sábado, março 15, 2014

Os ETs voltaram

Seguindo a rota normal de Kuala Lumpur a Pequim, o voo MH 370 da Malaysia Airlines sumiu dos radares civis, mas não dos militares que detectaram o Boing 777 depois da perda de contato numa série de malabarismos em diferentes altitudes e rotas.
Naturalmente que o avião não caíu em lugar algum pois que, a ser assim, com todos os meios disponíveis e em uso, partes do mesmo já teríam sido avistadas.
No momento do último sinal captado houve a aproximação de uma nave extra terrestre, que não se pode imaginar de qual Planeta é oriunda, a qual sincronizou a velocidade com a do avião e usou os seus dispositivos magnéticos para segurar a pouca distância o aparelho com total segurança. Numa segunda fase da operação os motores do boing foram desligados e este passou a ser parte da nave.
Num brusco movimento de alteração da rota, a direção tomada pela nave foi o Estreito de Malaca, agora uma espécie de Triângulo das Bermudas onde, do mesmo modo, sumiram em 1945 cinco bombardeiros e mais alguns aviões de resgate, assim como o Constellacion da Tiger Line que em 1962 sumiu entre o Vietnã e as Filipinas. De todos jamais foram encontrados destroços.
Neste ponto do Planeta Terra, o Estreito de Malaca, a nave extra terrestre adquiriu a sua velocidade original e sumiu em direção ao infinito.
Não é de ontem que nós, terrenos, estamos na mira dos ETs em vários pontos do nosso Planeta ou mesmo nas incursões a alguns e tentativas a outros. Enquanto isso alimentamos hipóteses e dúvidas tão sòmente enquanto as autoridades continuem a manter completo sigilo sobre presumíveis aparições, como o caso de Varginha no Estado de Minas Gerais.

sexta-feira, março 14, 2014

Pedreiras de Estremoz

Cátia Gomes Marques apresentou, no inicio deste ano, em Hong Kong (China), um projeto de reconversão da pedreira de Santo António, em Estremoz, que transforma o espaço num hotel de luxo.
“Desenvolvi este projeto no intuito de valorizar o património e a cidade de Estremoz. O projeto foi inclusive registado na sociedade de autores pelo seu valor e singularidade. Além de muito reconhecido no meio académico, tem-lo sido também aqui em Hong Kong, ao contrário do que aconteceu localmente. Apresentei os documentos correspondentes ao trabalho desenvolvido, penso que, em 2012, à Câmara Municipal de Estremoz e a reação obtida não foi nenhuma”, refere a jovem arquiteta.
O trabalho desenvolvido pela alentejana promove a recuperação da pedreira de Santo António, reconhecendo o atual prejuízo territorial e paisagístico e, em simultâneo, a exclusividade e potencialidade das suas características.
“Alguns projetos, como o da Pedreira de Santo António, podem revelar-se a ‘imagem de marca’ de uma região. Verificam-se atualmente uma diversidade de atrativos turísticos, reconhecidos mundialmente, resultantes da reabilitação de pedreiras, como por exemplo as piscinas naturais de St Marry’s Quarry no Canadá, a Ópera de Dalhalla na Suécia ou o Estádio Municipal de Braga em Portugal”, considera.
Natural da freguesia de Cano (Sousel), Cátia Marques está em Hong Kong há cerca de um ano, onde acompanha a de obra de uma estação naquela cidade.
“Gosto muito do que faço e valorizo muito a oportunidade de trabalho que este país me oferece”, finaliza.
Principais ideias da reconversão ● Parque turístico ímpar; ● Reabilitação e reconversão dos poços extrativos; ● Poço de mergulho artificial e um hotel esculpido no mármore; ● Reconversão do poço Noroeste da pedreira numa piscina natural pública; ● Desenvolvimento de atividades e desportos, como o polo aquático e mergulho; ● Reconversão do poço Sudeste num hotel de mármore; ● O Mármore Hotel Spa terá uma área de aproximadamente 0,9 hectares; ● Desenvolve-se aproximadamente até 30 metros de distância da cota terrestre; ● Hotel disponibiliza experiências únicas de habitar os reconhecidos mármores de Estremoz na sua origem; ● O projeto pressupõe a criação de parcerias públicas e privadas.


 Publicação de

sábado, março 08, 2014

Ainda as Mulheres

Em muitos lugares do Planeta, mercê  dos fusos horários, o Dia Internacional da Mulher já é coisa do passado. Aqui no Brasil, de onde escrevo neste momento, ainda se comemora esse dia por mais uma hora e meia... É portanto, pertinente a minha abordagem do tema Mulher.
No decorrer deste dia, muito se escreveu e falou sobre infindáveis vertentes que o tema abrange. Chamou-me especialmente a atenção uma reportagem da televisão em que se prevê que as oportunidades de emprego só sejam iguais entre homens e mulheres daqui a pelo menos vinte anos. E ainda na mesma reportagem, a contestação de haver maior número de estudantes e formaturas do sexo feminino, porém sem acesso a cargos só desempenhados pelos homens.
Concordo em que tudo isso é uma triste realidade, apesar de já se ter avançado muito nesse ambicionado campo da igualdade de oportunidades e competências. A comprovar isso, fora da generalidade, tenho algumas amigas pessoais engenheiras de produção e da construção civil, delegadas de polícia, motoristas de caminhão e de outras profissões até há pouco tempo campo restrito aos indivíduos do sexo masculino.
Mas, o fulcro desta questão que abordo hoje é o facto de confessar que tenho muito orgulho de quando naquela época distante, início dos anos 70, eu tomei uma iniciativa, incrédula para muitos.
Ocupando o cargo de gerente de produção na então Purina do Brasil, uma multinacional líder do ramo de alimentação animal, fui convidado a exercer o mesmo cargo na Mogiana Alimentos (Guabí), hoje também uma gigante do ramo.
Mudei-me com armas e bagagem da cidade de Canoas, no extremo sul do Brasil, para a cidade de Orlândia, ao norte do estado de São Paulo.
A primeira missão foi supervisionar a montagem da nova fábrica nos armazéns desactivados de uma grande empresa de produção de óleos vegetais. Em paralelo a essas funções, também me coube a montagem das equipes que viríam a operar os vários setores fabris.
Nos muitos momentos em que planejava uma série de medidas, lembrei-me de minha mãe em Portugal, que trabalhava numa fábrica de massas e rações no setor de sacarias. Um trabalho muito duro para uma mulher, mas que não era raro no meu Alentejo. Inspirei-me nisso e coloquei sobre a mesa de reuniões com a diretoria a viabilidade de contratar mulheres para algumas áreas da produção.
A ideia não foi muito bem aceite num primeiro impacto gerado. Se aprovada a minha sugestão, seria a primeira fábrica do género a empregar mulheres em cargos até então ocupados por homens. E ainda conspirava contra mim o conservadorismo daquela região em que predominavam as regras dos grandes fazendeiros, alguns dos quais sócios da nova empresa...
Com base na minha insistência e dando o aval de que a experiência inovadora daria certo, houve acordo.
Comecei a treinar a supervisão sectorial e as equipes de operários e operárias. Estas eu coloquei em serviços mais leves, naturalmente, como operadoras de ensaque, de costura da sacaria, rotulagem de embalagens, varrição e micro mix.
Sem querer desfazer dos homens, o rendimento de produção das mulheres era mais alto. Elas se debruçavam nos seus afazeres com muito mais responsabilidade e menos tempo perdido. A simples presença delas no mesmo
espaço impunha um certo respeito que contrariava algumas previsões.
Muitos anos já se passaram desde que eu abandonei essa profissão e abracei outras no decorrer da minha vida profissional. Mas ainda hoje me orgulho daquele pioneirismo na emancipação da mulher.

FORUM HAKSESUK: Tribunal Internacional de Justiça anuncia medidas ...

FORUM HAKSESUK: Tribunal Internacional de Justiça anuncia medidas ...: No dia 3 de Março o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) proferiu uma decisão interlocutória quanto ao pedido, por Timor-Leste, de me...

sexta-feira, fevereiro 21, 2014

Petizes criminosos





A expressão menores infratores se refere aos menores situados abaixo da idade penal, que é de 18 anos,  geralmente adolescentes, que praticam algum ato classificado como crime.

No Brasil, o termo tem origem jurídica, e acabou ganhando amplo uso nos meios de comunicação. Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) brasileiro, os crimes praticados por tais menores são chamados de infrações ou “atos infracionais”, e as penalidades de “medidas sócio-educativas”.

O ECA estabelece uma diferenciação entre crianças infratoras – definidas como indivíduos até os 12 anos de idade incompletos – e adolescentes infratores, que são aqueles dos 12 aos 18 anos.

Crianças infratoras

As crianças infratoras estão sujeitas a medidas de proteção e não podem ser internadas. Segundo os artigos 101 e 105 do ECA, essas medidas incluem, entre outras:

  • o encaminhamento aos pais;
  • orientação;
  • matrícula e freqüência obrigatórias em escola da rede pública;
  • inclusão em programa comunitário;
  • requisição de tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico;
  • inclusão em programa de tratamento de alcoólatras e toxicómanos;
  • abrigo em entidade;
  • colocação em família substituta.

Adolescentes infratores

Os adolescentes infratores estão sujeitos às medidas sócio-educativas listadas no Capítulo IV do ECA, entre as quais está a internação forçada (detenção física) por um período de no máximo 3 (três) anos, conforme artigo 121, § 3º, do referido Estatuto.

Esta limitação em três anos tem sido objeto de controvérsias e debates no campo da opinião pública, inclusive entre políticos, e diversas propostas no sentido de se aumentar o tempo máximo de internação para o adolescente infrator já foram apresentadas ou discutidas, geralmente como alternativa para a redução da maioridade penal no Brasil.

Além da internação, outras possíveis medidas sócio-educativas, listadas no artigo 112 do ECA, prevêem:

  • advertência – consiste na repreensão verbal e assinatura de um termo (art.115);
  • obrigação de reparar o dano – caso o adolescente tenha condições financeiras (art.116);
  • prestação de serviços à comunidade – tarefas gratuitas de interesse geral, junto a entidades, hospitais, escolas etc., pelo tempo máximo de seis meses e até oito horas por semana (art.117);
  • liberdade assistida – acompanhamento do infrator por um orientador, por no mínimo seis meses, para supervisionar a promoção social do adolescente e de sua família; sua matrícula, freqüência e aproveitamento escolares; e sua profissionalização e inserção no mercado de trabalho (arts.118 e 119);
  • regime de semi-liberdade – sem prazo fixo, mas com liberação compulsória aos 21 anos, o regime permite a realização de tarefas externas, sem precisar de autorização judicial; são obrigatórias a escolarização e a profissionalização; pode ser usado também como fase de transição entre a medida de internação (regime fechado) e a liberdade completa (art.120).

Menores infratores representam 17,4% da população carcerária do país.

Do total de 345 mil menores infratores e adultos criminosos no Brasil, 25,4% são crianças e adolescentes com menos de 18 anos que estão internados em estabelecimentos de correção ou cumprindo medidas em regime de liberdade assistida.

Segundo dados da Secretaria Nacional de Direitos Humanos levantados pelo Globo, há 60 mil adolescentes cumprindo medidas socioeducativas no Brasil, sendo 14 mil em regime de internação e os demais em regime aberto. O Departamento Penitenciário Nacional registra 285 mil adultos presos no país.

A diferença está no tipo de punição. Entre os adultos há 240.300 presos em regime fechado — incluindo os ainda não sentenciados, detidos em cadeias e presídios— e apenas 44.700 em regime semi-aberto ou aberto.Entre os adolescentes infratores, a maioria cumpre as chamadas medidas de meio aberto: liberdade assistida, prestação de serviços, reparação de danos ou apenas advertência. Mesmo entre os 14 mil internos, há três mil em regime de semi-liberdade. Segundo a Subsecretaria de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, cerca de 70% desses adolescentes acabam se tornando reincidentes, ou seja, cometendo novos crimes ao deixar os institutos. São internados os adolescentes que cometem os crimes mais graves, como homicídio, latrocínio ou assalto à mão armada. Nesses casos, de acordo com dados da subsecretaria, o tempo médio de internação de adolescentes infratores é de um ano e meio.

In Wikipédia
 


Crimes cometidos por menores

Será que não está na hora de termos penas mais severas para os menores que cometem crimes hediondos? Maior responsabilização daqueles que usam os menores para cometer crimes?
O menor de idade apesar de não ter a mentalidade completamente formada consegue entender o que é um crime hediondo, violento. Um assassinato, roubo com violência. Hoje o menor não tem punição, responsabilização. Cabe ao estado repreender, educar, dar acompanhamento psicológico, punir com mais severidade até a recuperação total. E responsabilizar os gestores da maquina pública quando não se esforçarem para a criação, manutenção e ampliação de locais para abriga-los já que muitos retornam as ruas por falta de vagas, ou pela facilidade de escapar destes locais.
São menores? sim, mas não deixam de ser criminosos que tem que ter ciência que cometeram crimes e o Estado os responsabilizará.








A minha opinião e sentimentos a respeito deste assunto são compartilhados pela grande maioria dos meus amigos e de outras pessoas que costumo ouvir nas rodas de bar e de outros locais públicos. Daí se poderia originar um resultado estatístico num grande universo  de  pesquisa. Algo em torno de 90%.

Jamais tive ideias fascistas e nunca me alinhei à direita conservadora. Não obstante ser de esquerda, não compartilho certos ideais travestidos de defesa dos direitos humanos.

Quando assisto aos telejornais, noto que o grosso das notícias é relacionado à insegurança e à onda de crimes hediondos ou muito violentos. A própria televisão abocanhou esse filão que dá muita audiência, apresentando programas vespertinos com média de 2 horas de duração. Independentemente de achar que deveremos estar bem informados sobre o cotidiano, também acho que essas pautas ajudam no aumento dos crimes (...).

A verdade é que notamos que a maioria dos crimes, principalmente latrocínios, têm sempre a autoria de menores, ou por estes executados sob o comando de maiores. E, por estranho que pareça, como num filme de cowboys, sempre torcemos para que o menor morra, o que nos dá a certeza que não voltará a matar ninguém.
Actualmente já se nota que uma parcela da população, revoltada, começou a fazer justiça pelas próprias mãos. Não que se tenha perdido a confiança na autoridade policial, mas pela imperatividade da falta de justiça que se coadune. Quando se surra e amarra um "di menor" a um poste a aguardar a presença da polícia, é um Deus nos acuda por parte dos hipócritas defensores dos direitos humanos. O mesmo acontece como no caso em que se amarraram os membros de um outro desses energúmenos bandidinhos e o colocaram sobre um formigueiro. A maioria, porém, aprovou. E todos os de bem que vivem muito de perto situações periclitantes de grande calibre, aprovam. Creiam nisto os que no exterior tomam conhecimento destes actos através da Imprensa

Se se decidisse fazer um plebiscito ou um referendo para alteração da maioridade penal para  os 16 anos (idade em que o cidadão está apto a votar), o Brasil seria quase totalmente a favor. E os políticos, principalmente os legisladores, são contra essa corrente. Eles foram e são eleitos pelo Povo, mas sempre estão contra o Povo.

Vejamos como foi votado  no Senado um projecto que sugeria a redução da maioridade para os 16 anos:
 Naturalmente que eu não vou tomar essa iniciativa. Isso está ao alcance dos mais jovens. Mas esta seria uma apropriada discussão popular e fulcro de uma manifestação com conteúdo. Acho que o Povo deveria sair para as ruas e fazer estes senadores voltar atrás na sua votação.
É este tipo de problema, muito actual, de entre umas dezenas de outros, que deveríam alimentar os protestos pacíficos e de cidadania.
Registro aqui que aos 14 anos de idade eu me tornei independente. Comecei a trabalhar contribuindo para a Previdência Social (no Brasil seria com Carteira Profissional assinada), fui morar numa pensão na baixa de Lisboa e comia num restaurante popular. Também comprava peças do meu vestuário quando para tal sobrassem alguns trocados.
Não adianta alguém me tentar convencer que com 16 anos um jovem ainda não está totalmente formado. Formação total acho que nunca alcançamos. Quantos não foram servir as Forças Armadas no meu país com essa idade, num voluntariado consciente?!
Só o facto de se poder votar aqui no Brasil com 16 anos, deita por terra a teoria da menoridade penal no mesmo patamar etário. Uma contradição!

domingo, fevereiro 16, 2014

O Corno

José trabalhava num setor de logística de uma grande indústria. Funcionário abnegado e muito competente, era estimado por todos os companheiros e tinha o reconhecimento dos méritos pelo seu chefe. Por tudo isso, assumia funções de chefia na ausência deste. Não se configurava aqui algum tipo de puxa-saquismo, pois o chefe detestava puxa sacos e não muito raramente logo cortava as asinhas de algum que se atrevia a desse modo se evidenciar. O chefe muitas vezes contava casos em que passou apertos com esse tipo de comportamento de engraxadores sabujos, na escola, na vida profissional e, principalmente, durante o serviço militar. Por isso, todos sabiam que esse tipo de comportamento não seria aceite jamais.
É natural que o relacionamento pessoal se tenha aprofundado durante os quatro anos de convivência daquela turma, chegando até ao ponto de confidências de fórum íntimo entre uns e outros. Era como uma família.
José, a certa altura, começou a extrapolar nessa abertura e não se fazia rogado em contar na frente dos companheiros cenas muito íntimas do seu relacionamento conjugal. Ficavam todos atônitos perante a descrição de certas passagens no relacionamento sexual entre ele e a esposa.
Um certo dia, José contou com riqueza de pormenores como tinha sido a noite anterior entre o casal na cama. Não só substimou a performance da esposa, algo que frequentemente fazia, como ainda chegou ao absurdo de ter confessado que se levantou cedo para ir trabalhar e deixou sobre a banquinha de cabeceira uma nota de 500 paus. Isso foi o cúmulo! Sem palavras, chamou a esposa de puta. Mas porquê?...
Naturalmente, o seu chefe fez questão de conhecer pessoalmente a esposa do seu subordinado, os filhos do casal, os sogros e cunhados  que viviam no aglomerado de três habitações. 
Num fim de semana lá foi o chefe. A surpresa foi enorme! Estava ali uma mulher linda e formosa, porém muito tímida mas de trato agradável. Joaquim (o nome do chefe de José) ficou confuso e não entendia o comportamento do seu subordinado em relação à sua esposa (Martinha de seu nome).
A convite de José, o seu chefe Joaquim começou a frequentar aquela casa com uma certa assiduidade. Frequentemente se fazia um churrasco ou mesmo uma sardinhada, pois este era português e gostava de partilhar pratos típicos da cozinha da sua terra. E em algumas dessas ocasiões o vinho ou a cerveja operavam milagres...
Martinha, mesmo tímida, não destoava daquela manha feminina e muitas vezes deixava o Joaquim embaraçado. Sabendo que Joaquim estaria presente em mais um fim de semana, fazia questão de se vestir a preceito e mostrar as curvas em realce do seu belo corpo. Olhares fulminantes lançados de uns maravilhosos olhos negros para o visitante, seguidos de um baixar de cabeça como se envergonhada ficasse. Às vezes olhava de soslaio para o marido, talvez buscando um gesto de reprovação se por acaso ele tivesse percebido algo ou mesmo verificando se nada este teria notado. Como se costuma dizer na linguagem popular, a chapa começou a ficar quente...
Naquele verão escaldante, Martinha se inscreveu numa caravana (excursão) para o litoral paulista, algo que fazia costumeiramente. Sempre ía com algumas amigas e nunca o marido a acompanhava. Ele era fissurado em televisão e jamais deixaria de assistir ao seu programa favorito dos domingos --- o Fantástico... Abertamente  Martinha convidou Joaquim a participar. Este, sem graça, olhou para o José que aquiesceu dizendo não ver nenhum mal nisso. E assim foi. Joaquim também foi inscrito na caravana, mesmo detestando tal tipo de programa farofeiro. Além disso, ele era casado e, de alguma forma, teria que inventar algo para dizer lá em casa. Mas o português de santo não tinha nada, apesar de tal parecer... Além do mais, não iria deixar escapar por entre os dedos uma oportunidade de ouro para comer a mulher do José se para tal houvesse engenho e arte...
Naquela noite de sábado (viajariam durante a noite para cedo chegarem à praia), o ônibus foi recolhendo os participantes da excursão num porta-a-porta. E lá chegou na porta da residência de José onde recolheu Martinha e Joaquim, além de outros vizinhos. Os dois compartilharam as duas poltronas lado a lado. Mas, talvez por causa dos vizinhos, José entrou no ônibus e chamou Martinha para uma conversa ao pé do ouvido. A partir desse momento ela passou a ocupar uma outra poltrona, mas a meio da viagem juntou-se a Joaquim...
Chegaram na Praia Grande, ainda hoje a mais farofeira das praias do Brasil. E ninguém sabe o que aconteceu naquele domingo na areia ou no mar...
Nessa altura, mercê de grande crise económica, Joaquim e José já tinham sido demitidos do emprego naquela indústria onde ambos trabalharam e cada um tinha outra ocupação. Não obstante, os encontros na casa de José continuaram. E nesse subsequente fim de semana Joaquim por lá apareceu mais uma vez. Mas houve uma surpresa, pois algo aconteceu que não estava previsto. José convidou Joaquim para irem até um bar nas imediações para terem um papo sério. Joaquim ficou preocupado e com a pulga atrás da orelha. Há maridos chifrudos que se vingam nas mulheres; outros há que aprontam com os amantes delas. Mas um corno manso não agiria assim, no pensar de Joaquim. Ou talvez sim!?...
Apesar de tudo, o português era valentão e dificilmente se deixaria intimidar. Topou a parada! Naquele bar acabou por por não haver o papo sério e, entre uma cerveja e outra, optaram em disputar uma partida de snooker. É possível que José tenha mudado de ideia à última hora.
Anos se passaram e cada um para o seu lado vivendo as próprias vidas. Soube-se que José e Martinha se separaram e esta encontrou outro parceiro num novo casamento.
Por estes dias, José passou numa feira livre e qual não foi o seu espanto ao encontrar o seu antigo chefe que ali tinha o seu negócio. Ele parece não querer acreditar que Joaquim se transformara em feirante. Pela reação, parece ter interpretado que o ex chefe teria sido rebaixado na escala social (engano dele) pois desatou-se numa risada incontrolável e assim se foi. Do mesmo modo que surgiu, sumiu.

Teria o corno pensado que a vingança tarda mas não falha? Que inocente!

domingo, janeiro 26, 2014

Relaxa e goza



Não foi exatamente tranqüilo o início do vôo 455 da Air France que na terça-feira passada decolou de São Paulo para Paris. A responsável pela trepidação foi Marta Suplicy, que ia para a China, com escala em Paris. Ao embarcar, o casal Marta e Luis Favre relaxou e decidiu não passar pela revista de bagagem de mão feita por raios X. Os Favre furaram a fila da Polícia Federal.
Vários passageiros se revoltaram. Marta respondeu que, no Brasil, as autoridades não estão obrigadas a cumprir as exigências que recaem sobre os brasileiros comuns.
Os passageiros "não relaxaram" com a explicação. Continuaram a reclamar, mesmo com todos já embarcados.
Deu-se, então, o inusitado:
o comandante do Boeing 777, um francês, que mais parecia oficial da famosa e inesquecível "Legião Estrangeira", daqueles soldados que ao cumprimentarem batem os calcanhares das botas e se inclinam respeitosamente, saiu da cabine do avião, chamou a segurança do aeroporto, mandou abrir as portas da aeronave, e avisou com voz solene, em português mas com forte sotaque francês, o seguinte:
- Boa noite senhores passageiros. Aqui quem fala é o Comandante. Comunico que o avião não irá decolar enquanto o casal, um que se encontra na classe executiva e outro na primeira classe, não sair dos seus assentos e, levando duas bagagens de mão, passarem pelos equipamentos de raios-X. Os seguranças do aeroporto irão acompanhá-los até o local dos equipamentos.
Marta Suplicy deixou seu assento na primeira classe (Favre estava na executiva) e, azul de raiva, com a cara de bunda, escoltada pelos seguranças foi cumprir a ordem do comandante.
Nesse instante, os passageiros 'relaxaram e gozaram', com grande alarido, e aplaudiram o comandante. A viagem transcorreu num clima de festa para os passageiros, e de velório para a dupla de pobres arrogantes.

(por Lauro Jardim)

sexta-feira, janeiro 24, 2014

Sino do Convento dos Congregados - Estremoz

Rossio Marquês de Pombal na minha cidade natal -- Estremoz. Ali existe o antigo Convento dos Congregados e numa das suas torres lá está o velho sino agregado ao relógio.
A cada 15 minutos ouvem-se as badaladas.
Esse som eu vivenciei durante toda a minha infância e nas vezes que voltei à minha terra.
Desta última vez não resisti a gravar o som e partilhá-lo com os meus conterrâneos espalhados pelos 4 cantos do Mundo para que matem saudades. Será o toque do meu telefone celular (telemóvel)...

terça-feira, janeiro 14, 2014

O Capote Alentejano

O Alentejo está na moda! Literalmente...
Muita coisa do Alentejo está sendo "descoberta" e a sua fama se alastra exponencialmente além fronteiras. Antes tarde do que nunca.
O turismo cresce muito. Descobrem-se as nossas maravilhosas paisagens, a gastronomia fantástica e única e ligada a ela os vinhos divinos. A história, costumes, cultura, enfim.
Desta vez faz furor lá fora o nosso vestuário e nele incluído o capote.
O capote alentejano chegou à moda italiana, por exemplo, e no último ano já circulou pelas ruas de Florença nos bastidores de um evento internacional.



quarta-feira, dezembro 25, 2013

O Idiota



Idiota: atrasado mental; quem ou a pessoa que não tem inteligência; parvo; maluco; imbecil; lorpa.
Esta é a definição do termo que consta do meu inseparável amansa burros há muitos e muitos anos --- Dicionário da Língua Portuguesa - 3ª Edição - Porto Editora Lda.
Como se observa, o vocábulo tem significados mais ou menos contundentes ou não tanto. Chamar uma pessoa de idiota, pode ser de modo agressivo indo no sentido de imbecil, por exemplo. Porém, também pode ser de um modo mais atenuante ao ser interpretado como a pessoa que não tem inteligência.
Fiódor Dostoiévski escreveu, entre 1867 e 1868, o romance "O Idiota". Tive o prazer de lê-lo e relê-lo e o meu exemplar descansa numa prateleira da minha Biblioteca. Mais dia menos dia, folheá-lo-ei nòvamente porque esse livro faz parte de alguns outros de um grupo de autores da minha preferência.
Neste romance de Dostoiévski, o idiota é o príncipe herdeiro do trono da Rússia, que permanece na Suiça para recuperação de uma enfermidade.
Entre paixões e males de saúde, ele encarna a bondade, a sinceridade, a fantasia e a inocência, qualidades confundidas com patetice e estupidez que, como aludi quando da colocação do significado do vocábulo "idiota", insere-se na agressividade.
Na verdade, porém, Michkin, o príncipe, é mais perceptivo, sagaz e inteligente que muitos daqueles que o injuríam e perseguem.
Fiz aqui o mais resumido dos resumos que se poderíam fazer do romance do escritor russo, o suficiente para enquadrar a dupla interpretação de "idiota".
Antes que algum dos meus leitores se lembre de perguntar que idiotice eu estou pretendendo escrever, informo que tudo isto tem a ver com notícia publicada na Imprensa brasileira sobre condenação, em primeira instância,de empresário que chamou o filho de Lula de "idiota", além de "primário" e "uma decepção".
Naturalmente que não vou comprar essa briga de cachorro grande, mas simplesmente uso a minha liberdade de expressão para poder exprimir a minha indignação. Parece que toda a parentalha de figuras públicas relevantes adquiriu a mania de processar, a esmo, os que toquem nas suas feridas mesmo que superficialmente e isso não é bom e tampouco justo.
Ser ou não ser, eis a questão...

sexta-feira, novembro 29, 2013

O Tijolo

Quem, na sua juventude, nunca marcou o seu nome com um canivete no tronco de uma árvore? Ou um coração com a flecha do Cupido e o seu nome e o do seu amor? Também nas paredes ou qualquer outro lugar? Acho que todos nós fizémos isso pensando ficar naquele lugar um registo para a posteridade, ignorando que com o correr do tempo tudo se apagaria. Mas, nem tudo o vento levou...
Há 53 anos era assim e eu assinalo esta data exacta porque foi precisamente nos meus 15 de idade, em 1960, que eu esculpi o meu nome num tijolo do muro de um jardim da cidade onde morava -- Évora (Portugal).
Pela sequência das fotos que ilustram a postagem temos o Jardim Diana com o templo romano do mesmo nome ao fundo. Depois uma escultura em mármore encimando o chafariz. Atrás desta está o muro extenso que limita o jardim. Um muro com os tijolos do parapeito sem reboco. E num desses tijolos lá está, ainda, o meu nome "Cláudio" resistindo às intempéries. Vê-se perfeitamente legível na imagem.
No passado Verão europeu voltei a Évora e lá passei 3 meses. Alguns dias parei por ali olhando lá de cima o estender da cidade e matando a sede no barzinho do jardim. Mil pensamentos, recordações e emoções vivi.
Um dos pensamentos foi num dos momentos em que olhava para aquele tijolo. Incriminava-me eu próprio por ver aquilo hoje como um desrespeito para com a coisa pública e a marcação nas árvores como um atentado contra a Natureza. Sei que nos dias de hoje se fazem coisas muito mais graves e de maiores proporções, desde as pixações ao quebra-quebra. Porém, apesar dos pesares, lá está mais uma marca na cidade-museu e só eu sei o quanto de história aquele tijolo transpira...


quinta-feira, novembro 28, 2013

Problemas no Blog

Ùltimamente tenho tido muitos problemas para editar as postagens neste blog e também no funcionamento dos slideshow, estes devido a alterações havidas na junção Google+ e Picasa.
Tenho-me debatido intensamente para tentar solucionar as anomalias. Recorri a fóruns em que usuários expõem as suas dúvidas e tentei soluções na base da curiosidade.
Não sendo um expert em informática, finalmente descobri a origem dos problemas. Actualizei os navegadores e alterei o HTML (que para mim é um autêntico hieroglifo...). Deu tudo certo.
Estou feliz por colocar o blog do jeito a que os visitantes estavam habituados e também por ter adquirido um pouco mais de conhecimentos técnicos.
Vamos em frente!

terça-feira, novembro 26, 2013

Alentejo Reconhecido

National Geographic recomenda Alentejo para 2014

O Alentejo é um dos 21 destinos mundiais considerados de visita obrigatória em 2014 pela revista de viagens da National Geographic, na publicação de Novembro.
Esta região é destacada entre os eleitos pelo “ritmo lento que é parte da atracção” e onde se aconselha “relaxar, praticar a paciência e não olhar para o relógio”. São características como estas que levaram a publicação americana a integrar o Alentejo na lista de ouro da Traveler que, anualmente, aconselha destinos que apenas “reflectem o que é autêntico, culturalmente rico, sustentável e superlativo no actual mundo das viagens.
Entre as atracções do Alentejo, o revista refere a Rota Vicentina, o Ecorkhotel (Évora), o Museu do Sabão (Belver), a Rota Tons de Mármore, o grande Lago Alqueva, a Reserva Dark Sky, a Tasca do Celso (Vila Nova de Milfontes), o Mundo Montado e a Imani Country House.

sexta-feira, novembro 15, 2013

Diferenças linguísticas

Depois de um longo período em que nada escrevi neste espaço, hoje quebro esse interregno. Acreditem que até me sinto meio sem jeito ao teclar e tenho a certeza que meio trémulo estaria se uma caneta usasse...
Abordarei hoje algo que presenciei e muito me consternou quando de recente viagem a bordo de um avião dos TAP na rota Campinas (Brasil) a Lisboa.
Prambulando pelas instalações do Aeroporto de Viracopos, aguardando a hora do embarque, sentia-me muito feliz e ansioso. Estava voltando à minha terra e iria estar junto da outra "metade" da família mais uma vez.
Embarquei finalmente. Aquele airbus imponente dava-me uma certa sensação de orgulho. Sim! Nós, portugueses, sentimos orgulho por ter-mos uma Companhia aérea de reconhecida alta classe tanto na qualidade da frota como na prestação de serviços. Mas... será isso mesmo?
Procurei a minha poltrona e a mesma se situava do lado esquerdo da aeronave, no corredor. Nos primeiros tempos de passageiro sempre escolhia o lado da janela pela curiosidade da vista lá em baixo. Actualmente prefiro o lugar do corredor por ter a facilidade de me levantar sempre que quiser e não incomodar ninguém. Dou, assim, uma aliviada nas pernas e evito o inchaço nos tornozelos. Coisa de ancião...
Era uma fila de duas poltronas e, assim, só uma pessoa do meu lado. A minha companheira de viagem era uma moça de aparentemente 30 anos de idade. Cumprimentei-a e ela me respondeu com um sorriso. Pedi licença e sentei-me.
Cumpridas todas as formalidades, pré e pós decolagem, começou o vai-vem do comissariado de bordo, pois logo se iniciava o serviço de restauração. Chegava a hora de eu saborear um bom vinho tinto alentejano, independentemente da qualidade da comida. A Companhia é mundialmente reconhecida pela oferta dos melhores vinhos do planeta...
Desta vez notei uma faixa etária média dos comissários e comissárias, com excepção da "purser" que aparentava ser sexagenária. No frigir dos ovos, concluí que todos tinham agregada experiência e deduzi, claro, que internacional, principalmente em se tratando de Brasil - Portugal com as respectivas particularidades.
Chegando o momento de serem servidas as bandejas, a mim e minha companheira de vôo, esta interpelou o comissário (sujeito de cabelo grisalho mas que não teria mais que 45 anos) usando o termo "moço". Assim como "seu moço", expressão corriqueira na linguagem brasileira. Pasmem! E eu pasmado fiquei com a rejeição impertinente por parte do comissário.
Não me contive e entrei no meio da confusão tentando pôr panos quentes, mesmo que a minha companheira não tivesse entendido o que se passava. Tentei explicar ao comissário que o termo "moço", naquele contexto, não tinha o mesmo significado que normalmente tem em Portugal e sim que se tratava de tratamento respeitoso de uma pessoa mais nova para com uma mais velha no Brasil. Mas fui ignorado e o serviço continuou. Continuou normalmente até que a moça voltou a interpelar o comissário, mas desta vez tratando-o por "tu". Aí o Mundo caíu!... Ele esbravejou usando as palavras: "olhe lá! por acaso andámos à escola juntos?". Mais uma vez me pareceu que ela não entendeu nada e o "ofendido" seguiu para as outras poltronas...
Ocorre-me perguntar se o pessoal de bordo não recebe instruções sobre a existência de algumas diferenças no linguajar dos dois países, ou se até mesmo não adquiriu esses conhecimentos no contacto permanente com a diversidade dos passageiros!?
Acho que todos deveríam saber, ou de tal ter conhecimento, que o pronome "tu" se usa muito na linguagem do sul do Brasil e em alguns lugares do norte como, por exemplo, o Pará, mas com conotação diferente do usado em Portugal. Aqui os termos "moço" e "tu" são específicos e sujeitos a regras.
No Brasil os meus filhos e netos me tratam por "tu"; em Portugal por "senhor" em substituição ao meu contemporâneo "vossemecê". Uns e outros eu entendo perfeitamente e, claro, não poderei exigir singularidade.
Sugiro que a Administração dos Transportes Aéreos Portugueses (TAP Air Portugal) se debruce sobre a questão.

segunda-feira, novembro 11, 2013

Arquitectura Colonial Portuguesa

Convite para visitar importante exposição de maquetas da arquitectura portuguesa em Timor. Obra do Arquitecto João Tolentino

Terça feira, dia 12 de Novembro de 2013 (17:30)

Local:
Espaço Por Timor
Rua de São Bento, 182 -- Lisboa