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Covid-19: o paciente número 3711 do Dr Cadegiani Todo mundo sabe
que, para a ciência, caso anedótico não comprova eficácia de nada. Mas não é
sobre eficácia de fármacos contra a COVID-19 que estou discutindo aqui.
"Meu pai
testou positivo para COVID pela segunda vez. Da primeira ele quase morreu.
Você tem o contato do melhor médico para isso, Dr Flavio Cadegiani?".
Essa foi a mensagem que recebi no domingo, 29 de maio, à noite, enquanto eu
estava ouvindo uma roda de samba em um café na rua de cima de casa. Quem me mandou a
mensagem foi uma pessoa que me contatou pelo Twitter logo depois que escrevi
o artigo "O dia que entendi o bom alemão",
publicado no Jornal France Soir, de Paris, em fevereiro deste ano. Foi um de
meus textos sobre a pandemia que mais viralizou. Ele passou a me seguir nas
redes sociais depois da leitura. O modo que essa
pessoa – que chamarei "Jota" para preservar a sua identidade – me
contatou, foi inusitado. Ele, logo na primeira mensagem, me oferecia
dinheiro. "Somos empresários e gostaríamos muito de contribuir, caso
queira produzir esse filme. Sim, seu texto é o roteiro perfeito de um filme
histórico", afirmou. Ele se
apresentou, disse que ele e sua esposa lutam contra os pseudo consensos da
pandemia. Agradeci por ter gostado do texto e respondi que um documentário
sobre aquele artigo era, sim, possível de ser feito. "Me ajudou muito a
entender o que se passa hoje", afirmou. Na sequência ele
fez um comentário que explica bastante do momento atual sobre qualquer
conversa abordando a pandemia. "Brigamos por vezes dentro da nossa
própria família". Curioso, procurei seu nome no Google para saber se a
proposta poderia ser algo para ser levado com seriedade. É um empresário de
sucesso. Já passaram mais de três meses da oferta e o assunto ficou para
trás, adormecido. Às vezes, ao assistir alguns documentários, me pego
pensando no assunto, em modos de contar a história, apenas. Mas não mantive
contato estreito, até receber mensagem dele, solicitando o telefone do
Cadegiani, para que atendesse seu pai. "Consigo. Se não for ele, será
alguém muito bom, igual em atendimento", respondi. Não é a primeira vez
que ajudo a aproximar pessoas que procuram tratamento da COVID com médicos
que fazem tratamento precoce. Mas o pedido dele era absolutamente claro:
queria que seu pai fosse atendido pelo Dr Cadegiani. "Não é problema de
custo", afirmou. Jota contou a
história de seu pai, motivo de sua preocupação. Na primeira vez que ele teve
COVID, no ano passado, teve os pulmões muito comprometidos, ficou internado
por um longo período e quase foi a óbito. "Eu fiquei 30 dias com ele
dentro do hospital. Foi muita luta. Depois que complica é muito
difícil", lamentou. "A cada
semana o quadro pulmonar dele ia piorando, depois evoluiu para um quadro de
embolia pulmonar. Chegou a ter mais de 90% do pulmão comprometido. Foi um
pesadelo", explicou. "Ele não conseguia ficar de pé sozinho, não
conseguia tomar banho, não conseguia fazer suas necessidades fisiológicas,
porque não tinha força", complementou. "Nosso mundo parou por um
mês". Já o Dr
Cadegiani, o médico que Jota procurava para tratar a COVID de seu pai, é um
velho conhecido da mídia nacional. "Acusado de crime contra a humanidade
na CPI receitou dose inédita de proxalutamida a paciente com
covid-19", dizia a manchete do
El País Brasil, em outubro de 2021. "Flávio
Cadegiani é o médico responsável por estudo com a mesma droga que pode ter
levado à morte de 200 pessoas. Caso ocorreu em Brasília, na clínica
particular do endocrinologista, onde ele fez tratamento com um remédio em
fase de testes sem respaldo ético e científico necessário", explica a
notícia. No portal da
Globo, o maior grupo de comunicação do país, as manchetes foram outras.
"Covid: Testes com proxalutamida no AM poderiam ser uma das mais graves
violações da América Latina, dizem pesquisadores da Unesco". Depois a
Unesco voltou atrás, mas isso
virou apenas nota de pé de página. Cadegiani, desde
o início da pandemia, fez diversos estudos com diversas drogas no combate à
doença. Pesquisou hidroxicloroquina, nitazonixanida, ivermectina e proxalutamida. Tudo,
segundo a mídia brasileira, "sem eficácia comprovada",
apesar dos estudos concluírem positivamente. O site do
Instituto Questão de Ciência, que visa promover o debate científico
nacional, afirmou que o estudo com
a proxalutamida, que concluiu em uma redução de mortes de 78% em pacientes
hospitalizados, na verdade, não é confiável. "Os resultados,
infelizmente, não passam de uma expressão de erros sistemáticos e da falta de
experiência dos pesquisadores envolvidos", explica a matéria. Eles
citam, inclusive, uma crítica ao estudo feita na revista Science, que resumiu o
resultado da proxalutamida como "bom demais para ser verdade". Entretanto,
entidades que analisaram os dados brutos do estudo com a proxalutamida dão
bom reconhecimento. Na Universidade de McMaster, do Canadá, o berço da
Medicina Baseada em Evidências, o estudo foi avaliado com uma das notas mais altas entre
todos os estudos de medicamentos da COVID. Eles atestaram a alta qualidade do
trabalho. O mesmo ocorreu
com a análise do site COVID-NMA,
vinculado a Cochrane, da França, que busca analisar evidências científicas de
tratamentos. Por lá concluíram existir pouco viés, o que comprova a solidez
do trabalho. A análise dessas duas entidades pode ser bem profunda porque
Cadegiani disponibilizou, por confiar e acreditar no seu trabalho, todos os
conjuntos de dados brutos na íntegra para que a comunidade científica mundial
pudesse analisar. De qualquer
forma, esses reconhecimentos da qualidade não se tornaram manchetes na grande
mídia, mesmo quando um grupo independente, nos EUA, reproduziu, também
com resultados positivos,
a eficácia da proxalutamida, seguindo a teoria original proposta por
Cadegiani para combater a pandemia. Apenas as pessoas que começaram a seguir
Cadegiani nas redes sociais sabem dessas notícias. Enquanto eu
contatava Cadegiani para saber se ele poderia atender mais um paciente, Jota
me explicou mais detalhes sobre a situação: "A minha irmã é biomédica e
ela fica sempre insegura, influenciada por esse pessoal que é contra o
tratamento precoce". Durante a troca
de mensagens, Cadegiani afirmou que poderia atender o pai de Jota. Sabendo da
possível resistência dentro de casa, dei uma sugestão a Jota. "Então
faça o seguinte. Em vez de ficar 30 dias no hospital, fica uma semana lá na
casa do seu pai para ver se vai tomar mesmo os medicamentos". "Você
tem toda razão. Já vou pegar um avião agora e vou para lá", respondeu. E o Dr Cadegiani
atendeu o pai de Jota. Logo no primeiro dia, Jota, preocupado, pensa em um
reforço, possivelmente foram abordados por alguém que sabe que eles são uma
família de posses. "Minha irmã que está inclinada em dar Remdesivir para
ele", afirmou. O Remdesivir é um
medicamento patenteado aprovado pela FDA - Food
and Drug Administration, órgão norteamericano, e recomendado pela OMS -
Organização Mundial da Saúde. É vendido nos hospitais da elite brasileira por
cerca de R$ 18.000, mas mesmo aprovado, celebrado e carimbado, não teve nenhum
desempenho razoável. "Faz tudo que o Cadegiani manda e não inventa
moda", sugeri. Jota concordou. Cadegiani fez o
contrário das indicações da FDA e OMS. Tratou com cocktail de medicamentos
genéricos, baratos e sem patentes, os mesmos que estudou profundamente e que
não são recomendados por esses órgãos reguladores. No dia seguinte, o
paciente já quase não tinha sintomas. Três dias depois, tranquilo, Jota já
pegava um avião para voltar para sua cidade. Com rápida evolução e já sem
sintomas, a saúde de seu pai não lhe causava a menor preocupação. De qualquer
forma, todos sabemos. Um único paciente totalmente curado em três dias não
diz absolutamente nada para a ciência. Não serve para comprovar eficácia de
nada. Isso é conhecido como caso anedótico. Entretanto, sobre
o caso, uma conclusão já é possível de ser feita. As inúmeras manchetes
contra Cadegiani tiveram, essas sim, ineficácia comprovada. |
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terça-feira, junho 07, 2022
COVID - Casos
quarta-feira, maio 11, 2022
segunda-feira, abril 25, 2022
sexta-feira, abril 15, 2022
Pichadores
Vsf o final kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk pic.twitter.com/mD8A1yI0QD
— Otavio (@otavi0XI) April 14, 2022
quarta-feira, abril 13, 2022
domingo, abril 03, 2022
quarta-feira, março 30, 2022
segunda-feira, março 21, 2022
quinta-feira, março 17, 2022
sexta-feira, março 11, 2022
Sul Ibérico
A praga do Guadiana que passou a negócio à boleia dos espanhóis
Eis a história do pescador alentejano que nem conhecia o lagostim e hoje tem oito trabalhadores a pescar para vender às fábricas em Espanha «Quando comecei a ver que estavam a chegar pescadores espanhóis para apanharem lagostins no Guadiana, eu ainda nem sabia de que espécie se tratava. Para mim, aquilo era só uma praga», começou por contar Pedro Santos, recuando ao enchimento da albufeira de Alqueva.
Mas o tempo e a experiência ensinaram a este pescador alentejano que o lagostim-vermelho-do-louisiana traduzia, afinal, um «potencial de grande negócio». Começou há 18 anos e continua a crescer até aos dias de hoje, apenas à «boleia» dos clientes espanhóis.
Como assim? «Todos os lagostins capturados por cá são encaminhados para as fábricas da Isla Mayor (Andaluzia), que exporta para todo o mundo. E se mais apanhássemos, mais eles compravam», revelou o pescador que participou no encontro sobre as novas oportunidades dos nossos rios, que decorreu no Alandroal, inserido na Mostra Gastronómica de Peixe de água doce. Espanhóis ofereceramdinheiro e artes de pesca Voltou ao recuar no tempo até aos dias em que começaram a chegar a Alqueva compradores de lagostins. «Mais e mais», sublinhou, deixando-se convencer a entrar no negócio. «Os espanhóis sabiam que Portugal também tinha que arranjar pescadores. Começaram por oferecer dinheiro e chegaram aos dois euros o quilo. Depois começaram a trazer material para nos incentivarem a pescar» relatou, admitindo que a actividade passou a ser "muito atractiva".
As contas feitas à época, que influíam o dinheiro gasto em barcos e no isco necessário para capturar lagostim, deixavam perceber que valia a pena apostar no novo negócio aproveitando aquela que, a saber, terá sido a primeira espécie invasora desde o encerramento das comportas da barragem. Mantém-se rentável até aos dias de hoje.
«Alqueva foi a rampa de lançamento para esta pesca. Neste momento já temos oito trabalhadores. Até houve outros colegas que começaram a trabalhar para os espanhóis, mas perceberam que valia a pena pescarem por conta própria», revela Pedro Santos, admitindo que o maior lago artificial da Europa já não é tão rico em lagostim, mas «as barragens da EDIA (Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva) têm os maiores lagostins de Portugal todo o ano.
Talvez seja devido ao calor e à comida que encontram na massa de água». A qualidade superior do sável cheio de ovas Além do lagostim, há outras espécies que potenciaram a abertura de novas oportunidades de negócio. Que o diga o empresário João Cortez que não hesita em apresentar o sável do Guadiana como «o melhor do país», avançando que se adaptou às águas do Guadiana.
«Passou a ser um peixe de água doce, porque tem aqui boas condições. Em cada dez exemplares, nove têm ovas, enquanto nas outras regiões é ao contrário», revelou, destacando que o peixe é analisado semanalmente «e não há igual à sua textura».
Também por isso o empresário acha «estranho» que o Alandroal seja o único concelho do Sul onde são servidos pratos de sável. «Mandamos muito peixe para o Norte e isso até me deixa triste, porque estamos a perder algo com muito potencial e de qualidade superior, sobretudo neste altura do ano», concluiu. TEXTO Roberto Dores
Mas o tempo e a experiência ensinaram a este pescador alentejano que o lagostim-vermelho-do-louisiana traduzia, afinal, um «potencial de grande negócio». Começou há 18 anos e continua a crescer até aos dias de hoje, apenas à «boleia» dos clientes espanhóis.
Como assim? «Todos os lagostins capturados por cá são encaminhados para as fábricas da Isla Mayor (Andaluzia), que exporta para todo o mundo. E se mais apanhássemos, mais eles compravam», revelou o pescador que participou no encontro sobre as novas oportunidades dos nossos rios, que decorreu no Alandroal, inserido na Mostra Gastronómica de Peixe de água doce.
As contas feitas à época, que influíam o dinheiro gasto em barcos e no isco necessário para capturar lagostim, deixavam perceber que valia a pena apostar no novo negócio aproveitando aquela que, a saber, terá sido a primeira espécie invasora desde o encerramento das comportas da barragem. Mantém-se rentável até aos dias de hoje.
«Alqueva foi a rampa de lançamento para esta pesca. Neste momento já temos oito trabalhadores. Até houve outros colegas que começaram a trabalhar para os espanhóis, mas perceberam que valia a pena pescarem por conta própria», revela Pedro Santos, admitindo que o maior lago artificial da Europa já não é tão rico em lagostim, mas «as barragens da EDIA (Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva) têm os maiores lagostins de Portugal todo o ano.
Talvez seja devido ao calor e à comida que encontram na massa de água».
«Passou a ser um peixe de água doce, porque tem aqui boas condições. Em cada dez exemplares, nove têm ovas, enquanto nas outras regiões é ao contrário», revelou, destacando que o peixe é analisado semanalmente «e não há igual à sua textura».
Também por isso o empresário acha «estranho» que o Alandroal seja o único concelho do Sul onde são servidos pratos de sável. «Mandamos muito peixe para o Norte e isso até me deixa triste, porque estamos a perder algo com muito potencial e de qualidade superior, sobretudo neste altura do ano», concluiu.
quarta-feira, março 02, 2022
sexta-feira, fevereiro 25, 2022
segunda-feira, fevereiro 21, 2022
quarta-feira, fevereiro 16, 2022
Asta-Rose e Tomaz Alcaide
Cerimónia de deposição de cinzas de Asta-Rose Alcaide

O monumento em homenagem a Tomaz Alcaide será palco, dia 19 de fevereiro, pelas 15:30 horas, da cerimónia de deposição das cinzas de Asta-Rose Alcaide.
Asta-Rose Alcaide nasceu no Brasil, em 1922, local onde faleceu a 30 de novembro de 2016. A bailarina e coreógrafa foi casada com o tenor estremocense Tomaz Alcaide, que conheceu num encontro no Teatro Municipal de São Paulo quando o já reconhecido tenor era famoso. Em 1941 casaram-se e foram morar na Argentina, mas durante a segunda guerra mundial mudaram-se para Portugal, onde Asta-Rose trabalhou na Embaixada dos Estados Unidos e ambos contribuíram intensamente para o desenvolvimento cultural europeu e Asta-Rose enriqueceu o seu conhecimento na área da música clássica.
A última vez que esteve em Estremoz, a 12 de dezembro de 2011, foi para assistir à Cerimónia promovida pelo Município de Estremoz, onde foi entregue a Tomaz Alcaide o título de Cidadão Honorário e a Medalha de Ouro da Cidade e, com honras militares, foi depositada a urna com as cinzas do artista, junto ao monumento em sua homenagem, em frente à casa que o viu nascer, a 16 de fevereiro de 1901, data que inspirou o Município para mais uma cerimónia, desta vez, a deposição das cinzas da sua amada Asta-Rose, conforme desejo manifestado pela própria.
Juntos em vida, juntos para além da morte!
Do programa consta a deposição de uma coroa de flores, um momento musical de clarinete e violino, com Mário Tiago e Margarida Espirito Santo, seguido da inauguração de uma exposição sobre Tomaz Alcaide, no Teatro Bernardim Ribeiro.
quinta-feira, fevereiro 10, 2022
segunda-feira, fevereiro 07, 2022
quinta-feira, janeiro 27, 2022
segunda-feira, janeiro 24, 2022
Genocídio
#spreaditlikeavirus
— O_vasques (@Ovasques23) January 24, 2022
DR.Pierre Kory pic.twitter.com/Snf0pebwjm
domingo, janeiro 23, 2022
Ferrovias
Para que servem as pedras nos trilhos do trem?
Se você alguma já andou de comboio (trem no Brasil), certamente reparou naquele “mar de pedras” existente ao longo dos trilhos e da malha ferroviária.
Mas, para que realmente servem essas pedras?Chamadas de lastro ou faixa de lastro, elas servem para deixar firmes os trilhos por onde o comboio passa.
Os trilhos podem se mover ou se mexer devido à dilatação
pelo calor, vibrações ocasionadas pelo comboio e até mesmo pelo movimento da
terra. Portanto, deixar os trilhos perfeitamente posicionados não é uma tarefa
fácil.
Além disso, essas pedras impedem o crescimento
de plantas e a inundação nos locais por onde o trem passa.
Para deixar o terreno preparado, essas pedras são jogadas antes da colocação de vigas de madeira (dormentes), que estruturam os trilhos; depois, colocam ainda mais pedras.
Por último, os ferros do
trilho são instalados e ancorados para mantê-los sempre para baixo.
As pedras são esmagadas e
colocadas irregularmente de maneira proposital. Quando estão gastas, uma
máquina de compactação auxilia a repor o material ao longo da malha viária. A palavra “lastro” está relacionada
com o mar e o meio náutico. Esse nome é referente às pedras e outros materiais
pesados que, nos porões, dão estabilidade às grandes embarcações e navios.
Agora que você já sabe,
quando passar por um trilho ferroviário, lembre-se da importância daquelas
pedras.
sábado, janeiro 22, 2022
Vacinas (Experimentos)
BRASIL - Dona Arlene Graf, mãe do jovem Bruno Graf, ele morreu após receber a vacina Covid19, e neste momento ela está lutando e mostrando para o mundo as vítimas das vacinas.
Miss Arlene Graf, mother of young Bruno Graf, he died after receiving the Covid19 vaccine, and right now she is fightin
g and showing the world the victims of vaccines.
quinta-feira, janeiro 20, 2022
Covid-19 e a Ivermectina
Ivermectina preventiva: revisão científica internacional confirma 68% de eficácia em estudo do SUSCom comentários exclusivos dos cientistas, entenda como foi realizado o estudo em Itajaí, Santa Catarina, Brasil, e por que o SUS – Sistema Único de Saúde, foi essencial.
No fim de semana, depois de analisar os dados por três grupos independentes de cientistas, foi confirmada a eficácia de 68% da ivermectina preventiva contra as mortes causadas pelo COVID-19. Os resultados finais do estudo foram publicados na prestigiosa revista científica Cureus , com sede em São Francisco, nos EUA, e com um capítulo em Munique, na Alemanha. Cureus tem dois estimados editores-chefes na comunidade científica: Dr. John Adler Jr, Professor de Neurocirurgia e Oncologia de Radiação (emérito) na Universidade de Stanford, na Califórnia, e Dr. Alemanha e professor dos Hospitais da Universidade de Munique. A pesquisa médica aconteceu em Itajaí, cidade portuária de Santa Catarina, na região sul do Brasil, entre julho e dezembro de 2020. A principal cientista do estudo é a médica brasileira Lucy Kerr. Outros importantes cientistas colaboraram com o artigo científico e co-assinaram a pesquisa. Entre eles estão Jennifer Hibberd, da Universidade de Toronto, Canadá, Fernando Baldi, professor da Universidade Estadual de São Paulo (UNESP), Dr. outras. O maior estudo de ivermectina do mundo só ocorreu pela excelência do SUS
O estudo só foi possível devido à excelência do sistema público de saúde brasileiro. "O Sistema Único de Saúde (SUS) funciona como suporte integral à saúde de toda a população e permitiu que a cidade estabelecesse um programa populacional não restrito", explicam os cientistas no estudo. Participaram apenas maiores de 18 anos. "As crianças foram excluídas. E também as pessoas que tiveram COVID antes", explicou Lucy Kerr. Assim, dos 223.128 cidadãos de Itajaí considerados para o estudo, foram incluídos na análise 159.561 indivíduos: 113.845 (71,3%) usuários de ivermectina e 45.716 (28,7%) não usuários. A droga foi oferecida pela prefeitura municipal a todos os cidadãos e apenas os moradores que queriam participaram. "As preferências do paciente e a autonomia médica foram preservadas", explicaram os cientistas. Os profissionais do SUS de Itajaí acompanharam e registraram os dados tanto dos pacientes que tomaram ivermectina quanto dos que não tomaram os medicamentos. "Toda a cidade tinha cadastro digital no SUS e estava sendo atualizado com as novas consultas à medida que as pessoas iam buscar seus medicamentos", disse Kerr. O cientista elogia os profissionais de saúde de Itajaí. "Todos eles colaboraram muito, muito", disse a Dra. Lucy. "Não eram apenas dados se eles tomavam ou não. Era também o conhecimento de comorbidades e doenças anteriores de todas as pessoas. Se elas tinham asma, diabetes, câncer." "Não sei se isso seria possível em outros países, já que o Brasil, por meio do SUS, é um dos países mais digitalizados, e com dados precisos, no sistema de saúde", disse Flavio Cadegiani, um dos cientistas envolvidos na análise de dados. Resultado: redução de 44% na chance de contrair COVID-19, conclui estudo
Entre todos os cidadãos com mais de 18 anos sem histórico de COVID, 113.845 se ofereceram para tomar ivermectina a cada duas semanas. Entre os que não se voluntariaram, havia 45.716 pessoas. Nos seis meses seguintes, entre os que tomaram ivermectina, 3,7% foram infectados pelo vírus. Entre os não usuários, 6,6%. Houve uma redução de 44%, portanto, na chance de ser infectado pelo Sars-Cov-2, o vírus que causa a COVID-19. Uma vez infectado, redução de 56% na chance de ser hospitalizadoEntre os 113.845 que tomaram ivermectina, 4.197 tiveram Covid. Entre os 45.716 que não tomaram, 3.034 tiveram Covid. No estudo, a partir deste ponto, havia uma técnica estatística avançada chamada Propensity Score Matching, onde dois grupos foram balanceados para serem semelhantes em relação à idade e fatores de risco, como doenças prévias e sexo. Assim, 3.034 cidadãos em uso de ivermectina foram pareados e comparados com 3.034 não usuários. A taxa de internação entre os usuários da medicina preventiva foi de 1,6%. Entre os não usuários, foi de 3,3%. Portanto, a ivermectina reduziu a necessidade de internações em 56%. Uma redução de 68% na mortalidade entre os usuários de ivermectinaEntre os 3.034 com COVID não usuários de ivermectina preventiva, 79 pessoas (2,6%), morreram. Entre os 3.034 no grupo de comparação, usuários de ivermectina, 25 pessoas (0,8%) morreram. Portanto, houve uma redução de 68% na mortalidade. "Não houve tratamento precoce instituído pelo município, então não houve interferência no estudo quanto à internação e óbito. É apenas o efeito da profilaxia. Com o tratamento após a infecção, os números tendem a melhorar", afirma o Dr. Flavio Cadegiani. "A técnica estatística utilizada, o PSM, permite-nos afirmar que o estudo tem o poder próximo de um ensaio clínico randomizado", acrescentou. Como aconteceu a revisão por paresA revisão por pares, quando outros cientistas revisam e atestam a qualidade científica dos artigos, é um processo científico essencial. No caso deste estudo, três grupos independentes tiveram acesso a todos os dados e ao manuscrito. Posteriormente, eles contataram os autores anonimamente através do sistema de comunicação da revista Cureus. Cada grupo de revisores foi classificado com uma letra do alfabeto grego: Alfa, Beta e Gama. "Além da revisão por pares, o estudo passa por três etapas editoriais. E as três precisam aceitar o trabalho. No nosso caso, pela relevância do estudo, nem tivemos a oportunidade de indicar revisores. Todos foram completamente independente", diz o Dr. Flavio Cadegiani. Dados transparentes e disponíveis para a comunidade científica Foto aérea de Itajaí. Foto de Eduardo Marquetti, sob licença Creative Commons, publicada na Wikipedia."O estado de saúde foi avaliado e os dados foram inseridos prospectivamente durante todo o período do programa, em um sistema totalmente digitalizado fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS)", afirmaram os cientistas no estudo. “Como o sistema existia antes da pandemia, uma parcela significativa da população já estava cadastrada com suas informações de saúde, incluindo doenças passadas e atuais, uso de medicamentos e outras características”, acrescentaram. Em breve, em cerca de duas semanas, com o objetivo de total transparência com a comunidade nacional e internacional, serão disponibilizados os dados brutos extraídos do sistema SUS de Itajaí, contendo todas as características dos moradores, preservando suas identidades. Os dados estarão disponíveis publicamente em uma plataforma. O endereço eletrônico será divulgado no blog da revista Cureus. “Ao contrário dos estudos com vacinas e medicamentos patenteados, esta é uma oportunidade única na pandemia onde cientistas de todo o mundo poderão analisar os dados. ", disse Cadegiani. Essa foi uma decisão da equipe que produziu o estudo. Ele vem ao mesmo tempo que um editorial no BMJ (British Medical Journal), uma das revistas médicas mais respeitadas do mundo, publicado ontem, pedindo que todos os dados brutos sobre vacinas e novos tratamentos para COVID sejam tornados públicos. Dados oficiais do boletim epidemiológico confirmam queda da mortalidade em todo ItajaíDos mais de 220 mil habitantes de Itajaí, apenas pouco mais de 114 mil se voluntariaram para usar ivermectina a cada duas semanas. Mesmo assim, o impacto em toda a cidade foi bastante significativo, se comparado às demais cidades do estado. Uma das tabelas de resultados do estudo mostra uma queda dramática na mortalidade antes e durante o estudo, mesmo com grande parte não usando o medicamento. As mortes caíram de 3,5% dos infectados para 1,4%. “A confirmação mais básica que pode haver de todo esse resultado é fazer uma análise em todos os boletins epidemiológicos do estado de Santa Catarina . A diferença entre internações e mortalidade, antes e durante o programa de ivermectina, foi gritante. isso a qualquer momento com números oficiais", diz Cadegiani. Doses usadasA ivermectina foi oferecida em doses quinzenais de 0,2mg por kg por dia durante dois dias. Em outras palavras, uma pessoa com peso entre 60 e 90 kg recebeu 3 comprimidos de ivermectina por dia a cada duas semanas durante dois dias consecutivos. Se o peso fosse superior a 90 kg, eram oferecidos 4 comprimidos por dia durante dois dias consecutivos. “Acredito que os resultados poderiam ser ainda melhores se o uso fosse semanal, na mesma quantidade, mantendo o mesmo nível de segurança inquestionável”, explicou Cadegiani. Outros usos possíveis da ivermectinaAlém de não terem identificado efeitos colaterais relevantes do uso de ivermectina em toda a cidade, os cientistas escreveram sobre dados promissores encontrados: "O uso profilático de ivermectina pode ser particularmente impactante em indivíduos mais velhos. Além disso, a ivermectina parecia reduzir o risco excessivo de hipertensão, T2D e outras doenças", escreveram no estudo. O Dr Flavio Cadegiani, um dos autores, está animado com a possibilidade de outros usos do medicamento além do COVID-19. "Dados preliminares nos surpreenderam. Ajudou no fígado, rins e problemas inflamatórios. Em outras palavras, a ivermectina pode ajudar a reduzir a gordura no fígado, problemas renais, prevenir doenças inflamatórias e outros benefícios metabólicos potenciais. Pode funcionar para controlar o colesterol e o diabetes ," ele diz. "Seria um crime não estudá-lo para essas doenças", exclamou. Imprensa atacou a ação, mas houve boa recepção entre os cidadãosA ação profilática da ivermectina contra a COVID foi proposta pelo Dr Volnei Morastoni, médico e prefeito da cidade de Itajaí. Logo depois, ele foi atacado. Entre as várias agressões da época, o Dr. Volnei foi chamado de "feiticeiro" por um jornal local, o NCS Total. No jornal O Estado de S. Paulo, um dos mais importantes do país, a bióloga Natália Pasternak escreveu um artigo com o seguinte título: "Análise: o caso de Itajaí mostra como o combate à pandemia é marcado pelo negacionismo da ciência" . “O prefeito de Itajaí parece construir políticas públicas de saúde com base em modismos das redes sociais e teorias da conspiração”, afirmou na reportagem. Em seu twitter, ela classificou a ação concluída agora como efetiva como "loucura de Itajaí". Porém, mesmo naquela época, a população já desconfiava da excessiva agressividade da imprensa. O resultado positivo foi sentido pela população durante a ação, que deu sua resposta nas urnas. Em outubro de 2020, Marastoni foi reeleito prefeito da cidade para mais um mandato de quatro anos. Até agora, quatro dias após a revisão internacional confirmando que vidas foram salvas, não houve pedido de desculpas ao prefeito pelas ofensas. "O negacionismo veio exatamente na pessoa que se coloriu de defensor da ciência. Esse é um grande exemplo da catástrofe que ocorre quando ciência e paixão política se misturam", diz Cadegiani. "Quantas vidas estariam aqui hoje se não fossem os ataques desprovidos de lógica e argumentos válidos?" ele questiona. "A vaidade nunca permitirá que as pessoas voltem atrás. Seria confessar que mataram em nome de uma falsa ciência." “É importante deixar claro que eu não acreditava na eficácia da ivermectina como preventivo. não havia alternativas terapêuticas e a droga é mais segura do que qualquer remédio que usamos para dor de cabeça, eu nunca iria manchar ou contraindicar em uma pandemia de pessoas entubadas", disse Cadegiani. "Eu estava errado na minha aposta de ineficácia e assumo isso. Isso é ciência." Jornalistas e comunicadores científicos entenderam tudo errado, até a especulação de que a ivermectina relaxaria outras medidasNa época, jornalistas e divulgadores de ciência apostavam que o uso da droga levaria ao afrouxamento de outras medidas de contenção da pandemia. “A narrativa de que o uso de terapias preventivas e de tratamento precoce fará com que as pessoas relaxem sua cautela de permanecer social e fisicamente distanciadas para permitir mais infecções relacionadas ao COVID-19 não é apoiada aqui”, concluíram os cientistas no estudo. "Os dados deste estudo demonstram que o uso preventivo de ivermectina reduz significativamente a taxa de infecção e que os benefícios superam o especulado aumento do risco de mudanças nos comportamentos sociais. o fardo da pandemia.", acrescentaram. Outros estudos sobre os mesmos dados de Itajaí serão divulgados em breveEste estudo teve como objetivo avaliar o impacto de todo o programa preventivo na cidade durante cinco meses. No entanto, muitos residentes que iniciaram com ivermectina, descontinuaram após algum tempo de uso e não completaram os cinco meses. Agora, em uma segunda fase de análise dos dados coletados pelo SUS, os cálculos de eficácia estão sendo feitos apenas para os moradores que continuaram usando o medicamento por cinco meses completos. "No início, olhando para os dados, aqueles que usaram mais de 75% das doses tiveram zero mortes. Isso é surpreendente. Pena que foi uma minoria. Estamos calculando os dados para entregar aos revisores", disse Cadegiani. "No terceiro mês, dos mais de 100.000 que se ofereceram para tomar ivermectina, apenas pouco mais de 8.000 continuaram, e mesmo assim tivemos essa redução de 68% nas mortes. Até os mais otimistas ficaram chocados." Filha de peixe, peixinho é (um ditado brasileiro, quando os filhos seguem os pais)O pai de Lucy Kerr, principal cientista do estudo de Itajaí, foi Warwick Stevam Kerr, cientista brasileiro que morreu em 2018, aos 96 anos, na cidade de Ribeirão Preto, onde desenvolveu grande parte de sua brilhante carreira. Warnick, com carreira mundial, além de várias universidades brasileiras, lecionou em universidades norte-americanas (Louisiana, Califórnia, Wisconsin e Columbia University em Nova York). No Brasil ocupou cargos importantes, como Diretor Científico da FAPESP. Foi também presidente da prestigiosa Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Com produções científicas relevantes, foi membro da "National Academy of Sciences", nos EUA, além de ter sido admitido pelo Presidente Itamar Franco na Ordem Nacional do Mérito Científico na turma "Grã-Cruz" em 1994. Lucy confessa ter se inspirado no pai: "Eu o acompanhava sempre que podia. Ele não se preocupava em ajudar", conta. Existem 15 outros estudos sobre a profilaxia com ivermectina. Todos são unanimemente positivos.O estudo de Itajaí é o maior do mundo com ivermectina. Além dele, existem outros 15 estudos sobre profilaxia, todos encontrando efeitos positivos do medicamento contra a COVID-19. No entanto, por se tratar de um grande número de pacientes e utilizar a técnica estatística PSM - Propensity Score Matching, devido aos dados terem grande precisão, há um peso maior neste estudo como evidência científica. Ou seja, Itajaí apenas confirmou outros estudos.
Nota final: Nostradamus contra verificadores de fatos ansiososOlá, verificador de fatos. Agora você está indo atrás de algum especialista para refutar o estudo, certo? Eu sei. Seu objetivo é dizer que o estudo não prova nada. Há uma coisa para o seu especialista dizer: que o estudo não é randomizado e duplo-cego. Ele está com vontade de gritar: "estudos observacionais não comprovam eficácia". Se ele disser isso, jogue em seu colo o estudo de Anglemeyer, publicado na Cochrane em 2014, e observe-o ter uma doença repentina. Este estudo diz que não há diferenças significativas entre estudos observacionais com estudo RCT "padrão ouro", principalmente quando a diferença é superior a 8% de eficácia, como é o caso. Em outras palavras. Ele diz que estudos observacionais comprovam a eficácia. Isso não foi suficiente? Mostra o estudo de Kjell Benson, publicado em 2000 no New England Journal of Medicine , onde o autor chegou às mesmas conclusões. Ele vai ficar sem respostas. Ele vai ter um AVC. Nem invente uma resposta, pense que está refutando o estudo com duas ou três frases, sem mencionar Anglemeyer e Benson. Estamos de acordo? |










