terça-feira, dezembro 29, 2015

Boas Festas


segunda-feira, dezembro 28, 2015

A Banda



Com 175anos, a banda da  Sociedade Filarmónica Luzitana de Estremoz é a mais antiga de Portugal em atividade ininterrupta!
Até 1910, a banda designava-se por Real Filarmónica Luzitana, uma banda que foi “Real”, pois animava as festas e os jantares no Paço Ducal de Vila Viçosa no tempo do rei D. Carlos.
Após a implantação da República passou a denominar-se Sociedade Filarmónica Luzitana.
Sem qualquer interrupção, esta banda aposta nos jovens para garantir a sua continuidade!

O Bando

domingo, dezembro 20, 2015

Dupôndio

O dupôndio é uma moeda, possìvelmente de cobre, cunhada a partir de 12 a.c. com a permissão expressa do Imperador Romano Augusto.
A foto é de uma dessas moedas, de um colecionador alentejano, e das quais não existem mais que duas dezenas, actualmente, com as legendas totalmente visíveis. Esta moeda refere-se à cidade de Évora.
Legendas: "Permissy.Caesaris.PM" e "Liberalitatis IVL.Ebor."

Monsaraz

A Vila medieval de Monsaraz, é dos lugares mais lindos do Alentejo.

quarta-feira, dezembro 16, 2015

Mantas de Reguengos

LANIFÍCIOS ALENTEJANOS APAIXONAM KENZO |
Kenzo Takada é um estilista japonês que fundou a marca mundial de perfumes, cosméticos e roupas KENZO. Há 3 anos e depois de ouvir falar da Fábrica Alentejana de Lanifícios, Kenzo Takada decidiu vir pelo seu próprio pé visitar a fábrica em Reguengos de Monsaraz (Évora). Foi o início da exportação para o Japão dos lanifícios manufaturados da Fábrica Alentejana. Desde então a KENZO é um dos mais prestigiados clientes da Fábrica Alentejana, que exporta para o Japão tecidos para a KENZO HOME e tecidos para os coletes KENZO.
Não foi por acaso que a fábrica que produz as tradicionais Mantas de Reguengos mereceu esta semana uma visita de Hiroshi Azuma, Embaixador do Japão em Portugal, acompanhado pelo Presidente da Câmara José Calixto, no âmbito de uma visita que fez à Cidade Europeia do Vinho 2015.
A Fábrica Alentejana de Lanifícios foi criada oficialmente nos anos 1930. Em 1958 foi-lhe atribuída, em Bruxelas, a medalha de ouro para o melhor design e qualidade. Desde então e com altos e baixos tem preservado o saber e a arte da tecelagem manual, feita em teares como os que existiam há 100 anos. Tudo pela tenacidade e talento de Mizette Nielsen, holandesa a gerir a fábrica há cerca de 40 anos. Exporta para vários países do mundo e tem merecido distinções relevantes sendo que a mais recente foi feita pelo The New York Times, onde apontava o local como visita obrigatória.
Saiba mais em:http://tribunaalentejo.pt/tribuna/artigo/lanif%C3%ADcios-alentejanos-apaixonam-kenzo

quinta-feira, dezembro 03, 2015

Maximbombo

Maximbombo, afinal, era um elevador mecânico que ía do Camões à Estrela, na Lisboa já republicana.
E eu a pensar que o maximbombo era palavra angolana!...
Isto é um documento histórico. O artigo está muito bom, num português saboroso...mostrando que o jornalismo era (já não é, infelizmente, excepcionando dois ou três moicanos...) um espaço de qualidade.

Orgulhosamente Alentejano

Somos amigos, (eu, ele e as respectivas famílias) trabalhámos muito tempo no mesmo ramo, frequentámos, com assiduidade, a casa um do outro. Pertencíamos a uma classe social que vê no trabalho a sua subsistência até ao final da vida, a não ser que milagres aconteçam... Éramos dois portugueses emigrantes a viver no Brasil. A grande diferença entre nós é que ele é minhoto e eu alentejano. A origem física de cada um, jamais poderia ser motivo para diferenças, mas é e sempre foi.
O meu amigo não suportou mais a sua situação no Brasil e decidiu voltar às origens há uns anos atrás. E lá em Portugal, no seu Minho, a vida não estava fácil, mas tinha o amparo da família ascendente e lateral e, até mesmo, a cedência definitiva de uma casa que era um dos muitos bens da sogra.
A meu respeito, quase nada tenho para escrever. Nasci nos anos difíceis do pós guerra mundial com muitos problemas de abastecimento e racionamentos, Vivi uma infância muito triste que deixou muitas cicatrizes. Passei quatro anos obrigatórios no exército, dois dos quais no Ultramar, um tiro certeiro no coração da minha juventude. Como a maioria das famílias alentejanas, também a minha circunscrita na imoralidade divisória do grande latifúndio e dos "sem eira nem beira".
Já em Portugal, o meu amigo atravessava muitas dificuldades, depois de um início promissor, tendo sido obrigado a trabalhar em Barcelona, na Espanha. Eu continuando a azáfama nas feiras livres.
Entretanto, a sogra do meu amigo faleceu e ele teve uma parte substancial na herança, fazendo parte da mesma alguns imóveis no Brasil e em Portugal. No que me diz respeito, heranças jamais terei, pois já todos os meus ascendentes e laterais passaram deste Mundo e nada me deixaram.
Há três dias atrás, o meu amigo apareceu aqui em Campinas, mais uma vez, com a sua esposa. Vieram passear e visitar um filho e outros parentes e amigos.
Para mim é sempre motivo de alegria estar com eles, pois são simpáticos, alegres e amigos. Já usufruí da sua hospitalidade quando estive em Portugal.
Assunto que não poderia passar em branco, é o da actual situação política em Portugal com a indicação da Coligação de esquerda para formar governo. Assim, na mentalidade de alguns, dentre os quais o meu amigo, os comunistas tomaram conta do país e este afundará. "Tudo o que o governo anterior conquistou" se perderá e a UE não injectará mais um cêntimo nessa baderna. Argumentei um pouco daqui e um pouco dali até me lembrar do que sempre digo: política e religião não se discutem. É que o meu amigo frisou que eu, estando longe de Portugal, não teria base de conhecimento sobre a situação actual. Ainda me perguntou se eu conhecia alguém que tivesse conseguido um emprego e, sem conhecimentos da área, assumisse a gerência? Naturalmente que entendi onde ele queria chegar com a sua impertinente pergunta e respondi-lhe que eu próprio assumi, na admissão, o cargo de gerente no meu primeiro emprego no Brasil. Surpreendeu-se e, apontando-me o dedo, disse-me que "por isso que eu trabalhava na feira". Continuou, dizendo que passara pelo Alentejo, pela primeira vez, e que se assombrou com as grandes extensões de olivais e vinhas. E rematou com a pergunta maliciosa se eu sabia onde o alentejano esconde a chave de casa!? --- Debaixo da enxada, ele mesmo respondeu...

Prometeu

O mito de Prometeu, da ensanguentada mitologia grega, é um parâmetro.
Prometeu sempre agiu ardilosamente para enganar os deuses olímpicos.
Foi amigo de Zeus, o deus supremo. Mas queria criar a raça humana.
Criou-a e concedeu ao humano o poder de pensar, de trabalhar.
Enfureceu Zeus, que ficou enciumado.

A raiva do Supremo cresceu, pois soube da traição do amigo (Prometeu).
Zeus se sentiu ludibriado por Prometeu, na distribuição de uma oferenda.
Totalmente enraivecido, subtraiu da raça humana o domínio do fogo.
Prometeu roubou o fogo do Olimpo (para favorecer a Humanidade).
Zeus mandou acorrentá-lo. Ficou preso por mais de 30 mil anos.
E foi bicado diariamente por uma águia.

Era imortal, no entanto.
Hércules retirou Prometeu do cativeiro, substituindo-o por Quíron.
Zeus lhe permitiu se tornar mortal.
Mas nunca mais Prometeu reconquistou a liberdade.
Morreu serenamente, depois de muito sofrimento.
Porque enfureceu o deus supremo.

Don Carlo Gambino foi um dos velhos chefes mafiosos nos EUA.
Mandava os inimigos para o cemitério com um só gesto.
Fragilizado pela idade, parecia inofensivo.
Numa noite, num restaurante, foi insultado por Cármine Scialo.
Tratava-se de um justiceiro matador, muito temido.
Gambino aceitou a ofensa em silêncio.

Todo chefe mafioso fala pouco, tem presença solene, mesmo insultado.
O deus da máfia ficou enfurecido, mas não se delatou.
Pouco tempo depois Scialo foi encontrado morto com vários balaços.
É uma questão de princípio.
Nenhuma reputação sobrevive, sem princípios.

Nos idos do século XXI, abaixo da linha do equador, foi a vez de um senador. Entrou para a História, ao enfurecer seus juízes. Erro crasso.
Faltou a astúcia de que fala Maquiavel.

Na autobiografia do Imperador Júlio César se lê:
“Quando os deuses imortais querem castigar um homem culpável, concedem-lhe a maior prosperidade, a maior impunidade, para que logo depois sofra mais quando a sorte muda de direção”. 

Prof. Luiz Flávio Gomes

domingo, novembro 29, 2015

Revelações



Quem é o "japonês bonzinho" da Lava Jato?
Em áudio, advogado e filho de Cerveró dizem que responsável pela carceragem da PF vende informações sigilosas para a imprensa.

O áudio que levou para a prisão o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e o banqueiro André Esteves pode ajudar a elucidar parte dos vazamentos acerca da Operação Lava Jato. Em um trecho da conversa, Edson Ribeiro, advogado de Nestor Cerveró, e Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras, afirmam que um agente da Polícia Federal vende informações sigilosas.
O diálogo ocorre após Delcídio relatar aos interlocutores ter visto, com André Esteves, uma cópia da minuta da delação premiada negociada por Cerveró com os procuradores. O senador petista discute o teor do material, lamenta o vazamento e diz não saber quem vazou. Ele, então, ouve de Edson Ribeiro: "É o japonês. Se for alguém é o japonês". Diogo Ribeiro, chefe de gabinete de Delcídio, que também estava na conversa, complementa. "É o japonês bonzinho".
Delcídio pergunta quem seria o "japonês bonzinho" e o advogado de Cerveró diz: "É. Ele vende as informações para as revistas". Na sequência, o senador petista diz que a figura em questão é "o cara da carceragem, ele que controla a carceragem", informação confirmada pelo filho de Cerveró.
Mais tarde, o grupo volta a falar dos vazamentos. Edson Ribeiro levanta suspeitas sobre Sergio Riera, advogado de Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB no esquema da Lava Jato, Alberto Yousseff, doleiro que assinou acordo de delação premiada e sobre o "japonês", nas palavras de Bernardo Cerveró. A degravação feita pela PF traz o nome "Milton", mas no áudio é possível ouvir que Edson Ribeiro fala em "Nilton".
Em julho, o blog Expresso, da revista Época, destacou a presença do agente da Polícia Federal Newton Ishii em diversas das prisões de detidos da Lava Jato na superintendência da PF em Curitiba. Ishii é chefe do Núcleo de Operações da PF em Curitiba e tem um passado conturbado.
Funcionário da corporação desde 1976, Ishii foi expulso da PF em 2003, acusado de corrupção e de integrar uma quadrilha de contrabandistas. Desde então, o agente já foi reintegrado, com "confiança da direção da PF", segundo a publicação, mas ainda seguiria respondendo processos criminais, civis e uma sindicância.
Ishii conduz Marcelo Odebrecht para a prisão, em junho
No pedido de prisão de André Esteves e Delcídio do Amaral, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, manifesta preocupação com o fato de o banqueiro ter tido acesso à delação de Cerveró. "Essa informação revela a existência de perigoso canal de vazamento, cuja amplitude não se conhece", diz o PGR. "Constitui genuíno mistério que um documento que estava guardado em ambiente prisional em Curitiba/PR, com incidência de sigilo, tenha chegado às mãos de um banqueiro privado em São Paulo/SP".
De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, a Polícia Federal vai investigar o vazamento da delação de Cerveró. Segundo a publicação, o ex-diretor da Petrobras informou à cúpula da PF que só ele, seus advogados, familiares e procuradores tiveram acesso. Ainda conforme o jornal, Ishii disse a colegas que seu nome estava sendo usado como "cortina de fumaça" para manchar a Operação Lava Jato.

In Carta Capital

por Redação — publicado 27/11/2015 08h46, última modificação 27/11/2015 12h57
Gisele Pimenta / FramePhoto / Folhapress
Newton Ishii com o pecuarista José Carlos Bumlai sob custódia, na terça-feira 24, em Curitiba.



segunda-feira, novembro 23, 2015

Nós e laços

#NUDOS QUE TE SACARÁN DE MÁS DE UN APURO. ¿Los conocías?

Posted by Jara y Sedal - Revista de caza on Sexta, 9 de outubro de 2015

quinta-feira, novembro 12, 2015

Amor sem limites

one of those heros

Il sauve des animaux au bord de la mort, la fin est magnifique <3 #rescue-------10 free HappyBoxes for dogs to try up for grabs - very limited offer! http://mypetsitter.today/i1hst

Posted by Holidog on Segunda, 7 de setembro de 2015

sexta-feira, novembro 06, 2015

Ponte sobre o Tejo

A história da Ponte Salazar sobre o Rio Tejo

A história da Ponte Salazar sobre o Rio Tejo[repetição][Após o 25 de Abril de 1974, é rebaptizada com a designação da data da queda do regime fundado por Salazar]____________________________________________________Produção: Laboratórios Tobis Portuguesa para o Min. Obras Públicas; Realização: Leitão de Barros; Duração: aprox. 20 min.____________________________________________________Às 15H00 do dia 6 de Agosto de 1966 a ponte é aberta ao público. «Um Austin-Seven verde, com a matrícula DC-72-48, foi o primeiro automóvel a entrar no tabuleiro da ponte na sua saída de Lisboa para a Outra Banda”, num ambiente em que “todos os automobilistas, desconhecendo a prioridade, tentaram a todo o custo, num atropelo de direitos que chegou a traduzir-se em barafunda, ultrapassar todos os veículos que circulassem à sua frente». in DNEm 1962 o governo adjudica a obra à «United States Steel Export Company». A obra compreendia a construção da ponte sobre o rio, a realização de um complexo rodoviário que incluía 15 km de auto-estrada, trinta e duas estruturas de betão armado e pré-esforçado, o Viaduto Norte sobre Alcântara (com 945,11 m de extensão e catorze vãos, cujo tabuleiro de betão pré-esforçado é apoiado em pilares gémeos de betão armado, ligados por uma travessa horizontal a 10 m do topo, destinada a suportar o tabuleiro ferroviário), um túnel sob a Praça da Portagem (com cerca de 600 m de comprimento e destinado a receber a plataforma ferroviária do eixo de ligação da rede a Norte com a rede a Sul do rio Tejo), a sinalização e iluminação de toda a obra. Em Novembro é iniciada a obra, uma ponte constituída por uma estrutura metálica, suspensa, com cerca de 2300 m de comprimento entre ancoragens, dos quais 1013 m vencem o vão central.As duas torres principais de aço carbono, atingem uma altura de 190,5 m acima do nível da água e estão situadas a cerca de meio quilómetro de cada margem. A construção das suas fundações, sobretudo as da torre Sul, constituiu um dos aspectos mais interessantes da obra. Implantada em pleno rio, a fundação em betão armado, realizada empregando o método do caixão aberto, assenta na rocha basáltica a 82,5 m abaixo do nível da preia-mar de águas vivas.No topo de cada torre foram fixadas duas grandes selas de aço fundido, que dão apoio aos dois cabos principais de suspensão, constituídos por fios de aço paralelos, organizados em 37 feixes com 304 fios cada um, cintados e apertados de modo a formar, em todo o percurso suspenso, um cabo com 58,6 cm de diâmetro. A viga de rigidez e o tabuleiro são suspensos desses grandes cabos que amarram a dois maciços de betão, localizados nas margens. A grande viga de rigidez, com 21 m de largura e 10,65 m de altura, contínua em toda a sua extensão, é constituída por elementos soldados que foram depois fixados com parafusos de alta resistência. Sobre ela assenta o tabuleiro, constituído por um conjunto de longarinas e carlingas de aço sobre as quais assentam painéis formados por uma grelha do mesmo material.

Posted by Lisboa de Antigamente on Sábado, 8 de agosto de 2015

quarta-feira, outubro 28, 2015

Tempos de Guerra

NO ALENTEJO ERA ASSIM!
Dia das Sortes
Mote
No dia que fui às sortes
Com outros mancebos da terra
Foi o primeiro passaporte
Assinado para ir à guerra

I
Por altura do São João
Vesti o meu fato novo
Era um creme casca de ovo
Para levar à inspecção.
Foi um dia de emoção
Para todos os consortes
Eu era dos menos fortes
Para o serviço militar
Tive vontade de chorar
No dia que fui às sortes

II
Éramos sete joviais
Esse ano, na minha aldeia
Por volta das dez e meia
Juntámos a outros mais.
Despidos como animais
Em dia que vão prá ferra
Se hoje, a memória não erra
Quando fui inspeccionado
Fui promovido a soldado
Com outros mancebos da terra

III
Apto e com guia passada
Para o serviço militar
A marca para o comprovar
Era uma fita encarnada.
Numa carroça alugada
E um asno, a buscar a morte
Foi esse o nosso transporte
Naquele dia de festa
Como o passado o atesta
Foi o primeiro passaporte

IV
Ao toque da concertina
Fez-se um baile até às tantas
Correu álcool nas gargantas
Houve muita adrenalina.
Essa praxe masculina
Andava muito na berra
A minha história encerra
Depois de perdas e danos
Fiz um contrato três anos
Assinado para ir á guerra

Tiago Neto
Foto da NET

Bacon

Cancerígeno, eu!? --- A puta da tua mãe!

quarta-feira, outubro 21, 2015

Guaranis e Kaiowas

Neste momento nos Guaranis e Kaiowas estamos no nosso ritual e a entoar nosso canto de guerra e morte,um ritual que pra nos e muito triste pois e um ritual de despedida de tudo aquilo que mais amamos e vamos deixar apos a nossa morte forçada. Mais pela nossa terras sagrada,vamos resistir e lutar,pois ela e a nossa mae e uma mae nunca se abandona haja o que houver, a nossa terra e a nossa vida,sem ela nao existe vida pra nos e nao vale a pena viver longe dela,ja fomos expulso varias vezes dela,ja fomos obrigados a viver longe dela,mas agora nao vamos mais ser expulsos,ja retomamos ja estamos nela e nao vamos sair e ninguem ira nos expulsar mais. Nao temos armas como os os policiais mas a nossa arma e a nossa reza e mbaraca e nosso escudo e o nosso proprio corpo. Vamos resistir,nao vamos recuar, vamos permanecer firme e fortes nesse nosso tekoha a espera desses policiais.Sabemos que vamos morrer,mas vamos morrer lutando e resistindo pelo nosso tekoha,estamos prontos pra sermos mortos junto com as nossas crianças,mulheres,jovens e idosos. Sempre fomos um povo estrangeiro no nosso proprio territorio ,no nosso proprio pais. Varios guerreiros ja foram assassinados e ate hoje a justiça nao tomou providencia em relaçao a isso,e esses mandantes e pistoleiros continuam impunes e continuam a cometer atrocidades contra o povo Guarani e Kaiowa aqui no MS. Pra investigar e punir assassinatos de lideranças indigenas as autoridades nao existem ficam invisiveis e pra proteger indigenas durante os ataques covardes de latifundiarios e seus pistoleiros nao xistem policiais, tropas de choque,MPFe PF,todos eles nesse momento desaparecem.Mas quando um juiz sanguinario que nem sequer conhece a realidade dos povos indigenas nos seus tekohas decretam um despejo ai sim como um passe de magica aparece um monte de policiais pra executar a ordem covarde, e tambem pra proteger ruralista tem policial de sobra,agora quando o povo indigena implora por proteçao nao existe justiça. Neste momento esta preste a ocorrer a qualquer momento um grande massacre e derramamento de sangue indigena nos Tekohas Nhanderu Marangatu e Guayviry pela propria justiça brasileira que sempre age sem do nem piedade e que sempre acaba vitimando algum guerreiro indigena como aconteceu em Buriti como o guerreiro Oziel Terena que foi assassinado por policiais durante a execusao de uma ordem de despejo e ate hoje nada foi esclarecido e ninguem foi punido. Nessa nova ordem de despejo da pra ver claramente que a propria justica brasileira apoia o massacre dos povos guaranis e kaiowas, ela se preocupa mais em satisfazer a vontade dos latifundiarios do que proteger a vida de varios ser humanos que lutam pela vida.So pedimos que o mundo veja como nos indigenas somos tratados pelas autoridades desse pais Brasil,e que eles tentam nos dizimar da face das nossas proprias terras tradicionais.E que o mundo olhe por nos,estamos sendo mortos pelas armas de pistoleiros e do outro lado estamos sendo massacrados por despejos violentos.Essa nossa mensagem,vamos ficar aqui,nao vamos sair,vamos resistir ate o ultimo guerreiro e ate a nossa ultima força. TEKOHA NHANDERU MARANGATU RESISTE E TEKOHA GUAYVIRY RESISTE, RESISTIR PARA EXISTIR! NAO AO DESPEJOS!!!

segunda-feira, outubro 19, 2015

Perdizes

Familia numerosa

#Vídeo | ¡Familia numerosa! ;) ►

Posted by Cazavisión Televisión on Sábado, 10 de outubro de 2015

segunda-feira, outubro 12, 2015

Arredores de Estremoz

Na minha navegação pela Internet, saltou-me à vista este artigo escrito por um e referente a outro cidadão espanhol, cujo tema são os arredores da minha querida Estremoz. Conheço pessoalmente todos os lugares aludidos e, por isso também, a publicação muito me sensibilizou.

El conejo del Alentejo

  • Tres restaurantes para comer en el campo a media hora de Badajoz

Felipe Pla es amigo en Facebook, que es una amistad moderna que tiene su gracia. Felipe se ha convertido en uno de mis gurús de la gastronomía portuguesa. Felipe es de Badajoz (su apellido lo dice todo) y gusta de recorrer ambas lados de la frontera en bici. Este verano, pedaleó por los caminos de la Serra da Ossa, cerca de Estremoz, y se detuvo a comer en un restaurante humilde y campestre llamado Flor da Coutada. Inmediatamente tomé nota y hace un par de semanas me acerqué por allí.
Me encantó el lugar. Si no te fijas bien, parece una granja antes que un restaurante. Tiene un porche con sombra, un comedor pequeño y aseado con las mesas apretadas y un ambiente de casa de comidas que evoca otros tiempos. Cuando entré, me golpeó en la nariz un aroma a estofado delicioso, sonaba desbocada la válvula de una olla exprés y la cocinera trajinaba en los fogones mientras me comentaba los platos que preparaba: sardinas, ensopado, patatas fritas chips, que cortaba con destreza, migas contundentes y unos cachelos o patatas cocidas con piel que acompañarían el bacalao, el cordero o la ternera.
En Flor da Coutada es difícil comer, postre y vino incluidos, por más de 15 euros. Escojo este restaurante para empezar una trilogía de encantadoras casas de comidas campestres situadas en los alrededores de Borba y Estremoz, a media hora de Badajoz.
Flor da Coutada está en un paraje llamado Monte da Vinha. Para llegar a él, hay que coger el cruce de la N-381, dirección Serra da Ossa, situado entre la entrada a Estremoz desde la N-4 de Badajoz a Lisboa y el cruce con el acceso a la autovía. Hay que circular unos tres kilómetros por la N-381 y a la derecha, en medio del campo, Flor da Coutada.
15 kilómetros antes, siempre por la N-4 en dirección a Lisboa, tenemos otros dos sencillos restaurantes de campiña. Justo antes de que la nacional llegué a Borba desde Badajoz, un cruce a la derecha indica Orada. Hay que tomar esa carretera y circular por ella camino de Alcaraviça, una aldeíta de Borba que destaca por sus dos restaurantes tradicionales.
El primero es la Tasca dos Coelhos, cuya dirección señala un cartel: un cruce a la izquierda de la carretera de Orada. Esta tasca de los conejos es uno de los restaurantes más alentejanos que conozco: sencillo hasta decir basta y sin ningún lujo (el retrete de caballeros era de los de agujero en el suelo la última vez que lo visité), pero con unas sopas de tomate con bandejas de tropezones de pan, de longaniza, de morcilla, de torreznos y de pimientos que alimenta a una familia. Y después, conejo, claro: estofado en una salsa hecha con sus menudillos, en tartera de barro, acompañado por bandeja de ensalada de pimientos o de tomate y bandeja de patatas fritas. Si han tomado sopa, con media ración basta para dos, pero en fin, ustedes deciden. Con café, entrantes, vino y algún helado, calculen 25 euros la pareja.
El último restaurante de nuestra ruta campestre se llama O Espalha Brasas. Para llegar a él, deben seguir recto hacia Orada en lugar de coger la dirección de la Tasca dos Coelhos. Unos pocos kilómetros más adelante, un cartel indica a la izquierda el lugar donde, en una sala acristalada y con mucho aparcamiento, puede usted disfrutar con una sopa de gallina excelente, con un cabrito asado, más conejo en tartera o más sopa de tomate tremenda. También tienen bacalao con espinacas, carrilleras de cerdo, gallina de campo. El vino de la casa, servido en jarras, se puede beber y de postre, como novedad, tarta de queso. ¿El precio? Low cost como todo lo que les recomendamos: les costará trabajo llegar a 30 euros la pareja. ¡Ah, invitan a licor digestivo!

quinta-feira, setembro 10, 2015

Correcções da História

Os nomes que Cristovão Colombo foi atribuindo aos lugares das Antilhas que descobriu correspondem, na sua maioria, a topónimos portugueses, quase sempre do Alentejo, nomeadamente
S.Bartolomeu, S.Vicente, S.Luís, Sta.Luzia, Guadiana, Porto Santo, Mou
rão, Isabel, Sta. Clara, S.Nicolau, Vera Cruz, Espírito Santo, Guadalupe, Conceição, Cabo de S. João, Cabo Roxo, S.Miguel, Sto.António, Sto.Domingo, Sta.Catarina, S.Jorge, Trindade, Ponta Galera, S.Bernardo, Margarida, Ponta de Faro, Boca de Touro, Cabo Isabel, ilha dos Guinchos, Salvador, Santarém, Cuba, Curaçao e Belém, entre outras.
Sendo certo que alguns destes nomes são comuns em português e castelhano, outros só existiam na língua portuguesa, como Brasil, Santarém, Curaçao, Faro, Belém, Touro, e Ponta Ora, se o navegador Cristóvão Colombo tivesse nascido em Génova, porque motivo nunca atribuiu a nenhuma das suas descobertas um nome em honra das cidades famosas de Itália.
Cuba, em português antigo “coba” significava “torre” e não tinha qualquer significado noutro país.
Cristóvão Colombo deu, à maior ilha que encontrou o nome de Cuba, sua terra natal, tendo explorado toda a ilha excepto o limite oeste pois temia que tivesse ligação com o Oceano Pacífico e que a partir daí fosse possível alcançar a Índia, que ele não desejava entregar aos espanhóis.

Salvador Fernandes Zarco era o verdadeiro nome de Cristóvão Colombo.

Dia Internacional do Vinho do Porto



A história do Vinho do Porto
As uvas foram cultivadas em Portugal desde a antiguidade. Os escritos de Estrabão, o grande geógrafo da antiga Grécia, indicam que os habitantes do noroeste da Península Ibérica já bebiam vinho há dois mil anos. Os romanos, que chegaram a Portugal no século II AC e permaneceram por mais de 500 anos, cultivaram vinhas e faziam vinho nas margens do rio Douro, onde o vinho do Porto é hoje produzido. O período de prosperidade que se seguiu à criação do reino de Portugal, em 1143, viu o vinho tornar-se num importante produto de exportação.
No entanto, o aparecimento do vinho do Porto, como sabemos, ocorreu muito mais tarde. Os primeiros vinhos conhecidos por este nome foram exportados na segunda metade do século XVII.
Em 1386, o Tratado de Windsor tinha estabelecido uma estreita aliança política, militar e comercial entre a Inglaterra e Portugal. Sob os termos do tratado, cada país concedeu aos comerciantes do outro país o direito a residir no seu território e a comercializar em condições de igualdade com os seus próprios súbditos. Desenvolveram-se relações comerciais fortes e dinâmicas entre os dois países e muitos comerciantes ingleses estabeleceram-se em Portugal. Na segunda metade do século XV uma quantidade significativa de vinho português era exportada para a Inglaterra, muitas vezes em troca do famoso bacalhau.
O tratado comercial anglo-português de 1654 criou novas oportunidades para os comerciantes ingleses e escoceses que viviam em Portugal, permitindo-lhes privilégios especiais e direitos aduaneiros preferenciais. Naquela época, o centro do comércio do vinho não foi o Porto, como mais tarde se tornou, mas a elegante cidade costeira do norte, Viana do Castelo, cuja situação no amplo estuário do rio Lima a tornou num porto seguro natural. Os comerciantes importaram mercadorias, tais como lã e tecidos de algodão da Inglaterra e exportaram cereais, fruta, azeite e o que era conhecido como "red Portugal”, ou "tinto de Portugal", esse vinho leve e ácido produzido nas proximidades na região verdejante do Minho, particularmente nos arredores das cidades de Melgaço e Monção.
Nas últimas décadas do século XX ampliou-se ainda mais o consumo de vinho do Porto de qualidade, dentro e fora das margens da Europa, um processo que continuou no novo milénio. Embora a Grã-Bretanha continuasse a ser o principal consumidor de vinho do Porto de qualidade, o centro de gravidade deslocou-se para a América do Norte com os Estados Unidos e Canadá a tornarem-se clientes importantes. Atualmente, os mercados emergentes da Ásia e da América Latina estão a despertar para os prazeres do vinho do Porto.
Há já muito tempo que o vinho do Porto é considerado um grande vinho. Mergulhado na tradição e com uma extraordinária história e património tem sido, no entanto, sempre capaz de se adaptar e prosperar, atraindo novas gerações de consumidores aos seus encantos. Muitas das tendências atuais estão a seu favor, especialmente o interesse na cultura vínica, nos prazeres do vinho e no seu papel na gastronomia que se espalhou pelo mundo. O vinho do Porto, com a sua diversidade de estilos e diferentes sabores, é o mais bem colocado para corresponder a este interesse. 
Os consumidores de todas as partes do mundo são cada vez mais conhecedores e curiosos e, portanto, mais propensos a serem atraídos pelos vinhos que, como o vinho do Porto, representam qualidade e tradição genuínas e que têm histórias fascinantes para contar. A singularidade do vinho do Porto permite que este se diferencie num mundo do vinho onde a oferta se torna cada vez mais ampla e complexa, mas onde escasseia muitas vezes a escolha e a diversidade genuínas. Para a maioria dos consumidores, a tendência é para usar o cliché comum, "beber menos mas beber melhor". Assim, as casas, como a Taylor’s, a Fonseca ou a Croft, que continuam a concentrar-se nos estilos mais requintados de vinho do Porto, favorecendo a qualidade em detrimento da quantidade, irão ajudar a escrever novos capítulos na longa e ilustre história do vinho do Porto.

O nascimento do Vinho do Porto
Alguns anos mais tarde, alguns factos conjuraram o aumento das exportações de vinho português para a Inglaterra. Em 1667 Colbert, o primeiro ministro de Luís XIV, aderiu a uma série de medidas para restringir a importação de bens de Inglaterra para a França. Este facto levou Charles II da Inglaterra a aumentar o imposto sobre os vinhos franceses e, posteriormente, a proibir a virar as suas atenções mais para o interior, procurando os vinhos mais robustos e encorpados das encostas íngremes e rochosas do Alto Douro, essa quente e árida região sua importação, obrigando o comércio do vinho inglês a procurar fontes alternativas de abastecimento.
A oportunidade foi aproveitada pelos comerciantes ingleses em Viana do Castelo, que começaram a concentrar os seus esforços no desenvolvimento rápido do negócio do vinho. Estes perceberam que os vinhos leves, adstringentes e muitas vezes instáveis produzidos no clima temperado e húmido do litoral do Minho não eram do agrado do consumidor inglês. Começaram a do interior atrás da Serra do Marão, onde é hoje produzido o vinho do Porto. 
 A longa distância e o terreno selvagem e montanhoso significava que os vinhos do Douro não poderiam ser transportados por terra até Viana do Castelo, mas tinham que ser levados de barco pelo rio Douro até à cidade do Porto, na costa litoral. Do Porto, embarcações levá-los-iam para a Inglaterra, saindo para o Atlântico pela traiçoeira foz do rio Douro. 
A fim de desenvolver o seu negócio de vinhos do Douro, os mercadores de Viana do Castelo tinham, portanto, de se estabelecer no Porto e no final da primeira década do século XVIII a maioria deles já o tinha feito. Um dos pioneiros do comércio de vinhos do Douro foi Peter Bearsley, filho do fundador da Taylor’s, que se diz ter sido o primeiro comerciante inglês de vinho a fazer a perigosa e desconfortável viagem para além do Marão, em busca do melhor vinho.
Embora viessem da região do Alto Douro, no interior montanhoso a cerca de 80 quilómetros de distância da costa, os vinhos adotaram o nome da cidade de onde foram exportados, tornando-se conhecidos como "vinho do Porto”. As primeiras exportações registadas de vinho com este nome ocorreram em 1678. Às vezes, para o proteger durante a longa viagem por mar, o vinho era  "fortificado" com a adição antes do embarque de uma pequena quantidade de aguardente vínica, a qual aumentava a sua força alcoólica e o impedia de se estragar. No entanto, a técnica da adição de uma pequena porção de aguardente para manter o vinho em bom estado durante o transporte não deve ser confundida com o processo de adição de aguardente vínica ao vinho durante a fermentação que é, atualmente, um aspecto essencial da produção do vinho do Porto. Como veremos, o último método de fortificação só foi adotado universalmente muito mais tarde. Nas primeiras décadas, o vinho do Porto não era aguardentado desta forma.
 
O Marquês de Pombal
Em 1703, a assinatura do Tratado de Methuen entre Inglaterra e Portugal criou ainda mais incentivos para o negócio do vinho do Porto, determinando que os vinhos portugueses importados para a Inglaterra devessem pagar de imposto um terço a menos do que os vinhos franceses.
Mais importante, o "vinho do Porto”, produzido na região do Douro, era muito mais ao gosto do consumidor inglês do que o "tinto de Portugal” do Minho. Os comerciantes ingleses e escoceses não estavam sós no comércio de vinho do Porto. Também estavam envolvidas no negócio famílias holandesas e alemãs. No entanto, a enorme importância do mercado inglês significava que os comerciantes britânicos predominavam.
A segunda década do século XVIII marcou o início de trinta anos de rápido crescimento nas exportações de vinho do Porto e um período de grande prosperidade tanto para os produtores da região do Alto Douro como para os exportadores de vinho do Porto, sediados no Porto. Contudo, com o passar do tempo, este rápido crescimento da procura aos poucos deu origem a especulações no comércio e a práticas fraudulentas, como a adição da baga de sabugueiro aos vinhos mais pobres para lhes dar cor e a ilusão de qualidade. 
Outras complicações surgiram na década de 1750, onde se assistiu a uma queda acentuada na procura e um excesso de produção no Douro. Em 1756, o Marquês de Pombal, na qualidade de Ministro de Estado de Portugal, cuja influência e poder tinham sido reforçados pela sua intervenção após o catastrófico terramoto que destruira a maior parte da cidade de Lisboa no ano anterior, entrou em cena para restaurar a ordem.
O Marquês de Pombal determinou imediatamente o controlo estatal sobre o comércio do vinho do Porto, sob a forma de uma empresa, a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro (mais tarde conhecida como a Real Companhia ou Companhia Velha), com o monopólio do comércio com a Inglaterra e o Brasil e da produção e venda de aguardente no norte de Portugal. No mesmo ano, os limites da área vitivinícola do vinho do Porto foram demarcados e a sua posição assinalada com 335 pilares de pedra, conhecidos como os marcos pombalinos. 
Em 1757, fez-se a primeira classificação abrangente das vinhas do vinho do Porto (quase um século antes da semelhante classificação que se fez em Bordéus). Aqueles que produziam os melhores vinhos, conhecidos por "vinhos de feitoria”, foram autorizados a vender os seus vinhos para exportação e reclamar um preço mais elevado, enquanto os que fazem vinhos de qualidade mais modesta, chamados "vinhos de ramo”, ficavam restritos ao mercado interno. Medidas foram tomadas, como a erradicação da árvore de sabugueiro dentro da área de demarcação, para conter os abusos mais comuns.
As ações draconianas do Marquês de Pombal e da empresa de monopólio, embora impopulares na época, resultaram numa melhora na qualidade do vinho do Porto e deram início a uma nova era de crescimento e prosperidade tanto para os produtores e como para os exportadores. Ao estabelecer os limites geográficos das vinhas do vinho do Porto, classificando-as de acordo com a qualidade e estabelecendo normas para a produção do vinho, o Marquês de Pombal foi um precursor visionário do moderno conceito de DOC (Denominação de Origem Controlada). Estas medidas pioneiras lançaram as bases para a legislação de hoje que é uma das mais sofisticadas de qualquer das clássicas regiões vitivinícolas mundiais.



O desenvolvimento de fortificação
A segunda metade do século XVIII foi um período importante na história do Vinho do Porto e assistiu ao início de uma série de práticas que transformariam o vinho do Porto no grande vinho fortificado que hoje conhecemos. 
A liderar estas práticas esteve a fortificação. No início, como vimos, por vezes adicionava-se aguardente aos vinhos no momento do embarque para fortalecê-los contra os rigores da viagem marítima. No entanto, a prática de adição de aguardente ao vinho antes que este tivesse acabado de fermentar, e que é hoje uma parte inseparável do processo de produção do vinho do Porto, raramente era seguida no início do século XVIII. À medida que o século avançava, tornou-se mais comum, em particular quando se constatou que os vinhos mais doces fortes e aromáticos que resultavam da fortificação eram mais do agrado do mercado.
Porém, nem todos os comerciantes incentivaram a prática e não foi até o século XIX que este método de fortificação passou a ser amplamente adotado. No entanto, ganhou aceitação gradualmente. A prosperidade dos últimos anos do século XVIII libertou o capital necessário para que comércio acumulasse stocks de vinho e começasse a guardá-los por mais tempo.
O potencial superior de envelhecimento dos vinhos do Porto que tinham sido fortificados tornou-se aparente. Diz-se por vezes que o ponto de viragem foi a colheita excecional de 1820 que produziu vinhos do Porto tão magníficos que os vinhos produzidos em anos seguintes não podiam aproximar-se da sua riqueza e intensidade, a menos que fossem fortificados. Em qualquer caso, por volta de 1840 a fortificação era já muito comum e em 1850 era provavelmente universal.
Um dos mais ferozes opositores da fortificação foi o famoso Barão Forrester, uma figura lendária na história do vinho do Porto e autor do primeiro mapa detalhado da região do Douro. Ele fez campanha contra a fortificação até à sua morte em 1862, quando o seu barco virou no perigoso Cachão da Valeira. Sabe-se que Forrester tinha ido almoçar mais acima, à Quinta de Vargellas, a agora famosa propriedade pertencente à Taylor’s, com Dona Antónia Ferreira, fundadora da casa Ferreirinha, e a Baronesa  Fladgate, esposa de John Fladgate, Barão da Roêda.
Após o almoço, enquanto Forrester descia o rio através do desfiladeiro na companhia das duas senhoras, o seu barco bateu numa pedra, atirando passageiros e tripulantes para a água veloz dos rápidos. As senhoras sobreviveram, pois as suas saias de crinolina cheias de ar fê-las boiar até à margem, mas Forrester, possivelmente, agrilhoado pelas moedas de ouro que estavam no seu cinto, nunca foi encontrado. Forrester foi um homem de grande determinação e, se tivesse sobrevivido para convencer os seus colegas do erro das suas opções, o vinho do Porto provavelmente não seria o icónico vinho fortificado que hoje conhecemos.

O transporte fluvial
O malogrado Cachão da Valeira tinha sido objeto de outro significativo desenvolvimento que acabaria por ter um efeito profundo no futuro do vinho do Porto. Até ao final do século XVIII, o estreito desfiladeiro estava obstruído por uma queda de água formada por afloramentos de rocha gigantescos que tornava impossível navegar rio acima para a zona inacessível mais a leste. 
Em 1780, começou o árduo trabalho de demolição das lajes de pedra. Em 1789, as primeiras embarcações foram capazes de passar através do desfiladeiro e, em 1791, o trabalho de limpeza do canal foi finalmente concluído, embora a tarefa de navegar os rápidos do Cachão se manteve extremamente perigosa. Uma vez que o rio era o único meio viável de transporte de vinho, havia poucas vinhas na área a leste do Cachão. 
Com a abertura do desfiladeiro ao tráfego fluvial, esta área ficou conhecida como o Douro Novo, e mais tarde como o Douro Superior, e viu surgir algumas das melhores quintas do Douro, entre elas a Quinta de Vargellas, que mais tarde seria adquirida pela Taylor’s. A ascensão destas quintas e o reconhecimento da qualidade dos seus vinhos fez muito para reforçar a reputação do vinho do Porto nos mercados externos.
Até há relativamente pouco tempo, o comércio do vinho do Porto estava dependente do rio para transportar os vinhos da região do Douro para as caves dos exportadores localizadas no litoral. As primeiras referências a embarcações com vinho ao longo do Douro datam de cerca de 1200, quando estas eram referidas como barcas taverneiras. No entanto, durante a maior parte da história do vinho do Porto e até meados do século XX, as embarcações que realizaram este trabalho foram os notáveis barcos rabelos.  
Até à construção no rio de uma série de barragens no século XX, o Douro era rápido no seu curso. Zonas mais calmas alternavam com bancos de areia traiçoeiros e rápidos turbulentos, alguns atravessando estreitos desfiladeiros. Os rápidos estavam frequentemente agrupados ao longo do mesmo trecho do rio o que constituía uma formidável sequência de obstáculos que exigiam grande habilidade para navegar com sucesso. Para ser capaz de navegar nestas condições, o barco rabelo tinha um casco de fundo plano e um leme comprido que era comandado a partir do topo de uma plataforma elevada, o que permitia à tripulação realizar as manobras muito precisas necessárias para navegar as correntes.
Foi também equipado com uma vela grande para ajudá-lo a fazer a viagem de volta a montante. Nos trechos mais rápidos, teria de ser levado contra a corrente por juntas de bois puxando à beira rio. As tripulações altamente qualificadas e corajosas constituíam comunidades muito unidas com as suas próprias tradições e costumes distintos.
O número de embarcações que navegavam no rio parece ter variado muito ao longo dos anos. Em 1751 eram cerca de 50, mas esse número mais tarde tornou-se em várias centenas. Durante a última parte do século XVIII, para lidar com o aumento do tráfego resultante do crescimento da procura do vinho do Porto, foram construídos rabelos de tonelagem cada vez mais pesada, os maiores transportando entre 70 e 100 pipas de vinho. Estes rabelos muito grandes eram menos manobráveis e mais propensos a acidentes e, em 1779, a legislação definiu o limite de 70 pipas. O maior dos rabelos em uso no século XX geralmente não carregava mais de 50 pipas. 

A conclusão do caminho de ferro ao longo do Douro em 1887 significava que o rabelo já não era o único meio de transporte de vinhos e outras mercadorias volumosas da região do Douro para a costa. No entanto, durante muitas décadas manteve-se o método de escolha. Na década de 1930 havia ainda cerca de 300 barcos registados. À medida que o acesso à região do Douro foi melhorando, o transporte rodoviário começou a assegurar o transporte. Em 1961, apenas 6 rabelos estavam ainda a funcionar. A última viagem comercial de um rabelo crê-se ter sido em 1964.

O nascimento do Vintage
Os últimos anos do século XVIII testemunharam outro importante acontecimento que veio a ter uma influência decisiva no vinho do Porto e no seu surgimento como um grande vinho clássico. Esta foi a evolução da forma das garrafas de vidro. 
As garrafas do início do século XVIII eram bulbosas, de base larga e pescoço curto. Podiam ficar em pé mas não podiam aguentar apoiadas quando deitadas de lado. O seu principal objetivo era levar o vinho da pipa do taberneiro para a mesa e, uma vez vazia, seriam enviadas de volta para serem novamente cheias com vinho. Frequentemente, uma garrafa trazia as iniciais ou o brasão do seu proprietário. 
Ao longo das décadas, à medida que as técnicas de produção evoluíam, as garrafas tornaram-se progressivamente mais estreitas e mais alongadas, com pescoço mais longo e menos cónico. Pode ver-se na sala do turismo nas caves da Taylor’s, em Vila Nova de Gaia, uma valiosa coleção de garrafas que ilustram esta evolução. Na década de 1770, as garrafas tinham-se tornado suficientemente cilíndricas para poderem ser guardadas deitadas.
As técnicas de fabrico de vidro do século XIX evoluiram ainda mais tornando possível fabricar garrafas de capacidade uniforme a um custo menor. Esta evolução da forma das garrafas, levou ao aparecimento do vinho do Porto vintage, vinho de um só ano apto a ser armazenado e envelhecido em garrafeira. Segundo alguns historiadores, o primeiro vinho do Porto vintage foi feito em 1775, antecedendo em 12 anos o que se pensa ser o primeiro Bordéus engarrafado de ano único, o Château-Lafite de 1787.

O turbulento Século XIX
O século XIX foi um século muito agitado para o comércio do vinho do Porto, com períodos de grande prosperidade e expansão intercalados com episódios de desastre e catástrofe. Este século viu o vinho do Porto a afirmar-se no estilo de vida e nos hábitos dos britânicos. Remessas para o importante mercado brasileiro continuaram a aumentar e o consumo de vinho do Porto expandiu-se para outros países como a Rússia, Alemanha, Holanda, os países escandinávos e Estados Unidos.
O primeiro grande desafio do século veio com a Guerra Peninsular e a chegada a Lisboa do exército de Napoleão sob o comando do General Junot seguido da ocupação do Porto pelo Marechal Soult, em 1809. Durante este período e até que o exército francês se retirasse em 1811, o negócio de vinho do Porto praticamente parou. Os exportadores britânicos e as suas famílias tinham fugido da cidade, deixando as suas empresas nas mãos de encarregados de negócios ou procuradores e, durante grande parte do tempo, as hostilidades tornavam as exportações de vinho impossíveis.
Um pouco mais tarde, outro período de turbulência política culminou nas chamadas guerras liberais, ou guerra dos dois irmãos, entre duas fações rivais, os absolutistas apoiantes de D. Miguel, que tinha usurpado o trono em 1828, e os liberais que apoiavam o seu irmão D. Pedro, antigo Imperador do Brasil. Embora o comércio do vinho do Porto tivesse continuado durante este período, foi gravemente afetado, particularmente durante o cerco do Porto em 1832.
O fim da guerra civil assistiu ao começo de uma das épocas de maior expansão e prosperidade na história do comércio de vinho do Porto. Por volta de 1840, a fortificação era uma técnica quase universalmente instalada e o vinho do Porto tinha-se tornado o grande vinho fortificado que hoje conhecemos. Este período também marcou um forte crescimento de interesse no vinho do Porto Vintage e a consolidação do seu prestígio. Ao mesmo tempo surgiu um crescente gosto por vinhos do Porto mais maduros e uma tendência para envelhecê-los por mais tempo na garrafeira. Em meados do século XIX, surgiram alguns míticos vinhos do Porto Vintage tais como os de 1863 e 1868. Foi igualmente durante este período que foi adotado o hábito de "declarar” apenas os melhores anos em vez de lançar um vintage de cada colheita.

O flagelo da filoxera
No final da década de 1850 e início da década de 1860, especialistas em botânica e viticultores europeus tinham começado a importar da América do Norte videiras de castas indígenas. Estes estudiosos não estavam cientes de que, em muitos casos, estas videiras americanas traziam consigo pequenos insectos amarelos que se alimentavam das suas raízes, sugando a sua seiva.
As videiras americanas estavam habituadas ao ataque destes insectos quase invisíveis e tinham desenvolvido formas de lhe sobreviver. Contudo, as vinhas europeias de produção de vinho não tinham quaisquer defesas. Os insectos alimentavam-se pela raiz da videira, provocando inchaços tuberosos até que a raiz ficava tão deformada que não podia absorver água e nutrientes do solo.
Famintas e sedentas, as videiras murchavam e morriam. O primeiro surto significativo ocorreu em França no sul da região do Ródano em 1862 e a praga então rapidamente se espalhou a outras partes do país causando devastação generalizada nas vinhas. Quando a causa foi finalmente identificada, foi dado ao destrutivo insecto o nome de Phylloxera vastatrix, ou filoxera.
Crê-se que a filoxera chegou à região do Douro em 1868. Em primeiro lugar, desencadeou a sua destruição nas zonas mais a leste, a origem dos melhores vinhos do Porto e, em 1872, colocou de rastos muitas das mais conhecidas propriedades produtoras de vinho do Porto. Os rendimentos baixaram drasticamente, provocando escassez de vinho e uma subida do seu preço. Um dos mais dinâmicos campeões da batalha contra a filoxera foi John Fladgate, um dos sócios da Taylor’s. Ele viajara para França para saber que remédios estavam aí a ser usados e, em 1872, publicou os seus achados numa carta aberta aos agricultores do Douro.
Mais tarde viria a ser-lhe concedido o título de Barão da Roêda pelo seu trabalho. Passou algum tempo, porém, até que a solução definitiva fosse encontrada. Esta passava por enxertar as videiras europeias nas raízes resistentes das castas americanas, uma medida que acabou por fazer parar a destruição. No entanto, a filoxera tinha causado graves danos económicos e muitos dos proprietários arruinados não tinham condições para reconstruir os seus terrenos abandonados. Ainda nos dias de hoje se podem ver no Douro os sinistros "mortórios”, ou seja, as ruínas de antigos socalcos que jamais voltaram a ser replantadas.


O Século XX
Na década de 1880 assistiu-se ao início da recuperação após a ruína trazida pela filoxera e, por altura da última década do século XIX, a prosperidade tinha já voltado ao comércio de vinho do Porto.
O consumo de vinho do Porto continuou a crescer em força até à década de 1920, mesmo durante os anos da primeira grande guerra. 
O vinho do Porto Vintage conquistou o prestígio próprio de um grande vinho clássico e muitas das suas tradições e rituais têm origem nesta época. O gosto pelo vinho do Porto continuou a espalhar-se e países como a Holanda, Dinamarca e Noruega tornaram-se mercados relevantes. O sucesso do negócio garantiu capital às casas produtoras de vinho do Porto para desenvolver e melhorar as suas propriedades e aperfeiçoar o estilo e a qualidade dos seus vinhos.
A Grande Depressão dos anos 30 teve um impacto nas vendas de vinho do Porto muito embora na segunda metade da década se tenha assistido a uma recuperação. Os estilos mais jovens de vinho do Porto envelhecido em madeira tornaram-se populares em França como aperitivo. Na década de 1930. As exportações de vinho do Porto para França representaram o triplo do volume exportado na década anterior. Durante o resto do século a França continuou a ser um mercado chave, vindo a tornar-se o mercado mais importante em volume. Na Grã-Bretanha havia um novo eclodir de interesse pelo vinho do Porto Vintage.
A primeira parte do século XX produziu uma série de extraordinários vinhos do Porto Vintage e estes ajudaram a consolidar a reputação das principais casas de vinho do Porto, tais como a Taylor’s, a Fonseca e a Croft. Além disso, estes vinhos tinham aumentado a projeção e o reconhecimento dessas marcas históricas, uma vantagem que viria a ser fulcral no mercado de vinhos do período pós-guerra, muito sensível à imagem de marca. 
A década de 1930 também testemunhou uma série de inovações tais como o desenvolvimento do primeiro vinho do Porto branco seco, o Taylor’s Chip Dry, em 1934. Entretanto, em 1933, o Governo Português tinha criado um novo órgão, o Instituto do Vinho do Porto (IVP), para regular e fiscalizar o comércio de Porto, assim como o Marquês de Pombal tinha feito 177 anos antes.

A hera da inovação
Durante a Segunda Guerra Mundial houve uma queda acentuada das exportações de vinho do Porto que fez enfraquecer algumas das empresas exportadoras de vinho do Porto mais pequenas.
Nos anos que se seguiram muitas destas empresas foram adquiridas por empresas maiores ou mais bem-sucedidas. O consumo de vinho do Porto demorou a recuperar na década de 1950, mas um aumento do poder de compra do consumidor originou um retorno ao crescimento nas décadas de 60 e 70. Este foi um período de grandes mudanças no negócio do vinho do Porto, que se adaptou às novas realidades da era pós-guerra e a um mercado fundamentalmente diferente.
O processo de consolidação que teve lugar nas casas de vinho do Porto também tinha ocorrido na distribuição. Na Grã-Bretanha o grande número de pubs independentes e comerciantes de vinho que tinham sido o esteio do comércio do vinho nos anos anteriores à guerra tinham agora sido substituídos, em grande parte, por cadeias de lojas de vinho e supermercados. Aliás, tendências semelhantes podiam ser observadas na maioria dos outros países ocidentais. Os produtores de vinho do Porto foram obrigados a racionalizar a sua seleção de produtos e a desenvolver vinhos que apelassem diretamente ao consumidor. Algumas empresas de vinho do Porto foram adquiridas no todo ou em parte por grandes grupos internacionais de bebidas cuja gama forte de produtos lhes dava acesso privilegiado às cadeias de retalho cada vez mais poderosas. Outras empresas, como a Taylor’s e a Fonseca, mantiveram-se firmemente independentes e familiares acreditando, corretamente, como se viu, que a sua reputação, a sua criatividade e a qualidade de seus vinhos lhes permitiria prosperar no novo ambiente e assegurar o seu futuro a longo prazo.
O perfil do consumidor também se alterou. Até à década de 1930, o consumo de vinho do Porto estava relativamente polarizado. O vinho do Porto Vintage estava destinado às mesas e às garrafeiras daqueles que tinham maior poder económico e os simples vinhos do Porto Ruby eram vendidos para consumo de massa. Havia muito poucos vinhos intermédios. Nos anos 60 e 70, os consumidores de vinho, dotados de maior poder de compra, tornaram-se atraídos pelos vinhos do Porto de qualidade mas eram muitas vezes dissuadidos pelo custo do vinho do Porto Vintage e pela necessidade de este ter de envelhecer em garrafa e ter de ser decantado. Ironicamente, foi a Taylor’s, o mais respeitado produtor de vinho do Porto Vintage, que encontrou a solução.
A empresa desenvolveu um conceito novo, o Late Bottled Vintage, um vinho do Porto de um só ano, de alta qualidade mas a um preço acessível, que envelhece por mais tempo em madeira do que um Vintage antes de ser engarrafado. O maior tempo de amadurecimento em madeira significava que o vinho  estava pronto para ser bebido na altura do engarrafamento, não necessitando de ser decantado e podendo ser bebido ao copo ao longo de várias semanas. Lançado em 1970 com o LBV de 1965, o Late Bottled Vintage da Taylor’s teve muito sucesso atraindo novos consumidores para a categoria de vinho do Porto, o que fez com que outras casas produtoras se lhe seguissem.
Em 1973 o Instituto de Vinho do Porto criou nova legislação permitindo que a idade do vinho fosse mencionada no rótulo dos vinhos do Porto Tawny. Mais uma vez, a Taylor’s foi precursora a criar vantagem e foi a primeira empresa a lançar uma seleção de vinhos do Porto Tawny com 10, 20, 30 e 40 anos.
Estas novas categorias de vinho do Porto garantiram o lugar do vinho do Porto nos hábitos de consumo dos países ocidentais, com o seu interesse crescente em vinho e gastronomia. Também contribuiu para o renascimento do interesse no vinho do Porto Vintage, particularmente na década de 1990, um processo assistido por escritores influentes especialistas em vinho, que ajudaram os consumidores a abraçarem as complexidades do mundo dos grandes vinhos em vez de se intimidarem por elas. Uma série de excelentes vinhos do Porto Vintage, na década de 90, continuou no século XXI e também ajudou a atrair a atenção do consumidor e do colecionador de vinhos finos. O vinho do Porto Vintage tornou-se um dos vinhos clássicos mais aclamados do mundo. Por exemplo, os vinhos do Porto Vintage da Taylor’s deste período foram galardoados com notas médias mais elevadas pelo prestigiado crítico de vinhos, Robert Parker, do que qualquer outro vinho no mundo, incluindo os famosos vinhos da Borgonha ou de Bordéus.
O aumento da procura por vinhos do Porto de alta qualidade desencadeou uma renovada explosão de investimento no desenvolvimento das vinhas e a introdução de novos métodos e tecnologias na viticultura e na enologia. Foram feitos avanços importantes nos métodos de instalação das vinhas, um fator fulcral quando se faz crescer vinhas nas colinas íngremes do Douro. O plantio em bardos verticais, conhecido como vinha ao alto, com as suas muitas vantagens, tornou-se possível em encostas mais íngremes. A crescente preocupação com a sustentabilidade ambiental e económica da viticultura no Douro levou ao aparecimento das primeiras vinhas biológicas e, em tempos mais recentes, surgiram iniciativas tais como o modelo de vitivinicultura sustentável implementada nas quintas da Taylor’s.

Olhando para o futuro
Nas últimas décadas do século XX ampliou-se ainda mais o consumo de vinho do Porto de qualidade, dentro e fora das margens da Europa, um processo que continuou no novo milénio. Embora a Grã-Bretanha continuasse a ser o principal consumidor de vinho do Porto de qualidade, o centro de gravidade deslocou-se para a América do Norte com os Estados Unidos e Canadá a tornarem-se clientes importantes. Atualmente, os mercados emergentes da Ásia e da América Latina estão a despertar para os prazeres do vinho do Porto.
Há já muito tempo que o vinho do Porto é considerado um grande vinho. Mergulhado na tradição e com uma extraordinária história e património tem sido, no entanto, sempre capaz de se adaptar e prosperar, atraindo novas gerações de consumidores aos seus encantos. Muitas das tendências atuais estão a seu favor, especialmente o interesse na cultura vínica, nos prazeres do vinho e no seu papel na gastronomia que se espalhou pelo mundo. O vinho do Porto, com a sua diversidade de estilos e diferentes sabores, é o mais bem colocado para corresponder a este interesse. 
Os consumidores de todas as partes do mundo são cada vez mais conhecedores e curiosos e, portanto, mais propensos a serem atraídos pelos vinhos que, como o vinho do Porto, representam qualidade e tradição genuínas e que têm histórias fascinantes para contar. A singularidade do vinho do Porto permite que este se diferencie num mundo do vinho onde a oferta se torna cada vez mais ampla e complexa, mas onde escasseia muitas vezes a escolha e a diversidade genuínas. Para a maioria dos consumidores, a tendência é para usar o cliché comum, "beber menos mas beber melhor". Assim, as casas, como a Taylor’s, a Fonseca ou a Croft, que continuam a concentrar-se nos estilos mais requintados de vinho do Porto, favorecendo a qualidade em detrimento da quantidade, irão ajudar a escrever novos capítulos na longa e ilustre história do vinho do Porto.

Texto: http://www.taylor.pt
Fotos: Internet