sexta-feira, abril 24, 2015
O Cravo
O
CravoA todos os que lutaram por Abril mas especialmente a Francisco Lino, o meu rebelde bisavô, pela fé inabalável que depositou na liberdade.
A 25 de Abril de 1974
festejou-se a liberdade e o sonho,
com hinos nos lábios,
com votos renovados de esperança.
Com o País aberto à verdade,
e os braços estendidos aos Heróis,
às promessas e à confiança.
Foi dia de luta, de lágrimas,
de adeus às armas, de acolhimento.
De um sorriso para uma certeza.
As prisões e as torturas
queriam-se longe da lembrança,
pois agora reforçavam-se os desejos
de uma Pátria nova, Renascida,
de uma Pátria nova Portuguesa!
Porém,
o tempo passou,
e um cravo rubro, solitário,
ficou na estrada tombado.
As desilusões esmagaram-no
e o Homem Novo ignorou-o,
tomando-o por vinho entornado.
E hoje,
é recordado com brindes e discursos de glória
esse dia que ninguém esqueceu.
Mas há novos pés, no silêncio, a pisarem
aquele cravo de sangue exaltado e vitória
que no auge da festa alguém perdeu!..
No futuro,
uma criança,
brincando na areia da estrada,
encontrará o cravo,
que à Revolução foi ceifado.
Ao romper de uma aurora,
em vigor, plantá-lo-á de novo,
para que a fé não se apague.
E crente nas razões do povo,
na sua justiça, na sua dor,
estará a plantar, sem o saber,
a mais doce força da Saudade,
e o mais intenso poema de Amor.
Helena de Sousa Freitas, Setúbal, Portugal
Poemas de Abril
Poemas de Abril
|
Meu
País Liberto
Meu País liberto pela madrugada na força do povo há muito sonhada! Meu país guardado no fundo da arca coberto do tempo do tempo sem marca. Meu país cansado, de peito fendido, de rosto velado e até esquecido. Meu país mazela, herança da guerra, nos filhos roubados tirados à terra. Meu país sem rumo perdido na história de gente tristonha sem gosto à vitória. Meu país gerado e feito criança é teu o caminho que trilhas na'sprança. Meu país gigante irás na aventura correr mil veredas e fazer figura. Meu País liberto pela madrugada na força do povo há muito sonhada! Frassino Machado - Lisboa, Portugal |
quinta-feira, abril 23, 2015
quarta-feira, abril 22, 2015
domingo, abril 19, 2015
Combate ao mosquito
#Dengue: Como fazer uma armadilha para pegar o mosquito Aedes aegypti? http://bit.ly/1MpSGmH Se não encontra o local apropriado para depositar os ovos, o mosquito voa distâncias de até três quilômetros até localizar um recipiente ideal. Por isso, uma forma de ajudar a combate a doença é fazer com que o Aedes aegypti se reproduza dentro de armadilhas, onde pode ser eliminado. Aprenda e compartilhe
Posted by UOL Notícias on Quarta, 11 de março de 2015
segunda-feira, abril 06, 2015
Festejar a Páscoa
![]() |
Os crentes festejam, religiosamente, o Domingo de
Páscoa, mas o grande dia dos eborenses da minha geração era a
“Segunda-feira de Festa”, feriado municipal, em que tinha lugar uma
celebração de raiz popular. Numa tradição vinda dos avós, muitas
famílias de Évora comiam o assado no Alto de São Bento, uma colina de
granito, arborizada e fresca, a cerca de 2 km das Portas da Lagoa, na
direcção de Arraiolos, onde, há mais de 3000 anos, existiu um castro da
Idade do Ferro. Reminiscência pagã, a anunciar a primavera, esta romaria
popular, no dia a seguir ao Domingo de Páscoa, não tinha deuses nem
santos. Para mim e para a maioria dos que ali confraternizavam, São
Bento era apenas o nome de uma pequena elevação do terreno com três ou
quatro moinhos abandonados e em ruína. Seguras com pedras, para que o vento as não levantasse, as toalhas brancas eram mostruários das muitas e variadas confecções ao dispor e regalo da família e de um ou outro que passasse ou se juntasse ao grupo. Dessas confecções, ficaram-me na memória o ensopado trazido de casa feito e aquecido ali em flume de chão improvisado com pedras, o borrego com ervilhas, a costeletas panadas, o coelho frito, as filhoses, os pasteis de grão, a enxovalhada e outros bolos caseiros. Mas havia sempre uma iguaria comum a todas, própria desse dia. Era o assado, ou seja, a perna de borrego tostadinha, com batatinhas novas e muita cebola, em assadeira de barro queimada pelo forno de lenha. Como acompanhamento havia, por tradição, salada de alface muito segadinha.
Os meus pais não apreciavam estas festanças de comezainas, com muito pó, muitas moscas e bebedeiras à mistura. Mas eu sempre gostei e muitas foram as vezes em que, adolescente, passei esse dia no Alto de São Bento, saltando de chaparro em chaparro ou, o que é o mesmo, de família em família, saboreando o que de muito bom por lá havia. Os mantimentos e o vinho para um dia inteiro eram propositadamente abundantes a contar com os muitos amigos, que sempre apareciam de mãos nos bolsos. Havia quem levasse música em grafonola de dar corda, permitindo baile e animação até às tantas.
O Nem eu nem o povo aqui em festa sabíamos que dois anos depois da conquista de Évora, em 1165, por Geraldo Geraldes, o Sem Pavor, e do foral que lhe foi dado por D. Afonso Henriques, se erguia, no sopé desta colina, uma pequena ermida dedicada a São Bento. Frade italiano nascido no ano de 480, em Núrsia, foi o fundador do monaquismo ocidental e o criador da Ordem Beneditina, organização religiosa que alude ao seu nome. Mais de um século depois, em 1274, nascia sobre esta ermida o convento de São Bento de Castris, da Ordem de Cister, uma das mais antigas instituições religiosas femininas. Fundado, por D. Urraca Ximenes, este local tornou-se motivo de peregrinação que o tempo fez esquecer como tal, mas que permaneceu como pólo de confraternização popular.
Também não sabíamos que este local ficou na história de Portugal, durante a revolução de 1383-1385, conduzida pelo Mestre de Avis. À época, era abadessa do convento Dona Joana Peres Ferreirim (dama da família de Dona Leonor Teles, rainha a quem o povo cognominou de Aleivosa). Segundo Fernão Lopes, a infeliz religiosa, que se escondera na Sé Catedral, durante os tumultos, foi encontrada e arrastada pela multidão, até à Praça do Geraldo, onde morreu às mãos do povo.
Logo pela manhã partiam, uns a pé, outros em carroças, carregadas de cestos, garrafões, mantas e cadeirinhas, para ali se instalarem o dia todo, à sombra de uma azinheira ou de um sobreiro. Pela encosta da colina virada para a cidade fervilhava a animação. Cada árvore, uma família.
António Galopim de Carvalho
domingo, abril 05, 2015
Alqueva
No caso de alguns destes produtos, na zona agrícola do Alqueva, a produtividade chega a ser três vezes superior à média do resto do mundo.
O jornal Expresso cruzou dados do INE, da FAO (Nações Unidas) a informações da EDIA - empresa que gere o regadio de Alqueva - e testemunhos de alguns produtores – as conclusões a que chegaram foram surpreendentes.
No Alqueva, produz-se uma média de 14 toneladas de milho por hectare contra às 5,5 toneladas a nível mundial; no que respeita ao tomate, no Alqueva produzem-se 100 toneladas e no resto do mundo 33,6; quanto às uvas de mesa são 30 toneladas que ficam bem acima das 9,6 toneladas a nível mundial.
Estas notícias sobre a produtividade do Alqueva já são mundialmente famosas e já existem investimentos na zona de várias nacionalidades diferentes: Marrocos, França, Itália, África do Sul, Itália, Escócia e a Espanha, claro, que lidera os que mais investem no Alqueva.
Os produtos alentejanos do Alqueva têm qualidade e são vendidas a grandes multinacionais: grande parte da produção de cebolas vai para o MacDonalds e de amendoins para a PepsiCO.
Também em destaque, sobretudo na Grã-Bretanha e norte da Europa, tem estado as uvas sem grainhas.
A vantagem desta área alentejana, e que lhe providencia características únicas, deve-se, essencialmente a três causas: a terra é praticamente virgem, sem químicos e sem fungos (durante décadas só se plantaram cereais), há abundância de água nos meses mais quentes e tem uma larga exposição ao sol (com consequências nos processos de fotossíntese das plantas e influência direta no sabor e qualidade das mesmas).
O facto de as colheitas no Alqueva se anteciparem ao normal em duas a três semanas, é também um fator diferenciador face à concorrência e que atribui ao Alqueva uma clara vantagem, para mais não sendo produtos provenientes de estufas, como é o caso na maioria dos produtos espanhóis, com influência na qualidade e no preço.
In http://tribunaalentejo.pt
quinta-feira, abril 02, 2015
Engenharia
Video sobre a construção da Ponte Maputo-Katembe... muito bem concebido... vale a pena rever...
Posted by César Morais on Terça, 31 de março de 2015
segunda-feira, março 09, 2015
Vinhos do Alentejo
Melhor
vinho branco do mundo é português
O Cortes de Cima, Branco 2013, foi considerado o melhor
vinho branco seco num dos mais importantes concursos mundiais de vinhos – o
Vinalies Internationales, em Paris - acumulando, em simultâneo, o feito de ter
sido, entre todos os vinhos e todas as categorias presentes (brancos, tintos,
espumantes e vinhos doces), o vinho com maior pontuação de todo o concurso.
Note-se que estiveram em prova 3500 vinhos, provenientes de 40 países. O branco
que, curiosamente, é feito junto ao mar, em Milfontes, custará nas garrafeiras
nacionais cerca de €10.
Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/sociedade/detalhe/o_melhor_vinho_branco_do_mundo_e_portugues.html
Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/sociedade/detalhe/o_melhor_vinho_branco_do_mundo_e_portugues.html
Melhor vinho branco do
mundo é português
Vinho Cortes de Cima Branco custará cerca de €10.
Por Edgardo Pacheco
O Cortes de Cima Branco 2013 foi considerado o melhor vinho branco seco
num dos mais importantes concursos mundiais de vinhos – o Vinalies
Internationales, em Paris - acumulando, em simultâneo, o feito de ter
sido, entre todos os vinhos e todas as categorias presentes (brancos,
tintos, espumantes e vinhos doces), o vinho com maior pontuação de todo o
concurso.
Note-se que estiveram em prova 3500 vinhos, provenientes de 40 países. O
branco que, curiosamente, é feito junto ao mar, em Milfontes, custará
nas garrafeiras nacionais cerca de €10.
Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/sociedade/detalhe/o_melhor_vinho_branco_do_mundo_e_portugues.html
Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/sociedade/detalhe/o_melhor_vinho_branco_do_mundo_e_portugues.html
Melhor vinho branco do mundo é português Vinho Cortes de Cima Branco custará cerca de €10. Por Edgardo Pacheco O Cortes de Cima Branco 2013 foi considerado o melhor vinho branco seco num dos mais importantes concursos mundiais de vinhos – o Vinalies Internationales, em Paris - acumulando, em simultâneo, o feito de ter sido, entre todos os vinhos e todas as categorias presentes (brancos, tintos, espumantes e vinhos doces), o vinho com maior pontuação de todo o concurso. Note-se que estiveram em prova 3500 vinhos, provenientes de 40 países. O branco que, curiosamente, é feito junto ao mar, em Milfontes, custará nas garrafeiras nacionais cerca de €10.
Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/sociedade/detalhe/o_melhor_vinho_branco_do_mundo_e_portugues.html
Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/sociedade/detalhe/o_melhor_vinho_branco_do_mundo_e_portugues.html
Melhor vinho branco do mundo é português Vinho Cortes de Cima Branco custará cerca de €10. Por Edgardo Pacheco O Cortes de Cima Branco 2013 foi considerado o melhor vinho branco seco num dos mais importantes concursos mundiais de vinhos – o Vinalies Internationales, em Paris - acumulando, em simultâneo, o feito de ter sido, entre todos os vinhos e todas as categorias presentes (brancos, tintos, espumantes e vinhos doces), o vinho com maior pontuação de todo o concurso. Note-se que estiveram em prova 3500 vinhos, provenientes de 40 países. O branco que, curiosamente, é feito junto ao mar, em Milfontes, custará nas garrafeiras nacionais cerca de €10.
Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/sociedade/detalhe/o_melhor_vinho_branco_do_mundo_e_portugues.html
Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/sociedade/detalhe/o_melhor_vinho_branco_do_mundo_e_portugues.html
West Papua
Para todos aqueles que não conhecem os factos, eis algumas informações básicas sobre a Nova Guiné
Ocidental e a situação da Papua Ocidental que é uma Ilha do Pacífico sob
ocupação ilegal Indonésia. É a metade ocidental da ilha da Nova Guiné,
que fica apenas a 250 km ao norte da Austrália. A metade oriental é a Papua Nova Guiné, que já é uma nação independente. Em 1961, à Papua Ocidental foi prometida a independência de seus colonizadores holandeses antigos. Mas a Indonésia queria ter acesso à vasta riqueza mineral do território e tentou isso usando a força. Querendo apaziguar um governo indonésio comunista-amigável, os Estados Unidos efetivamente forçaram os Países Baixos a dar a Papua Ocidental à Indonésia. Os papuanos nunca foram consultados. Num referendo patrocinado pela ONU em 1969, tropas indonésias obrigaram, sob a mira das armas, milhares de papuanos a votar pela anexação.
Desde a ocupação inicial de Papua Ocidental, que começou em 1963, o governo indonésio tem cometido genocídio sistemático. Eles mataram mais de 500.000 papuanos ocidentais e continuam a matar, torturar e estuprar muitos mais, tratando as pessoas como escravos e roubaando os seus recursos naturais. É comportamento típico da Indonésia, pois basta lembrar o sofrimento do povo de Timor Leste quando da ocupação.
O povo de Papua Ocidental ainda está lutando por sua liberdade e independência da Indonésia. Para descobrir como você pode ajudá-los, por favor visite www.freewestpapua.org/
domingo, março 08, 2015
Dia Internacional da Mulher
Indonesia - stop using rape as a weapon in occupied West Papua!Women of all ages are often raped by the Indonesian army and police, particularity in front of village elders and men, to "show who is boss" in the area. Please help support the movement to stop the Indonesian army raping women in West Papua.
Indonésia - pare de usar o estupro como arma em Papua Ocidental ocupado!
Mulheres de todas as idades estão muitas vezes estupradas pelo exército indonésio e polícia, na frente de anciãos da aldeia e dos homens para "mostrar quem é o chefe" da área. Por favor, apoiem o movimento para acabar com os estupros de mulheres, pelo exército indonésio, na Papua Ocidental.
Mulheres de todas as idades estão muitas vezes estupradas pelo exército indonésio e polícia, na frente de anciãos da aldeia e dos homens para "mostrar quem é o chefe" da área. Por favor, apoiem o movimento para acabar com os estupros de mulheres, pelo exército indonésio, na Papua Ocidental.
sábado, março 07, 2015
Indonésia e o Terror
Free West Papua Campaign
Village elders in West Papuan highland village rounded up by Indonesian security forces. These are peoples fathers and grandfathers.West Papuans are prisoners in their own land. The Indonesian security forces have alreadykilled over 500,000.The international community must act against Indonesia.
quinta-feira, março 05, 2015
Subscrever:
Mensagens (Atom)









