sexta-feira, agosto 31, 2007

AÍ TEM GATO!!!

Primeiro, durante a audiência no Supremo Tribunal Federal, um repórter indiscreto flagra dois juízes trocando mensagens pelo laptop. Depois, fóra do Tribunal e após o término dos trabalhos, uma jornalista escuta conversa telefónica de um desses juízes.
Tudo é publicado nos jornais.
Pessoalmente não aprovo o comportamento desses profissionais de imprensa, pois entendo dever ser respeitada a privacidade de cada um. Mas isso seria um assunto a ser comentado noutra oportunidade.
No momento atento ao facto de achar tudo isso muito estranho, principalmente ao detalhe da exposição aberta de algo para o qual deveria haver certas precauções. E, porque tudo isso acaba por ser munição para as armas de defesa de alguém que virá a ser julgado, é caso para exclamar que "aí tem gato!!!". E quem viver verá...

quinta-feira, agosto 30, 2007

RATO DE CABRERA ---- RATO DO CAMPO

O RATO DA CIDADE E O RATO DO CAMPO
Um rato gordo, que morava na cidade, resolveu dar um passeio pelo campo. Ia andando, ia andando, roendo aqui, roendo ali, quando viu um ratinho magro, muito encolhido.
– Amigo, disse ele ao outro, que magreza é esta? Que vida você leva aqui! Até parece um esqueleto!
- Cada qual vive como pode, - respondeu o ratinho.
– O amigo é rico. Eu sou pobre, mas vivo contente no meu canto.
– Pois olhe para mim. Até pareço um barão! Estou gordo, forte. Tenho bom almoço, bom jantar, e merenda variada!
- É feliz, meu amigo…
- Quero provar que sou bom amigo. Deixe a vida do campo. Venha comigo para a cidade. Em pouco tempo você estará redondo como um pipote.
O ratinho fez luxo. Disse que estava feliz ali. Mas o outro tanto falou, tanto pediu que ele concordou.E lá foram andando, de braços dados, para a cidade.Por um buraco que havia na parede de uma casa, o rato gordo acompanhado do outro introduziu-se numa dispensa bem sortida.
- Aqui está o meu palácio, - disse o gordo. Veja quanta cousa boa: presunto, queijo… Trate de comer… Acasa é sua.
O pobre ratinho nunca sonhara com tanta cousa. Estava acostumado a roer raízes. Não esperou segundo convite. Entrou logo dentro de um grande queijo:- Rac… Rac… Rac…Passou para um presunto. Comeu à vontade, pensando logo em ficar morando ali.Estava já limpando o focinho com as patas, quando ouviu um barulhinho.Voltou-se. Quê viu ele? Dois olhos de fogo fitando-o de um canto! E logo:- Miau!… Miau!… Miau!…
- Deus do céu! Um gato, - disse o magro.
Foi um reboliço. O rato gordo fugiu logo para o buraco.Mas era tão gordo, que não pôde passar.O ratinho magro, tonto de susto, conseguiu fugir.E, lá de fora, despediu-se do amigo:- Adeus amigo. Muito obrigado. Vou-me embora.
-Antes quero viver magro no magro, do que gordo no estômago do gato!
E foi-se, ligeiro.
(João Lúcio; Zilah Frota --- O livro de Violeta)
Transcrevi para este meu espaço a conhecida fábula, pois o Rato do Campo é o conhecido Rato de Cabrera, cientìficamente denominado Microtus cabrerae. E é este pequeno animalzinho que está deixando os espanhois da região de Castilla y Léon apavorados e, consequentemente, os portugueses do nordeste preocupados. Nunca antes se viram por lá tantos desses roedores; são milhões. Por isso, a caça é desenfreada e usam-se todos os meios ao alcance para tentar dizimar a praga; até veneno, e isso é preocupante e não recomendado.
Esse pequeno animal sempre existiu na Península Ibérica e eu lembro-me perfeitamente quando nos meus tempos de gaiato os encontrava beirando as ribeiras, onde costumava pescar com o meu pai. Algumas vezes até para uma pequena refeição nos serviam...
A reprodução é de 5 ou 6 crias anuais por fêmea. Alimentam-se de folhas e caules de gramíneas. A sua actividade é nocturna, se bem que se encontrem também durante o dia. Os seus grandes predadores são as aves de rapina de hábitos nocturnos, principalmente as corujas. Evitam as altas temperaturas e procuram a baixa humidade.
Essa grande concentração e invasão de uma determinada região, só se pode explicar por uma convergência de fatores, tais como as grandes queimadas, alterações climáticas e, principalmente, o abate criminoso dos seus predadores. Nada acontece por acaso.

quarta-feira, agosto 29, 2007

PORTUGAL EM TIMOR

O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal, João Gomes Cravinho, inicia quinta-feira uma visita a Timor-Leste, em que além de encontros institucionais acompanhará o desenvolvimento de projectos da cooperação portuguesa naquele país.
Na deslocação, de cinco dias, João Gomes Cravinho tem previsto encontros com o Presidente da República, José Ramos-Horta, com o presidente do Parlamento, Fernando Lasama Araújo, com o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, e com o representante especial do secretário-geral da ONU, Atul Khare, entre outras entidades políticas e religiosas. Durante a estada em Timor-Leste, o governante português deslocar-se-á ao distrito de Ermera, para visitar o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Rural em Timor-Leste.
Portugal é o principal doador internacional de Timor-Leste e as acções de cooperação, em múltiplas áreas, têm especial relevo nos sectores da educação, justiça, saneamento básico e agricultura. Nesse sentido, além da deslocação a Ermera, João Gomes Cravinho aproveitará a estada em Timor-Leste para visitar o emissor de Fatuhai, leste de Díli, no âmbito do Programa do Alargamento da Cobertura do Sinal de Rádio e Televisão, e inaugurará, na capital timorense, a segunda fase da Escola Portuguesa de Díli. Deslocações ao Centro de Formação Jurídica de Caicoli, no centro de Díli, e à ilha de Ataúro, onde inaugurará o Sistema de Abastecimento de Água Potável, completam o programa da visita de cinco dias a Timor-Leste.
Além da forte presença portuguesa no domínio da cooperação bilateral, Portugal mantém estacionado em Timor-Leste um contingente de militares da GNR e de agentes da Polícia de Segurança Pública, que integram a Missão Integrada da ONU em Timor-Leste. O secretário de Estado português terá oportunidade de se encontrar com os militares e agentes da GNR e PSP, no decurso de uma visita ao quartel da GNR, situado no bairro de Caicoli.
João Gomes Cravinho visita Timor-Leste à frente de uma delegação que integra a vice-presidente do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, Vera Abreu, e a directora do Serviço Ásia e Oceânia do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Gabriela Albergaria.
In "Notícias Lusófonas" http://www.noticiaslusofonas.com

FRASES...

O GRITO DOS PROFESSORES

Um professor de física atuando no ensino médio numa escola pública do interior da Bahia aufere o salário bruto mensal de R$ 650,00. Vergonhoso! Porém, outros seus colegas nas mesmas funções, mas que não têm curso superior recebem minguados R$ 440,00. Também se verifica essa situação noutros Estados da União.
Será que alguém acha que com um salário assim, a rede de ensino poderá contar com professores competentes e dispostos a ensinar? Não querendo generalizar, pois ainda existem bons professores lecionando, atualmente a regra é esta: o professor faz de conta que ensina, o aluno faz de conta que aprende e a escola aprova estudantes mal preparados. Incrível! Mas é a pura realidade.
Muitos dos professores nesta situação são idealistas e consideram a profissão como um trabalho social. Todavia, perante o que se vê, em relação aos políticos, mais exactamente em relação aos parlamentares, essa consciência é agredida de maneira muito violenta.
Um parlamentar brasileiro custa ao país R$ 10,2 milhões por ano. São os parlamentares mais caros do mundo. Com esse dinheiro pagar-se-ía o salário de 688 professores do naipe do acima citado.
Troquemos, então, um parlamentar por 200 professores. Estes passariam a ganhar um pouco mais que o triplo e os alunos seriam, no futuro, eleitores conscientes.

terça-feira, agosto 28, 2007

COÇADOR DE SACO

Com todo o respeito ...
Dizem que a profissão mais antiga do mundo é a prostituição. Não posso concordar. Até porque não havia dinheiro quando o mundo começou e, se para o homem bastava dar com uma moca na cabeça da mulher e arrastá-la para a sua caverna, porque cargas de água haveria de pagar?
Dizem então que a primeira profissão deve ter sido um dos trabalhos mais básicos, como agricultura ou caça. Embora concorde que tenham sido das primeiras profissões, nenhuma delas foi a primeira, até porque no início não havia ferramentas para agricultura nem armas para caçar.
Sugerem então que tenha sido o ensino. Mas para ensinar é preciso aprender. É a história de quem veio primeiro, o ovo ou a galinha. Neste caso, o estudante ou o professor. Ninguém nasce ensinado, logo teria de estudar primeiro. Mas, no início não acredito que o homem tenha partido para esta actividade assim de arranque.
Temos de nos colocar na pele desse primeiro homem para perceber como tudo aconteceu. Então, o homem aparece. Adão, sozinho, sem saber o que fazer. Qual a sua primeira iniciativa? Obviamente, coça os tomates. Assim sendo, a primeira profissão do mundo foi claramente... funcionário público!
Publicado originalmente no blog "Jardim das Urtigas". Adaptação livre.

BANCOS

Nunca, no Brasil, os bancos tiveram lucros astronómicos como agora! O que mais cresce é o Banco dos Réus!!!

domingo, agosto 26, 2007

CADA MACACO NO SEU GALHO...

Estava eu assistindo TV numa tarde de domingo, naquele horário em que não se pode inventar nada o que fazer, pois no outro dia é segunda-feira, quando minha esposa deitou ao meu lado e ficou brincando com minhas "partes". Após alguns minutos ela veio com a seguinte idéia: Por que não depilamos seus ovinhos, assim eu poderia fazer "outras coisas" com eles. Aquela frase foi igual a um sino na minha cabeça. Por alguns segundos fiquei imaginando o que seriam "outras coisas". Respondi que não, que doeria coisa e tal, mas ela veio com argumentos sobre as novas técnicas de depilação e eu imaginando as "outras coisas" não tive mais como negar. Concordei.
Ela me pediu que ficasse pelado enquanto buscaria os equipamentos necessários para tal feito. Fiquei olhando para TV, porém minha mente estava vagando pelas novas sensações que só acordei quando escutei o beep do microondas.
Ela voltou ao quarto com um pote de cera, uma espátula e alguns pedaços de plástico. Achei meio estranho aqueles equipamentos, mas ela estava com um ar de "dona da situação" que deixaria qualquer médico urologista sentindo-se como residente.
Fiquei tranqüilo e autorizei o restante do processo. Pediu para que eu ficasse numa posição de quase-frango-assado e liberasse o aceso a zona do agrião. Pegou meus ovinhos como quem pega duas bolinhas de porcelana e começou a passar cera morna. Achei aquela sensação maravilhosa!! O Sr. Pinto já estava todo "pimpão" como quem diz: "sou o próximo da fila"!! Pelo início, fiquei imaginando quais seriam as "outras coisas" que viriam.
Após estarem completamente besuntados de cera, ela embrulhou ambos no plástico com tanto cuidado que eu achei que iria levá-los para viajem. Fiquei imaginando onde ela teria aprendido essa técnica de prazer: Na Tailândia, na China ou pela Internet mesmo. Porém, alguns segundos depois ela esticou o saquinho para um lado e deu um puxão repentino. Todas as novas sensações foram trocadas por um sonoro PUUUUTA QUEEEE O PARIUUUUUUU quase falado letra por letra.
Olhei para o plástico para ver se o couro do meu saco não tinha ficado grudado. Ela disse que ainda restaram alguns pelinhos, e que precisava passar de novo. Respondi prontamente: Se depender de mim eles vão ficar aí para a eternidade!! Segurei o Dr. Esquerdo e o Dr. Direito em minhas respectivas mãos, como quem segura os últimos ovos da mais bela ave amazônica em extinção, e fui para o banheiro. Sentia o coração bater nos ovos. Abri o chuveiro e foi a primeira vez que eu molho o saco antes de molhar a cabeça. Passei alguns minutos só deixando a água gelada escorrer pelo meu corpo. Saí do banho, mas nesses momentos de dor qualquer homem vira um bebezinho novo: faz merda atrás de merda. Peguei meu gel pós barba com camomila "que acalma a pele", enchi as mãos e passei nos ovos. Foi como se tivesse passado molho de pimenta. Sentei no bidê na posição de "lava xereca" e deixei o chuveirinho acalmar os Drs., peguei a toalha de rosto e fiquei abanando os ovos como quem abana um boxeador no 10° round. Olhei para meu pinto. Ele tão alegrinho minutos atrás, estava tão pequeno que mais parecia irmão gêmeo de meu umbigo. Nesse momento minha esposa bate na porta do banheiro e perguntou se eu estava passando bem. Aquela voz antes tão aveludada e sedutora ficou igual uma gralha. Saí do banheiro e voltei para o quarto. Ela estava argumentado que os pentelhos tinham saído pelas raízes, que demorariam voltar a nascer."Pela espessura da pele do meu saco, aqui não nasce nem penugem, meus ovos vão ficar que nem os das codornas ", respondi. Ela pediu para olhar como estavam. Eu falei para olhar com meio metro de distância e sem tocar em nada e se ficar rindo vai entrar na PORRADA!!
Vesti a camiseta e fui dormir (somente de camiseta). Naquele momento sexo para mim nem para perpetuar a espécie humana. No outro dia pela manhã fui me arrumar para ir trabalhar. Os ovos estavam mais calmos, porém mais vermelhos que tomates maduros. Foi estranho sentir o vento bater em lugares nunca antes visitados.
Tentei colocar a cueca, mas nada feito. Procurei alguma cueca de veludo e nada. Vesti a calça mais folgada que achei no armário e fui trabalhar sem cueca mesmo.Entrei na minha seção andando igual um cowboy cagado. Falei bom dia para todos, mas sem olhar nos olhos. E passei o dia inteiro trabalhando em pé com receio de encostar os tomates maduros em qualquer superfície.
Resultado: certas coisas devem ser feitas somente pelas mulheres; não adianta tentar misturar os universos masculino e feminino.
Autor desconhecido

sábado, agosto 25, 2007

BIODIESEL

Há exatos 40 anos, o cientista cearense Expedito Parente criou o biodiesel, um óleo combustível derivado de plantas oleaginosas capaz de substituir, com vantagens, o diesel derivado de petróleo usado pelas indústrias pesadas, caminhões, usinas geradoras e outros equipamentos. Surgia a descoberta que poderia revolucionar o mundo no que tange à produção de combustíveis de fonte renováveis.
O facto era tão sério que o então ministro da Aeronáutica, Délio Jardim de Matos, entusiasmado, mandou que as pesquisas de Expedito continuassem no Centro Tecnológico da Aeronáutica, em São José dos Campos. Era o tempo da ditadura militar e nada foi revelado sobre o trabalho, considerado assunto reservado de segurança nacional.
Pois bem. Logo o biodiesel provou ser o combustível do futuro, nascido do país que tem melhores condições em todo o mundo para produzí-lo: a nossa Pindorama. Entre 1980 e 1984, foram produzidos mais de 300 mil litros do óleo, utilizados em testes.
Paralelamente, Expedito criou o bioquerosene, também originário de oleaginosas, substituto do querosene de aviação. E no dia 24 de outubro de 1984, o "dia do aviador", um "Bandeirante" da FAB decolou de São José dos Campos usando o bioqueronse como combustível. O teste foi um sucesso. E tem mais: em 1980, em Fortaleza, o vice-presidente da República, Aureliano Chaves, e o governador Virgilio Távora, este um dos grandes incentivadores das pesquisas do professor cearense, inauguraram ali na BR-116, a primeira usina produtora de biodiesel, montada por Expedito e seu fiel auxiliar Alfredo Rafael Campi, o Lelo.
Em 2001, Expedito Parente criou a TECNOBIO, uma empresa que fabrica equipamentos para a produção de biodiesel. De lá para cá, centenas dessas unidades foram montadas no País, produzindo combustível para prefeituras, indústrias, universidades etc. Contar essa pequena história do biodiesel é fazer justiça ao seu verdadeiro criador, que não teve a sorte de ser um professor de Harvard. Se fosse, talvez, já tivesse até abocanhado um prêmio Nobel.
Já se antevia naquela época que o Biodiesel e o Bioquerosene, seriam os combustíveis do futuro, tanto por ser de fonte renovável, quanto pelos benefícios ao meio ambiente que trariam e também porque os preços se tornariam acessíveis pelo aumento do preço do petróleo, à medida que fosse escasseando.
Não cometamos erros e injustiças. A César, o que é de César!!!

quarta-feira, agosto 22, 2007

UTILIDADE PÚBLICA

DIGAMOS QUE, ÀS 5 E MEIA DA TARDE, VOCÊ ESTÁ INDO PARA CASA, SOZINHO, DE CARRO, DEPOIS DE UM DIA BASTANTE PESADO NO SERVIÇO.
NÃO SÓ PORQUE TRABALHOU BASTANTE, COMO TAMBÉM TEVE UMA DISCUSSÃO COM SEU CHEFE E NÃO HOUVE JEITO DE FAZÊ-LO ENTENDER SEU PONTO DE VISTA. VOCÊ ESTÁ REALMENTE ABORRECIDO E QUANTO MAIS PENSA SOBRE O ASSUNTO, MAIS TENSO VOCÊ FICA...
DE REPENTE, VOCÊ SENTE UMA DOR MUITO FORTE NO PEITO, QUE SE IRRADIA PELO BRAÇO E SOBE ATÉ O QUEIXO.
VOCÊ ESTÁ A UNS 8 QUILÔMETROS DO HOSPITAL MAIS P RÓXIMO E NÃO TEM CERTEZA SE VAI CONSEGUIR CHEGAR LÁ...

O QUE FAZER?
VOCÊ FEZ UM CURSO DE PRIMEIROS SOCORROS, O INSTRUTOR SE ESQUECEU DE EXPLICAR O QUE FAZER QUANDO A VÍTIMA É VOCÊ MESMO !?
COMO CONSEGUIR SOBREVIVER A UM ATAQUE CARDÍACO SE ESTIVER SOZINHO? ( É MUITO FREQÜENTE AS PESSOAS PASSAREM POR ESSA SITUAÇÃO! )
SEM ASSISTÊNCIA, A PESSOA CUJO CORAÇÃO PÁRA DE FUNCIONAR ADEQUADAMENTE E QUE COMEÇA A SENTIR QUE VAI DESMAIAR, TEM APENAS 10 SEGUNDOS ANTES DE PERDER A CONSCIÊNCIA !
O QUE FAZER PARA SOBREVIVER QUANDO ESTIVER SOZINHO ?
RESPOSTA:
ESSAS VÍTIMAS PODEM AJUDAR A SI MESMAS TOSSINDO COM FORÇA REPETIDAS VEZES. INSPIRE ANTES DE TOSSIR, TUSSA PROFUNDA E PROLONGADAMENTE, COMO QUANDO ESTÁ EXPELINDO CATARRO DE DENTRO DO PEITO.
REPITA A SEQÜÊNCIA INSPIRAR/TOSSIR A CADA DOIS SEGUNDOS, ATÉ QUE CHEGUE ALGUM AUXÍLIO OU ATÉ QUE O CORAÇÃO VOLTE A FUNCIONAR NORMALMENTE. A INSPIRAÇÃO PROFUNDA LEVA OXIGÊNIO AOS PULMÕES E A TOSSE CONTRAI O CORAÇÃO E FAZ COM QUE O SANGUE CIRCULE. A PRESSÃO DA CONTRAÇÃO NO CORAÇÃO TAMBÉM O AJUDA A RETOMAR O RITMO NORMAL. DESSE MODO, UMA VÍTIMA DE UM ATAQUE CARDÍACO PODE FAZER UMA LIGAÇÃO TELEFÔNICA E, ENTRE AS INSPIRAÇÕES, PEDIR AJUDA.

CONTRASTES...

Irmã pobre da Barbie

segunda-feira, agosto 20, 2007

PERDIDOS EM CASA...

Frequentemente sou abordado, em qualquer ponto da cidade, solicitando informações sobre determinada rua ou ponto. Quase sempre dou a informação correcta e definitiva e acredito que, assim, tenha terminado o suplício de quem parecia estar perdido e cansado de preambular por aí. Se, por acaso, fui o primeiro a ser indagado, então acho que farejaram a pessoa certa...
Até reconheço que esta cidade onde resido, Campinas (foto cima) é muito complicada até mesmo para os seus habitantes, quanto mais para quem vem de fóra. Sofri muito, também, quando para cá vim, de mala e cúia. Mas, como em todas as demais por onde tenho assentado bases, adaptei-me fàcilmente. Foi assim em Lisboa, Porto Alegre, Genebra e muitas outras, grandes ou pequenas.
Para onde vou ou por onde passo, uso sempre alguns truques e a curiosidade é uma constante. Lembro-me, por exemplo, quando aos 14 anos de idade saí de casa de meus pais e fui trabalhar e residir em Lisboa. Caminhava muito sem destino e gravava na mente grande número de nomes de ruas e imagens relacionadas. Usava muito ônibus (autocarro) e bondes (elétricos) do início ao final da linha e volta. Muitas vezes no sobe e pula para não pagar a passagem, mas isso eram acidentes de percurso...
Em Campinas eu tive uma pequena frota de caminhões e trabalhava fazendo entregas. É natural que tenha ficado a conhecer a cidade como a palma de minha mão. Mas, independentemente disso, sempre imperou a curiosidade em conhecer o máximo que a cidade de poderia oferecer e era assim em todos os demais lugares.
Reconheço que isso é quase impossível nos dias de hoje. As pessoas vão de casa para o trabalho e vice versa. Nas horas de ócio ou de lazer vão passear nos shoppings e lá até poderão assistir a um filme numa das salas de cinema. Muitas vezes não vão além do bar da esquina próximo à sua rua. Assim, jamais terão oportunidade de conhecer a sua cidade.
O que nos leva a ter esse comportamento nos dias de hoje? Sem dúvida, a insegurança total em que vivemos! Afinal, existem bairros em que, para por lá passar, teremos que pagar um tipo de pedágio para a malandragem...
Enquanto a cidade vai crescendo não tomamos conhecimento do seu tamanho e das suas características. Estamos perdidos em "casa"...

VISITEM ESTREMOZ

Festival de MÚSICAS E DANÇAS Tradicionais"TradiSons" é um festival, organizado pela Associação Cultural F.I.C.A., que pretende promover as músicas e danças que têm a sua raiz na cultura tradicional/popular portuguesa, para além da relação das artes tradicionais com a modernidade e com outras culturas na sociedade contemporânea.
24 Agosto Até Jazz CaféProjecção do filme "Arritmia" :: 22h00
Editado em 2007 pela Associação PédeXumbo, "Arritmia", de Tiago Pereira, é composto por três partes: um filme de autor que nos dá uma viagem musical da história do Festival Andanças e seus participantes através da desconstrução do ritmo, um pequeno filme que ensina várias danças, e um filme de animação sobre dança feito pelas crianças nas escolas do ensino básico de Évora e de Carvalhais.W: http://www.youtube.com/watch?v=CTyjUpl5b6k
DJ Set de Músicas Tradicionais :: 00h0025
Agosto Rossio Marquês de Pombal
Concerto "Canções do Ceguinho" por César Prata (Chuchurumel) :: 21h30
O espectáculo "Canções do Ceguinho" relembra uma prática que quase caiu no esquecimento - embora haja ainda quem se lembre dos folhetos vendidos e cantados por cegos em mercados e romarias. Esses cegos, que se faziam acompanhar por uma concertina ou um bandolim, cantavam histórias de uma violência tão real que parecia inventada. Ao mesmo tempo vendiam folhetos que continham os versos e algumas ilustrações a condizer. Os folhetos inscrevem-se na tradição da literatura de cordel e são preciosos documentos sobre um quotidiano feito de violência: sangue, faca e alguidar.W: http://cancoesdoceguinho.blogspot.com/
Concerto "A Rusga" :: 22h30
O projecto "A Rusga" tem como ponto de partida as recolhas de música tradicional portuguesa efectuadas por Michel Giacometti, Fernando Lopes-Graça e José Alberto Sardinha, entre outros, ao longo do século XX, para além do arquivo de imagens e postais sobre o mundo rural em Portugal da Associação Filatélica Alentejana. Ao trazer para o presente as canções, sons e imagens de um país que hoje quase não existe, pretende-se trazer para os nossos dias uma pequena parte da memória da cultura rural portuguesa, apresentando-a de forma a estabelecer uma possível ligação entre o tradicional e o contemporâneo.W: http://ficaonline.no.sapo.pt/arusga.html
Baile Tradicional por Celina Piedade (Rodrigo Leão/ Uxu Kalhus) :: 23h30
Celina Piedade integra, actualmente, os projectos de Rodrigo Leão (participação em "Pasion" 2003, "Cinema" 2004, "Cinema-DVD ao Vivo" 2005, "O Mundo" 2006, e em todas as tournées do projecto desde 2000) , Uxu Kalhus (participação e co-produção em "A Revolta dos Badalos" 2006, e em todos os concertos do grupo), e Cravo e Ferradura, sendo co-fundadora dos últimos dois grupos, e actuando ainda como instrumentista solo. É professora de acordeão em Oeiras e acompanha regularmente aulas e animações de danças tradicionais de toda a Europa com diversos formadores (Mercedes Prieto, Lisou Guerbigny, Montse Rivera, Liliana Araujo, entre outros). É ainda membro da direcção da Associação PédeXumbo, com a qual colabora desde 1998 nos seus variados projectos, todos no âmbito da música e dança tradicionais.W: http://www.myspace.com/celinapiedade
Outras ActividadesWorkshop de Danças Tradicionais com Ana SilvestreLocal: Sociedade Filarmónica LuzitanaHorário: 16h00 – 20h00Inscrições: mailto:ficaonline@gmail.com
Feira de CD's , DVD's e Livros
Local: Até Jazz Café (24 Agosto)/ Rossio Marquês de Pombal (25 Agosto)Horário: 21h00 – 00h00
Apoios:
Câmara Municipal de Estremoz
Junta de Freguesia de Estremoz - Santa Maria
Até Jazz Café
PédeXumbo Associação para a Promoção de Música e DançaSociedade Filarmónica Luzitana

VIAGENS!!!

"Com a British Airways e Air France você viaja para o Velho Mundo, com a American e a United Air Lines você viaja para o Novo Mundo e com a TAM e a GOL você viaja para o Outro Mundo!"

domingo, agosto 19, 2007

LÍNGUA PORTUGUESA

Redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE Universidade Federal de Pernambuco - (Recife), que venceu um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.
Redação:
Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida.
E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.
Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto.
Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar.
Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto. Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo.
É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros.
Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.
Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.
Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício.
O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto.
Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

DOCUMENTOS OFICIAIS --- TIMOR

No cabeçalho da página de um qualquer documento oficial da RDTL surge este símbolo onde se vêem a arma de fogo, o arco e a flecha, em exemplar exteriorização da vontade do artista numa cuidada conjugação dos seus objectos de culto. O passado e o presente, o antigo e o moderno, o rudimentar e o sofisticado. E a triste sugestão da cultura do conflito. Dispensável.
O texto acima foi compilado do blog de Angela Carrascalão.
Tudo ali está dito. Comentários são desnecessários...
Aproveito, tão sòmente, para indicar a leitura das matérias da autora. Os endereços dos seus blogs encontram-se na minha lista de recomendados aqui na página ("O outro lado do Mundo" e "Timor").

sexta-feira, agosto 17, 2007

EMIGRANTES BRASILEIROS

BRASILEIROS
ASSEGURADA A NACIONALIDADE BRASILEIRA AOS FILHOS DE EMIGRANTES BRASILEIROS
Quando são pais no estrangeiro, os cidadãos brasileiros lá residentes ou mesmo em situações de permanência temporária, vêm se defrontando com situações bastante difíceis a respeito à nacionalidade dos seus filhos, mas este problema está em vias de ser definitivamente solucionado. A partir de agora, os mesmos terão direito pleno à cidadania brasileira.
Um projeto de emenda constitucional (PEC), de autoria do ex-Senador Lúcio Alcântara, aprovado pelo Senado Federal em 2002, acaba de receber a aprovação da Câmara dos Deputados que, por proposta da relatora, Deputada Rita Camata, manteve a íntegra do texto aprovado pelo Senado, permitindo que o mesmo entre em vigor, imediatamente após a sua promulgação.
Desta forma, qualquer filho de cidadão brasileiro, nascido no estrangeiro, será adotado como natural do país, desde que seja registrado nas embaixadas ou consulados do Brasil que jurisdicionem o local do respectivo nascimento. A medida não esquece os que nasceram entre 7 de junho de 1994 e a data da futura promulgação, que poderão requerer a cidadania nos consulados (se ainda residentes no estrangeiro) ou nos cartórios de registro civil (se já estiverem a residir em território brasileiro).
A Revisão Constitucional brasileira de 1994, proibiu o registro de filhos de brasileiros nascidos no estrangeiro, que até então era feito nas embaixadas e nos consulados do Brasil, abrindo apenas exceção para os casos em que fossem filhos de pai ou mãe que se encontrassem no estrangeiro a serviço do Estado brasileiro. Houve uma tentativa de correção parcial desse mandamento constitucional, quando, em 1995, o Ministério da Justiça baixou Portaria permitindo, a partir de então, que os pais pudessem registrar os seus filhos nascidos no exterior nos consulados brasileiros, outorgando-lhes uma nacionalidade provisória, que poderia vir a se transformar em definitiva desde que ! as crianças viessem a fixar residência no Brasil até completarem 18 anos.
Devemos saudar efusivamente tal medida, que vinha sendo reivindicada desde há muito, sendo inclusive alvo de discussão durante o Encontro da Comunidade de Brasileiros no Exterior, realizada na Universidade Católica de Lisboa, em 2002, na qual tive a honra de participar como Deputado da Assembléia da República Portuguesa, quando defendemos um tratamento legislativo que venha a contemplar essa parcela substancial da população brasileira que são seus emigrantes, com um reconhecimento merecido e necessário, visto que já ultrapassa o número de 2.000.000 os cidadãos brasileiros a viver no estrangeiro e a falta de uma legislação adequada provoca um tratamento desigual e injusto para com os mesmos.
Com a presente alteração o Brasil passa a considerar mandamentos do princípio jurídico do “jus sanguinis”, o que é uma evolução ao tratamento tradicionalmente utilizado do “jus solis”, além de reforçar as idéias, produzidas no citado encontro de Lisboa que visam, entre outras coisas, a criação de um órgão de representação dos brasileiros residentes no estrangeiro, além de uma necessária representação desses emigrantes no Congresso Nacional, através de uma participação legislativa, a exemplo do que Portugal, desde há algumas décadas, concede aos seus filhos e aos seus descendentes.
Eduardo Neves Moreira
Ex-Deputado na Assembleia da República Portuguesa
Ex-Presidente do Grupo Parlamenter de Amizade Portugal-Brasil
Publicado em vários sites na internet.

domingo, agosto 12, 2007

11 DE AGOSTO --- DIA DO ADVOGADO

A comemoração do Dia do Advogado é uma tradição que remonta ao Primeiro Império no Brasil (1822-1831). Dom Pedro I, que havia proclamado a Independência do Brasil anos antes, queria que o novo país tivesse suas próprias leis.
Em 1824 é redigida a primeira Constituição brasileira. Mas não bastavam leis sem alguém que as executasse. Pensando nisso, o Imperador criou, no dia 11 de agosto de 1827, os dois primeiros cursos de Direito no país. Um foi inaugurado em Olinda, no Mosteiro de São Bento, e outro em São Paulo.
O respeito pela nova profissão era tão grande que comerciantes e donos de restaurante faziam questão de bancar a conta dos estudantes de Direito nesta data. Assim, nascia outra tradição: o Dia da Pendura. A cada ano, os futuros advogados enchiam bares e restaurantes para comemorar o seu dia. Deixando os comerciantes mais felizes e mais pobres. Com o tempo, a tradição foi perdendo força, justamente pelo número cada vez maior de estudantes "comendo e bebendo de graça". Mas a data permaneceu e ainda hoje há quem tente "sair de fininho" alegando o dia da pendura.
Pagando a conta ou não, este dia serve também para reflexão do papel do advogado na sociedade. A sociedade cobra do advogado ética, não só em palavras vãs, mas no exercício consciente da profissão que elegemos. Por tudo isso, a atividade do advogado é muito importante. O advogado é indispensável à administração da justiça, e da ordem. Sem Advogado não existiria democracia e a liberdade estaria seriamente comprometida.
Tudo muito bem; tudo muito bom. Acontece que nos dias de hoje ao se falar em advogados, torcemos o nariz, não exactamente por causa de cheiro algum... e sim como uma carêta simbolizando desconfiança. Em qualquer escândalo que surge, tem quase sempre um advogado no meio e são muitas as coisas erradas que muitos deles fazem por aí. Portanto, não é mais para seram elevados aos píncaros e idolatrados e, consequentemente, está na hora de não mais se considerar a prática da "pendura".
Existem no Brasil, hoje, 1800 cursos de Direito, contra 300 nos EEUU. São demasiados cursos e isso justifica a quantidade de maus advogados que proliferam por aqui, pois a grande maioria não oferece estrutura nem pessoal compatível.

quinta-feira, agosto 09, 2007

FACA DE DOIS GUMES

Não sou contra o uso do cinto de segurança onde, por lei, o mesmo é obrigatório. Se assim está determinado, isso certamente se deve a muitos estudos feitos a respeito. Porém, muitas vezes o seu uso tem efeitos contrários à preservação da vida e eu já fui testemunha de alguns casos.
Há dois dias atrás, numa das mais movimentadas avenidas de Campinas, ocorreu um gravíssimo acidente de trânsito que resumo assim:
A meio da avenida tem uma rotunda no cruzamento com outra via. O semáforo está vermelho e, por isso, está parado um ônibus e atrás dele um pequeno veículo FIAT Uno, este ocupado por uma jóvem de 26 anos. Pelo espelho rectrovisor ela nota que vem descendo um caminhão-betoneira e deduz que o mesmo vai bater na trazeira do seu carro. De raciocínio rápido e inteligente, retira o cinto, deita-se ao longo dos dois bancos dianteiros e vai sentindo a lataria raspando-lhe a pele. Foi o "efeito ovo", segundo dizem; naquele pequeno espaço formou-se uma pequena câmara, o seu refúgio, onde a sua vida foi poupada. Foi retirada das ferragens retorcidas pelos Bombeiros. Quebrou um pulso e teve um pequeno trauma na bacia.
A foto que ilustra esta postagem é a do próprio veículo. Se a vítima estivesse com cinto de segurança, seria decapitada e prensada.

A CULTURA DO SLOW DOWN

“Há já 18 anos que ingressei na Volvo, empresa sueca bem conhecida. Trabalhar com eles é uma convivência deveras interessante. Qualquer projecto aqui demora dois anos a concretizar-se, mesmo que a ideia seja brilhante e simples. É uma regra.
Os processos globalizados causam-nos a nós (portugueses, brasileiros, argentinos, colombianos, peruanos, venezuelanos, mexicanos, australianos, asiáticos, etc.) uma ansiedade generalizada na busca de resultados imediatos. Consequentemente, o nosso sentido de urgência não surte efeito dentro dos prazos lentos dos suecos.
Os suecos debatem, debatem, realizam "n" reuniões, ponderações, etc. ¡E trabalham! com um esquema bem mais “slowdown". O melhor é constatar que, no fim, isto acaba por dar sempre resultados no tempo deles (suecos) já que conjugando a necessidade amadurecida com a tecnología apropiada, é muito pouco o que se perde aqui na Suécia.

Resumindo:
1. A Suécia é do tamanho do estado de São Paulo (Brasil).
2. A Suécia tem apenas dois milhões de habitantes.
3. A sua maior cidade, Estocolmo, tem apenas 500.000 habitantes (compare-se com Paris, Londres, Berlim, Madrid, mesmo Lisboa…; ou cidades balneares como Mar del Plata, Argentina, onde vivem permanentemente 1 milhão de pessoas, ou ainda a cidade de Rosário, Argentina, com três milhões).
4. Empresas de capital sueco: Volvo, Skandia, Ericsson, Electrolux, ABB, Nokia, Nobel Biocare , etc. Nada mal, ¿nein? Para se ter uma ideia da sua importância basta mencionar que a Volvo fabrica os motores de propulsão para os foguetes da NASA.
Os suecos podem estar enganados, mas são eles que me pagam o salário. Devo referir que não conheço nenhum outro povo com uma cultura colectiva superior à dos suecos.
Vou contar-vos uma pequena história, para ficarem com uma ideia:
A primeira vez que fui para a Suécia, em 1990, um dos meus colegas suecos apanhava-me no hotel todas as manhãs. Estavamos em Setembro, já com algum frio e neve.
Chegavamos cedo à Volvo e ele estacionava o carro longe da porta de entrada (são 2000 empregados que vão de carro para a empresa). No primeiro dia não fiz qualquer comentário, nem tãopouco no segundo ou no terceiro.
Num dos dias seguintes, já com um pouco mais de confiança, uma manhã perguntei-lhe: "¿Vocês têm aqui lugar fixo para estacionar? Chegamos sempre cedo e com o parque quase vazio estacionas o carro mesmo no seu extremo… E ele respondeu-me com simplicidade: “É que como chegamos cedo temos tempo para andar, e quem chega mais tarde, já vai entrar atrasado, portanto é melhor para ele encontrar um lugar mais perto da porta. ¿Não te parece?" Imaginem a minha cara! Esta atitude foi a bastante para que eu revisse todos os meus conceitos anteriores.
Actualmente, há um grande movimento na Europa chamado "Slow Food". A “Slow Food International Association”, cujo símbolo é um caracol, tem a sua sede em Itália (o site na Internet é muito interessante. http://www.slowfood.com/) O que o movimento Slow Food preconiza é que se deve comer e beber com calma, dar tempo para saborear os alimentos, desfrutar da sua preparação, em família, com amigos, sem pressa e com qualidade. A ideia é contraposição ao espírito do Fast Food e o que ele representa como estilo de vida. Verdadeiramente surpreendente, é que este movimento de Slow Food está a servir de base para um movimento mais amplo chamado “Slow Europe” como salientou a revista Business Week numa das suas últimas edições europeias.
Na base de tudo isto está o questionamento da "pressa" e da "loucura" geradas pela globalização, pelo desejo de "ter em quantidade" (nível de vida) em contraponto ao "ter em qualidade", “Qualidade de vida" ou “Qualidade do ser".
•Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, ainda que trabalhem menos horas (35 horas por semana) são mais produtivos que os seus colegas americanos e ingleses. E os alemães, que em muitas empresas já implantaram a semana de 28,8 horas de trabalho, viram a su produtividade aumentar uns apreciáveis 20%.
A denominada "slow attitude" está a chamar a atenção dos próprios americanos, escravos do "fast" (rápido) e do "do it now!" (¡faça já!). Portanto, esta "actitude sem pressa" não significa fazer menos nem ter menor produtividade. Significa sim, trabalhar e fazer as coisas com "mais qualidade" e "mais produtividade", com maior perfeição, com atenção aos detalhes e com menos stress. Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do prazer dum belo ócio e da vida em pequenas comunidades. Do "aqui" presente e concreto, em contraposição ao "mundial" indefinido e anónimo. Significa retomar os valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do quotidiano, da simplicidade de viver e conviver, e até da religião e da fé.
SIGNIFICA UM AMBIENTE DE TRABALHO MENOS COERCIVO, MAIS ALEGRE, MAIS LEVE, E PORTANTO MAIS PRODUTIVO, ONDE OS SERES HUMANOS REALIZAM, COM PRAZER, O QUE MELHOR SABEM FAZER
É saudável reflectir sobre tudo isto.¿Será que os antigos provérbios: “Devagar se vai ao longe" e “A pressa é inimiga da perfeição" merecem novamente a nossa atenção nestes tempos de loucura desenfreada? ¿Não seria útil e desejável que as empresas da nossa comunidade, cidade, Estado ou país, começassem já a pensar em desenvolver programas sérios de “qualidade sem pressa" até para aumentarem a produtividade e a qualidade dos produtos e serviços sem necessariamente se perder “qualidade do ser"?
No filme "Perfume de Mulher" há uma cena inesquecível na qual o cego (interpretado por Al Pacino) convida uma jovem para dançar e ela responde: "Não posso, o meu noivo deve estar a chegar". Ao que o cego responde: “Num momento, vive-se uma vida", e leva-a a dançar um tango. É o melhor momento do filme, esta cena que dura apenas dois ou três minutos.
Muitos vivem a correr atrás do tempo, mas só o alcançam quando morrem, quer seja de enfarte ou num acidente na autoestrada por correrem para chegar a tempo. Ou outros que, tão ansiosos para viverem o futuro, esquecem-se de viver o presente, que é o único tempo que realmente existe.
O tempo é o mesmo para todos, ninguém tem nem mais nem menos de 24 horas por dia. A diferença está no que cada um faz do seu tempo. Temos de saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon, “A vida é aquilo que acontece enquanto planeamos o futuro".
Parabéns por teres conseguido ler esta mensagem até ao fim. Decerto haverá muitos que leram só metade para "não perder tempo" tão valioso neste mundo globalizado.
Transcrito da Internet (Autor desconhecido)

segunda-feira, agosto 06, 2007

PAI DESCONHECIDO

Antigamente era comum observar que no documento de identidade de algumas pessoas constava o termo "Icógnito" no lugar reservado ao nome do pai ou, até mesmo, esse substitutivo no lugar dos dois progenitores. Pelo menos aqui no Brasil, hoje, isso não é mais permitido por lei e, mesmo que não sejam os nomes dos pais biológicos, alguns terão que constar. Claro que essa exigência não irá, de todo, eliminar um problema de ética e moralidade e será sempre uma "fachada" que o utente, inocente, carregará por toda a vida. Chega a ser terrível o impacto quando um dia mais tarde se vier a desvendar o artifício. Todavia, não sofrerá no dia a dia a discriminação que o "icógnito" alavancava...
Abordo este tema hoje devido a algo que comigo aconteceu esta semana que passou. Quando da navegação pelas páginas da internet, entrei numa das comunidades constantes de uma das minhas páginas de relacionamento e fui ler os tópicos do fórum. Aqui, num dos tópicos que eu tinha colocado, inerente a procura de antigos colegas da empresa onde trabalhei há trinta anos atrás, uma pessoa perguntava-me se eu conhecera seu pai, pois o mesmo teria sido meu contemporâneo, adiantando-me sòmente os dois primeiros nomes.
Movido pelo espírito de tentar ajudar, já contactei outro companheiro, amigo de sempre e colega de então. Solicitei dados mais concretos mas, infelizmente, nada mais obtive do que um resumo dos acontecimentos de antanho.
A mãe da pessoa em questão envolvera-se num relacionamento amoroso com aquele que certamente foi meu colega de empresa e, passados seis meses, certificou-se que estava grávida. Simplesmente tomou a decisão de abandonar a cidade e voltar para casa de seus pais, sem quaisquer explicações a quem quer que fôsse. Resultado: a criança nasceu e passou os quase trinta anos de sua vida com raiva do pai que jamais vira e do qual nem o sobrenome sabe.
Agora, que também teve uma filha e ciente do que tal significa, "caíu na real". Concluíu que, afinal, o seu pai não mereceu o ódio e raiva que lhe dispensou e luta para tentar encontrá-lo. Vai ser muito difícil, mas tem esperanças.
Não sei o que consta nos campos de preenchimento do seu documento de identidade. Mas, que esse documento poderia ser naturalmente fidedigno, lá isso poderia.

domingo, agosto 05, 2007

PORTUGUESES = PORTUGUESES

POR UMA IGUALDADE DE OPORTUNIDADES PARA A EMIGRAÇÃO PORTUGUESA
Se nos detivermos numa análise precisa e detalhada sobre a emigração portuguesa e a sua situação dentro do contexto nacional, certamente que chegaremos à conclusão que o nosso país vem tratando de forma discriminatória e humilhante aqueles que um dia, pelas mais diversas razões, mas principalmente porque a pátria não lhes ofereceu as condições dignas de vida que desejavam, resolveram emigrar, deixando atrás de si os seus familiares, o seu lugar de nascença e carregando a sua saudade.
Tudo para o emigrante é mais difícil: a obtenção de documentos essenciais à sua vida como cidadão, o recenseamento eleitoral, o exercício do voto, a obtenção da nacionalidade para os seus descendentes não nascidos em território português, o acesso à língua pátria, etc., tudo é mais complicado, mais oneroso, mais demorado e, por vezes negado pela acção discriminatória que alguns servidores públicos detém sobre a decisão de processos, desrespeitando os princípios da lógica, da igualdade e da solidariedade que deveriam estar no embasamento de suas manifestações. A falta de uma legislação precisa e determinante onde se especifique o que é “uma efectiva ligação a Portugal”, vem causando os maiores constrangimentos e injustiças, fazendo que somente aqueles que dispõem de recursos financeiros para tal, tenham que recorrer aos tribunais para verem reconhecido o seu justo direito. Aos demais, resta-lhes a decepção e a impressão de que estão a ser indesejados e discriminados.
Ainda recentemente, quando se pretendeu conceder a nacionalidade originária aos netos de portugueses, cujos pais (filhos de portugueses) já tenham falecido, verificou-se uma alteração à Lei da Nacionalidade das mais indesejadas, pois criaram-se várias situações para os netos de portugueses:
a) aqueles que nasceram em território português e portanto, dotados de todos os direitos como qualquer outro português nato;
b) os que, nascidos no estrangeiro,! filhos de cidadão (ã) português (a), obtiveram a nacionalidade por atribuição;
c) os que, nascidos no estrangeiro, filhos de cidadão (ã) português (a) cujo pai ou mãe sejam estrangeiros e tenham obtido a nacionalidade portuguesa por atribuição;
d) os que, nascidos no estrangeiro, filhos de cidadão (ã) português (a) cujo pai ou mãe sejam estrangeiros e não tenham obtido a nacionalidade portuguesa.
Enquanto que os três primeiros têm o direito à nacionalidade originária, sendo portugueses por inteiro, os últimos que, perante o princípio do “jus sanguinis” estão exactamente na mesma condição dos anteriores, somente podem obter a nacionalidade portuguesa por naturalização, o que é altamente discriminatório e injusto, ferindo os princípios básicos do direito e de isonomia, criando uma situação bastante negativa. Esqueceram, os senhores legisladores, que a legislação interna de grande parte dos países em que existem comunidades portuguesas relevantes, pune com a perda da sua nacionalidade de origem aqueles que, residindo no seu próprio país, obtenham outra nacionalidade por naturalização. O mesmo não ocorre quando lhes é atribuída a nacionalidade portuguesa originária que os outros netos de portugueses podem ter.
Deve ser mencionado que o Estado espanhol, por decisão unânime do seu parlamento, proferida recentemente, acaba de conceder tal direito aos netos de espanhóis, a exemplo do que os italianos já concedem há muitos anos a seus netos.
Se é que pretendemos dar ao nosso país uma dimensão maior cujos nossos antepassados procuraram nos conferir com a epopéia das navegações e com a difusão da nossa cultura e a nossa língua pelas sete partidas do mundo; se quisermos que os 4.500.000 portugueses existentes além fronteiras possam se sentir integrados na grande nação portuguesa a que tanto amamos e ver o conceito da nossa universalidade ter o reconhecimento internacional que os foi legado; devemos adoptar as providências necessárias para a correcção de tão grande injustiça, fazendo inserir nos nossos princípios programáticos e na nossa legislação, as determinações que se fizerem necessárias, pois certamente que os nossos compatriotas residentes no exterior saberão reconhecer tais providências, passando a contribuir mais decididamente para o futuro de Portugal, muito além dos 6,7 milhões de euros diários que as remessas oficiais nos revelam.
EDUARDO NEVES MOREIRA - Ex-Deputado pela Emigração e ex-Pres.Mundial do Cons.Com. Portuguesas

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sexta-feira, agosto 03, 2007

CHEGA DE EXCELÊNCIAS

Em 13/6 , um juiz do Paraná desmarcou uma audiência porque um trabalhador rural compareceu ao fórum de chinelos, conduta considerada "incompatível com a dignidade do Poder Judiciário".
Não muito antes, policiais do Distrito Federal fizeram requerimento para que fossem tratados por "Excelência", tal qual promotores e juízes.
Há alguns meses, foi noticiado que outro juiz, este do Rio de Janeiro, entrou com uma ação judicial para obrigar o porteiro de seu condomínio residencial a tratar-lhe por "doutor".
Tais fatos poderiam apenas soar como anedotas ridículas da necessidade humana de criar (e pertencer a) castas privilegiadas. No entanto, os palácios de mármore e vidro da Justiça, os altares erguidos nas salas de audiência para juízes e promotores e o tratamento "Excelentíssimo" dispensado às altas autoridades são resquícios diretos da mal resolvida proclamação da República brasileira, que manteve privilégios monárquicos aos detentores do poder.
Com efeito, os nobres do Império compravam títulos nobiliárquicos a peso de ouro para que, na qualidade de barões e duques, pudessem se aproximar da majestade imperial e divina da família real.
Com a extinção da monarquia, a tradição foi mantida por lei, impondo-se diferenciado tratamento aos "escolhidos", como se a respeitabilidade dos cargos públicos pudesse, numa república, ser medida pela "excelência" do pronome de tratamento. Os demais, que deveriam só ser cidadãos, mantiveram a única qualidade que sempre lhes coube: a de súditos (não poderia ser diferente, já que a proclamação não passou de um movimento da elite, sem nenhuma influência ou participação popular). Por isso, muitas Excelências exigem tratamento diferenciado também em sua vida privada, no estilo das famosas "carteiradas", sempre precedidas da intimidatória pergunta: "Você sabe com quem está falando?".
É fato que a arrogância humana não seduz apenas os mandarins estatais. A seleta casta universitária e religiosa mantém igualmente a tradição monárquica das magnificências, santidades, eminências e reverências. Tem até o "Vossa Excelência Reverendíssima" (esse é o cara!).
Somos, assim, uma República com espírito monárquico. As Excelências, para se diferenciarem dos mortais, ornam-se com imponentes becas e togas, cujo figurino é baseado nas majestáticas vestimentas reais do passado. Para comparecer à sua presença, o súdito deve se vestir convenientemente. Se não tiver dinheiro para isso, que coma brioches, como sugeriu a rainha Maria Antonieta aos esfomeados que não podiam comprar pão na França do século 18. Enquanto isso, barões sangram os cofres públicos impunemente. Caso flagrados, por acaso ou por alguma investigação corajosa, trata a Justiça de soltá-los imediatamente, pois pertencem ao mesmo clã nobre (não raro, magistrados da alta cúpula judiciária são nomeados pelo baronato). Os sapatos caros dos corruptos têm livre trânsito nos palácios judiciais, com seus advogados persuasivos (muitos deles são filhos dos próprios julgadores, garantindo-lhes uma promiscuidade hereditária), enquanto os chinelos dos trabalhadores honestos são barrados. Eles, os chinelos, são apenas súditos. O único estabelecimento estatal digno deles é a prisão, local em que proliferam.
A tradição monárquica ainda está longe de sucumbir, pois é respaldada pelo estilo contemporâneo do liberal-consumismo, que valoriza as pessoas pelo que têm, e não pelo que são. Por isso, após quase 120 anos da proclamação da República, ainda é tão difícil perceber que o respeito devido às autoridades devia ser apenas conseqüência do equilíbrio e bom senso dos que exercem o poder; que as honrarias oficiais só servem para esconder os ineptos; que, quanto mais incompetente, mais se busca reconhecimentos artificiais etc.
Numa verdadeira República, que o Brasil ainda há de um dia fundar, o único tratamento formal possível, desde o presidente da nação ao mais humilde trabalhador (ou desempregado), será o de "senhor", da nossa tradição popular. Os detentores do poder, em vez de ostentar títulos ridículos, terão o tratamento respeitoso de servidor público, que o são. E que sejam exonerados se não forem excelentes!
Seus verdadeiros chefes, cidadãos com ou sem chinelos, legítimos financiadores de seus salários, terão a dignidade promovida com respeito e reverência, como determina o contrato firmado pela sociedade na Constituição da República.
Abaixo as Excelências!
Fausto Rodrigues de Lima ---- Promotor de Justiça do Distrito Federal

CULTURA ALENTEJANA

Cheguei à conclusão que o meu blog tem andado muito nas nuvens ùltimamente, mercê de tantos aviões e assuntos com eles relacionados.
Está na hora de firmar os pés no chão e caminhar ao sabor das coisas boas para o espírito. Porque não conhecer ou relembrar as maravilhas da cultura Alentejana? Então, faço-vos o convite para acessarem o site http://www.memoriamedia.net/alentejo.htm onde encontrarão vasto material relacionado com Contos Tradicionais, Poesia Popular e Cante
Alentejano.

OUTROS TEMPOS

Noutros tempos, os céus do Brasil eram tranquilos e, por isso mesmo, ninguém se apercebia. Lá diz o ditado: "Só nos lembramos de Santa Bárbara quando ribombeiam os trovões".

quarta-feira, agosto 01, 2007

A Parque Expo vai elaborar um estudo de enquadramento estratégico para a área do centro histórico de Évora. O contrato foi ontem assinado, numa cerimónia na Câmara Municipal.
O estudo irá conter uma análise do território e das suas potencialidades no quadro da sua inserção e vocação nacional e regional, da articulação do Centro Histórico com o conjunto da cidade de Évora e da realidade concreta do Centro Histórico.
Serão também definidas as zonas prioritárias de intervenção e os seus conteúdos funcionais, através da identificação de projectos e ações de dinamização da reabilitação urbana

DUAS FACES DA MOEDA

Os vários tele-jornais a que assisti na noite de ontem mostraram as mesmas imagens relacionadas com a guarda de documentos secretos nos cofres do Congresso Nacional. Eram gravações do conteúdo das caixas pretas do avião recentemente acidentado. "Top secret"; "Confidencial". Isto foi decretado. Foi liberado esse conteúdo aos "nobres" deputados, como subsídio aos conhecimentos para poderem avançar nas investigações de causas e problemas.
Os tele-espectadores mais incautos decerto se sensibilizaram com toda aquela pompa e circunstância. Abre porta aqui, fecha porta ali, abre cofre, fecha cofre e tudo com aquele ar de responsabilidade suprema. Os outros, como eu, arreganharam as narinas mostrando aquela conhecidíssima carêta que significa não acreditarmos em nada do que está sendo combinado e assumido por eles que, entre si se tratam por nobres. Aliás, tratamento exigido a nós , plebeus.
Hoje pela manhã, como todos os dias faço, levantei-me da cama, passei pela cozinha, bebi um gole de café e acendi o primeiro cigarro do dia. Fui até à área central da casa e peguei o jornal que assino e fechei-me no banheiro. Ali eu sento-me no "trono" e passo uma vista de olhos pelas principais notícias. Só depois tomo banho e me preparo para ir trabalhar. E não foi que os meus pressentimentos eram correctos!? Pois lá estava estampado na primeira página uma série de detalhes dos muitos que compõem o todo que havia sido guardado nos cofres e fechado a sete chaves...
Um dia antes, no mesmo e noutros jornais, estava estampada a foto de Nelson Piquet e sua espôsa, sentados cada um numa carteira de sala de aulas. Sim! esse mesmo. O grande ex-campeão de Fórmula 1. Estavam ali porque acumularam pontos por faltas cometidas no trânsito, como excesso de velocidade, por exemplo. Ultrapassaram o limite de 20 e isso retira-lhes a carteira de habilitação. Para a renovar, precisam assistir às aulas e fazer um novo exame. Vexatório isso? Não. Deixaram-se fotografar e liberaram a publicação do facto com toda a humildade. e sem demagogias.
E porque razão eu coloco no mesmo espaço dois assuntos que em nada teem a ver um com o outro? Simples. É que eu acho que tem e muito. São muitos os casos em que um indivíduo na mesma situação se vale do nome e, por portas e travessas, consegue uma carteira nova sem o menor esforço. Outros simplesmente pagam por esse serviço.
Miremo-nos nos dois exemplos e imitemos os que são realmente nobres.