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quinta-feira, outubro 15, 2009

Baderna

Esta minha cidade de Campinas, definitivamente, não tem mais salvação. A coisa descambou para o ridículo, para a desorganização, desrespeito e descontrole.
Hoje saí de casa para fazer a minha fézinha da Lotofácil e dirigi-me à lotérica próxima de minha casa. Para lá chegar, percorro um pequeno trecho da Avenida das Amoreiras, uma das mais movimentadas da cidade. Eram 18 horas e o trânsito intenso nesse horário.
Na calçada deparei-me com uma faixa de alerta que obstruía a passagem dos pedestres na calçada, pois a mesma tinha sido pintada naquele trecho e a tinta estava fresca. Além disso, o autor da façanha ainda deixou o seu carro sobre a mesma.
Qualquer indivíduo portador de um mínimo de educação de berço, respeitará aquela faixa e fica com duas opções: ou continúa caminhando pelo leito carroçável da avenida, sugeito a ser atropelado, ou apela para outro percurso o que, sinceramente, é muito incómodo.
Resolvi voltar para trás e ir até minha casa para pegar a máquina fotográfica e registar o flagrante; não perco esses lances e guardo tudo isso nos meus arquivos. Algumas vezes envio esses registos para algum jornal, no caso de serem aceites…
E não pensem que eu pisei no trecho pintado ou que caminhei pela avenida para passar da primeira para a segunda foto. Eu atravessei a avenida na faixa de pedestres e, lá mais na frente, usei outra faixa para voltar. Questão de educação…

sexta-feira, outubro 09, 2009

Pobre, mas culto…

Calor demais, trânsito em São Paulo , tudo parado.
De um lado: uma Mercedes com ar condicionado, uma madame e motorista.
Do outro: um fusquinha com um gordinho todo suado e a barba por fazer...
O gordinho xinga, buzina, faz um escarcéu por causa do trânsito até que a madame baixa o vidro do Mercedes e diz:
– A paciência é a mais nobre e gentil das virtudes!: Shakespeare, em "Macbeth".
O gordinho não deixa barato:
– Vá tomar no cu!: Nelson Rodrigues, em "A vida como ela é".

sexta-feira, maio 15, 2009

Sangue no asfalto

O assunto é o acidente numa avenida da cidade de Curitiba em que um carro (190 km/h) voou e se projetou por cima de outro, este ocupado por dois rapazes, um dos quais acabava de sair do emprego num shopping. Os dois morreram. O carro “voador” era dirigido por um deputado, de 26 anos, filhinho de papai --- o prefeito de Guarapuava.

Por causa da extensão dos ferimentos, o deputado foi transferido para um dos melhores hospitais de São Paulo (nós pagaremos a conta) e o caso ficará longe da mídia local. Fizeram exame de dosagem alcoólica nos dois mortos e não no deputado...

Depois desta introdução para relembrar os factos a alguns ou dá-los a conhecer a outros, transcreverei em seguida alguns parágrafos de e-mail tornado público pelo pai de um dos rapazes “assassinados”.

1 – Ontem a equipe da TV Paranaense esteve em minha casa, gravamos uma matéria que revelava bem a nossa indignação. Mas, infelizmente, cortaram e colocaram no ar apenas o que não poderia repercutir; nada comparado ao que dissemos

2 – Estamos todos assistindo ao Poder Público sendo colocado à disposição do deputado para anular todas as evidências da sua culpa nesse hediondo crime que ceifou a vida do nosso filho e do seu amigo

3 – No posto de gasolina, onde pràticamente tudo começou, o frentista disse que o deputado aparentava estar totalmente embriagado ou drogado (no hospital, os enfermeiros que cuidaram dele comentaram que foi encontrada cocaína no seu sangue).

4 – Enquanto as famílias choravam a morte dos seus entes queridos no velório, os advogados do deputado já trabalhavam àrduamente...

5 – Tudo está sendo escondido pelas autoridades, médicos e imprensa.

6 – O velocímetro registrava 190 km/h no momento do impacto mortal. Porém, o delegado responsável pelo caso desmente esse detalhe afirmando que a marcação é zero e convida todos a certificarem-se disso indo olhar o carro...

7 – Que Poder é esse, que destroi a esperança de uma família que, no mínimo, só pode exigir que justiça seja feita?

8 – Pelo visto, aqui no Paraná e a exemplo do que acontece por todo o Brasil o poder político é maior que a Lei. Lembremo-nos do acidente com o sobrinho do governador, onde o próprio o foi soltar, mesmo completamente embriagado

9 – Meu irmão foi afastado de seu programa da TV Educativa porque estava “incomodando”...

10 – Na CBN os jornalistas estão indignados devido ao cerceamento de informações.

segunda-feira, julho 07, 2008

Lei sêca

Algumas peguntas e respostas sobre a nova Lei em vigor no Brasil.
Pergunta - Quanto de álcool posso beber antes de dirigir?
Resposta - A lei assume tolerância zero com o álcool. Antes, um motorista podia ter até 0,6 grama de álcool por litro de sangue (dois copos de cerveja). Agora, mais do que zero de álcool é infração gravíssima, com multa de R$ 955 e suspensão do direito de dirigir por um ano. No princípio, enquanto se aguardam regulamentações, haverá tolerância até 0,2 grama de álcool.
Pergunta - Outros países têm o mesmo rigor em relação ao consumo de álcool por motoristas?
Resposta - Há uma série de países que aplicam o mesmo rigor.
Pergunta - Como o índice de álcool vai ser verificado?
Resposta - Fiscais de trânsito e agentes das polícias rodoviárias poderão submeter os motoristas a testes com o bafômetro. A autoridade de trânsito também poderá levar o motorista suspeito para um exame clínico, se não houver um bafômetro.
Pergunta - O teste com o bafômetro é obrigatório?
Resposta - O motorista pode ser recusar, mas, nesse caso, sofrerá a mesma penalidade destinada à pessoa comprovadamente alcoolizada: infração gravíssima, multa de R$ 955 e suspensão do direito de dirigir por um ano. Essa punição também será aplicada se o condutor se negar a outros exames para atestar a embriaguez.
Pergunta - O que acontecerá se eu me recusar a fazer o exame e depois entrar com um recurso, alegando que não estava bêbado?
Resposta - Prevendo que motoristas embriagados possam recorrer a essa artimanha para escapar da punição, a lei prevê que o testemunho do agente de trânsito ou policial rodoviário tenha força de prova diante do juiz.
Pergunta - Posso me recusar a fazer o teste com o bafômetro sob a justificativa de que, pela legislação brasileira, ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo?
Resposta - Esse entendimento amparava, até aqui, os motoristas que não queriam fazer o exame com o bafômetro. Mas a nova legislação é explícita quanto às penalidades para quem se negar a isso. O entendimento é que a regra não vale para o trânsito. Dirigir não seria um direito, mas uma permissão do poder público, concedida apenas a quem se habilita e segue determinadas regras.
Pergunta - Se tomar uma ou duas taças de vinho no almoço de domingo, quando poderei dirigir? Quantas horas são necessárias para eliminar por completo o álcool?
Resposta - O tempo de permanência do álcool no organismo varia de uma pessoa para outra, conforme idade, peso e condições de saúde. O certo é que não basta esperar algum tempo depois da bebida para pegar a estrada. Mesmo que você beba dois copos de chope, o álcool pode ser detectável durante um período que vai de três a seis horas. No caso de uma bebedeira, pode estar sem condições mesmo na manhã seguinte, porque a presença do álcool se mantém por períodos prolongados.
Pergunta - Nunca mais poderei sair com minha esposa para um jantar romântico regado a uma taça de vinho. Por que neste país sempre os bons pagam pelos mal educados?
Resposta - A alternativa é tomar um táxi ou o transporte coletivo na hora de voltar para casa ou então entregar a direção a quem não bebeu. O entendimento da lei é que, não importa a quantidade de álcool consumida, o motorista vai colocar a si e a outras pessoas em risco caso tome o volante. Mesmo quando são consumidas quantidades pequenas e não há sinais exteriores de embriaguez, as chances de a pessoa se envolver em um acidente aumentam.
Pergunta - Tenho o costume de beber no almoço uma taça de vinho tinto seco. Se logo após necessitar dirigir meu automóvel, for barrado por autoridade de trânsito e ficar comprovado que ingeri essa pequena quantidade de álcool, posso sofrer punição?
Resposta - Sim. Você vai receber uma multa de R$ 955 e perde o direito de dirigir por um ano, porque a lei proíbe dirigir com qualquer quantidade de álcool no organismo. Quando uma pessoa tem álcool no sangue, mesmo que não apresente sinais de embriaguez, ela está mais sujeita a sofrer acidentes. Uma taça de vinho significa de 0,2 a 0,3 grama de álcool por litro de sangue, o que configura infração mesmo com a margem de tolerância que vai valer nos primeiros tempos da lei.
Pergunta - O que será penalizado é a conseqüência, ou seja, bebeu, bateu e estava alcoolizado, vai se complicar. Tomou duas taças de vinho e está dirigindo tranqüilamente, a autoridade aborda e pede documento, será liberado. É Lei Seca apenas para quem já cometeu o ilícito.
Resposta - Não é esse o espírito da lei. Não há necessidade de cometer outra infração ou delito para receber punições, porque dirigir com álcool no organismo já é uma infração, e gravíssima.
Pergunta - Caso uma pessoa coma uma sobremesa que contenha vinho, como sagu, ou tenha tomado algum tipo de medicamento com álcool, poderá ser constatada alguma dosagem de álcool nos exames de bafômetro? Se der positivo, essa pessoa poderá ser presa?
Resposta - Qualquer alimento ou medicamento que contenha álcool poderá ser identificado pelo bafômetro. Por causa disso, a nova legislação determina a necessidade de disciplinar margens de tolerância para esses casos específicos. Isso ainda vai ser feito. Para o período de indefinição, vale um decreto que permite aos motoristas, por enquanto, apresentar até 0,2 g de álcool por litro de sangue. Isso é o equivalente a um cálice de vinho para uma pessoa de 80 quilos.
Pergunta - O que diz o texto da lei para o consumo de bebidas na zona urbana?
Resposta - Com a nova medida, os estabelecimentos comerciais localizados nos trechos urbanos das rodovias federais voltaram a ter permissão para vender bebidas alcóolicas. Mas, caso o motorista seja flagrado com álcool no organismo, não escapará do rigor da lei.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

UTILIDADE PÚBLICA

*Aviso muito importante*

Na eventualidade de terem um acidente , avaria ou pneu furado , numa auto-estrada, a primeira coisa a fazer, é abandonar imediatamente o carro, levando o telemóvel e passar para o lado de fora da guarda de segurança (rail) !
Aí, já em segurança , devem ligar para a emergência/assistência a pedir auxilio.
NUNCA se deve ficar dentro do carro imobilizado, numa auto-estrada, nem se deve ficar junto ao mesmo.
Inexplicavelmente, há uma qualquer tendência para que os outros carros que circulam, vão embater no veículo imóvel.

Este conselho foi dado por um médico amigo, muito experiente e que trabalha há muitos anos no INEM que infelizmente, presencia frequentemente situações que difícilmente poderemos imaginar...

sábado, novembro 10, 2007

AGORA FOI COMIGO!

De entre os muitos problemas com os quais o Brasil convive, o maior deles é relacionado com "segurança". Nós, os que vivemos nas grandes cidades, sentimo-nos todos inseguros, se bem que o problema se alastre já para outras áreas até então consideradas tranquilas.
Sentido-nos desamparados pela ineficácia do poder público nessa área, vamos tomando, por conta própria, medidas de prevenção e cautela para evitar surpresas desagradáveis. Assim, se transitamos por uma rua ou estrada, de carro, e, de repente, avistamos um "corpo" estendido no chão e que à primeira vista sugere ser uma vítima de acidente, não paramos para nos certificar sobre o que aconteceu e dar auxílio. Porquê? Porque hoje os bandidos usam esse artifício para assaltar os incautos de boa fé. É muito triste ter-mos chegado a este ponto de comportamento. E eu, pessoalmente, incluo-me na categoria dos desconfiados e prevenidos; não dou sorte para o azar...
Na madrugada de hoje, 01:30, o telefone tocou na minha residência e minha mulher atendeu. Do outro lado da linha uma voz dizia: "senhora! não fique alarmada. Eu e um amigo encontrámos o seu filho caído na estrada ao lado da moto e desacordado. Socorrêmo-lo, voltou a si e parece não ter ferimentos. Vamos aguardar um pouco aqui com ele e verificar se fica em condições de ir para casa por seus próprios meios. Fique aguardando, pois ligaremos nòvamente se a situação não melhorar."
Perante um telefonema deste tipo e de acordo com que escrevi mais acima, existe motivo para ficar na dúvida sobre a veracidade. Primeiro porque é raro alguém parar numa estrada, de madrugada, para socorrer alguém vítima, talvez (?) de um acidente que não foi presenciado. Segundo que é "modus operandi" dos marginais esse tipo de comunicação e que terá outros desenvolvimentos a seguir.
Meia hora se passou e nòvamente o telefone tocou: "Senhora! o seu filho está muito confuso e não confiamos na sua capacidade de dirigir a moto para voltar para casa; está sem noção de como fazer e que rumo tomar. Fique tranquila que não o abandonaremos até que alguém da família chegue aqui".
Nesse mesmo instante, eu e minha mulher, partimos para o local indicado e não trocámos impressões sobre se poderia ser ou não ser verídico tudo aquilo. Simplesmente o fizémos com a única preocupação do real estado de saúde do nosso filho. Chegámos e certificámo-nos que tudo era verdade. Alguns momentos depois a polícia também surgiu e isso ainda nos deu maior tranquilidade, se é que possa usar o termo. Resumindo: o nosso filho passou pelo hospital para exames e está em casa relativamente bem.
Agora, pergunto a mim próprio: Devo continuar agindo como até então em relação ao que poderá ser ou não uma vítima real de acidente? Devo parar e ajudar? Continuarei receoso ou arriscar-me-ei a enfrentar a situação, seja ela qual fôr? No caso que relatei e que pessoalmente me envolveu, algo é indubitável: se aqueles dois amigos não tivessem parado para verificar o que aconteceu e prestar socorro, algum caminhão ou carro teria passado sobre o meu filho enquanto estivesse estendido, desacordado, naquela via.
Terei que mudar!

quinta-feira, agosto 09, 2007

FACA DE DOIS GUMES

Não sou contra o uso do cinto de segurança onde, por lei, o mesmo é obrigatório. Se assim está determinado, isso certamente se deve a muitos estudos feitos a respeito. Porém, muitas vezes o seu uso tem efeitos contrários à preservação da vida e eu já fui testemunha de alguns casos.
Há dois dias atrás, numa das mais movimentadas avenidas de Campinas, ocorreu um gravíssimo acidente de trânsito que resumo assim:
A meio da avenida tem uma rotunda no cruzamento com outra via. O semáforo está vermelho e, por isso, está parado um ônibus e atrás dele um pequeno veículo FIAT Uno, este ocupado por uma jóvem de 26 anos. Pelo espelho rectrovisor ela nota que vem descendo um caminhão-betoneira e deduz que o mesmo vai bater na trazeira do seu carro. De raciocínio rápido e inteligente, retira o cinto, deita-se ao longo dos dois bancos dianteiros e vai sentindo a lataria raspando-lhe a pele. Foi o "efeito ovo", segundo dizem; naquele pequeno espaço formou-se uma pequena câmara, o seu refúgio, onde a sua vida foi poupada. Foi retirada das ferragens retorcidas pelos Bombeiros. Quebrou um pulso e teve um pequeno trauma na bacia.
A foto que ilustra esta postagem é a do próprio veículo. Se a vítima estivesse com cinto de segurança, seria decapitada e prensada.