quarta-feira, dezembro 25, 2013

O Idiota



Idiota: atrasado mental; quem ou a pessoa que não tem inteligência; parvo; maluco; imbecil; lorpa.
Esta é a definição do termo que consta do meu inseparável amansa burros há muitos e muitos anos --- Dicionário da Língua Portuguesa - 3ª Edição - Porto Editora Lda.
Como se observa, o vocábulo tem significados mais ou menos contundentes ou não tanto. Chamar uma pessoa de idiota, pode ser de modo agressivo indo no sentido de imbecil, por exemplo. Porém, também pode ser de um modo mais atenuante ao ser interpretado como a pessoa que não tem inteligência.
Fiódor Dostoiévski escreveu, entre 1867 e 1868, o romance "O Idiota". Tive o prazer de lê-lo e relê-lo e o meu exemplar descansa numa prateleira da minha Biblioteca. Mais dia menos dia, folheá-lo-ei nòvamente porque esse livro faz parte de alguns outros de um grupo de autores da minha preferência.
Neste romance de Dostoiévski, o idiota é o príncipe herdeiro do trono da Rússia, que permanece na Suiça para recuperação de uma enfermidade.
Entre paixões e males de saúde, ele encarna a bondade, a sinceridade, a fantasia e a inocência, qualidades confundidas com patetice e estupidez que, como aludi quando da colocação do significado do vocábulo "idiota", insere-se na agressividade.
Na verdade, porém, Michkin, o príncipe, é mais perceptivo, sagaz e inteligente que muitos daqueles que o injuríam e perseguem.
Fiz aqui o mais resumido dos resumos que se poderíam fazer do romance do escritor russo, o suficiente para enquadrar a dupla interpretação de "idiota".
Antes que algum dos meus leitores se lembre de perguntar que idiotice eu estou pretendendo escrever, informo que tudo isto tem a ver com notícia publicada na Imprensa brasileira sobre condenação, em primeira instância,de empresário que chamou o filho de Lula de "idiota", além de "primário" e "uma decepção".
Naturalmente que não vou comprar essa briga de cachorro grande, mas simplesmente uso a minha liberdade de expressão para poder exprimir a minha indignação. Parece que toda a parentalha de figuras públicas relevantes adquiriu a mania de processar, a esmo, os que toquem nas suas feridas mesmo que superficialmente e isso não é bom e tampouco justo.
Ser ou não ser, eis a questão...

sexta-feira, novembro 29, 2013

O Tijolo

Quem, na sua juventude, nunca marcou o seu nome com um canivete no tronco de uma árvore? Ou um coração com a flecha do Cupido e o seu nome e o do seu amor? Também nas paredes ou qualquer outro lugar? Acho que todos nós fizémos isso pensando ficar naquele lugar um registo para a posteridade, ignorando que com o correr do tempo tudo se apagaria. Mas, nem tudo o vento levou...
Há 53 anos era assim e eu assinalo esta data exacta porque foi precisamente nos meus 15 de idade, em 1960, que eu esculpi o meu nome num tijolo do muro de um jardim da cidade onde morava -- Évora (Portugal).
Pela sequência das fotos que ilustram a postagem temos o Jardim Diana com o templo romano do mesmo nome ao fundo. Depois uma escultura em mármore encimando o chafariz. Atrás desta está o muro extenso que limita o jardim. Um muro com os tijolos do parapeito sem reboco. E num desses tijolos lá está, ainda, o meu nome "Cláudio" resistindo às intempéries. Vê-se perfeitamente legível na imagem.
No passado Verão europeu voltei a Évora e lá passei 3 meses. Alguns dias parei por ali olhando lá de cima o estender da cidade e matando a sede no barzinho do jardim. Mil pensamentos, recordações e emoções vivi.
Um dos pensamentos foi num dos momentos em que olhava para aquele tijolo. Incriminava-me eu próprio por ver aquilo hoje como um desrespeito para com a coisa pública e a marcação nas árvores como um atentado contra a Natureza. Sei que nos dias de hoje se fazem coisas muito mais graves e de maiores proporções, desde as pixações ao quebra-quebra. Porém, apesar dos pesares, lá está mais uma marca na cidade-museu e só eu sei o quanto de história aquele tijolo transpira...


quinta-feira, novembro 28, 2013

Problemas no Blog

Ùltimamente tenho tido muitos problemas para editar as postagens neste blog e também no funcionamento dos slideshow, estes devido a alterações havidas na junção Google+ e Picasa.
Tenho-me debatido intensamente para tentar solucionar as anomalias. Recorri a fóruns em que usuários expõem as suas dúvidas e tentei soluções na base da curiosidade.
Não sendo um expert em informática, finalmente descobri a origem dos problemas. Actualizei os navegadores e alterei o HTML (que para mim é um autêntico hieroglifo...). Deu tudo certo.
Estou feliz por colocar o blog do jeito a que os visitantes estavam habituados e também por ter adquirido um pouco mais de conhecimentos técnicos.
Vamos em frente!

terça-feira, novembro 26, 2013

Alentejo Reconhecido

National Geographic recomenda Alentejo para 2014

O Alentejo é um dos 21 destinos mundiais considerados de visita obrigatória em 2014 pela revista de viagens da National Geographic, na publicação de Novembro.
Esta região é destacada entre os eleitos pelo “ritmo lento que é parte da atracção” e onde se aconselha “relaxar, praticar a paciência e não olhar para o relógio”. São características como estas que levaram a publicação americana a integrar o Alentejo na lista de ouro da Traveler que, anualmente, aconselha destinos que apenas “reflectem o que é autêntico, culturalmente rico, sustentável e superlativo no actual mundo das viagens.
Entre as atracções do Alentejo, o revista refere a Rota Vicentina, o Ecorkhotel (Évora), o Museu do Sabão (Belver), a Rota Tons de Mármore, o grande Lago Alqueva, a Reserva Dark Sky, a Tasca do Celso (Vila Nova de Milfontes), o Mundo Montado e a Imani Country House.

sexta-feira, novembro 15, 2013

Diferenças linguísticas

Depois de um longo período em que nada escrevi neste espaço, hoje quebro esse interregno. Acreditem que até me sinto meio sem jeito ao teclar e tenho a certeza que meio trémulo estaria se uma caneta usasse...
Abordarei hoje algo que presenciei e muito me consternou quando de recente viagem a bordo de um avião dos TAP na rota Campinas (Brasil) a Lisboa.
Prambulando pelas instalações do Aeroporto de Viracopos, aguardando a hora do embarque, sentia-me muito feliz e ansioso. Estava voltando à minha terra e iria estar junto da outra "metade" da família mais uma vez.
Embarquei finalmente. Aquele airbus imponente dava-me uma certa sensação de orgulho. Sim! Nós, portugueses, sentimos orgulho por ter-mos uma Companhia aérea de reconhecida alta classe tanto na qualidade da frota como na prestação de serviços. Mas... será isso mesmo?
Procurei a minha poltrona e a mesma se situava do lado esquerdo da aeronave, no corredor. Nos primeiros tempos de passageiro sempre escolhia o lado da janela pela curiosidade da vista lá em baixo. Actualmente prefiro o lugar do corredor por ter a facilidade de me levantar sempre que quiser e não incomodar ninguém. Dou, assim, uma aliviada nas pernas e evito o inchaço nos tornozelos. Coisa de ancião...
Era uma fila de duas poltronas e, assim, só uma pessoa do meu lado. A minha companheira de viagem era uma moça de aparentemente 30 anos de idade. Cumprimentei-a e ela me respondeu com um sorriso. Pedi licença e sentei-me.
Cumpridas todas as formalidades, pré e pós decolagem, começou o vai-vem do comissariado de bordo, pois logo se iniciava o serviço de restauração. Chegava a hora de eu saborear um bom vinho tinto alentejano, independentemente da qualidade da comida. A Companhia é mundialmente reconhecida pela oferta dos melhores vinhos do planeta...
Desta vez notei uma faixa etária média dos comissários e comissárias, com excepção da "purser" que aparentava ser sexagenária. No frigir dos ovos, concluí que todos tinham agregada experiência e deduzi, claro, que internacional, principalmente em se tratando de Brasil - Portugal com as respectivas particularidades.
Chegando o momento de serem servidas as bandejas, a mim e minha companheira de vôo, esta interpelou o comissário (sujeito de cabelo grisalho mas que não teria mais que 45 anos) usando o termo "moço". Assim como "seu moço", expressão corriqueira na linguagem brasileira. Pasmem! E eu pasmado fiquei com a rejeição impertinente por parte do comissário.
Não me contive e entrei no meio da confusão tentando pôr panos quentes, mesmo que a minha companheira não tivesse entendido o que se passava. Tentei explicar ao comissário que o termo "moço", naquele contexto, não tinha o mesmo significado que normalmente tem em Portugal e sim que se tratava de tratamento respeitoso de uma pessoa mais nova para com uma mais velha no Brasil. Mas fui ignorado e o serviço continuou. Continuou normalmente até que a moça voltou a interpelar o comissário, mas desta vez tratando-o por "tu". Aí o Mundo caíu!... Ele esbravejou usando as palavras: "olhe lá! por acaso andámos à escola juntos?". Mais uma vez me pareceu que ela não entendeu nada e o "ofendido" seguiu para as outras poltronas...
Ocorre-me perguntar se o pessoal de bordo não recebe instruções sobre a existência de algumas diferenças no linguajar dos dois países, ou se até mesmo não adquiriu esses conhecimentos no contacto permanente com a diversidade dos passageiros!?
Acho que todos deveríam saber, ou de tal ter conhecimento, que o pronome "tu" se usa muito na linguagem do sul do Brasil e em alguns lugares do norte como, por exemplo, o Pará, mas com conotação diferente do usado em Portugal. Aqui os termos "moço" e "tu" são específicos e sujeitos a regras.
No Brasil os meus filhos e netos me tratam por "tu"; em Portugal por "senhor" em substituição ao meu contemporâneo "vossemecê". Uns e outros eu entendo perfeitamente e, claro, não poderei exigir singularidade.
Sugiro que a Administração dos Transportes Aéreos Portugueses (TAP Air Portugal) se debruce sobre a questão.

segunda-feira, novembro 11, 2013

Arquitectura Colonial Portuguesa

Convite para visitar importante exposição de maquetas da arquitectura portuguesa em Timor. Obra do Arquitecto João Tolentino

Terça feira, dia 12 de Novembro de 2013 (17:30)

Local:
Espaço Por Timor
Rua de São Bento, 182 -- Lisboa

terça-feira, agosto 13, 2013

A sova

Ano de 1956. Minha mãe mudou-se, comigo e meu irmão, de Estremoz para a casa de meus tios em Évora. Tinha eu naquela oportunidade 11 anos e  fôra aprovado no exame de admissão ao ensino secundário.
Travessa de Mahomud era o nome daquela rua onde fômos morar. Um nome esquisito e muito estranho mas que decifrei no decorrer dos tempos, à medida que sentia na cidade os ares romanos, lusitanos, mouros, judeus, enfim. Évora oferece-nos testemunhos de tudo isso e jamais conseguiremos ficar indiferentes aos mesmos.
Em Estremoz vivi a minha infância com uma certa liberdade, de algum modo vigiada, mas sem as amarras dos tempos modernos. Reconheço, hoje, que era realmente livre como os passarinhos. Andava por todos os cantos da cidade e subúrbio da mesma. Tinha muitos amigos por aqui e por ali, mas sempre concentrados num certo perímetro à volta da minha casa. Fóra desse perímetro, havia outros grupos e muitas vezes as brigas entre eles eram inevitáveis. Eram as gangs de antanho...
Tudo o que aqui escrevo agora foi rascunhado nos tópicos enquanto almoçava num pequeno restaurante no Largo de Avis em Évora. Já não é a primeira vez que ali vou, mas em virtude do lugar onde me sentei, a vista externa era exactamente o jardim e a fonte daquele Largo, algo que não acontecera das outras vezes. E aquele jardim tem história... Acredite-se, foi a única vez na minha já longa vida que apanhei uma sova de estranhos, de alguém que não os meus pais. E porquê? --- Afinal eu sempre fôra um rapazinho bem comportado e pouco ou quase nada briguento; só me defendia quando atacado...
Pois é! Naquela mesa do restaurante, enquanto esperava ser servido, lembrei-me que saira de casa naquele dia de tempos longínquos para conhecer o terreno e sentei-me ali num dos bancos do jardim.
Às tantas senti-me cercado por um grupo de rapazes da minha idade e o que parecia ser o líder logo me perguntou: Robin ou Morcego? --- Caraco! Eu nem sabia o que significavam aqueles nomes e nem o contexto em que os mesmos se enquadravam. Assim, o que me soou mais agradável, o Robin, eu respondi. E de imediato comecei a apanhar de todos eles, até que se fôram embora felizes às gargalhadas. Então, compreendi que eles eram os Morcegos. E não demorou muito para que eu conhecesse os Robins e por estes ser aceite no grupo, depois que lhes contei a minha desgraça...
Pode até parecer meio estranho, mas só alguns anos mais tarde é que eu vim a saber que Morcego era o Batman (versão portuguesa) e Robin o seu fiel companheiro...
Tudo porque na minha infância jamais tivera acesso a revistas de histórias em quadrinhos e tal só me foi possível quando comecei a frequentar aquela que é uma das mais completas bibliotecas de Portugal e das mais ricas do Mundo, a Biblioteca Municipal de Évora.

quinta-feira, agosto 01, 2013

Alentejanices


Dia especial

Quando por altura de uma Revolução ou outro acontecimento importante desse calibre, as estações de rádio interrompem a sua emissão normal para dar a notícia dos factos. E os jornais vespertinos alteram a ordem das pautas na emergência; os matutinos ainda vão a tempo se a coisa se dá entre a tarde e anoite...
Este começo da minha postagem foi elaborado para dar uma certa conotação ao interromper das minhas férias e me debruçar sobre o blog. É que eu tinha prometido a mim mesmo que só voltaria a escrever aqui quando regressasse ao Brasil lá para o final de Setembro.
Hoje é um dia muito especial para mim e não sei se o mesmo se repetirá. Pelas circunstâncias do momento, ele, o dia, tem um significado tão profundo e tão importante, que não poderia passar despercebido. Os detalhes que envolvem tudo isto, serão a pauta da crónica que amanhã, ou depois de amanhã, escreverei neste mesmo espaço.
Sendo assim, ocupar-me-ei só com a data de 1 de Agosto que, há 89 anos atrás marcava o nascimento de minha querida Mãe. Presto-lhe, assim, uma singela homenagem e tão singela quanto o foi a nossa vida em comum nos 68 anos seguintes. Logo mais à tarde haverá bolo com velinha e o cantar de Parabéns.
Para a frente Velhota! É mais um degrau a subir, mas necessário para o seu bem estar.
Parabéns Dona Maria Rosa Portalegre!

sábado, junho 15, 2013

Brocha



Poeta vende testículos para viajar.
Este é o título de matéria publicada em alguns jornais mundiais e na Internet. Claro que, pelo inusitado da decisão,  é despertada a atenção de todos nós. Pô! O indivíduo desfazer-se de parte do órgão que a maioria dos homens acha ser a mais importante, é coisa séria...
Poeta, ele é. Colombiano a sua nacionalidade. O nome é Raffael Medina Brochero.
Diz necessitar de dinheiro para poder viajar para a Europa onde pretende divulgar o seu último livro "Poesia pela Paz". Quinze mil euros é o preço dos testículos que resolveu colocar à venda.
Sendo o indivíduo poeta, essa acção não se encaixa bem no seu perfil, a não ser que de poesia nada transpire pelos seus poros. Nada tenho contra os colombianos, até porque a maioria do povo da Colômbia é gente boa e sacrificada. Existe por lá uma parte podre que mexe com coisa errada e aí é possível que o personagem tenha andado a cheirar muita cocaína. Com "Brochero" no nome, temos aí o detalhe mais justificável para tudo isso. Fazendo jus ao nome, aqui no Brasil é "brocha", que em Portugal significa "farinheira", no sentido mais chulo das expressões... Então, ele não precisa da ferramenta...
Quando se lê que Brochero pretende divulgar o seu último livro, depreende-se que já tenha publicado mais algum ou alguns anteriormente. E olhem que ele também alega que a sua obra não é bem recebida na América do Sul. Até a aliança de casamento já vendeu para obter verba para a divulgação noutros países.
Acho que ele também é muito ruim de escrita.
Nada irá atiçar a minha curiosidade sobre o que escreveu e, por isso nada das publicações dele comprarei. Quanto ao resto, muito menos, apesar de ciente estar quanto às delícias dos petiscos feitos com testículos de boi, cavalo e carneiro...




domingo, junho 09, 2013

Filha da Mãe

Antes que me esqueça, já vou adiantando que escolhi para ilustração desta matéria, uma foto com o rosto mais bonitinho em relação a outras mais recentes em que a actriz está um verdadeiro caneco ou, como se diz lá na minha terra, um verdadeiro pente.
Jamais achei essa mulher bonita e muito menos gostosa, até porque nunca a comi e jamais comeria se tal de mim dependesse.
Betty Faria (a frescura dos dois "tt") para mim jamais foi uma actriz talentosa e de presença. Como nós, público, podemos exigir e criticar a actuação dos actores e actrizes que campeiam nos veículos culturais e de lazer, tenho todo o direito em exteriorizar o que penso.
Betty tem uma voz feia, meio fanhosa que chega a ser irritante. No aspecto coreográfico é muito artificial. Para o meu gosto refinadíssimo, no que diz respeito a mulheres, ela é feia como, aliás, já frisei mais atrás.
E qual a razão de num Domingo tranquilo, ensolarado, maravilhoso, eu estar de língua afiada a criticar negativamente uma actriz que até já está longe dos holofotes? ---- Exactamente por ela ter perdido uma preciosa chance de ficar calada e não vomitar asneiras quando, numa entrevista à colunista Mónica Bergamo, na Folha de S. Paulo de hoje, diz a determinada altura: "Já existem interessados em morar em Marte. Só espero que o povoamento por lá seja mais criterioso do que a colonização do Brasil. Pra cá, veio um bando de filhos da puta".
Como o sobrenome "Faria" é de origem portuguesa (acredito que seja proveniente do seu pai ou mãe e não tanto de marido, talvez...) e ao não ter referido a origem dos colonizadores a que se refere, depreendo que os seus ancestrais também foram colonizadores e filhos daquela mãe.
Cala a boca Betty!

sábado, junho 08, 2013

Convite ao Erro

Aos meus leitores eu pergunto se sabem o que representa a fotografia acima.
Os brasileiros sabem, pois creio que tenha isto em todo o país. Pelo menos tem na cidade de Campinas, aqui no Estado de São Paulo, uma das regiões mais violentas do Brasil, quiçá de toda a América latina.
Mais que uma sinalização de trânsito, é um aviso ao cidadão que dirige o seu carro, sobre situação de perigo eminente. Acontece que se o motorista parar o seu carro obedecendo ao sinal vermelho do semáforo, existe grande probabilidade de ser assaltado e até assassinado. Assim, depois das 19 horas, mesmo que o sinal esteja vermelho, o motorista pode passar sem parar, só tendo que tomar muita atenção às demais viaturas.
Em princípio o condutor não será multado pelos agentes de trânsito da Prefeitura que tem a seu cargo a gestão do trânsito. Não obstante, porque tal "sinalização" não consta do Código Nacional de Trânsito, um policial poderá autuar o cidadão...
Em todas as situações, a corda sempre estoura na parte mais fraca.

sexta-feira, junho 07, 2013

Esther Williams

A foto é a mesma e, naturalmente, todos repararam nisso. A diferença é que uma delas foi colorida artificialmente. Então temos que, para mim e em relação ao que escrevo, é válida a que está em preto e branco.
No final da década de 50 e a metade da de 60, eu era assíduo freguês dos cinemas de Évora que, afinal, pertenciam à mesma empresa. Porém, o que mais exibia filmes era o Salão Central.
Neste Salão Central havia nas suas paredes, posters de alguns artistas de cinema e o que mais sobressaía, até por estar junto à bilheteira, era exactamente este preto e branco de Esther Williams.
Ficou gravada na minha mente essa imagem e, passados que foram tantos anos, ainda continúa. Tinha a certeza que a conseguiria resgatar na Internet...
Esther Williams faleceu ontem aos 91 anos de idade. Acho que aproveitou bem a vida e parece ter morrido feliz durante o sono. Ainda bem que assim foi, pois que além da mente, também tinha um lugar no meu coração.
Às vezes fico pensando que já estou numa idade meio avançada e, quando desaparece mais uma das figuras que eram ídolos na minha juventude, logo fico com a pulga atrás da orelha...
Tudo bem. Espero ter saúde para poder aqui registar o passamento de outras dessas monumentais figuras que tão notóriamente fizeram parte de minha vida. E como fizeram...
Que Esther nade com a sua graciosidade nessas outras águas, bem mais tranquilas, onde agora deu o impulso final na prancha e mergulhou.
Paz à sua alma!

quarta-feira, maio 15, 2013

Notícias de Timor

Fundo Petrolífero de Timor-Leste aumenta para quase 10 mil milhões de euros

Díli, 13 mai (Lusa) - O Fundo Petrolífero de Timor-Leste aumentou 728,4 milhões de euros para 9,9 mil milhões de euros, segundo o relatório hoje divulgado na página oficial na Internet do Banco Central timorense.
O relatório relativo ao primeiro trimestre de 2013 refere que o capital do fundo em 31 de março era de 9,9 mil milhões de euros (12,98 mil milhões de dólares).
Segundo o documento, a entrada bruta de capital proveniente de impostos, royalties e outras receitas foi de 728,4 milhões de euros e as saídas de dinheiro foram de dois milhões de euros para "pagar a gestão externa e interna".
"Durante o trimestre não foram realizadas quaisquer transferências de fundos para a conta geral do Estado", refere o documento.
A Lei do Fundo Petrolífero foi estabelecida em 2005 com intenção de contribuir para a gestão eficaz dos recursos petrolíferos de Timor-Leste.
O fundo é gerido em conjunto pelo Banco Central de Timor-Leste, responsável pela gestão operacional, e o Ministério das Finanças, responsável pela gestão global.
Em agosto de 2011, o parlamento aprovou uma alteração da lei com o objetivo de flexibilizar a diversificação da carteira de aplicações, que, até àquela data, contava apenas com investimentos em títulos do Tesouro norte-americano, para aumentar o retorno dos investimentos.
MSE // PNE.
Lusa/Fim

Nakba





‘Nakba’. A palavra significa 'catástrofe' em árabe e marca o dia do anúncio oficial da criação de Israel, 14 de maio de 1948. A data representa também o chamado “dia da catástrofe”, e assinala a expulsão  de mais de 760 mil palestinos da região após a criação do estado de Israel.
A cada ano que passa não nos poderemos esquecer de tudo isto e do muito mais que cotidianamente aflige o nativo povo da Palestina.
A esperança é a chegada do dia em que não mais tenhamos que assinalar a passagem de mais um ano e, antes, a comemoração da criação do Estado da Palestina com a sua capital em Jerusalém. 

Fantástico...


domingo, maio 12, 2013

Burocracia e Despreparo

Outras vazes houve em que usei este meu espaço para denunciar problemas inadmissíveis que o serviço público nos apresenta. Tenho plena convicção que os meus gritos aqui gravados não chegam aos ouvidos certos ou talvez cheguem, mas são ouvidos moucos. O universo de leitores do meu blog até que tem um bom tamanho, mas a maioria dos leitores não são do Brasil. Não obstante, continuarei denunciando sempre que tal se justifique.

Caixa Económica Federal (Brasil) --- De posse de uma Procuração de plenos poderes e até especificando os Organismos e serviços, redigida em Cartório com todos os termos da praxe, a mesma não foi aceite numa das agências da Instituição (Amoreiras - Campinas) e o foi numa outra (Glicério - Campinas). Fica a impressão que os funcionários concursados não tiveram o mesmo treinamento e estudaram por cartilhas diferentes. Este caso absorveu muito tempo, dinheiro e causou muita irritação. Foi alvo de reclamação perante o SAC e Ouvidoria em Brasília, mas lá eles não mexem um dedinho para nada. E assim temos um dos maiores bancos do Brasil (estatal) que é, ao mesmo tempo, um dos piores em atendimento. E gasta muitos milhões em propaganda e patrocínios estranhos, além do escabroso escândalo de apoio ao falido Banco Panamericano...

Instituto Nacional do Seguro Social - INSS --- A mesma Procuração referida acima, foi feita para também representar a mesma pessoa junto a esta Instituição. É Maio e neste mês teria que ser apresentada a Prova de Vida. 
Não foi aceite no Banco respectivo por não estar cadastrada na Previdência. Entendi o detalhe burocrático e dirigi-me à agência do centro do INSS. A Procuração não foi aceite e em relação à mesma foram apontados inúmeros "erros" e "falácias"... Detalhes que nós, mais ou menos bem esclarecidos e que para tanto estudámos, refutamos de imediato. Mas nessas horas não adianta argumentar ou reclamar, pois o caldo pode entornar de vez...
A Prova de Vida era um documento emitido num Consulado brasileiro em Portugal e, espedido lá em Março (registado ou registrado), chegou ao Brasil em Maio. Demorou 2 meses. A funcionária já foi adiantando que jamais poderia aceitar aquele documento por causa das datas...
Nenhum dos meus argumentos adiantou e nada me foi sugerido como orientação para solução do impasse. Pelo andar da carruagem, a pessoa por mim representada teria que estar aqui presente...
A título de descarrêgo e irònicamente, fui alertado que o benefício não havia sido concedido naquela agência e que eu deveria dirigir-me à que tratara de tudo isso. Fica na mesma cidade, mas bem longe.
Tendo de imediato me dirigido a esta outra agência, na esperança de lá chegar antes do horário de almoço (não atendem o público de tarde), fui atendido.
Coloquei sobre a mesa a Procuração, a Prova de Vida e o meu documento de identidade. Só pedi que fosse cadastrada a Procuração no sistema e registrada a prova. Não durou mais que dez minutos e tudo ficou acertado.
Mais uma vez eu pergunto, como podem ser usados dois pesos e duas medidas se as normas são únicas e comuns?...

Polícia Federal do Brasil --- Na minha última saída do Brasil, no aeroporto de Viracopos em Campinas, ao passar pelo agente da P. F. , o mesmo não entendeu o porquê de eu portar um
Passaporte português e uma Carteira de Identidade brasileira. E eu não estava acreditando na estranhesa dele...
Ciente de todos os detalhes, como não poderia deixar de ser, pois tenho o Certificado de Direitos e Deveres, expliquei-lhe que essa é uma prorrogativa dos portugueses no Brasil e dos brasileiros em Portugal, ao abrigo do Acordo Internacional assinado em 1972. Ciente de que esse pessoal não gosta muito de brincadeiras (...), ainda lhe contei que participei duas vezes de concurso para ingresso na Polícia Federal; e que eu poderia me candidatar a todos os cargos públicos e políticos, menos o de Presidente da República. Em Portugal a recíproca é verdadeira em relação aos brasileiros.
Admirei-me, também, por ter sido entendido e liberado...
Não é meu propósito meter a foice em seara alheia, mas acho que os agentes mais novos da P. F. não estão sendo bem instruídos em certos pontos.

Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - EBCT
e
Correios de Portugal - CTT --- Sinceramente, não sei qual das duas empresas é melhor ou pior. Sei que as duas são uma droga e prestam muito maus serviços. Tenho provas do que afirmo e apresentá-
las-ei se necessário.
Sobre problemas graves com os correios do Brasil eu já aqui postei uma matéria. Agora, não sei onde  foi feita a borrada, mas vou começar a investigar na estação de postagem em Évora (Portugal) de uma carta registada, possuindo documento importantíssimo. A carta foi expedida em 18 de Março de 2013 e chegou em Campinas (Brasil) em 9 de Maio. Além de tudo isso, ainda vinha aberta e sem carimbo de censura...
Este último caso dá direito a uma acção de danos e a qual providenciarei. Também decidi que jamais usarei o serviço dos Correios e procurarei outras empresas do ramo, do mesmo modo que os Consulados americanos fazem com os passaportes visados e que causou a maior polémica (eles sabem o que fazem...). Pagar por pagar, escolherei uma empresa que não é comandada por políticos tachistas e incompetentes...

segunda-feira, abril 29, 2013

Música de Timor



Um vídeo de João Tolentino.
É uma canção dolente de lamentações e de tristeza e de saudades da sua terra Natal quando parte para longe. "ÓH Rai Timor rai dóok tebe tebes... wainhira sei rona Manu fuik ai laran laran sussar tebe tebes... Timor oan laho lemorai terus tebe tebes no laran sussar duni ... aman no inam hela iha Rai dóok..."
Os instrumentos são Kaleit e Lakadouk

sábado, abril 20, 2013

O Alentejo no Mundo

Aperitif o’clock in Evora’s main squareWalking on air in the Alentejo


Olive groves, vineyards, ancient terracotta-toned towns... The Alentejo region is Portugal’s answer to Tuscany

 Terracotta-tiled farm buildings flashed past as I pushed the whining hire car eastwards. Vines whipped by in long, green regiments. The landscape was the kind you find in those relocation programmes, where couples exchange life in Grimsby for a russet-tiled pile among lemon trees in the continental sunshine. The road ahead was arrow-straight and my wound-down window let in a cool breeze. Only another 30km and I could take my place at a table laden with cheese, olives, crusty bread and cold wine. My foot, I noticed, was pressing the accelerator a little harder…

Whether it’s holiday plans or the big retirement scheme, at some stage we’re all longing for it: that vintage slice of the beautiful south. The classic is Chiantishire, but at regular intervals, some less-visited spot with hills carpeted in olive trees and a reasonably priced wine industry will claim to be ‘the New Tuscany’. We’ve got to know .........................................................................................

To see the full article you need to subscribe  Sunday Times

Suite Alentejana (1)

quinta-feira, abril 18, 2013

Et quibusdam aliis

Na minha formação, por imperativo de nuances da vida profissional e, naturalmente, também pela curiosidade que a enriqueceram e continúam enriquecendo, muita coisa da linguagem forense e do Direito foi assimilada. Chego até mesmo a introduzir algumas locoções do latim em escritos ou na prosa, mas quando com destino aos amigos mais cultos e sempre como uso de um certo floreado do texto sem prejudicar o entendimento do mesmo. Não obstante, entendo não ser essa uma boa prática nos dias de hoje e confesso o mea culpa.
Porque ainda tive oportunidade de estudar e aprender nos bons tempos, se bem que bons são ou deveríam ser todos os tempos, tenho facilidade em entender quase tudo o que um juiz fala ou escreve, bem como transitar com facilidade no labirinto da redação de um Código ou autos de um processo.
Porém, a maioria dos mortais não tem essa facilidade e muitos se revoltam com isso. Direi, até, que essa insistência em redigir dessa forma tão conservadora e arcaica, a documentação jurídica e outra inerente aos demais órgãos oficiais, acaba por prejudicar a maioria e torna injusta a justiça...
Muitos dos magistrados escrevem ou falam de modo a se acharem o supra sumo da cultura e da retórica. De omni re scibili (divisa de Pícolo de Mirândola). São vaidosos e não entendem ou não querem entender que toda essa encenação não cativa a população em geral e os mesmos acabam por ser redicularizados por quem os entende.
Cito o caso de alguns dos juizes do Supremo Tribunal Federal que sempre mantêm uma postura encenada quando das suas preleções. Aquele jeito arrastado da fala, mesmo quando de carioca se trate, é forçado. Os esnobados termos do vocabulário são propositais e algumas vezes nos levam a consultar o dicionário, depreendendo-se estar isso fora do contexto.
Vejamos o caso mais recente em que um dos citados juizes usa o seguinte trecho de uma frase numa declaração: "é no mínimo naífico".
Algum dos meus leitores sabe o significado de naífico? --- Parabéns a quem respondeu positivamente!... Eu, sinceramente, não sabia e não achei em todos os dicionários que consultei a começar pelo meu da Porto Editora, passando pelo Michaelis e muitos na internet. Só não consegui entrar no Houaiss porque tem que ser assinante... Mas consegui saber ao ler artigos de alguns jornalistas. Só não sei onde eles acharam o significado "ingénuo". Talvez tenham seguido o meu raciocínio quando relacionei a raíz do vocábulo com a pintura naïf (simplicidade no lugar da subtileza). Quase de certeza que o meretíssimo juiz inventou assim o termo a exemplo do que faziam grandes escritores como Eça de Queiroz.
Fazendo minhas as palavras de Voltaire, resta-me dizer "et quibusdam aliis".