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terça-feira, agosto 23, 2011

Rodeios

Um bezerro foi sacrificado, na última sexta-feira (19), após ficar paralítico durante uma prova na arena da 56º Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos (SP).
O acidente aconteceu no fim da noite, durante a prova de bulldog, quando o competidor salta em cima do animal e com os braços tem que imobilizá-lo. O animal teria quebrado a coluna cervical nesse momento, ficando paralisado.
A presidente do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, Sônia Fonseca, disse que "o departamento jurídico da instituição está analisando a ocorrência e poderá entrar com uma ação na Justiça contra a realização desta prova brutal, que imobiliza o animal em movimento". Há quatro anos, o fórum já havia entrado com uma ação para a proibição da prova de laços.
Segundo a assessoria do evento, o competidor Cesar Brosco executou os procedimentos para a prova de bulldog e depois que terminou foi verificado que o bezerro ficou imóvel na arena.
Os veterinários constataram que a paralisia havia evoluído e o animal foi sacrificado. A assessoria de imprensa do evento informou que esse é um procedimento normal quando incidentes como esse acontecem.
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A notícia é do R7 Notícias e as imagens do Folha.com
Abstenho-me de comentar os acontecimentos, pois já gastei muita prosa condenando este tipo de evento. Coloco aqui mais como uma difusão a tentar alcançar mais alguns internantas e, assim, engrossar o bloco dos revoltados.

sexta-feira, julho 01, 2011

Amazónia e Vietnam

Para muitas das indagações que aqui coloco, em matérias que expressam a minha revolta, a maioria dos cidadãos sabe a resposta. Porém, jamais devemos esquecer esses problemas e sempre teremos que estar alerta e denunciá-los.
Tive a oportunidade de viver em dois países governados por ditaduras ferozes e implacáveis --- Portugal e Brasil. Sei que as coisas não são difíceis nesse campo, pois a investigação é profunda e existem inúmeras forças delatoras que em muito facilitam as operações. Notemos que, mesmo que determinado indivíduo não fosse comunista, mas que tivesse postura contrária ao regime, fàcilmente era identificado, preso e até assassinado em seguida.
Perante o exposto no parágrafo anterior, pergunto como é tão difícil  identificar os grandes desmatadores da Amazónia? Acho e todos acham que essa identificação é muito fácil e só não se faz nada para conter esse desastre porque eles estão no Poder ou com o mesmo convivem umbilicalmente.
Eu já me sinto empedernido perante um infinito número de situações, porque o tempo vai cicatrizando muitas feridas abertas e aos poucos vamo-nos embrutecendo também. Porém, pela grandiosidade e o inusitado de certas dessas situações novas, ainda há espaço para outro momento de comoção e perplexidade.
No período de 1961 a 1971, as tropas americanas espargiram 80 milhões de litros de herbicidas, que continham 400 quilogramas de dioxina sobre o território vietnamita, de acordo com estatísticas oficiais.
Esse desfolhantes destruiram o habitat natural, deixaram 4,8 milhões de pessoas expostas ao agente laranja e provocaram enfermidades irreversíveis, sobretudo malformações congênitas, câncer e síndromes neurológicas em crianças, mulheres e homens do país. Não é o que parece nesta foto? Mas não é. 
No Brasil o Ibama identificou uma área de floresta amazônica, do tamanho de 180 campos de futebol, destruída pela ação de herbicidas.
A terra, que pertence à União, fica ao sul do município amazonense de Canutama, na divisa com Rondônia. O responsável pelo crime ambiental ainda não foi identificado pelo órgão.
Em sobrevoo de duas horas de helicóptero, na segunda semana de junho, analistas do Ibama observaram milhares de árvores em pé, mas desfolhadas e esbranquiçadas pela ação do veneno.
Encontraram também vestígios de extração de madeira por motosserras e queimadas, práticas usadas para limpar o terreno. Especialistas dizem que os agrotóxicos, pulverizados de avião sobre as florestas nativas, matam as árvores de imediato, contaminam solo, lençóis freáticos, animais e pessoas.
Numa outra comparação e ainda no passado no Vietnam, eles usavam uma mistura de dois herbicidas compondo o célebre agente laranja aplicado como desfolhante, não só para facilitar o pouso de helicópteros na floresta densa, como para achar os esconderijos do inimigo.
O Ibama apreendeu mais de quatro toneladas de veneno numa reserva de desenvolvimento sustentável no interior do Amazonas. O produto serviria para desmatar a floresta de forma silenciosa.
De acordo com o órgão ambiental federal, o veneno seria suficiente para destruir pelo menos 3 mil hectares (30 km²) de mata.
Os suspeitos de serem os responsáveis já foram identificados e podem responder por crime ambiental, com pena de até 4 anos de reclusão, além do pagamento de multa de até R4 2 milhões. Evidentemente que esse tipo de punição jamais acontecerá. Nem o nome dos criminosos será publicado.
De 1º a 3 de junho, especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobrevoaram o norte do Mato Grosso para verificar alertas de desmatamento indicados pelo DETER. Nesta região, de grande incidência de desmatamento, foram vistoriados cerca de 90 pontos de alerta que, somados, chegam a 200 km². 
O desmatamento no Estado do Mato Grosso chegou a 243 quilômetros quadrados no mês de abril, correspondendo a um aumento de 537% comparado a abril de 2010. Mais absurdo ainda são os dados relacionados a florestas degradadas, de 1.755 quilômetros quadrados, 13.500% maior do mesmo período do ano passado.
Em 1980 o uso de armas incendiárias (tais como o Napalm) contra civis foi proibido pelo Protocolo III da "Convenção sobre Proibições e Restrições ao Uso de Certas Armas Convencionais que Podem Ser Consideradas como Excessivamente Lesivas ou Geradoras de Efeitos Indiscriminados". E este é o caso, pois as pessoas estão sendo ameaçadas e eu digo que até directamente, pois uma árvore é para nós um sopro de vida. 


Notícia recolhida do Jornal "Folha de S. Paulo".
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