quarta-feira, junho 21, 2017

Justiça?


domingo, maio 28, 2017

Orelhas de Abade

Os doces conventuais são verdadeiros pecados gastronómicos, fartos em ovos, açúcar, frutos secos e amêndoas. As Orelhas de Abade, conhecidas no Brasilcomo Orelhas de Frade, são um destes doces de origem conventual, com nomes que lembram a igreja católica.
Estes fritos tradicionais da época natalícia integram o património da cozinha portuguesa e consistem numa massa com ovos que, depois de frita, é envolvida em mel ou calda de açúcar e polvilhada com canela. A fritura faz a massa abrir e dá-lhe o formato de orelha característico.
Ingredientes:
Para a massa
·         15 g de fermento de padeiro
·         500 g de farinha de trigo
·         60 g de manteiga
·         8 ovos
·          
Para a cobertura
·         mel ou calda de açúcar q.b.
·         canela em pó q.b.
·          
Confeção:
Amasse muito bem todos os ingredientes e deixe levedar, em local ameno, durante 2 horas.
Passado o tempo de levedura, deite a massa numa superfície lisa, polvilhada com farinha, e estenda-a com o rolo até ficar muito fina.
Corte pequenas porções de massa com cerca de 1 palmo de comprimento e meio de largura. Ponha a fritar em óleo quente e dê-lhes logo a forma de orelha, dobrando a massa com um garfo.
Depois de fritos, passe os bolinhos por mel ou calda de açúcar e polvilhe com canela.

sexta-feira, maio 26, 2017

Vinhos Especiais

O melhor vinho tinto blend do Mundo. Classificação da conceituada revista "Decanter". É produzido na cidade de Estremoz, minha terra, por Tiago Cabaço Winery.☑️

terça-feira, maio 23, 2017

Ataúro

O jornal britânico The Guardian, num estudo feito pela Conservation International, revela que as águas em torno da Ilha de Ataúro, em Timor-Leste, têm a maior biodiversidade do Mundo.  Os Investigadores, encontraram 642 espécies diferentes nos recifes de coral dessa ilha, mas alertaram que toda esta riqueza está em risco.



A descoberta incide no encontro 314 espécies diferentes — algumas delas poderão ser totalmente novas, e outras são muito raras. Sendo um recorde que constava antes na Papua Nova Guiné, que tinha uma média de 216 espécies em cada local analisado.

Embora a notícia seja boa, os investigadores consideram a existência de ameaças dado que “outros locais mostram, tristemente, as cicatrizes de um legado de pescas com explosivos, e dos surtos de estrelas do mar de coroa-de-espinhos”. Uma conservação organizada e um esforço na gestão das pescas poderá regenerar as partes danificadas dessa biodiversidade.

Existe uma solução: transformar toda a Ilha de Ataúro uma área marítima protegida, e a pesca ser apenas permitida aos habitantes locais. A Conservation International prometeu propor aos organismos competentes de Timor-Leste que a Ilha e as águas se tornem numa região protegida para salvaguardar a sua biodiversidade.



Com o apoio dos habitantes da Ilha de Ataúro e do Ministério da Agricultura e Pescas, a Conservation International irá submeter um pedido para que toda a ilha e as suas águas passem a ser áreas protegidas” – afirmou Trudiann Dale, diretora da organização naquele país lusófono.

Madona em Portugal

Depois de passar a última semana em Lisboa, a cantora pop Madonna aproveitou esta segunda-feira para visitar o Alentejo, e parar em Beringel onde juntamente com os filhos partilhou a roda de oleiro com António Mestre. Este ficou bastante surpreendido com a visita mas ainda mais com a habilidade de Madonna a trabalhar as peças de de barro. O entusiasmo foi tanto que a cantora e o mestre Oleiro irão em conjunto criar uma fábrica de peças para exportar para todo o mundo.

Marinha

Um ano depois do prazo inicialmente previsto, o "ferryboat" encomendado por Timor-Leste aos Estaleiros Navais do Mondego (ENM) vai ser finalmente lançado à água, na Figueira da Foz, na próxima sexta-feira, 26 de Maio, pelas 15 horas.
O "Haksolok", que significa felicidade em tétum, foi resultado de um investimento de cerca de 13,3 milhões de euros e representa um marco bastante importante na vida do construtor, pois trata-se da primeira grande embarcação saída destes estaleiros navais desde que foram concessionados à Atlanticeagle Shipbuilding, em 2012.
Esta embarcação foi construído em aço e alumínio, tendo para o efeito sido utilizado o aço do casco do Anticiclone, navio encomendado aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) que, tal como aconteceu com o "elefante branco" Atlântida, foi rejeitado em 2009 pelos Açores.
Para um investimento inútil realizado no Anticiclone, estimado em 14 milhões de euros, o Governo português acabou por aceitar vender a Timor-Leste, por pouco mais de um milhão de euros, as 720 mil toneladas de aço do casco da embarcação.
O "Haksolok" foi encomendado pela Autoridade da Região Administrativa Especial de Oé-Cusse Ambeno, enclave da República Democrática de Timor-Leste em território indonésio, para melhorar as ligações entre Díli, a capital, a ilha de Ataúro e as principais localidades da costa norte do país, nomeadamente Pante Macassar, a mais povoada cidade da região. Curiosidade histórica: os navegadores portugueses desembarcaram pela primeira vez nas redondezas, na praia de Lifau, em Agosto de 1515.
O "ferryboat" construído na Figueira da Foz rem 72 metros de comprimento e capacidade para transportar 377 passageiros, 23 viaturas e até 3.500 quilos de carga.
"Responde aos requisitos internacionais mais exigentes em matéria de segurança do transporte marítimo, nos termos da convenção SOLAS ("Safety of life at sea"), e os motores com que foi dotado permitem-lhe atingir os 15 nós de velocidade (quase 28 quilómetros por hora), o que permitirá ligar Díli e o enclave de Oé-Cusse Ambeno em seis horas, reduzindo para menos de metade o tempo gasto actualmente na viagem, que varia entre as 13 e as 14 horas, em função das condições marítimas", garante fonte oficial, em documento enviado ao Negócios.
A madrinha de baptismo do "Haksolok" será a freira Guilhermina Marçal, madre superiora das Canossianas Missionárias em Timor-Leste, "reconhecida apoiante da luta pela independência do país e que há dezenas de anos desenvolve um trabalho humanitário na sua terra considerado exemplar".
Entre outros dirigentes timorenses e responsáveis institucionais portugueses, assistirá ao evento Mari Alkatiri, antigo primeiro-ministro e presidente da Autoridade da Região Administrativa Especial de Oé-Cusse Ambeno e das Zonas Especiais de Economia Social de Mercado de Timor-Leste.



sexta-feira, maio 19, 2017

Relações

Depois de certa idade, ainda infante, deixou de conversar com o pai e, quando interpelado a respeito, não havia resposta. A mãe jamais o chamou à atenção por isso. Tornou-se, assim, uma situação estranha debaixo daquele mesmo teto.
O pai acostumou-se, mas veladamente seguia todos os passos do filho e interessava-se por tudo o que acontecia na sua vida. Feliz umas vezes e preocupado outras.
A mãe era, na realidade, a sua confidente e praticamente a única pessoa da sua família. Fazia de tudo para lhe agradar e lhe facilitar a vida. Mas jamais vi uma manifestação de carinho para com ela ou com quem quer que seja. A mãe desconversava sempre que eu a chamava a atenção por causa de certas atitudes dele.
Jamais viveu longe de casa até que, agora, surgiu uma nova oportunidade de emprego da Federação para a qual havia concorrido. Foi para Salvador, na Bahia.
Gostaria muito de com ele ter conversado a respeito da nova situação, pois a minha experiência nesse ponto é abismal. Fiquei independente da família aos 14 anos na grande Lisboa. Não me foi dada essa oportunidade, mas é enorme a minha grande torcida pelo seu bem estar e sucesso.
Chegou a hora da saída de casa e a tomada do taxi que o levaria ao aeroporto. Antes, a mãe lhe preparara a mala e os itens indispensáveis. Tudo certinho. Reservadamente, de longe, eu assistia a tudo o que se passava e gravei na memória cada momento.
Depois que ele partiu, fiquei pensando em muitas das situações pelas quais passei e fiz uma analogia. Lembrei-me que cheguei a ficar longe (muito longe) de minha mãe, treze anos consecutivos. Uma eternidade sem lhe dar ou dela receber um beijo.
Um beijo. Ah! o quanto representa e a sensação que é um beijo trocado entre uma mãe e um filho. Só quem passa por isso sabe avaliar.

Perguntei à mãe dele se recebera um beijo de despedida. Com uma expressão de tristeza no olhar, disse-me que não...

terça-feira, maio 16, 2017

Mértola

Músicas, artes, cheiros e sabores de raízes árabes e lusas voltam a "invadir" Mértola, entre quinta-feira e domingo, durante o nono Festival Islâmico, para a vila alentejana reviver a herança árabe dos séculos XI e XII.
O festival bienal, promovido pela Câmara de Mértola, no distrito de Beja, recupera as ligações com o Norte de África e as vivências da vila naqueles séculos, quando se chamava "Martulah" e era capital de um reino islâmico e um importante porto comercial nas rotas do Mediterrâneo.
Um dos principais atractivos do festival, o mercado de rua marroquino, o "souk", espalhado pelas ruas estreitas e íngremes do labiríntico centro histórico de Mértola, que vão estar cobertas de tecidos, a lembrar as medinas de Marrocos, abre na quinta-feira às 10h00.
No "souk", artesãos e comerciantes de vários países mediterrânicos, como Marrocos, Egipto, Argélia, Espanha e Portugal, vão "misturar-se" para mostrar as suas artes ou vender mil e um produtos, como roupas, calçado, peças de cerâmica, especiarias, candeeiros, tapetes, bijutaria, chás, frutos secos e bolos.
A "banda sonora" do festival, numa mistura de sons de raízes árabes e lusas, inclui concertos dos músicos portugueses Sebastião Antunes e Bruno Batista, na quinta-feira, às 23:00, e dos grupos Aqui Há Baile, na sexta-feira, e Omiri, no sábado, às 01h30, na Praça Luís de Camões.
Já o Cais do Guadiana será palco dos concertos de Pedro Mestre com o Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de S. Bento e do grupo Les Filles Illighadad (Níger), na sexta-feira, do Hamid Ajbar Sufi Ensemble (Marrocos e Espanha) e do grupo Kel Assouf (Nigéria), no sábado, a partir das 22h30.
No domingo, a partir das 18h00, o Largo Vasco da Gama irá receber o espectáculo de encerramento do 9.º Festival Islâmico, que inclui actuações de quatro grupos corais alentejanos e dois de Marrocos.
Sessões de contos e lendas árabes, exposições, conferências, apresentações de danças, animações de rua, oficinas de cante alentejano, de danças do Alentejo, de adufe, de brincar à arquitectura e de literatura e música, um "workshop" de técnicas de lapidação, observações da lua e de Júpiter e exibições de filmes são outras das ofertas do festival.
O certame inclui também um Encontro de Urban Sketchers, através do qual a Câmara de Mértola convida apaixonados pelo desenho a visitarem e a "retratarem" em papel as ambiências do festival.
 LUSA 
16 de Maio de 2017, 19:01