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sexta-feira, julho 08, 2016

Refugiados






If you have any doubts about Muslim immigration, this might clear up your thinking.
This “furniture shipment” was supposed to go to the refugee camps in GREECE
to make their life more bearable and ease their hardships.
52 tons of guns and ammunition in big 40’ double containers followed the migrants to Europe, pretending to be furniture but, was discovered by the Greek border securities in 14 containers.
If this doesn’t convince you that this IMMIGRATION is nothing less than an ARMED INVASION then nothing will.
Wonder still why all those young (military age) men without children or wives are taking on the task of traveling all those miles posing as refugees?
Most western nation Main Stream media won’t cover this… So please share…

from: Steve Schultz

segunda-feira, agosto 13, 2012

Verso e Reverso

Muitos dos emigrantes já sentiram na pele o problema que vou abordar hoje.
Tentei a melhor forma de poder transcrever para aqui a foto acima, que se refere a uma página do Facebook. Foi o melhor que consegui e acho que é possível ler o conteúdo do diálogo travado entre eu e outro usuário. Acrescento agora que, enquanto eu estava tratando da foto, reparei que o parceiro do diálogo retirou os seus comentários e isso deve ter sido por orientação dos gestores da página (?). De qualquer forma, não vou abordar mais este assunto retratado e sim o problema na generalidade.
Depois que cumpri a minha comissão militar em Timor (1970), emigrei para o Brasil em 1972. Naquela época era difícil conseguir um razoável emprego em Portugal antes de ir para a tropa e, depois que voltava quando terminava os 4 anos de serviço militar já nos consideravam velhos...
Tenho 40 anos de Brasil e já assisti a muita coisa. Primeiro a guerra dos dentistas portugueses com os brasileiros; depois a revanche aqui por determinação do então chanceler Fernando Henrique Cardoso e disso eu fui vítima um dia no aeroporto de Cumbica. Depois outras escaramuças do mesmo tipo, mas sempre pela incompetência de alguns para as evitar ou resolver.
Todavia, os portugueses sempre se deram bem aqui e noutras partes do Mundo. São trabalhadores, muito competentes e são muito respeitados por isso. A colónia portuguesa é muito grande e quase todo o brasileiro tem sangue português...
Aqui, apesar de ter filhos e mulher brasileiros e de jamais ter levado para fóra do país um único tostão para aforrar, vez ou outra tenho que escutar baboseiras típicas de um ou outro ignorante. É o caso de nos apontarem como surrupiadores do ouro da Colónia. É o caso de, também, nos quererem incomodar ao contarem piadas de português. No primeiro caso eu costumo perguntar o sobrenome do reclamante e vejo que é Silva, Oliveira, enfim. É quando eu respondo: "Porra! os seus avós pertencíam à quadrilha. Afinal, eles eram portugueses..." E no que diz respeito às piadas, quando o indivíduo me conta uma, eu dou risada e conto outra também de português; é aqui que eu os desarmo...
Em Portugal as coisas não são diferentes e eu também senti isso na pele. Sim! Voltei para lá em 1990 e por lá fiquei até final de 1995. Trabalhei como Representante/Vendedor e um belo dia em, Estremoz, ao visitar pela enésima vez um possível comprador, além de nada vender ainda senti que estava sendo discriminado por causa da minha pronúncia meio abrasileirada. O tipo pensava que eu era brasileiro. E não aguentando mais desaforos, tirei da carteira o meu Bilhete de Identidade, mostrei-o para que ele se certificasse que, além de português eu era estremocense. Depois, agarrei-o pelos colarinhos e disparei um monte de impropérios.
Se todos os portugueses da diáspora resolvesem regressar à terra natal, duplicaria a densidade demográfica do nosso pequenino rectângulo à beira mar plantado. Acho que actualmente não fica bem o termo "jardim"...
Um indivíduo que se proponha realizar um estudo aqui no Brasil, verifica que, além das tradicionais colónias portuguesas do sudeste e sul, tem no nordeste um avultado número de novos patrícios trabalhando ou investindo e que para cá vieram ainda nos bons tempos dos subsídios europeus a fundo perdido. Agora, com a terrível crise em Portugal e adjacências, é impressionante o tamanho da onda imigratória.
Os de cá e os de lá, brasileiros e portugueses, devem de uma vez por todas, parar de afirmar algo que desconhecem na essência. E isso vale para todos os campos do conhecimento. Os demais, com um pouco mais de cultura e conhecedores dos factos, esses sempre defenderão a nossa fraternidade.
Seria uma boa, no momento, Dona Dilma assumir Portugal como Colónia num prazo suficiente para a total recuperação... Infelizmente, pelo número de maus políticos que tem aqui, seria pior a emenda que o soneto.
Conterrâneos! Providenciem um expurgo dessa canalha que se tem alternado no poder desde o 25 de Abril e substituam-nos pelo voto democrático e consciente. Esse é o caminho. Nós, os da década de 60 e na maioria fóra do país, já fizémos a nossa parte com suor, sangue e lágrimas.
 

domingo, março 09, 2008

TOURADAS EM MADRID

TOURADAS EM MADRID
(Alberto Ribeiro e João de Barro)
Eu fui as touradas em Madri
Para tim bum, bum, bum
Para tim bum, bum, bum
E quase não volto mais aqui
Para ver Peri beijar Ceci
Para tim bum, bum, bum
Para tim bum, bum, bum
Eu conheci uma espanhola natural da Catalunha
Queria que eu tocasse castanhola
E pegasse o touro à unha
Caramba, caracoles, sou do samba
Não me amoles
Pro Brasil eu vou fugir
Que é isso é conversa mole para boi dormir
Para tim bum, bum, bum
Para tim bum, bum, bum
Carmélia Alves cantava esta canção como ninguém e lembro-me dela, dos meus tempos de infância e juventude. Lembro-me, também, daquele dia em que, no Maracanã, jogaram o Brasil e a Espanha. O Brasil ganhou o jogo e durante o decorrer do mesmo abriram-se os altifalantes do estádio ouvindo-se essa música. Os espanhois consideraram isso uma afronta e quase se gerou uma crise diplomática...
A "Telefonica", uma das maiores empresas da Espanha, entrou no campo das telecomunicações, no Brasil, de um modo a que geralmente denominamos por aqui como "mamata". Foi uma das maiores aberrações do anterior governo de FHC. Os espanhois entraram aqui sem grandes custos e riscos no investimento, pois o governo brasileiro financiou quase tudo. Jamais fez isso comigo ou com outros pequenos empresários como eu...
Represálias nas nossas fronteiras, uma reciprocidade em relação ao que os espanhois fazem com os brasileiros, não é de bom tom. Isso sempre acaba pos estourar no mais fraco em ambos os lados. Eu sugeria que se cotucassem os espanhois no lugar onde doi mais: o capital! Bastaria que se iniciasse uma grande campanha popular para que fôsse abolida a taxa obrigatória (10% do salário mínimo brasileiro) que todos nós pagamos por serviços não prestados e pagar tão sòmente o serviço que usufruimos. Na Espanha a empresa não cobra isso; porque razão cobra aqui?
Nessas manifestações populares protestaríamos ao som da música de "Touradas em Madrid"...

BRASILEIROS EM PORTUGAL

Durante a sua estadia no Brasil, o Presidente Cavaco Silva revelou que falou com o Presidente Lula sobre emigração, mas a preocupação brasileira “não se situava em Portugal, centrava- -se noutro país da União Europeia [a Espanha]. Ainda salientou que os problemas da emigração foram substancialmente resolvidos em 2005 e hoje os cerca de 70 mil emigrantes brasileiros em Portugal “enviam para aqui mensagens animadoras”. Por isso, disse “não recear qualquer tensão futura devido ao número crescente de brasileiros em Portugal”.
Na verdade, o número não é tão crescente como à primeira vista se leva a entender, pois a situação por lá não está muito convidativa... Porém, e isso é o que interessa mais, apesar de termos a obrigação de zelar pelos interesses da EU no que tange à adoção do estipulado na política de imigração, não agimos como os “nuestros hermanos” carrascos e xenófabos. Nem poderia ser de outra maneira.

sexta-feira, agosto 17, 2007

EMIGRANTES BRASILEIROS

BRASILEIROS
ASSEGURADA A NACIONALIDADE BRASILEIRA AOS FILHOS DE EMIGRANTES BRASILEIROS
Quando são pais no estrangeiro, os cidadãos brasileiros lá residentes ou mesmo em situações de permanência temporária, vêm se defrontando com situações bastante difíceis a respeito à nacionalidade dos seus filhos, mas este problema está em vias de ser definitivamente solucionado. A partir de agora, os mesmos terão direito pleno à cidadania brasileira.
Um projeto de emenda constitucional (PEC), de autoria do ex-Senador Lúcio Alcântara, aprovado pelo Senado Federal em 2002, acaba de receber a aprovação da Câmara dos Deputados que, por proposta da relatora, Deputada Rita Camata, manteve a íntegra do texto aprovado pelo Senado, permitindo que o mesmo entre em vigor, imediatamente após a sua promulgação.
Desta forma, qualquer filho de cidadão brasileiro, nascido no estrangeiro, será adotado como natural do país, desde que seja registrado nas embaixadas ou consulados do Brasil que jurisdicionem o local do respectivo nascimento. A medida não esquece os que nasceram entre 7 de junho de 1994 e a data da futura promulgação, que poderão requerer a cidadania nos consulados (se ainda residentes no estrangeiro) ou nos cartórios de registro civil (se já estiverem a residir em território brasileiro).
A Revisão Constitucional brasileira de 1994, proibiu o registro de filhos de brasileiros nascidos no estrangeiro, que até então era feito nas embaixadas e nos consulados do Brasil, abrindo apenas exceção para os casos em que fossem filhos de pai ou mãe que se encontrassem no estrangeiro a serviço do Estado brasileiro. Houve uma tentativa de correção parcial desse mandamento constitucional, quando, em 1995, o Ministério da Justiça baixou Portaria permitindo, a partir de então, que os pais pudessem registrar os seus filhos nascidos no exterior nos consulados brasileiros, outorgando-lhes uma nacionalidade provisória, que poderia vir a se transformar em definitiva desde que ! as crianças viessem a fixar residência no Brasil até completarem 18 anos.
Devemos saudar efusivamente tal medida, que vinha sendo reivindicada desde há muito, sendo inclusive alvo de discussão durante o Encontro da Comunidade de Brasileiros no Exterior, realizada na Universidade Católica de Lisboa, em 2002, na qual tive a honra de participar como Deputado da Assembléia da República Portuguesa, quando defendemos um tratamento legislativo que venha a contemplar essa parcela substancial da população brasileira que são seus emigrantes, com um reconhecimento merecido e necessário, visto que já ultrapassa o número de 2.000.000 os cidadãos brasileiros a viver no estrangeiro e a falta de uma legislação adequada provoca um tratamento desigual e injusto para com os mesmos.
Com a presente alteração o Brasil passa a considerar mandamentos do princípio jurídico do “jus sanguinis”, o que é uma evolução ao tratamento tradicionalmente utilizado do “jus solis”, além de reforçar as idéias, produzidas no citado encontro de Lisboa que visam, entre outras coisas, a criação de um órgão de representação dos brasileiros residentes no estrangeiro, além de uma necessária representação desses emigrantes no Congresso Nacional, através de uma participação legislativa, a exemplo do que Portugal, desde há algumas décadas, concede aos seus filhos e aos seus descendentes.
Eduardo Neves Moreira
Ex-Deputado na Assembleia da República Portuguesa
Ex-Presidente do Grupo Parlamenter de Amizade Portugal-Brasil
Publicado em vários sites na internet.

domingo, agosto 05, 2007

PORTUGUESES = PORTUGUESES

POR UMA IGUALDADE DE OPORTUNIDADES PARA A EMIGRAÇÃO PORTUGUESA
Se nos detivermos numa análise precisa e detalhada sobre a emigração portuguesa e a sua situação dentro do contexto nacional, certamente que chegaremos à conclusão que o nosso país vem tratando de forma discriminatória e humilhante aqueles que um dia, pelas mais diversas razões, mas principalmente porque a pátria não lhes ofereceu as condições dignas de vida que desejavam, resolveram emigrar, deixando atrás de si os seus familiares, o seu lugar de nascença e carregando a sua saudade.
Tudo para o emigrante é mais difícil: a obtenção de documentos essenciais à sua vida como cidadão, o recenseamento eleitoral, o exercício do voto, a obtenção da nacionalidade para os seus descendentes não nascidos em território português, o acesso à língua pátria, etc., tudo é mais complicado, mais oneroso, mais demorado e, por vezes negado pela acção discriminatória que alguns servidores públicos detém sobre a decisão de processos, desrespeitando os princípios da lógica, da igualdade e da solidariedade que deveriam estar no embasamento de suas manifestações. A falta de uma legislação precisa e determinante onde se especifique o que é “uma efectiva ligação a Portugal”, vem causando os maiores constrangimentos e injustiças, fazendo que somente aqueles que dispõem de recursos financeiros para tal, tenham que recorrer aos tribunais para verem reconhecido o seu justo direito. Aos demais, resta-lhes a decepção e a impressão de que estão a ser indesejados e discriminados.
Ainda recentemente, quando se pretendeu conceder a nacionalidade originária aos netos de portugueses, cujos pais (filhos de portugueses) já tenham falecido, verificou-se uma alteração à Lei da Nacionalidade das mais indesejadas, pois criaram-se várias situações para os netos de portugueses:
a) aqueles que nasceram em território português e portanto, dotados de todos os direitos como qualquer outro português nato;
b) os que, nascidos no estrangeiro,! filhos de cidadão (ã) português (a), obtiveram a nacionalidade por atribuição;
c) os que, nascidos no estrangeiro, filhos de cidadão (ã) português (a) cujo pai ou mãe sejam estrangeiros e tenham obtido a nacionalidade portuguesa por atribuição;
d) os que, nascidos no estrangeiro, filhos de cidadão (ã) português (a) cujo pai ou mãe sejam estrangeiros e não tenham obtido a nacionalidade portuguesa.
Enquanto que os três primeiros têm o direito à nacionalidade originária, sendo portugueses por inteiro, os últimos que, perante o princípio do “jus sanguinis” estão exactamente na mesma condição dos anteriores, somente podem obter a nacionalidade portuguesa por naturalização, o que é altamente discriminatório e injusto, ferindo os princípios básicos do direito e de isonomia, criando uma situação bastante negativa. Esqueceram, os senhores legisladores, que a legislação interna de grande parte dos países em que existem comunidades portuguesas relevantes, pune com a perda da sua nacionalidade de origem aqueles que, residindo no seu próprio país, obtenham outra nacionalidade por naturalização. O mesmo não ocorre quando lhes é atribuída a nacionalidade portuguesa originária que os outros netos de portugueses podem ter.
Deve ser mencionado que o Estado espanhol, por decisão unânime do seu parlamento, proferida recentemente, acaba de conceder tal direito aos netos de espanhóis, a exemplo do que os italianos já concedem há muitos anos a seus netos.
Se é que pretendemos dar ao nosso país uma dimensão maior cujos nossos antepassados procuraram nos conferir com a epopéia das navegações e com a difusão da nossa cultura e a nossa língua pelas sete partidas do mundo; se quisermos que os 4.500.000 portugueses existentes além fronteiras possam se sentir integrados na grande nação portuguesa a que tanto amamos e ver o conceito da nossa universalidade ter o reconhecimento internacional que os foi legado; devemos adoptar as providências necessárias para a correcção de tão grande injustiça, fazendo inserir nos nossos princípios programáticos e na nossa legislação, as determinações que se fizerem necessárias, pois certamente que os nossos compatriotas residentes no exterior saberão reconhecer tais providências, passando a contribuir mais decididamente para o futuro de Portugal, muito além dos 6,7 milhões de euros diários que as remessas oficiais nos revelam.
EDUARDO NEVES MOREIRA - Ex-Deputado pela Emigração e ex-Pres.Mundial do Cons.Com. Portuguesas