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sábado, setembro 29, 2012

Revolução Ibérica

Foi assim hoje em Lisboa e Madrid.
Tudo leva a crer que mudanças deverão ser processadas a bem ou a mal...
Os portugueses não são tão explosivos quanto os espanhois ou, pelo menos, por mais tempo levam as coisas em banho-Maria. Porém, acho que tocámos a linha divisória da tolerância e, daqui para a frente, até acredito na mobilização de uma frente Ibérica a sacudir os pilares de toda essa armação que foi montada e que só tem sacrificado aqueles que sempre têm sido explorados. A corda sempre se tem rompido neste ponto mais fraco, o que é lógico. Mas, exactamente por ela ter um ponto mais fraco é que a teremos que trocar por uma de resistência uniforme e sobre esta sempre exercer constante vigilância. Uma verdadeira democracia com respeito e decência, à sombra de uma Justiça que interprete coerente e correctamente as leis e que estas as faça cumprir.

sábado, fevereiro 04, 2012

Euro, qual Euro? -- Crise...


Sabem quem é Papademos Lucas (actual líder grego após a renúncia de Papandreou)?
Sabem quem é  Mariano Monti (agora à frente do governo italiano)?
Sabem quem é Mario Draghi (actual presidente do Banco Central Europeu)?
Sabem o que é Goldman Sachs?
Goldman Sachs: é um dos maiores bancos de investimento mundial e co-responsável directo, com outras entidades (como a agência de notação financeira Moody's), pela actual crise e um dos seus maiores beneficiários. Como exemplo, em 2007, a G.S. ganhou 4 bilhões de dólares em transacções que resultaram directamente do actual desastre da economia do EUA. O EUA ainda não se recuperaram das percas infligidas pelo sector especulativo e financeiro dos EUA.
Papademos: actual primeiro-ministro grego  na sequência da demissão de Papandreou. Atenção que não foi eleito pelo povo.
- Ex-governador do Federal Reserve Bank de Boston, entre 1993 e 1994.
- Vice-Presidente do Banco Central Europeu  2002-2010.
- Membro da Comissão Trilateral desde 1998, lobby neo-liberal fundado por Rockefeller, (dedicam-se a comprar políticos em troca de subornos).
- Ex-Governador do Banco Central da Grécia entre 1994 e 2002.  Falseou as contas do défice público do país com  o apoio activo da Goldman Sachs, o que levou, em grande parte à actual crise no país.
Mariano Monti: actual primeiro-ministro da Itália após a renúncia de Berlusconi. Atenção que não foi eleito pelo povo.
- O ex-director europeu da Comissão Trilateral mencionada acima.
- Ex-membro da equipe directiva do grupo Bilderberg.
- Conselheiro do Goldman Sachs durante o período em que esta ajudou a esconder o défice orçamental grego.
Mario Draghi: actual presidente do Banco Central Europeu para substituir Jean-Claude Trichet.
- O ex-director executivo do Banco Mundial entre 1985 e 1990.
- Vice-Presidente para a Europa do Goldman Sachs de 2002 a 2006, período durante o qual ocorreu o falseamento acima mencionado. Vejam tantas pessoas que trabalhavam para o Goldman Sachs...
Bem, que coincidência, todos do lado do Goldman Sachs. Aqueles que criaram a crise são agora apresentados como a única opção viável para sair dela, no que a imprensa americana está começando a chamar de "O governo da Goldman Sachs na Europa." Como é que eles fizeram?
Explicando:
Encorajaram Investidores  a investir em produtos secundários que sabiam ser " lixo ", ao mesmo tempo dedicaram-se a apostar em bolsa o seu fracasso. Isto é apenas a ponta do iceberg, e está bem documentado, podem investigar. Agora enquanto lêem esta matéria estão esperando na base da especulação sobre a dívida soberana italiana e seguidamente será a espanhola.
Tende-se a querer-nos fazer pensar que a crise foi uma espécie de deslizamento, mas a realidade sugere que por trás dela há uma vontade perfeitamente orquestrada de tomar o poder directo no nosso continente, num movimento sem precedentes na Europa do século XXI.
A estratégia dos grandes bancos de investimento e agências de rating é uma variante de outras realizadas anteriormente noutros continentes, tem vindo a desenvolver-se desde o início da crise e é, do meu ponto de vista, como se segue:
1. Afundar o país mediante especulação na bolsa de valores / mercado. Pomo-los loucos com medo do que dirão os mercados, que nós controlamos dia a dia.
2. Forçá-los a pedir dinheiro emprestado para, manter o Status-Quo ou simplesmente salvá-los da Banca Rota. Estes empréstimos são rigorosamente calculados para que os países não os possam pagar, como é o caso da Grécia que não poderia cobrir a sua dívida, mesmo que o governo vendesse todo o país, e não é metáfora, é matemática, aritmética.
3. Exigimos cortes sociais e privatizações, à custa dos cidadãos, sob a ameaça de que se os governos não as levam a cabo, os investidores irão retirar-se por medo de não serem capazes de recuperar o dinheiro investido na dívida desses países e noutros investimentos.
4. Cria-se um alto nível de descontentamento social, adequado para que o povo, já ouvido, aceite qualquer coisa para sair da situação.
5. Colocamos os nossos homens, onde mais nos convenha. Se acham que é ficção científica, informem-se: estas estratégias estão bem documentadas e têm sido usadas com diferentes variações ao longo do século XX e XXI  noutros países, nomeadamente na América Latina pelos Estados Unidos, quando se dedicavam, e continuam a dedicar-se na medida do possível, a asfixiar economicamente mediante a dívida externa por exemplo a países da América Central, criando instabilidade e descontentamento social usando isso para colocar no poder os líderes "simpáticos" aos seus interesses. Portanto nada disto tem a ver com o Euro. O Euro é uma moeda Forte, porque os investidores vêm ai carne para desossar; se não houvesse o Euro o ataque acontecia na mesma, só que se calhar os primeiros a cair não seriam os PIGS, mas a própria Alemanha, a Inglaterra etc.. Não é o Governo dos EUA, que defere estes golpes, mas sim a indústria financeira internacional,
principalmente a sediada em Wall Street(New York) e na City (Londres). É que, o que está acontecendo sob o olhar impotente e / ou cúmplice dos nossos governos é o maior assalto de sempre na história da humanidade à escala global; são autênticos golpes de estado e violações
flagrantes da soberania dos Estados e seus povos.

É fácil divulgar isto na internet. Digam aos vossos amigos, para repassar para qualquer um que possa estar interessado.
Se nos estão comendo vivos, as pessoas precisam saber. Estamos a
sofrer uma anexação pela via financeira, e esta é a realidade.

In Internet

sexta-feira, junho 03, 2011

Bruxelas gasta muito!

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, gastou 28 mil euros em 2009 numa estadia de quatro dias em Nova Iorque, indica o relatório. Barroso levou uma comitiva de oito pessoas que ficaram no hotel de cinco estrelas New York Peninsula, onde cada quarto custou 780 euros por noite. A viagem foi realizada aquando da Cimeira da ONU para as Mudanças Climáticas e excedeu largamente o tecto de 275 euros por noite e por pessoa previsto pela CE. Em reacção oficial, a Comissão alega que os gastos não foram excessivos, uma vez que os preços estavam inflacionados devido à realização da cimeira.

In Correio da Manhã

Alerto todos os meus patrícios que vão votar neste Domingo, que Durão Barroso pertence aos quadros do PSD. Assim, pensem bem ao trocar as moscas e deixarem lá a merda. Tem que limpar a merda também e usar um poderoso desinfectante...

quarta-feira, maio 26, 2010

Política Europeia

Tradução de uma carta recebida recentemente pelo Comissário Europeu da Agricultura.
Muitos dos que não vivem directamente os problemas da Europa, como os recentes da Grécia e próximos de outros fracos quanto, terão aqui uma resumida explicação das causas.


Senhor Comissário da Agricultura,

O meu amigo Robert, que vive na Bretanha, recebeu um cheque de 100.000 EUR da UE para não criar porcos este ano. Por essa razão eu estou a pensar entrar no programa de não-criação de porcos no próximo ano. O que eu gostaria de saber era qual é a melhor quinta possível para não criar porcos e também qual a melhor raça a não criar. Gostaria de não-criar Javalis, mas se eles não forem uma boa raça para não-criar, fico igualmente satisfeito se puder não-criar uns Landrace ou uns Large White. O trabalho pior neste programa parece-me ser manter um inventário preciso do número de porcos que não criámos. O meu amigo Robert está muito entusiasmado quanto ao futuro do seu negócio. Criou porcos durante mais de 20 anos e o máximo que tinha conseguido ganhar foram uns 35.000 EUR em 1978... até este ano, que recebeu o tal cheque de 100.000 EUR para a não-criação de porcos.  Se eu posso receber um cheque de 100.000 EUR para não-criar 50 porcos, então receberei 200.000 EUR por não-criar 100 porcos, etc.?
Proponho-me começar por baixo para depois chegar a não-criar uns 5000 porcos, o que significa que receberei um cheque de 10.000.000 EUR para poder comprar um iate e para outras necessidades urgentes. Mas há outra coisa: os 5000 porcos que eu não criarei deixarão de comer os 100.000 sacos de milho que lhe estão destinados. Entendo, portanto, que irão pagar aos agricultores para não produzir esse milho. Isto é: receberei alguma coisa para não-produzir 100.000 sacos de milho que não alimentarão os 5000 porcos que não-criarei? Pretendia começar o mais cedo possível, porque parece que esta altura do ano é a mais propícia à não-criação de porcos.
Com os melhores cumprimentos,

(Assinatura ilegível)

PS : Mesmo estando implicado no programa poderei criar uns 10 ou 12 porcos para ter algum presuntito para dar à família?


 Créditos: Internet