terça-feira, novembro 27, 2007

FILHOS DA PÁTRIA

Muito se tem lido e ouvido sobre as missões dos militares portugueses noutros países na actualidade. Uns os consideram mercenários, outros heróis, enfim. Eu não vou dar aqui a minha opinião a tal respeito por não ser a questão a focalizar.

A verdade é que os três ramos das Forças Armadas Portuguesas são hoje profissionalizadas e constituídos por voluntários o que constitui uma diferença abismal em relação aos tempos da Guerra Colonial quando a maioria era arregimentada compulsivamente e obrigada a cumprir comissões no Ultramar, com o que totalizavam 3 a 4 anos de serviço obrigatório.

Naquele tempo diàriamente morriam alguns nas várias frentes de batalha, outros em acidentes ou com doenças adquiridas. Hoje também se verificam algumas baixas, mas sem comparações a assinalar.

Num destes últimos dias faleceu um dos nossos soldados no Afeganistão, vítima de um acidente. Estava integrado numa força de intervenção da ONU e da qual Portugal faz parte. Soldado paraquedista, de 22 anos --- Sérgio Pedrosa.

Ontem o seu corpo chegou a Portugal e numa base da Força Aérea tiveram início as cerimónias fúnebres com a presença de autoridades militares e de familiares. E é aqui que eu me proponho a fazer as comparações com os tempos passados.

Muitos dos meus camaradas foram enterrados nos próprios campos de batalha mercê das dificuldades logísticas do momento. Outros, cujos corpos foram resgatados, ficaram em cemitérios locais hoje totalmente abandonados porque as famílias não tinham posses para pagar as despesas de transladação. Muitos outros voltaram nos seus esquifes à sua terra natal e a maioria sem quaisquer cerimoniais oficiais.

Pessoalmente, eu encontrava-me a cumprir missão em Timor quando o meu irmão faleceu em Moçambique. Ele pertencia à Força Aérea e não foram cobradas as despesas à família, talvez por isso... Lembro-me que nesse Ramo nunca se identificava um soldado pelo número nas Ordens de Serviço e sim pelo nome. Havia essa e outras diferenças que não se entendem. O meu pai foi buscar o corpo a Lisboa e acompanharam-no, no regresso a Évora, três soldados e um cabo. Todavia, até hoje ainda temos dúvidas sobre o que realmente estará dentro daquela urna...

Muitas das feridas abertas com a Guerra Colonial ainda não cicatrizaram. Alguns dos corpos que jaziam na África foram recentemente entregues aos seus familiares, mas isso em virtude de grandes e complexas negociações entre Associações de ex-combatentes e os Governos locais. Nunca por uma decisão do Estado português que continúa omisso em relação aos soldados de antanho e agindo de modo diferente aos de hoje.

HOMENAGEM

Uma mulher acordou uma manhã após a quimioterapia , olhou no espelho

E percebeu que tinha somente três fios de cabelo na cabeça.

- Bom (ela disse), acho que vou trançar meus cabelos hoje.

Assim ela fez e teve um dia maravilhoso.

No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e viu que tinha somente dois fios de cabelo na cabeça.

- Hummm (ela disse), acho que vou repartir meu cabelo no meio hoje.

Assim ela fez e teve um dia magnífico.

No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que tinha apenas um fio de cabelo na cabeça.

- Bem (ela disse), hoje vou amarrar meu cabelo como um rabo de cavalo.

Assim ela fez e teve um dia divertido.

No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que não havia um único fio de cabelo na cabeça.

- Yeeesss... (ela exclamou), hoje não tenho que pentear meu cabelo.

*ATITUDE É TUDO*

Sejamos mais humanos e agradáveis com as pessoas.

Cada uma das pessoas com quem convivemos está travando algum tipo de batalha.

Vivamos com simplicidade.

Amemos generosamente.

Cuidemo-nos intensamente.

Falemos com gentileza.

E, principalmente, não reclamemos.

Preocupemo-nos em agradecer pelo que somos e por tudo o que temos.

Presto aqui uma homenagem à minha cunhada Sandra que, neste momento em que escrevo, já não sabe que está perdendo a última batalha da vida.

DIGNIDADE DE SER SOLDADO

A guerra colonial acabou há quase 34 anos. Foi há muito tempo, dirão alguns dos meus leitores; só passaram três dezenas de anos, dirão outros. Terão todos razão, porque se trata de uma situação de garrafa meia cheia ou meia vazia. Tudo depende da perspectiva pela qual se olha o problema. Por exemplo, foi há muitos anos, se pensarmos que a grande maioria dos actuais oficiais generais (majores-generais e tenentes-generais ou contra-almirantes e vice-almirantes) já não combateram na guerra colonial ou, no caso dos mais antigos, fizeram-no como alferes acabados de sair da Academia Militar. Contudo, não foi há tantos anos assim, se pensarmos que a maioria dos capitães de Abril são, agora, recém-reformados que ainda não atingiram os 70 anos de idade, estando, por conseguinte, distantes do chamado tempo médio de vida. Este facto, aparentemente, paradoxal parece, também, estranho, porque a maioria dos cidadãos já esqueceu que a guerra colonial durou 13 anos, quer dizer, cerca de mais de 1/3 da carreira normal de um militar do quadro permanente.

Quem, como eu, entrou na Academia Militar em Outubro de 1961 — seis meses depois do início da guerra — e foi promovido a alferes em 1965 e avançou para África em 1966, para cumprir uma comissão de serviço de 24 meses — sempre prolongados por via da demora na substituição — em 1974 já levava 8 anos de guerra, enquanto um alferes de 1960 tinha 13 e um alferes de 1973 somente um. Analisando as respectivas idades, temos que o alferes de 1960 teria, nessa altura, entre 20 e 23 anos — entre 33 e 36, em 1974; o de 1965 entre 29 e 32 aquando da Revolução dos Cravos; e o de 1973, entre 20 e 23.

Repetindo o raciocínio para a actualidade vemos que o primeiro terá agora entre 67 e 70 anos; o segundo, entre 63 e 66 anos; e o terceiro, entre 54 e 57. Claro que estou a excluir desta análise todos os que eram tenentes e capitães em 1961 e que terão actualmente entre 70 e 76 anos de idade.

A estes homens --- se lhes associarmos os sargentos dos quadros permanentes que em 1961 tinham à volta de 25 a 30 anos e que agora terão entre 71 e 76 anos --- podemos chamar-lhes o "custo da guerra". São uns milhares porque, nos períodos mais agudos do conflito, na Guiné estavam efectivos da ordem dos 20.000 militares e 40 a 50 mil em cada uma das outras colónias --- Angola e Moçambique. No total mobilizavam-se, por ano, à volta de 120.000 homens enquadrados por uns largos milhares de oficiais e sargentos dos quadros permanentes e por muito mais graduados milicianos, cuja passagem pelas fileiras, ainda que efémera, se comportava, no mínimo, entre os 3 a 4 anos de serviço.

É esta visão que os jovens governantes de Portugal parece não terem. Para eles, a guerra foi um acontecimento que já se passou há muitos, muitos anos e dela ouviram falar vagamente aos pais ou a algum parente. Eles não percebem que agora. ainda há custos de guerra que têm de ser pagos. Custos que são mais visíveis em cada um dos militares reformados e cujas idades estão compreendidas entre os quase 60 anos e os que sobrevivem aos 75.

Todas as medidas que afectam os militares reformados com idades próximas dos 60 anos são acções sobre os custos da guerra, são injustiças cometidas sobre quem esteve disponível para servir em todas as circunstâncias e em todos os momentos. Todas as medidas que afectam as pensões e as poucas regalias que se lhes haviam dado como recompensa do muito que esses militares ofertaram à Pátria, são nódoas que caiem na Democracia portuguesa, no brio e na honra de toda a Nação, porque, todos os que por lá andaram nessa guerra, se mais não fizeram não foi por cobardia ou falta de vontade… Foi porque o mundo e a razão dos povos esteve contra eles. Esses adversários eram demasiado poderosos para se deixarem vencer.

Se o senhor ministro da Defesa Nacional tivesse memória e consciência do que foi o sacrifico do seu próprio Pai — oficial do Exército — e o de todos os seus camaradas, se tivesse estudado a guerra à qual não foi, se não tivesse a ambição e a vaidade de se alcandorar ás cadeiras do Poder para se pavonear, já teria pedido a demissão e ter-se-ia recolhido ao magistério de onde nunca deveria ter saído. Não tem vergonha. Tem vaidade. Por isso fica instalado lá no gabinete, no Restelo, sem honra e sem o respeito de todos quantos serviram uma Pátria que ele nos quer fazer crer serve também. Não serve, porque lhe falta a coragem de se bater por quem se bateu. Não serve, porque compactua com os seus colegas que negam aos antigos combatentes as mais modestas migalhas que tanta falta lhes fazem. Não serve, porque cauciona a perseguição a todos os militares que lutam, como podem e sabem, pela defesa da dignidade de ser SOLDADO.

Luís Alves de Fraga (Coronel) Publicado na Internet


sexta-feira, novembro 23, 2007

BENEFÍCIOS DO AZEITE DE OLIVEIRA

Depois de apelidado de "ouro líquido" por seus benefícios à saúde, foi descoberta mais uma vantagem sobre o consumo de azeite: ele impede o acúmulo de gordura na barriga. Incluir azeite extra virgem no dia-a-dia diminui os maiores fatores de risco para doenças cardiovasculares, diabetes, gastrites, hipertensão, dores, osteoporose e até mesmo câncer. Mas a novidade é que um estudo coordenado por cientistas europeus acaba de apontar esse novo benefício que fascina principalmente as mulheres, inimigas número um da gordura abdominal.

A pesquisa foi publicada na revista Diabetes Care, da Associação Americana de Diabetes, e comprovou que a ingestão diária de duas colheres das de sopa de azeite evita a formação de gorduras na região visceral, que resulta na indesejável barriguinha. “Ao consumir o azeite extra virgem, estamos ingerindo 77% de gordura monoinsaturada, 14% de saturadas e 9% de polinsaturadas, o que torna o óleo mais saudável em relação aos outros”, disse o cardiologista e nutrólogo do Hospital do Coração, Dr. Daniel Magnoni.

O estudo foi realizado por especialistas do Hospital-Universidade Reina Sofia e Instituto Salud Carlos III, da Espanha, e Universidade de Cambridge, da Inglaterra acompanhou pacientes com gordura abdominal acumulada que receberam, por um período de 28 dias cada, três tipos de dietas: uma baseada em gordura saturada, a segunda com monoinsaturada e a última com carboidratos. A conclusão da pesquisa foi que uma dieta rica em gorduras monoinsaturadas retrai a distribuição da gordura na região da barriga.

Os benefícios do azeite

O azeite extra-virgem é reconhecido pelo FDA - Food and Drug Administration -, como um alimento com características funcionais que, pela presença de antioxidantes, fortalece o sistema imunológico. Enquanto os outros óleos são produzidos a partir das sementes, o azeite é o único óleo extraído da fruta (azeitona), que possui gordura monoinsaturada, vitaminas, antioxidantes e minerais, além de ser fonte de vitamina E. O azeite de oliva é rico em gorduras monoinsaturadas, que ajudam a elevar o HDL (colesterol "bom") e a reduzir o LDL (colesterol "ruim"). Cerca de 20% das calorias diárias consumidas por uma pessoa devem vir da gordura monoinsaturada, 10%, da poliinsaturada e até 7%, da saturada. No caso de diabetes, a substituição de gordura saturada e do carboidrato pelo azeite (gordura monoinsaturada) melhora a resistência à insulina e conseqüentemente diminui a glicemia do diabético. “Há muito tempo as dietas recomendadas pelo cardiologistas, endocrinologistas e nutrólogos utilizam o aumento de gordura monoinsaturada em substituição ao carboidrato”, conclui Dr. Magnoni.

MANUAL MÉDICO (Divulgação)

A "Merck Sharp & Dohme" tem traduzida em 18 línguas diferentes a
sua obra "Saúde para a Família".
Graças às suas características de texto conciso, de rigor, e de facilidade de consulta, obteve o statuts de obra de referência.
Agora, já acessível em português (de Portugal) e gratuitamente (Manual Merck de Saúde) no site:
www.manualmerck.Net
O Manual demorou 5 anos para ser escrito e contou com o concurso de 200 especialistas.

O FADO É ANTIGO...

ENGENHARIA ALENTEJANA

MINISTROS PORTUGUESES

DIPLOMÀTICAMENTE...

Não é meu costume apresentar aqui réplica a comentários feitos às minhas postagens e não pretendo fazer isso jamais. Sou da opinião que o bloguista simplesmente deve ler as críticas, a favor ou contra, e só delas tomar ciência com a gratidão pela sua existência.
Só quero esclarecer que o sentido da minha crónica intitulada "Diplomacia Atropelada" não foi o de criticar a postura doutrinária ou o conteúdo discursivo dos personagens, mas sim o comportamento e, neste caso, do rei de Espanha com o seu aparte. O abandono da sala, silenciosamente, já seria mais aceitável, como o foi após discurso de Daniel Ortega mas, mesmo assim, também arranhando a diplomacia.

quarta-feira, novembro 21, 2007

COPA 2014

OBRIGADO PROFESSORA!

Meio século já se passou e essas dezenas de anos não fôram suficientes para apagar certas lembranças que insistem em permanecer e que, afinal, jamais se apagarão.
Faltavam três meses para o exame da 4ª classe do ensino primário e um pouco mais de tempo para a prova de admissão ao ensino secundário, ao qual concorriam os aprovados no primeiro. Nem todos tinham esse privilégio, pois a maioria não dava sequência aos estudos mercê da sua precária condição económica, passando a ajudar os pais nos trabalhos do campo ou na cidade e alguns no seu primeiro emprego informal como mocinho de recados, marçano, enfim.
O "exame de admissão", uma espécie de vestibular dos dias actuais, era selectivo e rígido. Mesmo que não estipulasse uma limitação de vagas, só seria aprovado quem realmente tivesse conhecimentos específicos. Assim, para uma quase certeza de sucesso, os mais abastados recorriam aos denominados "explicadores" que administravam aulas particulares para aperfeiçoamento. E eu não me incluía nesse grupo...
Dona Mimi, esposa do meu professor, Virgílio da Fonseca, dava esse tipo de aulas na sua residência lá em Estremoz. Não sei se a pedido de alguém, a mim e ao meu coleguinha Emídio foi-nos facultada a participação nas aulas gratuitamente. E, além disso, ainda era oferecido aos dois um lanche no intervalo, pois que todos os demais o levavam de suas casas e nós não...
Quando chegava a hora, eu recebia das mãos de Dona Mimi aquele pedaço de pão com conduto e um copo de café com leite. De olhos baixos e com timidez extrema recebia a dádiva silenciosamente e ía comer no cantinho da sala. Não sei durante quantos dias essa cena se repetiu, mas lembro-me perfeitamente do diálogo que quebrou essa rotina:
--- É boa educação dizer "obrigado" ---, disse-me Dona Mimi e ao que eu, ruborizado, trémulo e inocentemente respondi
--- Obrigado professora! é que eu estava guardando todos os "obrigado" para o último dia ---.
Acho que já vai para três anos que tive notícias do falecimento de Dona Mimi e isso me abalou profundamente. Fazia parte dos meus planos, quando da minha próxima visita à cidade natal, procurá-la e exprimir-lhe, do fundo do meu coração, o meu eterno agradecimento com um maiúsculo "OBRIGADO!".

domingo, novembro 18, 2007

DICÇÕES DA LÍNGUA PORTUGUESA

Na edição do pretérito dia 14, o jornal "Folha de S. Paulo" publicou, num dos seus cadernos, uma reportagem da qual retirei para o blog dois trechos que compactei:
Jô Soares agora vai se lançar numa seara musical, digamos, experimental. A partir de hoje à noite, o "Gordo" inaugura a programação adulta do Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, com "Remix em Pessoa", espetáculo insólito em que recita, com direito a sotaque lusitano, poemas de Fernando Pessoa (1888-1935).
Acompanhado de uma trilha sonora igualmente insólita, que inclui o compositor alemão Johann Sebastian Bach, rock, hip hop e drum "n" bass, entre outros.
É o meu xodó", disse Jô em entrevista coletiva na semana passada, adiantando que promete recitar os poemas com sotaque lusitano, brincadeira que, diz ele, costuma fazer em shows em Portugal.
"Não dá para falar palavras como "algibeira" e "enxovalho" com sotaque brasileiro", explica Jô, que fica sozinho no palco do teatro.
Não tive oportunidade de assistir à apresentação e não comprei o CD. Porém, este último eu pretendo adquirir, pela única razão de se tratar de um trabalho que faz parte de águas onde costumo navegar... Adoro poesia e gosto de recitar obras de vários autores num estilo próprio e dentro das quatro paredes da minha biblioteca. Não tenho pretensões de me igualar aos bons como Paulo Autran, Villaret e até mesmo Jô Soares.
Com esta nota fugi ao tema mestre do que pretendia abordar aqui e que diz respeito à récita ser executada com sotaque português. Não sou desmancha prazeres, mas isso não vai ficar bem. Fortalece a minha afirmativa aquela cena de alguns tempos atrás, num dos programas do mesmo Jô Soares em que um dos convidados foi o fadista português Carlos do Carmo.
Nessa oportunidade o Jô tocou nesse assunto de brasileiros algumas vezes falar imitando o sotaque de Portugal e ele próprio assim proferiu algumas frases. A reprimenda foi imediata e contundente quando Carlos do Carmo disse: "Isso sôa muito ridículo". Jô Soares engoliu a sêco...
Muitas vezes oiço amigos meus ou outras pessoas contarem piadas de português, facto muito comum aqui no Brasil, e todos fazem questão de aportuguesar a dicção como na frase "estás a ver?" em que pronunciam "estais a veire?". O mesmo acontece quando um português tenta falar abrasileirado; ridículo também. Sou da opinião que cada um deve falar com o seu sotaque corrente, mesmo que este tenha assimilado partes distintas do original, numa fluência natural que, principalmente não agrida a língua e não se preste a xacota.

DICÇÕES DA LÍNGUA PORTUGUESA

LIVRO CENSURADO

"O CHEFE "-

O livro proibido pelo governo!

A coisa é séria!

O livro que descreve o escândalo do mensalão,

do jornalista Ivo Patara,

e que foi proibido de ser publicado,

agora está gratuitamente na Internet, no site:

http://www.escandalodomensalao.com.br/

O livro chama-se "O CHEFE "...

Mostra em detalhes,

como todo o esquema foi montado e como Lula sabia desde o início.

DELEGADO É CENSURADO

O Programa do Jô, da TV Globo, cortou parte da entrevista
concedida pelo delegado de Polícia Civil do RJ, Orlando Zaccone.
Gravada nesta segunda-feira (12) e exibida dia 13,
a entrevista do policial sofreu um corte no momento em que ele comentou o filme "Tropa de Elite".
O trecho simplesmente não foi ao ar.
Segundo Zaccone, Jô Soares ficou irritado com o seguinte comentário: "Essa classe média que está batendo palma para o filme não agüenta um tapa de polícia na rua".
O apresentador teria respondido algo como "Não concordo. Isso é sua opinião".
Zaccone ainda foi polido.
Em vez de responder o óbvio, que havia sido convidado justamente para emitir sua opinião,
ainda tentou contemporizar, explicando que as palmas a que se referia
eram para as cenas de tortura e execuções sumárias.
Quem assistiu à entrevista pôde notar que Zaccone levou Jô na flauta. Ao contrário da maioria dos programas, em que o apresentador costuma aparecer mais que o convidado,
o delegado conseguiu oferecer uma boa exposição sobre o conteúdo de seu livro recém-lançado
(Acionistas do nada - quem são os traficantes de drogas).
Abordou com bastante propriedade a teoria da seletividade da pena e mostrou, através de experiência própria,
que a esmagadora maioria dos presos por tráfico não são violentos.
Além disso, ainda achou espaço para criticar a mídia:
"Recentemente um jornal do Rio de Janeiro publicou uma foto de uma mulher armada,
de shortinho e piercing no umbigo.
Só que esse estereótipo não condiz com a realidade".
Jô ficou meio atordado e o interrompeu:
"Mudando de assunto, já que os convidados vêm aqui para falar de sua vida,
me fala sobre quando você era Hare Krishna".
Zaccone falou alguns segundos e logo deu um jeito de voltar a criticar a criminalização da pobreza.
O sujeito estava impossível.
Como diz o Yuka, o cara consegue, fácil, vender picolé no inverno russo.
Além do livro, Zaccone levou um exemplar do jornal "Sol quadrado - também brilha!",
A capa, diagramada com perfeição por Évlen Bispo, foi exposta em * close * durante generosos segundos.
No final do programa até o prefeito de Nova Iguaçu, o petista Lindeberg Farias,
telefonou para parabenizar o delegado. Que, apesar da censura, tirou o gordo pra dançar.


IMPRENSA DE TIMOR LESTE

A partir de hoje os visitantes poderão consultar notícias de Timor Leste, actualizadas, nas listas do blog, na secção "Jornais e Revistas". Link "JNSemanário (Timor)".

sexta-feira, novembro 16, 2007

FORÇA DE EXPRESSÃO?

"É evidente em Díli a grande melhoria. São milhares de pessoas nas ruas, milhares de restaurantes. Não é tão evidente no interior, onde continua a haver menos actividade económica, e espero que o orçamento do novo governo venha reflectir as nossas preocupações que é de melhorar a vida das populações nas zonas rurais", disse Ramos-Horta. Em conferência de imprensa durante a sua estadia em Lisboa, Ramos Horta teria afirmado o que acima realcei. Eu não estava presente e nem tão pouco sou jornalista para tal mas acredito, em princípio, que o repórter do veículo simplesmente registou textualmente... Porém, se real a afirmativa, não posso concordar em que existam milhares de restaurantes em Díli. Ou será que eu vivo noutro mundo?

RAMOS HORTA EM LISBOA

O "enraizamento" da língua portuguesa em Timor-Leste é "um esforço de longo prazo", que só estará completo dentro de duas gerações, na melhor das hipóteses, afirmou hoje em Lisboa o presidente timorense, José Ramos-Horta.
Ramos-Horta, que prossegue hoje a sua visita oficial de dois a Portugal, a primeira enquanto Chefe de Estado timorense, falava no Palácio de Belém após uma audiência de cerca de uma hora com o presidente Aníbal Cavaco Silva.
Questionado pela imprensa acerca dos progressos do ensino da língua portuguesa em Timor-Leste, que tem a oposição de alguns quadrantes, Ramos-Horta afirmou que "o desenvolvimento nota-se", mas que os resultados práticos surgirão mais tarde.
"Quem participou, como eu participei desde 2000/2001 na defesa desta opção [adopção do português como língua oficial], pode ver a melhoria na introdução, mas o esforço tem de continuar, é um esforço a longo prazo, são necessárias pelo menos mais duas gerações para que o português se enraíze", afirmou.
O presidente timorense lembrou que a história da língua portuguesa em Timor-Leste fez-se de "dificuldades e controvérsia", que obrigaram à necessidade de "esclarecer o povo [timorense] sobre a necessidade de introdução da língua portuguesa lado-a-lado com o tétum".
De todos os Estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Timor-Leste é o único que tem duas línguas oficiais.
Portugal e também o Brasil têm suportado os custos do ensino da língua, e, segundo Ramos-Horta, também o Estado timorense vai começar a fazê-lo, em 2008.
"O actual governo de Xanana Gusmão orçamentou, pela primeira vez, para 2008, os custos de receber 30 professores de português, incluindo para a Universidade", disse Ramos-Horta no Palácio de Belém.
Cavaco Silva veio depois apelar a que outros países da CPLP, nomeadamente Cabo Verde, participem no esforço de introdução do português em Timor-Leste.
"Todos os países da CPLP devem estar envolvidos nesta consolidação da língua portuguesa, ao lado do tétum em Timor-Leste. O Brasil já está, Cabo Verde pode estar, e outros países podem também estar", afirmou o presidente português.
"A língua é um elemento fundamental de identidade, principalmente no mundo global", disse o chefe de Estado, que manifestou a disponibilidade portuguesa para "acolher sempre" pedidos que venham a ser feitos por Timor neste domínio.

REVELAÇÕES

Timor Lorosae

O TERRITÓRIO ESTAVA "DESTINADO" À INDONÉSIA DESDE 1963

A integração de Timor-Leste na República Indonésia foi acordada secretamente em Washington por quatro potências anglófonas, em 1963, revelou à Lusa Moisés Silva Fernandes, investigador de ciências políticas e de relações internacionais da Universidade de Lisboa.

Por Henrique Botequilha da Agência Lusa

Através da análise de documentos da época, Moisés Silva Fernandes verificou que altos responsáveis políticos do Reino Unido, Austrália, Estados Unidos da América e Nova Zelândia tiveram dois encontros em 1963, em Washington, onde "chegaram a acordo sobre a incorporação de Timor-Leste, numa política de apaziguamento em relação à Indonésia", afirma o investigador. "Estes encontros foram secretos, Portugal nunca foi informado de nada", adianta.

Um dos documentos analisados por Moisés Silva Fernandes é um telegrama remetido em 13 de Fevereiro de 1963, pela embaixada australiana em Washington para o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, em Camberra, no qual dava conta do acordo obtido pelas quatro partes, que nessa data se encontravam na capital norte-americana para a primeira das suas reuniões. "Sobre Timor, todos concordámos que mais tarde ou mais cedo a Indonésia vai apoderar-se da parte portuguesa da ilha de Timor e todos à volta da mesa tornaram bem claro que os seus governos não estavam preparados para envolver forças militares para evitar esta situação", lê-se no relatório da diplomacia australiana.

Noutro dos documentos encontrados pelo investigador português no Arquivo Nacional da Austrália, e recentemente abertos à consulta pública, consta um outro texto, escrito pelo embaixador da Austrália em Jacarta para o seu primeiro-ministro, Robert Menzies, datado de 7 de Março de 1963 e com a classificação "top secret". "Devemos ao mesmo tempo convencer os indonésios que não teremos objecções a uma eventual incorporação do Timor português na Indonésia, desde que isto venha a ocorrer através do uso de meios aceitáveis", afirma o diplomata australiano, confirmando o acordo obtido em Washington.

Em Outubro de 1963, os quatro países anglófonos voltaram a reunir consenso sobre Timor-Leste em Washington. "O ideal do nosso ponto de vista seria que os portugueses cedessem Timor de boa vontade e de um modo que a transferência para a Indonésia não seja o resultado de uma agressão ou de um movimento cínico apaziguador para o Presidente (indonésio) Sukarno, lê-se num documento secreto de preparação da diplomacia londrina para o segundo encontro quadripartido e agora encontrado por Moisés Silva Fernandes no arquivo do "Foreign Office" britânico.

Para o investigador português, a interpretação destes novos dados é clara. "Onde outros podem ver 'realpolitik', eu vejo cinismo", comenta. A Indonésia invadiu Timor-Leste em 7 de Dezembro de 1975, 12 anos após estas reuniões secretas, e, com o silêncio das potências ocidentais, ocupou o território até à consulta popular de 30 de Agosto de 1999, cujo resultado conduziu à independência do país asiático de expressão portuguesa.

Moisés Silva Fernandes vai revelar as suas conclusões, do ponto de vista académico, sexta-feira, 16 de Novembro, num seminário na Universidade de Oxford sobre assuntos portugueses e lusófonos. Mais tarde, planeia escrever um artigo sobre as suas revelações históricas a propósito de Timor-Leste, em inglês, na revista científica de estudos internacionais South European Society & Politics e incluir os novos elementos históricos, em português, num livro dedicado aos anos de 1974 e 1975 em Timor-Leste, a lançar em 2008.

In "Notícias Lusófonas"

domingo, novembro 11, 2007

DIPLOMACIA ATROPELADA

Repentinamente a memória traz-me algumas imagens de uma sessão do Conselho de Segurança da ONU nos idos da década de 60. Ali debatia-se a descolonização da África portuguesa. Alguns países tentavam forçar Portugal a adoptar uma política de descolonização e este defendia-se com os seus argumentos. E a imagem que eu gravei e da qual jamais me esqueci, foi a do Primeio Ministro soviético, Nikita Krushev, descalçando os sapatos e batendo com os mesmos na mesa numa demostração de ira e prepotência, contestando declarações do Embaixador português. Foi, de certo modo, hilariante tal cena que não é cabível no campo da diplomacia.
Isto vem a propósito da cena passada ontem no Chile durante sessão da cimeira Ibero-Americana durante a qual o Rei de Espanha, Juan Carlos, sugeriu que o Presidente da Venezuela, Hugo Chavez, calasse a boca. Foi um momento infeliz de Sua Majestade e arranhou muito aquela imagem positiva que todos tinhamos dele como sendo uma pessoa serena e inteligente, marcada desde a sua intervenção providencial na Câmera dos Deputados em Madrid, após a morte de Franco, numa tentativa frustrada de golpe.
Chavez disse tudo o que quiz no seu estilo. Diplomàticamente o Chefe do Estado espanhol, Zapatero, respondeu com toda a diplomacia, exactamente como as coisas devem ser feitas. Se o teor dos discursos tem fundamentação ou não, ou se é oportuna ou não, isso é outra questão que foge ao tema que resolvi abordar hoje e restrito ùnicamente ao termo "Diplomacia". Juan Carlos equiparou-se a Nikita Krushev. Se a moda pegar e os exemplos assimilados, é possível assistirmos um dia a alguma cena de pugilato tal e qual costuma acontecer nas Assembleias e Congressos de certos países, desenvolvidos ou não, só que dessa vez entre os mais altos Magistrados das Nações. Seria uma declaração de guerra!!!

sábado, novembro 10, 2007

LÍNGUA PORTUGUESA

O PODER DA VÍRGULA
Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria de quatro à sua procura.
-----------------------------------------------
Vejamos como ficaria a frase se:
1- O homem colocar uma vírgula depois da palavra "tem"
2- A mulher colocar uma vírgula depois da palavra "mulher"

AGORA FOI COMIGO!

De entre os muitos problemas com os quais o Brasil convive, o maior deles é relacionado com "segurança". Nós, os que vivemos nas grandes cidades, sentimo-nos todos inseguros, se bem que o problema se alastre já para outras áreas até então consideradas tranquilas.
Sentido-nos desamparados pela ineficácia do poder público nessa área, vamos tomando, por conta própria, medidas de prevenção e cautela para evitar surpresas desagradáveis. Assim, se transitamos por uma rua ou estrada, de carro, e, de repente, avistamos um "corpo" estendido no chão e que à primeira vista sugere ser uma vítima de acidente, não paramos para nos certificar sobre o que aconteceu e dar auxílio. Porquê? Porque hoje os bandidos usam esse artifício para assaltar os incautos de boa fé. É muito triste ter-mos chegado a este ponto de comportamento. E eu, pessoalmente, incluo-me na categoria dos desconfiados e prevenidos; não dou sorte para o azar...
Na madrugada de hoje, 01:30, o telefone tocou na minha residência e minha mulher atendeu. Do outro lado da linha uma voz dizia: "senhora! não fique alarmada. Eu e um amigo encontrámos o seu filho caído na estrada ao lado da moto e desacordado. Socorrêmo-lo, voltou a si e parece não ter ferimentos. Vamos aguardar um pouco aqui com ele e verificar se fica em condições de ir para casa por seus próprios meios. Fique aguardando, pois ligaremos nòvamente se a situação não melhorar."
Perante um telefonema deste tipo e de acordo com que escrevi mais acima, existe motivo para ficar na dúvida sobre a veracidade. Primeiro porque é raro alguém parar numa estrada, de madrugada, para socorrer alguém vítima, talvez (?) de um acidente que não foi presenciado. Segundo que é "modus operandi" dos marginais esse tipo de comunicação e que terá outros desenvolvimentos a seguir.
Meia hora se passou e nòvamente o telefone tocou: "Senhora! o seu filho está muito confuso e não confiamos na sua capacidade de dirigir a moto para voltar para casa; está sem noção de como fazer e que rumo tomar. Fique tranquila que não o abandonaremos até que alguém da família chegue aqui".
Nesse mesmo instante, eu e minha mulher, partimos para o local indicado e não trocámos impressões sobre se poderia ser ou não ser verídico tudo aquilo. Simplesmente o fizémos com a única preocupação do real estado de saúde do nosso filho. Chegámos e certificámo-nos que tudo era verdade. Alguns momentos depois a polícia também surgiu e isso ainda nos deu maior tranquilidade, se é que possa usar o termo. Resumindo: o nosso filho passou pelo hospital para exames e está em casa relativamente bem.
Agora, pergunto a mim próprio: Devo continuar agindo como até então em relação ao que poderá ser ou não uma vítima real de acidente? Devo parar e ajudar? Continuarei receoso ou arriscar-me-ei a enfrentar a situação, seja ela qual fôr? No caso que relatei e que pessoalmente me envolveu, algo é indubitável: se aqueles dois amigos não tivessem parado para verificar o que aconteceu e prestar socorro, algum caminhão ou carro teria passado sobre o meu filho enquanto estivesse estendido, desacordado, naquela via.
Terei que mudar!

quarta-feira, novembro 07, 2007

LÍNGUA PORTUGUESA

ÁFRICA DEVERÁ USAR O PORTUGUÊS COMO SEGUNDO IDIOMA
A língua portuguesa deverá ser o segundo idioma na África por motivos políticos e econômicos até 2050, afirmou em Lisboa o lingüista e escritor David Graddol.Ao participar da reunião "Promoção da Língua Portuguesa no Mundo", realizado nesta segunda na Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (Flad), Graddol divulgou uma estimativa sobre a evolução de várias línguas maternas até 2050 e disse que o português terá um "crescimento rápido".
Além da língua portuguesa, o espanhol, o inglês, o chinês e o árabe também vão apresentar franco crescimento. David Graddol afirmou ainda que "o nível cultural ainda é importante" na promoção das línguas.
Falando também na reunião, o especialista em línguas Nicholas Ostler disse que existem atualmente 16,7 falantes de língua portuguesa no Brasil para cada português em Portugal. Nicholas Ostler disse ainda que o português está em sexto lugar na lista das línguas mais faladas por população. Desta forma, o português se coloca à frente do alemão, francês e japonês e atrás do espanhol e russo."Apesar destes números, o português não está bem colocado para competir como uma língua mundial de comunicação ampla.
Fora da Europa está desequilibrada, muito localizada nas Américas, com pequenas populações falantes em Angola, Moçambique e Goa e menor ainda no Timor Leste", afirmou o acadêmico britânico.
A reunião "Promoção da Língua Portuguesa no Mundo" foi promovida pela Flad para debater as vantagens para Portugal da promoção da língua e da cultura portuguesa.
Agência LUSA

terça-feira, novembro 06, 2007

VISÃO

“Assim, sob qualquer ângulo em que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, deixarão de ser operários e por-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo.
Quem duvida disso não conhece a natureza humana.”
Mikhail Bacunin (1814-1876) Anarquista russo

domingo, novembro 04, 2007

VIOLÊNCIA URBANA

Sou do tempo em que se vivia com uma certa tranquilidade em qualquer lugar do Brasil, tendo em conta que a mesma era proporcional ao tamanho das cidades. Passava o ano de 1972.
O primeiro lugar onde vivi foi Rio Grande no extremo sul do país. Cidade portuária com grande movimentação de navios e agitadíssima movimentação nas cercanias de bares e boates que circundavam as docas. Mais tarde mudei-me para a capital do Estado, Porto Alegre, esta com um grande porto fluvial e, como todas as grandes cidades, cosmopolita e movimentada. Pulando entre mais alguns lugares, fixei-me definitivamente em Campinas no Estado de S. Paulo.
Não vou referenciar que um dos lugares seja mais violento que outro fóra da já referida proporcionalidade. Quero, sim, dar uma ideia das mudanças que se fôram notando nessa violência. Assim, dentro da tranquilidade que comecei por referir, convivia-se com o batedor de carteiras, com os trombadinhas e outros tipos de agressão.
Paulatinamente, a população começou a ficar menos tranquila mercê dos assaltos à mão armada, com a subtração de bens, humilhações e algumas agressões físicas. O acto de alguém nos apontar uma arma já nos inibia, se bem que houvesses algumas reacções esporádicas. Essas reacções começaram a ser evitadas a qualquer custo, pois sempre tinham um final dramático; o bandido apertaria o gatilho indubitàvelmente.
De alguma forma, todos nos íamos prevenindo para evitar, o quanto possível, essas situações desagradáveis e perigosas. Com o crescente descrédito nas autoridades de segurança pública, começámos a aprender e adoptar procedimentos de salvaguarda da vida. Os bens materias passaram a ter uma certa desvalorização em contraste com a crescente valorização do bem maior.
Hoje a situação está mudando radicalmente e aqui nesta cidade nota-se isso todos os dias. Os bandidos querem-nos tirar, além dos bens materiais, a nossa própria vida. Parece que fazem questão disso. O porquê, ninguém sabe ou entende.
Como na foto que uso para ilustrar esta minha crónica na postagem, é assim que quotidianamente ocorrem casos em Campinas e noutras cidades. Dois bandidos tiveram conhecimento que determinada pessoa fez um saque de dinheiro num Banco. Alguém no interior do estabelecimento os avisou através do telefone móvel. O motorista da moto pára na frente do carro da vítima num semáforo vermelho e o companheiro anuncía o assalto de arma em punho. A vítima entrega-lhe a caixa de papelão onde guardara o dinheiro, sem qualquer reacção e, em seguida, leva um tiro na cabeça.
Agora entrámos num bêco sem saída. Em diversas situações ocorrem abordagens com final idêntico e não é só quando saímos de um Banco. Assim, qualquer réstia de tranquilidade se dissipou. O velho grito não vale mais nada: "Oh da guarda!!!".

DEMOCRACIA EM PERIGO

------ Você captura porcos selvagens encontrando um lugar adequado na floresta e colocando algum milho no chão.
Os porcos vêm todos os dias comer o milho. Quando eles se acostumam a vir todos os dias, você coloca uma cerca mas só em um lado.
Quando eles se acostumam com a cerca, voltam a comer o milho e você coloca um outro lado da cerca. Mais uma vez eles se acostumam e voltam a comer. Você continua desse jeito até colocar os quatro lados da cerca em volta deles com uma porta no último lado.
Os porcos, que já se acostumaram ao milho fácil e às cercas, começam a vir sozinhos pela entrada. Você então fecha a porteira e captura o grupo todo. Assim, em segundos, os porcos perdem a sua liberdade. Eles ficam correndo e dando voltas dentro da cerca, mas já foram apanhados. Logo, voltam a comer o milho fácil e gratuito. Ficaram tão acostumados que esqueceram como procurar comida na floresta, e por isso aceitam a servidão. ------
MORAL DA HISTÓRIA
O milho gratuito na forma de programas de auxílio de renda, bolsas isso e aquilo, impostos diferenciados, estatutos de "proteção", cotas para estes e aqueles, subsídio para todo tipo de coisa, programas de "bem-estar social", medicina e medicamentos "gratuitos", novas leis, tudo ao custo da perda contínua das liberdades, migalha a migalha.
Atentemos a que "não existe esse negócio de almoço grátis" e que "não é possível alguém prestar um serviço mais barato do que seria se você mesmo o fizesse". Toda essa maravilhosa "ajuda" governamental é um problema que se opõe ao futuro da democracia.
Adaptação da história (Internet)

sábado, novembro 03, 2007

PROTESTO

TRAFICANTE - Fala aê mermão...
FILHO - Me arruma um pó de cinqüenta.
TRAFICANTE - Segura aê...
FILHO - Valeu.
TRAFICANTE - O pó tá acabando... mas amanhã a gente vai invadir o morro ali do lado. Vamú tomá as boca e ficá cus bagulho...
FILHO - Já é. Demorô.... invade mermo... domina geral...Se entrar na frente mete bala de "AK".
TRAFICANTE - Valeu, "preibóy"... É nois...
(no outro dia)...
MÃE - Bom dia meu filho... que cara é essa...!?
FILHO - Nada...
MÃE - Você está bem?
FILHO - Tô bem, pô!!! Que saco.... me deixa em paz...merda.
(a essa altura, o filho ainda drogado se tranca no quarto. A mãe preocupada bate da porta...)
MÃE - Meu filho... estou indo pro trabalho... deixei seu café pronto, um beijo, fique com Deus.
FILHO - Não enche... vai logo...
(a mãe pega o carro e se dirige ao trabalho, quando de repente em uma rua qualquer....)
TRAFICANTE - Paraê Tia... perdeu... perdeu...
TRAFICANTE - Sai... Sai... Sai...
(em desespero a pobre mulher tenta fugir e arranca com o carro. - uma rajada de tiros acontece...)
(em casa o telefone toca)
FILHO - Alô!
POLICIAL - Quem fala?
FILHO - Quer fala com quem?
POLICIAL- Aqui é o Tenente Alberto, eu poderia falar com algum parente da Sra Rita?
FILHO- Po...polícia!!!???
(o filho desliga o telefone sem ouvir o policial. Minutos depois ele sai de casa pra comprar mais pó. Logo a frente tem uma visão terrível...)
FILHO - Mãeeeeeeeeeeee !!! Não! Não!
FILHO - Como isso pode acontecer?
POLICIAL- Sinto muito, traficantes tentaram roubar o carro de sua mãe pra invadir um morro... eles a mataram.
FILHO - Mãeeeeee! Nãããããão....
Antes de "curtir" uma onda nova, Antes de dar um tequinho inocente, Antes de fumar um bagulinho natural, Antes de dar dinheiro ao tráfico para que eles comprem um arsenal e matem alguém que você realmente gosta, pare e faça algo que você não faz há muito tempo... Pense! Isso tudo que está acontecendo é culpa de imbecis que usam drogas e enche o bolso desses vagabundos de dinheiro. Vamos passar pra frente esse protesto!!! "quem compra drogas patrocina a violência."

BRASIL

NATAL EM TIMOR

A Guarda Nacional Republicana lança a campanha "Uma criança um sorriso em Timor", em âmbito nacional, onde recolhe brinquedos, roupa e livros para os distribuir no Natal às crianças timorenses, disse à Lusa fonte do Comando Geral.
A recolha dos bens vai ter lugar nos dias 6 e 7 e vai decorrer junto das escolas do segundo e terceiro ciclo em todo o território. A "família da Guarda" também se associa a este evento, já que "os filhos dos militares vão contribuir" com materiais didácticos para a campanha; explicou à agência Lusa o tenente Nogueira.
Os brinquedos e demais bens recolhidos são transportados para Timor pela transportadora DHL que se "associou à campanha sem qualquer custo", explicou o oficial. As crianças timorenses vão receber a contribuição nacional nos dias 24 e 25 de Dezembro, das mãos dos militares do sub-agrupamento Bravo, que prestam serviço naquele território. A recolha é promovida pela Guarda Nacional Republicana com o apoio de várias instituições e empresas, como a TMN e a Delta.
Agência LUSA

ALENTEJANOS (piada)

Tinha acabado de chegar ao Alentejo uma excursão de espanhóis. Ao ver um alentejano, o guia comunicou aos passageiros:
-Ahora me voy hablar con ese português... E foi ter com o alentejano:
- Hola, como te llamas?
- Toino...
- Yo también me llamo António! Cual és tu profesión?
- Sou músico...
- Yo también soy musico... Y que tocas?
- Toco trompete, e tu?
- Yo también toco trompete. Una vez fue a la Fiesta de Nuestra Señora de los Remédios y toqué tan bien, que a Señora bajó del andor y empezó a llorar.
E replicou o alentejano:
- E ê fui uma vez à Festa do Senhor dos Passos e toquei tan bem, tanbem, que o Senhor largou a cruz, agarrou-se a mim e disse-me:
-"Ah, g'anda Toino, tocaste melhor que o cabrão do espanhol que fez chorar a minha mãezinha!"