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sexta-feira, janeiro 08, 2010
Encontros
Há alguns dias escrevi aqui uma crónica na qual referi um local da Suiça e o envolvimento indireto que tive com o mesmo. Num certo ponto, o seu conteúdo tem algo a ver com o que me inspirou a escrever hoje. Desconfio que não tenho muitos interessados na maioria dos assuntos que aqui escrevo; melhor, tenho a certeza disso, pois a tecnologia facilita-nos essa verificação na contagem dos visitantes do blog e nas matérias pròpriamente ditas, estas através dos tags. Há, portanto, temas sem o mínimo interesse. Mesmo assim, continúo escrevendo sobre qualquer coisa que a tal dê azo. Afinal, é uma maneira de botar para fóra coisas que normalmente faríam parte duma conversa real e que, à falta dessas oportunidades reais, colocam-se aqui na virtualidade. Ao menos me abro para o mundo. Já comentei algumas vezes que, entre as pessoas da minha faixa etária, contam-se pelos dedos as que dedicam algum do seu tempo a estas modernidades cibernéticas. Mas eu sou uma dessas excepções e chego até a ter uma certa paixão por este tipo de comunicação através da internet. Os jovens estão lá no Orkut, Facebook, msn, Twitter. Eu também! Naturalmente com interesses antagónicos, uma postura diferente; mas estou integrado. Jamais dei por perdido o tempo que a tudo isto tenho dedicado. Afinal, relaciono-me com mais de duas centenas de pessoas. Com umas mais com outras menos, numa amizade virtual. Excluindo-se os membros da família, existe nesse todo um pequeno grupo mais próximo e entrosado e que se estende a no máximo umas dez pessoas. Ainda nesta dezena se filtram algumas e o número cai para a metade quando consideramos os "super amigos". Com estes últimos a relação é tão interessante e activa, que até parece nos conhecermos realmente há muitos anos. Não posso deixar de confessar que neste último grupo existe a realidade de grandes perigos também. Porém, aí eu consigo contornar a situação retirando alguma peça do tabuleiro e substituindo-a por outra. Geralmente os meus contactos femininos nas redes sociais de relacionamento estão na minha faixa etária. Apresentam no seu perfil como de relacionamento aberto, viúvas ou separadas. Isso para mim tanto faz como tanto fez, pois os meus interesses jamais incidiram nesse campo. Porém, tem vezes que, a meio de uma conversa com vídeo, a pessoa diz ter que desligar... Nem no momento e nem mais tarde eu pergunto o que aconteceu, pois jamais responderei às futuras e constantes chamadas... Outras só teclam e jamais abrem a webcam, ou usam o microfone; lógico que estão na ártea de risco... Dois casos mais sérios já aconteceram. Numa vez recebi recado de marido de amiga ordenando que eu parasse de dar em cima da mulher dele e ameaçando-me. Na outra vez, um outro marido mandou que enfiasse o conteúdo de um e-mail no cú da minha mãe... Já imaginaram como são tortuosos alguns caminhos da internet!? Mas a vida é assim mesmo e quem anda na chuva é para se molhar. Nestas andanças da internet acontecem coisas desagradáveis, é certo. Mas também existem surpresas agradabilíssimas. Nunca aqui falei de Maria Alice, mas ela é especial e suprema! Temos amigos virtuais em comum e chega a haver uma interação em alguns casos. Um desses amigos em comum é o meu neto e só para mim ele é amigo real; os demais são virtuais. Tive conhecimento que Maria Alice passaria pelo aeroporto da minha cidade e ali permaneceria algum tempo aguardando embarque para Porto Alegre. Pensei, em segredo, conhecê-la pessoalmente e arquitetei um plano. Sabendo que é casada, imaginei o desconforto de me encontrar com ela num local por onde transitam milhares de pessoas de toda a região. Sempre passa alguém que nos conhece e não percebemos. Resolvi levar junto comigo o meu neto, mas ocultando dele, também, a surpresa. Quando os dois chegámos ao aeroporto e entrámos no saguão, disse-lhe: "vai olhando disfarçadamente e vê se reconheces alguém por aí". Não decorreram 5 minutos e demos de frente com Maria Alice que, de imediato, nos reconheceu. Foi uma grande satisfação para nós três. Tomámos uma bebida num bar, trocámos ideias e divertimo-nos bastante. Despedimo-nos depois e cada um seguiu o seu destino. A missão foi cumprida e os nossos futuros papos na internet serão mais realistas e entre amigos reais. E, alguém que tenha presenciado aquele encontro, decerto deduziu serem 3 amigos e nada mais que isso. A realidade! Porém, por mais corriqueiro que tenha parecido esse encontro a outrém, para nós sempre será uma bela recordação.
terça-feira, outubro 21, 2008
Se liga, mano!
Eli, Darcy ou Darci, Dirlei e muitos outros nomes, são comuns de dois, principalmente aqui no Brasil. Na minha opinião isso não deveria acontecer pois que, como dizia o filósofo, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa... E, além desse, há outros inconvenientes. Porém, não é a minha intenção nesta crónica de hoje debruçar-me sobre os nomes com que muitos são registados e os grandes descalabros que aí ocorrem, deixando isso, talvez, para outra oportunidade.
Até concordo que não seja muito comum os homens da minha idade frequentarem as páginas de relacionamento da internet; a maioria nem acesso tem a estes modernos meios de comunicação, por desinteresse ou preguiça em se familiarizar com técnicas e termos inerentes. Todavia, eu faço parte da minoria e chego a queimar as pestanas olhando para a telinha do meu computador... E, como não poderia deixar e ser, além de participar das páginas referidas, mantenho até comunidades.
Numa das páginas em que participo tenho 200 amigos e amigas e, pessoalmente, conheço 10%; os 90% restantes são virtuais. No rol dos estritamente virtuais destacam-se alguns poucos em que o contacto é assíduo, mercê de uma maior simpatia ou entrosamento de ideias e deles acabo por ter algum conhecimento mais íntimo. Quanto aos demais, há o dia do aniversário (lá anotado e relembrado) em que envio a minha mensagem de parabéns. É físicamente impossível estar em contacto constante com todos e, de muitos, acabo por perder as referências iniciais.
Ontem, na minha página inicial de um desses sites, tinha um alerta sobre novas fotos postadas por um dos meus contactos na sua página pessoal. Despertou-me a atenção a beleza da moça e cliquei numa das fotos para poder conectar-me e ver tudo em detalhes. O nome é um daqueles comuns aos dois sexos e, para mim, estava entrando na página de uma amiga e não de um amigo.
Não resisti a deixar comentários em duas das fotos e só não os temperei com um pouco daquela malícia galante porque me apercebi da presença do que deduzi ser o marido ou namorado. E ainda bem que me expressei de uma forma um tanto ou quanto técnica que não deu azo a complicadas interpretações...
Hoje recebi um recado de agradecimento pelos comentários, com um aditamento exclamatório referente à longa ausência, por parte do meu amigo homem que eu pensei ser mulher...
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