quarta-feira, Abril 09, 2014

Sabores do Alentejo


Naus portuguesas

Jornal malaio 

Drones terão encontrado navio português naufragado em 1511

Drones subaquáticos terão encontrado o navio português Flor do Mar, que naufrágio em 1511 no estreito de Malaca, contendo o tesouro roubado destinado a D. Manuel I de Portugal, noticiou o jornal malaio The Star Online.
Drones terão encontrado navio português naufragado em 1511
Lusa
Na altura, o navio mercante que transportava D. Afonso de Albuquerque, após este ter conquistado Malaca, à época o maior centro comercial do Oriente, naufragou com tesouro roubado, incluindo 60 toneladas de ouro do sultanato, e tornou-se num dos mais míticos e cobiçados tesouros perdidos da História.
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Baseando-se em imagens captadas por drones subaquáticos, duas empresas de salvamento submarino garantem ter avistado o galeão no mar de Java, perto da cidade de Seramang, na Indonésia, referiu hoje a publicação.
Mas, o ministro-chefe de Malaca, Datuk Seri Idris Haron, disse não ter recebido nenhuma confirmação oficial da descoberta daquele que é considerado o navio mais valioso que está no fundo do mar, "mas apenas relatórios infundados, alegando que o naufrágio foi localizado".
"Temos ouvido especulações e teorias, mas desta vez, espero que seja verdade", disse o governante, avisando que o governo estadual irá apresentar uma reclamação do navio se os documentos sobre a descoberta forem confirmados pelo Governo indonésio.
"Gostaríamos de pedir direitos de autor dos tesouros recuperados usando canais bilaterais cordiais", até porque "de acordo com o facto histórico, o galeão transportava tesouro roubado do reino de Malaca", afirmou Datuk Seri Idris Haron.
A conquista da rica cidade de Malaca teve apoio de D. Afonso de Albuquerque, que na altura ganhou muito dinheiro e riquezas naquela região, pelo que decidiu trazer os bens, primeiro para Goa e depois para Lisboa, para presentear a corte de D. Manuel I de Portugal, mas o desejo nunca foi satisfeito porque a nau afundou.

Num comentário pessoal, o termo "roubado" deve ser substituído por "conquistado"...
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A Fortaleza de Malaca e uma nau portuguesa (a Frol de la Mar?), imagem recriada a partir das "Lendas da Índia" de Gaspar Correia, cronista coevo de Afonso de Albuquerque. in "Navios Portugueses do Oriente, Telmo Gomes, Edições Inapa, 1999.

Família Trindade

Com o mesmo orgulho que o meu filho mostra o livro da escritora Gabriela Ruivo Trindade, eu mostro a foto dele na cidade de Évora.
A escritora, descobrimos, tem laços de parentesco connosco e é de Estremoz, como ele e eu...
Mais tarde escreverei neste espaço uma crónica mais abrangente. Aguardem!...

terça-feira, Abril 08, 2014

A Cortiça e a Ciência

Equipa liderada por cientistas portugueses extraiu da cortiça uma molécula complexa mantendo as suas propriedades iniciais. Os cientistas descobriram ainda que essa molécula é antibacteriana e antevêem uma série de aplicações, como uma nova geração de sacos de plástico.
O uso da cortiça para fabricar rolhas e placas isolantes é antigo. Entretanto, a indústria do vestuário já faz malas, chapéus ou sapatos com cortiça. Arquitectos e designers já construíram bancos, maçanetas e outras peças de mobiliário com este material. Agora, talvez seja a vez de a medicina aproveitar as propriedades da árvore que é símbolo nacional – o sobreiro (Quercus suber) – para ajudar a curar feridas.
Uma equipa de investigadores, liderada por portugueses, acaba de demonstrar que é possível extrair da cortiça uma película de suberina – uma molécula vegetal que se encontra em grande quantidade na casca do sobreiro. E provou ainda que esta película tem propriedades antibacterianas. A novidade foi publicada na revista Biomacromolecules.
A suberina é um poliéster, o nome de uma classe de polímeros em que entram vários tipos de moléculas, como os plásticos (estes provêm do petróleo). A suberina é naturalmente produzida em árvores como o sobreiro ou a bétula. É um importante constituinte da parede das células vegetais – uma estrutura que está à volta da membrana celular, dá rigidez aos tecidos e não existe nas células animais.
A suberina acumula-se na cortiça, onde pode chegar a constituir metade do seu peso. A casca do tronco da bétula também pode conter até 50% desta macromolécula.
Até agora, nunca se tinha conseguido extrair a suberina de modo a manter uma estrutura semelhante à que forma na parede celular. O que os investigadores químicos faziam era cortar as cadeias de moléculas de suberina. Ao estar organizada em grandes cadeias, a suberina cria um efeito de protecção, rigidez e isolamento no interior da parede celular vegetal (que é formada por outras moléculas). Mas estas propriedades perdiam-se quando as reacções químicas utilizadas antes pelos cientistas partiam as cadeias de moléculas de suberina nas suas unidades.
Este obstáculo foi ultrapassado com o trabalho liderado por Cristina Silva Pereira, chefe de um grupo do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB), em Oeiras. “Não olhámos para o problema com a abordagem de um químico”, disse a investigadora ao PÚBLICO, referindo-se à ideia de que as moléculas podem ser partidas e reconstruídas dentro de um tubo de ensaio. “Olhámos para o polímero como um todo, tendo presente a função que desempenha na planta. Queríamos aceder a este material mantendo essas funções.”
A equipa começou a trabalhar com a suberina em 2008 e em 2010 conseguiu finalmente extraí-la da cortiça, mantendo parte da estrutura que a molécula forma na parede celular da planta. Para isso, os cientistas usaram um composto que apenas partia certas ligações, e não todas, entre as moléculas.
No artigo agora publicado, os cientistas demonstraram como se pode criar uma película de suberina com esse método. O trabalho teve ainda a colaboração de investigadores de outros grupos do ITQB, da Universidade de Aveiro, da Universidade de Coimbra e ainda da Universidade de Ratisbona, na Alemanha.
“A película tem um aspecto de uma mica”, diz Cristina Silva Pereira, referindo-se às capas de plástico, “com uma cor entre o amarelo-escuro e o acastanhado”. Depois, a equipa analisou as propriedades físicas desta película, como por exemplo o ponto de fusão e a permeabilidade à água. Além de ser impermeável, o material é liso.
Finalmente, os investigadores testaram os efeitos que a película de suberina tem na sobrevivência de duas espécies diferentes de bactérias que pertencem a dois grandes grupos bacterianos (as Gram-positivas e Gram-negativas): constataram que os pedaços de película de suberina matavam a grande maioria dessas bactérias.
Cristina Silva Pereira explica que há várias referências de medicina tradicional sobre o uso de plantas ricas em suberina que induzem a cicatrização de feridas. Por isso, a investigadora defende que esta película de origem biológica poderá vir a ser utilizada para tapar as feridas crónicas, como as que os diabéticos desenvolvem, promovendo a cicatrização e inibindo o desenvolvimento de bactérias. “Estamos a pedir muito a um biomaterial, mas acho que este desempenha todas estas funções.”
Para a produção da película, a equipa utilizou pó de cortiça, um produto que resulta da transformação da cortiça e apenas é aproveitado para produzir energia através da sua queima. Seria possível usar suberina para substituir os sacos de plástico que inundam o mundo? “O uso da cortiça para este fim é limitado”, responde a investigadora.
Mas a equipa está a tentar repetir o mesmo processo para extrair suberina e outros poliésteres naturais da bétula, das cascas do melão, da mandioca, da batata, da maça ou do tomate. “Se este processo for feito com outras fontes, poderá ter todo o tipo de usos, desde os mais mundanos aos mais sofisticados.”

In "Público" ---  07/04/2014

sábado, Abril 05, 2014

As Origens


terça-feira, Abril 01, 2014

45º Encontro Nacional


18 de Maio de 2014 (Domingo) 10 horas

 
Fazendas de Almeirim, Almeirim, Quinta da Feteira
Distrito de Santarém
GPS: N:39º 11'28" - W 8º 35'52"
 
Comissão Organizadora do XLV Encontro Nacional de Expedicionários a Timor: Avenida António dos Santos - lote 2 - 1º dto, 2000-074 - Santarém.
Telef. 919730200 - 962435705 - 967571398 e 919227007  manuel.martinho.santarem@gmail.com.
Responsáveis: Manuel Martinho, Herminio Jorge, Victor Murteira e José Lage



 

Vinhos especiais

Quase tudo o que eu encontro por aí e que diga respeito ao meu Alentejo, eu compilo para esta minha página ou na mesma eu comento. Porém, quando se trata da minha cidade natal, Estremoz, então a publicação é assegurada...
Assim eu propago o Alentejo e a minha terra ao Mundo.

Mourinho promete oferecer vinho de Estremoz a David Moyes 

Já não é a primeira vez que acontece. Conhecido pela troca de vinhos com Alex Fergunson, ex-treinador do Manchester United, José Mourinho disse oferecer uma garrafa de vinho de Estremoz a David Moyes, técnico dos ´red devils´, caso a sua equipa elimine o poderoso Bayer de Munique da Liga dos Campeões.
“Estamos conscientes do poderio da equipa de Pep Guardiola, embora a nossa tarefa (PSG) seja igualmente complicada. Por isso, para um grande desafio, um grande vinho”, disse ao ´E´ o treinador do Chelsea.
O Manchester-Bayer Munique joga-se hoje, às 19.45 horas (SportTv) e abre a primeira mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões.
A final da prova está marcada para 24 de maio no Estádio da Luz, em Lisboa.
Recorde-se que na altura em que orientava o Real Madrid, Mourinho ofereceu uma garrafa de Barca Velha (1964) a Fergunson, no valor de 350 euros.

In 

 

quarta-feira, Março 26, 2014

segunda-feira, Março 24, 2014

Gato Bravo

Libertação de linces-ibéricos preocupa proprietários rurais do Vale do Guadiana
 

 
A libertação de exemplares de lince-ibérico até final da primavera em Portugal está em risco por falta de condições, alertou recentemente a Associação Nacional de Proprietários Rurais, Gestão Cinegética e Biodiversidade (ANPC), que representa a maioria das zonas de caça e dos proprietários rurais da região do Vale do Guadiana, no Baixo Alentejo, a zona onde os animais serão libertados.
Em comunicado, a ANPC refere que ainda não estão reunidas as condições mínimas fundamentais para que a reintrodução do lince-ibérico em Portugal possa acontecer e venha a ser um sucesso. Por isso, a prevista libertação em Portugal de oito linces-ibéricos criados em cativeiro está seriamente em risco, alerta a ANPC. Há aspetos essenciais que têm de ser salvaguardados para que o lince-ibérico possa ser reintroduzido com êxito, como haver coelho-bravo, a principal presa do lince-ibérico, em número suficiente para o felino se poder alimentar, o que não está garantido, disse à Lusa o secretário-geral da ANPC, João Carvalho.
Atualmente, a densidade de coelho-bravo é bastante reduzida, devido a quedas abruptas das populações provocadas por uma nova doença, o que põe em risco a reintrodução do lince-ibérico, que depende quase exclusivamente daquela espécie de coelho para se alimentar, disse.
Se não houver coelho-bravo em número suficiente, os linces-ibéricos terão de percorrer distâncias enormes à procura de alimento, correndo risco de morrerem atropelados, ou virar-se para outras presas, como perdiz, lebre, galinhas e ovelhas. Por outro lado, disse João Carvalho, o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas e organizações do setor da caça ainda não subscreveram o convénio para a conservação do lince-ibérico proposto pela ANPC e que é essencial para se poder formalizar acordos com os proprietários e entidades gestoras das zonas de caça situadas na área abrangida pela reintrodução do felino em Portugal.
Em declarações à Lusa, o secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Miguel castro Neto, disse que as questões levantadas pela ANPC são assuntos que estão a ser acompanhados por técnicos do projeto LIFE+ Iberlince para conservação e reintrodução da espécie na península Ibérica. A evolução do estado das populações de coelho-bravo nas zonas potenciais de reintrodução de lince-ibérico está a ser acompanhada em permanência e os atuais números de coelho-bravo não colocam em causa a planeada libertação dos oito exemplares em Portugal até final da primavera, afirmou. Estamos a falar de natureza, de condições que não controlamos, mas estamos convencidos de que, se não houver alguma alteração súbita, a questão do coelho-bravo não será um fator limitante para a libertação dos oito exemplares, frisou o governante.
A Iberlinx - Associação para a conservação do lince-ibérico está no terreno a desenvolver ações de monitorização e de recuperação das condições favoráveis à reprodução de coelho-bravo e, por isso, acredito que haja uma evolução positiva que permita assegurar a libertação dos exemplares até final da primavera, disse.
A libertação em Portugal dos oito exemplares, decidida esta semana pelo comité ibérico do projeto LIFE+ Iberlince, vai decorrer de forma gradual, sendo que primeiro serão libertados três, depois mais três e finalmente dois, disse o governante.
De acordo com Miguel castro Neto, o trabalho relativo ao convénio está em curso e o facto de ainda não estar concluído e subscrito em nada prejudica o projeto de libertação dos oito exemplares de lince-ibérico.
Segundo João Carvalho, a ANPC, após ter pedido um audiência, vai ser recebida hoje, segunda-feira, por Miguel castro Neto, a quem irá transmitir as suas preocupações. 






In Diário do Alentejo - On line

sábado, Março 22, 2014

Abacaxi e Diabetes

O abacaxi é uma fruta deliciosa que oferece vários benefícios à saúde, alguns dos quais podem ajudar as pessoas que têm diabetes. Ele é uma excelente fonte de vitamina C, um nutriente especialmente importante na proteção do organismo contra os radicais livres que fazem as placas se acumularem nas artérias, aumentando as doenças do coração diabético. Além disso, o abacaxi contém uma enzima conhecida como bromelina que contribui com uma variedade de funções benéficas para o corpo humano. Em particular, é conhecida por ser um anticoagulante natural que rompe uma proteína de coagulação do sangue conhecido como fibrina. Além disso, a bromelina dilui o muco, melhora a função imunológica, ajuda na digestão, atua como um anti-inflamatório e pode aumentar a eficácia de certos antibióticos (especificamente: amoxicilina, eritromicina, penicilamina, e penicilina).
Abacaxis, dizem ser originários do Brasil ou Paraguai, e muito antes dos Europeus chegarem à América Central, a fruta já tinha se espalhado por toda a região. Foi introduzido pela primeira vez na Europa por Cristóvão Colombo, que trouxe de volta alguns frutos de sua viagem para o novo mundo. Durante séculos após a sua primeira descoberta, o abacaxi foi amplamente cobiçado por seu sabor delicioso e raridade, tanto nos Estados Unidos como em todo o Atlântico. Como a fruta tendia a perecer rapidamente, conseguir um abacaxi fresco era difícil e, então, passou a representar um símbolo de status social. Simplesmente tê-lo em uma reunião social, dava ao anfitrião uma impressão favorável entre os seus convidados.
O abacaxi é extremamente versátil e pode ser utilizado de várias maneiras. Com o aumento da facilidade de se obter esta fruta durante o século 20, as pessoas passaram a ser criativas no modo como preparar esta iguaria considerada rara até então. Além de comer a fruta simplesmente crua, podemos misturá-lo em um smoothie, ou agregá-lo em qualquer tipo de salada para realçar o sabor dos pratos. Iogurte geralmente fica bem com qualquer combinação de frutas, e abacaxi não é uma exceção. Coloque-o para assar em seu próximo churrasco, e depois sirva com carnes, aves, ou peixe para criar uma refeição com uma fantástica mistura de sabores, além de ajudar na digestão. Pode-se também colocá-lo em uma mistura de vinagrete, e desta forma usá-lo em conjunto com outros alimentos.
Finalmente, damos-lhe as informações nutricionais de uma porção: 1 xícara de abacaxi picado é livre de gorduras e fornece 60 calorias, 1 g de fibras, 13 g de açúcares, 0 g de proteínas, e mais de 130 % de suas necessidades diárias de vitamina C. Aproveite!

In http://blogbr.diabetv.com

Azeitonas


Aqui no Brasil só chegam as azeitonas em conserva, inteiras, provenientes de Portugal, Espanha, Grécia e Argentina principalmente. Tanto as verdes como as maduras. E, assim, quem não tem cão caça com gato...

Lá no meu Alentejo os dois tipos de azeitona preferidos são as retalhadas (fotos 2 e 3)
e as pisadas (fotos 4 e 5).
Retalhadas ou pisadas, ambas são deliciosas e se saboreiam ainda com aquele frescor da apanha recente, se bem que se podem conservar por bastante tempo.
Pessoalmente gosto mais das pisadas.

terça-feira, Março 18, 2014

Golf no Alentejo

O GOLF CHEGOU AO ALENTEJO !!!
Três Alentejanos reunidos tentam encontrar uma nova maneira de passar o tempo.
Diz um:
- Oh compadris, já chega de sueca e dominó. Tou farto disto!!
Diz outro:
- Atão e se fossemos jogar golfi ?
Pergunta o primeiro:
- Atão, oh! compadri, com'é quisso se joga ?
- É c'um pau, umas bolas e um buraco.
Responde o outro :
- Atão tá beim ; ê cá dou o pau.
Diz o segundo:
- Prontos ê cá dou as bolas.
Responde o terceiro :
- Cumpadres, ê cá nã jogo.

Brancos e Tintos

Quatro vinhos alentejanos no Top 10 dos vinhos portugueses
 

 
Quatro vinhos alentejanos foram premiados na 11.ª edição do Essência do Vinho, que decorreu recentemente no Porto, divulgou ontem a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA).
No “Top 10 Vinhos Portugueses”, no âmbito do evento, realizado entre 27 de fevereiro e 02 de março, o setor vinícola do Alentejo esteve representado por quatro vinhos, dos produtores Sociedade Agrícola D. Diniz, João Portugal Ramos, Herdade da Malhadinha Nova e Susana Esteban.
O Alentejo é a região líder no mercado nacional, quer na quota de mercado em volume (43,1 por cento), quer em valor (44,3 por cento), segundo os dados ACNielsen, na categoria de vinhos engarrafados de qualidade com classificação DOC e IG.


http://da.ambaal.pt/noticias/?id=5140 

sábado, Março 15, 2014

Os ETs voltaram

Seguindo a rota normal de Kuala Lumpur a Pequim, o voo MH 370 da Malaysia Airlines sumiu dos radares civis, mas não dos militares que detectaram o Boing 777 depois da perda de contato numa série de malabarismos em diferentes altitudes e rotas.
Naturalmente que o avião não caíu em lugar algum pois que, a ser assim, com todos os meios disponíveis e em uso, partes do mesmo já teríam sido avistadas.
No momento do último sinal captado houve a aproximação de uma nave extra terrestre, que não se pode imaginar de qual Planeta é oriunda, a qual sincronizou a velocidade com a do avião e usou os seus dispositivos magnéticos para segurar a pouca distância o aparelho com total segurança. Numa segunda fase da operação os motores do boing foram desligados e este passou a ser parte da nave.
Num brusco movimento de alteração da rota, a direção tomada pela nave foi o Estreito de Malaca, agora uma espécie de Triângulo das Bermudas onde, do mesmo modo, sumiram em 1945 cinco bombardeiros e mais alguns aviões de resgate, assim como o Constellacion da Tiger Line que em 1962 sumiu entre o Vietnã e as Filipinas. De todos jamais foram encontrados destroços.
Neste ponto do Planeta Terra, o Estreito de Malaca, a nave extra terrestre adquiriu a sua velocidade original e sumiu em direção ao infinito.
Não é de ontem que nós, terrenos, estamos na mira dos ETs em vários pontos do nosso Planeta ou mesmo nas incursões a alguns e tentativas a outros. Enquanto isso alimentamos hipóteses e dúvidas tão sòmente enquanto as autoridades continuem a manter completo sigilo sobre presumíveis aparições, como o caso de Varginha no Estado de Minas Gerais.

sexta-feira, Março 14, 2014

Pedreiras de Estremoz

Cátia Gomes Marques apresentou, no inicio deste ano, em Hong Kong (China), um projeto de reconversão da pedreira de Santo António, em Estremoz, que transforma o espaço num hotel de luxo.
“Desenvolvi este projeto no intuito de valorizar o património e a cidade de Estremoz. O projeto foi inclusive registado na sociedade de autores pelo seu valor e singularidade. Além de muito reconhecido no meio académico, tem-lo sido também aqui em Hong Kong, ao contrário do que aconteceu localmente. Apresentei os documentos correspondentes ao trabalho desenvolvido, penso que, em 2012, à Câmara Municipal de Estremoz e a reação obtida não foi nenhuma”, refere a jovem arquiteta.
O trabalho desenvolvido pela alentejana promove a recuperação da pedreira de Santo António, reconhecendo o atual prejuízo territorial e paisagístico e, em simultâneo, a exclusividade e potencialidade das suas características.
“Alguns projetos, como o da Pedreira de Santo António, podem revelar-se a ‘imagem de marca’ de uma região. Verificam-se atualmente uma diversidade de atrativos turísticos, reconhecidos mundialmente, resultantes da reabilitação de pedreiras, como por exemplo as piscinas naturais de St Marry’s Quarry no Canadá, a Ópera de Dalhalla na Suécia ou o Estádio Municipal de Braga em Portugal”, considera.
Natural da freguesia de Cano (Sousel), Cátia Marques está em Hong Kong há cerca de um ano, onde acompanha a de obra de uma estação naquela cidade.
“Gosto muito do que faço e valorizo muito a oportunidade de trabalho que este país me oferece”, finaliza.
Principais ideias da reconversão ● Parque turístico ímpar; ● Reabilitação e reconversão dos poços extrativos; ● Poço de mergulho artificial e um hotel esculpido no mármore; ● Reconversão do poço Noroeste da pedreira numa piscina natural pública; ● Desenvolvimento de atividades e desportos, como o polo aquático e mergulho; ● Reconversão do poço Sudeste num hotel de mármore; ● O Mármore Hotel Spa terá uma área de aproximadamente 0,9 hectares; ● Desenvolve-se aproximadamente até 30 metros de distância da cota terrestre; ● Hotel disponibiliza experiências únicas de habitar os reconhecidos mármores de Estremoz na sua origem; ● O projeto pressupõe a criação de parcerias públicas e privadas.


 Publicação de

sábado, Março 08, 2014

Ainda as Mulheres

Em muitos lugares do Planeta, mercê  dos fusos horários, o Dia Internacional da Mulher já é coisa do passado. Aqui no Brasil, de onde escrevo neste momento, ainda se comemora esse dia por mais uma hora e meia... É portanto, pertinente a minha abordagem do tema Mulher.
No decorrer deste dia, muito se escreveu e falou sobre infindáveis vertentes que o tema abrange. Chamou-me especialmente a atenção uma reportagem da televisão em que se prevê que as oportunidades de emprego só sejam iguais entre homens e mulheres daqui a pelo menos vinte anos. E ainda na mesma reportagem, a contestação de haver maior número de estudantes e formaturas do sexo feminino, porém sem acesso a cargos só desempenhados pelos homens.
Concordo em que tudo isso é uma triste realidade, apesar de já se ter avançado muito nesse ambicionado campo da igualdade de oportunidades e competências. A comprovar isso, fora da generalidade, tenho algumas amigas pessoais engenheiras de produção e da construção civil, delegadas de polícia, motoristas de caminhão e de outras profissões até há pouco tempo campo restrito aos indivíduos do sexo masculino.
Mas, o fulcro desta questão que abordo hoje é o facto de confessar que tenho muito orgulho de quando naquela época distante, início dos anos 70, eu tomei uma iniciativa, incrédula para muitos.
Ocupando o cargo de gerente de produção na então Purina do Brasil, uma multinacional líder do ramo de alimentação animal, fui convidado a exercer o mesmo cargo na Mogiana Alimentos (Guabí), hoje também uma gigante do ramo.
Mudei-me com armas e bagagem da cidade de Canoas, no extremo sul do Brasil, para a cidade de Orlândia, ao norte do estado de São Paulo.
A primeira missão foi supervisionar a montagem da nova fábrica nos armazéns desactivados de uma grande empresa de produção de óleos vegetais. Em paralelo a essas funções, também me coube a montagem das equipes que viríam a operar os vários setores fabris.
Nos muitos momentos em que planejava uma série de medidas, lembrei-me de minha mãe em Portugal, que trabalhava numa fábrica de massas e rações no setor de sacarias. Um trabalho muito duro para uma mulher, mas que não era raro no meu Alentejo. Inspirei-me nisso e coloquei sobre a mesa de reuniões com a diretoria a viabilidade de contratar mulheres para algumas áreas da produção.
A ideia não foi muito bem aceite num primeiro impacto gerado. Se aprovada a minha sugestão, seria a primeira fábrica do género a empregar mulheres em cargos até então ocupados por homens. E ainda conspirava contra mim o conservadorismo daquela região em que predominavam as regras dos grandes fazendeiros, alguns dos quais sócios da nova empresa...
Com base na minha insistência e dando o aval de que a experiência inovadora daria certo, houve acordo.
Comecei a treinar a supervisão sectorial e as equipes de operários e operárias. Estas eu coloquei em serviços mais leves, naturalmente, como operadoras de ensaque, de costura da sacaria, rotulagem de embalagens, varrição e micro mix.
Sem querer desfazer dos homens, o rendimento de produção das mulheres era mais alto. Elas se debruçavam nos seus afazeres com muito mais responsabilidade e menos tempo perdido. A simples presença delas no mesmo
espaço impunha um certo respeito que contrariava algumas previsões.
Muitos anos já se passaram desde que eu abandonei essa profissão e abracei outras no decorrer da minha vida profissional. Mas ainda hoje me orgulho daquele pioneirismo na emancipação da mulher.

FORUM HAKSESUK: Tribunal Internacional de Justiça anuncia medidas ...

FORUM HAKSESUK: Tribunal Internacional de Justiça anuncia medidas ...: No dia 3 de Março o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) proferiu uma decisão interlocutória quanto ao pedido, por Timor-Leste, de me...

sexta-feira, Fevereiro 21, 2014

Petizes criminosos





A expressão menores infratores se refere aos menores situados abaixo da idade penal, que é de 18 anos,  geralmente adolescentes, que praticam algum ato classificado como crime.

No Brasil, o termo tem origem jurídica, e acabou ganhando amplo uso nos meios de comunicação. Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) brasileiro, os crimes praticados por tais menores são chamados de infrações ou “atos infracionais”, e as penalidades de “medidas sócio-educativas”.

O ECA estabelece uma diferenciação entre crianças infratoras – definidas como indivíduos até os 12 anos de idade incompletos – e adolescentes infratores, que são aqueles dos 12 aos 18 anos.

Crianças infratoras

As crianças infratoras estão sujeitas a medidas de proteção e não podem ser internadas. Segundo os artigos 101 e 105 do ECA, essas medidas incluem, entre outras:

  • o encaminhamento aos pais;
  • orientação;
  • matrícula e freqüência obrigatórias em escola da rede pública;
  • inclusão em programa comunitário;
  • requisição de tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico;
  • inclusão em programa de tratamento de alcoólatras e toxicómanos;
  • abrigo em entidade;
  • colocação em família substituta.

Adolescentes infratores

Os adolescentes infratores estão sujeitos às medidas sócio-educativas listadas no Capítulo IV do ECA, entre as quais está a internação forçada (detenção física) por um período de no máximo 3 (três) anos, conforme artigo 121, § 3º, do referido Estatuto.

Esta limitação em três anos tem sido objeto de controvérsias e debates no campo da opinião pública, inclusive entre políticos, e diversas propostas no sentido de se aumentar o tempo máximo de internação para o adolescente infrator já foram apresentadas ou discutidas, geralmente como alternativa para a redução da maioridade penal no Brasil.

Além da internação, outras possíveis medidas sócio-educativas, listadas no artigo 112 do ECA, prevêem:

  • advertência – consiste na repreensão verbal e assinatura de um termo (art.115);
  • obrigação de reparar o dano – caso o adolescente tenha condições financeiras (art.116);
  • prestação de serviços à comunidade – tarefas gratuitas de interesse geral, junto a entidades, hospitais, escolas etc., pelo tempo máximo de seis meses e até oito horas por semana (art.117);
  • liberdade assistida – acompanhamento do infrator por um orientador, por no mínimo seis meses, para supervisionar a promoção social do adolescente e de sua família; sua matrícula, freqüência e aproveitamento escolares; e sua profissionalização e inserção no mercado de trabalho (arts.118 e 119);
  • regime de semi-liberdade – sem prazo fixo, mas com liberação compulsória aos 21 anos, o regime permite a realização de tarefas externas, sem precisar de autorização judicial; são obrigatórias a escolarização e a profissionalização; pode ser usado também como fase de transição entre a medida de internação (regime fechado) e a liberdade completa (art.120).

Menores infratores representam 17,4% da população carcerária do país.

Do total de 345 mil menores infratores e adultos criminosos no Brasil, 25,4% são crianças e adolescentes com menos de 18 anos que estão internados em estabelecimentos de correção ou cumprindo medidas em regime de liberdade assistida.

Segundo dados da Secretaria Nacional de Direitos Humanos levantados pelo Globo, há 60 mil adolescentes cumprindo medidas socioeducativas no Brasil, sendo 14 mil em regime de internação e os demais em regime aberto. O Departamento Penitenciário Nacional registra 285 mil adultos presos no país.

A diferença está no tipo de punição. Entre os adultos há 240.300 presos em regime fechado — incluindo os ainda não sentenciados, detidos em cadeias e presídios— e apenas 44.700 em regime semi-aberto ou aberto.Entre os adolescentes infratores, a maioria cumpre as chamadas medidas de meio aberto: liberdade assistida, prestação de serviços, reparação de danos ou apenas advertência. Mesmo entre os 14 mil internos, há três mil em regime de semi-liberdade. Segundo a Subsecretaria de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, cerca de 70% desses adolescentes acabam se tornando reincidentes, ou seja, cometendo novos crimes ao deixar os institutos. São internados os adolescentes que cometem os crimes mais graves, como homicídio, latrocínio ou assalto à mão armada. Nesses casos, de acordo com dados da subsecretaria, o tempo médio de internação de adolescentes infratores é de um ano e meio.

In Wikipédia
 


Crimes cometidos por menores

Será que não está na hora de termos penas mais severas para os menores que cometem crimes hediondos? Maior responsabilização daqueles que usam os menores para cometer crimes?
O menor de idade apesar de não ter a mentalidade completamente formada consegue entender o que é um crime hediondo, violento. Um assassinato, roubo com violência. Hoje o menor não tem punição, responsabilização. Cabe ao estado repreender, educar, dar acompanhamento psicológico, punir com mais severidade até a recuperação total. E responsabilizar os gestores da maquina pública quando não se esforçarem para a criação, manutenção e ampliação de locais para abriga-los já que muitos retornam as ruas por falta de vagas, ou pela facilidade de escapar destes locais.
São menores? sim, mas não deixam de ser criminosos que tem que ter ciência que cometeram crimes e o Estado os responsabilizará.








A minha opinião e sentimentos a respeito deste assunto são compartilhados pela grande maioria dos meus amigos e de outras pessoas que costumo ouvir nas rodas de bar e de outros locais públicos. Daí se poderia originar um resultado estatístico num grande universo  de  pesquisa. Algo em torno de 90%.

Jamais tive ideias fascistas e nunca me alinhei à direita conservadora. Não obstante ser de esquerda, não compartilho certos ideais travestidos de defesa dos direitos humanos.

Quando assisto aos telejornais, noto que o grosso das notícias é relacionado à insegurança e à onda de crimes hediondos ou muito violentos. A própria televisão abocanhou esse filão que dá muita audiência, apresentando programas vespertinos com média de 2 horas de duração. Independentemente de achar que deveremos estar bem informados sobre o cotidiano, também acho que essas pautas ajudam no aumento dos crimes (...).

A verdade é que notamos que a maioria dos crimes, principalmente latrocínios, têm sempre a autoria de menores, ou por estes executados sob o comando de maiores. E, por estranho que pareça, como num filme de cowboys, sempre torcemos para que o menor morra, o que nos dá a certeza que não voltará a matar ninguém.
Actualmente já se nota que uma parcela da população, revoltada, começou a fazer justiça pelas próprias mãos. Não que se tenha perdido a confiança na autoridade policial, mas pela imperatividade da falta de justiça que se coadune. Quando se surra e amarra um "di menor" a um poste a aguardar a presença da polícia, é um Deus nos acuda por parte dos hipócritas defensores dos direitos humanos. O mesmo acontece como no caso em que se amarraram os membros de um outro desses energúmenos bandidinhos e o colocaram sobre um formigueiro. A maioria, porém, aprovou. E todos os de bem que vivem muito de perto situações periclitantes de grande calibre, aprovam. Creiam nisto os que no exterior tomam conhecimento destes actos através da Imprensa

Se se decidisse fazer um plebiscito ou um referendo para alteração da maioridade penal para  os 16 anos (idade em que o cidadão está apto a votar), o Brasil seria quase totalmente a favor. E os políticos, principalmente os legisladores, são contra essa corrente. Eles foram e são eleitos pelo Povo, mas sempre estão contra o Povo.

Vejamos como foi votado  no Senado um projecto que sugeria a redução da maioridade para os 16 anos:
 Naturalmente que eu não vou tomar essa iniciativa. Isso está ao alcance dos mais jovens. Mas esta seria uma apropriada discussão popular e fulcro de uma manifestação com conteúdo. Acho que o Povo deveria sair para as ruas e fazer estes senadores voltar atrás na sua votação.
É este tipo de problema, muito actual, de entre umas dezenas de outros, que deveríam alimentar os protestos pacíficos e de cidadania.
Registro aqui que aos 14 anos de idade eu me tornei independente. Comecei a trabalhar contribuindo para a Previdência Social (no Brasil seria com Carteira Profissional assinada), fui morar numa pensão na baixa de Lisboa e comia num restaurante popular. Também comprava peças do meu vestuário quando para tal sobrassem alguns trocados.
Não adianta alguém me tentar convencer que com 16 anos um jovem ainda não está totalmente formado. Formação total acho que nunca alcançamos. Quantos não foram servir as Forças Armadas no meu país com essa idade, num voluntariado consciente?!
Só o facto de se poder votar aqui no Brasil com 16 anos, deita por terra a teoria da menoridade penal no mesmo patamar etário. Uma contradição!

domingo, Fevereiro 16, 2014

O Corno

José trabalhava num setor de logística de uma grande indústria. Funcionário abnegado e muito competente, era estimado por todos os companheiros e tinha o reconhecimento dos méritos pelo seu chefe. Por tudo isso, assumia funções de chefia na ausência deste. Não se configurava aqui algum tipo de puxa-saquismo, pois o chefe detestava puxa sacos e não muito raramente logo cortava as asinhas de algum que se atrevia a desse modo se evidenciar. O chefe muitas vezes contava casos em que passou apertos com esse tipo de comportamento de engraxadores sabujos, na escola, na vida profissional e, principalmente, durante o serviço militar. Por isso, todos sabiam que esse tipo de comportamento não seria aceite jamais.
É natural que o relacionamento pessoal se tenha aprofundado durante os quatro anos de convivência daquela turma, chegando até ao ponto de confidências de fórum íntimo entre uns e outros. Era como uma família.
José, a certa altura, começou a extrapolar nessa abertura e não se fazia rogado em contar na frente dos companheiros cenas muito íntimas do seu relacionamento conjugal. Ficavam todos atônitos perante a descrição de certas passagens no relacionamento sexual entre ele e a esposa.
Um certo dia, José contou com riqueza de pormenores como tinha sido a noite anterior entre o casal na cama. Não só substimou a performance da esposa, algo que frequentemente fazia, como ainda chegou ao absurdo de ter confessado que se levantou cedo para ir trabalhar e deixou sobre a banquinha de cabeceira uma nota de 500 paus. Isso foi o cúmulo! Sem palavras, chamou a esposa de puta. Mas porquê?...
Naturalmente, o seu chefe fez questão de conhecer pessoalmente a esposa do seu subordinado, os filhos do casal, os sogros e cunhados  que viviam no aglomerado de três habitações. 
Num fim de semana lá foi o chefe. A surpresa foi enorme! Estava ali uma mulher linda e formosa, porém muito tímida mas de trato agradável. Joaquim (o nome do chefe de José) ficou confuso e não entendia o comportamento do seu subordinado em relação à sua esposa (Martinha de seu nome).
A convite de José, o seu chefe Joaquim começou a frequentar aquela casa com uma certa assiduidade. Frequentemente se fazia um churrasco ou mesmo uma sardinhada, pois este era português e gostava de partilhar pratos típicos da cozinha da sua terra. E em algumas dessas ocasiões o vinho ou a cerveja operavam milagres...
Martinha, mesmo tímida, não destoava daquela manha feminina e muitas vezes deixava o Joaquim embaraçado. Sabendo que Joaquim estaria presente em mais um fim de semana, fazia questão de se vestir a preceito e mostrar as curvas em realce do seu belo corpo. Olhares fulminantes lançados de uns maravilhosos olhos negros para o visitante, seguidos de um baixar de cabeça como se envergonhada ficasse. Às vezes olhava de soslaio para o marido, talvez buscando um gesto de reprovação se por acaso ele tivesse percebido algo ou mesmo verificando se nada este teria notado. Como se costuma dizer na linguagem popular, a chapa começou a ficar quente...
Naquele verão escaldante, Martinha se inscreveu numa caravana (excursão) para o litoral paulista, algo que fazia costumeiramente. Sempre ía com algumas amigas e nunca o marido a acompanhava. Ele era fissurado em televisão e jamais deixaria de assistir ao seu programa favorito dos domingos --- o Fantástico... Abertamente  Martinha convidou Joaquim a participar. Este, sem graça, olhou para o José que aquiesceu dizendo não ver nenhum mal nisso. E assim foi. Joaquim também foi inscrito na caravana, mesmo detestando tal tipo de programa farofeiro. Além disso, ele era casado e, de alguma forma, teria que inventar algo para dizer lá em casa. Mas o português de santo não tinha nada, apesar de tal parecer... Além do mais, não iria deixar escapar por entre os dedos uma oportunidade de ouro para comer a mulher do José se para tal houvesse engenho e arte...
Naquela noite de sábado (viajariam durante a noite para cedo chegarem à praia), o ônibus foi recolhendo os participantes da excursão num porta-a-porta. E lá chegou na porta da residência de José onde recolheu Martinha e Joaquim, além de outros vizinhos. Os dois compartilharam as duas poltronas lado a lado. Mas, talvez por causa dos vizinhos, José entrou no ônibus e chamou Martinha para uma conversa ao pé do ouvido. A partir desse momento ela passou a ocupar uma outra poltrona, mas a meio da viagem juntou-se a Joaquim...
Chegaram na Praia Grande, ainda hoje a mais farofeira das praias do Brasil. E ninguém sabe o que aconteceu naquele domingo na areia ou no mar...
Nessa altura, mercê de grande crise económica, Joaquim e José já tinham sido demitidos do emprego naquela indústria onde ambos trabalharam e cada um tinha outra ocupação. Não obstante, os encontros na casa de José continuaram. E nesse subsequente fim de semana Joaquim por lá apareceu mais uma vez. Mas houve uma surpresa, pois algo aconteceu que não estava previsto. José convidou Joaquim para irem até um bar nas imediações para terem um papo sério. Joaquim ficou preocupado e com a pulga atrás da orelha. Há maridos chifrudos que se vingam nas mulheres; outros há que aprontam com os amantes delas. Mas um corno manso não agiria assim, no pensar de Joaquim. Ou talvez sim!?...
Apesar de tudo, o português era valentão e dificilmente se deixaria intimidar. Topou a parada! Naquele bar acabou por por não haver o papo sério e, entre uma cerveja e outra, optaram em disputar uma partida de snooker. É possível que José tenha mudado de ideia à última hora.
Anos se passaram e cada um para o seu lado vivendo as próprias vidas. Soube-se que José e Martinha se separaram e esta encontrou outro parceiro num novo casamento.
Por estes dias, José passou numa feira livre e qual não foi o seu espanto ao encontrar o seu antigo chefe que ali tinha o seu negócio. Ele parece não querer acreditar que Joaquim se transformara em feirante. Pela reação, parece ter interpretado que o ex chefe teria sido rebaixado na escala social (engano dele) pois desatou-se numa risada incontrolável e assim se foi. Do mesmo modo que surgiu, sumiu.

Teria o corno pensado que a vingança tarda mas não falha? Que inocente!