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sexta-feira, janeiro 01, 2010

Catástrofes


“Vamos enterrar os mortos e cuidar dos vivos!” --- Mais ou menos (…) fôram essas as palavras de frase proferida pelo Marquês de Pombal após a detruição da baixa de Lisboa quando do terramoto e maremoto de 1755. Hoje, conhecedores da palavra “tsunami”, muitos a colocam em substituição a “maremoto”.
Hoje coloquei no Twitter a seguinte mensagem: “Temos que dedicar mais atenção e tempo às causas e combatê-las quando possível, ao invés de nos plantarmos chorando os efeitos e desgraças.”. É quase a mesma sentença do Marquês, mas num só aspecto, pois as causas de uma tragédia são bem diferentes das outras. Aquela foi natural e as actuais têm a mão do bicho homem a cutucar a Natureza.
Os interesses são distintos, mas a burrice é a mesma. Uns constroem resorts e hoteis nas encostas das montanhas beirando o mar, em princípio com a ideia de dar prazer aos futuros clientes, mas visando principalmente o lucro. Jamais se agarram a estudos ambientais e até chegam a ludibriar as leis em concluio com os que deveriam zelar pela sua aplicação.
Outros, sem casa, sem isto e aquilo (…) constroem os seus barracos nas várzeas dos rios, nas margens dos córregos e nas encostas dos morros, tudo sem qualquer estudo ou preocupação.
Nos lugares virgens é raríssimo acontecerem movimentações de terras, desmoronamentos e as enchentes nada mais são do que o espreguiçar dos rios além dos seus leitos.
Nos lugares onde o homem mexe, essas alterações passam a ser frequentes. Os rios são mais caudalosos porque há mais impermeabilização nas localidades e, assim, detonam tudo no seu caminho e ao redor dos seus leitos. As construções populares nunca têm análise técnica e os locais são sempre invadidos. As mais ricas até podem ter essas análises nas suas fundações, mas desprezam a circunvalação.
Está mais do que na hora das autoridades se debruçarem sobre estas questões, mas sempre com o espírito correto da isenção. É de extrema importância que cada prefeitura tenha um gabinete de engenharia geotécnica ou que recorra a serviços de profissionais dessa área. De nada adianta virem com decretações de estado de calamidade e outros que tal, pois até aqui visam os votos de eleição próxima e só.

sábado, maio 23, 2009

Rodeios

Os meus afazeres profissionais obrigam-me a levantar cedo todos os dias; normalmente às 5 horas saio de casa. Como de cidade grande se trata, Campinas já tem um bom movimento nas ruas antes do nascer do Sol. Porém, aos Sábados, não sendo tão intenso o movimento em relação aos demais dias da semana, tomo cuidados redobrados.

As noitadas de Sexta são intensas e a juventude da região metropolitana da cidade vive isso sobremaneira. São eventos vários em diversos pontos e a agitação é total. Não existe e nunca existiu crise para essa turma.

Cada um de nós, os mais velhos, já passou por essa fase, se bem que com comportamentos diferenciados. Não que fôssemos melhores que os jovens de hoje, mas havia tentações às quais resistíamos com firmeza e, muito por isso, não aconteciam catástrofes como as de hoje.

No trajecto que percorro nas manhãs de Sábado é raríssimo não encontrar carros despedaçados devido a batidas em postes que não saíram do caminho (...) e, muitas vezes com vítimas fatais. Nesta época do ano, então, a coisa é mais feia ainda, pois acontecem os tão badalados Rodeios e a região é pródiga na realização dos mesmos.

Sempre fui contra os Rodeios. Não só e principalmente por não aprovar esse relacionamento do homem com o animal, mas também por identificar um comportamento inaceitável dos fãs dos mesmos. Estes são agressivos quando embriagados e, travestidos de peões, vaqueiros ou fazendeiros que não são, passam uma imagem de prepotência e arrogância.

Antes de sair de casa, na madrugada de hoje quando eram 4 horas, ouvi no rádio a notícia de se terem verificado algumas mortes e a existência de muitos feridos no Rodeio de Jaguariúna, cidade a 30 km de Campinas. Foi uma notícia vaga ainda sem grande desdobramento e isso aguçou-me a curiosidade.

Como o meu local de trabalho aos Sábados fica exactamente no começo da estrada que liga Campinas a Jaguariúna, muitos desses jovens que de lá regressam acabam por passar na feira livre para comerem um pastel na banca do japonês. De todos a quantos perguntei o que de anormal se passara no Rodeio, nenhum me soube responder concretamente. Só se referiram a ter ouvido chamarem os bombeiros através dos altifalantes e nada mais.

Muito estranho ou nem tanto. Embriagados e sabe-se lá com o quê mais na cabeça, além do chapéu de cowboy, não se aperceberam do grande tumulto gerado por brigas e discussões, do corre-corre, do empurra-empurra e do pisoteamento de muitas pessoas com a morte de quatro jovens.

Por decisão da Justiça, foi cancelado o restante da programação que previa para amanhã à noite a apresentação do cantor Roberto Carlos.

Achei que foi acertada essa decisão. Mas também pergunto o que deu no Rei para se apresentar numa arena que não é a dele e perante um público que não se coaduna com as canções do seu surrado repertório!?

quarta-feira, maio 20, 2009

Solidariedade: Não!

Da mesma maneira que eu fiz neste espaço, muitos outros também o fizeram, pois a todos revolta o porquê das grandes catástrofes a que assistimos ùltimamente no Norte, Sul e Nordeste do Brasil. Ninguém aponta como vilão o aquecimento solar ou a revolta da Natureza. Os grandes culpados são aqueles a quem um dia o Presidente denominou de "picaretas" e isso e o porquê todos nós sabemos.
Alguns deles mandam-nos lixar. Outros, como o que colocou resposta no Painel do Leitor (Folha de S. Paulo) a críticas recebidas, sacodem o capote com a mesma ladainha de sempre.
Só isto e o histórico do que sempre acontece quando todos somos chamados a ser solidários --- e que somos --- desperta-nos um sentimento de raiva e a decisão de nunca mais ajudar. Eu não ajudo mais! Eles têm obrigação de gerir os seus Estados ou Municípios com ética e responsabilidade. Aqueles que neles votaram ou venham a votar deverão começar a perceber o que está certo e errado e não ficar aguardando esmolas eternamente.
Do Norte passo para o Sul para meter o cacête num tal de Ismael Ratzkob (nome estranho...), que se apropriou de doações de todos nós solidários com o povo sofrido de Santa Catarina e as vendia quando foi preso. Justifica-se ele do seguinte modo:
-- "É sobra de donativos e as Prefeituras não têm onde colocar. Vão fazer um buraco grande, colocar tudo dentro e depois tapar com terra. Vendo porque me foi doado e eu faço com o material o que quiser. Não paguei um centavo por esses produtos. Eu tive custos para ir lá buscar e vendo barato. Quanto aos alimentos, é tudo sobra; são produtos que estão vencendo ou já vencidos e vou doá-los para os meus funcionários ou pegar para mim."
A minha liberdade de expressão não é tão livre assim e, por isso mesmo, se até as insinuações cabíveis são auto censuradas, muito mais o é aquilo que realmente penso como solução para estes crimes hediondos.
Calem-se os apelos próximos ou distantes e que valores mais altos se levantem!...

quinta-feira, novembro 27, 2008

Catástrofes

Acima um quadro que montei com 25 imagens da catástrofe que se abateu sobre um dos Estados mais evoluídos e bonitos do Brasil: Santa Catarina. Muitas mais poderia ter colocado, mas preferi limitar-me por aqui, pois tem outras de grande impacto emocional. Sobre elas também nada escreverei, pois é por demais conhecida a história veiculada nos meios de comunicação de todo o tipo.
Porém, não comentando as 25 acima, guardei o meu comentário para a que está abaixo das palavras que escrevo. Nesta vê-se o Presidente da República e o Governador do Estado de Santa Catarina. Estão sobrevoando as áreas atingidas.
Analisando o que acontece agora e tudo o que aconteceu desde há mais de trinta anos atrás, chega-se à conclusão que essa imagem tem muito de demagógico.
São vários os projectos existentes com soluções para que este tipo de acontecimento nunca mais se repetisse. Todavia, eles são notícia por uns dias e engavetados depois. Não é interessante a execução dos mesmos pelos políticos de plantão, pois é o tipo de empreendimento que não rende votos e fecharia muitas das torneiras onde eles, insaciáveis, bebem.