terça-feira, dezembro 29, 2009

Mata e esfola…

O cidadão britânico, um tal de Akmal Shaikh, foi hoje executado na China. Cumpria pena por contrabando e tráfico de drogas.
Dizia-se inocente da mesma maneira que a maioria dos condenados e vários governos e organizações pediram clemência.
Logo esse governo britânico a chiar tanto, quando mata sem dó nem piedade inocentes reais como o do brasileiro Jean Charles. Hipocrisia!
Envieem a sua armada para lá como fizeram nas Malvinas e verão o que é bom para a tosse…
Existem leis e posturas de alguns países que, independentemente das suas orientações religiosas e culturais são condenáveis por todo o mundo civilizado. Mas este tipo de lei que condena à morte traficantes e políticos corruptos só tem que ser respeitada e, digo até, copiada. Isso melhoraria muito a situação em países que nós tão bem conhecemos.
Muitos figurões certamente sentem um certo mal estar  quando tomam conhecimento de notícias como esta. Não é verdade?

Conterrâneos ilustres

500x500Na quarta edição do “Prémio de Artes Casino da Póvoa” foi distinguido o artista plástico Armando Alves, com um prémio no valor de € 30.000,00.
O prémio, além da aquisição de uma obra do artista premiado, envolveu a publicação de uma Monografia.
Armando Alves recebeu o prémio no passado dia 18 de Dezembro, numa cerimónia que teve lugar no Casino da Póvoa.
A obra adquirida a Armando Alves, que passa a integrar a colecção de arte do Casino da Póvoa, é uma escultura, sem titulo.
Pintor alentejano, Armando Alves nasceu em 1935, em Estremoz. Após tirar o Curso de Preparação às Belas-Artes da Escola António Arroio (Lisboa), seguiu-se o Curso de Pintura da Escola de Belas-Artes do Porto, que concluiu com a máxima classificação. Foi docente desta escola entre 1962 e 1973.

Salavaux

Este, como muitos seguidos dias chuvosos, propôs-me nada mais além que uma navegação a esmo pela internet. Não de propósito, lendo uma matéria publicada num jornal de Genebra (Suiça), referente a métodos de racionalização de produção de leite, vi que a mesma era assinada por alguém nada estranha para mim. Josette Hurni, da cidade de Salavaux, no cantão de Vaud.
Não me lembro se alguma vez na minha juventude consultei uma qualquer enciclopédia das melhores para procurar essa cidade e região. Devo ter consultado e nada achado… Hoje a internet abre-nos todos esses caminhos com facilidade e assim encontrei três fotos referentes, sendo uma delas a que ilustra esta crónica.
Josette foi uma das dezenas de correspondentes epistolares que tive naqueles anos dourados. Dourados, talvez nem tanto numa visão geral, mas certamente noutra mais pontual. Era uma das mais assíduas no escrever e assim, aliando-se o detalhe a outros aspectos positivos, foi também participante de um grupo mais íntimo e escolhido.
Confesso que eu não escrevia mais para Josette porque sempre tinha que o fazer em francês e o que aprendia naquela época na escola, o mesmo que sei hoje, não era assim tão fluente e ocupava muito tempo para escrever uma carta. Algumas vezes, até mesmo, recorri a uma professora da língua para traduzir os meus rascunhos, mas as minhas possibilidades económicas restringiam-me esse luxo, além do entrave da minha timidez ao expor detalhes íntimos…
Acho que já aqui uma vez escrevi algo a respeito de mania que não abandono e que nem sempre é pertinente. O caso de me lembrar de pessoas que de algum modo fizeram parte da minha vida de antanho e, porque guardo os endereços, resolvo enviar um cartão de Natal ou coisa do género. Nem sempre essa atitude é bem interpretada e, como no caso de Josette, recebi uma vez resposta dizendo que era casada, que tinha a sua família, etc. e tal, dando-me a entender que não era para escrever mais…
Sou uma pessoa respeitadora e jamais escreveria alguma coisa fora das linhas. Não considero que eu esteja errado, mas comecei a admitir que nem todas as pessoas pensam como eu e tornei-me mais cauteloso.
Nada se passou entre eu e Josette além de uma amizade bonita. Porém, admito que até algo mais poderia ter-se passado se a minha escolha tivesse recaído nela ao invés da brasileira que fazia parte daquele grupo restrito e que veio a ser a minha primeira esposa.
Olhando para as fotos de Salavaux e pelo que conheci pessoalmente de Genebra quando lá estive na década passada, até que eu poderia ter-me movimentado no sentido de, clandestinamente, ter saído de Portugal, fugindo à guerra e viver lá hoje tranquilamente.
Mas, será que “tranquilamente” é o termo certo? Pensando melhor, talvez estivesse hoje cuidando da ordenha de vacas, absorto nos negócios lácteos, rodeado de belas paisagens. Porém, a consciência  estaria pesada quando pensasse nos jovens do meu tempo.

domingo, dezembro 27, 2009

Pais, Filhos e outros

É interessante notarmos que o badalado caso do menino, figura central da disputa de guarda entre o pai americano e os avós brasileiros, jamais mereceu na imprensa uma corrente de opiniões ou análises. Sòmente se descrevem as situações ocorridas. Afinal, quem é que tem medo de quem ou do quê?
A mim ninguém ou o que quer que seja me amedronta e a liberdade de expressão que a Lei me garante, incute-me a dar a minha opinião sobre o caso.
Independentemente dos motivos que levaram a mãe do menino a abandonar o pai e resolver ficar no Brasil, uma vez que a mesma veio a falecer depois, a Justiça brasileira jamais deveria ter expedido liminar embargando o direito imediato do progenitor. Essa foi a grande borrada e, acredito eu, baseada em nacionalismo exacerbado.
Esses cinco anos de batalha judicial só vieram a prejudicar um inocente, pois foi criado um fôsso no bom e natural relacionamento familiar. Até quando os avós maternos impediram a visita do pai ao filho, foi criado um precedente muito perigoso, pois que toda a moeda tem reverso.
A Justiça, por último, só poderia ter tomado a decisão final que tomou. Mas fê-lo muito tarde e deu isca a que se possa pensar numa motivação político-corporativa, como já se aventou por aí.
Na minha opinião, pai é pai (se apto e capaz) e acabou-se. A recíproca seria verdadeira.

sexta-feira, dezembro 25, 2009

Presente de Natal


Nada me admiraria que o doutor aproveitasse o habeas corpus canguru para fazer inseminação artificial na mulher do abadia. Tudo minúsculas...

Feliz Natal!











Cenas pitorescas

Uma imagem vale por mil palavras! Sempre ouvi dizer e, pelo que se vê, é lá na Amadora... Além de ser o carro da polícia a puxar um carregamento de cerveja, ainda passa no sinal vermelho... Desse jeito, as garrafas do meu amigo Transtago correm muito perigo de serem subtraídas por gatunos a agir leves e soltos. Cuidado!


Noites de Natal

Mais uma vez, como há alguns anos seguidos, passei a noite de Natal da mesma forma e à qual já estou integrado perfeitamente, sem nada a reclamar. É uma opção de ajuste natural.
Ao final da tarde começou a debandada geral para a casa da minha sogra, ponto de encontro de toda a família nesta noite que também marca o aniversário dela no soar das 12 badaladas.
Aqui, fiquei com uma única companhia --- o meu cachorro. Antigamente ainda dividia o espaço com os dois gatos e a cachorra, mas tudo vai mudando. Qualquer dia será só o cachorro sem mim, ou eu sem o cachorro.
Esse vazio permitiu-me o acesso ao computador, algo que não se verificava há duas semanas. Entrei na internet, li uma montanha de e-mails e mensagens, a maioria superficialmente. Ninguém estava on line, só eu. Assim, ninguém para bater um papo. Escrevi três mensagens no Twitter e desliguei.
Fui tratar da minha própria ceia. Acendi o lume da churrasqueira e assei uma tainha que antes havia recheado com uma farofa de camarão. Coisa bem simples e rápida, tanto no preparo como no saborear… Abri e tomei toda uma garrafa de vinho branco que um amigo me ofertara dias antes.
Depois disso, duas opções: assistir a algum programa de televisão ou dormir. Orientei-me por essa ordem. O cachoro estava apavorado com os rojões que a vizinhança insistia em soltar e procurou refúgio num canto da casa.
A programação da tv nestes dias festivos é sempre muito chata para o meu gosto, se bem que nos demais também pouco me prende. Não me interessou se o papa foi agredido; nada de missas de galo ou filmes bíblicos. Acabei por me fixar numa apresentação da orquestra de Andre Rieu e coros. Independentemente da essência do repertório, alusiva à quadra, a música em si acabou por me prender até ao final.
A música acaba por se transformar numa espécie de boia à qual nos agarramos e, livre de perigos, soltamos a nossa imaginação e embuimo-nos de pensamentos mil.
Nessa navegação por cima de ondas calmas desloquei-me de uns horizontes aos outros, pois que, sem bússula e sem estrelas no céu, os ventos íam-me levando. Deixa os ventos me levar, ventos levem eu…

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Decisões do Supremo

Ai de nós se dependermos do Judiciário para termos acesso  ao que a imprensa pode ou não publicar. E isso já começou a ser uma realidade a partir de hoje.
A liberdade de imprensa tem que ser plena e responsável. A decisão de hoje do Supremo, cerceando isso, é um golpe fatal na democracia.
Thomas Jefferson é autor de uma reflexão crucial para a democracia. Disse ele: “se eu tiver que escolher entre um governo sem jornais e jornais sem um governo, eu não hesitaria em escolher a última fórmula, isto é, jornais sem um governo”.
Não me alongarei mais sobre o assunto pois que, de tão revoltado que estou, certamente teria que baixar o nível para me exprimir e, ao mesmo tempo, desabafar. Estou consciente de que me deverei conter.

terça-feira, dezembro 08, 2009

Culturas

Sempre imperou a ideia de que o sul do país era mais avançado em questão de cidadania e organização. Curitiba, capital do Paraná, era sempre apresentada como cidade modelo. Enfim, com a predominância da imigração alemã, italiana, polaca e portuguesa, tínhamos nos Estados do sul uma certa maquiagem europeia que se distanciava do resto do país.
Sempre fiquei um tanto ou quanto cético quanto a esse retrato, pois que, havendo as origens portuguesas em todo o território nacional, sentia-me chutado para escanteio, principalmente quando nos acusam como sendo a origem de tudo o que está errado desde 1500…
Muito bem. Então vou tirar os portugueses desse retrato tão bajulado por alguns e até porque, sendo massivamente de origem açoriana e alentejana (aqui os alentejanos prevalecem porque são também os açorianos descendentes destes…), eles jamais protagonizariam cenas selváticas como as que assistimos no final do jogo em Curitiba e na recepção dos jogadores gremistas em Porto Alegre.
Não estou aqui fazendo uma discriminação entre povos ou entre as suas origens. Só quero dizer que no melhor pano cai a nódoa…
Neste imenso país há bons e maus em todos os lugares; cultos e analfabetos, ricos e miseráveis, também. Assim, analisemos os acontecimentos por outro prisma.
Os valores estão-se degradando exponencialmente e tudo isso é fruto do olhar para cima, da impunidade que reina nas altas esferas e no abandono e escárnio a que estão deixando o povo.
Assim, aquele extravazamento por parte dos torcedores que já está enraizado na própria cultura, como o xingar a mãe do juiz e etc., começa a ultrapassar os limites do bom senso e já se tornou perigoso. Isso acontece de norte a sul e uns não são melhores do que os outros.
Há que gritar com a mula e fazê-la chegar ao rêgo, de modo a que a relha do arado sulque a terra em linhas rectlíneas e devidamente espaçadas. Só assim a seara despontará firme e verdejante para depois ser ceifada dourada e brilhante.

sábado, dezembro 05, 2009

Copa 2010

Mais uma vez fico revoltado. Pensando bem, nem deveria ficar mais, pois o motivo dessa revolta é uma constante, coisa enraizada na cabecinha fraca de uma grande maioria dos jornalistas brasileiros. Existe, claro, uma minoria consciente e que não usa desse nacionalismo exarcebado.
Dos seis colunistas desportivos do jornal Folha de S. Paulo, um só aventa o palpite de Portugal passar para as oitavas junto com o Brasil; os outros apostam na Costa do Marfim. Muitos da rádio e da tv também seguem esta maioria e apoiam-se muito no resultado do último jogo em que Portugal perdeu de 6 x 2 para o Brasil, além da repescagem a que os lusos se sujeitaram agora.
Uma Copa é sempre uma Copa e sempre há muitas surpresas. Nunca se deve substimar quem quer que seja. Porque não apostar na Coreia do Norte em vez da Costa do Marfim? --- Parece que ninguém mais se lembra, a não serem os portugueses, daquele jogo da Copa de 66, na Inglaterra, em que os coreanos começaram com 3 x 0 em cima de nós. Tínhamos Eusébio e procedeu-se à virada para 5 x 3.
Durante uma Copa do Mundo muitos factores alteram o que parece ser a norma. Esta, na África, de certo modo faz-nos sentir em casa.
Atenção cabeçudos: analisem as coisas através de prismas bem lapidados e deixem-se dessas baboseiras de uma vez para sempre. Imaginem que passam às oitavas a Costa do Marfim e a Coreia. Isso é uma possibilidade.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Assalto

Eram quase seis e meia da tarde e a lotérica fecha a essa hora. Saí de casa apressado para dar tempo de fazer a costumeira fezinha na “Lotofácil”.
Ao aproximar-me da loja, seguíam três jovens à minha frente. Dois entraram e o terceiro ficou encostado a um dos ombrais da porta olhando para os lados. Isso despertou-me a atenção e o sexto sentido. Mas logo este também entrou.
Observei o seu jeito, a maneira de vestir, e o percing no lábio inferior. Bem vestidos os três, de cor branca e nada de anormal a não ser o facto de serem três jovens apostando na loteria àquela hora, pois normalmente encostam ali seres mais velhos. Foi a segunda desconfiança.
Entrei na fila, normalmente, apesar de me ser facilitado o atendimento preferencial por causa da minha idade de ancião… E ainda bem que não usei desse benefício.
O jóvem da frenta dirigiu-se ao guichê e, empunhando um revólver, anunciou o assalto. Eu jamais passara por uma situação dessas e, como os demais, fiquei inerte e só observando. Ainda ouvi o cara gritar que iria disparar a arma caso a funcionária não lhe entregassa o dinheiro do caixa.
Naquele momento pensei que os três fariam a limpeza dos clientes, também. O reduzido montante que eu tinha não era o suficiente para me preocupar, mas estava nervoso perante a dúvida em relação ao que mais poderia acontecer.
Despertou-me a atenção o facto de o assaltante apontar a arma para baixo, para aquela bandeja por onde passamos o jogo e o dinheiro e não para a frente em direção da atendente. Mas mais tarde vim a saber que, sendo os vidros blindados, aquele era o único local por onde entraria a bala e, ricocheteando no aço, atingiria a moça.
Alguém no interior se apercebeu do que estava acontecendo e disparou o alarme sonoro. Isso fez com que os três abortassem o assalto e fugissem em disparada. Não atiraram a esmo como vingança, mas poderiam tê-lo feito e, assim, eu poderia não estar mais aqui escrevendo sobre o acontecido.
Foi a minha primeira vez numa situação destas, mas a minha opinião a respeito não se alterou; ela já existe há muito e muito tempo. Os traficantes, por exemplo, não me incomodam, pois jamais usei ou usarei drogas. Mas, um indivíduo que usa uma arma para roubar ou intimidar inocentes desprotegidos, deveria ser julgado sumàriamente e fuzilado. A lei tem que ser modificada.

segunda-feira, novembro 30, 2009

Novas de Lisboa

Aquém mar, nem sempre estamos actualizados em relação ao que acontece além mar. Então, ao mesmo tempo que tive conhecimento, repasso:

...Assim, justifica-se, nos termos do artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 519-F2/79 , de 29 de Dezembro, conjugado com o artigo 6.º do Decreto Regulamentar n.º 55/80 , de 8 de Outubro, que se proceda à criação da Conservatória doRegisto Civil de Lisboa e, por força de um processo de fusão, se extingam as 11 Conservatórias do Registo Civil existentes na cidade de Lisboa, potenciando assim a eficiência dos serviços de registo e o aumento da qualidade do serviço prestado aos cidadãos na área do registo civil.

Grenal diferente

Há muito que não assistíamos a um final de campeonato brasileiro de futebol tão emocionante e apaixonante, envolvendo a nata dos times. A cada segunda-feira uma manchete diferente sobre o possível campeão: Palmeiras, São Paulo, Flamengo, Atlético e Internacional.
Antes da penúltima jornada, ontem, reduziram-se as aspirações mais concretas e sobraram São Paulo, Flamengo e Internacional.
Esta semana e em que no próximo domingo teremos a última jornada, está no topo o Flamengo e em segundo o Internacional.
Ontem mesmo, se tudo tivesse corrido pela lógica, no confronto aqui na cidade de Campinas entre Corinthians e Flamengo, este último teria perdido e estaria hoje no topo o Internacional que, pela facilidade que será o último jogo em Porto Alegre, já poderia estar exercitando um sorriso de campeão.
Mesmo que por mais propaladas que tenham sido as negativas nestas últimas semanas, os fatores extra campo fôram visíveis a lustrar a anti-ética. Foi o caso do Corinthians que, pelas sugeiras anteriores somada a mais esta, passa a ser inimigo número um do Internacional, independente da eterna rivalidade com o Grémio.
O último jogo do Flamengo será contra o Grémio, no Maracanã e, independentemente da posição de cada um na tabela classificativa, os gaúchos têm mais condições de ganhar e até um empate seria normal. Qualquer destes dois resultados daria o título ao Internacional, partindo do pressuposto que este faça bem a lição de casa.
Indagado por um repórter da Rádio Gaúcha, Souza, jogador do Grémio, disse: “Se a direção optar pela equipe principal [para o próximo jogo], faremos nossa parte. Mas dependemos muito da ordem; talvez entrem os reservas. Somos profissionais, mas infelizmente dependemos da direção. Se vier a ordem, a gente vê. Se não vier, paciência”. E durante a entrevista, após o jogo com o Barueri, a torcida gremista gritava: “Mengo, Mengo” numa alusão ao Flamengo.
Vamos acompanhar os procedimentos desta semana… Tomara que o Grémio tenha o melhor time. Mas não vou ficar fazendo apelos”, declaração do presidente do Internacional, Fernando Carvalho. Ao mesmo tempo o técnico colorado, Mário Sérgio, dizia: “Se os jogadores do Grémio derem essa alegria à torcida, podem levantar suspeitas por todo seu futuro. Não quero crer no Grémio entregando o jogo”. E o presidente do tricolor gaúcho, Duda Kroeff, rebateu: “Quem jogará é problema nosso. Mas talvez a gente dê férias para alguns atletas; isso já está decidido”. Também é deste, noutro contexto, a frase: “O Inter não pode nunca confiar no Grémio, assim como o Grémio não pode nunca confiar no Inter”.
As rivalidades mais afiadas, na minha opinião, são Internacional x Grémio e Guarani x Ponte Preta. Em Porto Alegre e em Campinas. Outras há muito relevantes no Rio de Janeiro ou em Belo Horizonte. Como vivi nas duas primeiras cidades, tenho a sensibilidade apurada disso.
Sou torcedor do Internacional desde que desembarquei no Brasil, pois as côres e a massa são em tudo iguais ao meu Benfica de Portugal. Sempre torço contra o Grémio ou contra o Porto mesmo que joguem contra outros times que não os meus. Mas tenho a sensibilidade e a inteligência de a favor deles torcer quando tal favoreça os meus; isto no campo e na ética. É assim que eu gostaria de ver os gremistas; torcendo como quiserem, mas sem artifícios excusos.
Vou encaminhar uma mensagem ao meu velho amigo e companheiro, Dr. Henrique Schmitz, gremista dos quatro costados e que sabe muito bem separar o trigo do joio. A sua influência nas hostes mosqueteiras e sob a capa da razão e da ética poderá ser vital à normalidade…

domingo, novembro 29, 2009

A verdade

Hoje, ao ler o jornal “Folha de S. Paulo” do qual sou assinante, verifiquei que na coluna do leitor muitos colocaram comentários relativos a um artigo ontem publicado e sobre o mesmo também houve opiniões exaltadas de alguns entrevistados. Como é que esse artigo tão polémico me passou despercebido?
Por sorte que ainda não tinha jogado o jornal de ontem no lixo reciclável e, logo que cheguei em casa, fui procurar. E lá estava a matéria no caderno A. Acontece que esse caderno abordava o recém lançado filme “Lula, O Filho do Brasil” e numa das páginas tinha o polémico artigo do jornalista César Benjamin intitulado “Os filhos do Brasil” ilustrado com foto de quadro do filme. Pensei que se tratava tudo de sopa da mesma gamela e, porque nada do filme me interessa, não li. Erro crasso!
O articulista debruçou-se sobre o tempo que permaneceu na prisão como preso político, nos tempos da ditadura, e faz sobre isso um relato conciso. Numa intercalação, aborda diálogo que presenciou entre Lula e correligionários em 1994 durante preparação de programa para a campanha eleitoral. E o que Lula confessou ali é extremamente grave e deplorável. Sugiro a leitura do artigo, pois não vou transcrever aqui nada a respeito.
O que me tráz ao assunto é a condenação sumária do articulista por parte de certas autoridades, mesmo que de algumas delas sempre se espere a contestação e os contra ataques sujos; são aqueles vira-casaca de passado duvidoso e acobertadores de interesses excusos.
Porém, sempre acredito que um jornal da envergadura da Folha, jamais seria leviano ao ponto de publicar uma matéria deste naipe irresponsàvelmente e sem bases sólidas, o que desmoronaria a sua credibilidade.
Se ataques constantes à imprensa são notórios no dia a dia, numa ameaça séria à liberdade de expressão, a coisa vai ferver e eu fico preocupado.

sábado, novembro 28, 2009

Dilema

O meu computador tem um génio complicado. Geralmente apresenta problemas graves na véspera dos meus dias de folga. Nesse comportamento eu posso concluir duas coisas: ou ele vem cozinhando o problema até ao limite e posterga esse limite para o dia tal e de modo a que dedique a minha folga para a sua manutenção, ou escolhe o dia para me sacanear como vingança de tanta porrada que lhe dou nas teclas.
Seja como for, continuamos companheiros e eu acabo de levar tudo para o lado bom da vida. E por tudo isso, ele, ou mais exactamente o seu teclado, acabou por merecer esta crónica. Se alguns cronistas se inspiram em pequenos detalhes por vezes estapafúrdios ou muito subtis, como por exemplo a simples observação dum joelho de mulher bem torneado que acaba por originar o derrame de mil palavras, num verdadeiro tratado sobre tudo o que se passa para cima ou para baixo, porque não concentrar-me num teclado?
A torre foi directamente para o técnico. O teclado ficou comigo. Estava seboso e achei que deveria fazer uma limpeza em vez de ocupar o meu tempo com outra tarefa qualquer. Afinal, gosto dessas minúcias, do desmontar e montar, enfim.
Ao retirar todas as teclas, vislumbrei um monte de poeira e outros lixos e não sei como tudo aquilo ali foi aninhar-se. Tinha até pelos do meu cachorro, mas aqui a coisa é compreensível, pois em muitos momentos ele me faz companhia olhando para a tela do monitor e pensando sabe-se lá o quê…
Depois de limpar tudo minuciosamente e de recolocar  nos seus respectivos lugares, comecei a examinar as teclas e fui pensando, pelo desgaste de cada uma, quais as mais e as menos usadas. Ocupação de quem não tem mais nada que fazer, ou o início de uma piração pelo mergulho e escafandragem nessas águas. Um exercício de raciocínio para prevenção a doenças futuras da 3ª idade…
No frigir dos ovos, cheguei a uma conclusão interessante: gastei 3 horas do meu tempo nessa terapia ocupacional e que em termos monetários daria para comprar 3 teclados novos e brilhantes. Talvez por assim ser, muitas pessoas descartam objectos em plena capacidade de funcionamento, inflando depósitos de sucata e lixões muitas vezes com reciclagem mínima. Não chega a ser um dilema numa análise fria.

segunda-feira, novembro 23, 2009

Visitantes

É bom frizar que o que escrevo não traduz simpatia por este ou por aquele e, portanto, não se reveste de xenofobia ou qualquer outro tipo de discriminação. Tenho a minha opinião formada, mas não cabe aqui agora. A minha indignação é em relação à maneira diferente de como se recebem dois iguais.
Quando Shimon Peres veio ao Brasil, dias atrás, não se verificaram manifestações de repúdio. Agora, com a chegada de Mahmoiud Ahmadinejad, a siatuação é diferente e orquestrada.
É isso que não se pode admitir --- a orquestração. Isso, sim, é segregação e a maioria dos que portam a bandeira de Israel e a agitam nas ruas e praias, não têm a mínima noção do que estão fazendo e melhor fôra que ocupassem esse tempo de ócio tentando adquirir mais conhecimento, informação e cultura.
Assim, quando de uma próxima visita dos dois, separadamente, claro, talvez usassem as duas diferentes bandeiras, uma em cada mão.

Começo, meio e fim

Tudo nesta vida tem começo, meio e fim. Pode até não ser como desejamos esse fluir das etapas, mas é uma realidade.
O meu Inter do coração começou o campeonato liderando e o fez por muito tempo; depois, usando termo da moda, viveu um grande apagão; agora, no embrulho agitado do final, lá está ele candidatíssimo a campeão.
Pra frente Colorado!

Pura sacanagem

Assim que ouviu a palavra ‘inocente’, Jorge Teixeira ficou em lágrimas. Um júri tinha acabado de determinar que o empregado do paquete de luxo ‘Coral Princess’, de 39 anos, casado, pai de duas crianças, não era culpado da alegada violação de uma passageira – que se queixava de ter sido forçada a praticar sexo oral ao homem. Respondia a sete acusações e arriscava prisão perpétua.
_______________________________________________
Lembro-me perfeitamente do dia em que surgiram as notícias sobre a prisão desse patrício. Na época já tive reservas sobre a acusação em si, se bem que achei muito normal a prática do acto, coisa banal nesses cruzeiros marítimos. Não estou afirmando que o chupa-chupa tenha acontecido. E, se aconteceu, deveu-se às fraquezas da carne de ambos os lados…

Já passei muito tempo no mar e conheço bem muito do que se passa nesses cruzeiros… O ambiente é propício e muito fàcilmente baixa aquele clima, aquela química. Muitas vezes até acontecem aquelas corneações de tempo curto debaixo do nariz de maridos ou esposas mais distraídos ou muito ocupados na mesa de jogo, enfim…
Lembro-me dum mito na minha juventude quando se dizia que, na passagem da linha do Equador, as mulheres ficavam fogosas…
Uma acusação como a que recaíu nesse português, jamais seria levada tão a sério num país latino. E talvez nem tivesse acontecido num latino ou mesmo nórdico europeu. Na terra do Tio Sam essas coisas são diferentes e acontecem num simples farejar de dinheiro fácil e sob ética artificial incrustada na cultura anglo-saxónica.

domingo, novembro 22, 2009

Dúvidas


Vez ou outra apoderam-se de nós certas dúvidas perante a quase certeza de que algo está errado. Afinal, quando a fotógrafa alerta os fotografandos com o clássico "Olha o passarinho!", não seria mais correcto dizer "Olha a passarinha!"?

sábado, novembro 21, 2009

Pele de cordeiro



Correndo os olhos pela internet e por algumas “colunas do leitor” dos jornais, fico com a impressão de que há mais apoio a Cesar Battisti e, consequentemente, à sua liberdade e não extradição.
Não sou a pessoa indicada para julgar e sobre os processos e condenações na Itália só tenho conhecimento superficial. Não obstante, tenho a minha opinião formada e ela recai sobre a decisão de extradição.
Entendo que Itália e França não são países com semelhanças a certas repúblicas das bananas e têm muito mais solidificação democrática.
E se alguma dúvida pairasse na minha consciência, essa foto que ilustra esta postagem tratou de dissipá-la definitivamente. Não se aproveita um dos que o estão cercando e isso já é forte; “diz-me com quem andas e eu dir-te-ei quem és”. Depois, mais forte ainda, é a posse daquela bíblia que parece ser novíssima e jamais ter sido aberta.
Quanto à bíblia, tenho uma opinião muito semelhante à de Saramago e não é sobre ela que vou escrever. Mas, talvez Battisti nunca tenha lido alguma bíblia ou até mesmo um catecismo. Assim, parece-me ter sido aconselhado a portar uma a exemplo de muitos criminosos brasileiros que, de repente, se transformam até em pastores e isso lhes rendem muitos créditos.

sexta-feira, novembro 20, 2009

Consciência negra


Naquela madrugada tinha transmissão televisiva de corrida de Fórmula 1 do Japão. Isso verificar-se-ía lá pelas 3 ou 4 horas da madrugada em virtude da diferença de fuso horário em relação ao Brasil. Tudo bem. Mesmo não sendo ferveroso adepto desse desporto, ao ponto de sacrificar uma noite bem dormida, justificava-se assistir por uma boa causa…
Miranda, saudoso amigo do lado esquerdo do peito, acionou o meu Bip. Naquele tempo a telefonia celular ainda não era uma realidade para todos e eu não era pássaro de estar sempre no mesmo galho. “Portuga!”, bradou ele quando respondi à chamada; “Tenho aqui três minas afim de curtir a corrida no apartamento de uma outra amiga. Preciso de ti e de mais um amigo”.
Nunca deixei um amigo na mão e não seria desta vez que o faria. Rapidinho já contactei outro da nossa turma e tudo ficou acertado para aquela noite.
Como já tinha sido alertado para a escassez de alguns produtos naquele pequeno apartamento e indispensáveis na reunião, providenciei umas garrafas de vinho. A escolha não recaíu em marcas famosas, pois sabia que lá haveria uma mistureba com cerveja e outras bombas, o que desvirtuaria qualquer capricho meu…
Lá estávamos nós, os seis, no meeting point para sair em direção do apartamento da outra amiga do Miranda. Escusado será dizer que a única afro -descendente me tocou. Afinal, nós portugueses jamais fômos racistas e sempre gostámos da fruta. Há mesmo, aqui, uma consciência das duas côres em relação à questão. Não fôra isso, o Brasil não teria as lindas mulheres que tem.
Ao entrármos no apartamento, notámos que a moradora tinha um companheiro de côr negra. Ali fizémos a apresentações e todos ficámos àvontade. Animação total e bem regada.
Lá para as tantas acertámos todos em tirar uma palha, ali mesmo no chão e acordaríamos quando começasse a corrida. Como a carne é fraca e as intenções eram unânimes, à excepção do casal da casa, cada um começou a entrar nos finalmente. Percebíamos que o negão estava meio confuso entre um levantar e baixar da cabeça, mas nada disse.
Lembro-me que ninguém assistiu à corrida e só no dia seguinte vim a saber que Ayrton Senna ganhara…
Chegada a hora da debandada, já com o sol alto e brilhante, entrámos todos no elevador. Lá dentro estava uma mulata linda que logo reconheci como sendo amiga e companheira de uma das minhas cunhadas… Era a Telma. Trocámos um normalíssimo “oi” e todos os segredos se mantiveram. Uma questão de consciência.
E porque hoje é feriado, Dia da Consciência Negra, deixo aqui o meu abraço a todos os meus amigos e amigas afro-descendentes.

quarta-feira, novembro 18, 2009

Irresponsáveis

Porque não sou trouxa, há muito tempo não entro num estádio para assistir a uma partida de futebol. Quando ía, o fazia esporàdicamente, pois isso só acontecia nas vezes que o meu Internacional vinha a Campinas ou se se disputava um jogo importante entre grandes.
A violência e certos artifícios extra jogo induziram-me a esse afastamento.
Hoje assisti pela tv aos lances mais importantes do jogo França x Irlanda na repescagem de apuramento para a copa de 2010. O golo da França surtiu o mesmo efeito daquele de Maradona, um dos mais notáveis feitos com a mão. Nada de especial aconteceu por parte da arbitragem e, manteve-se assim o roteiro previamente traçado. Resultados forjados…
Também hoje e em partida que ainda decorre no momento em que dedilho esta postagem, entre Grémio e Palmeiras, assisti a uma cena de agressões físicas mútuas entre dois jogadores do Palmeiras. Já tinha terminado o primeiro tempo e, no caminho para os vestiários, estranharam-se.
O juiz aguardou a volta dos times para o segundo tempo e, então, mostrou o cartão vermelho.
Apesar de estar perdendo por um a zero, o Palmeiras tinha a difícil missão de não perder esse jogo para poder assumir o comando do campeonato a duas rodadas do final. Uma desavença que deveria ser resolvida fóra das 4 linhas, botou tudo a perder por pura irresponsabilidade e falta de profissionalismo.
O resultado já está em 2 x 0 aos trinta minutos do segundo tempo. Como colorado que sou e apesar da grande rivalidade entre o meu time e o Grémio, excepcionalmente estou torcendo para este… Afinal, o Inter vai ser muito beneficiado.
Mas uma coisa é certa: dinheiro que saia do meu bolso eles não vão ter e, assim, só assisto pela tv sem grandes paixões. A grande massa também tem que começar a reestudar a sua posição e exigir ética, dignidade e profissionalismo. Amor à camisa, na verdade, é coisa do passado.

domingo, novembro 15, 2009

Falou e disse, Presidente!


“Então, essa questão do clima é delicada por quê? Porque o mundo é redondo. Se o mundo fosse quadrado ou retangular, e a gente soubesse que o nosso território está a 14 mil quilômetros de distância dos centros mais poluidores, ótimo, vai ficar só lá. Mas, como o mundo gira, e a gente também passa lá embaixo onde está mais poluído (?????????????), a responsabilidade é de todos”.

sexta-feira, novembro 13, 2009

De pai para filho


Propaganda grátis...

Enquanto isso, no Porto




Pintura à mão (sem pincel ou espátula) por Pinto da Costa

Apagão

“Em Itaipu, falaram pro estagiário: quando sair, desliga tudo”.

Jornalista

Por lei criada num dos governos da ditadura, só poderia exercer a profissão de jornalista quem tivesse completado o curso de jornalismo. Há pouco tempo atrás, essa lei foi revogada. Alegria para uns e esperneio para outros. E há movimentação para voltar ao que era, com algumas alterações…
Na minha interpretação e verificando todos os dias o quanto de cavalgaduras com formação em jornalismo se nos apresentam nos meios de comunicação, concluo que  muitos podem exercer a profissão, desde que sejam cultos, independentemente da fonte onde beberam dessa cultura.
Uma das profissões que eu gostaria de ter abraçado é, sem dúvida, essa. Tenho um curso superior de Administração de Empresas, se bem que o mesmo quase nada veio acrescentar aos meus conhecimentos auto-didáticos e de experiência no campo de trabalho.
Gosto e sempre gostei de escrever. Assim, mais um empurrão para alcançar o objectivo, se bem que a minha grande paixão sempre tenha sido o rádio e para o qual a minha voz se presta. Como sou tímido e me dão grandes brancos ao falar em público, teria que ser mesmo na escrita…
Infelizmente, jamais poderia ser um jornalista e tenho consciência disso. Porquê?
Um jornalista, a qualquer momento, poderá ter que fazer uma reportagem ou uma entrevista. Aí, coloca-se obrigatòriamente numa situação de engolidor de sapos, dependendo de certas respostas ou agressões por parte de certos figurões ou figuronas. Se não engolir, o seu emprego estará por um fio…
Definitivamente, jamais terei um emprego de jornalista. O meu limite de jogo de cintura e poder de encaixe circunda-se num raio muito curto. Curto demais para abrigar as normas que me seriam apresentadas ou que constem dos manuais de redação.
Jamais eu ficaria impávido e sereno perante o dedo em riste e o brotar de impropérios por parte de certos monstrengos arrogantes que, despidos das capas e máscaras na sua momentânea protagonização, nada mais serão que merda. Merda somos e merda seremos…

segunda-feira, novembro 09, 2009

Earth Song

O vídeo é do single de maior sucesso de Michael Jackson no Reino Unido, que não foi nem "Billie Jean", nem "Beat it", e sim a ecológica "Earth Song", de 1996. A letra fala de desmatamento, sobrepesca e poluição e, por um pequeno detalhe, talvez você nunca terá a oportunidade de assistir na televisão. O Detalhe: "Earth Song" nunca foi lançada como single nos Estados Unidos, historicamente o maior poluidor do planeta. Por isso a maioria de nós nunca teve acesso ao clip. Ou seja, o que não passa nos EUA, não passa no resto do mundo. Só mostram o que lhes interessa e só assistimos ao que eles querem. Veja, então, o que os americanos nunca mostraram de Michael Jackson. Filmado na Africa, Amazonia, Croácia e New York.

Traições da língua



domingo, novembro 08, 2009

Saia justa

Em 1960, tinha eu 15 anos, fazia parte da equipe de ginástica olímpica do Lusitano Ginásio Clube, em Évora, Portugal. Era uma actividade amadora recém incorporada, a par do futebol profissional.
Aqueles já eram tempos difíceis para o clube que muitas vezes esteve a par dos grandes do futebol português. Assim, a ginástica só se conseguia manter graças à generosidade e amor do então presidente e, especialmente, com a arrecadação do dinheiro a quando da realização de bailes no salão da séde.
Organizávamos esses bailes e a cada um dos atletas era distribuída uma função. Um dia coube-me a portaria.
Uma orientação que recebi da directoria era exactamente barrar a entrada de algumas moças conhecidas e que habitualmente frequentavam esse tipo de evento noutros locais da cidade. Elas eram, na definição da época, muito indecentes e atentórias ao pudor
Eu, porém, já naquele tempo discordava desses parâmetros de análise e discriminação e fiquei meio apreensivo e com a pulga atrás da orelha. Teria eu que citar os motivos para barrar a entrada?! Uma verdadeira saia justa… É claro que jamais barrei a entrada de alguém e nunca nada de anormal aconteceu.
São passados 50 anos e defronto-me com situação análoga em relação à moça que foi violentada moralmente numa Universidade de São Paulo e que a respeito já aqui me referi neste espaço. Impressiona-me mais ainda por se tratar do Brasil, uma vez que aqui o futuro e uma liberdade maior chegaram muito mais cêdo.
Eis a notícia mais recente e mais não comento:
A Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban) decidiu expulsar a estudante de Turismo Geisy Arruda, de 20 anos, que foi perseguida, encurralada e xingada por um grande grupo de alunos nos corredores da instituição, no câmpus de São Bernardo, porque usava um vestido curto. Ela saiu do local escoltada pela polícia. O tumulto ocorreu no dia 22 de outubro e ganhou repercussão, gerando debates sobre intolerância na sociedade, após vídeos terem sido colocados do Youtube.

Peão de obra

O governo andorrenho tinha adiantado esta manhã que o número de operários mortos no acidente de ontem tinha subido para cinco, escusando-se a confirmar a nacionalidade das vítimas. Horas depois, a secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas confirmou que todas as vítimas mortais são portuguesas e adiantou que os serviços têm estado em contacto com as empresas para as quais trabalhavam, a Ambicepol e a Unifor. As autoridades tentam encontrar a causa da derrocada da estrutura metálica, uma das maiores obras da região que estaria concluída no próximo ano.
O acidente deu-se na manhã de sábado, quando ruiu a ponte exterior que liga a estrada principal à boca do túnel de Dos Valires, que une as localidades de Encamp e La Massana.
O Sindicato da Construção do Norte garante que o acidente ocorreu devido a falhas na segurança.
Actualmente, são cerca de seis mil os portugueses que trabalham na construção civil em Andorra.

Este é um resumo das informações oficiais sobre o acidente do Principado de Andorra. Comentários específicos eu não poderei fazer, pois seria muita presunção da minha parte. As preocupações a respeito tenho-as, como todo o mundo, no que respeita aos possíveis erros técnicos ou políticos, uma vez que graves problemas nesses campos não se limitam a países do denominado terceiro mundo.
O que realmente eu quero comentar é a presente discriminação oficial que certos países insistem em implantar ou desenvolver. Lògicamente que andorrenhos natos, possívelmente ali nenhum se encontra trabalhando; devem ser franceses e espanhois os que lá estão e isso no nível da engenharia, coordenação e supervisão. No trabalho pesado, mesmo, são e serão sempre aqueles cidadãos, heroicos, que esses países tentam barrar…

segunda-feira, novembro 02, 2009

Sabores do Alentejo

 
Organizado pela Turismo do Alentejo, ERT, decorre de 2 a 8 de Novembro, mais uma Semana Gastronómica da Caça, iniciativa que conta com a adesão de mais de 90 restaurantes espalhados por toda a região que vão preparar as mais variadas iguarias, sejam tradicionais ou criativas, mas sempre tendo a caça como ponto comum.
Entre os restaurantes aderentes estão “A Maria”, no Alandroal, que vai disponibilizar perdiz estufada; lebre com feijão, repolho e nabos; coelho frito.
“Herdade dos Barros”, em Terena, com feijoada de lebre; ensopado de lebre; coelho à caçador.
“Os Gémeos”, em Rio de Moinhos, Borba, com javali à casa; feijoada de javali; ensopado de lebre.
“ Pousada Rainha Santa Isabel”, em Estremoz, apresenta perdiz estufada com legumes e alecrim; guisadinho de lebre com feijão branco; lombinhos de javali com mistura de cogumelos selvagens.
“ Pousada de S. Miguel”, em Sousel, perdiz estufada com repolho e cebolinhas; javali à caçador; coelho à alentejana com migalhada de espargos bravos.
“Taverna dos Conjurados”, em Vila Viçosa, apresenta paté de veado com molho de frutos silvestres; favada real de caça à el-Rei D. Carlos I, e perdiz de caça à Infanta D. Maria.
“Os Cucos”, em Vila Viçosa, perna de javali no forno com puré de maçã e geleia de framboesa; ensopado de lebre; coelho à caçador.
“Ouro Branco”, em Vila Viçosa, coelho à caçador; coelho frito com pimento da horta; javali estufado.
“ Pousada D. João IV”, em Vila Viçosa, terrina de veado com molho de groselha; perdiz recheada com puré de castanhas; lebre com feijão encarnado.
____________________________________________________________________________________
Muitos, como eu, conhecedores dessas iguarias e dos lugares, temos realçadas as saudades e engolimos em sêco... Outros ficarão curiosos e com vontade de conhecer e saborear; a esses eu sugiro incluir o Alentejo numa próxima viagem de férias. Por fim haverá, certamente, os opositores que são defensores da Natureza, contra a caça e, alguns, vegetarianos.
A caça em Portugal não é predatória. É reguladora e cultural.
As imagens são aquarelas do meu amigo e alentejano também, Francisco Charneca.

domingo, novembro 01, 2009

Amigos

“Eu quero ter um milhão de amigos…” é um trecho de canção cantada por Roberto Carlos. Não sei se o título também é esse, bem como também não sei se o cantor é, ao mesmo tempo o compositor e se alguém tem um milhão de amigos. Parece que sei muito pouco, mas acho que é mais porque nunca fui muito admirador do citado…
Um milhão de amigos eu tenho a certeza que jamais teria na minha vida e não tanto pelo meu caracter, mas naturalmente, pelo tempo que vivemos e pelo espaço que é exíguo em relação ao número. Além de tudo, amigo é um grau difícil de alcançar nas triagens a que submetemos as pessoas com quem nos relacionamos. Daí que muitos confundem conhecidos como amigos.
Amigo, como diz outra canção, “é coisa para se guardar no lado esquerdo do peito”. E eu guardo no meu alguns de quem me lembro do nome ou não. O nome vamos esquecendo com o decorrer do tempo, mas a imagem de todos ou algumas passagens em que fôram protagonistas permanecem.
Sou uma pessoa que jamais perdeu o hábito de tentar reencontrar muitos desses amigos, senão todos, que há muito deixaram de conviver comigo. Nem que seja só para um cumprimento ou uma troca rápida de palavras conforme as circunstâncias. Aqui mesmo, neste espaço, já coloquei alguns nomes na esperança de encontrar alguém, tipo um apêlo, bem como outras histórias já escrevi e subordinadas ao mesmo tema.
Uma época que muito marcou a minha vida e a da maioria dos então jovens portugueses, foi a dos anos 60. Devido à situação de guerra que o Portugal travava nas colónias.
Naquele tempo poucos escapavam de vir a transformar-se em carne para canhão e, por isso mesmo, desde o primeiro dia em que nos alinhávamos, compulsóriamente, nas fileiras castrenses, até ao dia da passagem à reserva, processava-se no meio um relacionamento com sulcos profundos de amizade e solidariedade.
Por isso, são frequentes os encontros de confraternização de ex combatentes ou simplesmente  ex expedicionários, pois é grande essa força mobilizadora em cada um. Por isso, também, existe grande grande número de sites e blogues na Internet inerentes a essa época e circunstâncias.
Tenho participação interactiva em algumas dessas páginas e até já encontrei alguns ex camaradas. Poucos, mas encontrei…
Há tempos atrás, reconheci um deles através de uma foto recente e esta mostrava os mesmos traços de há 40 anos… O indivíduo não mudara nada e logo identifiquei ali o “Malveira”, apelido pelo qual era tratado na tropa.
O “Malveira” era companheiro de pelotão na recruta que fizémos na Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, no Curso de Sargentos Milicianos. Ele acabou por ir para a especialidade de Intendência e eu para a de Serviço de Material. Ele para Moçambique e eu para Timor.
Enquanto em Santarém, todos os fins de semana em que íamos para as nossas cidades para os passar com a família, nós dois ficávamos num ponto da estrada que levava a Lisboa e ali pedíamos boleia (carona) aos veículos que passavam. O dinheiro era curto ou simplesmente inexistente para pagar passagens. E até pulávamos o muro de alguma quinta para conseguir colher alguma fruta, principalmente laranjas, quando a fome apertava.
E foi essa história das laranjas que eu citei num e-mail que enviei ao “Malveira”, quando o descobri naquele site, como ponto de referência para que ele se lembrasse de mim. Tinha a certeza que se iria lembrar! Mas a minha surpresa e decepção foram muito grandes quando, simplesmente, respondeu serem aqueles actos de surrupiu da coisa alheia algo reprovável e dos quais não se lembrava. Assim mesmo. Curto e grosso.
Hoje, mais uma vez, naveguei na Internet e visitei alguns desses sites que referi. Encontrei o do Batalhão de Caçadores 1916 e lá estavam algumas fotos do meu camarada quando da sua estadia em Mueda, Moçambique.
Como as fotos estavam abertas a comentários, numa delas deixei o meu referindo-me às laranjas… E fiquei pensando que nem a mil amigos eu chegarei, quanto mais a um milhão…

Turismo na terrinha



sexta-feira, outubro 30, 2009

Juventude transviada

Tem coisas que não entendo, se bem que algumas talvez sejam pertinentes, mas este acontecimento em São Paulo ultrapassou todos os limites. Vejam nos, vídeos acima, a saída da escola de uma aluna, escoltada pela Polícia Militar, ao mesmo tempo que era apupada pelos colegas com adjectivo de baixíssimo calão e, claro, inaceitável. Uma lindíssima moça loira de olhos verdes, foi para a escola, como faz todos os dias, mas desta vez usando um mini vestido. Os colegas "machos" acharam que aquilo era um escândalo, um atentado ao pudor. As colegas "fêmeas" fôram no embalo mas, aqui, talvez por inveja. Nos tempos actuais em que observamos situações muito mais liberais e muitas até deprimentes, protagonizadas por essa juventude na qual se englobam esses protestantes, há espaço para perguntar se ali não estaria um monte de "bichas" e "lésbicas"!?

Entretanto, em Portugal...



Senna


Bruno Senna vai estrear na Fórmula 1.
Do total de três brasileiros participantes, continuaremos com três... Afinal, um Senna jamais será um Piquêt.

quinta-feira, outubro 29, 2009


Descubra diferenças entre estas duas imagens

Avenida das Amoreiras


Com este título, acredito que a maioria dos internautas que se direcionem a esta postagem sejam de Lisboa, pois lá existe uma avenida com o mesmo nome e são muito poucos os de Campinas, aqui no Brasil, que conto no painel de visitantes…
Mas é em Campinas que se situa a avenida a que me refiro hoje. E, infelizmente, foi uma situação trágica que me trouxe a escrever sobre ela  como postagem do meu blog.
Estou descendo, a pé, a minha rua que desemboca na referida avenida, a mais longa e uma das mais movimentadas de Campinas. Ouvi o som de sirene e observei tratar-se de uma ambulância que estacionava no corredor central, exclusivo de ônibus.
A curiosidade impeliu-me a tentar saber o que ali se passava e acabei por descortinar, no meio da multidão, um jovem estendido no chão e muito ensanguentado. Acabara de ser atropelado por um dos ônibus.
No Brasil morrem violentamente centenas de jovens todos os dias, por um motivo ou outro. Ficamos tão habituados a essas cenas que passam na TV ou descritas nos jornais, que isso acaba por não nos impressionar mais; pelo menos não com grande impacto. É triste, mas é a realidade.
Porém, a luta que observei aquele moço ainda travar com a morte, na sua respiração ofegante mas com o corpo inerte, impressionou-me muito. Muito mesmo! E revoltou-me, também.
É o terceiro aluno da Escola J. M. Matosinho que sofre atropelamento naquele mesmo ponto e local, num curto espaço de tempo. Além, claro, de dezenas de outras pessoas que constantemente engrossam o rol de vítimas dessa fatídica avenida.
A minha atenção converge mais para esses jovens alunos. Em princípio, eles deveríam ser mais esclarecidos e, portanto, conhecendo os perigos e o histórico, sempre deveríam atravessar na faixa de pedestres e jamais pular por cima das barreiras laterais. É aquela espécie de loucura e maneira de querer se afirmar perante os demais. É um problema de berço e de escola e isso tem que ser mudado.
Não vou deixar fóra disso as autoridades. Aquele corredor central, exclusivo para ônibus, entre quatro faixas de rodagem laterais (duas de cada lado), embrião de um futuro leito de trolleybus, foi a coisa mais absurda jamais construída nesta cidade, e não mais que uma peça eleitoreira. Já lá vão muitos anos.
Surpreende-me que esta população não proteste e continue votando e elegendo sempre os mesmos ou outros com as mesmas ideias ou falta delas. É que, até hoje, parece não haver alguém que se aperceba do que acontece ali e tome providências.

Aviadores e Astronautas

Perguntar não ofende e não me custa fazê-lo. Adianto, porém, que não vou entrar no mérito da questão e acredito que os leitores entendem o fundamento da mesma...
Erich von Däniken, escritor suiço, fez a seguinte pergunta, como título de um dos seus livros: "Eram os Deuses Astronautas?".
Hoje eu pergunto: "São os agentes da Polícia Federal aviadores?"

quarta-feira, outubro 28, 2009

Desconhecidos

No decorrer das nossas vidas deparamo-nos com certas situações inusitadas que, do mesmo modo que factos de impacto, marcam para sempre. E convivendo com essa memória, que esporàdicamente aflóra, continuamos sem uma explicação plausível.
Nos meus tempos de juventude eu era frequentador assíduo do jardim público e mata anexa, na cidade de Évora. Até hoje não entendi o porquê dessa distinção dos lugares, pois acabava por tudo ser um mesmo espaço físico dentro de um conjunto de muralhas medievais. O jardim ficava aberto até à meia-noite (Verão) e a mata tinha o acesso bloqueado por um guarda depois das 18 horas para coibir excessos no relacionamento dos namorados…
Gostava de frequentar aquele espaço aprazível e tranquilo. Assistia aos concertos da banda militar do Regimento de Infantaria 16, que incluía muitas zarzuelas entre as marchas. Outras vezes retirava um livro da biblioteca sanzonal para o ler sentado num daqueles  bancos de jardim que, apesar de tudo, eram cómodos e anatómicos. Havia, também, os momentos de gaiatice quando fazia uma espécie de forca corrediça, na extremidade de um caule de capim, e ía caçar lagartixas, ou provocávamos um dos guardas --- o Pé de Xarinha, que era um tipo muito chato e carêta e sobre o qual ainda aqui escreverei um dia.
Na escola sempre acabamos por formar um grupo mais homogénio de amigos e o meu resumia-se a quatro elementos. Adávamos sempre juntos para o que désse e viésse. Num espaço de tempo livre entre as aulas ou mesmo na gazeta às mesmas, íamos para o citado jardim que ficava perto da escola, outras vezes íamos nadar no Rio Dgebe; acompanhávamos turistas estrangeiros pelo burgo como cicerones e frequentávamos eventos culturais; jogávamos bilhar no Café Portugal ou matraquilhos na cave do Diana-Bar e Bar do Cachatra.
Eramos ecléticos nas nossas andanças e costumes. Porém, não só por timidez, uma das características de todos do grupo, mas também porque não nos interessava muito essa coisa de amarração, nenhum de nós se preocupou em arrumar uma namorada antes dos dezoito anos.
Claro que muitos dos nossos colegas de escola já namoravam a partir dos doze ou treze e, por isso mesmo, não se misturavam connosco nas actividades extra escolares e os seus gostos e ocupações descambavam para outras órbitas…
Num certo dia, caminhando os quatro da vida airada pelas estradinhas e veredas da mata, cruzámo-nos com o Romero e a Cristina, colegas da escola e namorados desde sempre e para sempre… Cumprimentei-os com um “boa tarde” sonoro, mas não obtive qualquer tipo de resposta.
Gualter, o mais velho de nós quatro, numa espécie de repreensão, disse: “ Ò pá! Não sabes que não se cumprimenta um gajo quando ele está acompanhado da miúda ou vice-versa!?”.
É verdade! eu não sabia disso naquele tempo e, até hoje, não entendo o porquê, pois jamais alguém me explicou…

segunda-feira, outubro 26, 2009



O dedo de Lula


Muitas vezes, quando não temos nada que fazer, ficamos inventando coisas e loisas. É o meu caso nessa confirmação.
Na verdade, jamais poderia afirmar que nada tenho que fazer. Sempre há alguma coisa a ser feita mas, pelo critério das prioridades, acabamos por esquecê-las.
Há pouco, navegando pela internet para passar o tempo, veio-me à lembrança uma foto publicada nos jornais e referente à comemoração do aniversário de Lula. Pô, o companheiro fez 64 e se igualou a mim --- assim pensei. Mas, aquele 64, composto por duas velinhas fincadas no bolo, começou a mexer com os meus neurónios.
Não imaginam o tempo que gastei para me situar confortàvelmente nesta situação e poder escrever tranquilamente a respeito. Coloquei a foto de um jeito e de outro, observei em que braço a Primeira Dama tinha o relógio (se bem que não é conclusivo), enfim.
Elucidado, finalmente, que se trata do esquerdo, conferi sobre se a foto não estaria invertida; não estava...
O pensamento lógico da visão é que o número 64 deveria observar-se desse modo pelo ângulo de Lula e sua turma, e 46 invertido horizontalmente para quem observa a foto. Porém, do lado de cá oberva-se 46.
Então, observando-se do lado de cá 46, como realmente acontece, deveria observar-se do lado de lá 64 invertido hoirizontalmente. E é aqui, neste ponto, que eu sugiro uma opinião de Maitê Proença...


sábado, outubro 24, 2009

Gindungo

Não conheço a planta; só conheço o molho do fruto...
Consegui algumas sementes, oriundas de Angola, através de um amigo de Portugal. Plantei-as em vasos aqui no Brasil, em Janeiro passado (Verão).

Depois de terem nascido algumas ervas que eu descartei por me parecer não ser o gindungo, finalmente nasceu essa folhagem nos pontos em que coloquei as sementes. Na internet não consigo achar foto da planta; só dos frutos. Assim, pergunto a quem saiba: isso é gindungo?

quinta-feira, outubro 22, 2009

Saramago

Saramago: curiosidade de miúdo
Deus andava não se sabe por onde.
De repente lembra-se de fazer o MUNDO.
Fá-lo em 6 dias; ao 7.º – descansa; ou entra em greve?
Ou em Lay out, ou lá o que é aquilo?
E antes de se lembrar de fazer o MUNDO
o que fazia?


A IGREJA não gosta  que Saramago tenha regressado à curiosidade de miúdo:
O que é isto? mas como é Deus? Onde é que dorme?
É casado? Está desempregado? Tem carro? Paga impostos?

E prepara-se para lhe baixar as calças e dar-lhe
duas palmadas no rabo.
Entre os católicos não falta quem aplauda…


http://maisevora.blogspot.com/

Tarefas militares


Perguntaram ao General Norman, do Exército dos Estados Unidos, se ele perdoaria os terroristas do 11 de setembro de 2001 (como os do PCC, os traficantes, os políticos corruptos, os invasores do MST etc.).
A resposta:

"Eu creio que a tarefa de perdoá-los cabe a DEUS.
A nossa é de simplesmente PROMOVER o encontro".

domingo, outubro 18, 2009

Briga de cachorro

Normalmente a cartolagem faz e desfaz a seu belo prazer e interesse. Tudo entre eles e sem a mínima atenção para com o povão.
Desta vez eles estão em desacordo, brigam e se ameaçam mútuamente. Algo passará a ser diferente? Bem improvável, mas jamais impossível.
Algo que se traduz numa grande estupidez e desrespeito ao torcedor, aquele que, afinal, movimenta e é o maior interessado em todo o espectáculo, é o horário dos jogos de futebol. Aqueles mais importantes, em todos os aspectos, começam às 22 horas e isso para salvaguardar os interesses económicos da maior estação de tv brasileira, que tem nas novelas o seu carro chefe.
Quando o cidadão se dispõe a ir ao estádio para ver o seu time jogar, fá-lo no horário em que deveria estar chegando ao seio da sua família e descansar. Perante esta estupidez, sai do estádio à meia noite e, conforme o local onde mora, chega em casa de madrugada. Daí a pouco já estará se preparando para começar uma nova jornada de trabalho.
Ùltimamente houve uma mexida nessa situação, principalmente em relação aos jogos da série B.Tivémos o prazer de assistir a jogos iniciados às 19 horas ou ainda mais cêdo. Uma maravilha! E assim deveria ser sempre. Não só para o torcedor, mas também para os próprios atletas isso é muito positivo.
A estação de tv não está gostando nada disso e se vê ameaçada em relação a novos contratos de transmissão. Quer até alterar o formato da disputa do principal campeonato brasileiro, que está dando muito certo, com aquele malfadado quadranglar no final, tudo visando receita e mais receita.
Eu não sei e tenho a certeza que toda a plebe não sabe o que está acontecento nesses bastidores. É briga de cachorro grande e o problema deve ter sido por causa de um osso suculento…
O povo costuma apelar ao seu sábio saber (passe a redundância) e não se mete nessas brigas entre cachorros. Porém, acho que está na hora de mudar esse procedimento e sim, entrar nessa peleja. E noutras também…
Como essa briga é só entre machos e não tem nenhuma cadela no meio, portanto sem nenhum nó górdio, poderemos jogar um balde de água fria neles e exigir que sejamos ouvidos a respeito.

sábado, outubro 17, 2009

Os escolhidos do metrô


Hoje não venho fazer propaganda da Feira do Livro de Porto Alegre, por demais conhecida no Brasil e fóra dele.
Hoje quero anunciar a sessão de autógrafos na Feira, no dia 6 de novembro às 19h30, em que estará presente a minha amiga Vera Fernandes autografando o seu livro “Os escolhidos do metrô”.

quinta-feira, outubro 15, 2009

Baderna

Esta minha cidade de Campinas, definitivamente, não tem mais salvação. A coisa descambou para o ridículo, para a desorganização, desrespeito e descontrole.
Hoje saí de casa para fazer a minha fézinha da Lotofácil e dirigi-me à lotérica próxima de minha casa. Para lá chegar, percorro um pequeno trecho da Avenida das Amoreiras, uma das mais movimentadas da cidade. Eram 18 horas e o trânsito intenso nesse horário.
Na calçada deparei-me com uma faixa de alerta que obstruía a passagem dos pedestres na calçada, pois a mesma tinha sido pintada naquele trecho e a tinta estava fresca. Além disso, o autor da façanha ainda deixou o seu carro sobre a mesma.
Qualquer indivíduo portador de um mínimo de educação de berço, respeitará aquela faixa e fica com duas opções: ou continúa caminhando pelo leito carroçável da avenida, sugeito a ser atropelado, ou apela para outro percurso o que, sinceramente, é muito incómodo.
Resolvi voltar para trás e ir até minha casa para pegar a máquina fotográfica e registar o flagrante; não perco esses lances e guardo tudo isso nos meus arquivos. Algumas vezes envio esses registos para algum jornal, no caso de serem aceites…
E não pensem que eu pisei no trecho pintado ou que caminhei pela avenida para passar da primeira para a segunda foto. Eu atravessei a avenida na faixa de pedestres e, lá mais na frente, usei outra faixa para voltar. Questão de educação…

Kit do Alentejano



quarta-feira, outubro 14, 2009

Cabrão eu?!

Uma coisa puxa outra e, porque assim, o número três da crónica anterior acabou por puxar esta…
Quando eu residia em Portugal na minha juventude, fazia-me espécie o elevado número de identificação das casas nas ruas do Brasil. Rua tal nº 3050. Isto dava-me a ideia dessa rua tal ser muito longa, kilométrica.
Mais tarde, no local, compreendi o porquê dessa ilusão, pois as casas são numeradas de dez em dez, enquanto em Portugal o são de dois em dois.
De qualquer modo, não entendi porque razão são numeradas de dez em dez. Será um espaço que no futuro comporte 5 residências novas? Creio que não, pois acho um absurdo e improvável devido ao exíguo espaço médio de 300 metroa quadrados.
Aliás, esta questão de numeração aqui no Brasil tem coisas muito estranhas, como o mesmo número duas vezes na mesma rua ou o número crescente que, de repente, começa a diminuir e volta a aumentar…
Em Portugal a numeração é de dois em dois e, do mesmo modo que no Brasil, impar de um lado e par de outro, observando-se o início e fim da rua de acordo com os pontos cardiais. Não tem como alterar isso, a não ser a colocação de um A ou um B, no máximo, num mesmo número e por alguma razão, mas com autorização oficial, pois essas alterações têm incidência nos Registos Cartoriais.
Aqui entra a historinha de meu pai. Lá na cidade alentejana de Estremoz, minha terra natal, mudámos da Rua dos Telheiros nº 49 para a Rua Direita nº 11. E daí?
E daí é que o número 11 é muito feio; ele é indicativo de cabrão (côrno) na tradição portuguesa. Por isso, meu pai não se fez rogado e a primeira coisa que fez foi mudar o número para 9-A, sem autorização, numa prevenção à gozação dos amigos e por convicção.
Por isso, como no caso daquele número 3 de cabeça para baixo, lá em Sintra, devemos primeiro pensar numa possível justificativa que poderá existir e não tirar um sarro num primeiro ímpeto…

Maitê Proença (2)

Não é meu costume e também não gosto de ficar batendo na mesma tecla. Todavia, a postagem anterior relativa ao tema foi superficial e, tendo agora outras informações, resolvi escrever mais alguma coisa.
Perdi a conta das piadas de português que os brasileiros já me contaram acintosamente, se bem que com áurea de brincadeira. São quase 40 anos servindo de alvo. Porém, este alvo ricocheteia; levo sempre a coisa na brincadeira e, muitas vezes, até costumo revidar com duas em troca de uma, também subordinadas ao mesmo tema…
Só não tolero quando essas piadinhas ultrapassam o círculo de amigos ou as mesas de bar e se estabeleçam nas rádios, tvs e outros lugares que se componham de uma certa formalidade. Já várias vezes protestei a quem de direito e recebi pedido de desculpas.
Pelo que me foi dado ver no vídeo da Maitê, aquilo foi uma produção pessoal que ela guardou como se guardam fotos e outros registos de viagens. Tanto é assim, que o mesmo é datado de 2007. O conteúdo, os comentários, são coisas pessoais idênticas a muitas que a maioria de nós podemos fazer a respeito disto ou daquilo, mesmo que certo ou errado.
O que é de condenar, é exactamente ela ter tornado público esse registo num programa de televisão. É algo que só a ela e aos seus círculos privados de relacionamento poderia interessar. E é aqui que eu costumo espernear, como mais acima referi.
Atentando mais concentradamente ao conteúdo do vídeo, não encontrei nada ali que inferiorizasse os portugueses. Antes pelo contrário.
Quando ela se debruça sobre o facto do fulano ter colocado o número 3 da porta de sua casa, invertido, poderia até ser uma deixa a dar motivo de chacota, do mesmo modo que nós damos risada das milhares de placas esdrúxulas que por esse Brasil afóra encontramos. E em Portugal também. Aquele “3” até pode ter sido colocado propositadamente naquela posição e, se assim, temos ali uma pitada de humor que Maitê diz que os portugueses não têm…
Chamar Sintra de Vilazinha, foi demais. É o mesmo que se referir assim a Santos, a mais célebre Vila do Brasil. Quantos dos nossos escritores ali moraram ou sobre ela escreveram!? E quanto da história transpira do castelo e do palácio?!
Ao referir-se ao claustro do Mosteiro dos Jerónimos como pátio, e a D. Manuel como os Manueis generaliados em Portugal, os seus conhecimentos de história e arte deixam muito a desejar. Ela estava visitando uma das obras arquitectónicas mais fafulosas do Mundo e sem conhecimentos básicos.
Quando comentou sobre o túmulo de Camões, a sua ironia foi dramàticamente reles. Uma pessoa que gravita pelas artes cénicas e literárias sempre deverá respeitar os grandes ícones. Lògicamente que Maitê jamais chegará aos calcanhares do nosso maior ou de  Shakespeare, Cervantes, Beckett, etc..
Apontando o monumento aos Descobrimentos e chamando de mar o Rio Tejo, e a trança que de tudo isso fez, denunciou outra vez a sua ignorância sobre história, geografia e política. Política, quando a Salazar se referiu.
Maitê resolveu tirar um sarrinho quando citou Salazar. Fez piada porque os portugueses o estavam desenterrando numa votação para eleger a maior personalidade do país de todos os tempos. Aqui ela não soube associar o facto à votação que teve em São Paulo o rinoceronte Cacareco (1958) e o macaco Tião no Rio de Janeiro (1988). Os motivos eram os mesmos.
Por último, vejamos quem cuspiu na fonte e sem comentários…
Em todos os quadros do vídeo que eu citei aqui, nada tem que desabone os portugueses. Tudo o que tem só desabona Maitê. Até mesmo o único que falou foi cordial e atencioso. Os pseudo-diálogos e informações vieram todos do cérebro, da criatividade da actriz. Nem na rua aparece um português a cuspir no chão, quanto mais numa fonte…
Li ontem uma crítica na imprensa Lisboeta, em que o autor atribuía esse comportamento da divulgação do vídeo a um amor frustrado com um português, entre outras coisas… Será? Mas aí já é entrar em terreno pantanoso.
Se é isso mesmo, e porque já aconteceu algo idêntico entre um conhecido político lusitano, grande sportinguista   e uma conhecida actriz e colega de Maitê, só me resta aconselhar essas velhinhas a tomarem juizo, pois os portugueses são fogo e não estão aí para brincadeiras…

Três pontos pra mim…


Este mês é a segunda vez que tal acontece. Antes, isso não acontecia havia muito tempo.
Chegávamos em casa, eu e Dona Onça. Enquanto eu manobrava a perúa para apontá-la verticalmente em direção ao portão, pois a minha rua fica muito complicada por causa de carros mal estacionados, ela foi abri-lo. E mais uma vez não se apercebeu que o cachorro estava na parte da frente da casa e não no quintal.
O bicho é muito safado; de entre os inúmeros cães que já tive, a maioria Dálmatas, este é o único que jamais consegui adestrar. Está na cara que, percebendo que o portão estava entreaberto, saíu em disparada.
Não ligou para os chamados e assobios; a rua para ele é o máximo e, solto assim, é muito mais gostoso de que quando o levo a passear amarrado na trela. Desceu a rua como um raio e eu fui com a perúa atrás dele.
Num segundo cruzamento de ruas já quase foi atropelado e aí eu fiquei nervoso a tal ponto que deixei o veículo no meio da via e corri atrás dele. Ía em direção à avenida, uma das maiores e mais movimentadas da cidade. Apesar de estar correndo, eu suava frio, gelado. Se alcançá-se a avenida, era morte certa.
Não sei porquê e como, ele resolveu inverter o sentido e driblou-me. Voltou para a rua de cima e eu fui atrás. Como tem muita cachorrada por ali e ele sabe, pois sempre por ali passeamos os dois, parava entre uma casa e outra para provocar os seus semelhantes. Eu chegava perto e ele acelerava nòvamente.
De repente, resolveu marcar o território na base de um tronco de árvore. E, por sorte, ao invés de uma mijada, começou  uma cagada. Aí eu não pensei duas vezes e, como se estivesse mergulhando na piscina, atirei-me e peguei-lhe a cauda. Não me mordeu porque não é bôbo…
O bichano é pesado, mas icei-o para dentro da perúa e assim voltámos para casa. Só agora vi que estou meio esfolado e com as costelas doloridas, mas ganhei o jôgo…

terça-feira, outubro 13, 2009

Maitê Proença

Maitê, o seu gesto ao cuspir na fonte, representou realísticamente que cuspiu no prato onde comeu. A vida dá muitas voltas e quem sabe onde você irá parar um dia mais tarde? A sua vida sofrida, que você mesmo conta, parece não ter influenciado positivamente na formação do seu caracter. Quanto às capivaras (com respeito aos bichinhos) que participaram do programa "Saia Justa", também tenho pena delas; mas muito mais de você.


Veja em:
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Gente/Interior.aspx?content_id=1389462