Sábado, Julho 04, 2009

Reencontro

Vinte e seis anos depois, finalmente reencontrámo-nos. Nem todos estavam presentes, mas talvez estejam na próxima vez que nos reunirmos.
No ano de 1980 esta turma de Administração de Empresas e outras de outros cursos, inauguraram o Campus das Faculdades Padre Anchieta, na cidade de Jundiaí. Para todos nós foi um privilégio.
Após a formação, em 1983, a maioria de nós jamais se encontrou e isso eu considero um pecado gravíssimo... Devido à correria dos dias de hoje e porque cada um se dispersou, alguns até para outros países, no afinco da sua profissionalização ou na busca de melhores oportunidades, não houve um interesse geral em marcar encontros com alguma assiduidade.
Desta vez essa missão foi criada e concretizada pelo esforço de uma meia dúzia de abnegados. Para todos os que estiveram presentes a alegria foi transbordante. Cada um que chegava era recebido apoteóticamente. Neste tipo de encontro, o que mais se recorda são as passagens de antanho, principalmente as mais pitorescas, e no bojo a curiosidade sobre a vida de cada um. Foi um dia maravilhoso para todos nós e, na hora das despedidas, a promessa de um contacto permanente e o esboço do projecto para a próxima reunião.

Sexta-feira, Julho 03, 2009

Generacion Y

Hoje, ao tentar acessar o famoso blog "Generacion Y", como faço todos os dias, notei que está com problemas. Acredito que muitos outros como eu estejam com a mesma dificuldade. Só espero que não seja uma artimanha dos irmãos Castro. Aguardemos.

Telefonica

A empresa espanhola entrou no Brasil durante o Governo FHC sob a privatização das tecomunicações. Fôram muitas facilidades. Mesmo assim, os usuários da telefonia pagam uma taxa fixa que ronda 10% do salário mínimo, independentemente das ligações que sejam efectuadas, estas a serem acrescentadas à conta.
Na Espanha não é assim... Aqui a empresa alegou não abrir mão dessa taxa, pois a mesma seria revertida em investimentos para melhoria dos serviços e ampliação da rede. O grande problema é que isso não condiz com a realidade.
A Telefonica é a empresa campeã em reclamações por parte dos usuários, principalmente nos serviços de banda larga da internet. Agora, finalmente, a agência reguladora proibiu a empresa de vender os seus produtos enquanto o serviço de banda larga não esteja a contento.
Creio que tão brevemente ou até mesmo jamais, venhamos a usufruir de um serviço decente. E entendendo-se que nada houve de investimentos, a medida certa era a de obrigar a empresa a não mais cobrar a taxa compulsória. Chego a sugerir que todos os usuários fôssem reembolsados do montante que cada um pagou nestes anos; o governo deveria baixar uma medida nesse sentido.
Com vigilância apertada, se esse nó não fôr desapertado, que se casse a concessão. Aliás, esse é o grande desejo da maioria que sente o seu clamor abafado por aqueles que têm o rabo preso e detêm o poder. Quanto a mim, pobre escriba, esperneio aqui mesmo, sabendo de ante-mão que poucos lerão o que escrevo, mas sinto-me mais tranquilo por ter desabafado. Estou mudando de operadora já no início da próxima semana e acredito que milhares de outros como eu façam o mesmo. Poderei até pegar na mão outro abacaxi para descascar, mas é a alternativa...

Bichas e Paneleiros

Se existem temas sobre os quais eu não nutro o mínimo interesse de discussão ou abordagem, a homossexualidade é um deles. Não que não possua opinião a respeito, pois afirmar isso seria uma imbecilidade. Simplesmente não me proponho a entrar nesse campo por considerá-lo pantanoso e saber que muitos o fazem por pura demagogia. Assim, fico em cima do muro e vou observando o que se passa dum e doutro lado.
Quem leu esta minha introdução, já deve ter tido duas decepções: a de que o assunto a desenvolver não é o da primeira pincelada e o do uso da contração preposicional em "dum" e "doutro". Ou não?
A minha maneira de escrever pode até ser considerada um pouco esdrúxula --- e eu concordo, pois existem três factores a contribuir para isso: a minha formação mais antiga, a vivência em dois países de língua portuguesa que se expressam com muitas diferenças e o não cumprimento dos acordos ortográficos.
Acabei de ler um dos três jornais diários, o que faço todos os dias, e num deles tem um artigo com este título: "Corte da capital da Índia legaliza relações entre homossexuais". Num primeiro impulso fiquei meio confuso mas, lògicamente, essa confusão foi só momentânea e, a não ser assim, demonstraria alguma burrice da minha parte. E a outra parte como fica? --- aqueles que não entendam a coisa tão momentâneamente?
O título dá a impressão que se dividiu a capital da Índia em duas partes: uma dos homossexuais e a outra dos heterossexuais. Levando em consideração o elevadíssimo número de habitantes, teríamos ali um astronómico número de bichas...
Temos aqui, então, uma das muitas falhas que constam do último acordo ortográfico: considerar "corte" e não "côrte". Exactamente o mesmo caso de "para" e "pára" que podemos ver nas frases "uma vitória para o Brasil" e "uma vitória pára o Brasil". O não uso do acento em "para", que passou a ser a regra, induz-nos em erro numa manchete de jornal.
Se o assunto ao qual se refere a manchete despertar o interesse do leitor, logo no começo do desenvolvimento da matéria ele ficará sem dúvidas e continuará ou não a leitura. Mas, se não lhe despertar interesse, pela primeira impressão e, assim, não continuar a leitura, poderá ter perdido a oportunidade de se informar sobre algo que, afinal, seria interessante para ele. Independentemente de todas essas confusões linguísticas e de acordo com a minha maneira de escrever para gregos e troianos, no que se refere à Índia podemos crer que, pela dimensão demográfica, não existem lá muitos paneleiros...

Quinta-feira, Julho 02, 2009

Notícia velha = Notícia nova

Terça-feira, Junho 30, 2009

Honduras

Essa eu pago para ver!
Zelaya, o presidente deposto de Honduras, afirma que regressará ao seu país acompanhado dos presidentes da Argentina, Equador e altos funcionários da ONU e OEA.
O novo governo do país ameaça-o com prisão quando do desembarque.
A cena faz-me lembrar anos atrás quando Timor-Leste estava sob o domínio da Indonésia. Um grande navio foi fretado e nele viajaram altas personalidades, como o ex-presidente português Ramalho Eanes. A missão era atracar no porto de Díli e prestar solidariedade ao povo timorense. A marinha Indonésia não deixou o navio entrar em águas territoriais timorenses. O acto limitou-se a jogarem flores no mar... Agora, em Honduras, quero ver a não autorização de aterragem do avião e a reacção dos passageiros ilustres. Isso vai dar muito pano para mangas...

Alfredo Volpi

Vinte e cinco obras do pintor Alfredo Volpi fôram furtadas em 2007; foi quando se notou a sua falta na casa de familiares.
Esse furto ficou em segredo até agora por opção da polícia civil. Porquê? Se o acontecimento tivesse sido tornado público de imediato, muitos bloqueios teriam sido montados à circulação das obras. Agora vai ser difícil ou até mesmo impossível a sua recuperação. Que se dane!

Segunda-feira, Junho 29, 2009

Conquistadores

Muito interessante aquele papo do Primeiro Ministro italiano quando afirma que não é da sua índole pagar a mulheres para fazer programas; que impera o gosto e arte da conquista. Isso é profundo, muito profundo, cara pálida!...
Há uns anos atrás, eu poderia dizer o mesmo. Talvez mesmo as suas palavras fossem sinceras. Porém, estando os dois na mesma faixa etária, posso afirmar que isso é conversa para boi dormir. Elas nem olham mais para nós; a não ser alguma coroa do nosso tempo. A verdade é que, como eu não tenho a grana e o poder do gajo, não estou comendo quase nada e o poder da conquista já era. Toma jeito mané!

Sexta-feira, Junho 26, 2009

Poema da Amazónia

Em meio ao seu verde, o fogo arde queimando o nosso pulmão.

Os pássaros perdem seus galhos, em desespero voam sem rumo na imensidão.

Os animais correm em círculos, perdidos na fumaça da morte certa.

Os gritos das aves, dos animais, das plantas...

Não são ouvidas pelos homens do poder sem visão...

Que não reconhecem o ciclo da natureza que tenta em desespero...

Limpar o ar que sujamos com nossos carros, nossas indústrias...

Quebrando o ciclo da água, reduzindo as chuvas...

Até chegar as grandes cidades, nos nossos campos que na seca matarão os gados...

A abundancia das frutas brasileiras desaparecerão das nossas mesas.

Haverá dor naqueles que por muitas vezes jogaram as frutas no lixo...

E lágrimas rolarão sobre os olhos daqueles que a colhiam para comer...

Sentindo-nos impotentes, perguntaremos a nós mesmos:

O que fizemos com a nossa Amazônia?

O que não fizemos por ela...

Poema de Regina Eenas Martins

Curiosidades

Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata!

Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para servir os elevadores da casa, do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage.

Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda um regimento de blindados.

Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro de um professor universitário federal concursado , com mestrado, doutorado e prestígio internacional.

Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um "aspone" ou um mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas.

Pedaços do Alentejo

Quinta-feira, Junho 25, 2009

Crentes

Um bêbedo chega ao bar e pede uma bebida.
Do seu lado uma senhora distinta querendo chamar a atenção do bêbado diz:
- O senhor sabia que o Brasil é o segundo país do mundo em consumo de álcool?
O bêbedo responde:
- É curpa desses crente!
- Como culpa dos crentes? Os coitados nem sequer bebem álcool!
- Pois é, se eles bebesse um pouquinho, nóis já tava em primeiro!

Poemas

Devora-me
Faça-me tua presa
Enlace teu corpo junto ao meu
Explora-me pacientemente
Feito serpente...
Cola tua boca na minha
Sugue de meus lábios úmidos
Este desejo alvoroçado
Faz-me profanar em teus atos
Entrelace perfeito...
Ouça meu gemido
Feito um pedido
Possua-me
No instante que nos enlaça
No realce dos corpos nus
No limiar que reluz
E estampam as paredes do quarto...
Gotas de suor de um gozo anunciado
Pelo tremor que antecede
Sussurros que nos despem dos pudores
Entregamos-nos aos ruídos ilícitos
Para nós
Puros cantos líricos!
Iara A. Máximo Melchor

Quarta-feira, Junho 24, 2009

Vírus "A" - Gripe Suina

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Terça-feira, Junho 23, 2009

Comentários

É sempre interessante ler os comentários a certas postagens, pois muitas vezes eles acabam por ser um apêndice de informação.

Festas Juninas

Pé de Moleque
1 lata(s) de leite condensado
500 gr de amendoim torrado(s)
quanto baste de manteiga
quanto baste de farinha de mandioca torrada para polvilhar
500 gr de rapadura
Quebre a rapadura o máximo possível.
Coloque no refratário,
cubra e leve ao microondas por 5 minutos.
Adicione o leite condensado e leve ao microondas por mais 5 minutos.
Adicione 400g de amendoim moído.
Bata bem a massa com uma colher até senti-la pesada e perder o brilho.
Despeje numa forma untada e polvilhada com farinha de mandioca.
Espalhe o amendoim inteiro apertando com a espátula.
Deixe esfriar para cortar.
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Quentão Paulista
1 1/2 xícara (chá) de açúcar
1 colher (sobremesa) de cravo-da-índia
60 g de gengibre cortado em fatias com casca
2 paus de canela médios
Rodelas de 2 limões médios
Casca de 1 laranja
2 xícaras (chá) de água filtrada bem quente
1/2 litro de cachaça
Coloque 1 1/2 xícara (chá) de açúcar numa panela funda
com 2 litros de capacidade
e leve ao fogo para caramelizar levemente.
Acrescente 1 colher (sobremesa) de cravo-da-índia,
60 g de gengibre cortado em fatias,
2 paus de canela médios,
rodelas de 2 limões
e a casca de 1 laranja.
Deixe apurar.
Quando estiver com cor e textura de caramelo,
acrescente 2 xícaras (chá) de água fervendo
e deixe por 10 min em fogo baixo
para o caramelo dissolver.
Adicione 1/2 litro de cachaça
e ferva novamente por 10 min.
Coe e sirva em pequenas canecas.
Estas receitas podem também ser feitas sem álcool

Segunda-feira, Junho 22, 2009

Telefônica

A Agência Nacional de Telecomunicações decidiu proibir a Telefônica de vender seu serviço de acesso rápido à Internet depois de uma série de interrupções no serviço Speedy nos últimos meses. A proibição da venda do serviço Speedy vale até que a Anatel comprove que as medidas de regularização do serviço foram executadas. Caso a empresa descumpra a determinação, a agência estabeleceu multa de 15 milhões de reais mais 1 mil reais para cada acesso do Speedy vendido.

Aqui neste espaço uma vez eu já me tinha manifestado contra essa empresa espanhola que, infelizmente, tem como sócia uma portuguesa. Que as duas vão para o raio que as partam!

Essa privatização das telecomunicações por parte do governo de Fernando Henrique Cardoso, foi um dos maiores desastres e escândalos também.

Não se pode admitir que paguemos uma assinatura básica, pesada, por um serviço que não usufruímos. Além disso, nós usuários de internet, sofremos constantemente por causas dos cotidianos problemas na banda larga.

Sei que reclamar dessas situações num blog, não leva a nada.Todavia, ainda é uma das maneiras, pois a grande imprensa beneficia-se de polpudos contratos de propaganda e jamais contrariará os patrões.

La dolce Itália

Até hoje a Itália é um daqueles países que muito me seduz, principalmente pela beleza das suas mulheres. Naturalmente que mulheres lindas e gostosas se encontram em qualquer lugar do planeta e em muitos pelos quais passei tive a prova disso; principalmente aqui no Brasil, onde a coisa, para mim, sempre foi mais palpável...
Voltando à Itália, na minha adolescência eu não perdia um filme daquele país e muitas das suas atrizes fizeram parte das minhas fantasias. Elas não eram escolhidas só pelo seu talento, pois que a esse era adicionado o item beleza; e muitas vezes a beleza imperava sobre o talento... Ùltimamente temos tido notícias sobre escândalos envolvendo políticos de renome e, agora, técnico de futebol também renomado.
É interessante que se usa o termo "escândalo" quando pessoas importantes estão envolvidas e para os demais mortais não, principalmente quando a coisa descamba em divórcio... Mas é isso mesmo. Ninguém é de ferro, a carne é fraca e La bella Itália é um paraíso para irresistíveis traições...

Sábado, Junho 20, 2009

Gripe

Sexta-feira, Junho 19, 2009

Coincidência?

Quinta-feira, Junho 18, 2009

Ilhas Malvinas ou Falklands

À primeira vista é um caso ultrapassado. Não consta da agenda das diplomacias envolvidas com relação a datas próximas. Não quer dizer que, mais tarde ou mais cêdo, não se venha a incluir numa pauta de conversações bilaterais, sem recurso a medidas drásticas e irracionais como as de antanho na década de 80.
Lògicamente que a minha crónica de hoje não vai abordar especìficamente o problema das Ilhas, pois seria descabido. Mas mantenho o título --- um dos que excepcionalmente coloquei antes de organizar as ideias e escrever o texto. Por isso, esta minha introdução explicativa... Só falta explicar o porquê da minha navegação nestes mares, mas isso surgiu mercê dos últimos contactos com os velhos camaradas de Faculdade (que continuam), visando o nosso Encontro-Almoço de Julho próximo. O momento veio trazer à tona essas lembranças e, mais ainda, porque fui cutucado...
Naquele ano de 1982, entre Abril e Junho, período da duração da Guerra das Malvinas ou Falkland War, era frequente comentar-se a respeito nas aulas de Técnicas de Vendas, do curso de Administração de Empresas. Numa Faculdade é perfeitamente normal haver abordagens a assuntos extra curriculares pois que, afinal, tudo concorre para uma melhor formação dos alunos e até dos professores...
O assunto em questão era apaixonante e, naturalmente, gerou correntes diversas de opinião, umas a favor e outras contra, no âmbito geral. Eu era declaradamente a favor dos britânicos, atitude raríssima na medida em que sempre critiquei e continúo a criticá-los por causa das muitas arbitrariedades em que se envolvem. A minha virada de casaca, nessa altura, devia-se a outros componentes.
Sempre fui uma pessoa muito tímida e continúo sendo. Porém, numa roda de amigos eu consigo vencer algumas barreiras e sei que transmito uma imagem diferente; inconscientemente uma imagem virtual. Assim, sobressaía-me na exteriorização das minhas ideias e opiniões e isso levou o professor a mobilizar-me para um debate em sala de aula e com dia marcado, mesmo perante a minha contrariedade.
O meu oponente era um colega que se sentava numa das carteiras do fundão (cujo nome não me vinha à memória, mas fui agora informado que se chama Osni) e acirrado admirador dos argentinos e sua posição na disputa das Ilhas. Aliás, a sua postura era de declarada admiração dos regimes de então no Cone Sul.
Certa altura, durante os meus estudos na escola secundária em Portugal, fiquei escalado para uma palestra na aula de História. Era sobre os 500 anos das Descobertas. Lembro-me que passei muitas horas na Biblioteca de Évora folheando calhamaços e, com isso, adquiri conhecimentos importantes. Nessa linha de estudo e pesquisa mergulhei em tudo o que se relacionava com as Malvinas no campo da história. E esse era, cria eu, o meu grande trunfo no futuro debate. A par disso, recortava todos os dias dos jornais o que se publicava sobre a guerra e montei um dossier. Estava muito confiante na minha performance...
Uns dias antes do programado debate, numa das habituais conversas com o meu amigo Marcos, aluno do curso de Economia, abordámos o assunto. Tracei um esboço do meu trabalho e, de pronto, ele me aconselhou a rever o que eu pensava incluir (nada mais, nada menos, que uma abordagem política). E, porquê? --- perguntei-lhe. A resposta foi clara e incisiva: atacar a ditadura argentina era como se atacasse a brasileira; isso publicamente e ainda por cima vindo de um estrangeiro-residente, erra barra pesada.
Pensei muito a respeito e cheguei à conclusão que era mais prudente não enveredar por esse caminho. Pensei, sobretudo, na minha família. Assim, no dia do debate e antes de entrar na sala de aula, procurei o professor e pedi-lhe que anulasse ou adiasse o evento. A resposta foi negativa!
Entrei na sala nervoso. Notei que estava cheia e havia convidados. Alguns colegas levaram as esposas para assistir. O acto revestia-se de muita importância.
O primeiro a ser chamado para falar foi o meu oponente. Quando ele começou a dissertar sobre a parte histórica, notei que estava ali quase tudo o que eu pesquisara e isso já me iria reduzir a munição. E não passou disso --- só história.
Chegou a minha vez. Cheguei lá na frente e as palavras não saíam. E não saíram. Apercebia-me do ridículo da minha postura e isso me enterrava mais. Nunca tive o dom de falar em público para uma plateia assistente e, além disso, como um pássaro, as asas já me tinham cortado e eu não poderia voar.
Voltei para o meu lugar cabisbaixo e sujeitei-me a ouvir um monte de impropérios vociferados pelo mestre. Lembro-me que o já falecido colega Duarte dissera naquele momento: "eu era a favor da tese pró ingleses, mas mudei de lado"; o Schmidt segredou-me: " estou estranhando você! um cara que andou nas guerras de África não reage?!". Até hoje eu carrego esse peso na consciência. Porém, publicando isso tudo aqui hoje, sinto-me um pouco mais aliviado. Quem sabe, até, se compreendido?

Domingo, Junho 14, 2009

Vestígios de Floresta Tropical

Esta área verde do mapa maior é a mesma representada, em forma de coração, no mapa menor que representa o Brasil. É um conjunto de Reservas dos índios Kayapó nas suas diversas divisões.
A área cor-de-rosa que circunda a Reserva representa o total desmatamento e é ocupada pela agro-pecária. Não tenhamos dúvidas sobre que o Brasil, mais tarde ou mais cêdo, será representado por um mapa cor-de-rosa quase na sua totalidade, tendo aqui e ali pequenos pontos verdes a destoar...

Proseando

Conversa entre três amigos com mais de 50 anos, já aposentados:
- O que você tá fazendo na vida, Toninho? (ex-executivo da Pirelli)
- Bem... eu montei uma recauchutadora de pneus. Não tem aquela estrutura e organização que havia quando eu trabalhava na Pirelli, mas vai indo muito bem.
- E você, José? (ex-gerente de vendas da Shell)
- Eu abri um posto de gasolina. Evidentemente também não tenho a estrutura e a organização do tempo que eu trabalhava na Shell, mas estou progredindo.
- E você Marcos Vinicius? (ex-alto funcionário do Congresso Nacional - Secretário de um Senador do PMDB -ES)
- Eu montei um puteiro na Praia do Canto - Vitória!...
- Um puteiro ?!
- É! Um puteiro ! É claro que não é aquela zona toda que é o Congresso Nacional, mas já tá dando lucro!!!

Quinta-feira, Junho 11, 2009

Imoralidades

Sou fã de Cristiano Ronaldo e, puxando a brasa à minha sardinha, nutro admiração e torço por qualquer português que se evidencie, pelo lado positivo, em qualquer recanto do mundo. Possìvelmente ele e muitos outros, promovidos ao estrelato, não sintam nas veias o fluxo do nosso sangue do mesmo modo que eu e outros mortais portugueses. E, claro, preocupações com quem está em patamares muito abaixo na pirâmide, certamente não têm. Nem mesmo eu esperaria que algum deles me pagasse o almoço de hoje, pois já o ganhei com o esforço dos meus braços.
O meu ponto de mira abrange outro alvo: o dos contratos milionários; indecentemente milionários. E, assim, manifesto a minha discordância e total desaprovação no que respeita a esta última transação no valor de 94 milhões de euros, valor pago pelo Real Madrid para a contratação de Cristiano.
Naturalmente que isso não se circunscreve sòmente ao futebol. Noutras áreas esses valores altíssimos também são aberrantes. Deveria haver limites para tudo isso e, principalmente, lisura, transparência e fiscalização no rasto dessas movimentações financeiras. Os patos que pagam tudo isso, deveriam ter acesso a todas as informações e, assim, saber a localização do fulcro onde se apoia a alavanca que move o pedregulho que origina as grandes crises que só a eles acabam por afetar.

Terça-feira, Junho 09, 2009

Reencontro

Hoje acordei meio confuso por causa de sonho ou pesadelo muito desagradável. Não sei o que me carregou com isso. Cheguei a pensar que seria uma jornada difícil e até fiquei receoso que algo desagradável surgisse durante o dia.
Felizmente nada de negativo aconteceu e, antes pelo contrário, boa surpresa tive. Assim como o tempo anda louco, muitas outras coisas andam desajustadas e tudo se embaralha...
Vinte e seis anos depois que terminei o curso de Administração de Empresas, nas Faculdades Padre Anchieta, em Jundiaí (SP), o telefone tocou e eu atendi. Pelo modo gaiato da abordagem, imediatamente deduzi que do outro lado da linha tinha alguém que me conhecia muito bem, mas cuja voz não identifiquei. Era o Schmidt, meu companheiro que se sentava na carteira ao lado da minha durante as aulas do curso. E depois que com ele conversei, outro companheiro da mesma época também ligou --- o Valdir. Mais tarde recebi e-mail da Laura.
Eles conseguiram o que eu há muito tempo ando tentando sem sucesso: encontrar colegas daquele tempo. Apesar de todos os recursos modernos, como a internet, eu não consegui. Sem dúvida, eles são melhores que eu na arte da investigação e pesquisa.
Ficou combinado que eu participarei de um almoço de confraternização, para que fui convidado, no próximo mês de Julho, onde se espera que a maioria daqueles que fôram companheiros durante quatro anos esteja presente. Quatro deles, infelizmente, não estarão porque já passaram para o andar de cima e espero que nenhum outro, dos que falta contactar, tenha viajado para a mesma dimensão.
Não obstante a nota triste, essa surpresa rendeu uma prosa gostosa e um resumo de notícias sobre outros mais; uma perliminar do todo de cada um que será exposto no grande Encontro. Indubitàvelmente, este foi um grande dia!

Segunda-feira, Junho 08, 2009

Informações mórbidas...

O corpo humano, quando se encontra com vida, tem uma flutuabilidade neutra. Isto é, quando respiramos, enchemos os pulmões de ar, o que nos permite flutuar. Se expulsamos todo este ar, veremos que afundamos na água. Isto acontece porque nosso corpo é um recipiente estanque que nos permite armazenar gases em seu interior, variando sua flutuabilidade. Quando o ser humano morre, os pulmões vão deixando o ar sair de seu interior. Assim, se estiver na água, o corpo afunda devido a seu peso e nula flutuabilidade.

E agora vem a sua pergunta: por que o corpo flutua? Isto acontece porque, quando o corpo entra em decomposição, a atividade bacteriana em seu interior causa uma reação que libera gases que ficam armazenados em seu interior. Quando se acumula suficiente quantidade de gás, o corpo ganha flutuabilidade para subir de novo à superfície.
O tempo para que este fenómeno aconteça depende de vários fatores, mas principalmente da temperatura da água, já que quanto mais fria estiver, menor atividade bacteriana haverá e menor volume terão os gases acumulados no interior do cadáver. Pode, inclusivamente, acontecer o corpo ficar conservado pelo frio e jamais subir à superfície.

Bons e maus tempos