu detesto todos eles enquanto torcedor do meu querido gaúcho Internacional... Mas era um jogo interessantíssimo, de muita espectativa, pois estavam em cartaz a possibilidade do goleiro Rogério Ceni (São Paulo) fazer o seu centésimo gol e a quebra de um jejum de vitórias do mesmo São Paulo sobre o adversário.
Perguntarão (?) alguns que estiverem lendo esta minha crónica, se eu não me enganei ao colocar o goleiro como artilheiro. Coloco este apêndice exactamente por saber que alguns dos que passam pela minha página são de países diferentes e pouco familiarizados com o futebol brasileiro extra seleção.
Sim! Rogério Ceni é cognominado aqui como o goleiro-artilheiro. Duas vertentes concorrem para que ele tenha um refinamento na habilidade de artilheiro --- a visão e "pensamento" do goleiro que está do lado de lá e o muito treinamento na execução de faltas. Como goleiro e como a maioria dos grandes, também já deu muitos frangos e até lhe ficaria bem o título de goleiro-frangueiro-artilheiro...
Já estou imaginando os comentários que a minha crónica receberá por parte de são paulinos "alterados". Todavia, desde que não sejam malcriadas e ofensivas como as que vez ou outra recebo por parte de "anónimos" covardes --- covardes exactamente por se esconderem atrás do anonimato ---, publicá-las-ei de bom grado.
Deixei a pena escrever leve e solta e ainda não entrei no mérito da questão. Entrarei agora com a afirmação peremptória que goleiro é para defender a sua baliza (redes) e não para ir marcar gols no campo do adversário. Afinal, para que servem as demarcações de pequena e grande área?
Dentre o que estabeleceu como serventia dessa marcação de linhas, uma das funções é que dentro de todo aquele espaço o goleiro pode jogar com as mãos. Só ele tem esse privilégio de jogar com os pés e com as mãos. Na pequena área ele ainda tem a vantagem de ser seu território exclusivo e preferencial que lhe dá o benefício da dúvida em presumíveis cargas que recebe do adversário. E e aqui que está o busilis da coisa...
Marcadores:
artilheiros,
baliza,
Barueri,
Corinthians,
Futebol,
GOL,
goleiro-artilheiro,
Goleiros,
grande área,
Guarda redes,
Paulistão,
Rogério Ceni,
São Paulo
sexta-feira, março 18, 2011
Contra a maré
| Des. de João Montanaro publicado na Folha um dia depois da tragédia |
Na pretérita Quinta-feira, dia 17, o jornal "Folha de S. Paulo publicou a seguinte matéria no seu caderno "Ilustrada":
Contra a maré
Cartunistas avaliam charge de João Montanaro, na Folha , que causou desconforto por retratar
Cartunistas avaliam charge de João Montanaro, na Folha , que causou desconforto por retratar
tsunami
DIOGO BERCITO
DE SÃO PAULO
O cartunista da Folha João Montanaro, 14, achava que a charge dele publicada no último sábado, 12/3, "passaria despercebida".
DE SÃO PAULO
O cartunista da Folha João Montanaro, 14, achava que a charge dele publicada no último sábado, 12/3, "passaria despercebida".
Mas o desenho de uma onda carregando destroços, veiculada um dia após o tsunami que devastou o norte do Japão, foi o tema mais comentado nas cartas enviadas ao jornal nos dias seguintes.
Alguns leitores apontam desrespeito ao retratar a tragédia, e a discussão chegou à escola em que estuda. Ele foi chamado de "babaca" por colegas. Entre artistas, porém, o desenho foi elogiado.
A ilustração toma como inspiração a xilogravura "A Grande Onda de Kanagawa", de Katsushika Hokusai (1760-1849), realizada entre 1830 e 1833. Nesta versão, ganhou destroços flutuantes, fogo e uma usina nuclear.
A opção de reaproveitar um símbolo da cultura japonesa é um dos aspectos da charge que recebem ao mesmo tempo críticas e loas.
"Os japoneses prezam muito seus ícones", explica a pesquisadora Sonia Luyten, autora de "Cultura Pop Japonesa" (ed. Hedra). "Além disso, não é hora de tocar nesse assunto, acho inoportuno."
Já o artista Ziraldo vê a referência por outro enfoque. "É uma homenagem à arte japonesa! Eu gostaria de ter tido essa mesma ideia."
O quadrinista Gabriel Bá, que publica na Ilustrada, também apoia a sacada. "O artista tem que dar a cara a bater. Ele foi corajoso."
Nesta altura dos acontecimentos o meu pensamento foi instantâneamente para um dos meus netos, aquele que comigo reside aqui no Brasil, pois que além de ter o dom para o desenho e a pintura (estuda arte Mangá), conhece muito dos desenhos e gravuras japonesas, principalmente as peças importantes e tem o descernimento de comparar algo com alguma coisa; foi o caso do pequeno/grande Montanaro.
Na gravura japonesa uma grande onda ameaça alguns barcos de pescadores e, ao fundo, está o Monte Fuji. Aliás, em mais de três dezenas dessas gravuras do mesmo autor, sempre se retrata o célebre Monte. É uma imagem que ocorreu ao cartunista quando se deparou com as imagens do tsunami e aqui, quando ele retrata a mesma onda com os novos ingredientes, de maneira alguma está colocando uma pitada de humor. Ele simplesmente esta fazendo uma comparação e é isso que muitos imbecis não entenderam e inundaram a mídea com comentários idiotas.
Se algum trabalho do meu piá sofresse o tipo de crítica destrutiva que está recebendo o trabalho do puto paulista, eu teria virado o capêta! É muita igorância e toda a tinta gasta deveria ser aproveitada para comentar outros lances actuais como a discriminação a japoneses e seus produtos ou os incentivos fiscais a Bethânia e outros que tais.
E assim eu continúo escrevendo com a língua afiada e uma espécie de revolta e mau humor. Não me dão chances de mudar...
quarta-feira, março 16, 2011
terça-feira, março 15, 2011
Crime Ambiental
Estamos de luto!
As capivaras confinadas no Lago do Café desde 2008 acabaram de ser
covardemente abatidas nesta noite triste de 12.03.2011, num ato criminoso e
cruel executado “na calada da noite”. Criminoso tem que agir à noite
mesmo, evitando os olhares das testemunhas.
Não
apenas a população de Campinas mas toda a sociedade brasileira está de luto por
esse crime ambiental sem precedentes, arquitetado sem fundamentação
técnica e fora dos preceitos da legalidade e publicidade que devem pautar os
atos da administração pública.
Essa
Prefeitura negligenciou e certamente continuará negligenciando a
manutenção e limpeza dos Parques de Campinas e esses animais, patrimônio da
fauna brasileira, tirados de seu habitat por V.Sas. para entretenimento dos
visitantes do parque, tiveram o azar de serem entregues à tutela dessa
administração pública inconseqüente. Não tiveram qualidade de vida desde o confinamento
e hoje foram cruelmente assassinadas.
Estamos
de luto!
Sabemos
que não foram feitos exames para confirmar se nessas capivaras estavam de fato
contaminadas com a bactéria da febre maculosa.
Sabemos
que existem estudos técnicos que comprovam que as capivaras se auto-imunizam
com o tempo e passam a não representar mais ameaça à população humana,
mas o Sr. Secretário de Saúde, no pedestal de seu abuso de poder, ignorou esses
estudos e outras evidências, agindo como um déspota ensandecido, levou às
últimas conseqüências uma decisão arbitrária, equivocada e fora da Lei.
Sabemos
que enquanto V.Sas. acusavam as capivaras de ameaça a população, mantiveram
pessoas morando e trabalhando no Parque sem qualquer proteção. Portanto, se
fosse verdadeira a afirmação de risco à saúde pública, a própria Prefeitura é
ré confessa ao permitir que essas pessoas tivessem permanecido no local sem
equipamentos de segurança.
Sabemos
que não houve desde 2006 nenhuma notificação oficial de febre maculosa no
município de Campinas para a Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria
de Estado da Saúde de São Paulo!
Sabemos
que é mentira que essa questão foi discutida com entidades de proteção e
ambientalistas. Não há ata de nenhuma reunião realizada porque elas nunca existiram.
Sabemos
do projeto que será implementado no Parque e quando a obra começar será a
confissão do crime de falsidade ideológica que acobertou essas mortes
desnecessárias.
Estamos
de luto! Mas não somos otários e guardaremos bem os seus nomes para as gerações
futuras saberem que são covardes.
Lutávamos para que a Constituição Brasileira fosse respeitada por
V.Sas. e que essa questão fosse conduzida com transparência e legitimidade, nos
termos artigo 37 da CF; que os vários segmentos da sociedade fossem
tratados com o devido apreço e seus representantes participassem das
discussões; que especialistas fossem ouvidos e pudessem apresentar seus
argumentos com base em estudos e conhecimento técnico; que o debate fosse amplo
e pautado na verdade. E não entendemos porque o IBAMA compactuou dessa
ilegalidade declarada e se negou a ouvir nosso clamor pela justiça.
E
mais, esperávamos que V. Sas. respeitassem o artigo 5 da Constituição Federal,
que nos garante o direito de ampla defesa e contraditório. E a divulgação da
decisão da Justiça de Primeira Instância como vitória e modelo de crime
ambiental já autorizado a ser perpetrado em todo o Brasil. Foi uma afronta à
Carta Magna do país essa Prefeitura não aguardar o devido processo legal e ter
optado pelo crime noturno antes do prazo de 5 dias assegurado para recurso.
Estamos
de luto! Mas não vamos nos calar nem aceitar que interesses escusos dessa
administração se sobreponham a vida de animais silvestres da fauna brasileira,
nem que qualquer Órgão da Administração Pública seja omisso ou conivente com
essa barbárie!
Assinado,
SOCIEDADE BRASILEIRA EM
LUTO E JÁ CANSADA DOS DESMANDOS DOS ADMINISTRADORES PÚBLICOS COMO V.SAS..
In Internet
Foto: Cedoc/RAC
domingo, março 13, 2011
Desastres nucleares
Nestes dias postei algumas pequenas mensagens no Facebook, como sempre posto, referentes a acontecimentos do dia-a-dia. A situação inerente aos últimos desastres no Japão não escaparam. E como há sempre algum humor meio sarcástico em muita coisa que escrevo, chego a receber comentários ou críticas no sentido de que não devo brincar com certas coisas muito sérias... E não brinco! É o que eu sinto exposto por palavras colocadas de uma outra forma não tão convencional...
Terramotos e consequentes tsunamis (a palavra é japonesa e significa cais + onda), são desastres que podem ocorrer em qualquer parte do Mundo. Os tsunamis até que estão mais na moda actualmente, mas até o que ocorreu após o grande terramoto de 1755 em Lisboa nada mais foi que um deles. E por isso não vou aqui culpar os japoneses. Mas culpo-os, e muito, no que se refere à explosão que ocorreu na central nuclear de Fukushima. E o governo não tem perdão por isso.
A
explosão que ocorreu ontem na central nuclear de Fukushima I foi a pior
desde Chernobil, mas não tão grave quanto esta. Aí eu já coloco as minhas dúvidas, pois é muito cedo para esse tipo de avaliação e sempre desconfio desses dados por muitos motivos. O acidente causado pelo sismo de sexta-feira obrigou
cerca de 140 mil pessoas que viviam na região, a 240 quilómetros a
nordeste de Tóquio, a abandonarem as suas casas devido à poluição
radioactiva. A explosão foi classificada ontem de nível 4 na Escala
Internacional de Acontecimentos Nucleares, pela Agência de Segurança
Nuclear e Industrial japonesa.
Eu acho que o Japão, depois que os americanos, covardemente, lançaram sobre o seu país as bombas de Hiroshima e Nagazaki, jamais deveria ser amigo dos EEUU e, paralelamente, jamais devería usar, sobre que pretexto fosse, qualquer coisa que envolvesse energia nuclear. Mas não! Admira os seus algozes, imita-o em tudo o que puder e envolve-se numa corrida nuclear enorme para conseguir energia. Devo desconfiar que para outros fins também, pois tem vizinhos perigosíssimos e não tem o rótulo de países como o Irão...
É bom o Japão repensar essa política energética e acabar com todas as usinas atómicas. O recado serve também para o Brasil e, pensando bem, para todos os demais. Não vai ser necessária uma guerra nuclear para matar milhões de habitantes do Mundo; isso acontecerá mesmo em situações de paz.
segunda-feira, março 07, 2011
Traumas e fobias
Há exactamente 4 meses atrás, essa pessoa sofreu um derrame numa das vistas que há já algum tempo tinha sido operada de cataratas. Como não tinha operado a outra e que agora já estava com a catarata em último estágio, ficou cego. Imaginem uma pessoa que teve visão normal durante mais de 70 anos e que, de repente, deixa de enxergar o que quer que seja. É um dependente em todos os sentidos, infelizmente. E muito de negativo vai tomando conta de sua mente --- traumas e fobias.
Durante todo esse tempo várias tentativas de uma cirurgia à vista com catarata fôram descartadas na última hora. Ou por certas insuficiências ou por temores vários por parte dos médicos. Porém, um dia apareceu o médico que afastou todos esses fantasmas e resolveu operar com modernos métodos de "laser" e em 5 minutos tudo estava normal. Na mesma hora o paciente saíu do hospital caminhando e enxergando.
Tudo muito bem; tudo muito bom. Mas nada fica como dantes ou, pelo menos, demorará muito tempo a ficar. Isso eu posso afirmar, pois tenho problemas semelhantes e por isso mesmo estou escrevendo a respeito. Instaurou-se na pessoa uma cadeia de traumas e fobias e isso não só porque a sua saúde não é das melhores, pois indivíduos saudáveis, como é o meu caso actualmente, também passam por isso.
Eu jamais tive problemas no que diz respeito a viajar de avião. Perdi o conto de quantas vezes cruzei o Atlântico nas minhas idas para a Europa e vice-versa. Porém, estou marcando viagem para finais de Julho afim de visitar a minha família e amigos em Portugal e tem horas em que fico com receio e resolvo desistir. Não por medo do avião pròpriamente, mas porque não me posso imaginar preso dentro dele. Acontece isso com o elevador depois que passei por todos aqueles problemas de diagnóstico médico errado. Hoje tenho comigo uma espécie de claustrofobia com coisas simplórias. E por tudo isso entendo perfeitamente o que acontece com a pessoa que comecei por referir nesta minha crónica.
Há dias que a esposa marcou e comprou passsagem para Florianópolis para os dois. Uma das habituais visitas à filha, genro e netinha. Tinha momentos em que ele afirmava não querer ir, pois "não se sentia bem dentro de um avião com tudo fechado e com todas aquelas pessoas olhando para ele". Algumas vezes ouvi alguns membros da família tentar acalmá-lo e que não tinha nada com que se preocupar, etc., etc.. Eu não contrariava ninguém, mas entendia perfeitamente tudo o que ele sentia e tentava não me manifestar a respeito.
Hoje, finalmente, chegou o dia da viagem. Ainda de madrugada enviei um sms para a esposa desejando-lhes boa viagem.
Saí para passear com o meu cão e no regresso a casa, já na minha rua, vejo um taxi descendo devagarinho e parar numa das casas. Ainda pensei ser o meu neto que tem muito essa mania de ir e vir da casa dele de taxi como se magnata fosse... Porém, ao abrir da porta, vejo que o meu amigo saíu do carro, mas sem a esposa. Caraco! O que aconteceu? --- Abandonou a aerovave e veio para casa da sogra sózinho!...
Fui inteirar-me sobre tudo o que aconteceu. Soube que a Companhia aérea já tinha ligado avisando da chegada dele. Mas, o porquê de tudo isso? --- Embarcaram os dois no avião, sentaram-se nas respectivas poltronas. Fecharam-se as portas, retirou-se a escada de acesso. Ouviu-se a voz do comandante dando as boas vindas e mandando que todos apertassem os cintos porque íam decolar. E, no mesmo instante, o grito: Parem! Quero saír! --- Todos os demais passageiros olhando estupefactos e sem saber o que estava acontecendo tiveram a oportunidade de escutar: "estão a olhar o quê? vão todos tomar no c..., vão todos para o c....; me tirem desta merda!".
O avião abortou a decolagem, colocaram a escada, abriu-se a porta e o passageiro desceu ignorando os apelos da chorosa esposa. Nada adiantou. Também exigiu que ela seguisse a viagem e que só ele ficaria. A Companhia, a partir desse momento, não o deixou só um só instante. Conseguiu o telefone de contacto e ordenou ao motorista do taxi que deixasse o passageiro naquele endereço que indicara e em nenhum outro. E assim foi. No caos aéreo e dos aeroportos brasileiros, mais uma contribuição...
Uma coisa eu já decidi para quando da minha viagem: voltarei a tomar os meus comprimidos de Rivotril uns dias antes. Se estivesse por aqui algum daqueles navios de cruzeiro que regressam à Europa depois das navegações de cabotagem na América do Sul, iria num deles. Todavia, pensando bem, não deixaria de estar dentro de algo cercado de água por todos os lados e esse é o meu problema também.
Esta semana retomarei os meus exercícios físicos na Academia de Ginástica. Em 4 meses acredito que oxiganarei o meu cérebro e os meus músculos, perderei alguma daquela gordura localizada e, com quase toda a certeza, algumas daquelas belas mulheres que estarão comigo no mesmo avião não deixarão até, quem sabe, de dar uma piscada de olho...
A luta é alegria
O festival da RTP da canção teve como vencedor em 2011 uma canção de intervenção política, uma versão moderna com todos os ingredientes musicais e de mensagem típicos do período do verão quente, assim a crise entra no ambiente deste concurso com uma força ainda mais intensa do que no período de grande instabilidade social nos anos pós 25 de Abril.
Após o sucesso dos Deolinda, no período da convocação da manifestação “Geração à Rasca”, durante o movimento de instabilidade política iniciado pelos jovens no Norte de África e provavelmente a anteceder um PEC IV ou uma intervenção do FMI, os sinais de convulsão social estão cada vez mais claros em Portugal e já a televisão pública começa a perder algum controlo da situação.
Enquanto isso, o 1.º Ministro e o seu Governo, bem como muitos outros políticos, continuarão a dizer-se inocentes sobre o estado de crise social a que Portugal chegou e a arranjar culpados em todos os outros menos neles próprios.
Curiosamente, será na Alemanha, aquele país que mais manda os portugueses apertar o cinto e de quem Portugal quer esmola, que esta canção será lançada a nível europeu…
WikiLeaks Portugal - Telegramas sobre Timor
Insiro, abaixo, uma tradução livre de dois telegramas liberados pelo WikiLeaks e que dizem respeito às operações em Timor Leste dos governos da Austrália e de Portugal.
ID: 67674 Data: 2006-06-12 16:01 Origem: 06LISBON1137 Fonte: Embaixada de Lisboa Classificação: CONFIDENCIAL Não sei: Destino: VZCZCXRO5965 PP RUEHDT DE RUEHLI 1137-1101 # 1631601 ZNY ZZH CCCCC P junho 121601Z 06 FM LISBOA AMEMBASSY A RUEHC / SECSTATE PRIORIDADE WASHDC 4863 INFO RUEHBY / PRIORIDADE CANBERRA AMEMBASSY 0523 RUEHDT / AMEMBASSY PRIORIDADE DILI RUEHKL / AMEMBASSY PRIORIDADE KUALA LUMPUR 0028 RUEHWL / PRIORIDADE WELLINGTON AMEMBASSY 0125 RUEKJCS / PRIORIDADE OSD WASHDC RUEAIIA PRIORIDADE CIA / WASHDC RUCNDT / USMISSION USUN PRIORIDADE DE NEW YORK 1437 RUEHNO / PRIORIDADE USNATO USMISSION 0591 RUEHGV / PRIORIDADE GENEBRA USMISSION 0529 RUEKJCS PRIORIDADE SecDef / WASHDC RHEHNSC / PRIORIDADE NSC WASHDC RHHJJAA / PRIORIDADE HONOLULU JICPAC HI RUEKJCS / PRIORIDADE MAIOR CONJUNTO WASHDC RHHMUNA / PRIORIDADE HONOLULU USCINCPAC HI 1. (C / NF)
Em uma discussão sobre Timor Leste, o Chefe de Gabinete da República de Portugal Serviços de Inteligência (SIRP) ressaltou a necessidade de reconhecer o Partido da Fretilin popularidade e o importante papel desempenhado primeiro-ministro Alkatiri nele. Foi crítico de papel passado da Austrália em Timor Leste mas estava confiante de que os problemas de coordenação entre os potugueses e as forças australianas no terreno seriam trabalhados.
Alkatiri ainda influente ----------------------------
2. (C / NF) Durante um encontro casual em 8 de junho, Pol / Econ DepCouns tive a oportunidade de solicitar Chefe do Estado Maior da República dos Serviços de Inteligência de Portugal (SIRP), Jorge Carvalho ponto de vista sobre a situação no Timor Leste. No que respeita à situação política, Carvalho destacou a necessidade de reconhecer a realidade política em Timor Leste sem favorecer o Presidente Gusmão ou o primeiro-ministro Alkatiri. Ele comentou que embora Alkatiri tenha empreendido ações questionáveis e manchado com a marca de filiação comunista, o fato é que a Fretilin ganharia se as eleições fossem hoje e Alkatiri permaneceria em uma posição de poder. Quaisquer planos para resolver o conflito deverão ter a sua influência em consideração.
Questionando o papel da Austrália ----------------------------------
3. (C / NF), Carvalho comentou que a Austrália não havia desempenhado um papel produtivo em Timor Leste, destacando que motivos da Austrália foram impulsionados pela geopolítica e comercial (por exemplo, petróleo), enquanto o interesse principal de Portugal era manter estabilidade. Ele observou que Portugal tinha o mínimo, se houver, de laços econômicos. Ele explicou que SIRP seguiu a situação do território de muito perto, afirmando que "nós ainda sabemos que tipo de sapatos os manifestantes usam e onde comprá-los ", e sugeriu que a Austrália já havia fomentado tumultos em seu benefício. Ele citou dois exemplos - as negociações de demarcação da marítimas da fronteira entre Timor Leste e Austrália e demarcação de limites de exploração de petróleo ao largo da costa do leste de Timor - onde a Austrália tinha fomentado tumultos para colocar a pressão no Governo de Timor-Leste.
Confiante Coordenação problema seria resolvido ---------------------------------------
4. (C / NF), Carvalho estava confiante de que os problemas de coordenação entre o Estado Português com a paramilitar Guarda Nacional Republicana (GNR) e as forças australianas estariam resolvidos e minimizou quaisquer conflitos no terreno. Reflexões e subseqüentes relatórios destacam um acordo de 08 de junho em que a GNR irá operar exclusivamente no bairro de Comoro até que comando e controle de situações fossem resolvidas.
Comentário -----------
5. (C / NF) Carvalho, o equivalente a DNI John Negroponte Chefe de Gabinete, é um importante pro-Americano de contacto da Embaixada que não só é conhecedor em matéria de inteligência, mas também ligados a partidos políticos em todo o aspecto. Sua análise da situação no Timor Leste foi desapaixonada –- interpretada assim até mesmo por seus crítica da Austrália --, foi entregue em uma questão de forma realista. Embora Carvalho enfatizasse o lado mais altruísta de Portugal para envio de GNR para Timor Leste, há um carinho genuíno para a sua ex-colônia e um senso de responsabilidade por seu bem-estar. É claro que os relatórios de inteligência informam a oficial posição de Portugal sobre as políticas e caminho a seguir. Reflete a relutância a interlocutores AMF para comentar sobre o Oriente e em particular sobre dirigentes timorenses e sim que deveria destacar a importância dos timorenses em conceber uma solução para os seus difíceis problemas políticos. Hoffman.
ID: 66513 Data: 2006-06-02 19:09 Origem: 06LISBON1014 Fonte: Embaixada de Lisboa Classificação: SECRET Não sei: Destino: VZCZCXYZ0017 OO RUEHWEB DE RUEHLI 1014-1001 # 1531909 ZNY SSSSS ZZH O 021909Z 06 junho FM LISBOA AMEMBASSY A RUEHC / SECSTATE WASHDC 4815 IMEDIATA INFO RUEHBY / CANBERRA AMEMBASSY IMEDIATA 0514 RUEHKL / KUALA LUMPUR AMEMBASSY IMEDIATA 0019 RUEHWL WELLINGTON AMEMBASSY / IMEDIATA 0116 RUCNDT USUN USMISSION / NOVA YORK 1428 IMEDIATA RHMFISS / HQ GE Vaihingen USEUCOM IMEDIATA RUEKJCS PESSOAL / MISTO WASHDC IMEDIATA E S C R E T LISBOA 001014 SIPDIS E.O. 12958: DECL: 2016/06/02 TAGS: PREL, MOPS TT, PO ASSUNTO: VISTA PORTUGUÊS EM TIMOR-LESTE e planos de implantação Classificadas: Política / Economia Harrington Matt Conselheiro razões 1.4 (b) e (d).
Resumo --------
1. (C) Português interlocutores do Ministério da Defesa, Ministério das Relações Exteriores, e Guarda Nacional Republicana (GNR) tem confirmou os planos de Portugal para ajudar a estabilizar o Timor Leste, embora não sob os auspícios da Joint Task Force liderada pela Austrália. Todos, Consultor do Ministro da Defesa Português e da Austrália e o Embaixador em Lisboa, registaram que Portugal e a Austrália, acordaram em permanecer neutros no conflito, mas diferem em seus pontos de vista sobre a resposta apropriada. O Governo de Portugal (GOP) visa apoiar Timor Leste através de canais bilaterais e pelo fornecimento de pessoal sob o controle direto do governo timorense na pendência de uma missão da ONU. Uma vez que a missão da ONU está no local, o Partido Republicano considera que deveria ser o foco na criação de instituições e resolução de conflitos para evitar a violência no futuro. A chegada do contingente da G. N. R. a Díli foi adiada, alegadamente devido à Indonésia ter negado autorização de sobrevoo, mas espera-se que partem de Lisboa em 02 de junho. Fim Resumo.
A insistência em uma estrutura de comando separada -------------------------------------------
2. (C) MFA Vice Ministro dos Negócios Estrangeiros João Gomes Cravinho disse à DCM em 2 de junho que as forças Portuguesas da GNR irão trabalhar directamente sob a estrutura de comando Timor Leste devido a um pré protocolo com o Timor Leste, que se opõe Portugal ao funcionamento de comando de outra nação. Ele acrescentou que os comandantes são susceptíveis de chegar a um acordo, uma vez que a GNR esteja no terreno, mas observou que a missão da GNR de restabelecer a ordem civil difere significativamente do missão militar liderada pela Austrália Task Force.
3. (C) Em uma conversa em separado, Diretor da Ásia e Oceania Assuntos Jorge Silva Lopes disse Pol / Econ oficial da GNR que estão indo relatar através de um Comandante Português diretamente para o Presidente de Timor e o primeiro-ministro, uma vez que chegou, em acordo com um 25 de maio Memorando de Entendimento entre Portugal e Timor Leste. Quando perguntado sobre possíveis problemas de dupla coordenação decorrentes da Presidencia e estrutura de comando do PM, Lopes alegou que ele não prevê quaisquer problemas de solicitações conflitantes do escritórios. Ele similarmente minimizou perguntas sobre a coordenação com o controle das forças australianas. Enquanto o governo português respeita o papel da Austrália, não há planos para colocar a GNR sob comando da Austrália, segundo Lopes.
4. (C) Em um telefonema 01 de junho com o Embaixador da Austrália Embaixador em Lisboa, Greg Polson, disse mecanismos de coordenação para a empresa liderada GNR para Díli ainda estão sendo discutidos entre Camberra e Lisboa. Ele pensou que a situação iria funcionar muito bem no terreno onde era uma questão de coordenar áreas em que contingentes estrangeiros teriam responsabilidades. Ele acrescentou que a GNR teria principalmente um papel de polícia, responsável principalmente para controlar a multidão, que era diferente do que aconteceu com o contingente militar formado pela Austrália, Malásia e Nova Zelândia. Ele ofereceu sua visão de que, em última instância, o Partido Republicano poderia insistir em que a GNR poderia operar de forma autônoma e que considerações de ordem prática no terreno seriam consideradas para fechar coordenação com as forças australianas e de outros.
Implantação da GNR e dos planos de Missão ----------------------------------
5. (S) Depois de um breve atraso na saída da GNR, devido à falta de aprovação de sobrevoo da Indonésia, a força de 120 homens, está previsto para sair em 2 de junho às 21:00, horário local, para Dili em dois vôos alugados. Uma vez lá, a GNR pretende ter a sua força no Oriente Timor-Leste por pelo menos um ano, girando tropas a cada quatro meses. Em contradição com o dupla estrutura de comando Presidente / PM Lopes descritas em 01 de junho, o Vice-Chefe de Gabinete da GNR em 02 de junho que seu comandante receberá ordens diretamente do presidente Xanana Gusmão. Só na sua ausência, eles vão receber ordens do primeiro-ministro Alkatiri, e será responsável perante o Embaixador Português.
6. (C) A primeira fase da implantação será focada no estabelecimento da paz e ordem em Díli e arredores, ou em uma área designados pelo Presidente Xanana Gusmão, e na segunda fase do seu missão será focada no treinamento da polícia local. A portuguesa GNR teve uma equipa de vanguarda em Timor há algum tempo e já desenvolveu um plano para a missão. O comandante da GNR vai apresentar este plano a Gusmão para a final autorização.
Depois da Tempestade - Reconstrução de Timor-Leste ---------------------------------------
7. (C) a assessoria diplomática do ministro da Defesa, Paulo Lourenço, delineou a sua perspectiva sobre a necessidade de uma solução a longo prazo em Timor Leste, em conversa para o DCM em 01 de junho, mas notou que seu Ministério não têm o papel principal na determinação da política nesta questão. Lourenço insistiu que o problema é muito maior a PM Alkatiri. Sobre tensões étnicas do país nunca terem sido abordadas, ele disse, que o levantamento da ONU ocorreu muito cedo e muito rapidamente, por isso Timor Leste e a comunidade internacional estão agora pagando o preço por miopia do passado. É essencial que uma força internacional sob mandato das Nações Unidas para ser implantado no futuro previsível. Entretanto, a GNR deveria fazer a ligação com as forças locais de segurança para proteger a ordem pública. Presidente Gusmão, segundo Lourenço, é um líder forte plenamente capaz de gerir a crise atual.
8. (C) Lourenço expressou sua opinião de que a motivação da Austrália em intervir em Timor Leste é para preservar a estabilidade regional e demonstrar a sua influência naquela parte do mundo. Ele Também pensou que a Austrália estava preocupada que os muçulmanos radicados na comunidade na Indonésia poderiam ter uma influência sobre a população timorense (Comentário: que nos atingiu de modo ímpar, uma vez que acredito que uma esmagadora maioria da população de Timor Leste é Católica Romana. Fim Comentário).
9. (C) Vice-FM Cravinho ecoou preocupações sobre Lourenço reconstrução e comunicados à DCM que, embora Portugal acredita que a crise imediata vai acabar em breve, o mais importante da missão será a de responder à fractura social em curso. Ele acredita que a ONU deveria repensar a sua missão em Timor Leste e começar a abordar a institucionalização de conflitos e de apoio com esforços. Para esse fim, ele mencionou que as comissões que incidiram sobre o reforço de entidades da sociedade ajudaria mais as missões de segurança continuou.
Ver australiano a partir de Lisboa ---------------------------
10. (C) Embaixador Hoffman pediu ao embaixador australiano Polson que verificasse se o Portugal estava apoiando o primeiro-ministro Alkatiri e se o Partido Republicano estava em desacordo com Canberra. "Eu não diria que há probabilidades ", respondeu Polson. Portugal e a Austrália, disse ele, fazem a abordagem a Timor Leste a partir de duas perspectivas diferentes. De Portugal abordagem é moldada pela emoção, história e língua, enquanto a política da Austrália é fundamentada na geoestratégica, preocupações tais como o desejo de evitar a instabilidade e consequentes fluxos de refugiados na região. Alguns da liderança portuguesa, Polson continuou, muito claramente apóiam Alkatiri. O GOP, Polson acredita, quer que todos os três altos líderes timorenses - o Presidente, o Primeiro-Ministro e Ministro dos Negócios Estrangeiros – permaneçam e - apostou que ninguém no Partido Republicano estaria disposto a pedir a demissão de Alkatiri. Comentário -------
11. (C) Ouvimos uma mensagem consistente de todos os nossos interlocutores portugueses que o Partido Republicano não tem intenção de colocação do contingente da GNR sob comando e controle da Austrália, devido, em parte, nós suspeitamos, a históricas passagens ruins entre os dois países em Timor Leste, e à convicção de que eles sabem dar o seu melhor no solo desde longa data nas conexões históricas com o país. Dito isto, os nossos contactos portugueses e o Embaixador da Austrália em Lisboa, estavam confiantes de que este acordo não representa grandes problemas, tanto parar militares como para os comandantes no terreno, a sua coordenação eficaz. E porque as forças Português teriam muito diferente missão (manutenção da ordem pública, principalmente) de outros contingentes internacionais.
12. (C) Não temos ouvido nenhuma indicação de nossos contatos GOP sobre que Portugal tomou ou pretende tomar partido no mercado interno e na luta pelo poder no Timor Leste. Os nossos interlocutores em todos os níveis, do Primeiro-Ministro para baixo, com rigor, pressionam por uma nova Mandato da ONU o mais breve possível. Um novo esforço da ONU é sustentado, a partir da perspectiva do GOP, com realizações do tipo de longo prazo e a construção de instituições que, nomeadamente, reduzam a possibilidade de partidarismo político. Hoffman
quinta-feira, março 03, 2011
Estágios - Prof. de Saúde - PALOP
Está aberto concurso para atribuição de bolsas para estágios de curta duração em Portugal, destinadas a profissionais de saúde dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e S. Tomé e Príncipe) e de Timor-Leste.
Os estágios têm como finalidade uma actualização de conhecimentos e aquisição de maior prática profissional permitindo dar resposta a novos desafios com ferramentas adequadas ao contexto epidemiológico e institucional dos seus países.
quarta-feira, fevereiro 23, 2011
segunda-feira, fevereiro 21, 2011
A barbearia
O Coroné e o Mineirim
Em
tempos de eleição, dois candidatos mineiros adversários, um da cidade -
o "Coroné" -, e outro caipira - o "Mineirim", se encontram na mesma
barbearia.
Lá sentados, lado a lado, não se falou palavra alguma. Os barbeiros temiam iniciar qualquer conversa, pois poderia descambar para discussão, e o Coroné só andava armado.
Terminaram a barba de seus clientes, mais ou menos ao mesmo tempo. O primeiro barbeiro estendeu o braço para pegar a loção pós-barba e oferecer ao Coroné, no que foi interrompido rapidamente por seu cliente:
- Não, obrigado. A minha esposa vai sentir o cheiro e pensar que eu estive num puteiro.
O segundo barbeiro virou-se para o Mineirim:
- E o senhor? - indagou.
- Uai, popassá, sô! A minha muié num sabe memo como é cheiro de puteiro... Nunca trabaiô pur lá...
Dizem que a barbearia está fechada até hoje, para reforma.
Mineirinho com dor no pénis
Minerim, chamado Moisés, vai ao médico com dores no pênis. Chegando ao consultório, ele narrou seu dia a dia para o médico mais ou menos assim:
- Acordo 4 hora da manhã, dô umazinha na muié, tomo banho, dô otrazinha na muié, tomo café, dô mais umazinha na muié e vô trabaiá no miarau.
- As 10 hora vorto pra lanchá, dô umazinha na muié, tomo o lanche, dô mais umazinha na muié e vorto pro miarau.
- Meidia vorto pra armuçá, dô umazinha na muié, armoço, dô uma drumidinha (pruque dispois do armoço dá congestã), acordo, dô umazinha na muié e vorto pro miarau.
- Quatro hora da tarde paro de trabaiá, vô pra casa, dô mais umazinha na muié, tomo um banho, dô otrazinha na muié, janto, drumo e no otro dia começo tudo otra veiz.
O médico ficou horrorizado e disse ao Matuto que sabia o que estava causando as tais dores no pênis:
- O seu problema amigo, é que você está fazendo sexo demais!
O Matuto levantou as mãos para o céu e disse:
- GRAÇADEUS, DOTÔ! EU TAVACHANDO QUE ERA AS PUNHETINHA QUE EU TOCAVA LÁ NO MIARAU CASMÃO XUJA DE TERRA ..
sexta-feira, fevereiro 18, 2011
Antídoto
Não sei se realmente funciona e, em boa verdade, pessoalmente não gostaria de saber. Todavia, como me passaram esta informação, faço questão de compartilhá-la com todos os que passem por aqui.
Antídoto contra envenenamento de cão ou gato
Mesmo que você não tenha animais, repasse para quem tenha.
Dr. Marcel Benedeti (veterinário) recomenda como agir em caso de suspeita de envenenamento de animais:
"Quando houver suspeita, dar água morna salgada ou água oxigenada 10 vol (uma colher de sopa) que, em contato com o estomago, vira água morna salgada e faz o animal vomitar.
Em seguida, dar ATROVERAN (1 gota por kg de peso de 6 em 6 horas), que é o melhor antídoto para venenos do tipo 1080 e chumbinho".
"Tenha sempre Atroveran por perto e repasse esta informação para as
pessoas que conhece. Poderá salvar vidas. O carvão vegetal também ajuda muito em envenenamentos (inclusive em humanos), pois é absorvente e já existe nas farmácias em comprimidos".
Em seguida, dar ATROVERAN (1 gota por kg de peso de 6 em 6 horas), que é o melhor antídoto para venenos do tipo 1080 e chumbinho".
"Tenha sempre Atroveran por perto e repasse esta informação para as
pessoas que conhece. Poderá salvar vidas. O carvão vegetal também ajuda muito em envenenamentos (inclusive em humanos), pois é absorvente e já existe nas farmácias em comprimidos".
sábado, fevereiro 12, 2011
sexta-feira, fevereiro 11, 2011
Veteranos
Almoço Convívio dos ex-
Militares da Companhia de Caçadores 621 Baucau (Timor)
1964/1966
DATA DA REALIZAÇÃO DO
EVENTO:
08 de
Maio de 2011
HORA DE INICIO:
12H15
LOCAL DO EVENTO:
Lisboa, Parque das Nações,
restaurante "Buffalo Grill, junto ao Pavilhão de
Portugal
DISTRITO DO EVENTO:
Lisboa
INSCRIÇÃO (TELEFONE,
E-MAIL OU OUTRO CONTACTO):
Telefone:
963 069 285
E-mail:
asrrosa@netcabo.pt
NOME DO RESPONSÁVEL
PELO EVENTO: António Rosa
TEXTO DO EVENTO:
Almoço Convívio dos ex- Militares que estiveram em
Baucau, Timor, nos anos de 1964 a 1966
quinta-feira, fevereiro 10, 2011
Relaxou e gozou na cabeça do imortal
A língua
portuguesa carrega na sua estrutura construções que nada mais são do que uma
continuação de construções latinas que nos passam despercebidas. Muitos alunos
de ensino fundamental e ensino médio encontram dificuldades no aprendizado do
português no que diz respeito à função sintática, classe gramatical,
concordância nominal e verbal. Ouso até afirmar que muitos que cursaram a
universidade e se formaram estão nas mesmas condições...
Conclui-se, portanto, ser importante a difusão do latim nos cursos de letras, pois como podemos ver, factos gramaticais do português contemporâneo podem ser explicados através da língua latina. Desse modo, o aluno tem a possibilidade de perceber a razão de determinados fatos lingüísticos, que a princípio lhe parecem de grande dificuldade, ao serem explicados de forma científica. Nos meus tempos de ensino secundário estudávamos rudimentos de latim e de grego na disciplina de português; foi um grande erro isso ter terminado.
Conclui-se, portanto, ser importante a difusão do latim nos cursos de letras, pois como podemos ver, factos gramaticais do português contemporâneo podem ser explicados através da língua latina. Desse modo, o aluno tem a possibilidade de perceber a razão de determinados fatos lingüísticos, que a princípio lhe parecem de grande dificuldade, ao serem explicados de forma científica. Nos meus tempos de ensino secundário estudávamos rudimentos de latim e de grego na disciplina de português; foi um grande erro isso ter terminado.
A senadora
da República Federativa do Brasil, Marta Suplicy, relaxou e gozou na cabeça do presidente do Senado ao interrompê-lo
na sua fala e tentar corrigi-lo. A forma “presidente” foi usada por ele ao
referir-se a Dilma Rousseff e ela disse-lhe que deveria ser “presidenta”. Um
caso indubitável de quem não estudou latim ou, pelo menos, o latim na estrutura
da língua portuguesa. Diria, até, que de tudo o que estudou pouco aproveitou.
Nos primórdios, o latim
era o simples falar de um povo que habitava a região do Lácio, situada ao
centro da Itália. Devido a sua privilegiada localização de confluência entre
vários povos, passou a exercer sobre estes grande influência. De uma conquista
à outra, o inexpressivo Lácio tornou-se um dos maiores impérios do mundo.
Destarte, uma nova visão da realidade se irradiou e se concretizou através da
língua latina.
Como os demais idiomas, o
latim sofreu um longo processo de elaboração até se tornar a língua erudita
usada pelos escritores latinos do período de Cícero e Augusto. Através de
estudos realizados no século XIX pelo filólogo alemão Franz Bopp, afirma-se que
o latim, assim como muitas línguas asiáticas e européias pertence ao grupo das
línguas ditas indo-européias. O indo-europeu teria dado origem a diversas
línguas que com o tempo modificaram-se, porém conservaram semelhanças não só
lexicais, mas também morfológicas.
O particípio
latino tem três formações essenciais: particípio presente ...... –nt/ (-ns);
particípio passado ...... –to (-tus); particípio futuro ...... –urus, ura, urum.
Interessa
aqui para o conteúdo desta crônica sòmente o particípio presente. Assim,
explica-se que a terminação “nte” num grande número de palavras da língua
portuguesa, espanhola e italiana, bem como das línguas francesa e inglesa em
que está como “nt” é origem do particípio presente latino em que o valor é
indicar o agente que, no caso de “presidente” significa aquele ou aquela que
preside. As palavras terminadas em “nte” tem a mesma forma para os dois gêneros.
Usa-se a
forma “presidenta” e a mesma consta dos dicionários. Porém, usando um português
menos erudito e mais popularesco, tanto quanto a particípio deformado, que sôa mal, sôa! E uma vez que embarquei
nesta canoa, não me venham apontar o dedo quando escrevi palavras terminadas em
“mente” com acentuação grave na antepenúltima sílaba, ou quando coloquei o “chapéu”
em “soa”. Continuarei sempre fiel ao modo como aprendi, sou avesso a reformas
ortográficas e me deslumbro quando oiço falar um português puro e castiço...
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
sexta-feira, fevereiro 04, 2011
Ontem e hoje
Ano de 1959. Cincoenta e dois anos são passados, mas a
lembrança perdura. O meu grande sonho era ser oficial da Marinha de Guerra e,
mais tarde, comandante de um qualquer navio mercante ou de passageiros,
passaporte para conhecer o Mundo. E nesse ano esse sonho terminou...
Naquele ano eu cursava o 4º do Curso Geral de Comércio e
era, como sempre fui, aquele aluno do meio da tabela; aprendia o que ouvia e não
perdia horas decorando o que quer que fosse; situava-me, sempre, naquela faixa
entre o medíocre + e o suficiente...
Companheiros inseparáveis naquele e nos anos anteriores da
Escola, além do Calhau, Raúl Silva, Zé Baião, Constantino Pereira, Correia da
Costa, Guilhermino, Chico Garcia, etc., tinha o Gualter Cabral. Este último e
eu entrávamos na primeira aula de inglês e a professora, imponente no corpo e
na voz disse: “vocês dois estão
chumbados! Se quiserem entrar, entrem, mas não adianta”.
Um outro dia tinha Exercício de Contabilidade. Não me lembro
o nome da professora; sei que era muito feia, hospedava-se num prédio do Cabido
gerido por freiras e tinha um insuportável mau hálito. Eu, que não sabia
patavina de Contabilidade, respondi a algumas questões e coloquei na folha a
finalizar: “Continúa no próximo folhetim”.
Isto dos folhetins estava em moda por causa dos da Emissora Nacional e que eu
ouvia alternadamente com os Parodiantes de Lisboa.
O corpo docente reuniu-se extraordinàriamente só para
avaliar o meu comportamento e eu lembro-me que fui punido com dois dias de
suspensão.
Quando do regresso da punição, coincidiu haver um Exercício
de Inglês. Imaginem! Sentei-me na carteira como todos os demais, rapazes e
raparigas. Esquecia-me de assinalar que a turma era mista e lembro-me da Edite
Garcia, Cristina entre outras. E aí aconteceu que a professora Dona I... chegou
do meu lado e disse: “como não sabes
merda nenhuma, faz aí uns desenhos iguais aos do Exercício de Contabilidade”.
Claro que, como respeitador, cumpri e segui a sugestão... O resultado disto
foram 10 dias de suspensão e estava configurada a minha reprovação de ano. Morreram
os meus sonhos. No ano seguinte fui trabalhar no meu primeiro emprego em Lisboa
e estudar à noite na Escola Dona Maria II, tendo como professor de História o
inesquecível Talhante que no ano anterior estava em Évora.
Fui na residência da Dona I..., na Praça do Geraldo naquela época,
casa de seus pais para pedir-lhe que reflectisse sobre a questão. O resultado
disso foi que, quando eu voltei para as aulas ela disse para toda a classe e na
minha presença: “o gajo foi na minha casa
ajoelhar-se a meus pés”. Senti, definitivamente, que nada mais era possível.
Naqueles tempos tudo o que relatei se colocava num plano 180
graus oposto em relação à actualidade. Os meus pais nem do ocorrido tiveram
conhecimento. Jamais foram chamados à Escola. E imaginem hoje uma professora
dizer aos alunos o que me disse a mim. No mínimo apanhava do aluno e era
expulsa da Escola...
Na realidade, a Escola era uma verdadeira ditadura. Naqueles
Conselhos Docentes os alunos ou responsáveis não participavam e isso, per si,
configurava arbitrariedade.
O Director, Guedes do Amaral, que também foi meu professor,
era temido por todos nós. No fundo, porém, era boa pessoa. Lembro-me dele
alguns anos mais tarde quando frequentemente eu ficava nas estradas pedindo
boleia (carona) e várias vezes me abriu a porta do seu carro. Ele tinha um
problema nos pés que se agravava ano a ano e lembro-me do seu sofrimento com
isso. Foi o único dos docentes que referi aqui nominalmente. Da professora de
Contabilidade não me lembro o nome. Da professora de Inglês sei o nome mas não
o coloquei aqui por uma questão de ética, pois mesma se suicidou num dos anos
da década de 90, possìvelmente por ter a consciência muito pesada.
A vida dá muitas voltas e eu acabei por me formar num curso
superior, Administração de Empresas, aqui no Brasil em 1983. Sei que muitos dos
meus antigos colegas não seguiram os estudos além do curso secundário e eu
fi-lo já com idade avançada. Nas aulas de Ciências Contábeis, neste curso, eu
fui sempre o melhor aluno, mesmo não escrevendo o nome das contas e a descrição
com o bastardo francês e o cursivo inglês que muito bem aprendi... Quanto a
inglês, não gosto. Falo e escrevo fluentemente espanhol e francês, mas fiquei
com trauma do inglês... Não fui para a Marinha, mas a viagem que fiz para Timor como militar --- 60 dias de ida e mais 60 de volta de navio --- afagaram o meu ego...
Adios amigos! Au revoir!
Marcadores:
Alunos rebeldes,
Educação,
Escola Industrial e Comercial de Évora,
Évora,
Professores,
Professores ditadores,
Santa Clara
Primeiro cigarro
Corria o ano de 1954 e eu tinha 9 anos. Estava estudando no Ensino Primário na Escola do Caldeiro na cidade natal de Estremoz.
Com alguns colegas de escola e outros amigos de rua, sempre bricávamos pelos mais diversos cantos da minha bela cidade. Jogávamos "pateira", brincávamos ao "rei coxinho", pedurávamo-nos na trazeira dos carros de mulas ou nas camionetas, fazíamos alpinismo nas muralhas do Castelo, caçávamos grilos no campo, tomávamos banho na Ribeira de Têra e nos tanques das Quintas, etc., etc., etc..
Havia um rol muito grande de brincadeiras e eu assinalei só algumas. Eram coisas saudáveis, se bem que nem sempre éticas, como aquela de roubar fruta nas Hortas e Quintas. Mesmo assim isso tolerava-se, independentemente de um ou outro tiro de sal nas nádegas que ardia para caramba...
É claro que nesse amontoado de brincadeiras sempre havia alguma mais "cabeluda" como a tentação de espreitar pela fisga de alguma janela alheia e, principalmente, a que é hoje a principal razão da minha crónica --- o primeiro cigarro.
No ano que assinalei acima e guardado na lembrança até hoje, eu estava com um grupo de putos da minha idade lá na chamada Estrada do Espadanal. É uma estrada que saía das Portas dos Currais e fazia ligação com a estrada que ía para a Glória ao se transpôr a EN4. Hoje está tudo urbanizado por ali e a estrada nacional tem outro nome, etc. e tal.
A minha memória de homem de 65 anos está muito boa quando direccionada àqueles tempos, o que não acontece em relação a factos ocorridos recentemente. Lembro-me, portanto, que um dos mais velhos naquele grupo havia conseguido um maço de cigarros da então recente marca "Sporting" e fez questão que cada um de nós experimentasse. Não me lembro da reacção de cada um dos meus amigos, mas lembro-se que tentei engolir (tragar) o fumo e apanhei aquela inescapável bebedeira do tabaco. Senti-me muito mal e isso gravou a cena na memória.
É interessante a comparação daquela cena com as muitas que hoje vemos por aí e que dizem respeito ao começo do vício nas drogas pesadas. O tabaco também é uma droga e também vicía e, por isso, veio a segunda e as sequenciais tentativas de aprender a tragar o fumo. Resumindo, comecei ali a minha vida de fumante, a qual só veio a ter fim no dia 4 de Fevereiro do ano passado.
Assinala-se hoje o primeiro aniversário do meu divórcio com o cigarro. Jamais usei qualquer outro tipo de droga e penso que jamais usaria. Até entendo que o cigarro foi um grande companheiro em certos momentos difíceis da vida, algo difícil de explicar. Parei porque o corpo enviou-me um sinal de alerta e eu percebi.
Sinto-me feliz por ter parado de fumar e mais feliz ainda por saber que nenhum dos meus descendentes tem esse hábito ou vício. E por descendentes eu refiro-me a filhos e netos. Netos!? --- Sim, netos também! Pô! eu tinha 9 anos quando comecei e olho para um dos meus netos (11 anos) e penso que jamais admitiria vê-lo com um cigarro nos queixos.
Aos fumantes que acidentalmente venham a ler esta crónica, sugiro-lhes que parem de fumar, de estalo, como eu parei. Garanto-lhes que a força de vontade é mais forte que o vício.
sexta-feira, janeiro 21, 2011
CARTA ABERTA AO CHICO BUARQUE DO SEU VIZINHO.
| ||||
|
Subscrever:
Mensagens (Atom)










