segunda-feira, maio 31, 2010

Tabaco

Hoje comemora-se em todo o Mundo o denominado "Dia Mundial Sem Tabaco".
Estou ciente que a maioria dos fumantes não faz nada do sugerido para registar esta data, que seria passá-la sem fumar. A par disso, muitos há também que nem da mesma têm conhecimento...
Não vou aqui escrever sobre proibições aos fumantes e facilidades das vendas e mais o que quer que seja a respeito, pois muita tinta já correu sobre tudo isso. Prefiro dar aqui um testemunho do meu caso pessoal, pois penso ser assim a melhor maneira de me enquadrar na comemoração da data.
Comecei a fumar aos 9 anos de idade. Ainda me lembro desse primeiro dia, do local e da marca desse primeiro cigarro que coloquei na bôca. Só não me lembro dos companheiros da minha idade que embarcaram nessa aventura e daqueles um pouco mais velhos que nos forçaram a tal. Mas era assim que funcionava, com os mais velhos a incentivar os menores alertando-os ser coisa de homem.
Tendo deixado de fumar há quase 4 meses por uma decisão repentina, contabilizei 56 anos como fumante. Sempre fumei uma carteira de cigarros (20) por dia mas, nos últimos dois anos passei a fumar três por causa do tempo dedicado à leitura e ao computador; acendia um no outro...
Claro que tentei muitas vezes parar de fumar sem conseguir. Sei que isso acontece com muita gente. Porém, indubitàvelmente o fulcro dessa alavancagem decisiva está no psico e uma luz de alerta será a potência que irá vencer a resistência.
Nesse contexto figurado das máquinas simples que propuz na exemplificação, simples foi também o meu motivo da tomada de decisão: um mau estar súbito que vim a associar a outros factores como o cansaço constante, hipertensão e perda óssea bocal. Nesse momento pensei e decidi que jamais colocaria um cigarro na boca.
Sei que só a decisão não dá consistência ao acto e, assim, deitei mão de um artifício que viesse a suprir a falta do tabaco e amainasse todos os efeitos da síndrome da abstinência. Comia 3 castanhas do Pará a cada acometida. Agora, explicar o que a castanha do Pará tem a ver com isso, já é algo que foge da minha competência. Sei que comi castanha até quase enjoar e tenho plena consciência que me ajudou. Você, fumante, poderá tentar também...


















domingo, maio 30, 2010

Frutas Tropicais --- Pinha

Pinheira-16117Pinha (Annona squamosa)-16120 A árvore desta fruta, de pequeno porte, é chamada Pinheira. É interessante a diferença com Pinheiro, pois aí são outros frutos a considerar. A fruta é também conhecida pelos nomes de ata, fruta-de-conde e condessa e cabeça de negro. Sua casca é composta de escamas convexas e salientes, Pinha-16110 Pinha-16109 que envolvem a polpa cremosa, Pinha-16114 aromática, suculenta e doce que, por sua vez. protege as sementes de cor escura, lisa e brilhante. Pinha-16116 À medida que vai amadurecendo, essas saliências mudam de cor, passando do verde claro para o verde meio cinzento.Pinha-16113
A Pinheira é originária da América Central e expandiu-se para o Oriente e Filipinas. A muda da pinha chegou ao Brasil em 1626, trazida pelo Conde de Miranda, que a introduziu na Bahia. Por isso ela ficou conhecida na Bahia como fruta-do-conde e nos outros estados brasileiros com os demais nomes. Ela é rica em açúcar, em vitaminas e sais minerais. No Brasil encontramo-la em diversos Estados. Folhas verde-escuras, Pinheira-16119 com pêlos na parte inferior, rígidas, dispostas caracteristicamente intercaladas na posição horizontal ao longo dos ramos. Pinheira-16118 Flores creme-amareladas surgem ao longo de todo o ano.
A pinha é uma fruta que contém muito açúcar, portanto não é recomendada para quem faz regime de emagrecimento.
Consome-se ao natural ou em forma de sucos, doces ou sorvetes.
A polpa também se presta a fazer deliciosos purês que podem ser servidos com carne assada peixe grelhado. Fazem-se também cremes doces, que acompanham bolos, tortas e sorvetes.
Embora não seja muito rica em ferro, a pinha pode ser vantajosamente incluída na dieta de anêmicos juntamente com outros alimentos ricos em ferro, dada sua riqueza em vitamina C e do complexo B, importantes no metabolismo das proteínas, carboidratos e gorduras.
Pinha (Sementes)-16118Aplicando no couro cabeludo o macerado das sementes misturado com álcool, ajuda a evitar a caspa. Óptimas para trabalhos artesanais, principalmente colares. Com o chá das folhas faz-se uma infusão para combater as cãibras.
Segundo crença popular, não fica piolho nenhum na cabeça de quem passar por baixo de um pé de pinha. No Sertão, é conhecido como eficiente estimulante sexual.

sexta-feira, maio 28, 2010

Na crista da onda

Pessoas que não escovam os dentes ao menos duas vezes por dia aumentam em 70% as chances de ter doenças cardíacas, de acordo com um estudo da University College London, publicado na última edição da revista especializada British Medical Journal.
BBC Brasil – Internet

Ouvi essa notícia hoje pela manhã numa rádio brasileira que me acompanha no meu sono e no despertar. Fiquei de orelha em pé porque ando fazendo um tratamento profundo nos dentes que me restam, porque tenho frequentes inflamações nas gengivas e porque costumo relaxar a escovação. Cheguei a publicar no Twitter que considero um verdadeiro milagre eu ainda estar vivo ao confrontar o que dizem os cientistas com o meu comportamento…
Cientistas confirmaram pesquisas anteriores que associavam doenças na gengiva a problemas cardíacos. Já se sabia que inflamações na boca e nas gengivas têm um papel importante no entupimento de artérias, um dos fatores que levam a doenças cardíacas. Porém, confirmou-se que a frequência da escovação influi nos riscos, em menor número para os que escovam duas vezes por dia.
Honestamente, não me considero uma pessoa velha nos meus 65 anos de idade e nem tampouco contemporâneo de uma certa idade da pedra. Mas que um cem número de coisas eu só vivenciei muito tarde, é uma verdade.
No meu Alentejo tudo era limitado na década de 40 e 50, tempos da minha infância e juventude. Banho tomava-se uma vez por semana, quase sempre aos Domingos, numa cêpa ou alguidar grande de zinco e o interessante de tudo isso é que não se sentia cheiro de sovaco em nós ou nos outros. Até o racionamento pós guerra para produtos essenciais imperava…
Ter e usar uma escova de dentes, era um luxo. Por isso, eu não os escovava. Até aos meus 18 anos jamais tivera uma dor ou qalquer outro problema nos dentes. Estranho tudo isto, não é!?
Também é verdade que aos 18 anos me apareceram os primeiros problemas nas gengivas --- o que se denomina de gengivite. E o tratamento era bem mais violento que o de hoje: com uma agulha incandescente queimava-se a base das gengivas, sem anestesia, e em duas semanas cairia. As gengivas regeneravam-se.
Nos dias actuais se se deixar de escovar os dentes com todos aqueles artifícios de escova, tufo e fio dental, por uma semana, de imediato estará estabelecida uma placa bacteriana, uma cárie, perda óssea, etc., etc.. Tudo isso, engrossado agora com essas últimas notícias, leva-me a acender o pavio da lamparina para me deixar esperto e atento, tanto mais que há três meses faço visitas constantes à minha equipe de dentistas e ao cardiologista.

quinta-feira, maio 27, 2010

Frutas Tropicais --- Mangostim

Reparem bem. Essa é uma das mais saborosas frutas tropicais do mundo. O verdadeiro nome é Mangostim. É originária da Ásia e plantada na América do Sul desde 1940.Mangostim 1
Notei que a maioria dos visitantes do meu blog vieram atrás do que tenho publicado sobre frutas tropicais. Por isso, resolvi abordar o mesmo tema, nele mergulhando mais fundo e directamente. Faço questão de comprar as frutas sobre as quais me proponho falar, fotografá-las em várias fases para ilustrar as matérias, inclusivamente a degustação.
Esta frutinha linda dá até pena de abri-la… Tem a casca da cor do vinho e é grossa como a da romã.
É conhecida popularmente coma  “Rainha das Frutas”. Pode até abrir-se com as mãos, mas usemos uma faca.Mangostim 2
O seu interior mostra gomos com uma polpa mole de consistência e aspecto dos da lexia.Mangostim 3
O sabor é doce e agradável mesmo com uma pitadinha de azedo.Mangostim 5 Mangostim 6
O povos orientais perceberam muitas das suas propriedades: tratar feridas contaminadas, tuberculose, malária, infecções de aparelho urinário, sífilis e gonorréia.  Tem propriedades antiinflamatórias poderosas, e é conseqüentemente eficaz em tratar o eczema, a hiperceratose e doenças de pele relacionadas tais como a acne, psoríase e a seborréia. O mangostim tem um distribuição bastante equilibrada de nutrientes e se destaca como uma fonte muito rica de compostos fenólicos, o que lhe atribui importantes propriedades funcionais. Também altamente antioxidantes, que impedem a oxidação do colestrol ruim e rica em fibras.Mangostim 7 Magostim 8
Na casca estão presentes taninos (como no chá verde por exemplo) e as xantonas, substância que em laboratório comprovou os efeitos benéficos deste fruto. O fruto em si pode ser consumido como fruta normal e também apresenta benefícios, mas o principal efeito provém desta casca. O que se consome e vende por todo o mundo, deve ser elaborado com todas as suas partes: sementes, polpa e casca.

quarta-feira, maio 26, 2010

Política Europeia

Tradução de uma carta recebida recentemente pelo Comissário Europeu da Agricultura.
Muitos dos que não vivem directamente os problemas da Europa, como os recentes da Grécia e próximos de outros fracos quanto, terão aqui uma resumida explicação das causas.


Senhor Comissário da Agricultura,

O meu amigo Robert, que vive na Bretanha, recebeu um cheque de 100.000 EUR da UE para não criar porcos este ano. Por essa razão eu estou a pensar entrar no programa de não-criação de porcos no próximo ano. O que eu gostaria de saber era qual é a melhor quinta possível para não criar porcos e também qual a melhor raça a não criar. Gostaria de não-criar Javalis, mas se eles não forem uma boa raça para não-criar, fico igualmente satisfeito se puder não-criar uns Landrace ou uns Large White. O trabalho pior neste programa parece-me ser manter um inventário preciso do número de porcos que não criámos. O meu amigo Robert está muito entusiasmado quanto ao futuro do seu negócio. Criou porcos durante mais de 20 anos e o máximo que tinha conseguido ganhar foram uns 35.000 EUR em 1978... até este ano, que recebeu o tal cheque de 100.000 EUR para a não-criação de porcos.  Se eu posso receber um cheque de 100.000 EUR para não-criar 50 porcos, então receberei 200.000 EUR por não-criar 100 porcos, etc.?
Proponho-me começar por baixo para depois chegar a não-criar uns 5000 porcos, o que significa que receberei um cheque de 10.000.000 EUR para poder comprar um iate e para outras necessidades urgentes. Mas há outra coisa: os 5000 porcos que eu não criarei deixarão de comer os 100.000 sacos de milho que lhe estão destinados. Entendo, portanto, que irão pagar aos agricultores para não produzir esse milho. Isto é: receberei alguma coisa para não-produzir 100.000 sacos de milho que não alimentarão os 5000 porcos que não-criarei? Pretendia começar o mais cedo possível, porque parece que esta altura do ano é a mais propícia à não-criação de porcos.
Com os melhores cumprimentos,

(Assinatura ilegível)

PS : Mesmo estando implicado no programa poderei criar uns 10 ou 12 porcos para ter algum presuntito para dar à família?


 Créditos: Internet

terça-feira, maio 25, 2010

Um olhar de criança

Hoje vou escrever sobre crianças. Pode parecer estranho, mas foi algo relacionado com elas a minha fonte de inspiração para esta crónica.
Quando solteiro eu não era muito chegado a elas, e não as havia na família. Um choro qualquer me irritava; eu não as atraía e também não era atraído. Mas esse meu comportamento não era porque fosse uma pessoa tosca e embrutecida e sim antes despreparada e arredia pela minha timidez e pela carência de carinho no lar.
Casei novo e logo veio o primeiro fruto desse casamento, uma linda menina loirinha e de olhos verdes/cajú. E viriam mais quatro filhos depois e alguns deles me deram 6 netos.
De repente me vi rodeado e participativo em duas gerações de crianças. Os filhos carreguei-os todos no colo, limpei-lhes a bunda e troquei-lhes as fraldas; dei-lhes carinho. Os netos já comigo não conviveram todos, mas os que conviveram usufruíram do mesmo tratamento que dispensei aos pais e talvez até com mais paciência.
Em todo esse embrulho concluía-se que eu dispensava uma atenção especial às crianças como se para tal tivesse um dom. E sempre assim foi no decorrer dos tempos até hoje. Mesmo aquelas que não me são nada me atraiem ou por mim são atraídas. Há uma simbiose perfeita.
Quando uma mamãe passa por mim com seu filhinho ou filhinha, normalmente eu mexo com esta e arranco um sorriso daquela ou das duas… Não o faço com a maldade de segundas intenções, até porque o tempo de Dom Juan já é passado ou atirado para as calangas gregas.
Hoje eu estava sentado no meu banquinho de madeira ao lado de minha banca de feira e tinha terminado de ler o jornal. O movimento estava meio fraco ou fraco inteiro, pois meio fraco pode significar meio forte…
De um momento para o outro percebi que três mamães pararam na minha frente com os três carrinhos e seus respectivos bebés. A cena está ilustrando esta minha postagem e a foto foi tirada com a autorização necessária, tendo tido o cuidado de só focalizar as crianças.
Notei que o menino à esquerda e a menina à direita comiam uma banana cada um. Descascavam a frutinha com cuidado e mordiscavam-na em seguida. No meio estava outra menina com o olhar focado em todos os movimentos da vizinha. A mãe desta percebeu que eu me concentrava na cena. Não resisti e disse-lhe (sic) que a sua filhinha estava com vontade. Arrisquei-me a ser chamado de intrometido ou coisa que o valha. Recebi tão só uma negativa à minha dedução.
Porém, a mãe que estava com a sacola das bananas que acabara de comprar, de imediato pegou uma e deu à menina do meio. Ela comeu-a toda! E todos, depois, comeram mais meia banana cada um.
Nesse momento aquela mãe olhou para mim, simpàticamente, mas meio sem graça e acenou positivamente com a cabeça. Retribuí o sorriso e a simpatia manifestando a minha felicidade. Eu era, afinal, um homem feliz que acabara de flutuar num mundo diferente de pureza e convencido que entende as crianças, talvez até porque tenha sido uma delas por alguns momentos.

segunda-feira, maio 24, 2010

Islândia

Qual foi o último desejo da economia da Islândia, antes de morrer?


“Que as suas cinzas fossem espalhadas pela Europa”...

sexta-feira, maio 21, 2010

D. Drogadito


Como tudo onde incide opinião a favor e opinião contra, o que é lógico, democrático e aceitável, existem pessoas que acreditam na recuperação de alguém que consumiu drogas pesadas, como a cocaína, por exemplo. Eu não acredito! E afirmo isso apesar de ter fumado durante 56 anos e estar sem o fazer à quatro meses, sob os efeitos constantes e terríveis da síndrome da abstinência. Jamais usei outra droga que não o tabaco mas, pelo que tenho lido e ouvido, não há comparação entre esta e qualquer outra.
De repente dou comigo abordando um mundo que jamais foi o meu e até sobre o qual não gosto de comentar nada de nada... Mas, pelo andar da carruagem, só posso chegar à conclusão que aquele que muitos consideram o melhor do mundo é, na verdade um merda de um ex drogado com a cabeça cheia de resíduos.
O indivíduo é mau caracter e desrespeitador daqueles que estão no exercício da sua profissão. Numa hora atinge alguns com tiros de flowbert; noutra passa com a roda do carro sobre o pé de um outro. E parece que fica tudo por isso mesmo num ambiente de total impunidade. Vomita impropérios contra a imprensa e acusa esta como culpada de tudo o que é negativo.
Acordem irmãos argentinos! Não se deixem engabelar por ídolos de barro. Ele certamente não vai pedir para que o esqueçam --- como fez aqui um tal general que foi presidente e que teve o pedido cumprido ---, mas está nas vossas mãos assim agir. É remédio eficaz!



Orgulho!

Não importa como foi a farra. O que importa é chegar em casa de cabeça erguida!

quinta-feira, maio 20, 2010

Eterna tentação

Doze candidatos a padre estavam para ser ordenados.
Na  prova final sobre celibato, deveriam formar uma fila, totalmente despidos, enquanto uma linda bailarina, boazuda e exótica, totalmente nua, realizaria na frente de cada um deles, uma excitante dança oriental.
No pinto de cada candidato, foi amarrado um sininho e foi  alertado que, quem fizesse o sino soar, não seria ordenado padre e estaria reprovado. Esse fato demonstraria que ainda não tinha alcançado o estado de pureza espiritual que a função requer.
A bela dançarina iniciou a sua excitante dança na frente do primeiro candidato. Ele suportou bravamente e não teve nenhum tipo de reação. A mesma coisa aconteceu com o segundo, o terceiro, o quarto... O bispo estava maravilhado.
Quando a bailarina chegou ao último candidato, o sininho começou a badalar tanto que se soltou do órgão do descontrolado candidato e caiu no chão. O candidato a padre, totalmente envergonhado, inclinou-se  para pegá-lo. Foi quando todos os outros sininhos começaram a tocar…

Dúvida cruel

O padre estava atendendo no confessionário, quando deu nele uma daquelas inadiáveis vontades de ir ao banheiro. Como as confissões não podiam ser interrompidas, ele chamou uma freira que passava por ali para substituí-lo por alguns instantes. Deixou com ela uma lista dos principais pecados e respectivas penitências.
A freira, muito solícita, concordou..
A primeira pessoa que se ajoelhou para ela atender, foi uma “bichinha” que logo foi confessando:
- Padre, eu pequei...
A freira, engrossando a voz para se fazer passar pelo padre, disse:
- Qual foi o seu pecado, filho?
A bichinha respondeu:
- Eu dei o cu, padre...
A freira horrorizada foi procurar na lista de pecados, mas não encontrou nada sobre dar o cu. Sem saber que penitência deveria dar, pediu licença e saiu à procura do padre. No caminho, encontrou o coroinha e perguntou:
- O que o padre dá para quem dá o cu?
O coroinha respondeu:
-Pra mim ele dá um Pastel e uma Coca!

segunda-feira, maio 17, 2010

Estremoz


Onde estão os Portugueses?

    Um emigrante de Angola chega a Portugal - Lisboa!
    No seu primeiro dia, decide sair a ver os arredores da sua nova cidade.
    Andando rua abaixo em Lisboa, pára a primeira pessoa que vê e diz: “Obrigado senhor Português por permitir-me estar em este
    país onde me deram casa, comida, seguro, médico e educação grátis. Obrigado.”
    A pessoa sorri e reponde: “Sinto muito mas eu
    sou ucraniano! “
    O Angolano continua rua abaixo e encontra  outro que caminhava na sua direcção e diz: “Senhor português, obrigado por este país tão belo que é Portugal.”
    A Pessoa responde: '”Sinto muito mas eu não sou
    português sou brasileiro.”
    O Angolano continua o seu caminho pára a seguinte Pessoa que vê na rua
    cumprimenta-o e diz: “Obrigado por este país tão belo que é Portugal.”
    A Pessoa após o cumprimentar diz: “Muito bem, mas eu não sou português, sou Marroquino.”
    O Angolano continua o seu caminho e finalmente vê uma senhora morena e mais ou menos bem vestida que vem a seu encontro e pergunta: “Você é Portuguesa?”
    A mulher sorri e diz: “Não, sou cigana e sou romena.”
    Estranho e confuso o angolano pergunta: “Mas onde
    estão os portugueses?”
    A cigana olha-o de cima abaixo e reponde: “Espero que a trabalhar para nos sustentar!”

    sexta-feira, maio 14, 2010

    Meia volta, volver!

    Não só uma, mas várias vezes, ouvi a sentença sobre que Portugal deixou de ser um país pobre e atrasado e, passando a fazer parte da U. E. e totalmente integrado, é hoje moderno e desenvolvido.
    Como sempre fui um eurocéptico, o que aqui escrevo é tendencioso para essa vertente, como tudo tenderá a circunscrever-se na minha linha de pensamento e formação.
    Nunca entendi como fruto do desenvolvimento a guinada que os portugueses deram na sua vida e comportamento. Tudo mais fino, todos viajando além fronteiras nas férias de cada ano, carro novo, descarte de bens recuperáveis, etc. etc..
    Entrou muito dinheiro fácil. Injecções cavalares de dinheiro. De Bruxelas vinha a ordem para arrancar todas as oliveiras de determinada região ou as videiras de outra e assim, deitado na sombra e com água frêsca do lado, o indivíduo não produzia nada e ganhava bem para isso.
    No sector público a coisa virou um mar de rosas. Sei que os maiores aproveitadores fôram os caciques, como sempre, mas a galera também se promoveu bem.
    Essa bola foi aumentando, mas de modo a que o núcleo jamais tenha sido preenchido. Assim, aumentou também o vazio interno, o ôco, juntamente com a capa que, lògicamente, afinava na espessura. Tudo propício a um grande estouro. Aguardemos.
    Na aderência a essa nova civilização, dita moderna e desenvolvida, fôram querendo nos tirar quase tudo aquilo que de melhor e identificado com a nossa cultura tínhamos. Pequenas coisas, muitas delas, mas a nossa cara e a nossa raiz.
    A integração na zona do euro foi uma verdadeira arapuca; um tipo de colete de forças. Não tendo um sector produtivo à altura dos demais, os fortes, e com uma dívida pública sempre em expansão, tudo sob uma moeda forte que não nos dá chance de desvalorização para regularização da ecomomia, o rastilho foi acêso e só resta esperar o bum da bomba.
    Acreditem que eu gosto quando a nós, do sul de Portugal ,nos chamam de mouros. E relançando o olhar por esse sul, Gibraltar, Mediterrâneo, creio, como sempre acreditei, que somos como líquido não miscível em vasos comunicantes: ou ficamos por cima ou por baixo; nada de misturas…
    Acredito que ainda um dia voltemos aos antigamentes. Comer aquele petisquinho regional no balcão da taberna, matar um porquinho no quintal de casa.
    Não somos super industrializados, mas poderemos auferir de muitos lucros nas nossas artes, côres e sabores; emprestemos, até mesmo, muitos dos nossos crânios aos grandes industriais. Tudo isso e desse modo, gerido pela batuta de lideres competentes, honestos e que se identifiquem com a nossa raça, levar-nos-à um dia ao tôpo por mérito próprio.

    sexta-feira, maio 07, 2010

    Tá todo o mundo louco, ôba!

    123 030 O certo seria passear com o meu cachorro todos os dias e, melhor e mais aconselhável ainda, duas vezes por dia; uma pela manhã e outra ao entardecer. Seria óptimo para ele e para mim. Porém, a preguiça acaba por se reverter num prejuizo tremendo para os dois.
    A par dessa preguiça têm surgido algumas situações que me deixam mais desanimado. Noutros tempos deixar-me-íam bem mais exaltado e provocador…
    O Díli não parava de assomar à janela do meu escritório e tudo fazia para me chamar a atenção e desconcentrar-me ao mesmo tempo. Claro que queria passear, pois a última vez já acontecera há alguns dias… E quando as coisas chegam a esse ponto, eu tenho que fazer a sua vontade.
    Hoje mudei o roteiro. Há muito tempo que não passava naquela rua. Lá tem um “ferro velho” e eu gosto de parar na esquina e ficar observando o que ali está depositado. Sou obsecado por velharias, pois também tive o meu há muitos anos atrás. Foi a primeira actividade exercida no Brasil como empresário.
    Como de outras vezes já aconteceu, sempre que eu paro naquela esquina (foto), logo o proprietário sai da “toca” e vem fiscalizar a situação. Hoje ele saíu com uns trecos na mão e foi jogá-los em cima do caminhão, sem nada dizer; ao mesmo tempo de lá saíu a esposa e, de dedo em riste, sentenciou: “Não passe mais aqui e não pare na minha esquina; o seu cachorro faz com que o meu comece a latir e eu sou doente, não suporto barulho.”
    Estupefacto fiquei! Gesticulei exprimindo essa situação e nada argumentei. Mudei para o outro lado da rua e, olhando, lá estava aquele dedo apontando para mim.
    Continuei o meu passeio com o Díli. Cheguei em casa, peguei a minha máquina fotográfica e lá fui eu outra vez, mas sózinho. Agora eu estava meio alterado e já fui com o intuito de iniciar algo que acabe com aquele aglomerado de velharias situado numa zona urbana nobre e, certamente, clandestino.
    Quando o velhote me viu, atravessou a rua e perguntou se eu estava fotografando. Respondi que sim; que era fotógrafo. Ameaçou-me dizendo que eu iria me dar mal se, por acaso, o estava querendo prejudicar. Claro que isso veio confirmar a minha dedução de que o seu negócio era clandestino e que outros já tentaram tirá-lo dali…
    Houve ali uma troca de “elogios” entre eu e ele. Disse-me que sempre desconfiou que eu quero roubar algo dali… Perguntei-lhe se a esposa tinha problemas de cabeça e ele acenou que sim. Aí eu caí na real e comecei a levar tudo para a “brincadeira”, pois estava entre dois loucos…
    Os meus passeios com o Díli estão ficando complicados e difíceis. Por nós passam pessoas más, encrenqueiras e loucas. Teremos que arrumar um lugar só para nós.

    segunda-feira, maio 03, 2010

    PALOP

    Numa discoteca, algures num dos países do Grupo: 93620
    - A minina dança?
    A mulatinha levanta-se:
    - Não, vô mijá.
    - Vai mijá mas vorta?
    - Não, vou mijá imbora!

    domingo, maio 02, 2010

    Visita do Papa

    Esta é de facto muito interessante!
    Vejam bem a peça que a Atlantis decidiu criar para comemorar a vinda do Papa ao nosso país (Portugal):