Dia 12 de Outubro é o “Dia da Criança”. Entre outros eventos que se possam comemorar, este é o que mais se notabiliza no Brasil e o qual eu abordo.
As crianças sonham com este dia que talvez emparelhe com o Natal naquilo que mais as move --- os presentes!
Eu tenho todos os meus filhos criados, mas não fiquei à margem das comemorações e “obrigações” com os meus netos...
Seria um dia de muita alegria não
fossem algumas más notícias relacionadas com crianças e, principalmente aquela
estampada nos jornais com maior evidência: Duas crianças do grupo de índios do sudoeste
do Amazonas que está sem dinheiro para retornar às suas aldeias depois das
eleições de domingo morreram nesta quinta (11) após quadro de diarreia. As
crianças mortas têm menos de dois anos de idade e são das etnias canamari e
maiuruna. Elas adoeceram nas canoas e chegaram ao hospital da cidade em estado gravíssimo. Outras 33 crianças estão internadas em
tratamento na Casa do Índio. Duas estão hospitalizadas, uma com pneumonia e
outra com diarreia grave.
Para que se possa entender melhor
essa notícia, teremos que abordar a raiz do problema.
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Como os políticos foram derrotados
nas urnas, sumiram da cidade, e os índios agora estão sem dinheiro para comprar
o combustível da volta, segundo a Funai (Fundação Nacional do Índio). Candidatos
indígenas e não índios estimularam a vinda mandando gasolina para as aldeias,
depois os largaram.
Sem ter como
abastecer 94 canoas, ao menos mil índios, incluindo crianças e adolescentes,
estão vivendo em barcos, barracos improvisados no porto. Para abastecer as 94
embarcações, seriam necessários cerca de R$ 140 mil (54.000 euros), o que
resultaria em cerca de R$ 1.500 por cada embarcação.Os índios são da terra indígena Vale do Javari que está localizado no extremo oeste do Amazonas, na divisa com o Peru. A etnia mais populosa do Vale do javari é a Marubo.
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Na aldeia do Maronal vivem cerca de 300 marubos. Está num dos locais mais remotos do Brasil
Vale do Javari é a segunda maior terra indígena do Brasil, com 8,5
milhões de hectares, abrigando, além de isolados, povos com diferentes níveis
de contato com a sociedade nacional. A área é um mosaico cultural e um complexo
espaço de relações, trocas, tensões e sobreposições territoriais.
Entendi que hoje não iria analisar e opinar sobre este descalabro envolvendo políticos de má fé, Instituições e até mesmo as Reservas Indígenas. Ficará para outra oportunidade.
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