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sexta-feira, janeiro 22, 2010

O rôto e o esfarrapado

 

Em reunião do Conselho de Ministros de 20 de Janeiro, o Governo de Timor Leste decidiu entre outros itens:
3. Doação à Republica do Haiti.
Em consequência do violento terramoto que atingiu a República do Haiti, e
que provocou grande devastação em todo o país, o Conselho de Ministros, em
acto de solidariedade e fraternidade (princípios fundamentais consignados na
Constituição de Timor-Leste) decidiu aprovar apoio financeiro, a fim de
ajudar a minimizar os efeitos nefastos provocados pelo desastre natural.
O Primeiro Ministro de Timor-Leste enviou, atempadamente, ao seu homólogo do
Haiti as suas mais profundas condolências e expressão de solidariedade para
com o povo e Estado da República do Haiti.
Enquanto isso:
Dili - Primeiro-Ministro Kay Rala Xanana Gusmão recebeu elogios da ONU por causa da sua liderança no IV Governo Constitucional, que contribuiu para o sucesso das reformas, nos sectores da segurança e da defesa em Timor-Leste.
“Paz e tranquilidade em Timor-Leste não caíram do céu, mas são pensamentos e as ideias de toda a gente, que tem o mesmo compromisso que leva avante o processo da reforma com sucesso”, afirmou a representante do Secretario Geral das Nações Unidas em Timor-Leste, Ameera Haq, recentemente no Palácio do Governo, depois de se encontrar com o Primeiro-Ministro Kay Rala Xanana Gusmão.
Então, eu como sempre, com o meu espírito crítico e língua afiada pergunto: Será que uma coisa tem algo a ver com a outra?!…
Afinal, quem tem que ajudar são os que ao longo dos anos contribuíram para toda essa desgraça, há muito presente, e que agora veio mais à tona por força da Natureza.
Neste caso não se sabe quem é que mais precisa; se o rôto ou o esfarrapado.

quarta-feira, maio 20, 2009

Solidariedade: Não!

Da mesma maneira que eu fiz neste espaço, muitos outros também o fizeram, pois a todos revolta o porquê das grandes catástrofes a que assistimos ùltimamente no Norte, Sul e Nordeste do Brasil. Ninguém aponta como vilão o aquecimento solar ou a revolta da Natureza. Os grandes culpados são aqueles a quem um dia o Presidente denominou de "picaretas" e isso e o porquê todos nós sabemos.
Alguns deles mandam-nos lixar. Outros, como o que colocou resposta no Painel do Leitor (Folha de S. Paulo) a críticas recebidas, sacodem o capote com a mesma ladainha de sempre.
Só isto e o histórico do que sempre acontece quando todos somos chamados a ser solidários --- e que somos --- desperta-nos um sentimento de raiva e a decisão de nunca mais ajudar. Eu não ajudo mais! Eles têm obrigação de gerir os seus Estados ou Municípios com ética e responsabilidade. Aqueles que neles votaram ou venham a votar deverão começar a perceber o que está certo e errado e não ficar aguardando esmolas eternamente.
Do Norte passo para o Sul para meter o cacête num tal de Ismael Ratzkob (nome estranho...), que se apropriou de doações de todos nós solidários com o povo sofrido de Santa Catarina e as vendia quando foi preso. Justifica-se ele do seguinte modo:
-- "É sobra de donativos e as Prefeituras não têm onde colocar. Vão fazer um buraco grande, colocar tudo dentro e depois tapar com terra. Vendo porque me foi doado e eu faço com o material o que quiser. Não paguei um centavo por esses produtos. Eu tive custos para ir lá buscar e vendo barato. Quanto aos alimentos, é tudo sobra; são produtos que estão vencendo ou já vencidos e vou doá-los para os meus funcionários ou pegar para mim."
A minha liberdade de expressão não é tão livre assim e, por isso mesmo, se até as insinuações cabíveis são auto censuradas, muito mais o é aquilo que realmente penso como solução para estes crimes hediondos.
Calem-se os apelos próximos ou distantes e que valores mais altos se levantem!...

sábado, setembro 01, 2007

AJUDAS A TIMOR LESTE

Timor assina programa de cooperação com Portugal até 2010.
Programa Indicativo de Cooperação foi estimado em 60 milhões de euros.
Os governos de Portugal e Timor-Leste assinaram hoje (31-08-2007) o Programa Indicativo de Cooperação (PIC) para os próximos quatro anos, estimado em 60 milhões de euros (cerca de 81,6 milhões de dólares americanos).
O PIC foi assinado no Palácio do Governo por João Gomes Cravinho, secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação português, e por Zacarias da Costa, ministro dos Negócios Estrangeiros timorense.
O Programa Indicativo de Cooperação 2007-2010 concretiza os objectivos do documento "A Visão Estratégica para a Cooperação Portuguesa" e as metas de desenvolvimento identificadas pelo governo timorense e define a estratégia de cooperação entre ambos os países.O primeiro eixo, denominado Boa Governação, Participação e Democracia, tem uma dotação de 12,5 milhões de euros e inclui a cooperação no sector da justiça.Desenvolvimento Sustentável e Luta contra a Pobreza é o segundo eixo do PIC, com uma dotação de 46 milhões de euros, incluindo o sector da educação e a reintrodução da língua portuguesa.O PIC define ainda o apoio de 1,5 milhões de euros a um "cluster", em região a definir, um programa que pretende "potenciar o desenvolvimento sustentado, através de uma intervenção integrada e descentralizada que crie sinergias entre vários agentes e áreas de intervenção", segundo informação da Cooperação Portuguesa em Díli.
Entre 1999 e 2006, o total da ajuda portuguesa a Timor-Leste ascende a mais de 381 milhões de euros.O anterior PIC, que vigorou no triénio 2004-2006, previa o total de 50 milhões de euros.
Lusa
Governo da Austrália anuncia pacote de ajuda a Timor-Leste.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Austrália, Alexander Downer, anunciou quinta-feira em Díli um pacote reforçado de 214 milhões de dólares em assistência a Timor-Leste para os próximos quatro anos.
Alexander Downer anunciou o reforço da assistência australiana no final de um encontro com o Presidente da República timorense, José Ramos-Horta.
O pacote inclui cerca de 75 milhões de dólares para água e saneamento, 24 milhões para formação técnica e profissional, 40 milhões para a justiça e 75 milhões para gestão económica e infra-estruturas.A ajuda financeira da Austrália a Timor-Leste para o ano de 2007-2008 está calculada em 73 milhões de dólares.
Desde 1999, a Austrália forneceu a Timor-Leste 590 milhões de dólares em Assistência Oficial ao Desenvolvimento, segundo dados do ministério dos Negócios Estrangeiros australiano.
macauhub
Temos aqui uma diferença de 200 milhões de dólares entre as duas ajudas... E isso é compreensível ao analisarmos a capacidade dos dois doadores e os interesses de cada um. Porém, Portugal sempre investiu e investe muito mais, em termos gerais, que qualquer outro país.
Portugal tem a obrigação de ajudar, até por uma questão de moralidade em relação ao abandono que protagonizou quando da "saída" das suas ex-colónias. Talvez, até, devesse fazer uma espécie de "volta ao começo", ponto a partir do qual colocaria em execução um programa gradual e eficaz para uma independência definitiva. É uma oportunidade de mostrar ao Mundo que tem capacidade de fazer o que deveria ter feito com todos os seus antigos territórios e sair de cabeça erguida. Timor merece e Portugal está em dívida. E nunca é tarde para corrigir os erros do passado. Tudo o que Portugal investir em Timor e que vise ùnicamente o desenvolvimento do jóvem país, certamente trará um retorno especial que nos dará muito orgulho.
Em relação à Austrália e como se costuma dizer popularmente, "já são outros quinhentos"...
Aqui já há interesses ocultos e nada está sendo feito gratuitamente.
Na verdade, este país tem uma grande dívida para com o povo timorense desde os tempos da Segunda Grande Guerra e, ao invés de reconhecer isso e de muitas maneiras tentar amortizá-la, sempre agiu em causa própria e com outra visão. Toda a ajuda será bem vinda, mas o povo maubere deverá sempre ficar atento.