segunda-feira, abril 30, 2012

A namoradinha

Um destes dias visualizei uma foto no Facebook com a legenda "Parque da Ponte -- Braga". E como nós nos lembramos com mais facilidade de detalhes de há 50 anos atrás do que outros de ontem, logo achei que aquele lugar me era muito familiar. E nem foi necessário pensar muito a respeito, pois logo me lembrei  que ali estivera com uma "namoradinha" lá no começo dos anos 60. Ali mesmo numa daquelas pontes.
Tratei imediatamente de procurar nos meus arquivos por uma outra foto que com ela ali tirara. Estava gravada na minha mente aquela guarda da ponte, em cimento, imitando troncos de árvores. E achei!
Naquele dia eu fui numa excursão que saíu da cidade de Évora com destino a Braga, pois teria lá o jogo entre o Lusitano e o Braga. Naqueles anos o Lusitano de Évora era um time forte e encontrava-se na 1ª divisão.
Apesar de eu gostar de futebol, a finalidade dessa minha participação na excursão era a de me encontrar com aquela rapariguinha que morava e estudava em Braga e com a qual eu me correspondia. Iriamos conhecermo-nos pessoalmente e, a partir daí, talvez as coisas ficassem mais sérias...
O seu nome era Maria de Lurdes Pinto e estava hospedada numa casa de freiras na Rua do Carvalhal. Isto eu tirei agora da memória que é muito boa para esta coisa de nomes...
Eu era tímido a dar com um pau e ainda hoje eu não sei onde consegui arrumar coragem para enfrentar a situação. Mas lá fui...
Como andámos muito pela cidade e principalmente pelo Sameiro, Bom Jesus do Monte, o papo parece ter-se resumido a temas culturais. A colega dela que nos acompanhou sempre, inibia-nos na tentativa de algo mais ousado e eu, sinceramente a tal não me propunha; seria uma grande empreitada... Eu próprio, olhando agora para a minha expressão de antanho, naquela foto, concordei que devia estar muito "pra lá de Bagdad"...
Já depois de ter regressado a Évora, escrevi-lhe uma carta em resposta a outra que recebera. Sei que um dos assuntos abordados era religião e confessei-lhe que a tal era avesso e, ainda por cima, com a veia pulsando a rebeldia da década. Nunca mais dela obtive notícias!
Depois de tudo isto já estive em Braga algumas vezes e a última foi no passado Novembro. O clima continúa o mesmo: muito padre, muita freira. Mas a cidade é bonita.

Azeite Premiado

Os azeites portugueses conquistaram 13 medalhas - três delas de Ouro - no prestigiado concurso Los Angeles International Extra Virgin Olive Oil Competition 2012, que decorreu nos Estados Unidos no final de Março.
Na categorial geral, os produtos que conquistaram Ouro foram os seguintes: Cabeço das Nogueiras Premium (Ribatejo 2012) e Cortes de Cima  Medium (Cobrançosa, Alentejo).
A Prata foi para as marcas Carm  Premium (Trás-os-Montes DOP), Dom Diogo  (Baixo Alentejo), Gallo Colheita AO Luar (Ribatejo), Paço dos Infantes Medium (Alentejo) e Torrejano Medium (Ribatejo).
Já o Bronze foi atribuído ao Gallo Grande Escolha (Ribatejo), ao Marialva Robust (Trás-os-Montes), e aos azeites Oliveira Ramos Medium e Premium (Alentejo).

Medalhas noutras categorias


Portugal recebeu ainda uma medalha de Ouro na categoria Color & Type (Oliveira Ramos), uma de Prata na categoria Contemporary (azeite Dom Diogo, Baixo Alentejo), e uma medalha de Bronze na categoria Innovative (Marialva Robust, Alentejo).
As medalhas conquistadas no Los Angeles International Extra Virgin Olive Oil Competition 2012 vêm reforçar a presença do azeite português no mercado norte-americano, que representa uma boa aposta em termos de exportação.
Este reconhecimento internacional do Azeite Oliveira Ramos Premium é fundamental para os consumidores estrangeiros confiarem nos selos nacionais.


In
http://boasnoticias.clix.pt

quarta-feira, abril 25, 2012

O Cravo Vermelho

Em todo o Brasil, em qualquer lugar público, um cara com um cravo vermelho na lapela é algo meio ou até muito estranho. Muito estranho!... Alguns podem até pensar que se trata de um viado (paneleiro) ou um daqueles velhos que costumam enbonecar-se, enfeitar-se com uma flor e ir para algum baile da saudade...
Mas foi assim que hoje eu fui trabalhar na feira. Providenciei um cravo vermelho na florista e, acreditem, foram-me oferecidos três --- 2 vermelhos e um branco --- dos quais nada me foi cobrado não sei porquê, pois não informei da finalidade da aquisição.
Porque ali tenho muitos amigos ou simplesmente conhecidos, fui alvo de muita xacota, mas tudo numa brincadeira saudável e dentro dos limites que cada um usufrui na gozação. Claro que não perdi tempo para a um por um explicar o motivo ou significado do meu gesto. Confesso que expliquei a três ou quatro que eu sabia que tinham a inteligência desenvolvida para a captação, destrinche e assimilação da informação. Esses esboçaram um gesto de aprovação e admiração.
Não me cruzei com nenhum patrício, pelo menos que eu soubesse que o era, mas a grande maioria dos portugueses residentes no Brasil, mesmo que saibam que é feriado em Portugal, se é que sabem, desconhecem a simbologia de actos como o meu...
Posso informar a todos que a cada ano que passa, eu de algum modo assinalo a efeméride e o faço com grande espírito de patriotismo e alma alentejana. O Alentejo está arreigado nisso até às mais profundas raízes.
A todos os que estão imbuídos do espírito original da Revolução dos Cravos, um grande abraço.
Aos que já se fôram e que do grande feito foram artífices e participantes, o eterno respeito e contemplação.

terça-feira, abril 24, 2012

Abril em Portugal

Parece incrível, mas é verdade que eu jamais passei um 25 de Abril em Portugal, depois de 1972. Naturalmente que senti muito não estar presente em 1974, mas comemorei o feito intensamente aqui no Brasil e por isso alguns me olhavam de soslaio. Coisas das ditaduras...
Da mesma maneira que esses cravos vermelhos abraçam a nossa bandeira, eu abraço todos os meus camaradas e amigos portugueses. Ainda acredito num novo 25 de Abril no rumo traçado originalmente. Palavra de Alentejano!

Sem comentários...


domingo, abril 22, 2012

Campeonato Paulista

A cada ano programam um campeonato de futebol em moldes diferentes do anterior. Quando no ano anterior houve um de pontos corridos em que o vencedor é o que foi melhor durante o curso e, sem dúvida o correcto, os cartolas resolvem mudar de acordo com as suas conveniências económicas. Boa parte da Imprensa desportiva também é volúvel.
Então, assim do jeito que eles escolheram, o tiro saiu-lhes pela culatra. A Ponte Preta eliminou o favorito Corinthinas, mesmo com o festival de cartões distribuídos pelo juiz, o que parecia ser algo premeditado, como na maioria das vezes. Coisas dos Pinto da Costa tupiniquins...
Parabéns à Macaca!
No momento em que escrevo está começando um dos demais encontros desta fase decisiva do Campeonato Paulista --- o Guarani x Palmeiras. Se o Guarani ganhar, teremos na semi final os dois times de Campinas em mais um derby.

XLIII Encontro Nacional Expedicionários a Timor


Raridade

FOTO DOS FUNDADORES DO SPFC, NO DIA DA FUNDAÇÃO

segunda-feira, abril 16, 2012

Atrocidades Reais

Petição




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Reencontros

Uma informação para os Antigos Alunos da Escola Industrial e Comercial de Évora (antes de 1993)
e
Escola Gabriel Pereira (depois de 1993)

sexta-feira, abril 13, 2012

Isso é um absurdo!

Isso é um absurdo!

Estou deitando mão deste e de todos os espaços possíveis para denunciar um site de compras da internet.
Noto nas páginas que visito que a sua propaganda para venda de celulares é maciça e isso certamente vai apanhar muitos incautos como eu, pois é uma grande fraude.
Leiam a matéria.

Crime Ambiental


Recebei o seguinte pedido urgente de ajuda, relativo ao arranque de oliveiras monumentais no concelho de Reguengos de Monsaraz. Um crime contra o nosso património que urge travar de imediato. Leiam e ajudem-nos a divulgar esta informação. 


Exmos. Senhores

Assunto: Arranque de Oliveiras Centenárias no Olival da Pêga


A ADIM, Associação de Defesa dos Interesses de Monsaraz, usando do seu dever estatutário de estar atenta às questões patrimoniais da freguesia de Monsaraz, teve conhecimento de que estão a ser arrancadas “Oliveiras Centenárias da Zona do Olival da Pega”, uma zona sensível do ponto de vista patrimonial, alargado, que abarca o megalitismo e a paisagem que lhe serve de contexto. Eventualmente com o objectivo de as fazer sair do País, uma vez que, como se pode ver pela imagem anexa, se tratam de exemplares bastante invulgares pela sua dimensão e antiguidade.


Como sabemos, o megalitismo no Concelho de Reguengos apresenta-se como de grande importância patrimonial sendo que o seu contexto paisagístico de envolvente não pode de modo algum ser descontextualizado.


Decorre actualmente o processo de classificação das Antas do Olival da Pega e recentemente o Município de Reguengos até candidatou este contexto paisagístico a “Maravilha da Natureza”, razão pela qual entendemos que acresce às entidades com responsabilidade a urgência em tentar evitar mais uma perda patrimonial que deixará mais pobre o património local.


Assim, solicitamos a todos os que tenham possibilidades de intervir, com os meios ao seu alcance, no sentido que se movimentem e impeçam este lamentável processo de perda patrimonial relevante.



Com os melhores cumprimentos



Pela Direcção da ADIM,

Jorge Cruz

(presidente da Direcção)

Penhas da Saúde (Covilhã) - Parque Natural da Serra da Estrela

segunda-feira, abril 02, 2012

Armas Naturais

Definitivamente, o problema de invasão de moscas e mosquitos enquanto preparamos aquele belo churrasco ou confeccionamos um outro manjar na área externa, está resolvido.
Não precisamos recorrer aos tradicionais productos químicos naqueles sprays aerosol que acabam por entranhar-se nos alimentos e que, além de incomodar os insectos, também nos incomodam a nós...
A dica para a solução é muito simples e está ao nosso alcance. Enquanto usamos alguns limões para preparar a tradicional caipirinha, reservamos as quatro metades de dois limões e nelas espetamos cravinhos da Índia. Poderão ser mais limões, claro. Um repelente muito eficiente e barato...
O limão, quem diria, tão apreciado nas famosas caipirinhas, não tem o mesmo prestígio entre as moscas e os mosquitos.
O cravo da Ìndia, quando espalhado em superfícies nas quais as formigas fazem os seus carreiros, afastá-las-á.
Poderemos usar do mesmo artifício espalhando algumas metades de limão com cravo pelos recanto da casa na parte interna. É uma arma muito eficiente contra os mosquitos que transmitem a dengue, malária e outros males. O seu uso nas geladeiras (frigoríficos) combate os maus odores.

domingo, março 25, 2012

Açorda Alentejana



Com toda a certeza que quem abriu a minha página veio em atenção ao título da matéria e se surpreenderá ao notar que, em vez da tradicional açorda à alentejana, eu disserto sobre a figueira e os figos... Na verdade tudo está interligado.
A figueira é primeira planta descrita na Bíblia - Adão vestiu suas folhas e não parras ao descobrir que estava nu. Na antiguidade a consideravam sagrada. A sua origem é entre o sul da península arábica. Há mais de mil espécies de figueiras, planta do gênero Ficus, da família Moraceae, e nem todas produzem frutos comestíveis. A maior parte da produção brasileira concentra-se na região de Valinhos, aqui bem pertinho de Campinas, com enorme prevalência para a variedade roxo-de-valinhos.
As espécies de figueira variam no tamanho e na forma. Algumas delas podem chegar a 10 metros de altura.As do tipo comercial, como a Ficus carica, raramente ultrapassam três metros de altura, devido à aplicação de podas drásticas, necessárias para facilitar o manejo. Uma curiosidade: com cinco a oito centímetros e cor esverdeada ou violácea, o figo é, na verdade, uma inflorescência, uma flor que não desabrochou.
São frutas altamente energéticas, ricas em açúcar, fibra, ácidos orgânicos e sais minerais como o potássio, o cálcio e o fósforo, que contribuem para a formação de ossos e dentes, evitam a fadiga mental e contribuem para a transmissão normal dos impulsos nervosos. O efeito diurético deve-se ao elevado teor em potássio do figo, que torna-o num alimento alcalinizante. Os figos apresentam o valor de pH mais básico (alcalino) de todos os alimentos. Por isso, são muito adequados para neutralizar alimentos ácidos, como a carne, os produtos de charcutaria, a massa elaborada com farinhas refinadas e os doces. É recomendado em caso de astenia física por causa do seu teor em açúcares, estimulando além disso a capacidade de concentração. Quanto ao seu uso externo, é recomendado utilizar o leite dos figos verdes para eliminar as verrugas, e a dor de dentes desaparece assim que se aplica a polpa prensada de figo sobre a gengiva. A infusão de 25 a 30 gramas de folhas de figueira, por litro de água, reduz a tosse, melhora a circulação e ajuda as menstruações difíceis, se tomada uns dias antes.
Podem ser consumidos de várias formas, frescos ou secos. Os figos frescos são bastante utilizados na doçaria portuguesa, como o figo cheio, o queijo de figo ou o morgado de figo, e em compotas. Aqui no Brasil também se faz quase de tudo isso. São também um bom complemento, quando se adicionam aos acompanhamentos de pratos de aves ou caça. É aqui que entra a minha açorda à alentejana...
A quem não conhece, explico como faço a minha açorda. Piso num almofariz, meio mólho de poejos com meio mólho de coentros (gosto de usar estes dois temperos juntos), sal grosso, três dentes de alho e azeite de oliveira. Obtenho, assim, uma massa homogenia. Coloco esta massa numa terrina e rego-a com um pouco mais de azeite. Escaldo a mistura com a água a ferver, onde previamente cozinhei uma posta de bacalhau ou pescada e onde também escalfei dois ovos. Vou mexendo muito bem e, ao mesmo tempo, vou juntando pedacinhos de pão caseiro e duro.
Coloco a açorda no prato e sobre esta os ovos e o peixe.
O acompanhamento vai muito da preferência de cada um. Eu, porém, acompanho com tiras de pimentão verde crú, azeitonas e os figos, fruta que abordei como começo desta minha crônica de hoje.

domingo, março 11, 2012

Herois Esquecidos

No passado dia 29 de Fevereiro faleceu em Odivelas (Portugal) o sr. José Aldeia Soares, que teria entre 65 a 67 anos. Não consegui obter a sua data de nascimento mas, pela época que entrou no exército, enquadro-o na minha faixa etária que é essa.
Afinal, quem foi José Aldeia Soares? --- Ele foi um soldado de Cavalaria mobilizado para cumprir uma comissão de dois anos na então Província Ultramarina da Guiné.
A Companhia de Cavalaria 1748 a que pertencia, embarcou para a Guiné em 20 de Julho de 1967 onde chegou no dia 25, ficando instalada em Bissau, com a missão de protecção e segurança das instalações e das populações da área.
Entre 12 e 20 de Setembro desse ano, escalonadamente, seguiu para Bula, afim de efectuar o treino operacional, tomando parte de patrulhamentos, emboscadas e batidas nas regiões de Inquida, Quitamo, Blequisse e Bofe, recolhendo a Bissau em 6 de Outubro de 1967. 
Em 8 desse mês a companhia assume a responsabilidade pelo subsector de Contubuel, destacando pelotões para Sare Bacar e Sumbungo, sendo este deslocado para Geba e posteriormente para Dulo-Gengele. 
Em 18 de Fevereiro de 1969 a subunidade é rendida, fica transitoriamente em Bissau e segue mais tarde para Farim, onde assume a responsabilidade deste subsector, integrado no dipositivo do Comando Operacional nº 3, até 1 de Julho de 1969. Regressa à Metrópole em 7 de Junho desse mesmo ano.
Na foto aqui publicada, José está à nossa direita e a seu lado o seu irmão António que foi combatente em Angola.
Gostaria de ter uma foto dos dois, daquele tempo em que foram valorosos soldados, mas não consegui e acredito que seja uma tarefa muito difícil. Cavalaria, por exemplo, era uma Arma de elite e à qual eu também pertenci. O José certamente que estaria imponente e galhardo numa foto contemporãnea. Infelizmente, a exemplo de outros meios de comunicação, a foto disponível é esta e mostra uma terrível realidade --- a dos Antigos Combatentes Sem-Abrigo.
São algumas centenas de camaradas que preambulam por esse país fóra (Portugal) ou que vivem em praças e jardins ou sob as marquizes dos prédios. Encontramo-los fàcilmente. Se um indivíduo nessa condição aparentar ser sexagenário, podemos ter a certeza de que se trata de um antigo combatente que acreditou estar defendendo o território pátrio num qualquer dos 5 continentes... Ninguém escapava a uma dessas missões.
Os sucessivos governos jamais se preocuparam em providenciar os vários tipos de assistência a que esses antigos soldados têm direito e de muito precisam. Uma "pensão de guerra" deveria ser atribuída a cada um de todos nós que démos 4 anos das nossas vidas no serviço militar com todas as consequências pessoais negativas. Uma assistência médica gabaritada e constante, principalmente aos traumatizados, seria mais importante ainda. Infelizmente não temos nada disso e mostraram essa realidade estes dois irmãos da foto.
Num apêndice, lembro aqui que muitas vezes, na minha idade de criança, via andar pelas ruas de Estremoz um senhor mal cuidado a que todos chamavam de "gaseado". Era como uma alcunha e a maioria, como eu, não fazia a mínima ideia do porquê da mesma. Anos mais tarde, juntando todas as peças, descobri que aquele senhor fôra um dos soldados portugueses que combateram na França e, devido às bombas de gás ficou gaseado. Vê-se aqui a ausência da devida assistência por parte do governo de antanho e leva-nos a confirmar que todos fôram e continúam sendo omissos. 
Agora o António continúa sózinho lá em Odivelas aguardando o momento de se juntar nòvamente ao seu irmão José.
Quem sabe se um dia um governo decente olha para essas mazelas e imita os de outros países que também tiveram as suas guerras e tratam os seus antigos combatentes como herois e com dignidade.
Um grande abraço ao camarada José Aldeia Soares com o desejo que, finalmente, descanse em paz. 


O cartaz vale para os dois lados do Oceano Atlântico...

sexta-feira, março 09, 2012

Nome da Rua ?

Tenho que confessar que admiro blogueiro que escreve todos os dias. Entenda-se escrever com substância porque, escrever por escrever e sem nexo, qualquer um faz... Digo isto porque faz um bom tempo que eu não escrevo nada aqui. Um dos motivos é a preguiça, um outro é a falta de inspiração ou até mesmo de assunto que não esteja surrado. Então, faço as pazes com o meu blog hoje, mas não prometo que volte a escrever amanhã.
A matéria que me propuz a escrever poderá ser proveitosa para a Câmara de Vereadores da cidade onde moro há muitos anos --- Campinas. Se é que por  tal eles se interessem e que porventura venham a visitar a minha página alguma vez na vida.
Sei que esses vereadores tiram leite até de pedra... Notei qua há meia dúzia de anos atrás, talvez nem tanto, foram colocadas placas de identificação das ruas e sem olhar a gastos, pois afixavam-nas nos postes do inicio, meio e final. Certamente que houve aí um terço de exagero... Placas de chapa de aço carbono pintadas de azul e letras em branco. O azul ainda lá está, meio desbotado, e as letras sumiram. Hoje ninguém mais consegue ler o nome das ruas. Mais uma vez foi dinheiro do povo que se esvaiou pelo ralo.
Ou eu tenho que acreditar que o conjunto de vereadores mamou na mesma teta ou, então, não existe um número com a inteligência necessária para provar que está tudo errado e abortar esse tipo de projeto.
Vejam no outro quadro, ao lado direito, que na mesma cidade existem meia dúzia de ruas identificadas coerentemente, tanto pelo tipo de placa usada como também no que se refere ao local exacto da colocação da mesma.
Dessa maneira, colocando a placa sempre na parede da casa ou prédio da esquina, quem procura sempre saberá onde o fazer. Evita-se até a colocação de canos nas calçadas que são mais um obstáculo para os pedestres, além de enfeiar ainda mais a cidade que já é horrível com esse emaranhado de fiação aérea e postes de concreto por todo o lado.
Também concordo se alguém disser que esse tipo de placa (ferro fundido ou chapa esmaltada) é muito cara. Todavia, elas duram uma eternidade.
Na bela cidade de Évora em Portugal, onde vivi e tenho a minha família, as ruas são todas identificadas com uma placa de azulejos amarelos e letra preta (poderia-se dizer amarelejos em vez de azulejos, talvez...) a cada esquina e sempre colocada nas casas das pontas ou tôpo de alguma travessa confluente. São placas grandes e bem visíveis. Jamais existe o desconforto de perder muito tempo precioso procurando. Sabe-se de antemão onde procurar a placa que identifica a rua com a certeza que as letras não sumiram com o rigor do tempo. Até mesmo, se um dia a casa tiver que ser demolida ou reformada, a placa será reaproveitada com toda a certeza.
Não posso afirmar neste momento, por falta de documentação, qual a idade desse tipo de placa. Mas sei que muitas têm mais de cem anos. Coloco um quadro de fotos ao lado direito que comprova isso.
A foto do canto inferior esquerdo é de um tempo muito remoto; talvez uns 120 anos. Repare-se que na esquina do prédio tem lá a placa do mesmo tipo que as demais.
A foto do canto inferior direito é referente a um famoso restaurante dos meus amigos irmãos Fialho e, como esquina que é tem a toponímica está correcta. Além disso, a placa do restaurante também é em azulejo.
Notaram que também existe uma placa em mármore com as letras em baixo relevo e pintadas de preto. Aparecem algumas em ruas que ficam externas ao centro histórico, fóra das muralhas medievais, portanto. Esse tipo de placa é o que se usa na minha cidade natal --- Estremoz. Afinal, lá é a terra do mármore. Esse tipo de placa perde em relação às de azulejos por a letra ser menor e a tinta desaparecer com o tempo. Aí eu proponho uma medida de que talvez ninguém se tenha lembrado: pintar as letras como pena alternativa decretada pela Justiça a réus de pequenas causas que tenham sido condenados.
E já que abordei aqui políticos, réus e placas de azulejos, ofereço-vos o quadro de duas fotos a seguir. Foi-me enviado por um amigo que móra lá em Oeiras, Portugal e a copiou da internet.
Sei que essa placa existiu lá, que foi colada sobre uma outra de mármore ou basalto durante campanha eleitoral. Agora parece que não está mais, até porque o gajo continúa sendo o manda-chuva do pedaço... Mas é uma ideia que poderá ser copiada. Afinal, colocam-se em ruas, pontes, avenidas, etc., nome de personalidades várias que de algum modo marcaram positiva e relevantemente a passagem por este mundo. Nada mais justo! Porém, acho que também devem ser lembrados para a posteridade os canalhas. Tudo isso dará lugar a que se analisem as duas vertentes e, assim, se tentará construir um mundo melhor com muito menos picarêtas e picaretagens.

sábado, fevereiro 04, 2012

Euro, qual Euro? -- Crise...


Sabem quem é Papademos Lucas (actual líder grego após a renúncia de Papandreou)?
Sabem quem é  Mariano Monti (agora à frente do governo italiano)?
Sabem quem é Mario Draghi (actual presidente do Banco Central Europeu)?
Sabem o que é Goldman Sachs?
Goldman Sachs: é um dos maiores bancos de investimento mundial e co-responsável directo, com outras entidades (como a agência de notação financeira Moody's), pela actual crise e um dos seus maiores beneficiários. Como exemplo, em 2007, a G.S. ganhou 4 bilhões de dólares em transacções que resultaram directamente do actual desastre da economia do EUA. O EUA ainda não se recuperaram das percas infligidas pelo sector especulativo e financeiro dos EUA.
Papademos: actual primeiro-ministro grego  na sequência da demissão de Papandreou. Atenção que não foi eleito pelo povo.
- Ex-governador do Federal Reserve Bank de Boston, entre 1993 e 1994.
- Vice-Presidente do Banco Central Europeu  2002-2010.
- Membro da Comissão Trilateral desde 1998, lobby neo-liberal fundado por Rockefeller, (dedicam-se a comprar políticos em troca de subornos).
- Ex-Governador do Banco Central da Grécia entre 1994 e 2002.  Falseou as contas do défice público do país com  o apoio activo da Goldman Sachs, o que levou, em grande parte à actual crise no país.
Mariano Monti: actual primeiro-ministro da Itália após a renúncia de Berlusconi. Atenção que não foi eleito pelo povo.
- O ex-director europeu da Comissão Trilateral mencionada acima.
- Ex-membro da equipe directiva do grupo Bilderberg.
- Conselheiro do Goldman Sachs durante o período em que esta ajudou a esconder o défice orçamental grego.
Mario Draghi: actual presidente do Banco Central Europeu para substituir Jean-Claude Trichet.
- O ex-director executivo do Banco Mundial entre 1985 e 1990.
- Vice-Presidente para a Europa do Goldman Sachs de 2002 a 2006, período durante o qual ocorreu o falseamento acima mencionado. Vejam tantas pessoas que trabalhavam para o Goldman Sachs...
Bem, que coincidência, todos do lado do Goldman Sachs. Aqueles que criaram a crise são agora apresentados como a única opção viável para sair dela, no que a imprensa americana está começando a chamar de "O governo da Goldman Sachs na Europa." Como é que eles fizeram?
Explicando:
Encorajaram Investidores  a investir em produtos secundários que sabiam ser " lixo ", ao mesmo tempo dedicaram-se a apostar em bolsa o seu fracasso. Isto é apenas a ponta do iceberg, e está bem documentado, podem investigar. Agora enquanto lêem esta matéria estão esperando na base da especulação sobre a dívida soberana italiana e seguidamente será a espanhola.
Tende-se a querer-nos fazer pensar que a crise foi uma espécie de deslizamento, mas a realidade sugere que por trás dela há uma vontade perfeitamente orquestrada de tomar o poder directo no nosso continente, num movimento sem precedentes na Europa do século XXI.
A estratégia dos grandes bancos de investimento e agências de rating é uma variante de outras realizadas anteriormente noutros continentes, tem vindo a desenvolver-se desde o início da crise e é, do meu ponto de vista, como se segue:
1. Afundar o país mediante especulação na bolsa de valores / mercado. Pomo-los loucos com medo do que dirão os mercados, que nós controlamos dia a dia.
2. Forçá-los a pedir dinheiro emprestado para, manter o Status-Quo ou simplesmente salvá-los da Banca Rota. Estes empréstimos são rigorosamente calculados para que os países não os possam pagar, como é o caso da Grécia que não poderia cobrir a sua dívida, mesmo que o governo vendesse todo o país, e não é metáfora, é matemática, aritmética.
3. Exigimos cortes sociais e privatizações, à custa dos cidadãos, sob a ameaça de que se os governos não as levam a cabo, os investidores irão retirar-se por medo de não serem capazes de recuperar o dinheiro investido na dívida desses países e noutros investimentos.
4. Cria-se um alto nível de descontentamento social, adequado para que o povo, já ouvido, aceite qualquer coisa para sair da situação.
5. Colocamos os nossos homens, onde mais nos convenha. Se acham que é ficção científica, informem-se: estas estratégias estão bem documentadas e têm sido usadas com diferentes variações ao longo do século XX e XXI  noutros países, nomeadamente na América Latina pelos Estados Unidos, quando se dedicavam, e continuam a dedicar-se na medida do possível, a asfixiar economicamente mediante a dívida externa por exemplo a países da América Central, criando instabilidade e descontentamento social usando isso para colocar no poder os líderes "simpáticos" aos seus interesses. Portanto nada disto tem a ver com o Euro. O Euro é uma moeda Forte, porque os investidores vêm ai carne para desossar; se não houvesse o Euro o ataque acontecia na mesma, só que se calhar os primeiros a cair não seriam os PIGS, mas a própria Alemanha, a Inglaterra etc.. Não é o Governo dos EUA, que defere estes golpes, mas sim a indústria financeira internacional,
principalmente a sediada em Wall Street(New York) e na City (Londres). É que, o que está acontecendo sob o olhar impotente e / ou cúmplice dos nossos governos é o maior assalto de sempre na história da humanidade à escala global; são autênticos golpes de estado e violações
flagrantes da soberania dos Estados e seus povos.

É fácil divulgar isto na internet. Digam aos vossos amigos, para repassar para qualquer um que possa estar interessado.
Se nos estão comendo vivos, as pessoas precisam saber. Estamos a
sofrer uma anexação pela via financeira, e esta é a realidade.

In Internet

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Mais uma vez ofereço o meu espaço para os camaradas organizadores deste Encontro anual. Espero, assim, que muitos tomem conhecimento do evento e se possam reunir passados que são tantos anos. Farei o possível para estar lá, apesar de ter estado em Portugal há muito pouco tempo. Gostaria de encontrar antigos companheiros do Destacamento do Serviço de Material (Balide-Díli1968/1970) e, lògicamente, de outras unidades militares, pois tinha amigos em todos os quadrantes.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

O Placar

A Praça do Geraldo, em Évora, é a sala de visitas da antiquíssima cidade alentejana. Muitos que ali vão pela primeira vez ou que lá regressam, quase sempre vão com a ideia fixa de visitar dois dos pontos mais interessantes, que são o Templo Romano e a Capela dos Ossos. Porém, inevitavelmente estarão na Praça a qualquer momento.
Mas hoje não me vou ater à Praça em si. A sua bela fonte manuelina, a arcada, os prédios, serão tema de outra oportunidade. Vou, antes, focar algo que faz parte do dia a dia dos eborenses.
Este trecho da Praça é, sem dúvida, o mais movimentado pelos pedestres. Há dez anos atrás, quando lá estivera da última vez, não tinham sido ali colocados os actuais bancos que, este ano que findou,  foram ponto de descanso para as minhas pernas e de proseado com alguns amigos. É um reduto da chamada terceira idade e ali reencontrei uma penca de conhecidos e amigos...
Ali, numa das colunas da arcada, tem um placar mantido pela Câmara Municipal e aos cuidados do velho amigo Lisboa, um engraxador de profissão e que como bico se encarrega de colocar e retirar avisos e cartazes. Na verdade, quase que exclusivamente notícias do obituário.
Os eborenses que por ali passam, todos eles se dirigem ao placar para saber quem morreu. Alguns até chegam a telefonar a algum amigo que por ali esteja para lhe perguntar as notícias...
Eu, claro, nunca fugi à regra. Não só durante os anos em que vivi em Évora, como também nos períodos em que lá venha a permanecer actualmente.
Pela óptita do observador atento e mantendo uma certa distância do placar, notam-se expressões, as mais diversas, pelos que acabam de ler os avisos de falecimento: estupefacção, ironia, tristeza e frustração. Jamais de alegria porque, mesmo a sentindo, nunca ninguém se propõe a exteriorizá-la em público...
Não sou psicólogo para poder oferecer uma exlicação científica, mas notei que a mais comum das expressões é realmente a de frustração. Não exactamente por ali não estar o nome e fotografia de um conhecido, mas por ali só estar gente desconhecida. É complicado o ser humano!...


terça-feira, janeiro 03, 2012

E-mail

Graças a um comentário aqui feito, apercebi-me de problemas havidos com as funções de envio de e-mail para mim. Era um erro nas configurações do Outlook que já está solucionado.
Agora, quem quiser, poder-se-á comunicar comigo por aquele meio tranquilamente e eu desde já agradeço.