sexta-feira, julho 20, 2018

Mudanças

O Valor Acrescentado Bruto (VAB) da agricultura cresceu 6,5%, em termos nominais, em 2017, após uma redução de 1,5% em 2016, com os pomares a apresentarem "excelentes produções", com registos recordes de maçã, cereja, kiwi, laranja e amêndoa. São mudanças positivas no tradicional Alentejo.

quinta-feira, julho 19, 2018

Aeroportos

Aeroporto Internacional de Beja

" O A380 só não pode operar em Lisboa por causa da manga".
Vamos lá colocar um ponto final no mito da manga. Com manga ou sem manga, nunca um A380 pode operar em Lisboa. 
Mas perguntar-me-ão: Porquê?
Para isso peço um pouco de paciência e prometo ser rápido e o mais assertivo possível.
A pista de Lisboa tem menos de 3000 metros de TORA, (Take Off Runway Available) ou seja, de pista útil para descolagem.
O avião A380 precisa de atingir a velocidade mínima de descolagem de 78 metros por segundo, para o que precisa de mais de 3100 metros de pista se tiver a carga máxima que é 575 toneladas, e se todas as condições de vento , temperatura, pressão atmosférica e humidade estiverem nos parâmetros ideais. Coisa que apenas acontece quando o rei faz anos.
Mas o mais importante, além do factor limitativo do PCN da pista de Lisboa, ou seja a capacidade de absorver o embate e pressões de 575 toneladas a poisar, é a largura da pista principal do Aeroporto de Lisboa.
Tem apenas 45 metros de largura útil marginado por cinco metros de cada lado e com essa largura, os 80 metros de envergadura de asa do A380 ficam de fora da pista!
O problema é que assim, quando se lhe exige o máximo de potência para a descolagem, os reactores exteriores aspiram tudo o que é pó, terra e pedras e outros inertes que se encontram no exterior da pista, fenómeno que conduz à evidente destruição das turbinas.
Em Lisboa poisam e levantam A330, 60 metros de envergadura, os Boeing 747 e 777 com 60 e 61 metros de envergadura, mas mais do que isso não.
Beja, por outro lado, tem 3500 metros de "runway" disponíveis, numa pista de 4000, toda com a mesma qualidade, e a largura da pista é 60 metros úteis marginados por mais 15 metros de cada lado, o que perfaz 90 metros.
Isto oferece ao A380 10 metros de margem aos seus 80 metros de envergadura, o que confere toda a segurança aos reactores do avião.
Outros elementos de segurança como um ILS e DVOR num ambiente livre de interferências, uma pista extremamente robusta, com espaço para crescer, um "clearway" enorme e securíssimo etc.
Beja não tem nevoeiros, não tem constrangimentos de espaço aéreo, não tem stresses nem horas infinitas de espera e adiamentos de voos. Beja é uma boa solução, assim a liguem depressa à A2 acabando o que falta na A26. Posta a funcionar a 100% poupa ao país mais de 2000 milhões (ou mais) do disparate suicidário de Montijo.

E por fim, Beja não tem mangas para o A380 nem isso faz qualquer falta ao avião. Tem sim a MELHOR PISTA DE PORTUGAL.

domingo, julho 15, 2018

Campeões


Amendoeiras


Será com investimento de entre 150 a 200 M/€ em amêndoas que investidores norte-americanos, vão criar uma mega plantação de amêndoa no Alentejo.
O grupo Route One Investiment Company gere cerca de 2000 milhões de euros e vai investir no Alqueva, após dois anos de negociações e, no final do ano passado já foram plantadas amendoeiras em Alvito e Aljustrel e o objetivo é chegar aos 4 mil hectares de plantação até 2020. Além das plantações, perto de Évora, estão a ser desenvolvidas duas unidades de transformação e que, em agosto, já estarão prontas para receber e transformar a campanha de 2018.
Um administrador da empresa norte-americana disse ao Expresso que este será um investimento para cerca de 20 anos e que chegam a Portugal vindos da terra conhecida como a que produzia as melhores amêndoas do Mundo, a Califórnia, mas que, nos últimos anos, tem passado por uma seca que provocou uma quebra na produção. No Alqueva, em regadio e em sistema intensivo, um hectare de amendoal pode dar cerca de 2 toneladas de amêndoa, enquanto em sequeiro dá 120 quilos.

terça-feira, julho 10, 2018

Smaan Kunan

Roi et - A estrutura do funeral do ex-Oficial da Marinha Seal, que morreu entregando oxigénio aos 12 rapazes e ao treinador de futebol presos numa caverna do norte, foi concluída na terça-feira.

Os trabalhos foram concluídos no crematório para o tenente sman kunan, também conhecido como sgt. Sam, em wat nhong koo na província de rei e, que morreu numa missão na sexta-feira de manhã para reabastecer de oxigénio ao longo da estrada de evacuação. Ele tinha 38 anos. A Cremação terá lugar no sábado, disse um monge local.

"este é um herói que ajudou a equipa de futebol de wild boars", disse athikarn-um angsusilo, um monge itinerante que instala crematórios removíveis. "Ele foi ajudar mas teve que dar a sua vida.... me sinto honrado e orgulhoso de participar da organização de sua cremação, para homenagear o herói de tham luang khun nam nang não", acrescentou, se Referindo-se à caverna onde os 13 foram apanhados na armadilha.

Athikarn-um disse que a estrutura - transportada da província de surin - é um novo modelo especial com nove telhados afiados de bom augúrio. A própria cremação durará duas horas e será disparada por uma chama real. Em vez de uma estrutura permanente, o crematório é construído de andaimes removíveis, pois os crematórios são tradicionalmente desmantelados após um funeral.

A família de sman realizou serviços comemorativos para ele no templo, com moradores que virão prestar homenagem e saudar o oficial falecido.

Partilhado pelo grupo objectivo da Tailândia:

Coerência


quarta-feira, junho 27, 2018

Templo de Augusto


Afinal, o templo de Diana era dedicado ao imperador Augusto
Uma lenda criada no século XVII pelo jesuíta Manuel Fialho que associou o templo romano de Évora ao culto a Diana, filha de Júpiter, deusa da caça, foi desmontada na sequência dos trabalhos arqueológicos realizados no templo e no forum de Ebora Liberalitas Iulia, nos anos 90 do século XX, pelos arqueólogos alemães Theodor Hauschild e Felix Teichner. A publicação científica sobre a investigação realizada com o título “Laudator” e nesta terça-feira apresentada na Fundação Eugénio de Almeida, em Évora, conclui que a “intenção era claramente de o dedicar ao culto imperial”, mais concretamente o imperador Augusto que foi venerado como um deus.
O templo terá sido modificado nos dois séculos que se seguiram (II e III d.C.) e destruído em parte no século V quando os povos bárbaros invadiram a Península Ibérica. Com o passar dos séculos, foi sofrendo várias alterações na sua utilização prática. No século XIV, serviu de casa-forte ao castelo da cidade de Évora e, posteriormente, até ao século XIX, foi matadouro municipal.
A sua estrutura original ficou exposta no século XIX. Os trabalhos efectuados no templo em 1870 “removeram de forma exemplar os muros existentes entre as colunas, bem como todas as estruturas medievais anexas, sem reconstruir a estrutura original”, acentua a publicação dos arqueólogos alemães. Este esforço abriu a possibilidade de se realizar tanto uma documentação detalhada da sua aparência como também um estudo da superfície do pódio, registando igualmente as especificidades da sua construção e da planta em maior detalhe.
As escavações realizadas entre 1982 e 1990 na área do templo e na praça do fórum que se estendia à sua frente vierem trazer novos e “surpreendentes” dados relativos ao historial da cidade entre o Império Romano e a Idade Moderna, assinalam os investigadores, frisando que a estrutura erguida em Évora “era o modelo escolhido para os templos do imperador Trajano e do imperador Adriano”. Os dados então recolhidos descrevem o templo romano, em Évora, como “um dos mais grandiosos e mais bem preservados templos romanos de toda a Península Ibérica”, tendo sido considerado Património Mundial pela UNESCO em 1986.
Contudo, após a remoção da estrutura que o protegia até então (o matadouro municipal), a sua estrutura original ficou exposta no século XIX aos agentes erosivos como o vento e a água, assim como à actividade sísmica, explica Rafael Alfenim, técnico superior da Direcção Regional de Cultura do Alentejo (DRCA).
Mas apesar da sua aparente fragilização, o templo “será muito mais resistente do que à partida se poderia supor”, assinala Rafael Alfenim, lembrando que quando ocorreu recentemente um sismo de grau 4,4 na escala de Richter “não aconteceu nada” ao monumento. Um facto comprovado através das imagens de satélite, tiradas antes e após o sismo e enviadas a DRCA: “não havia diferenças a observar” na disposição dos seus elementos estruturais.
Mesmo assim, os sinais de degradação evidenciaram-se durante uma visita de rotina ao templo, quando deram conta da presença de uma pedra com quase 20 quilos de peso que estava num local onde antes não se encontrava.
Seguiu-se uma luta contra o tempo para enfrentar esta “situação grave”, descreve a directora regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira. O fragmento caíra de um dos 14 capitéis coríntios que participam na concepção das colunas. “Tínhamos de reagir com celeridade por se tratar de uma situação de emergência”. Temia-se que a queda de pedras pudesse, para além de fragilizar a estrutura, colocar em causa a segurança de quem passava nas proximidades.
Ana Paula reconhece o papel do ministro da Cultura, Luís Castro Mendes, por se ter “dedicado pessoalmente” para encurtar procedimentos e intervir rapidamente na monitorização do templo. Nuno Proença, técnico de conservação e restauro que participou nos trabalhos efectuados no templo romano de Évora em 2017, confirmou a existência de “lesões de vário tipo”, sobretudo nos capitéis. “Encontrámos inúmeros fragmentos que ainda não estavam separados” devido à colonização biológica que cobria boa parte das estruturas trabalhadas em mármore de Estremoz, assinalou.
Foram mais de 250 fragmentos e lascas, na sua esmagadora maioria de mármore, colocados nos seus pontos de origem. Hoje o templo está mais seguro, mas continua a exigir constantes trabalhos de monitorização.

In Público

Pirulito


domingo, junho 03, 2018

Bonecos de Estremoz



quinta-feira, abril 19, 2018

Forbes e o Alentejo


Literal e figurativamente. Chama-se Paraíso Escondido, está no concelho de Odemira e é, segundo a revista Forbes, precisamente aquilo que o seu nome indica. A prestigiada publicação norte-americana rendeu-se aos encantos deste espaço de turismo rural situado no Alentejo, em Casa Nova da Cruz, a dois passos de São Teotónio, e acaba de publicar uma reportagem no seu site onde elogia este alojamento.
«A sensação é a que estamos a visitar a casa de amigos», «é dada atenção ao detalhe» e «independentemente de quem esteja na cozinha, a comida é sempre feita com carinho», são algumas das formas como a Forbes fala no Paraíso Escondido, que nasceu em 2014 num monte comprado em 2002 por Berny Serrão e Glenn Cullen. Ela é moçambicana e ele australiano, apaixonaram-se na África do Sul, e de seguida apaixonaram-se pelo sudoeste alentejano.

segunda-feira, março 19, 2018

Biblioteca Pública de Évora

A Biblioteca Pública de Évora comemora no próximo dia 25 de Março 213 anos, o que faz dela a mais antiga biblioteca pública do país. Fundada pelo Arcebispo Frei Manuel do Cenáculo, uma das figuras de maior relevo do Iluminismo Português,  esta biblioteca tem à sua guarda 664 incunábulos e 6.445 livros impressos do século XVI, para além de diversos núcleos de documentos manuscritos, de cartografia, partituras e mais de 20.000 títulos de publicações periódicas. Beneficiária desde a década de 30 do século passado, do Depósito Legal, possui ainda colecções que ultrapassam os 612 mil volumes.
Para celebrar a data, a Biblioteca estará aberta e em pleno funcionamento (embora seja Domingo) disponibilizando um conjunto de atividades que vão desde os Jogos de Tabuleiro, Leitura de Contos, Oficinas de Escrita Antiga, visitas guiadas e a  inauguração da exposição de Ana Rita Janeiro, “Era uma vez o Alentejo”. Mas como se trata de um aniversário também haverá bolo.