quinta-feira, julho 19, 2012

Verbo "Ver"

Tem vezes que de tanto lermos e ouvirmos uma forma verbal errada, ficamos na
dúvida sobre o que é certo na verdade. Eu escrevo sobre isso no plural por acreditar
que tal não se passa só comigo.
É o caso do verbo "ver" no futuro do conjuntivo.
As pessoas estão escrevendo e falando "quando eu ver", "quando tu veres",
"quando ele ver"
ao invés de "quando eu vir", "quando tu vires", "quando ele vir". Acho que
pensam que, se assim escreverem ou falarem, estarão conjugando como do verbo
"vir" se tratasse. São as tais ratoeiras da língua portuguesa... E, na verdade, uma
coisa não tem nada a ver com a outra...
É sempre bom denunciar este tipo de coisa para evitar que no futuro se considerem
esses erros como a coisa certa e, consequentemente, quererem incluir esses absurdos
num novo Acordo Ortográfico como tem acontecido...
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Verbo Ver
Conjuntivo (subjuntivo no Brasil)
Futuro
Quando eu vir
Quando tu vires
Quando ele vir
Quando ele/ ela vir
Quando nós virmos
Quando vós virdes
Quando eles/elas virem

terça-feira, julho 03, 2012

Água vem e água vai

Nesta época de Rio+20 e de tantos outros debates sobre sustentabilidade, meio ambiente, ecologia, aquecimento global, etc., etc., há coisas que nos deixam de orelha em pé, obrigam-nos a um debruçar  com maior detalhe sobre as questões e, até, acabam por mudar a nossa opinião.
Ùltimamente tive oportunidade de ler e ouvir na grande Imprensa, artigos interessantíssimos que desdizem o que há anos nos enfiam pela goela abaixo. O caso, por exemplo, do aumento de volume dos oceanos que, afinal, é cíclico e nada tem a ver com o aquecimento do planeta.
Toquei no assunto da água e era este mesmo que eu me propuz a abordar hoje, mas sobre outro prisma.
Na minha rua tem uma vizinha obcecada por limpeza. Depois que ela varre toda a calçada que compõe o trecho em frente à sua casa e o dos vizinhos de cima e de baixo (pena que ela não se preocupe também com a minha que fica logo a seguir...), pega a mangueira e lava minuciosamente todo aquele mesmo espaço. Acho que deve andar por volta de uma hora o tempo em que aquela torneira de 3/4 de polegada fica aberta. Não farei as contas agora porque estou digitando de improviso e tal requereria o uso de fórmulas matemáticas enferrujadas na minha cabeça... Mas é certamente muita água e a conta no final de cada mês deve ser astronómica. Não sou que pago, claro.
Sempre critiquei aquele desperdício e muitas vezes me vinha a lembrança de que muitos povos sofrem com a falta de tão valioso bem da Natureza.
Um destes dias o meu neto mais novo (foto) insistiu muito em que queria que eu o trouxesse na minha casa para molhar as plantas. É assim que ele define o tempo, para si maravilhoso, com frio ou calor, em que brinca com a mangueira molhando tudo o que tem pela frente. Adora!
Como eu tivesse filmado a cena, aproveitei e enviei o vídeo para a família em Portugal. De um dos meus filhos de lá eu recebi elogios sobre a qualidade técnica do filme e, porque ele não perde uma boa oportunidade de me cotucar, fê-lo sob o guarda-chuva do ecològicamente correcto (incorrecto no caso). Quando li, fiz aqui um gesto com o dedo médio, mas ele não viu...
Então, comecei a pensar: a água que abastece a cidade de Campinas é oriunda principalmente de dois rios que banham a sua periferia. Ela é tratada nas Estações específicas e encanada para chegar aos lares da população. E pergunto: se nós não aproveitássemos essa água, para onde ela iria correndo no leito dos rios?
A conclusão a que chego é que, através dos rios ou pelas galerias pluviais (caso da água "desperdiçada" pela minha vizinha), o destino é o Oceano. E, como dizia Lavoisier, na Natureza nada se cria e nada se perde; tudo se transforma. E, como digo eu, na Natureza a água só muda de lugar...
Já comecei a nadar contra a maré e estou abraçando a corrente contrária.

quinta-feira, junho 28, 2012

Encontros

Na sua visita de ontem a Belfast, a Rainha Elizabeth encontrou-se com o ex-chefe do IRA; estendeu-lhe a mão, pois que pelo protocolo e pelas regras de etiqueta, esse gesto tem que partir da autoridade e da mulher, respectivamente.
E falando em aperto de mão, a visita foi fundamental para que o Sinn Fein, partido político de Mc Guinness e ligado ao IRA, aceitasse o gesto. Aqui o "aceitasse" confirma o que eu escrevi atrás e referente ao protocolo e regras de etiqueta. São as jamais extintas cicatrizes das feridas profundas e dos idealismos eternos.
Noutras imagens que tive oportunidade de ver na Imprensa, há uma em que Sua Alteza mostra um olhar de desconfiança e apreensão, ou talvez curiosidade, quiçá contrariada, antes de dobrar a "esquina" formada pela parede mostrada neste foto da minha postagem. Naturalmente que a Rainha já foi bem orientada por alguns dos seus súbditos da corte no sentido de segurar essa barra pesada sem constrangimento aparente. É aquela velha ladainha que diz "devemos perdoar a quem nos ofender", mas isso para certas pessoas ou mesmo Instituições, jamais será aceite. Neste caso foi...
Dando umas braçadas no estilo crawl, na grande poça d'água que separa a Europa da América do Sul, chegamos ao Brasil onde também acabamos de observar um caso semelhante --- o encontro amistoso de Lula com Maluf pedindo apoio para o candidato à Prefeitura de São Paulo.
Os dois casos são interessantes pelo insólito, mas no Brasil não foi o aperto de mão a exigência de uma das partes, mas sim Maluf ter exigido que o encontro fosse na sua mansão e com foto oficial...
Numa análise própria dos dois casos, eles tiveram uma certa finalidade política. Porém, descartarei alongamentos no que se refere ao encontro Lula - Maluf por encarar isso como mais uma senvergonhice da desacreditada classe política brasileira.
No que diz respeito ao Reino Unido e Irlanda do Norte, a Rainha usou a cor verde nos trages e chapéu, nesta visita. Cor símbolo da República Irlandesa que é um país independente. No passado ano procedeu do mesmo modo quando da visita a este. Isto envia uma especial mensagem aos mais incrédulos sobre que algo acontecerá mais tarde ou mais cedo no agrupamento de uma Irlanda só.
Foi visível que nada de espalhafatoso aconteceu e cada uma das partes actuou pela cartilha oficial, cordial e solenemente. Só o Príncipe Consorte parece ter pisado na bola...
Mc Guinness não curvou a cabeça (como seria da praxe por parte de não chefes de Estado) e despediu-se da Rainha, usando o idioma irlandês, com a frase "boa sorte e que Deus a abençôe".
Os sacrifícios dos muitos que lutaram nesta guerra sangrenta de tantos anos não fôram em vão. Eles tinham um ideal.
Respeitemos, também, os que da outra parte lutaram, pois fôram obrigados a tanto, como acontece na maioria das guerras injustas e estúpidas com que nada se tem a ver.
A religião, com todas as suas provocações e fanatismos ignora o caminho do diálogo que quase sempre acaba por se concretizar.

terça-feira, junho 26, 2012

Cães dóceis e ferozes...

Os Dálmatas, por natureza, não são cães agressivos. Antes pelo contrário, são dóceis mas fora do seu domínio.
Após muita insistência do então amigo e colega de trabalho Luciano Roppa, da Guabí, em 1975 comprei dele um filhote de Dálmata na cidade de Orlândia e, junto com uma cadela Pastor Alemão, veio para Campinas quando para esta cidade me transferi.
Comecei a criar a raça e logo abri um Canil devidamente registado nos Órgãos oficiais específicos. Nascia o "Canil Carcavelos", em homenagem à última cidade onde residi em Portugal.
Muita experiência adquiri nesta empreitada da criação de cachorros e posterior venda dos mesmos. Na relação entre homem e animal também. Porém, há sempre algo mais a aprender...
Depois que foi desfeito o meu primeiro casamento, o Canil ficou na casa da ex-mulher. Passava por lá muitas vezes. Uma dessas vezes a Rena, matriarca da família de Dálmatas, estava com filhotes recém nascidos. Era um Domingo e fui visitar os cachorros. A exemplo de outras vezes, levei a minha filhinha (segundo casamento) que tinha um ano de idade. A minha primeira preocupação foi levar a cadela Pastor Alemão para o quintal e prendê-la, por segurança. Deixei a filhinha sentada, quietinha a aguardar-me.
Quando voltei não vi a menina e repentinamente me deu um estalo: ela foi matar a sua curiosidade dentro da casinha onde estava a Rena com a sua prole. Estava toda ensanguentada e de tal modo, que nem dava para perceber a gravidade dos ferimentos. Foi só tomá-la num braço e conduzir o carro com uma só mão até ao hospital mais próximo. O pior não aconteceu, felizmente. Tem ainda hoje uma marca no rosto, mas disfarçada na sua beleza.
Depois disso e até hoje, jamais tive problemas com os meus cães. Depois de três gerações de Dálmatas tive uma cadela Labrador e por último outro Dálmata, o Díli, que comigo está actualmente.
Este cão é diferente de todos os que já tive ou conheci da raça. Ele é, simplesmente, indomável. Tem uma força descomunal e por isso judia muito de mim quando o levo a passear, preso com trela no peitoral. Já lhe coloquei "enforcador" mas desisti porque senão se enforcaria mesmo... Já me derrubou algumas vezes, mas nunca se soltou de mim... Parece não gostar de crianças e, porque eu já percebi isso, tenho o maior dos cuidados quando os meus netos vêm na minha casa. Aliás, tenho o mesmo cuidado em relação a qualquer pessoa que não seja da casa.
Hoje ele pediu-me para o levar a passear. Sim! Ele pede-me isso numa coreografia peculiar e que dispensa a fala que, claro, não tem...
Já tinha anoitecido e fomos os dois fazer, mais uma vez, um dos tradicionais trajectos. Tomei todos os habituais cuidados, como o de ir para a outra calçada quando alguém vem na minha direção, principalmente quando acompanhado de cachorro ou de criança. E, dentro desse esquema, tudo estava dando certo até que mais uma vez o Díli foi evacuar as fezes no canteiro de uma árvore. Ele só faz isso nos canteiros ou em calçadas destruídas ou mal cuidadas...
Como tenha percebido que uma pessoa subia pela calçada em sentido contrário ao meu, com uma criança no colo, tomei o cuidado de ficar bem perto e virado para o focinho do cão. Mas não adiantou! Ele me surprendeu e pulou na criança! Consegui de imediato puxá-lo com um esticão e, ao mesmo tempo que escutava toda a fúria daquele pai no desespero de ver se algo de pior teria acontecido, pedi milhões de desculpas e tentava justificar-me com a garantia de que ele jamais assim tinha agido.
Depois que o homem se acalmou mais, convidei-o a ir na minha casa que era perto. Não aceitou. Pedi-lhe, então, o seu nome e morada e ele acedeu. Vim para casa e contei o acontecido à minha mulher.
Larguei o cão e, com a mulher, fômos ao encontro daquele homem. Lá estava ele na portaria do Condomínio, comentando o sucedido com a esposa e outros condóminos e enxugando lágrimas que ainda lhe corriam dos olhos.
Soube que a criança tem 9 meses sòmente e o meu coração disparou mais uma vez quase me levando às lágrimas também.
O diálogo foi amistoso e ouve compreensão mútua dos acertos e dos erros. Prometi a mim mesmo que lavarei o Díli a passear só em lugares ermos, numa hora mais tardia, a partir de amanhã.
Admirei muito a educação e o fino trato daquele Pai, Isaías de seu nome. Como tenho ideia de o ver mais vezes, a ele e seu filhinho ali na saída da escolinha, quem sabe se não nos tornaremos Amigos!?

sexta-feira, junho 22, 2012

Portugalidade (2)




Este vídeo (sapotimorleste) vem reforçar de maneira indiscutível o que ontem publiquei na minha crónica. É impressionante ver que a maioria, se não a totalidade dos timorenses das imagens (na foto ou no vídeo), nasceram após a administração portuguesa. Isso é muito profundo! Está aí um convite aos estudiosos da área para elaboração de um bom trabalho.

quinta-feira, junho 21, 2012

Portugalidade

Existem muitas opiniões sobre a colonização portuguesa no Mundo. Principalmente sobre o que fôram os últimos 60 anos e durante os quais se desenrolaram as guerras de libertação. Mas não é exactamente esse o ponto do assunto de hoje. O assunto recai sobre essa mesma colonização, mas com relação a Timor-Leste, que foi diferente de tudo o mais.
Foi a Província Ultramarina mais esquecida pela Metrópole e, por incrível que pareça, a mais embebida de lusitanidade.
Ainda há pouco tempo numa das páginas do Facebook dedicadas a Timor-Leste, li uma troca de opiniões (nos comentários) sobre uma postagem. Um dos "contendores", pessoa com elevado grau de conhecimentos sobre a história da permanência portuguesa naquele Território, acabou por me deixar revoltado. E porquê? --- Porque só quem viveu algum tempo em Timor, enquanto território português, poderá pronunciar-se sobre o relacionamento entre nós e eles. Sempre existiu e continúa existindo algo de mágico entre portugueses e timorenses que eu não consigo explicar.
A foto que aqui coloco para ilustar a minha postagem foi tirada em Díli, momentos após o término do jogo de futebol entre Portugal e a República Tcheca, pelos quartos de final da Eurocopa, o qual os portugueses venceram por 1 x 0.
Sem qualquer informação a respeito, o observador que nunca tenha estado em Timor jamais associaria essa foto àquele País. Tenho a certeza que pensaria tratar-se de um ponto qualquer em Portugal.
Está aqui, portanto, uma imagem real a dizer-nos tudo aquilo que não conseguimos explicar...


Foto de Natália Carrascalão Antunes (in Facebook)


sábado, junho 16, 2012

Sôpa de Igrejas

Já passei por algumas situações em que, identificado como alentejano que sou, de imediato ser discriminado. A ideia dessas pessoas imbecis é que ser alentejano é também comunista e ateu.
Eu até posso ser as duas coisas. Porém, posso garantir que no Alentejo estão as mais belas e ricas igrejas e todas elas recheadas de história.
Vejam que nesse gráfico são assinaladas 25 só na cidade de Évora. E então?!...

Farofa

Vi este foto na internet e pensei que o sabor era japonês. Afinal, é chinês...

sexta-feira, junho 15, 2012

Tudo a mesma coisa


Aqui no Brasil, na linguagem popular e no eterno jeito brincalhão do brasileiro, é costume argumentar com a expressão “... a mesma coisa é um caminhão carregado de japoneses!”, quando após alguma pergunta ou afirmação se depara com a resposta “é a mesma coisa!”. O fundamento da expressão é o de não conseguir-mos distinguir um oriental do outro. Para nós ocidentais, eles são todos iguais. Possìvelmente eles terão a mesma opinião a nosso respeito...
Abordei esta questão por causa da notícia de hoje sobre a prisão de Katsuya Takahashi, o último membro, até então foragido, do grupo Aum Shinrikyo responsável pelo acto terrorista com gás sarin perpetrado em 20 de Março de 1995 no Metrô de Tóquio.
Katsuya Takahashi, de 54 anos, foi detido em um bairro do sul da capital nipônica quando tentava se esconder no interior de um Café, um daqueles espaços temáticos abertos durante 24 horas e onde ninguém é incomodado; até mesmo passa complectamente despercebido.
Aqui a conotação que faço da frase atrás referida com a denúncia que alguém fez à polícia, sobre ter visto um homem parecido com Takahashi naquele Café Mangá. Afinal, são 17 anos passados e o marmanjo teria 37 na altura do atentado e, sendo todos iguais uns aos outros, como ocidental fiquei encucado...
A identidade do indivíduo, igual inter pares, foi confirmada nesta sexta-feira graças às impressões digitais.
E os meus amigos japas aqui do Brasil serão tolerantes comigo...

quinta-feira, junho 14, 2012

Trampa


Peladas

1. A BOLA
A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a merendeira do irmão menor.


2. O GOL

O gol pode ser feito com o que estiver à mão: tijolos, paralelepípedos, camisas emboladas, chinelos, os livros da escola e até o seu irmão menor.


3. O CAMPO

O campo pode ser só até o fio da calçada, calçada e rua, rua e a calçada do outro lado e, nos grandes clássicos, o quarteirão inteiro.


4. DURAÇÃO DO JOGO

O jogo normalmente vira em 5 e termina em 10, podendo durar até a mãe do dono da bola chamar ou escurecer. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.


5. FORMAÇÃO DOS TIMES

Varia de 3 a 70 jogadores de cada lado. Ruim vai para o gol. Perneta joga na ponta, esquerda ou a direita, dependendo da perna que faltar. De óculos é meia-armador, para evitar os choques. Gordo é beque.


6. O JUIZ

Não tem juiz.


7. AS INTERRUPÇÕES

No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada em 3 eventualidades:
a) Se a bola entrar por uma janela. Neste caso os jogadores devem esperar 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isso não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação.

b) Quando passar na rua qualquer garota gostosa.
c) Quando passarem veículos pesados. De ônibus para cima. Bicicletas e fusquinhas podem ser chutados junto com a bola e, se entrar, é gol.


8. AS SUBSTITUIÇÕES

São permitidas substituições nos casos de:
a) Um jogador ser carregado para casa pela orelha para fazer lição.
b) Jogador ter o tampão do dedão do pé arrancado. Nestes casos, porém, pode acabar voltando à partida após utilizar aquela água santa da torneira do quintal de alguém.
c) Em caso de atropelamento.


9. AS PENALIDADES

A única falta prevista nas regras do futebol de rua é atirar o adversário dentro do bueiro.


10. A JUSTIÇA ESPORTIVA

Os casos de litígio serão resolvidos na porrada, prevalecendo os mais fortes e quem pegar uma pedra antes.


QUEM NÃO JOGOU, PERDEU UM DOS MELHORES MOMENTOS DA VIDA.



 In Internet




quarta-feira, junho 06, 2012

Grécia Moderna

CONSEQUÊNCIAS DA CRISE NA GRÉCIA

1. Zeus vende o trono para uma multinacional coreana.
2. Aquiles vai tratar o calcanhar no (SUS) saúde pública.
3. Eros e Pan inauguram prostíbulo.
4. Hércules suspende os 12 trabalhos por falta de pagamento.
5. Narciso vende espelhos para pagar a dívida do cheque especial.
6. O Minotauro puxa carroça para ganhar a vida.
7. Acrópole é vendida ao Bispo Macedo e aí é inaugurada uma Igreja  Universal do Reino de Zeus.
8. Eurozona rejeita Medusa como negociadora grega sob o argumento que "Ela tem minhocas na cabeça!".
9. Sócrates inaugura Cicuta's Bar para ganhar uns trocados.
10. Dionisio vende vinhos à beira da estrada de Marathónas.
11. Hermes entrega currículo para trabalhar nos correios na Área: entrega rápida.
12. Afrodite aceita posar para a Playboy.
13. Sem dinheiro para pagar os salários, Zeus libera as ninfas para trabalharem na Eurozona.
14. Ilha de Lesbos abre resort hétero.
15. Para economizar energia, Diógenes apaga a lanterna.
16. Oráculo de Delfos vaza números do orçamento e provoca pânico nas Bolsas.
17. Áries, deus da guerra, é pego em flagrante desviando armamento para a guerrilha síria.
18. A caverna de Platão abriga milhares de sem-teto.
19. Descoberto o porquê da crise: os economistas estão falando grego!

segunda-feira, maio 21, 2012

Aparências

" Pocos ven lo que somos, pero todos ven lo que aparentamos"
Nicolás Maquiavelo.

" En lo que parecemos, todos tenemos un juez; en lo que somos, nadie nos juzga"
Johann Christoph Friedrich von Schiller.

domingo, maio 20, 2012

Pelotas

Quando cheguei ao Brasil nos idos de 1972, fui morar com os meus sogros na cidade de Rio Grande até que organizasse a minha vida.
Tomei conhecimento da história de alguns portugueses da região e conheci alguns pessoalmente, estes das relações do meu sogro que também era português.
Pelotas, a mais ou menos 50 km de Rio Grande, era ponto de passagem para Porto Alegre. Cidade interessante e de grande pêso na economia riograndense, graças às charqueadas e doceria, foi criada por portugueses. O nome do município, teve origem nas embarcações de varas de corticeira forradas de couro. 
Conheci Pelotas por lá ter passado muitas vezes e ficaram na minha memória algumas cenas. Uma delas era o grande número de gaúchos vestidos a rigor nos seus trages tradicionais que embarcavam e desembarcavam na Rodoviária local. Achava aquilo muito interessante e até me reportava ao meu Alentejo onde, gradativamente, os trajes típicos foram ficando esquecidos. Tenho a opinião de que jamais devemos perder esses traços de cultura.
Voltando a Pelotas, sempre achei que aquela seria uma das cidades do futuro no Brasil. Passaram-se 22 anos desde a última vez que por lá passei. Agora lá voltei, neste pretérito Carnaval e fiquei com a impressão que a cidade ficou parada no tempo.
Na verdade, não saí da Rodoviária desta última vez, mas acredito que ela espelhe o que se passa no resto da cidade.
De Campinas a Porto Alegre fiz uma óptima viagem de avião. Do Aeroporto Salgado Filho já directamente embarquei no Metro de superfície que me deixou na Rodoviária. Aqui, a lista de horários de ônibus que eu copiara na Internet não coincidia com a realidade e, assim, tive que esperar 3 horas para pegar um que me levaria a Pelotas e ali outro para o Rio Grande.
Cheguei a Pelotas às 3 horas da madrugada sob um calor de 30 graus. Já imaginaram essa temperatura a uma hora daquelas? Fiquei grudado no guichê das passagens aguardando o funcionário para colher informações e comprar a passagem para a linha que mais me conviesse. Fiquei ali uns 10 minutos até que o dito cujo aparecesse. Ele estava entretido a ver os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro na tv... Que grande corno!
Foi difícil sacar dele uma opinião e das opções que me informou, meio contrariado, optei pelo ônibus das 6 horas para Rio Grande, pois sabia que na Junção apanharia outro para a Praia do Cassino que era o meu destino final.
Tudo resolvido, de mochila nas costas preambulei por ali, pois nessas horas e do jeito que eu vi a situação, jamais me deixaria vencer pelo sono num daqueles bancos de cimento horríveis. Em relação à Rodoviária que eu conhecera muitos anos atrás, nada mudou por ali e deveria ter mudado. Sei que a mesma foi construída sobre um antigo pântano e, por isso, milhões de mosquitos habitam o local. Foi difícil encontrar um banheiro aberto, pois tinha um masculino num extremo e um feminino no outro. Tudo sem placa de informação. Local imundo!
Lá para as tantas, de saco cheio, encostei-me sentado num dos bancos comunitários onde deveríam estar mais umas 8 ou 10 pessoas. Ouvi, atrás de mim e quase na minha orelha: "Boa noite! Sou artista de rua...." Antes que terminasse a apresentação já escutou de mim: "Cara! Não me chateia. Não tenho nada, estou na pior. Estamos os dois na merda..." O indivíduo sumiu que nem um raio e todos ficaram olhando para mim estupefactos. E porque logo eu fui o escolhido?
Ali não vi um segurança. Naquela Rodoviária só vi sujeira, degradação. Não se modernizou em 40 anos e isso fica muito mal para uma cidade como Pelotas. Quem sabe se na minha próxima viagem vou achar tudo mudado!?


Imagens Google

quinta-feira, maio 17, 2012

Dia da Espiga


Hoje é Quinta Feira d’Ascensão. Dia da Espiga.

Para a maioria dos brasileiros eu certamente estarei a falar grego. Mas, como a Grécia está nos píncaros da actualidade, estou conectado... Mas não é nada disso.

Hoje não tanto, porque muitas das tradições infelizmente vão-se esvaziando. Mas eu ainda sou do tempo em que este dia era realmente sagrado. Naturalmente que uso aqui o termo “sagrado” com conotação dispare, mais no sentido de que o dia tinha que ser vivído intensamente. Afinal era feriado no meu Alentejo e, por isso, um dos dias mais santos do ano...

Quarenta dias após a Páscoa temos, no calendário católico, o dia da Ascensão que naturalmente cai numa Quinta-Feira.
Do mesmo modo que na Segunda-Feira de Páscoa, quando o alentejano da cidade vai para o campo comer o borrego assado, nesta Quinta-Feira ele vai também.

Desta vez, porém, com um lanche mais leve, pois só vai “apanhar a espiga” e dar uns amassos na namorada ou na esposa. Os ares primaveris da planície são muito propícios a laivos de paixão...
Sempre em número ímpar,colhem-se espigas de alguns cereais, (simbolizando o pão), ramos de flores campestres (ouro, prata, amor e vida), um ramo de oliveira (azeite, paz e luz), outro de videira (vinho e alegria) e mais um de alecrim (saúde e força). Assim se forma um lindo ramo que se leva para casa e se coloca pendurado numa parede ou porta interna da casa. Será substituído por um novo no ano seguinte.

A todos ofereço, virtualmente, um ramo de espiga que colhi naqueles campos maravilhosos que passaram pelos meus pensamentos enquanto escrevi esta crônica. Que a abundância, a saúde e a paz invadam as vossas vidas durante todo este ano. No próximo tudo se renovará!






sexta-feira, maio 11, 2012

43º Encontro dos Expedicionários a Timor

https://www.facebook.com/groups/326436257401826/

Anteriormente eu já tinha postado aqui o cartaz relativo ao evento. Desta vez foi para reforçar mais um pouco, pois já estamos quase em cima da data. Estou longe, no Brasil, mas uso as minhas ferramentas para ajudar os meus camaradas da Organização. Este ano não poderei estar presente, mas talvez esteja no próximo.
Para quem não sabe, há 43 anos se realiza em alguma cidade de Portugal este Encontro. Ele junta muitos dos que estiveram em Timor, enquanto colónia portuguesa, cumprindo comissão militar. Claro que os da década de 70 não conhecem os das anteriores e os de agora ao serviço da ONU. Mas todos trocam recordações e experiências.
Para quem estiver interessado em obter detalhes do evento deste ano, pode acessar a página especial no Facebook: https://www.facebook.com/groups/326436257401826/ 

Receita mineira


Se você não é natural do Estado de Minas Gerais ou com os mineiros não tem contacto, é quase certeza que não entendeu patavina. Mas é isso mesmo; o mineiro castiço, caipira, fala desse jeito. Faça um esforço e acabará por entender como se faz um molho de repolho no alho e óleo...

quinta-feira, maio 10, 2012

Propaganda

https://www.facebook.com/Fran.Moda.Roupas
Já agora, aproveito este meu espaço para fazer propaganda da minha página de negócios do Facebook. Vão até lá fazer uma visita e cliquem em "curtir".

https://www.facebook.com/Fran.Moda.Roupas 




segunda-feira, maio 07, 2012

Mundo Cão Cibernético

Por algum motivo na criação ou na evolução, não somos todos iguais e ainda bem que assim é na realidade....
Se assim não fôsse, eu iria dizer que Carolina Dieckmann é uma gostosona, do mesmo modo que muitos acham que é. Eu sou dos que acham que não é e me considero um refinado apreciador de mulheres. É!, todos nós temos defeitos e eu tenho esse...
Está aí bombando um baita de um escândalo com a divulgação na internet de 36 fotos íntimas da atriz. Parece que o autor da divulgação fez chantagem com isso, exigindo a importância de 10 mil reais para a não publicação do material. A atriz não cedeu e resolveu apresentar queixa na polícia. As fotos já saíram de quase todos os sites.
Eu fui um daqueles que teve a oportunidade de observar essas fotos há dois dias atrás. A primeira passagem de olhos, como sempre faço defronte de uma mulher ou de uma foto feminina, é no rosto e a seguir no busto. Neste caso não fugi à regra e vim a confirmar que não gosto da visão de Carolina. No meu conceito não é uma mulher bonita. Só falta aparecer alguém querendo ver o meu saco de lixo...
Em seguida observei tudo minuciosamente e não gostei nada do que vi. Não vou aqui descrever detalhes entendendo que, uma vez que as fotos fôram retiradas da internet, não é aconselhável imaginá-las desse modo.
Não gosto do seu nariz, dos seios e do conjunto em geral, se bem que os dois detalhes citados já seriam suficientes para descartar Carolina. Tive até o cuidado de escolher para ilustração desta matéria uma que me pareceu ser melhorzinha...
As fotos publicadas são de muito má qualidade. Talvez isso se deva à precariedade do seu celular e não tanto à capacidade de manuseá-lo no que se refere à câmera. Jamais eu incluiria uma dessas fotos no meu arquivo de mulheres peladas. Sim! tenho um arquivo desses (outro defeito meu...).
Chego até a duvidar que alguém tenha tentado extorquir dinheiro da atriz por causa dessas fotos. Só se foi pela ruindade das mesmas, algo de que o autor tem ciência...


Foto in correiodeuberlandia.com.br

terça-feira, maio 01, 2012

Alentejo Primaveril

Passeio ao Campo Meu Amor! Meu Amante! Meu Amigo!
Colhe a hora que passa, hora divina,
Bebe-a dentro de mim, bebe-a comigo!
Sinto-me alegre e forte! Sou menina!

Eu tenho, Amor, a cinta esbelta e fina...
Pele doirada de alabastro antigo...
Frágeis mãos de madona florentina...
- Vamos correr e rir por entre o trigo!

Há rendas de gramíneas pelos montes...
Papoilas rubras nos trigais maduros...
Água azulada a cintilar nas fontes...

E à volta, Amor... tornemos, nas alfombras
Dos caminhos selvagens e escuros,
Num astro só as nossas duas sombras!...


Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"