ALENTEJANO E TROPICANO
Bem vindo(a) a este meu espaço. Alentejano porque nasci no Alentejo e Tropicano porque vivi e vivo há mais tempo nos Trópicos. Por ser democrático, abre-se a todas as tendências, independentemente das minhas opiniões pessoais. Os comentários devem circunscrever-se no respeito mútuo. Aprecie, analise e comente. Obrigado pela sua visita.
Quarta-feira, Maio 15, 2013
Nakba
‘Nakba’. A palavra significa 'catástrofe' em
árabe e marca o dia do anúncio oficial da criação de Israel, 14 de maio de
1948. A data representa também o chamado “dia da catástrofe”, e
assinala a expulsão de mais de 760 mil palestinos da região após a criação do
estado de Israel.
A cada ano que passa não nos poderemos esquecer de tudo isto e do muito mais que cotidianamente aflige o nativo povo da Palestina.
A esperança é a chegada do dia em que não mais tenhamos que assinalar a passagem de mais um ano e, antes, a comemoração da criação do Estado da Palestina com a sua capital em Jerusalém.
Terça-feira, Maio 14, 2013
Domingo, Maio 12, 2013
Burocracia e Despreparo
Outras vazes houve em que usei este meu espaço para denunciar problemas inadmissíveis que o serviço público nos apresenta. Tenho plena convicção que os meus gritos aqui gravados não chegam aos ouvidos certos ou talvez cheguem, mas são ouvidos moucos. O universo de leitores do meu blog até que tem um bom tamanho, mas a maioria dos leitores não são do Brasil. Não obstante, continuarei denunciando sempre que tal se justifique.
Caixa Económica Federal (Brasil) --- De posse de uma Procuração de plenos poderes e até especificando os Organismos e serviços, redigida em Cartório com todos os termos da praxe, a mesma não foi aceite numa das agências da Instituição (Amoreiras - Campinas) e o foi numa outra (Glicério - Campinas). Fica a impressão que os funcionários concursados não tiveram o mesmo treinamento e estudaram por cartilhas diferentes. Este caso absorveu muito tempo, dinheiro e causou muita irritação. Foi alvo de reclamação perante o SAC e Ouvidoria em Brasília, mas lá eles não mexem um dedinho para nada. E assim temos um dos maiores bancos do Brasil (estatal) que é, ao mesmo tempo, um dos piores em atendimento. E gasta muitos milhões em propaganda e patrocínios estranhos, além do escabroso escândalo de apoio ao falido Banco Panamericano...
Instituto Nacional do Seguro Social - INSS --- A mesma Procuração referida acima, foi feita para também representar a mesma pessoa junto a esta Instituição. É Maio e neste mês teria que ser apresentada a Prova de Vida.
Não foi aceite no Banco respectivo por não estar cadastrada na Previdência. Entendi o detalhe burocrático e dirigi-me à agência do centro do INSS. A Procuração não foi aceite e em relação à mesma foram apontados inúmeros "erros" e "falácias"... Detalhes que nós, mais ou menos bem esclarecidos e que para tanto estudámos, refutamos de imediato. Mas nessas horas não adianta argumentar ou reclamar, pois o caldo pode entornar de vez...
A Prova de Vida era um documento emitido num Consulado brasileiro em Portugal e, espedido lá em Março (registado ou registrado), chegou ao Brasil em Maio. Demorou 2 meses. A funcionária já foi adiantando que jamais poderia aceitar aquele documento por causa das datas...
Nenhum dos meus argumentos adiantou e nada me foi sugerido como orientação para solução do impasse. Pelo andar da carruagem, a pessoa por mim representada teria que estar aqui presente...
A título de descarrêgo e irònicamente, fui alertado que o benefício não havia sido concedido naquela agência e que eu deveria dirigir-me à que tratara de tudo isso. Fica na mesma cidade, mas bem longe.
Tendo de imediato me dirigido a esta outra agência, na esperança de lá chegar antes do horário de almoço (não atendem o público de tarde), fui atendido.
Coloquei sobre a mesa a Procuração, a Prova de Vida e o meu documento de identidade. Só pedi que fosse cadastrada a Procuração no sistema e registrada a prova. Não durou mais que dez minutos e tudo ficou acertado.
Mais uma vez eu pergunto, como podem ser usados dois pesos e duas medidas se as normas são únicas e comuns?...
Polícia Federal do Brasil --- Na minha última saída do Brasil, no aeroporto de Viracopos em Campinas, ao passar pelo agente da P. F. , o mesmo não entendeu o porquê de eu portar um
Passaporte português e uma Carteira de Identidade brasileira. E eu não estava acreditando na estranhesa dele...
Ciente de todos os detalhes, como não poderia deixar de ser, pois tenho o Certificado de Direitos e Deveres, expliquei-lhe que essa é uma prorrogativa dos portugueses no Brasil e dos brasileiros em Portugal, ao abrigo do Acordo Internacional assinado em 1972. Ciente de que esse pessoal não gosta muito de brincadeiras (...), ainda lhe contei que participei duas vezes de concurso para ingresso na Polícia Federal; e que eu poderia me candidatar a todos os cargos públicos e políticos, menos o de Presidente da República. Em Portugal a recíproca é verdadeira em relação aos brasileiros.
Admirei-me, também, por ter sido entendido e liberado...
Não é meu propósito meter a foice em seara alheia, mas acho que os agentes mais novos da P. F. não estão sendo bem instruídos em certos pontos.
Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - EBCT
e
1.jpg)
Correios de Portugal - CTT --- Sinceramente, não sei qual das duas empresas é melhor ou pior. Sei que as duas são uma droga e prestam muito maus serviços. Tenho provas do que afirmo e apresentá-
las-ei se necessário.
Sobre problemas graves com os correios do Brasil eu já aqui postei uma matéria. Agora, não sei onde foi feita a borrada, mas vou começar a investigar na estação de postagem em Évora (Portugal) de uma carta registada, possuindo documento importantíssimo. A carta foi expedida em 18 de Março de 2013 e chegou em Campinas (Brasil) em 9 de Maio. Além de tudo isso, ainda vinha aberta e sem carimbo de censura...
Este último caso dá direito a uma acção de danos e a qual providenciarei. Também decidi que jamais usarei o serviço dos Correios e procurarei outras empresas do ramo, do mesmo modo que os Consulados americanos fazem com os passaportes visados e que causou a maior polémica (eles sabem o que fazem...). Pagar por pagar, escolherei uma empresa que não é comandada por políticos tachistas e incompetentes...
Caixa Económica Federal (Brasil) --- De posse de uma Procuração de plenos poderes e até especificando os Organismos e serviços, redigida em Cartório com todos os termos da praxe, a mesma não foi aceite numa das agências da Instituição (Amoreiras - Campinas) e o foi numa outra (Glicério - Campinas). Fica a impressão que os funcionários concursados não tiveram o mesmo treinamento e estudaram por cartilhas diferentes. Este caso absorveu muito tempo, dinheiro e causou muita irritação. Foi alvo de reclamação perante o SAC e Ouvidoria em Brasília, mas lá eles não mexem um dedinho para nada. E assim temos um dos maiores bancos do Brasil (estatal) que é, ao mesmo tempo, um dos piores em atendimento. E gasta muitos milhões em propaganda e patrocínios estranhos, além do escabroso escândalo de apoio ao falido Banco Panamericano...
Não foi aceite no Banco respectivo por não estar cadastrada na Previdência. Entendi o detalhe burocrático e dirigi-me à agência do centro do INSS. A Procuração não foi aceite e em relação à mesma foram apontados inúmeros "erros" e "falácias"... Detalhes que nós, mais ou menos bem esclarecidos e que para tanto estudámos, refutamos de imediato. Mas nessas horas não adianta argumentar ou reclamar, pois o caldo pode entornar de vez...
A Prova de Vida era um documento emitido num Consulado brasileiro em Portugal e, espedido lá em Março (registado ou registrado), chegou ao Brasil em Maio. Demorou 2 meses. A funcionária já foi adiantando que jamais poderia aceitar aquele documento por causa das datas...
Nenhum dos meus argumentos adiantou e nada me foi sugerido como orientação para solução do impasse. Pelo andar da carruagem, a pessoa por mim representada teria que estar aqui presente...
A título de descarrêgo e irònicamente, fui alertado que o benefício não havia sido concedido naquela agência e que eu deveria dirigir-me à que tratara de tudo isso. Fica na mesma cidade, mas bem longe.
Tendo de imediato me dirigido a esta outra agência, na esperança de lá chegar antes do horário de almoço (não atendem o público de tarde), fui atendido.
Coloquei sobre a mesa a Procuração, a Prova de Vida e o meu documento de identidade. Só pedi que fosse cadastrada a Procuração no sistema e registrada a prova. Não durou mais que dez minutos e tudo ficou acertado.
Mais uma vez eu pergunto, como podem ser usados dois pesos e duas medidas se as normas são únicas e comuns?...
Polícia Federal do Brasil --- Na minha última saída do Brasil, no aeroporto de Viracopos em Campinas, ao passar pelo agente da P. F. , o mesmo não entendeu o porquê de eu portar um
Passaporte português e uma Carteira de Identidade brasileira. E eu não estava acreditando na estranhesa dele...
Ciente de todos os detalhes, como não poderia deixar de ser, pois tenho o Certificado de Direitos e Deveres, expliquei-lhe que essa é uma prorrogativa dos portugueses no Brasil e dos brasileiros em Portugal, ao abrigo do Acordo Internacional assinado em 1972. Ciente de que esse pessoal não gosta muito de brincadeiras (...), ainda lhe contei que participei duas vezes de concurso para ingresso na Polícia Federal; e que eu poderia me candidatar a todos os cargos públicos e políticos, menos o de Presidente da República. Em Portugal a recíproca é verdadeira em relação aos brasileiros.Admirei-me, também, por ter sido entendido e liberado...
Não é meu propósito meter a foice em seara alheia, mas acho que os agentes mais novos da P. F. não estão sendo bem instruídos em certos pontos.
Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - EBCT
e
1.jpg)
Correios de Portugal - CTT --- Sinceramente, não sei qual das duas empresas é melhor ou pior. Sei que as duas são uma droga e prestam muito maus serviços. Tenho provas do que afirmo e apresentá-las-ei se necessário.
Sobre problemas graves com os correios do Brasil eu já aqui postei uma matéria. Agora, não sei onde foi feita a borrada, mas vou começar a investigar na estação de postagem em Évora (Portugal) de uma carta registada, possuindo documento importantíssimo. A carta foi expedida em 18 de Março de 2013 e chegou em Campinas (Brasil) em 9 de Maio. Além de tudo isso, ainda vinha aberta e sem carimbo de censura...
Este último caso dá direito a uma acção de danos e a qual providenciarei. Também decidi que jamais usarei o serviço dos Correios e procurarei outras empresas do ramo, do mesmo modo que os Consulados americanos fazem com os passaportes visados e que causou a maior polémica (eles sabem o que fazem...). Pagar por pagar, escolherei uma empresa que não é comandada por políticos tachistas e incompetentes...
Domingo, Maio 05, 2013
Colorado e Vermelho
O meu amor brasileiro consagrou-se campeão hoje. O meu amor português, igualzinho nas cores e na alma, sê-lo-á em breve...
O meu coração é vermelho; vermelho é o meu coração...
Internacional e Benfica --- um em cada lado do coração.
Quinta-feira, Maio 02, 2013
Segunda-feira, Abril 29, 2013
Música de Timor
Um vídeo de João Tolentino.
É uma canção dolente de lamentações e de tristeza e de saudades da sua terra Natal quando parte para longe. "ÓH Rai Timor rai dóok tebe tebes... wainhira sei rona Manu fuik ai laran laran sussar tebe tebes... Timor oan laho lemorai terus tebe tebes no laran sussar duni ... aman no inam hela iha Rai dóok..."
Os instrumentos são Kaleit e Lakadouk
Quarta-feira, Abril 24, 2013
Domingo, Abril 21, 2013
Sábado, Abril 20, 2013
O Alentejo no Mundo
Walking on air in the Alentejo
Olive groves, vineyards, ancient terracotta-toned towns... The Alentejo region is Portugal’s answer to Tuscany
Terracotta-tiled farm buildings flashed past as I pushed the whining hire car eastwards. Vines whipped by in long, green regiments. The landscape was the kind you find in those relocation programmes, where couples exchange life in Grimsby for a russet-tiled pile among lemon trees in the continental sunshine. The road ahead was arrow-straight and my wound-down window let in a cool breeze. Only another 30km and I could take my place at a table laden with cheese, olives, crusty bread and cold wine. My foot, I noticed, was pressing the accelerator a little harder…
Whether it’s holiday plans or the big retirement scheme, at some stage we’re all longing for it: that vintage slice of the beautiful south. The classic is Chiantishire, but at regular intervals, some less-visited spot with hills carpeted in olive trees and a reasonably priced wine industry will claim to be ‘the New Tuscany’. We’ve got to know .........................................................................................To see the full article you need to subscribe
Sexta-feira, Abril 19, 2013
Quinta-feira, Abril 18, 2013
Et quibusdam aliis
Na minha formação, por imperativo de nuances da vida profissional e, naturalmente, também pela curiosidade que a enriqueceram e continúam enriquecendo, muita coisa da linguagem forense e do Direito foi assimilada. Chego até mesmo a introduzir algumas locoções do latim em escritos ou na prosa, mas quando com destino aos amigos mais cultos e sempre como uso de um certo floreado do texto sem prejudicar o entendimento do mesmo. Não obstante, entendo não ser essa uma boa prática nos dias de hoje e confesso o mea culpa.
Porque ainda tive oportunidade de estudar e aprender nos bons tempos, se bem que bons são ou deveríam ser todos os tempos, tenho facilidade em entender quase tudo o que um juiz fala ou escreve, bem como transitar com facilidade no labirinto da redação de um Código ou autos de um processo.
Porém, a maioria dos mortais não tem essa facilidade e muitos se revoltam com isso. Direi, até, que essa insistência em redigir dessa forma tão conservadora e arcaica, a documentação jurídica e outra inerente aos demais órgãos oficiais, acaba por prejudicar a maioria e torna injusta a justiça...
Muitos dos magistrados escrevem ou falam de modo a se acharem o supra sumo da cultura e da retórica. De omni re scibili (divisa de Pícolo de Mirândola). São vaidosos e não entendem ou não querem entender que toda essa encenação não cativa a população em geral e os mesmos acabam por ser redicularizados por quem os entende.
Cito o caso de alguns dos juizes do Supremo Tribunal Federal que sempre mantêm uma postura encenada quando das suas preleções. Aquele jeito arrastado da fala, mesmo quando de carioca se trate, é forçado. Os esnobados termos do vocabulário são propositais e algumas vezes nos levam a consultar o dicionário, depreendendo-se estar isso fora do contexto.
Vejamos o caso mais recente em que um dos citados juizes usa o seguinte trecho de uma frase numa declaração: "é no mínimo naífico".
Algum dos meus leitores sabe o significado de naífico? --- Parabéns a quem respondeu positivamente!... Eu, sinceramente, não sabia e não achei em todos os dicionários que consultei a começar pelo meu da Porto Editora, passando pelo Michaelis e muitos na internet. Só não consegui entrar no Houaiss porque tem que ser assinante... Mas consegui saber ao ler artigos de alguns jornalistas. Só não sei onde eles acharam o significado "ingénuo". Talvez tenham seguido o meu raciocínio quando relacionei a raíz do vocábulo com a pintura naïf (simplicidade no lugar da subtileza). Quase de certeza que o meretíssimo juiz inventou assim o termo a exemplo do que faziam grandes escritores como Eça de Queiroz.
Fazendo minhas as palavras de Voltaire, resta-me dizer "et quibusdam aliis".
Porque ainda tive oportunidade de estudar e aprender nos bons tempos, se bem que bons são ou deveríam ser todos os tempos, tenho facilidade em entender quase tudo o que um juiz fala ou escreve, bem como transitar com facilidade no labirinto da redação de um Código ou autos de um processo.
Porém, a maioria dos mortais não tem essa facilidade e muitos se revoltam com isso. Direi, até, que essa insistência em redigir dessa forma tão conservadora e arcaica, a documentação jurídica e outra inerente aos demais órgãos oficiais, acaba por prejudicar a maioria e torna injusta a justiça...
Muitos dos magistrados escrevem ou falam de modo a se acharem o supra sumo da cultura e da retórica. De omni re scibili (divisa de Pícolo de Mirândola). São vaidosos e não entendem ou não querem entender que toda essa encenação não cativa a população em geral e os mesmos acabam por ser redicularizados por quem os entende.
Cito o caso de alguns dos juizes do Supremo Tribunal Federal que sempre mantêm uma postura encenada quando das suas preleções. Aquele jeito arrastado da fala, mesmo quando de carioca se trate, é forçado. Os esnobados termos do vocabulário são propositais e algumas vezes nos levam a consultar o dicionário, depreendendo-se estar isso fora do contexto.
Vejamos o caso mais recente em que um dos citados juizes usa o seguinte trecho de uma frase numa declaração: "é no mínimo naífico".
Algum dos meus leitores sabe o significado de naífico? --- Parabéns a quem respondeu positivamente!... Eu, sinceramente, não sabia e não achei em todos os dicionários que consultei a começar pelo meu da Porto Editora, passando pelo Michaelis e muitos na internet. Só não consegui entrar no Houaiss porque tem que ser assinante... Mas consegui saber ao ler artigos de alguns jornalistas. Só não sei onde eles acharam o significado "ingénuo". Talvez tenham seguido o meu raciocínio quando relacionei a raíz do vocábulo com a pintura naïf (simplicidade no lugar da subtileza). Quase de certeza que o meretíssimo juiz inventou assim o termo a exemplo do que faziam grandes escritores como Eça de Queiroz.
Fazendo minhas as palavras de Voltaire, resta-me dizer "et quibusdam aliis".
Terça-feira, Abril 16, 2013
Sábado, Abril 13, 2013
Zuzu & Margarida
http://www.livestream.com/janelafalcao
janelafalcao on livestream.com. Broadcast Live Free
Quinta-feira, Abril 11, 2013
Segunda-feira, Abril 08, 2013
Saída da Crise
No ano em que começou a circular o euro, eu estava em Portugal. Foi na passagem de 2000 para 2001.
Como eu estava a poucos dias de regressar ao Brasil, tive a preocupação de juntar umas quantas colecções dessas moedas com a cunhagem portuguesa, entendendo ser um óptimo presentinho para alguns dos amigos que sempre nos cobram garrafas de vinho, aguardentes e outras coisas que pesam muito na bagagem e no bolso e eles não percebem...
Quanto a mim, fiz uma colecção das moedas de cada um dos países da zona do euro. Na verdade, hoje está desactualizada e pretendo actualizá-la na minha próxima ida, ou pedir para que os meus filhos cumpram essa tarefa, pois pressinto que alguns abandonarão a moeda muito brevemente.
Não, não estou a sonhar e muito menos louco. Pô! Afinal formei-me em Administração e estudei economia... E tenho a certeza que se perguntar a um catedrático da área, por exemplo o meu Amigo Prof. António Serra, ele vai concordar...
Antes de eu ser céptico em relação à adopção do euro por parte de Portugal, eu já o era em relação à sua entrada na União Europeia e muitos dos meus amigos me criticavam por isso nas tertúlias em volta de uma mesa de café ou bar.
Diziam eles que eu estava há muitos anos no Brasil e que a minha praia, em termos de macro e micro economia, tinha mais a ver com Plano Collor e outras dessas aberrações...
O Mundo dá tantas voltas... Quem diria que existiria o dia em que no Chipre, um dos membros da EU se colocaria em prática uma espécie daquele mesmo Plano tupiniquim, ameaçando a mesma prática noutros, como Portugal, por exemplo?!
Nos dias de hoje, a reflexão sobre esse tema --- a saída da zona do euro, já é uma realidade palpável e ainda bem que assim é.
Até há bem pouco tempo, os países como Portugal tinham e comungavam da ideia inabalável que eram obrigados a aceitar a austeridade, pois caso contrário, a descontinuidade do euro, seria terrível.
Não é assim, não. Não trilhemos mais essas veredas, esses caminhos. Jamais teremos possibilidades de nos desenvolvermos no meio de uma moeda tão forte.
Sei que vai ser muito difícil, depois que sairmos do euro, um progressivo desenvolvimento. E aqui me vem à mente o triste cenário que vi na cidade de Torres Novas, tendo como cicerone um outro Amigo, camarada de meu irmão nas guerras de África, também de nome Serra. Ele me mostrou as grandes tecelagens desactivadas (por exigência dos alemães) e, quase não contendo as lágrimas quando citou o elevadíssimo nível de desemprego que isso ocasionara.
Muitos dos defensores do euro, mesmo cientes de toda a desgraça que o mesmo ocasionou, sabendo que estamos no fundo do poço, não admitem a possibilidade de nos quedarmos nele e, antes ao contrário, acham que esse chão ressequido servirá de trampolim para o primeiro impulso de grande salto. Coitados! Não! Acho que os coitados seremos nós, uma espécie de berbigão a foder-se na rocha com o contínuo batimento das ondas.
Eles não concordam em sair do euro e voltar às desvalorizações competitivas das respectivas moedas. Mas esquecem-se ou não sabem que as ditas desvalorizações não eram feitas com cariz de competitividade e sim de necessidade, pois caso contrário as suas economias iriam para o beleléu.
França, Itália e Espanha são grandes forças econômicas e têm capacidade para enfrentar a tal austeridade apontando-lhes o dedo médio e, mesmo mantendo-se na zona do euro, têm grande capacidade desenvolvimentista.
Portugal, Grécia, Irlanda, Chipre e mais um ou dois, terão que abandonar o euro e voltar às suas tradicionais moedas. Mesmo assim, pode preservar-se a União Europeia.
Nós, portugueses, jamais nos deixaremos aniquilar. Sempre fomos um Povo forte e essa fortaleza dobrará o vil metal na forma bélica em que se apresentar.
Temos o nosso azeite, a nossa cortiça. Reativaremos a nossa frota pesqueira. Somos bons nessas áreas e até mesmo o somos, também, na alta tecnologia, medicina, etc., etc..
Estou ansioso para pegar na nova moeda de 1 escudo. Juro que farei uma colecção dessa próxima cunhagem e os meus netos a exibirão um dia como o marco da mudança. Os portugueses têm muitos marcos fincados por esse mundo afóra. Este é mais um.
Uma Deusa
María Antonia Alejandra Vicenta Elpidia Isidora Abad Fernández.
Enorme e quase interminável esse nome de mulher. Para quê baptizar a menininha dessa maneira? Se se perguntar a alguém, mesmo que do seu tempo, se conhece a pessoa dona desse nome, dificilmente se obterá uma resposta positiva e, no máximo, aventará ser nome de figura nobre ou monárquica.
Reformule-se a pergunta só com dois nomes: Sara Montiel, ou mais intimamente, Sarita Montiel.
Talvez a mais famosa actriz/cantora espanhola, dona de voz grave, intérprete de canções inesquecíveis como "La Violetera, nome em portugês de um dos seus filmes mais aplaudidos e marcantes, "A Rapariga das Violetas" e "El último cuplé" entre outros.
Vi várias vezes cada um dos seus filmes. Não pelas produções em si que, como todos os filmes espanhois e mexicanos daquela época, eram água com açúcar, mesmo quando produzidos pela indústria de Hollywood, mas sim porque enfeitiçado pela voz e, principalmente, pelo pedação de mulher que era Sarita Montiel.
Sarita foi protagonista de muitas das minhas fantasias de adolescente. Além de grande cantora, ela era ícone sexual. Eu era verdadeira e profundamente apaixonado por ela. Só ela não sabia disso e, a partir de hoje, jamais virá a saber.
Sarita Montiel morreu! Fiquei muito triste.
Sexta-feira, Abril 05, 2013
Inverno quente
O Inverno já passou e o Natal também. Todavia, a todo o tempo podemos escrever sobre algo que se desenrola nessa ou noutra época do ano.De repente, como neste momento que suporto altas temperaturas aqui no Brasil, escrevo sobre o frio lá na terrinha...
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Nessa estação do ano, no Alentejo faz um friozinho sêco daqueles de avermelhar o nariz e algo mais que ande ao léu. Isso me fez lembrar quando eu ía para a escola de calção curto, aos 7 anos, com as ruas geladas. Então, não era só o nariz...Nem sempre cai neve, mas este ano caíu em muitos lugares da Província.
Todavia, o Alentejano sabe conviver com esse frio como ninguém. Produz os melhores vinhos de Portugal e alguns dos melhores do Mundo. As aguardentes são fortes e explêndidas. Ele sabe tomar tudo isso com prazer e classe.
Nas suas casas, nas mais modestas e nas mais refinadas, há sempre uma lareira com ampla chaminé e um lume de chão sempre aceso que, além de aquecer a casa, defuma os saborosos enchidos de carne de porco preto. Sim! aqueles que dão origem aos famosos presuntos pata negra.
Também ali se assam algumas carnes, bolotas e castanhas. As bolotas, ou boletas, são a base da dieta suina mas, como as castanhas, são saborosas e nutritivas para o gosto do ser humano.
Na parte externa, em algumas regiões, faz-se uma pilha enorme de troncos e galhos de árvores, arrancados porque não mais servem, e ali se acendem fogueiras. Em volta destas se reunem os habitantes dessas aldeias e vilas para prazeirosas audições de prosas e versos. E como essas fogueiras sempre se montam em volta das igrejas, as tertúlias são interrompidas para se assistir à missa do galo.Segunda-feira, Abril 01, 2013
Os melhores vinhos do Mundo
O meu espaço sempre estará livre para tudo o que é Alentejano ou que com o Alentejo se relacionar.
«Herdade das Servas Vinhas Velhas» chega ao Japão
No decorrer da visita oficial que encetou ao Japão, Paulo Portas, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, presenteou o seu homólogo japonês , Fumio Kishida, com uma garrafa daquele que considerou ser o "melhor [vinho] do mundo", «Herdade das Servas Vinhas Velhas tinto 2009».
Produzido em Estremoz pela família Serrano Mira, o néctar topo de gama da Herdade das Servas foi lançada no passado mês de Outubro, sendo esta a segunda edição lançada no mercado, devido à procura da excelência exigida para a produção desta referência.
Luís Serrano Mira, proprietário e director de enologia da Herdade das Servas – projecto familiar de produção de vinhos alentejanos que lidera juntamente com o seu irmão Carlos – foi um dos empresários que integrou a comitiva da missão diplomática a Tóquio, tendo esta sido uma viagem exploratória com algumas perspectivas de negócio em vista.
A família Serrano Mira é uma das mais antigas na produção de vinho na região do Alentejo - remonta ao ano de 1667. Carlos e Luís Serrano Mira são os actuais proprietários e administradores da Serrano Mira - Sociedade Vinícola, S.A. - Herdade das Servas, que zela por um património vinícola de 220 hectares, dividido em quatro vinhas: Azinhal, Judia, Monte dos Clérigos e Servas.
Esta e outras notícias em http:// www.bradosdoalentejo.com.pt/
«Herdade das Servas Vinhas Velhas» chega ao Japão
No decorrer da visita oficial que encetou ao Japão, Paulo Portas, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, presenteou o seu homólogo japonês , Fumio Kishida, com uma garrafa daquele que considerou ser o "melhor [vinho] do mundo", «Herdade das Servas Vinhas Velhas tinto 2009».
Produzido em Estremoz pela família Serrano Mira, o néctar topo de gama da Herdade das Servas foi lançada no passado mês de Outubro, sendo esta a segunda edição lançada no mercado, devido à procura da excelência exigida para a produção desta referência.
Luís Serrano Mira, proprietário e director de enologia da Herdade das Servas – projecto familiar de produção de vinhos alentejanos que lidera juntamente com o seu irmão Carlos – foi um dos empresários que integrou a comitiva da missão diplomática a Tóquio, tendo esta sido uma viagem exploratória com algumas perspectivas de negócio em vista.
A família Serrano Mira é uma das mais antigas na produção de vinho na região do Alentejo - remonta ao ano de 1667. Carlos e Luís Serrano Mira são os actuais proprietários e administradores da Serrano Mira - Sociedade Vinícola, S.A. - Herdade das Servas, que zela por um património vinícola de 220 hectares, dividido em quatro vinhas: Azinhal, Judia, Monte dos Clérigos e Servas.
Esta e outras notícias em http://
Domingo, Março 31, 2013
Quarta-feira, Março 27, 2013
Segunda-feira, Março 25, 2013
Expulsões dos Jesuítas

Já que os Jesuítas estão na moda, depois da eleição do novo Papa, aqui coloco mais uma matéria (com os devidos créditos) que à Ordem se refere. Várias expilsões...
| Os jesuítas e a implantação da República Portuguesa |
Oh! Marquês, Oh! Marquês...
O papa Francisco é o primeiro pontífice latino-americano. Também é o
primeiro jesuíta a se tornar papa. Os jesuítas têm uma longa história no
Brasil, da qual certamente não se esqueceram.
Durante o século 18, foi do Brasil que os jesuítas primeiro foram expulsos. A fronteira entre o Brasil e o que viria a ser a Argentina era um dos pontos-chave do conflito que opunha os jesuítas às coroas de Portugal e da Espanha.
O Tratado de Madri, em 1750, foi o primeiro acordo negociado entre as duas potências ibéricas sobre fronteiras terrestres na América do Sul. As reivindicações portuguesas quanto à fronteira no interior do continente foram atendidas. Em troca, Portugal cedeu à Espanha a Colônia do Sacramento, na margem norte do rio da Prata.
Antes controlada pela Espanha, a terra das sete missões jesuíticas se tornaria domínio português. O tratado previa a evacuação das missões dos jesuítas no Uruguai e de seus convertidos guaranis, bem como de mais de 1 milhão de cabeças de gado, para o lado oposto do rio Uruguai. Os jesuítas se opuseram a isso, e as missões jesuíticas recorreram às armas. Uma força militar conjunta de portugueses e espanhóis foi enviada para derrotá-las.
Pombal, principal ministro em Lisboa, e seu irmão, governador do Pará, também estavam em conflito com as missões jesuíticas no Amazonas. Como no caso dos guaranis, ao sul, na Amazônia Pombal pretendia emancipar os índios e encorajar a miscigenação entre eles e os imigrantes europeus. Isso ia de encontro ao preceito filosófico central da política indígena protecionista dos jesuítas. Pombal tinha, porém, o apoio dos colonos brasileiros, com quem os jesuítas há muito estavam em conflito quanto ao acesso à mão de obra indígena.
O terremoto de Lisboa, em 1755, agravou a situação. Em 1758, uma tentativa frustrada de assassinato do rei de Portugal ofereceu a Pombal a desculpa de que precisava para reprimir a oposição jesuítica e aristocrática. Em 1761, o jesuíta Gabriel Malagrida foi acusado de cumplicidade e sentenciado pela Inquisição. Foi a última pessoa a ser queimada na estaca em Lisboa.
Pombal promoveu uma virulenta campanha contra os jesuítas em toda a Europa católica. Em 1773, o papa Clemente 14, da ordem franciscana, suspendeu a ordem jesuítica. Quando ele morreu inesperadamente, no ano seguinte, correram boatos de que alguém havia envenenado seu chocolate quente.
O papa Francisco conhece a história dos jesuítas -e o mesmo vale para os cardeais que o elegeram. Alguns deles brincaram dizendo que o novo pontífice deveria assumir o nome de Clemente 15.
Kenneth Maxwell é historiador britânico graduado em Cambridge
(Reino Unido) com doutorado em Princeton (EUA). Referência na
historiografia sobre o período colonial brasileiro, foi diretor dos
estudos latino-americanos no Conselho de Relações Exteriores (NYC) e
diretor de Estudos Brasileiros na Universidade Harvard (EUA). Escreve às
quintas na versão impressa da Página A2.
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Sou assinante, há muitos anos, deste que é actualmente o maior jornal impresso do Brasil --- Folha de S. Paulo. A página A2, verso na primeira página, é dedicada aos editoriais e colunistas e, para mim, a mais importante do jornal. Dependendo de como seja o meu dia, poderei até não ter oportunidade para ler tudo, mas esta página não passa em branco. Até porque os meus intestinos são um perfeito e oleado relógio que exige a minha ida ao banheiro sempre à mesma hora matinal e, nesse espaço e ação, tenho que ler alguma coisa, nem que seja bula de medicamento...
Muitas vezes enviei para a "Painel do Leitor" do jornal, comentários ou críticas a algumas matérias. Todavia é procedimento que aos poucos fui abandonando, na medida em que raramente publicavam algo importante que eu escrevia em detrimento de coisas horríveis e sem nexo que outros leitores enviavam.
Nesta última semana, ao ler interessadíssimo a matéria acima, do escritor Kenneth Maxwell, impliquei com a frase "Pombal, principal ministro em Lisboa" e enviei para o Painel do Leitor, por e-mail, o seguinte:
"Prezados Senhores,
Não faço este reparo com senso crítico, mas simplesmente com a finalidade de repor a verdade dos factos. Além disso, o período em questão tem muito a ver com a história do Brasil.
Na coluna de Kenneth Maxwell "O papa e o Brasil" -- A2 opinião de 21 de Março, é nomeado como Pombal o então ministro português. Cabe a correcção colocando que naquela ocasião, Reinado de D. José I, era Primeiro Ministro do reino Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal.
Pombal é uma cidade portuguesa do distrito de Leiria, o mesmo a que pertence Fátima.
Respeitosos cumprimentos."
Recebi, quase de imediato a resposta a seguir e, assim, a certeza de que mais uma vez nada do escrevi seria publicado:
"Prezado leitor,
grato pela observação. O colunista e historiador Kenneth Maxwell escreveu, no artigo "O papa e o Brasil", que Pombal era o "principal ministro em Lisboa", o que nos leva a entender que se tratava do chefe de gabinete do rei d. José 1º, ou seja, do primeiro-ministro."
Como se depreende, a pessoa que analisou o que eu escrevi, simplesmente não entendeu nada e, acho que deixa muito a desejar a sua formação em história. Assim, respondi seco e breve:
" Prezados srs., Pombal" não era nome de ninguém.
Saudações."
Pensando eu que o assunto tinha terminado por aqui, ainda recebi resposta ao que por último escrevi:
"Prezado leitor,
o colunista referiu-se a Sebastião José de Carvalho e Melo como Pombal indicando a forma usual como era conhecido o primeiro-ministro português.
Cordialmente,"
Caraco, Barrabás, pelas barbas do profeta, abrenúncio!!! Como alguém escreve algo assim?!
Naturalmente que o troca-troca entre eu e o jornal terminou, pois que alimentar essa questão seria malhar em ferro frio. Não obstante, deixando de lado ou chutando para escanteio tão iluminados jornalistas, que eu suponho serem (jornalistas), não me refutei a escrever sobre o assunto no meu blog. Tenho consciência que o mesmo é pouco lido, o que deduzo pela escassez de comentários, se bem que reconheça não ser isso um bom instrumento de medição e avaliação. Mas, pelo menos, posso desabafar no meu recanto de desabafos e sebenta de coisas e loisas.
Assim, voltando ao assunto e restringindo-me à figura do nosso Marquês de Pombal, para mim um dos portugueses mais importantes de todos os tempos, pergunto se naquela época algum mortal se poderia dirigir a ele, directa ou indirectamente, chamando-o de Pombal? --- O Pombal isto, o Pombal aquilo, oh Pombal!
Porra! o indivíduo era mais importante que o Rei e só Dona Maria I, a filha esparveirada deste, na sua sucessão, lhe reduziu os poderes e o desterrou por indução do Clero.
Oh, Marquês! Volta cá abaixo outra vez...
Durante o século 18, foi do Brasil que os jesuítas primeiro foram expulsos. A fronteira entre o Brasil e o que viria a ser a Argentina era um dos pontos-chave do conflito que opunha os jesuítas às coroas de Portugal e da Espanha.
O Tratado de Madri, em 1750, foi o primeiro acordo negociado entre as duas potências ibéricas sobre fronteiras terrestres na América do Sul. As reivindicações portuguesas quanto à fronteira no interior do continente foram atendidas. Em troca, Portugal cedeu à Espanha a Colônia do Sacramento, na margem norte do rio da Prata.
Antes controlada pela Espanha, a terra das sete missões jesuíticas se tornaria domínio português. O tratado previa a evacuação das missões dos jesuítas no Uruguai e de seus convertidos guaranis, bem como de mais de 1 milhão de cabeças de gado, para o lado oposto do rio Uruguai. Os jesuítas se opuseram a isso, e as missões jesuíticas recorreram às armas. Uma força militar conjunta de portugueses e espanhóis foi enviada para derrotá-las.
Pombal, principal ministro em Lisboa, e seu irmão, governador do Pará, também estavam em conflito com as missões jesuíticas no Amazonas. Como no caso dos guaranis, ao sul, na Amazônia Pombal pretendia emancipar os índios e encorajar a miscigenação entre eles e os imigrantes europeus. Isso ia de encontro ao preceito filosófico central da política indígena protecionista dos jesuítas. Pombal tinha, porém, o apoio dos colonos brasileiros, com quem os jesuítas há muito estavam em conflito quanto ao acesso à mão de obra indígena.
O terremoto de Lisboa, em 1755, agravou a situação. Em 1758, uma tentativa frustrada de assassinato do rei de Portugal ofereceu a Pombal a desculpa de que precisava para reprimir a oposição jesuítica e aristocrática. Em 1761, o jesuíta Gabriel Malagrida foi acusado de cumplicidade e sentenciado pela Inquisição. Foi a última pessoa a ser queimada na estaca em Lisboa.
Pombal promoveu uma virulenta campanha contra os jesuítas em toda a Europa católica. Em 1773, o papa Clemente 14, da ordem franciscana, suspendeu a ordem jesuítica. Quando ele morreu inesperadamente, no ano seguinte, correram boatos de que alguém havia envenenado seu chocolate quente.
O papa Francisco conhece a história dos jesuítas -e o mesmo vale para os cardeais que o elegeram. Alguns deles brincaram dizendo que o novo pontífice deveria assumir o nome de Clemente 15.
Tradução de PAULO MIGLIACCI
Kenneth Maxwell é historiador britânico graduado em Cambridge
(Reino Unido) com doutorado em Princeton (EUA). Referência na
historiografia sobre o período colonial brasileiro, foi diretor dos
estudos latino-americanos no Conselho de Relações Exteriores (NYC) e
diretor de Estudos Brasileiros na Universidade Harvard (EUA). Escreve às
quintas na versão impressa da Página A2._________________________________________________________________________________
Sou assinante, há muitos anos, deste que é actualmente o maior jornal impresso do Brasil --- Folha de S. Paulo. A página A2, verso na primeira página, é dedicada aos editoriais e colunistas e, para mim, a mais importante do jornal. Dependendo de como seja o meu dia, poderei até não ter oportunidade para ler tudo, mas esta página não passa em branco. Até porque os meus intestinos são um perfeito e oleado relógio que exige a minha ida ao banheiro sempre à mesma hora matinal e, nesse espaço e ação, tenho que ler alguma coisa, nem que seja bula de medicamento...
Muitas vezes enviei para a "Painel do Leitor" do jornal, comentários ou críticas a algumas matérias. Todavia é procedimento que aos poucos fui abandonando, na medida em que raramente publicavam algo importante que eu escrevia em detrimento de coisas horríveis e sem nexo que outros leitores enviavam.
Nesta última semana, ao ler interessadíssimo a matéria acima, do escritor Kenneth Maxwell, impliquei com a frase "Pombal, principal ministro em Lisboa" e enviei para o Painel do Leitor, por e-mail, o seguinte:
"Prezados Senhores,
Não faço este reparo com senso crítico, mas simplesmente com a finalidade de repor a verdade dos factos. Além disso, o período em questão tem muito a ver com a história do Brasil.
Na coluna de Kenneth Maxwell "O papa e o Brasil" -- A2 opinião de 21 de Março, é nomeado como Pombal o então ministro português. Cabe a correcção colocando que naquela ocasião, Reinado de D. José I, era Primeiro Ministro do reino Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal.
Pombal é uma cidade portuguesa do distrito de Leiria, o mesmo a que pertence Fátima.
Respeitosos cumprimentos."
Recebi, quase de imediato a resposta a seguir e, assim, a certeza de que mais uma vez nada do escrevi seria publicado:
"Prezado leitor,
grato pela observação. O colunista e historiador Kenneth Maxwell escreveu, no artigo "O papa e o Brasil", que Pombal era o "principal ministro em Lisboa", o que nos leva a entender que se tratava do chefe de gabinete do rei d. José 1º, ou seja, do primeiro-ministro."
Como se depreende, a pessoa que analisou o que eu escrevi, simplesmente não entendeu nada e, acho que deixa muito a desejar a sua formação em história. Assim, respondi seco e breve:
" Prezados srs., Pombal" não era nome de ninguém.
Saudações."
Pensando eu que o assunto tinha terminado por aqui, ainda recebi resposta ao que por último escrevi:
"Prezado leitor,
o colunista referiu-se a Sebastião José de Carvalho e Melo como Pombal indicando a forma usual como era conhecido o primeiro-ministro português.
Cordialmente,"
Caraco, Barrabás, pelas barbas do profeta, abrenúncio!!! Como alguém escreve algo assim?!
Naturalmente que o troca-troca entre eu e o jornal terminou, pois que alimentar essa questão seria malhar em ferro frio. Não obstante, deixando de lado ou chutando para escanteio tão iluminados jornalistas, que eu suponho serem (jornalistas), não me refutei a escrever sobre o assunto no meu blog. Tenho consciência que o mesmo é pouco lido, o que deduzo pela escassez de comentários, se bem que reconheça não ser isso um bom instrumento de medição e avaliação. Mas, pelo menos, posso desabafar no meu recanto de desabafos e sebenta de coisas e loisas.
Assim, voltando ao assunto e restringindo-me à figura do nosso Marquês de Pombal, para mim um dos portugueses mais importantes de todos os tempos, pergunto se naquela época algum mortal se poderia dirigir a ele, directa ou indirectamente, chamando-o de Pombal? --- O Pombal isto, o Pombal aquilo, oh Pombal!
Porra! o indivíduo era mais importante que o Rei e só Dona Maria I, a filha esparveirada deste, na sua sucessão, lhe reduziu os poderes e o desterrou por indução do Clero.
Oh, Marquês! Volta cá abaixo outra vez...
Terça-feira, Março 05, 2013
Segunda-feira, Março 04, 2013
O galo cantou!
Esta coisa das loterias no Brasil, uma exclusividade (monopólio) do banco governamental, a Caixa Económica Federal, é um verdadeiro roubo e o apostador é o menor beneficiado. Além disso, bloqueiam a possibilidade de abertura de Casinos ou mesmo de pequenas casas de apostas ou jogos mais populares que seríam uma opção democrática do povo.

Um dos grandes absurdos é o que se pode ver neste caso das ilustrações.O bilhete inteiro de loteria da Caixa Económica Federal custou 20 reais. No sorteio deu 39049 no 4º com um prémio de 32.800 reais. Como eu só acertei a unidade de milhar e não a dezena que compõe o número sorteado, ganhei sómente 130 reais; se tivesse dado no primeiro prémio, este bilhete daria 200 reais.
Se eu tivesse jogado esses mesmos 20 reais num milhar do "Jogo do Bicho", só no número 9049, ganharia 60 mil reais. Como eu só joguei habilitando-me ao primeiro prémio, nada ganhei no milhar que saíu no 4º.. Porém, como joguei valendo a centena do primeiro ao quinto prémio e essa centena saíu no 4º prémio, terei direito a 500 reais. Se tivesse jogado o milhar valendo do 1º ao 5º, da maneira da ilustração, ainda assim ganharia 2 mil...
Está tudo errado e é por essas e outras que se continúa jogando no Bicho, um jogo eternamente proibido. Só sei que o Galo cantou mais uma vez...
Se eu tivesse jogado esses mesmos 20 reais num milhar do "Jogo do Bicho", só no número 9049, ganharia 60 mil reais. Como eu só joguei habilitando-me ao primeiro prémio, nada ganhei no milhar que saíu no 4º.. Porém, como joguei valendo a centena do primeiro ao quinto prémio e essa centena saíu no 4º prémio, terei direito a 500 reais. Se tivesse jogado o milhar valendo do 1º ao 5º, da maneira da ilustração, ainda assim ganharia 2 mil...
Está tudo errado e é por essas e outras que se continúa jogando no Bicho, um jogo eternamente proibido. Só sei que o Galo cantou mais uma vez...
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