quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Sempre Zeca!

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

A barbearia


O Coroné e o Mineirim

Em tempos de eleição, dois candidatos mineiros adversários, um da cidade - o "Coroné" -, e outro caipira - o "Mineirim", se encontram na mesma barbearia.

Lá sentados, lado a lado, não se falou palavra alguma. Os barbeiros temiam iniciar qualquer conversa, pois poderia descambar para discussão, e o Coroné só andava armado.

Terminaram a barba de seus clientes, mais ou menos ao mesmo tempo. O primeiro barbeiro estendeu o braço para pegar a loção pós-barba e oferecer ao Coroné, no que foi interrompido rapidamente por seu cliente:

- Não, obrigado. A minha esposa vai sentir o cheiro e pensar que eu estive num puteiro.

O segundo barbeiro virou-se para o Mineirim:


- E o senhor? - indagou.
- Uai, popassá, sô! A minha muié num sabe memo como é cheiro de puteiro... Nunca trabaiô pur lá...

Dizem que a barbearia está fechada até hoje, para reforma
.

Mineirinho com dor no pénis


Minerim, chamado Moisés, vai ao médico com dores no pênis. Chegando ao consultório, ele narrou seu dia a dia para o médico mais ou menos assim:

- Acordo 4 hora da manhã, dô umazinha na muié, tomo banho, dô otrazinha na muié, tomo café, dô mais umazinha na muié e vô trabaiá no miarau.

- As 10 hora vorto pra lanchá, dô umazinha na muié, tomo o lanche, dô mais umazinha na muié e vorto pro miarau.

- Meidia vorto pra armuçá, dô umazinha na muié, armoço, dô uma drumidinha (pruque dispois do armoço dá congestã), acordo, dô umazinha na muié e vorto pro miarau.

- Quatro hora da tarde paro de trabaiá, vô pra casa, dô mais umazinha na muié, tomo um banho, dô otrazinha na muié, janto, drumo e no otro dia começo tudo otra veiz.

O médico ficou horrorizado e disse ao Matuto que sabia o que estava causando as tais dores no pênis:

- O seu problema amigo, é que você está fazendo sexo demais!

O Matuto levantou as mãos para o céu e disse:

- GRAÇADEUS, DOTÔ!  EU TAVACHANDO QUE ERA AS PUNHETINHA QUE EU TOCAVA LÁ NO MIARAU CASMÃO XUJA DE TERRA ..

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Antídoto

Não sei se realmente funciona e, em boa verdade, pessoalmente não gostaria de saber. Todavia, como me passaram esta informação, faço questão de compartilhá-la com todos os que passem por aqui.


 Antídoto contra envenenamento de cão ou gato

Mesmo que você não tenha animais, repasse para quem tenha.

Dr. Marcel Benedeti (veterinário) recomenda como agir em caso de suspeita de envenenamento de animais:

 
"Quando houver suspeita, dar água morna salgada ou água oxigenada 10 vol (uma colher de sopa) que, em contato com o estomago, vira água morna salgada e faz o animal vomitar.
Em seguida, dar ATROVERAN (1 gota por kg de peso de 6 em 6 horas), que é o melhor antídoto para venenos do tipo 1080 e chumbinho".
"Tenha sempre Atroveran por perto e repasse esta informação para as
 pessoas que conhece. Poderá salvar vidas. O carvão vegetal também ajuda muito em envenenamentos (inclusive em humanos), pois é absorvente e já existe nas farmácias em comprimidos".






sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Veteranos

Almoço Convívio dos ex- Militares da Companhia de Caçadores 621 Baucau (Timor) 1964/1966

 
DATA DA REALIZAÇÃO DO EVENTO: 08 de Maio de 2011
 
HORA DE INICIO: 12H15
 
LOCAL DO EVENTO: Lisboa, Parque das Nações, restaurante "Buffalo Grill, junto ao Pavilhão de Portugal
 
DISTRITO DO EVENTO: Lisboa
 
INSCRIÇÃO (TELEFONE, E-MAIL OU OUTRO CONTACTO): Telefone: 963 069 285
  NOME DO RESPONSÁVEL PELO EVENTO: António Rosa
 
TEXTO DO EVENTO: Almoço Convívio dos ex- Militares que estiveram em Baucau, Timor, nos anos de 1964 a 1966
 

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Relaxou e gozou na cabeça do imortal

A língua portuguesa carrega na sua estrutura construções que nada mais são do que uma continuação de construções latinas que nos passam despercebidas. Muitos alunos de ensino fundamental e ensino médio encontram dificuldades no aprendizado do português no que diz respeito à função sintática, classe gramatical, concordância nominal e verbal. Ouso até afirmar que muitos que cursaram a universidade e se formaram estão nas mesmas condições...

Conclui-se, portanto, ser importante a difusão do latim nos cursos de letras, pois como podemos ver, factos gramaticais do português contemporâneo podem ser explicados através da língua latina. Desse modo, o aluno tem a possibilidade de perceber a razão de determinados fatos lingüísticos, que a princípio lhe parecem de grande dificuldade, ao serem explicados de forma científica. Nos meus tempos de ensino secundário  estudávamos rudimentos de latim e de grego na disciplina de português; foi um grande erro isso ter terminado.

A senadora da República Federativa do Brasil, Marta Suplicy, relaxou e gozou na cabeça do presidente do Senado ao interrompê-lo na sua fala e tentar corrigi-lo. A forma “presidente” foi usada por ele ao referir-se a Dilma Rousseff e ela disse-lhe que deveria ser “presidenta”. Um caso indubitável de quem não estudou latim ou, pelo menos, o latim na estrutura da língua portuguesa. Diria, até, que de tudo o que estudou pouco aproveitou.

Nos primórdios, o latim era o simples falar de um povo que habitava a região do Lácio, situada ao centro da Itália. Devido a sua privilegiada localização de confluência entre vários povos, passou a exercer sobre estes grande influência. De uma conquista à outra, o inexpressivo Lácio tornou-se um dos maiores impérios do mundo. Destarte, uma nova visão da realidade se irradiou e se concretizou através da língua latina.

Como os demais idiomas, o latim sofreu um longo processo de elaboração até se tornar a língua erudita usada pelos escritores latinos do período de Cícero e Augusto. Através de estudos realizados no século XIX pelo filólogo alemão Franz Bopp, afirma-se que o latim, assim como muitas línguas asiáticas e européias pertence ao grupo das línguas ditas indo-européias. O indo-europeu teria dado origem a diversas línguas que com o tempo modificaram-se, porém conservaram semelhanças não só lexicais, mas também morfológicas.

O particípio latino tem três formações essenciais: particípio presente ...... –nt/ (-ns); particípio passado ...... –to (-tus); particípio futuro ...... –urus, ura, urum.

Interessa aqui para o conteúdo desta crônica sòmente o particípio presente. Assim, explica-se que a terminação “nte” num grande número de palavras da língua portuguesa, espanhola e italiana, bem como das línguas francesa e inglesa em que está como “nt” é origem do particípio presente latino em que o valor é indicar o agente que, no caso de “presidente” significa aquele ou aquela que preside. As palavras terminadas em “nte” tem a mesma forma para os dois gêneros.

Usa-se a forma “presidenta” e a mesma consta dos dicionários. Porém, usando um português menos erudito e mais popularesco, tanto quanto a particípio deformado, que sôa mal, sôa! E uma vez que embarquei nesta canoa, não me venham apontar o dedo quando escrevi palavras terminadas em “mente” com acentuação grave na antepenúltima sílaba, ou quando coloquei o “chapéu” em “soa”. Continuarei sempre fiel ao modo como aprendi, sou avesso a reformas ortográficas e me deslumbro quando oiço falar um português puro e castiço...

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Ontem e hoje

Ano de 1959. Cincoenta e dois anos são passados, mas a lembrança perdura. O meu grande sonho era ser oficial da Marinha de Guerra e, mais tarde, comandante de um qualquer navio mercante ou de passageiros, passaporte para conhecer o Mundo. E nesse ano esse sonho terminou...

Naquele ano eu cursava o 4º do Curso Geral de Comércio e era, como sempre fui, aquele aluno do meio da tabela; aprendia o que ouvia e não perdia horas decorando o que quer que fosse; situava-me, sempre, naquela faixa entre o medíocre + e o suficiente...

Companheiros inseparáveis naquele e nos anos anteriores da Escola, além do Calhau, Raúl Silva, Zé Baião, Constantino Pereira, Correia da Costa, Guilhermino, Chico Garcia, etc., tinha o Gualter Cabral. Este último e eu entrávamos na primeira aula de inglês e a professora, imponente no corpo e na voz disse: “vocês dois estão chumbados! Se quiserem entrar, entrem, mas não adianta”.

Um outro dia tinha Exercício de Contabilidade. Não me lembro o nome da professora; sei que era muito feia, hospedava-se num prédio do Cabido gerido por freiras e tinha um insuportável mau hálito. Eu, que não sabia patavina de Contabilidade, respondi a algumas questões e coloquei na folha a finalizar: “Continúa no próximo folhetim”. Isto dos folhetins estava em moda por causa dos da Emissora Nacional e que eu ouvia alternadamente com os Parodiantes de Lisboa.

O corpo docente reuniu-se extraordinàriamente só para avaliar o meu comportamento e eu lembro-me que fui punido com dois dias de suspensão.

Quando do regresso da punição, coincidiu haver um Exercício de Inglês. Imaginem! Sentei-me na carteira como todos os demais, rapazes e raparigas. Esquecia-me de assinalar que a turma era mista e lembro-me da Edite Garcia, Cristina entre outras. E aí aconteceu que a professora Dona I... chegou do meu lado e disse: “como não sabes merda nenhuma, faz aí uns desenhos iguais aos do Exercício de Contabilidade”. Claro que, como respeitador, cumpri e segui a sugestão... O resultado disto foram 10 dias de suspensão e estava configurada a minha reprovação de ano. Morreram os meus sonhos. No ano seguinte fui trabalhar no meu primeiro emprego em Lisboa e estudar à noite na Escola Dona Maria II, tendo como professor de História o inesquecível Talhante que no ano anterior estava em Évora.

Fui na residência da Dona I..., na Praça do Geraldo naquela época, casa de seus pais para pedir-lhe que reflectisse sobre a questão. O resultado disso foi que, quando eu voltei para as aulas ela disse para toda a classe e na minha presença: “o gajo foi na minha casa ajoelhar-se a meus pés”. Senti, definitivamente, que nada mais era possível.

Naqueles tempos tudo o que relatei se colocava num plano 180 graus oposto em relação à actualidade. Os meus pais nem do ocorrido tiveram conhecimento. Jamais foram chamados à Escola. E imaginem hoje uma professora dizer aos alunos o que me disse a mim. No mínimo apanhava do aluno e era expulsa da Escola...

Na realidade, a Escola era uma verdadeira ditadura. Naqueles Conselhos Docentes os alunos ou responsáveis não participavam e isso, per si, configurava arbitrariedade.

O Director, Guedes do Amaral, que também foi meu professor, era temido por todos nós. No fundo, porém, era boa pessoa. Lembro-me dele alguns anos mais tarde quando frequentemente eu ficava nas estradas pedindo boleia (carona) e várias vezes me abriu a porta do seu carro. Ele tinha um problema nos pés que se agravava ano a ano e lembro-me do seu sofrimento com isso. Foi o único dos docentes que referi aqui nominalmente. Da professora de Contabilidade não me lembro o nome. Da professora de Inglês sei o nome mas não o coloquei aqui por uma questão de ética, pois mesma se suicidou num dos anos da década de 90, possìvelmente por ter a consciência muito pesada.

A vida dá muitas voltas e eu acabei por me formar num curso superior, Administração de Empresas, aqui no Brasil em 1983. Sei que muitos dos meus antigos colegas não seguiram os estudos além do curso secundário e eu fi-lo já com idade avançada. Nas aulas de Ciências Contábeis, neste curso, eu fui sempre o melhor aluno, mesmo não escrevendo o nome das contas e a descrição com o bastardo francês e o cursivo inglês que muito bem aprendi... Quanto a inglês, não gosto. Falo e escrevo fluentemente espanhol e francês, mas fiquei com trauma do inglês... Não fui para a Marinha, mas a viagem que fiz para Timor como militar --- 60 dias de ida e mais 60 de volta de navio --- afagaram o meu ego...

Adios amigos! Au revoir!

Primeiro cigarro

Corria o ano de 1954 e eu tinha 9 anos. Estava estudando no Ensino Primário na Escola do Caldeiro na cidade natal de Estremoz.

Com alguns colegas de escola e outros amigos de rua, sempre bricávamos pelos mais diversos cantos da minha bela cidade. Jogávamos "pateira", brincávamos ao "rei coxinho", pedurávamo-nos na trazeira dos carros de mulas ou nas camionetas, fazíamos alpinismo nas muralhas do Castelo, caçávamos grilos no campo, tomávamos banho na Ribeira de Têra e nos tanques das Quintas, etc., etc., etc..

Havia um rol muito grande de brincadeiras e eu assinalei só algumas. Eram coisas saudáveis, se bem que nem sempre éticas, como aquela de roubar fruta nas Hortas e Quintas. Mesmo assim isso tolerava-se, independentemente de um ou outro tiro de sal nas nádegas que ardia para caramba...

É claro que nesse amontoado de brincadeiras sempre havia alguma mais "cabeluda" como a tentação de espreitar pela fisga de alguma janela alheia e, principalmente, a que é hoje a principal razão da minha crónica --- o primeiro cigarro.

No ano que assinalei acima e guardado na lembrança até hoje, eu estava com um grupo de putos da minha idade lá na chamada Estrada do Espadanal. É uma estrada que saía das Portas dos Currais e fazia ligação com a estrada que ía para a Glória ao se transpôr a EN4. Hoje está tudo urbanizado por ali e a estrada nacional tem outro nome, etc. e tal.

A minha memória de homem de 65 anos está muito boa quando direccionada àqueles tempos, o que não acontece em relação a factos ocorridos recentemente. Lembro-me, portanto, que um dos mais velhos naquele grupo havia conseguido um maço de cigarros da então recente marca "Sporting" e fez questão que cada um de nós experimentasse. Não me lembro da reacção de cada um dos meus amigos, mas lembro-se que tentei engolir (tragar) o fumo e apanhei aquela inescapável bebedeira do tabaco. Senti-me muito mal e isso gravou a cena na memória.

É interessante a comparação daquela cena com as muitas que hoje vemos por aí e que dizem respeito ao começo do vício nas drogas pesadas. O tabaco também é uma droga e também vicía e, por isso, veio a segunda e as sequenciais tentativas de aprender a tragar o fumo. Resumindo, comecei ali a minha vida de fumante, a qual só veio a ter fim no dia 4 de Fevereiro do ano passado.

Assinala-se hoje o primeiro aniversário do meu divórcio com o cigarro. Jamais usei qualquer outro tipo de droga e penso que jamais usaria. Até entendo que o cigarro foi um grande companheiro em certos momentos difíceis da vida, algo difícil de explicar. Parei porque o corpo enviou-me um sinal de alerta e eu percebi.

Sinto-me feliz por ter parado de fumar e mais feliz ainda por saber que nenhum dos meus descendentes tem esse hábito ou vício. E por descendentes eu refiro-me a filhos e netos. Netos!? --- Sim, netos também! Pô! eu tinha 9 anos quando comecei e olho para um dos meus netos (11 anos) e penso que jamais admitiria vê-lo com um cigarro nos queixos.

Aos fumantes que acidentalmente venham a ler esta crónica, sugiro-lhes que parem de fumar, de estalo, como eu parei. Garanto-lhes que a força de vontade é mais forte que o vício.