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quinta-feira, outubro 16, 2008

Far West

Notícias fresquinhas dão-nos conta de confronto entre a polícia civil e a militar nas cercanias do Palácio do Governo Paulista. Existem feridos, pelo menos. A Polícia Civil está em greve há um mês, exigindo melhores salários.
Existem três coisas erradas aqui:
1 - As polícias jamais deveriam poderíam fazer greve nesses moldes, uma vez que a população fica ainda mais desprotegida perante a bandidagem e de mãos atadas na procura de serviços essenciais como o registro de ocorrências;
2 - Numa situação de greve, uma vez que os serviços não são prestados, também esses policiais não poderíam continuar armados;
3 - A existência de duas polícias estaduais é inadmissível e há muito tempo esse assunto já deveria ter tido um ponto final.
Expostos esses três pontos, debruçar-me-ei mais detalhadamente sobre o último com a minha opinião pessoal que, aliás, é opinião de uma grande maioria. As duas polícias jamais se entenderam e, na verdade, nutrem uma espécie de ódio uma pela outra e uma consequente falta de respeito mútuo.
Dizer que uma é melhor que a outra, seria burrice. Nas duas existem núcleos de alta corrupção. Assim, urgentemente se deveríam extinguir as duas polícias de segurança pública com a criação de uma única. Esta tería um comando único por parte do Exército.
Lògicamente que, a exemplo de outros países, essa nova polícia tería funções distintas no seu organograma, como a prevenção, intervenção e investigação. Ponto muito importante, também, seria o pagamento de salários justos.

domingo, novembro 04, 2007

VIOLÊNCIA URBANA

Sou do tempo em que se vivia com uma certa tranquilidade em qualquer lugar do Brasil, tendo em conta que a mesma era proporcional ao tamanho das cidades. Passava o ano de 1972.
O primeiro lugar onde vivi foi Rio Grande no extremo sul do país. Cidade portuária com grande movimentação de navios e agitadíssima movimentação nas cercanias de bares e boates que circundavam as docas. Mais tarde mudei-me para a capital do Estado, Porto Alegre, esta com um grande porto fluvial e, como todas as grandes cidades, cosmopolita e movimentada. Pulando entre mais alguns lugares, fixei-me definitivamente em Campinas no Estado de S. Paulo.
Não vou referenciar que um dos lugares seja mais violento que outro fóra da já referida proporcionalidade. Quero, sim, dar uma ideia das mudanças que se fôram notando nessa violência. Assim, dentro da tranquilidade que comecei por referir, convivia-se com o batedor de carteiras, com os trombadinhas e outros tipos de agressão.
Paulatinamente, a população começou a ficar menos tranquila mercê dos assaltos à mão armada, com a subtração de bens, humilhações e algumas agressões físicas. O acto de alguém nos apontar uma arma já nos inibia, se bem que houvesses algumas reacções esporádicas. Essas reacções começaram a ser evitadas a qualquer custo, pois sempre tinham um final dramático; o bandido apertaria o gatilho indubitàvelmente.
De alguma forma, todos nos íamos prevenindo para evitar, o quanto possível, essas situações desagradáveis e perigosas. Com o crescente descrédito nas autoridades de segurança pública, começámos a aprender e adoptar procedimentos de salvaguarda da vida. Os bens materias passaram a ter uma certa desvalorização em contraste com a crescente valorização do bem maior.
Hoje a situação está mudando radicalmente e aqui nesta cidade nota-se isso todos os dias. Os bandidos querem-nos tirar, além dos bens materiais, a nossa própria vida. Parece que fazem questão disso. O porquê, ninguém sabe ou entende.
Como na foto que uso para ilustrar esta minha crónica na postagem, é assim que quotidianamente ocorrem casos em Campinas e noutras cidades. Dois bandidos tiveram conhecimento que determinada pessoa fez um saque de dinheiro num Banco. Alguém no interior do estabelecimento os avisou através do telefone móvel. O motorista da moto pára na frente do carro da vítima num semáforo vermelho e o companheiro anuncía o assalto de arma em punho. A vítima entrega-lhe a caixa de papelão onde guardara o dinheiro, sem qualquer reacção e, em seguida, leva um tiro na cabeça.
Agora entrámos num bêco sem saída. Em diversas situações ocorrem abordagens com final idêntico e não é só quando saímos de um Banco. Assim, qualquer réstia de tranquilidade se dissipou. O velho grito não vale mais nada: "Oh da guarda!!!".