domingo, março 31, 2013

Passeio no Parque

quarta-feira, março 27, 2013

Os enrabados


segunda-feira, março 25, 2013

Expulsões dos Jesuítas

expulsao1910


Já que os Jesuítas estão na moda, depois da eleição do novo Papa, aqui coloco mais uma matéria (com os devidos créditos) que à Ordem se refere. Várias expilsões...

Os jesuítas e a implantação da República Portuguesa                                                                           
Escrito por Revista Brotéria     
 
Após a expulsão pombalina de 1759, os jesuítas só voltaram a Portugal em 1829, numa curta permanência interrompida em 1834, desta vez da responsabilidade do governo liberal. O ano de 1858 assistiu um novo reinício, com a abertura do Colégio de Campolide, em Lisboa, por iniciativa do P. Carlos Rademaker, figura central do regresso da Companhia de Jesus a Portugal. Consolidada gradualmente esta presença, a Província Portuguesa da Companhia de Jesus foi oficialmente restaurada em1880, quando os seus membros eram 137: 49 sacerdotes, 38 irmãos e 50 estudantes.
Em 1910, ano da implantação da República, a Província Portuguesa contava com 360 jesuítas, dos quais 147 eram sacerdotes, 112 irmãos e 101 estudantes. Todas as actividades que desenvolviam, nomeadamente na educação, formação espiritual, investigação científica, publicações e missões, foram interrompidas violentamente quando, em Outubro de 1910, pela terceira vez na sua história em Portugal, a Companhia de Jesus foi perseguida e privada dos seus bens, vendo todos os seus membros desterrados.
O ambiente que propiciou a expulsão, mal a República foi instaurada, tinha lançado raízes muito antes. O centenário da morte do Marquês de Pombal, em 1882, havia sido convenientemente aproveitado para uma campanha contra a Companhia de Jesus e ligas anti-jesuíticas tinham-se formado por todo o País, na sequência de outros ataques à Igreja. Em 1901, o governo pretendeu regular a presença dos institutos religiosos, determinando que nenhuma associação de carácter religioso pudesse funcionar sem prévia autorização do governo, ao qual deveriam ser apresentados os estatutos pelos quais a associação pretendesse reger-se. Nesta contingência, as comunidades religiosas trataram de organizar estatutos em conformidade com as indicações governamentais. As casas da Companhia de Jesus, em Portugal e nas missões, passaram a funcionar como estabelecimentos da Associação Fé e Pátria e os respectivos estatutos foram aprovados e publicados no Diário do Governo. Esta cobertura legal revelou-se, no entanto, insuficiente. Em Lisboa, os jornais O Século, O Dia e O Mundo, e, no Porto, O Primeiro de Janeiro ecoavam a campanha contra os jesuítas o que levou o P. Luís Gonzaga Cabral, Provincial, a advertir os seus súbditos para o perigo iminente, em carta de 8 de Setembro de 1910. Dias depois, começaram, por ordem do governo, inquéritos em diversas casas: Noviciado do Barro, Colégio de Campolide e comunidade da Rua do Quelhas, em Lisboa, que foi dissolvida a 3 de Outubro de 1910. O corolário foi já da responsabilidade do governo provisório da República que, a 8 de Outubro de 1910, restaurou a lei pombalina de 3 de Setembro de 1759. Alguns jesuítas conseguiram de imediato refugiar-se em Espanha mas muitos outros foram encarcerados. Depois de algumas semanas na prisão, no dia 4 de Novembro de 1910, estava consumada, mais uma vez, a expulsão dos jesuítas de Portugal.
A política do P. Luís Gonzaga Cabral, após a expulsão, teve duas vertentes: em primeiro lugar, conservar na Europa o núcleo central da Província, constituído pelas casas de formação e algumas residências; em segundo lugar, reforçar o pessoal da missão de Goa, cujas casas se podiam manter por se encontrarem em território de domínio inglês; ao mesmo tempo, procurou novos campos de actividade, principalmente no Brasil, onde foi fundada a missão do Brasil Setentrional com sede em Salvador da Baía. Significativamente, o exílio não foi impedimento para que a Província Portuguesa da Companhia de Jesus mantivesse e até aumentasse os seus efectivos: eram 380, em 1925, com 179 sacerdotes, 84 irmãos e 117 estudantes.
Passado o ímpeto persecutório, começaram a reabrir-se cautelosamente, em Portugal, algumas residências: Póvoa de Varzim, em 1923; Lisboa e Braga, em 1925; Porto, em 1927; e Covilhã; em 1929. As casas de formação e o Instituto Nun'Alvres, então em La Guardia, na Galiza, regressaram em 1932. A Constituição de 1933 e o decreto de 12 de Maio de 1941 que, na sequência da Concordata de 1940, reconheceu a Companhia de Jesus como corporação missionária, viriam normalizar a situação jurídica dos jesuítas em Portugal que, ao longo dos anos quarenta e cinquenta, se fixaram nos locais que, substancialmente, ainda hoje mantêm.

Nuno da Silva Gonçalves S.J.

Oh! Marquês, Oh! Marquês...

O papa Francisco é o primeiro pontífice latino-americano. Também é o primeiro jesuíta a se tornar papa. Os jesuítas têm uma longa história no Brasil, da qual certamente não se esqueceram.
Durante o século 18, foi do Brasil que os jesuítas primeiro foram expulsos. A fronteira entre o Brasil e o que viria a ser a Argentina era um dos pontos-chave do conflito que opunha os jesuítas às coroas de Portugal e da Espanha.
O Tratado de Madri, em 1750, foi o primeiro acordo negociado entre as duas potências ibéricas sobre fronteiras terrestres na América do Sul. As reivindicações portuguesas quanto à fronteira no interior do continente foram atendidas. Em troca, Portugal cedeu à Espanha a Colônia do Sacramento, na margem norte do rio da Prata.
Antes controlada pela Espanha, a terra das sete missões jesuíticas se tornaria domínio português. O tratado previa a evacuação das missões dos jesuítas no Uruguai e de seus convertidos guaranis, bem como de mais de 1 milhão de cabeças de gado, para o lado oposto do rio Uruguai. Os jesuítas se opuseram a isso, e as missões jesuíticas recorreram às armas. Uma força militar conjunta de portugueses e espanhóis foi enviada para derrotá-las.
Pombal, principal ministro em Lisboa, e seu irmão, governador do Pará, também estavam em conflito com as missões jesuíticas no Amazonas. Como no caso dos guaranis, ao sul, na Amazônia Pombal pretendia emancipar os índios e encorajar a miscigenação entre eles e os imigrantes europeus. Isso ia de encontro ao preceito filosófico central da política indígena protecionista dos jesuítas. Pombal tinha, porém, o apoio dos colonos brasileiros, com quem os jesuítas há muito estavam em conflito quanto ao acesso à mão de obra indígena.
O terremoto de Lisboa, em 1755, agravou a situação. Em 1758, uma tentativa frustrada de assassinato do rei de Portugal ofereceu a Pombal a desculpa de que precisava para reprimir a oposição jesuítica e aristocrática. Em 1761, o jesuíta Gabriel Malagrida foi acusado de cumplicidade e sentenciado pela Inquisição. Foi a última pessoa a ser queimada na estaca em Lisboa.
Pombal promoveu uma virulenta campanha contra os jesuítas em toda a Europa católica. Em 1773, o papa Clemente 14, da ordem franciscana, suspendeu a ordem jesuítica. Quando ele morreu inesperadamente, no ano seguinte, correram boatos de que alguém havia envenenado seu chocolate quente.
O papa Francisco conhece a história dos jesuítas -e o mesmo vale para os cardeais que o elegeram. Alguns deles brincaram dizendo que o novo pontífice deveria assumir o nome de Clemente 15. 


Tradução de PAULO MIGLIACCI
Kenneth Maxwell Kenneth Maxwell é historiador britânico graduado em Cambridge (Reino Unido) com doutorado em Princeton (EUA). Referência na historiografia sobre o período colonial brasileiro, foi diretor dos estudos latino-americanos no Conselho de Relações Exteriores (NYC) e diretor de Estudos Brasileiros na Universidade Harvard (EUA). Escreve às quintas na versão impressa da Página A2.

_________________________________________________________________________________

Sou assinante, há muitos anos, deste que é actualmente o maior jornal impresso do Brasil --- Folha de S. Paulo. A página A2, verso na primeira página, é dedicada aos editoriais e colunistas e, para mim, a mais importante do jornal. Dependendo de como seja o meu dia, poderei até não ter oportunidade para ler tudo, mas esta página não passa em branco. Até porque os meus intestinos são um perfeito e oleado relógio que exige a minha ida ao banheiro sempre à mesma hora matinal e, nesse espaço e ação, tenho que ler alguma coisa, nem que seja bula de medicamento...
Muitas vezes enviei para a "Painel do Leitor" do jornal, comentários ou críticas a algumas matérias. Todavia é procedimento que aos poucos fui abandonando, na medida em que raramente publicavam algo importante que eu escrevia em detrimento de coisas horríveis e sem nexo que outros leitores enviavam.
Nesta última semana, ao ler interessadíssimo a matéria acima, do escritor Kenneth Maxwell, impliquei com a frase "Pombal, principal ministro em Lisboa" e enviei para o Painel do Leitor, por e-mail, o seguinte:
"Prezados Senhores,
Não faço este reparo com senso crítico, mas simplesmente com a finalidade de repor a verdade dos factos. Além disso, o período em questão tem muito a ver com a história do Brasil.
Na coluna de Kenneth Maxwell "O papa e o Brasil" --  A2 opinião de 21 de Março, é nomeado como Pombal o então ministro português. Cabe a correcção colocando que naquela ocasião, Reinado de D. José I, era Primeiro Ministro do reino Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal.
Pombal é uma cidade portuguesa do distrito de Leiria, o mesmo a que pertence Fátima.
Respeitosos cumprimentos."

Recebi, quase de imediato a resposta a seguir e, assim, a certeza de que mais uma vez nada do escrevi seria publicado:
"Prezado leitor,
 grato pela observação. O colunista e historiador Kenneth Maxwell escreveu, no artigo "O papa e o Brasil", que Pombal era o "principal ministro em Lisboa", o que nos leva a entender que se tratava do chefe de gabinete do rei d. José 1º, ou seja, do primeiro-ministro."
Como se depreende, a pessoa que analisou o que eu escrevi, simplesmente não entendeu nada e, acho que deixa muito a desejar a sua formação em história. Assim, respondi seco e breve:
" Prezados srs., Pombal" não era nome de ninguém.
Saudações."

Pensando eu que o assunto tinha terminado por aqui, ainda recebi resposta ao que por último escrevi:
"Prezado leitor,
o colunista referiu-se a Sebastião José de Carvalho e Melo como Pombal indicando a forma usual como era conhecido o primeiro-ministro português.
Cordialmente,"
Caraco, Barrabás, pelas barbas do profeta, abrenúncio!!! Como alguém escreve algo assim?!
Naturalmente que o troca-troca entre eu e o jornal terminou, pois que alimentar essa questão seria malhar em ferro frio. Não obstante, deixando de lado ou chutando para escanteio tão iluminados jornalistas, que eu suponho serem (jornalistas), não me refutei a escrever sobre o assunto no meu blog. Tenho consciência que o mesmo é pouco lido, o que deduzo pela escassez de comentários, se bem que reconheça não ser isso um bom instrumento de medição e avaliação. Mas, pelo menos, posso desabafar no meu recanto de desabafos e sebenta de coisas e loisas.
Assim, voltando ao assunto e restringindo-me à figura do nosso Marquês de Pombal, para mim um dos portugueses mais importantes de todos os tempos, pergunto se naquela época algum mortal se poderia dirigir a ele, directa ou indirectamente, chamando-o de Pombal? --- O Pombal isto, o Pombal aquilo, oh Pombal!
Porra! o indivíduo era mais importante que o Rei e só Dona Maria I, a filha esparveirada deste, na sua sucessão, lhe reduziu os poderes e o desterrou por indução do Clero.
Oh, Marquês! Volta cá abaixo outra vez...

segunda-feira, março 04, 2013

O galo cantou!

Esta coisa das loterias no Brasil, uma exclusividade (monopólio) do banco governamental, a Caixa Económica Federal, é um verdadeiro roubo e o apostador é o menor beneficiado. Além disso, bloqueiam a possibilidade de abertura de Casinos ou mesmo de pequenas casas de apostas ou jogos mais populares que seríam uma opção democrática do povo.
Um dos grandes absurdos é o que se pode ver neste caso das ilustrações.O bilhete inteiro de loteria da Caixa Económica Federal custou 20 reais. No sorteio deu 39049 no 4º com um prémio de 32.800 reais. Como eu só acertei a unidade de milhar e não a dezena que compõe o número sorteado, ganhei sómente 130 reais; se tivesse dado no primeiro prémio, este bilhete daria 200 reais.
Se eu tivesse jogado esses mesmos 20 reais num milhar do "Jogo do Bicho", só no número 9049, ganharia 60 mil reais. Como eu só joguei habilitando-me ao primeiro prémio, nada ganhei no milhar  que saíu no 4º.. Porém, como joguei valendo a centena do primeiro ao quinto prémio e essa centena saíu no 4º prémio, terei direito a 500 reais. Se tivesse jogado o milhar valendo do 1º ao 5º, da maneira da ilustração, ainda assim ganharia 2 mil...
Está tudo errado e é por essas e outras que se continúa jogando no Bicho, um jogo eternamente proibido. Só sei que o Galo cantou mais uma vez...

sexta-feira, março 01, 2013